segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Promessa da oração

Comentário da lição da Escola Sabatina de 3 a 10 de março de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução

Davi orava três vezes ao dia e o profeta Daniel também tinha o mesmo costume. Durante um período de tempo de minha pré-adolescência trabalhei junto com alguns colegas da igreja nas lavouras de abacaxi do Triângulo Mineiro. Diariamente, o pai de um deles, nos lembrava de orar ao meio dia. Sob um Sol causticante e a brisa tremendo à nossa frente nos ajoelhávamos e, sobre a terra incandescente, tínhamos o nosso contato com Deus. Eu não me lembro do conteúdo daquelas orações, mas ficou a doce lembrança de um saudável costume que, aos poucos, infelizmente foi sendo sufocado pela correria da vida moderna.

Jesus foi vitorioso graças à oração e Paulo, ciente desse poder em nossa vida, nos orienta: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17). Com certeza o motivo de muitos se desanimarem da carreira cristã esteja no seu descuido com a oração. Ellen G. White nos adverte: “A menos que o cristão vigie em oração, dá rédea solta aos hábitos que deve vencer. A não ser que ele sinta a necessidade de contínua guarda, incessante vigilância, suas inclinações abusadas e mal dirigidas, serão o meio para sua apostasia de Deus” (Manuscrito 47, 1896).

  Uma pesquisa sobre a oração concluiu que aproximadamente de 8,4 bilhões de orações por dia são feitas no mundo, ou 5, 833 milhões por minuto, o mesmo que 97 mil preces por segundo!Em meio a esses milhões de orações dirigidas ao Céu será que Deus nos ouve? Diz a irmã Ellen G White: Exponde continuamente ao Senhor vossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não O podeis sobrecarregar; não O podeis fatigar” (Caminho a Cristo, p. 100). A orientação de Jesus é: “Crê somente” (Marcos 5:36).

Domingo

Houve uma época de minha vida em que passei por sérias provações. Decidi jejuar todos os sábados do último trimestre daquele ano, mas os meses passavam e nada de diferente acontecia em minha vida. Desanimado, no último sábado do ano, fui  à igreja. Para surpresa minha o pregador era o pastor Amim Roodor, um grande amigo e ex colega de colégio. Pensei em falar com ele após o sermão, mas foi impossível. Saí da Igreja mais chateado do que quando nela entrei pela manhã.

O sábado chegava ao fim e as minhas esperanças também. Decidi fazer o por do Sol com um amigo de infância, o irmão Alaor de Araújo e confidenciar-lhe as minhas decepções.  O Sol raspava no horizonte quando alguém bateu na porta. Era o pastor Amim que, ao entrar já foi dizendo: “Eu não posso falar com vocês. Estou indo para o aeroporto. Vamos orar.” Ele não sabia de nada do que estava passando comigo, mas ao despedir colocou a sua mão em meu ombro e falou baixinho: “Sempre que me lembro de algum ex colega de colégio eu oro por essa pessoa. Durante este ano eu me lembrei muito de você e sempre tenho orado em seu favor. Eu não sei porque estou orando mas você e Deus sabem.”

Acima de um céu de chumbo tem um Deus compassivo que de uma maneira ou de outra atende com carinho a petição de Seus filhos. No rodapé da página de domingo a autora da lição pergunta: “Onde você estaria em sua caminhada cristã sem a oração?” A minha resposta é: Com certeza eu não estaria mais caminhando.

Segunda

Imagino que os discípulos tinham a sua maneira de orar. Mas viam uma grande diferença nos resultados das orações de Jesus quando comparados com as suas. Foi então que, com humildade pediram ao Mestre: “Ensina-nos a orar.”

Jesus deve ser o nosso modelo em tudo o que fazemos, principalmente na oração. “Jesus, nosso Exemplo, passava muito tempo em oração; e oh! quão sinceras e fervorosas eram Suas petições! Se Ele, o amado Filho de Deus, era impelido a tal fervor, a tal agonia, em nosso favor, quão mais necessário é que nós, que dependemos do Céu quanto a toda a nossa força, tenhamos toda a nossa alma avivada para lutar com Deus!” (E Recebereis Poder, Meditação Matinal p. 369) E mais: Em Sua juventude, a madrugada e o crepúsculo vespertino muitas vezes O encontravam sozinho ao lado da montanha ou entre as árvores da floresta, passando uma hora silenciosa de oração e estudo da Palavra de Deus” (Educação, p. 185).

