sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Palavra de verdade

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 14 a 21 de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O livro de Provérbios foi escrito pelo homem mais sábio que o mundo já conheceu. Ele exalta a sabedoria como o bem mais precioso que o ser humano possa adquirir. Salomão conclui que a sabedoria humana é falha e traiçoeira e nos exorta a buscar a sabedoria que vem de Deus. Foi reconhecendo essa verdade e se desfazendo de sua sabedoria própria que ele se tornou o homem mais sábio de todos os tempos exceto Jesus.
            Em seu livro Salomão esclarece que o homem tem duas opções. Ter a sabedoria que vem do alto ou viver enaltecendo a sua própria sabedoria humana. Ele mostra ainda que temos duas maneiras de expressarmos a nossa sabedoria ou a nossa ignorância, ou seja, por palavras e ações. Dentro desse raciocínio ele exalta as palavras quando ditas por pessoas que colocam a Deus em primeiro lugar.  Muitas de suas palavras de Salomão encerram verdades que permanecem firmes ao longo de séculos e milênios como verdadeiros frutos de alguém que buscou de Deus a verdadeira sabedoria. Algumas dessas máximas fazem parte do nosso estudo dessa semana.
            O autor da lição mostra que em parte nos somos frutos do meio em que vivemos e, indo mais longe, somos um pouco ou muito do que ouvimos ao nosso redor. Esse ouvir vem desde o inicio de nossa vida. Aprendemos a falar com os nossos pais e daí para frente às palavras passam a influenciar a nossa vida para o bem ou para o mal. Cabe a nós atentarmos para o que ouvimos e falamos. Para proferirmos palavras sábias temos de nos municiar da sabedoria divina. Há um princípio bíblico de que falamos daquilo que está cheio o nosso coração. Caso o meu coração seja uma caixa vazia ou repleta de impurezas é claro que a minha boca vai exteriorizar isso para as pessoas que estão ao meu redor.
            Ao revermos algumas das máximas de Salomão durante essa semana possamos entender que todos somos criaturas de Deus. Ele dotou a todos nós de tudo o que necessitamos para viver de maneira sábia e prudente. A escolha está em nossas mãos. Sabendo que somos todos iguais vamos respeitar e amar o nosso próximo com a certeza que Deus o ama e espera que retribuamos esse amor uns pelos outros. Vamos rever que a nossa confiança Nele nos reveste da esperança da salvação. Essa esperança da salvação deve ser transmitida às nossas crianças e, assegura o sábio: “Até velhice não se esquecerá.”

Domingo
            A Bíblia firma que de um só homem Deus fez toda a raça humana. ‘‘De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra…” (Atos 17:26). E mais criados a imagem e semelhança de Deus éramos perfeitos. “E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27).
            Jamais o meu avô materno concordou com essa verdade bíblica. Para ele a criação do homem teve a atuação de Deus, mas partiu de um processo que ainda esta em evolução. Para ele o homem surgiu imperfeito, mas em vias de perfeição. Na sua crença nos passamos por todos os reinos, ou seja: já fomos pedra, arvore, macaco e outras coisas. Ele respeitava um grão de areia e um graveto como se fossem pessoas. Empregou boa parte de sua vida fazendo experiência com plantas na esperança de descobrir a verdadeira origem da vida.
            Satanás implantou um monte crenças no mundo com o objetivo de fazer o homem ignorar não só a sua origem como também o seu criador. Um dos maiores trunfos conseguidos pelo inimigo foi inspirar Darwin a desenvolver a devastadora teoria da evolução hoje plantada na maioria das universidades do mundo e defendida nos púlpitos de muitas igrejas e, por último endossada pelo papa Francisco.
            Talvez, por contradizerem o principio de que todo o ser humano foi criado por Deus é que chegamos ao ponto onde estamos onde ninguém respeita ninguém. A verdade proferida por Salomão continua soando forte: ”O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos” (Provérbios 20:12).