Feliz aquele que tem por costume buscar o Senhor antes do nascer do Sol. A promessa é: “Eu amo aos que me amam, e os que  de madrugada me buscarem, me acharão” (Proverbios 8:17).

Terça

Em 1965 eu colportei em Brasilia e tomava as refeições em um restaurante próximo ao alojamento. Certa vez ao abrir os olhos após a oração na hora do almoço uma senhora que me servia perguntou: “Como você ora?” No momento a resposta surgiu fácil, mas  hoje, na tentativa de dar resposta a essa pergunta outros questionamentos tem surgido em minha mente, tais como:

As minhas orações estão alicerçadas na fé em Deus e estão revestidas da certeza de que Ele está atento a ouvir o meu clamor. Oro simplesmente para atender a um costume ou para suprir a falta que sinto de Deus?  Sempre que oro tenho a convicção de que entrei na sala de estar do Altíssimo? Eu sei que Deus ouve a oração de qualquer pessoa independente de como ela está e de onde ela está; mas será que isso me dá o direito,  com a luz que tenho, de me apresentar a Deus de qualquer maneira? Quais os motivos que me levam a orar? O propósito de minha oração é que Deus me ouça ou espero ouvir a voz de Deus enquanto oro?

Que resposta você daria para aquela senhora?

Em se tratando da oração considero o buscar e o clamar expressões semelhantes porém, bem diferentes de estar em oração. O buscar envolve o clamar a Deus por algo urgente e que está fora de nossa possibilidade. Envolve humildade, confissão de pecados, reconsagração e entrega total.

Quarta

Tenho um irmão não adventista que diz acreditar que um curandeiro pode realizar um milagre de cura na vida de qualquer pessoa, menos na dele. Certa vez, ele procurou um desses para resolver o problema de um pé doente e não obteve a cura desejada; mas foi enfático: “Eu sabia que não iria acontecer”. E vem a pergunta: Mesmo com a certeza de que não daria certo por que tentou?

Não vejo diferença entre este senhor e muitos de nós adventistas. Às vezes oramos por desencargo de consciência, mas não com aquela fé capaz de mover montanhas. Certa vez o meu cardiologista me indicou uma cirurgia do coração. Eu deveria fazer um implante de valva aórtica, uma revisão da valva mitral e uma revascularização. Diante da complexidade do quadro e a minha idade avançada achei não ser prudente orar para que Deus resolvesse o problema. Pedi apenas para que Ele me desse muita calma. Fui ouvido, pois não perdi um só minuto de sono por causa disso. Mas Deus foi mais além.  Na semana da cirurgia um médico que havia feito um dos exames pré-operatórios me ligou. Segundo ele, eu não necessitava mais me submeter ao delicado processo cirúrgico. Quando retornei ao cardiologista ele ficou nervoso e disse “Tem algo de errado aqui.” Mas ao conferir os exames se acalmou.

Deus não só ouve as nossas orações, mas vai além da nossa falta de fé. Depois deste fato passei a entender melhor Romanos 8:25:“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

Quinta

As passagens bíblicas apresentadas na pergunta de número oito sugerem cinco condições para que uma oração seja atendida: Fé, buscar de todo o coração, renunciar o pecado, observância dos mandamentos e uma vida consagrada. Podemos acrescentar outras mais como: Pedir em nome de Jesus. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:3). Que a vontade de Deus seja feita. “Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco” (Romannos 1:10) e perseverança na oração. “Orai sem cessar” (1  Tessalonicenses 5:17).

Conclusão

O momento mais importante da oração não quando falamos com Deus, mas quando ouvimos a voz de Deus.

A Bíblia e a história

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 25 de fevereiro a três de março de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (uma meditação matinal para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga. DF.

Introdução

Alguns definem a  História como “a ciencia que procura, no presente, respostas sobre o passado. É a ciencia que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado”.

Essa definição, por incrivel que pareça, se encaixa exatamente no que a Biblia traz sobre a existencia do homem e de suas ações sobre a terra. Caso o homem se voltasse para a Bíblia veria como a história foi escrita antes que os fatos se tornassem realidade. Deus é um historiador por exelencia. Ele é o único que faz no presente a história do que um dia acontecerá no futuro.