Segunda
            Jorão, filho de Josafá, foi um péssimo rei em Judá. As coisas chegaram a um ponto que Deus interveio com uma mensagem do profeta Elias: “Eis que o Senhor ferirá com um grande flagelo ao teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. Tu também terás grande enfermidade por causa de uma doença em tuas entranhas, até que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal” (2 Crônicas 21:14-15). Foi atacado por tipo terrível de câncer que o rei Jorão morreu. A sua biografia termina de maneira melancólica. Diz o texto sagrado “E foi sem deixar de si saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (2 Crônicas 21:20).
            Jorão teve tudo para se despedir da vida deixando ótimas lembranças e muita saudade. Mas fracassou no teste da vida. Ele inverteu os valores e pagou o preço. Diante de casos assim é que Salomão faz a pergunta: “A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará?” (Provérbios 20:6). Provavelmente o rei Jorão imaginava que estivesse abafando, porém estava sendo abafado e, no final, sufocado.
            De nada adianta ter o mundo aos pés e desconhecer Deus. Jeremias nos deixou uma importante advertência: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me entender e Me conhecer, que Eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jeremias 9:23-24). E Jesus completa: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Marcos 9:35).

Terça
            Nesta semana li o livro do pastor Assad Bechara onde ele comenta a vida de Itamar e exalta as suas virtudes. Embora sendo gentílica ela tinha certeza de que Deus estava no comando de sua vida e esperou com paciência. Foi condenada a morrer queimada, mas na hora H escapou e granjeou reconhecimento nacional. Esperando no Senhor, ela escapou da morte e, mais do que isso, encabeçou a lista de quatro mulheres que fizeram parte da genealogia de Jesus.
            Vivemos em uma cultura imediatista. Orientações bíblicas como: “Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Salmos 27:14) estão em descompasso com o frenesi dos nossos dias. Quando eu era criança os homens andavam a pé ou, as vezes a cavalo. As mercadorias eram transportadas em carros de bois e em lombos de animais. Hoje aviões super sônicos resolvem em minutos o que antes exigia dias ou messes. Apenas um detalhe:  naquela época ninguém se queixava de atrasos o que é rotina nos dias de hoje. “Espera no Senhor” é o grande recado que vem do Céu para cada um de nós.


Quarta
            Imagino que o conhecido provérbio “quem dá aos pobres empresta a Deus”  teve a sua origem com alguém que leu Provérbios 19 17 onde diz “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício.” Devido ao clima de violência reinante na sociedade e o número crescente de viciados em drogas, hoje é difícil mantermos um contato direto com os pobres e necessitados. Quantas vezes presenciei pessoas implorando ajuda na frente da igreja que frequento e, ao recebe-la, atravessam a rua e gastavam tudo no boteco de frente.
            Sempre que toco nesse assunto me lembro do meu pai. Quantas vezes
 O vi pegar dinheiro emprestado para ajudar algum necessitado. As vezes  sustentava famílias inteira por anos. Ele tinha uma praxe: Na colheita do arroz ele entregava seis sacas de arroz para cada trabalhado. Era arroz suficiente para uma família de cinco pessoas se alimentarem por um ano inteiro. Mas o que normalmente acontecia é que três meses depois da doação um ou dois ainda tinha arroz em casa. Certa vez argumentei com ele: O senhor dá o arroz e eles trocam tudo por bebida alcoólica, ao que ele respondeu “se eu olhar por esse lado término não ajudando ninguém”.
            A tarefa de ajudar os pobres não é fácil. Mas é ai que Deus espera ver um samaritano em cada filho seu.

Quinta
            Tempos atrás eu dizia que o juízo de uma criança começa no calcanhar e, à medida que ela vai crescendo, o juízo vai subindo até chegar ao cérebro. Mas havia um porém. Quando chegava a altura do bumbum ele parava de subir. Então com algumas palmadas ele se assustava e corria para a cabeça. Hoje essa técnica com apoio da Bíblia não usufrui de amparo legal. “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela” (Provérbios 22:15). O curioso é que quanto mais os homens se afastam dos princípios bíblicos e passam a adotar métodos modernos de educação, mais cresce a criminalidade entre os adolescentes. Mais uma vez cumpre o princípio bíblico “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Conclusão
            Do que estudamos durante essa semana o autor parece enfatizar mais a educação dos filhos e a nossa atenção para com os necessitados. Quanto à formação dos filhos nem sempre eles permanecerão na verdade que aprenderam, mas isso não quer dizer que o esforço tenha sido em vão. Além da paz de espírito que dominará cada pai as instruções apresentadas nunca serão esquecidas. Inúmeros exemplos têm demonstrado que realmente a criança não se esquece. “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