Para alguns “estudiosos” a poularidade  que a Bíblia desfruta hoje é fruto de um contexto histórico cada dia mais fundamentado em descobertas da arqueologia. Sabemos que não é bem assim. Antes que a arqueologia comprovasse a veracidade da Biblia ela já estava nas mãos do povo. Deus sabia que a Bíblia passaria por restrições e que os seus adéptos seriam perseguidos e tomou providencias para que as Escrituras dia apos dia mais conhecida no mundo.

Sendo ela a Palavra de Deus, o  Criador não permitiria que ela permanecesse inacessivel para sempre. Por seculos o clero confinou a Bíblia a um grupo restrito de teólogos que a conservaram sob sete chaves. Isso mesmo depois de existirem varias traduções. Os mil duzentos e sessenta anos de perseguição papal findaram e, desde então, a Biblia se tornou o livro mais lido no mundo.

A relação da Biblia com a história é tão singular que ela conta a história de si mesma.

Domingo                         

           

Jó está desesperado. Nos capitulos de 29 a 31 o patriarca  relembra os dias de prosperidade e suspia: “Quando o Todo Poderoso ainda estava comigo” (Jó 29:5). Neste momento surge um quarto amigo de Jó Eliú que, em suas incriminações, parece jogar a última pá de cal nas esperanças de Jó. Irritado ele acusa não apenas Jó, mas também os seus tres amigos. Em sua explanação de cinco capitulos Eliú faz treze perguntas a Jó, exaltando o poder criador e mantenedor de Deus. Logo depois Deus Se manifesta a Jó e faz vinte e quatro perguntas parecidas com as formuladas por Eliú. Os quatro amigos de Jó falaram, falaram e só lhe aumentaram as dúvidas e o desespero. Mas quando Deus falou Jó suspirou: “Na verdade falei do que não entendia.” Quando o Senhor fala é diferente.

Na Bíblia Deus fala de Seu poder criador, mantenedor, redentor e restaurador.  A Palavra de Deus dá um basta nas especulações sobre a origem e destino do mundo. Quando estivermos na Nova Terra as coisas de agora serão história. Uma história triste, mas com final feliz.

Segunda

Quando eu era criança uma senhora desapareceu nas margens de um rio. Ninguém queria imaginar o pior. Enquanto mergulhadores se revezavam por cinco dias na procura dela ou do corpo, um senhor visinho nosso, afirmava que ela não havia morrido. Ele dizia que, em sonho, a viu com vida naquela região. Quando o corpo foi encontrado, papai procurou aquele homem mas, envergonhado, êle desaparaeceu do mapa.

Sabemos que Deus comunica o oculto e o futuro aos Seus profetas. Mas sempre que o faz usa de critérios especificos que em nada se enquadravam com o viver daquele vidente que muitas vezes recebia as suas falsas revelções sob o uso de bebida alcoólica.

Os verdadeiros profetas são instrumentos de Deus. As profecias condenatórias sempre são precedidas de um termpo de graça. Nunca os juízos de Deus são executados sem que uma sequencia de advertencias sejam ignoradas.

Não fomos criados para vivermos a deriva. Deus tem um projeto elaborado para cada um de nós. A Bíblia afirma: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 29:11). A conversão dos ninivitas mudou a história daquela cidade. E Jonas, mesmo a contra gosto, teve parte ativa no conteúdo dessa história.

O mundo caminha para o fim. As palavras dos profetas estão soando nos ouvidos da humanidade: “Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra” (Ezequiel 7:2). Diante das admoestações divinas, que história será  relatada nos livros do Céu a respeito de cada um de nós?

Terça

Os cinco versos de Daniel 2:31-35 tem 133 palavras. Com certeza é o texto histórico mais curto do mundo e que abrange o maior espaço de tempo já conhecido, mais de 2600 anos. Temos um Deus incrível. Apenas Ele é capaz de resumir a história do mundo em uma pequena página de um livreto.

Em uma estimativa recente calacula-se que existem no mundo 130 milhões de livros publicados. Caso 1% deles sejam de história, temos ai um milhão e trezentos mil livros que falam da historia do mundo. O que resulta em quase mil livros por cada palavra histórica proferida por Deus.

O nosso Deus é o máximo para criar, manter, redimir, recriar e também para resumir. Estasiado com tantas maravilhas operadas por Deus no cuidado com Seus filhos assim se expressou Moisés : “Não há outro, ó Jesurum, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua majestade sobre as mais altas nuvens” (Deuteronômio 33:26).