            Quando participamos de qualquer ação em favor do próximo sentimos que o maior beneficiado realmente somos nós quem praticou a ação. Mais uma vez a Bíblia tem razão. “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício” (Provérbios 19:17).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Como lidar com as contendas



Comentário da Lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Salomão oferece orientações valiosas para aqueles que desejam manter um bom relacionamento com o próximo e com Deus. Esse relacionamento tem muito a ver com o que falamos e Jesus deixou isso bem claro ao dizer “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37).
            Salomão aborda desde o relacionamento cotidiano entre amigos até o relacionamento prejudicado com palavras nas quais o egocentrismo é a tônica. Pessoas que usam a sua condição financeira para impor respeito ou para se projetar acima dos demais são cansativas e olhadas com reservas.
            Nem sempre é fácil ser justo com as pessoas amigas. O temor de feri-las pode nos levar a omitir palavras que, talvez, elas estejam necessitando ouvir. Por outro lado o nosso silêncio pode ser motivado pelo receio de sermos identificados como intrometidos e inoportunos.
            Três coisas são importantes nos nossos relacionamentos. Sinceridade, amor e humildade. Quando conseguimos manter esses princípios com certeza os resultados serão os melhores.
            O verso áureo traz uma grande verdade “É melhor um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de iguarias e com desavença” (Provérbios 17:1). Conheci um senhor que possuía dezenas de imóveis para alugar. Financeiramente era uma pessoa resolvida. Mas a vida em família era um inferno. Quantas vezes eu acordava durante a noite com o vozerio vindo daquela casa.Os atritos com filhos e a esposa eram constantes. Era uma família rica, porém, infeliz.
            O sábio oferece conselhos que, uma vez praticados, nos resguardam de momentos difíceis. Ele assegura` “Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria” (Provérbios 18:4). Quando eu tinha meus cinco ou seis anos de idade conheci o senhor Miranda. Ele era um homem pobre e simples. Quão bom era ouvi-lo! As suas palavras eram realmente um ribeiro transbordante de sabedoria.

Domingo
            Apenas um lembrete. Esses dois versículos não estão autorizando cobrirmos as nossas transgreções. Todo o pecado necessita ser confessado e abandonado.  O que os versos dizem para nós talvez, seja mais difícil praticarmos do que confessar os nossos pecados. Manter sigilo quanto às faltas dos nossos irmãos, principalmente se foi cometidas contra nos. A cocega na língua e algo difícil de controlarmos.
Conheci uma família que tinha por principio não comentar as falhas dos demais membros. Caso alguém cometia um deslize o parente que viu ou tomou conhecimento se encarregava de resolver o problema com a pessoa envolvida. Resolvido o caso ficava apenas entre os dois. Embora não fossem cristãos eles praticavam o que Jesus deixou claro em Mateus18:16: “Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.”
O verso 11 do capitulo 19 é um rígido recado aos fofoqueiros. Diz o texto: “A prudência do homem faz reter a sua ira, e é glória sua o passar por cima da transgressão.” Ou seja, o homem prudente não desperta a ira de alguém que caiu em pecado. Ele se mantem em silencio. O verdadeiro amigo não comenta as falhas do próximo. São nos momentos de provações que ele prova a sua amizade e lealdade.

Segunda
            A pessoa inteligente tira grande proveito da correção. Ela aceita ser corrigida e obtém lições construtivas do fato. Essa pessoa vai valorizar a correção por dois motivos especiais. Primeiro ela não foi exposta. E segundo, ela foi repreendida com amor.
            Ser justo e, ao mesmo tempo, demonstrar amor não e fácil. E esse comportamento que Deus espera de cada um de nos. João apresenta a história da mulher apanhada em adultério. Jesus não expôs a vitima. Não propagou os seus pecados e levou os seus algozes a pensar duas vezes antes de acusar. Quanta lição Jesus nos ensinou com esse fato!

Terça
            Salomão esclarece que as palavras são águas profundas. São profundas para o bem ou para o mal. Tiago afirma: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tiago 3:5). Segundo Tiago a língua pode provocar grandes destruições. Mas essa mesma língua canalizada para o bem pode promover salvação em massa. Veja o relato do que aconteceu com Pedro: “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil” (Atos 4:4). E Jonas com três dias de pregação levou cento e vinte mil pessoas ao arrependimento.
            Para mostrar o poder da língua, Salomão usa uma linguagem bem forte: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Provérbios 18:21). As nossas palavras exercem nas pessoas poder para a vida ou para a morte. Cabe a cada um de nos escolher que uso vai fazer com ela.

Quarta
            Cada pessoa vê a mesma coisa, mas tira conclusões diferentes. Enquanto alguém vê grandes resultados em determinado projeto, outra pessoa não consegue visualizar as mesmas vantagens. Quando se trata de pessoas amigas não e difícil opinar. Mesmo assim a presença de uma opinião diferente pode causar estranheza e susto. Isso acontece porque a nossa visão e finita e a nossa tendência é preferir aquilo que gostamos sem uma avaliação mais profunda.
            Salomão adverte: “O que pleiteia por algo, a princípio parece justo, porém vem o seu próximo e o examina” (Provérbios 18:17).A avaliação de uma ou mais pessoas valoriza o projeto e ameniza a possibilidade de erros. O próprio Salomão esclarece: “na multidão de conselhos há segurança (sabedoria)” (Provérbios 11:14).
            Toda historia tem dois lados e todos eles têm o mesmo peso para avaliação. Tive um professor de historia que dizia “eu duvido de um homem de um jornal só”. Como falíveis que somos necessitamos da opinião de terceiros. O único momento em que não necessitamos de opiniões e para fazermos a vontade de Deus. Ele esta acima do erro e do equivoco e nele “não há sombra de variação”.

Quinta
            Mais uma vez Salomão condena a mentira e não é para menos. Como ele, o homem mais sábio do mundo, não vai alertar de maneira enérgica os seus leitores sobre esse mal que teve a sua origem no Céu. Veja que no inicio do seu reinado ele enfrentou um problema serio envolvendo a mentira. Duas mulheres se apresentam como mãe de uma criança e exige o direito de cria-la. Ê claro que uma estava mentindo.
            Já estudamos sobre a mentira em lições anteriores nesse trimestre quando escrevi bastante sobre o tema. Dizem por ai: “Quem diz nunca ter mentido está mentindo.” Infelizmente a mentira era bastante comum entre o povo de Deus. Temos Abraão, Isaque, Jacó, Esaú e tantos outros que usaram da mentira de maneira escandalosa.
            Temos também exemplos de pessoas que ganharam dinheiro para mentir em juízo no sentido de condenar alguém. Parece ser difícil avaliar se uma mentira é maior ou pior que outra, mas para Deus o testemunho falso é a pior das mentiras proferidas por alguém. Geralmente essas mentiras são proferidas sob juramento.
            Salomão da um tratamento drástico para o mentiroso. Diz um dos textos: “A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá” (Provérbios 19:9). Dentro dessa verdade bíblica podemos imaginar que tem muita gente “boa” por ai carregando nas costas uma pesada condenação.
            Parece estranho, mas o melhor lugar para falar uma mentira e onde mais se fala mentiras é no púlpito das igrejas. Se existe apenas uma verdade bíblica como pode as milhares de igrejas estar pregando a verdade? Alguém esta mentido feio por ai, e pior, usando para isso os púlpitos das igrejas.

Conclusão
            A lição mostra que uma das maneiras de evitar contendas é falar a verdade e ser sincero para com as pessoas. Mas falar a verdade também pode gerar contendas. Você faz parte de um grupo na universidade, no trabalho ou de amigos nas redes sociais. Geralmente a pessoa que não mente é tratada com indiferença e pode ser até odiado pelos demais. Vivemos em um mundo onde cada dia se torna mais complicado amar a verdade.
Já em seu tempo Rui Barbosa sentiu essa dificuldade. Lamentou o sábio baiano: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

O conselho de Paulo para os filipenses é válido para nós hoje: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (1 Filipenses 2:15).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que você vai receber não é o que está vendo