Quarta

Na introdução comentamos que Deus resumiu a História Universal em 133 palavras  do  capitulo 2 do livro de Daniel e, no Apocalipse, Deus resumiu o conflito cósmico desde a queda de Satanás há milênios até a sua futura destruição em pouco mais de 160 palavras, capitulo 12:1-10. 

No dia seis de fevereiro de 2012, eu me encontrava em Santana do Araguaia –Pará, quando recebi a noticia de  que um grande amigo e vizinho meu, ainda jovem, havia falecido em Brasília vítima de um câncer que o vitimou em questão de semanas.

A nossa certeza é de que no calendário de Deus Satanás está com os seus dias contados. Em breve o Grande conflito terminará e Deus com o lenço de Sua ternura nos enxugará a última gota de lágrima. “Necessitamos entender mais claramente o que está em jogo no grande conflito em que nos achamos empenhados. Precisamos compreender com mais plenitude o valor das verdades da Palavra de Deus, e o perigo de permitir que nosso espírito seja delas desviado pelo grande enganador” (A Ciência do Bom Viver, p 451).

Estamos envolvidos no grande conflito cósmico e Quem nos promete a vitória é o Cordeiro que foi mostrado a João como se tivesse sido morto. Em Suas mãos está o esconderijo de Sua força.

Quinta

Em conversa com uma médica que trabalhava comigo ouvi uma asneira que é considerada como verdade por milhões de pessoas. Dizia ela: “É verdade que Jesus nasceu em Belém, que Ele foi um andarilho, que pregava o amor e que morreu em uma cruz. Agora sair dizendo que Ele ressuscitou e está no Céu pronto para salvar o mundo é hitória da Carochinha.” Ellen G. White fala sobre a ação frenética de Satanás nestes últimos dias: “Agentes satânicos sob forma humana tomarão parte neste último grande conflito, para opor-se à edificação do reino de Deus. Anjos celestiais em aparência humana também estarão no campo de ação. Os dois partidos antagônicos prosseguirão existindo até o encerramento do último grande capítulo da história deste mundo. Review and Herald, 5 de agosto de 1909” (A Verdade Sobre os Anjos, p 256).

O grande enganador continua empenhado em semear dúvidas. Essa é a sua principal atividade. Mas em breve ele será desmascarado diante de todo o Universo.

No contexto da história do mundo tem uma cruz plantada no Calvário. Ela marca a história do antes e do depois de Cristo. Ela deve ser a marca que nos identifica. Ela é a nossa esperança porque fiel é Aquele que nos prometeu.

Conclusão

No senário do conflito cósmico não somos meros expectadores e nem coadijuvantes no palco da vida. Temos uma ação definida na luta entre o bem e o mal. O grande capítulo final da hitoria em relação a minha vida vai depender das escolhas que faço em cada momento.

Não estamos lutando sozinhos. Deus nos ama e esta no comando de tudo. Ellen G. White afirma: “A história do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que a princípio se iniciou no Céu até o final da rebelião e extirpação total do pecado, é também uma demonstração do imutável amor de Deus” (Patriarcas e Profetas, p 33).

                                             


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cuidando da criação



Comentário da lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de fevereiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, Df.

Introdução

                Deus detesta a inércia. Jesus afirmou: ``Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também`` (João 5:17). Esse trabalhar até agora da Divindade é que nos mantém vivos. Costumo dizer que se o Sol não brilhasse, se a Terra não girasse, se a chuva não caísse, se o ar não circulasse seria um grande impasse.

            Deus impingiu esse espírito cuidador em todas as suas criaturas. Quando eu era criança uma gata teve três gatinhos. Papai colocou mãe e filhos em um saco e os soltou a quilômetros de nossa casa. Dois dias depois, debaixo de chuva, ela apareceu trazendo um gatinho na boca e, algumas horas depois, ela estava com a sua família inteira reunida.

            Em um de seus sermões papai contou a história de uma rolinha que, durante um incêndio voava desesperada por cima de seu ninho. E, em um último esforço para salvar a sua prole ela mergulha por entre as labaredas e é carbonizada junto com os seus filhotes. Uma demonstração clara do que Jesus fez por nós.

             Ao ser criado o homem foi colocado em um jardim para cuidar e o guardar. Mas o pecado interferiu seriamente neste cuidar e guardar. Hoje esse jardim amarga a destruição gradual de tudo de bom que ainda existe ao nosso redor. Isaias retrata com clareza a nossa situação. ``Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna`` (Isaias 24:5).