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 31 de janeiro a sete de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro de IASD – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O titulo de nossa lição é uma verdade tanto para os justos como para os ímpios. Quanto aos justos, Paulo afirma que: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e que o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9) e quanto aos ímpios Jó pergunta: “Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?” (Jó 27:8). Tanto para os ímpios como para os justos haverá surpresas no último dia. Para os ímpios surpresas para pior e para os justos surpresas para melhor.
No verso 12 do capítulo 14 o sábio afirma: “Há um caminho que ao homem Sabemos que essa visão parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” O ímpio não vê a realidade do perigo em que se encontra e essa é a causa que faz a sua desgraça maior do que a imaginada. Veja a diferença apontada pelo próprio Salomão no que acontece com os justos: “A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos insensatos é engano” (Provérbios 14:8). A diferença está na maneira de cada pessoa ver o caminho.
Ver o caminho correto não depende de nós mesmos. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). É necessário, como Davi, buscarmos a orientação divina “E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:24).
Os que humildemente buscam a direção divina receberão a orientação correta de como viver. “Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos” (Salmos 119:6).
Um ponto importante que deve ser salientado é que o justo está cercado de impiedade. Aparentemente não existe nenhum ganho em procurar viver uma vida justa e isso leva muitos a optarem pelo caminho do imediatismo, ou seja: felicidade agora. Quanto aos justos a sua esperança está no além. A fé nos leva a ver “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9). Que seja essa a nossa esperança.

Domingo
            Salomão bate firme no insensato e nos orienta para não acompanha-lo em seus caminhos. Vaja a sua orientação: “Desvia-te do homem insensato, porque nele não acharás lábios de conhecimento” (Provérbios 14:7). Os insensatos tem uma característica terrível. Veja: “Os insensatos zombam do pecado” (Provérbios 14:9).
            O segredo do sábio é que humildemente ele age sob a orientação do Senhor. A sua sabedoria vem do alto e assim não tem como ele se desviar.  Em quanto o ímpio se julga seguro. “O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).
            Temer a Deus é ser submisso à Sua vontade. É se sentir seguro sob a Sua direção. “No temor do Senhor há firme confiança...” (Provérbios 14:26). Nesse mundo de impiedade Ele é o nosso refúgio. “...Ele será um refúgio para seus filhos” (Provérbios 14:26).


Segunda
Selecionei cinco versos de Provérbios 14 que, a meu ver, caracterizam bem esse capitulo. No verso 16 o Salomão mostra que uma das características do sábio é se desviar do mal. Conheci um senhor. Ele cedeu uma sala em sua casa para realizar as primeiras reuniões adventistas em Monte Alegre de Minas lá pelos idos de 1946. Interessante que ele nunca aceitou a mensagem. Ele era alcoólatra e quando bebia dizia que era necessário matar uma pessoa para provar a sua cidade de origem. Em uma noite de Natal ele tirou a vida de seu melhor amigo. Por ironia do destino a cadeia ficava perto da igreja adventista e, de sua cela, ele acompanhava toda a movimentação dos membros. Ele não se desviou do mal. “O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).
            No segundo verso selecionado vemos que o sábio não age precipitadamente. Ele não se indigna a toa. O sábio é uma pessoa equilibrada. “O que se indigna à toa fará doidices, e o homem de maus intentos será odiado” (Provérbios 14:17).
O verso 23 mostra que o sábio não fica apenas falando. Ele não e do time dos que apenas fala, fala e não faz nada. Ele trabalha. “Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza” (Provérbios 14:23).
Em provérbios 14:26 lemos que sábio teme a Deus e esse temor vai lhe preservar a vida. “O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Provérbios 14:26). E o verso 27 mostra a razão porque o sábio vive de maneira diferente do ímpio. Ele tem uma esperança porque confia em Deus. “No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.”

Terça
            Quando eu era criança o meu pai comprou um quadro que mostrava os dois caminhos. No alto do quadro tinha um olho cujo olhar se espraiava por toda a pintura e esse versículo de Provérbios 15:3 acompanhava a figura: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). Esse verso nos mostra o quanto Deus nos ama e é paciente com a raça humana. Ele está vendo todas as atrocidades cometidas pelos ímpios, mas aguarda com paciência o dia em que vai agir com justiça. Muitos imaginam que Deus não se importa com o procedimento dos homens ímpios, mas não é assim. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31).
            Essa é uma afirmação que nos traz esperança. “Porquanto olhará desde o alto do Seu santuário; desde os Céus o Senhor observou a Terra, para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte; a fim de que seja anunciado o nome do Senhor em Sião, e o Seu louvor em Jerusalém, quando os povos todos se congregarem, e os reinos, para servirem ao Senhor." (Salmo 102:18-22).