            O homem está pagando um alto preço pelos seus desatinos. E no caminho em que vai, em breve a vida se tornará inviável em nosso mundo. Que o estudo desta lição nos desperte para um melhor cuidar de nosso planeta.

Domingo

            Nos últimos anos surgiram grandes movimentos em favor da ecologia. Eles fazem soar a sua voz em pequenos e grandes auditórios; nos parlamentos e nos tribunais. Leis são aprovadas em defesa do meio ambiente. E, graças a estes esforços, o planeta ainda sobrevive no que pese os percalços e solavancos que a natureza nos impinge.

            Os movimentos pró ecologia se confrontam com a ganancia do poder econômico quer governamental quer privado em uma batalha desigual e de final aparentemente definido.

            A revolução industrial trouxe em seu bojo a competitividade, e no que pese os benefícios, tem levado o homem a cometer grandes desatinos para com o planeta, com o próximo e para consigo mesmo. As grandes forças econômicas do mundo caminham para o amanhã sem se preocuparem se ele chegará ou náo.

            Parece um contrassenso ver o cuidado e o interesse de Deus pelo nosso planeta quando confrontado com as profecias que claramente afirmam que tudo está reservado para o “fogo do Malaquias.” Mas é justamente por causa dos desatinos do homem que um dia Deus terá de intervir. O mundo estará tão deteriorado que o único recurso será um novo Céu e uma Nova Terra. E graças a Deus por isso.

            Quando vejo as brutais agressões do homem á natureza e a terra se contorcendo em terremotos, tsunamis, enchentes, estiagens, furacões, doenças, desvarios do clima e o potencial atômico das nações, chego a imaginar que algumas das sete últimas pragas poderão ser provocadas pelo próprio homem.

Segunda

O mundo e tudo que nele há foram criados por Deus. Não somos de nos mesmos e moramos em um lugar emprestado. A Bíblia afirma: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Salmos 24:1). Somos os Seus mordomos e um dia Ele pedirá contas de nossa mordomia.

O egoísmo está destruindo a fauna e a flora.  No caminho em que vai a raça humana só não encontrará o seu fim porque Deus intervirá antes. Mesmo assim, apenas quando não tiver mais remédio. Tiago é bastante claro ao falar desse momento: “Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança” (Tiago 5:1-5).

Terça

            Cuidar do mundo em que vivemos é dever de todos nós. Agir de tal maneira que propicie um ambiente saudável é uma questão de amor para conosco mesmo e para com o próximo.   

            Deus foi claro em mostrar a responsabilidade do homem para com a terra: “cuidar e lavrar.” O cuidar vem antes do cultivar. Essa é uma idéia clara da nossa responsabilidade para com uma exploração sustentável. Antes do pecado era fácil colocar em prática esse binômio.

            Foi o egoísmo que levou Lúcifer a introduzir o pecado no mundo e é o egoísmo que está destruindo com o seu ecossistema. O homem se arremessa contra a flora e a fauna como se estivesse a digladiar com um inimigo. Em consequência, ele fica cada vez mais acuado. Onde estão as fontes de água cristalina? Como recuperar a camada de ozônio? O que fazer com as toneladas de lixo?

            O  cuidar e o lavrar devem ser motivados pelo amor a Deus e ao próximo. Pois tudo o que fazemos neste sentido tem a ver com a sustentabilidade do ecossistema. No momento em que eu agrido a natureza eu estou agredindo o Criador o meu próximo e também todas as demais criaturas.

            Satisfazendo a sua ganância o homem entrou em um labirinto e não sabe ou não quer, ou não tem forças para sair. É necessária uma conscientização que parece estar longe de existir.

Quarta

            Quando o homem observa o sábado conforme a orientação bíblica ele tem a oportunidade de conhecer melhor o Deus criador.  Se toda a humanidade observasse o sábado conforme orienta a Bíblia teríamos uma consciência ecológica mais acentuada.  A produção de lixo seria miminizada e o intercambio social melhor aprimorado. A terra seria envolta numa atmosfera de santificada meditação.  O sábado é um parêntese no tempo que vale a pena ser respeitado.

            Por orientação divina, a cada cinquenta anos o povo de Israel deixava a terra descansar. Nada era cultivado. Esta é mais uma orientação divina que tem amparo científico. Hoje, além do descanso propriamente dito, emprega-se a rotatividade de culturas.

Quinta

            O domínio sobre todos os animais da terra que Deus outorgou ao homem o coloca numa situação de responsabilidade pela vida e o bem estar de todas estas criaturas. O oposto do que normalmente se vê hoje.

            Outro fator importante é que, criados á imagem e semelhança de Deus, deveríamos ter a mesma preocupação com o meio ambiente apresentada pelo nosso Criador.

            Esse encher a terra de pessoas à imagem e semelhança de Deus significa enche-la com pessoas que tenham uma acentuada conscientização ecológica. Pessoas que a cada semana promovam um dia de descanso para o nosso planeta.

            É pena que a terra esteja cheia de gente violenta, autoritária, desrespeitosa, destruidora e egoísta. Satanás está transformando a humanidade no oposto do planejamento divino. Ainda bem que em breve isso terá um fim.

Conclusão  

            Lucas narra a parábola de um empresário que antes de fazer uma longa viagem entregou os seus bens aos cuidados de um mordomo. Este agiu de maneira autoritária e irresponsável e os resultados foram desastrosos.

Ao retornar o patrão encontrou uma empresa deteriorada. A pergunta foi incisiva e ao ponto: “Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo” (Lucas 16:2).

Quando o Senhor da terra voltar Ele pedira contas da responsabilidade a nós outorgada. Vamos devolver-Lhe um mundo melhor ou pior do que o recebido de Suas mãos?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pensamento

A Internet forma e deforma. Depende de como usá-la. Carmo.

Pensamento

A vida parece curta. Mas é tempo suficiente para você dar o seu recado ao mundo. Carmo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Cuidando da criação



Comentário da lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de fevereiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, Df.

Introdução

                Deus detesta a inércia. Jesus afirmou: ``Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também`` (João 5:17). Esse trabalhar até agora da Divindade é que nos mantém vivos. Costumo dizer que se o Sol não brilhasse, se a Terra não girasse, se a chuva não caísse, se o ar não circulasse seria um grande impasse.

            Deus impingiu esse espírito cuidador em todas as suas criaturas. Quando eu era criança uma gata teve três gatinhos. Papai colocou mãe e filhos em um saco e os soltou a quilômetros de nossa casa. Dois dias depois, debaixo de chuva, ela apareceu trazendo um gatinho na boca e, algumas horas depois, ela estava com a sua família inteira reunida.

            Em um de seus sermões papai contou a história de uma rolinha que, durante um incêndio voava desesperada por cima de seu ninho. E, em um último esforço para salvar a sua prole ela mergulha por entre as labaredas e é carbonizada junto com os seus filhotes. Uma demonstração clara do que Jesus fez por nós.

             Ao ser criado o homem foi colocado em um jardim para cuidar e o guardar. Mas o pecado interferiu seriamente neste cuidar e guardar. Hoje esse jardim amarga a destruição gradual de tudo de bom que ainda existe ao nosso redor. Isaias retrata com clareza a nossa situação. ``Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna`` (Isaias 24:5).

            O homem está pagando um alto preço pelos seus desatinos. E no caminho em que vai, em breve a vida se tornará inviável em nosso mundo. Que o estudo desta lição nos desperte para um melhor cuidar de nosso planeta.

Domingo

            Nos últimos anos surgiram grandes movimentos em favor da ecologia. Eles fazem soar a sua voz em pequenos e grandes auditórios; nos parlamentos e nos tribunais. Leis são aprovadas em defesa do meio ambiente. E, graças a estes esforços, o planeta ainda sobrevive no que pese os percalços e solavancos que a natureza nos impinge.

            Os movimentos pró ecologia se confrontam com a ganancia do poder econômico quer governamental quer privado em uma batalha desigual e de final aparentemente definido.

            A revolução industrial trouxe em seu bojo a competitividade, e no que pese os benefícios, tem levado o homem a cometer grandes desatinos para com o planeta, com o próximo e para consigo mesmo. As grandes forças econômicas do mundo caminham para o amanhã sem se preocuparem se ele chegará ou náo.

            Parece um contrassenso ver o cuidado e o interesse de Deus pelo nosso planeta quando confrontado com as profecias que claramente afirmam que tudo está reservado para o “fogo do Malaquias.” Mas é justamente por causa dos desatinos do homem que um dia Deus terá de intervir. O mundo estará tão deteriorado que o único recurso será um novo Céu e uma Nova Terra. E graças a Deus por isso.