Quarta 
Hoje o mundo gira em torno da beleza. Mulheres e homens gastam fortunas na busca de um rosto bonito e atraente, além de muito tempo empregado em salões de beleza. Ainda tem aqueles que esperam encontrar uma formula magica para resolver de vez o quesito beleza. Salomão oferece uma receita infalível, econômica e de fácil aplicação. O segredo não esta em uma casa especializada no ramo e nem muito menos em um lugar do outro lado do mundo. O segredo esta dentro de cada um de nós.
O sábio afirma que “o coração alegre aformoseia o rosto”. Para Salomão a beleza nada tem a ver com atitudes externas. Ela vem de dentro para fora. Trocando em miúdos ela e resultado de um relacionamento intimo com Deus. O cristão não tem motivos para reclamar da vida, ele vive sempre alegre.
Um coração alegre oferece saúde não apenas para o seu dono, mas para todos os que estão ao seu redor. E complicado viver ao lado de uma pessoa que reclama de tudo. Por muitos anos convivi com um colega de trabalho assim. Ele reclamava do patrão, do serviço, do salario, dos colegas e da refeição de graça que era oferecida. Conviver com ele era uma canseira.
Alguns podem imaginar que, para Salomão, era fácil viver alegre. Ele era o homem mais rico e mais sábio do mundo e tinha tudo o que desejasse ao alcance das mãos. Porem, tudo isso não foi o suficiente para lhe trazer paz e felicidade. Em dado momento ele desabalou “tudo e vaidade e aflição de espirito”. Conheci o senhor Prudêncio. Ele era um homem que trabalhava de Sol a Sol nas lavouras de abacaxi. Morava em uma choça exposto ao vento e a chuva ate que meu pai construísse uma casa para ele. Andava sempre a pé e descalço. Nunca o vi reclamar de qualquer coisa. Estava sempre alegre e de semblante radiante. Era prazeroso estar ao seu lado.
Uma criança ao ver um burro em pé e quieto no pasto perguntou para o pai “Ele não é cristão?” Surpreso o pai quis saber o porquê da pergunta e a resposta veio rápida: “Ele está sempre cabisbaixo.” O cristão de cara amarrada da um péssimo testemunho.

Quinta
         Provavelmente por exiguidade de tempo e espaço o autor selecionou apenas alguns versos de cada capitulo do livro de Provérbios para o nosso estudo durante esse trimestre. Mas isso não impede de fazermos um estudo mais abrangente envolvendo outros assuntos tratados no livro. Imagine estudar Provérbios verso por verso!
          Os versos escolhidos para o estudo de hoje fala da soberania de Deus. Ele tudo vê, tudo comanda e tudo sabe. A Bíblia assegura “Nele nos movemos e nos existimos.” Ler esses versos nos faz lembrar-se da parábola do rico insensato. Depois de uma colheita farta cá de baixo ele se regala ao afirmar “Alma minha come, bebe e folga. Tens comida para muitos anos.” E Deus lá de cima responde: “Insensato, essa noite você morrera e a sua fortuna ficara para quem” (Lucas 12 – 21).
          Aceitar a soberania de Deus resulta em paz e segurança. Pertencemos a um Deus criador, mantenedor e salvador e isso e algo maravilhoso. Não somos uma partícula perdida na imensidão do Universo. Ele sabe que eu existo e Se importa comigo.
          Há poucos dias eu estava fazendo uma cerca de arame farpado no meio de um cerrado. Ao abrir uma moita de capim me deparei com três biquinhos abertos. Eram três minúsculos filhotes que imaginaram ser a mamãe passarinho chegando com comida. Naquele dia aquela região foi açoitada por uma forte tempestade de chuva, granizo, ventania e raios. No outro dia retornei ao ninho imaginando ver um triste senário. E o que vejo? Lá estava os três filhotinhos de biquinhos abertos imaginando ser a mãe trazendo comida. Quem cuidou deles. O mesmo Deus soberano que cuida de mim e de você.

Conclusão

          Temos uma visão limitada de Deus e do Seu plano para com cada um de nos. Conhecemos apenas a “orla dos Seus caminhos”. Temos a certeza de que em breve o conheceremos como Dele somos conhecidos.