            Quando vejo as brutais agressões do homem á natureza e a terra se contorcendo em terremotos, tsunamis, enchentes, estiagens, furacões, doenças, desvarios do clima e o potencial atômico das nações, chego a imaginar que algumas das sete últimas pragas poderão ser provocadas pelo próprio homem.

Segunda

O mundo e tudo que nele há foram criados por Deus. Não somos de nos mesmos e moramos em um lugar emprestado. A Bíblia afirma: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Salmos 24:1). Somos os Seus mordomos e um dia Ele pedirá contas de nossa mordomia.

O egoísmo está destruindo a fauna e a flora.  No caminho em que vai a raça humana só não encontrará o seu fim porque Deus intervirá antes. Mesmo assim, apenas quando não tiver mais remédio. Tiago é bastante claro ao falar desse momento: “Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança” (Tiago 5:1-5).

Terça

            Cuidar do mundo em que vivemos é dever de todos nós. Agir de tal maneira que propicie um ambiente saudável é uma questão de amor para conosco mesmo e para com o próximo.   

            Deus foi claro em mostrar a responsabilidade do homem para com a terra: “Lavrar e guardar.” O lavrar vem acompanhado do guardar. Essa é uma idéia clara da nossa responsabilidade para com uma exploração sustentável. Antes do pecado era fácil colocar em prática esse binômio.

            Foi o egoísmo que levou Lúcifer a introduzir o pecado no mundo e é o egoísmo que está destruindo com o seu ecossistema. O homem se arremessa contra a flora e a fauna como se estivesse a digladiar com um inimigo. Em consequência, ele fica cada vez mais acuado. Onde estão as fontes de água cristalina? Como recuperar a camada de ozônio? O que fazer com as toneladas de lixo?

            O lavrar e o cuidar devem ser motivados pelo amor a Deus e ao próximo. Pois tudo o que fazemos neste sentido tem a ver com a sustentabilidade do ecossistema. No momento em que eu agrido a natureza eu estou agredindo o Criador o meu próximo e também todas as demais criaturas.

            Satisfazendo a sua ganância o homem entrou em um labirinto e não sabe ou não quer, ou não tem forças para sair. É necessária uma conscientização que parece estar longe de existir.

Quarta

            Quando o homem observa o sábado conforme a orientação bíblica ele tem a oportunidade de conhecer melhor o Deus criador.  Se toda a humanidade observasse o sábado conforme orienta a Bíblia teríamos uma consciência ecológica mais acentuada.  A produção de lixo seria miminizada e o intercambio social melhor aprimorado. A terra seria envolta numa atmosfera de santificada meditação.  O sábado é um parêntese no tempo que vale a pena ser respeitado.

            Por orientação divina, a cada cinquenta anos o povo de Israel deixava a terra descansar. Nada era cultivado. Esta é mais uma orientação divina que tem amparo científico. Hoje, além do descanso propriamente dito, emprega-se a rotatividade de culturas.

Quinta

            O domínio sobre todos os animais da terra que Deus outorgou ao homem o coloca numa situação de responsabilidade pela vida e o bem estar de todas estas criaturas. O oposto do que normalmente se vê hoje.

            Outro fator importante é que, criados á imagem e semelhança de Deus, deveríamos ter a mesma preocupação com o meio ambiente apresentada pelo nosso Criador.

            Esse encher a terra de pessoas à imagem e semelhança de Deus significa enche-la com pessoas que tenham uma acentuada conscientização ecológica. Pessoas que a cada semana promovam um dia de descanso para o nosso planeta.

            É pena que a terra esteja cheia de gente violenta, autoritária, desrespeitosa, destruidora e egoísta. Satanás está transformando a humanidade no oposto do planejamento divino. Ainda bem que em breve isso terá um fim.

Conclusão  

            Lucas narra a parábola de um empresário que antes de fazer uma longa viagem entregou os seus bens aos cuidados de um mordomo. Este agiu de maneira autoritária e irresponsável e os resultados foram desastrosos.

Ao retornar o patrão encontrou uma empresa deteriorada. A pergunta foi incisiva e ao ponto: “Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo” (Lucas 16:2).

Quando o Senhor da terra voltar Ele pedira contas da responsabilidade a nós outorgada. Vamos devolver-Lhe um mundo melhor ou pior do que o recebido de Suas mãos?