O que você vai receber não é o que você está vendo

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 31 de janeiro a sete de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro de IASD – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O titulo de nossa lição é uma verdade tanto para os justos como para os ímpios. Quanto aos justos, Paulo afirma que: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e que o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9) e quanto aos ímpios Jó pergunta: “Porque qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe arrancar a sua alma?” (Jó 27:8). Tanto para os ímpios como para os justos haverá surpresas no último dia. Para os ímpios surpresas para pior e para os justos surpresas para melhor.
No verso 12 do capítulo 14 o sábio afirma: “Há um caminho que ao homem Sabemos que essa visão parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” O ímpio não vê a realidade do perigo em que se encontra e essa é a causa que faz a sua desgraça maior do que a imaginada. Veja a diferença apontada pelo próprio Salomão no que acontece com os justos: “A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos insensatos é engano” (Provérbios 14:8). A diferença está na maneira de cada pessoa ver o caminho.
Ver o caminho correto não depende de nós mesmos. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). É necessário, como Davi, buscarmos a orientação divina “E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:24).
Os que humildemente buscam a direção divina receberão a orientação correta de como viver. “Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos” (Salmos 119:6).
Um ponto importante que deve ser salientado é que o justo está cercado de impiedade. Aparentemente não existe nenhum ganho em procurar viver uma vida justa e isso leva muitos a optarem pelo caminho do imediatismo, ou seja: felicidade agora. Quanto aos justos a sua esperança está no além. A fé nos leva a ver “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9). Que seja essa a nossa esperança.

Domingo
            Salomão bate firme no insensato e nos orienta para não acompanha-lo em seus caminhos. Vaja a sua orientação: “Desvia-te do homem insensato, porque nele não acharás lábios de conhecimento” (Provérbios 14:7). Os insensatos tem uma característica terrível. Veja: “Os insensatos zombam do pecado” (Provérbios 14:9).
            O segredo do sábio é que humildemente ele age sob a orientação do Senhor. A sua sabedoria vem do alto e assim não tem como ele se desviar.  Em quanto o ímpio se julga seguro. “O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).
            Temer a Deus é ser submisso à Sua vontade. É se sentir seguro sob a Sua direção. “No temor do Senhor há firme confiança...” (Provérbios 14:26). Nesse mundo de impiedade Ele é o nosso refúgio. “...Ele será um refúgio para seus filhos” (Provérbios 14:26).


Segunda
Selecionei cinco versos de Provérbios 14 que, a meu ver, caracterizam bem esse capitulo. No verso 16 o Salomão mostra que uma das características do sábio é se desviar do mal. Conheci um senhor. Ele cedeu uma sala em sua casa para realizar as primeiras reuniões adventistas em Monte Alegre de Minas lá pelos idos de 1946. Interessante que ele nunca aceitou a mensagem. Ele era alcoólatra e quando bebia dizia que era necessário matar uma pessoa para provar a sua cidade de origem. Em uma noite de Natal ele tirou a vida de seu melhor amigo. Por ironia do destino a cadeia ficava perto da igreja adventista e, de sua cela, ele acompanhava toda a movimentação dos membros. Ele não se desviou do mal. “O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios 14:16).
            No segundo verso selecionado vemos que o sábio não age precipitadamente. Ele não se indigna a toa. O sábio é uma pessoa equilibrada. “O que se indigna à toa fará doidices, e o homem de maus intentos será odiado” (Provérbios 14:17).
O verso 23 mostra que o sábio não fica apenas falando. Ele não e do time dos que apenas fala, fala e não faz nada. Ele trabalha. “Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza” (Provérbios 14:23).
Em provérbios 14:26 lemos que sábio teme a Deus e esse temor vai lhe preservar a vida. “O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Provérbios 14:26). E o verso 27 mostra a razão porque o sábio vive de maneira diferente do ímpio. Ele tem uma esperança porque confia em Deus. “No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.”

Terça
            Quando eu era criança o meu pai comprou um quadro que mostrava os dois caminhos. No alto do quadro tinha um olho cujo olhar se espraiava por toda a pintura e esse versículo de Provérbios 15:3 acompanhava a figura: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). Esse verso nos mostra o quanto Deus nos ama e é paciente com a raça humana. Ele está vendo todas as atrocidades cometidas pelos ímpios, mas aguarda com paciência o dia em que vai agir com justiça. Muitos imaginam que Deus não se importa com o procedimento dos homens ímpios, mas não é assim. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31).
            Essa é uma afirmação que nos traz esperança. “Porquanto olhará desde o alto do Seu santuário; desde os Céus o Senhor observou a Terra, para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte; a fim de que seja anunciado o nome do Senhor em Sião, e o Seu louvor em Jerusalém, quando os povos todos se congregarem, e os reinos, para servirem ao Senhor." (Salmo 102:18-22).

Quarta 
Hoje o mundo gira em torno da beleza. Mulheres e homens gastam fortunas na busca de um rosto bonito e atraente, al~em de muito tempo empregado em salões de beleza. Ainda tem aqueles que esperam encontrar uma formula magica para resolver de vez o quesito beleza. Salomão oferece uma receita infalível, econômica e de fácil aplicação. O segredo não esta em uma casa especializada no ramo e nem muito menos em um lugar do outro lado do mundo. O segredo esta dentro de cada um de nõs.
O sábio afirma que “o coração alegre aformoseia o rosto”. Para Salomão a beleza nada tem a ver com atitudes externas. Ela vem de dentro para fora. Trocando em miúdos ela e resultado de um relacionamento intimo com Deus. O cristão não tem motivos para reclamar da vida, ele vive sempre alegre.
Um coração alegre oferece saúde não apenas para o seu dono, mas para todos os que estão ao seu redor. E complicado viver ao lado de uma pessoa que reclama de tudo. Por muitos anos convivi com um colega de trabalho assim. Ele reclamava do patrão, do serviço, do salario, dos colegas e da refeição de graça que era oferecida. Conviver com ele era uma canseira.
Alguns podem imaginar que, para Salomão, era fácil viver alegre. Ele era o homem mais rico e mais sábio do mundo e tinha tudo o que desejasse ao alcance das mãos. Porem, tudo isso não foi o suficiente para lhe trazer paz e felicidade. Em dado momento ele desabalou “tudo e vaidade e aflição de espirito”. Conheci o senhor Prudêncio. Ele era um homem que trabalhava de Sol a Sol nas lavouras de abacaxi. Morava em uma choça exposto ao vento e a chuva ate que meu pai construísse uma casa para ele. Andava sempre a pe e descalço. Nunca o vi reclamar de qualquer coisa. Estava sempre alegre e de semblante radiante. Era prazeroso estar ao seu lado.
Uma criança ao ver um burro em pe e quieto no pasto perguntou para o pai “Ele não ~e cristão:” Surpreso o pai quis saber o porquê da pergunta e a resposta veio rápida> “Ele esta sempre cabisbaixo.” O cristão de cara amarrada da um péssimo testemunho.

Quinta
         Provavelmente por exiguidade de tempo e espaço o autor selecionou apenas alguns versos de cada capitulo do livro de Provérbios para o nosso estudo durante esse trimestre. Mas isso não impede de fazermos um estudo mais abrangente envolvendo outros assuntos tratados no livro. Imagine estudar Provérbios verso por verso!
          Os versos escolhidos para o estudo de hoje fala da soberania de Deus. Ele tudo vê, tudo comanda e tudo sabe. A Bíblia assegura “Nele nos movemos e nos existimos.” Ler esses versos nos faz lembrar-se da parábola do rico insensato. Depois de uma colheita farta cá de baixo ele se regala ao afirmar “Alma minha come, bebe e folga. Tens comida para muitos anos.” E Deus lá de cima respondeç Insensato, essa noite você morrera e a sua fortuna ficara para quem< (Lucas 12 – 21).
          Aceitar a soberania de Deus resulta em paz e segurança. Pertencemos a um Deus criador, mantenedor e salvador e isso e algo maravilhoso. Não somos uma partícula perdida na imensidão do Universo. Ele sabe que eu existo e Se importa comigo.
          Há poucos dias eu estava fazendo uma cerca de arame farpado no meio de um cerrado. Ao abrir uma moita de capim me deparei com três biquinhos abertos. Eram três minúsculos filhotes que imaginaram ser a mamãe passarinho chegando com comida. Naquele dia aquela região foi açoitada por uma forte tempestade de chuva, granizo, ventania e raios. No outro dia me retornei ao ninho imaginando ver um triste senário. E o que vejo´. La estava os três filhotinhos de biquinhos abertos imaginando ser a mãe trazendo comida. Quem cuidou deles. O mesmo Deus soberano que cuida de mim e de você.

Conclusão
          Temos uma visão limitada de Deus e do Seu plano para com cada um de nos. Conhecemos apenas a “orla dos Seus caminhos”. Temos a certeza de que em breve o conheceremos como Dele somos conhecidos.