quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Criação e moralidade


Introdução
Alguém escreveu: “A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
Segundo os conceitos humanos a moralidade modifica-se ao longo dos tempos. São padrões morais que valem para um grupo humano nem sempre valem para outro; padrões que são aceitáveis numa época nem sempre valem em outra.
Ao criar o homem Deus implantou em seu ser princípios morais que independente da época, da cultura e da região eles se mantem inalterados. Jesus propagou o cerne da moralidade ao afirmar: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7:12). Conheci um médico ateu que durante a sua vida praticou na íntegra este principio. Para ele, moral seria a arte de viver bem, de viver como um ser humano, cuja característica principal é a liberdade. Independente de situação financeira, cor ou cultura ele mantinha o mesmo tratamento.
A tendência do ser humano é, com o passar do tempo, minimizar os princípios morais que Deus implantou em seu coração. Isso não quer dizer que algum marco foi esquecido. Princípios divinos não tem fim.
Alguns afirmam que moral é a arte de educar a liberdade e isso significa fundamentalmente conhecer, praticar e adquirir bons costumes, que permitem o homem viver como corresponde a um ser humano.
Afirma Ellen G. White: Não se pode separar a moralidade da religião. A tradição conservadora recebida de homens cultos e dos escritos de grandes homens do passado não constituem toda uma orientação segura para nós nestes últimos dias; pois a grande luta que está diante de nós é tal que o mundo jamais viu” (Medicina e Salvação, p 99).

Domingo
            O projeto de vida de Deus para o homem era proporcionar-lhe vida eterna. Mas essa proposta divina não foi imposta ao homem. Coube ao ser humano escolher. Ainda hoje o homem é o árbitro do seu destino. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19).
                O autor mostra Deus sujando as mãos de barro para criar o homem. Isso ao mesmo tempo em que, demonstra o empenho do Criador em calcar em nós a Sua imagem e semelhança, apresenta um relacionamento estreito entre Criador e criatura.
            Como o plano divino era vida eterna Ele apenas implantou saídas para que, dependendo da escolha do homem, esse plano se concretizasse.
            O verso sete do salmo noventa e cinco afirma que somos ovelhas de Sua mão. O salmista confirma a nossa identidade. O verso dois do salmo cem o salmista enfatiza a felicidade resultante dessa relação criatura e Criador diz o verso: “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto” (Salmos 100:2).
            O fato de Deus implantar diretrizes para nortear a nossa vida não significa que Ele intente cabrestear a nossa vida. Pelo contrario, Ele esta nos oferecendo a chance de vivermos mais e melhor.
            “Devido a sua capacidade de raciocinar, de julgar, de discernir e de compreender, o homem é hábil a fazer escolhas e a optar livremente. E ao fazer suas escolhas entre bem e mal, certo e errado, verdadeiro e falso, conveniente e inconveniente, ao compreender e discernir as consequências de suas ações e opções, o homem se caracteriza como um ser livre. Sendo livre, é também um ser moral” (Wallace Santos Magalhães).         

Segunda
            Podemos imaginar Deus preocupado em implantar em nosso ser características que nos aproxime mais e mais do Criador. É curioso que Deus não Se preocupou em implantar em nós as características de um macaco ou ameba. Somos criaturas de Suas mãos. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16).
O Espirito Santo não só nos dá esse atestado como nos mostra como vivermos à altura deste privilegio. Isaias nos garante: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda” (Isaías 30:21).
O mais curioso é que essa voz está soando nos ouvidos daqueles que são tementes a Deus e também nos ouvidos de quem não acredita em Deus. O que levou aquele médico ateu, mencionado acima, a ter uma vida de completo desprendimento em favor de outros?
Deus viu que para o homem carnal viver de tal modo a revelar as Suas características divinas para o mundo seria uma tarefa impossível. O Espirito Santo é que nos faz um ser moral.

Terça
            É complicado associarmos a violência reinante no mundo com Atos 17:26. A violência perpetrada contra os mais fracos é uma constante. Além da violência à vida com o uso de armas temos a violência psicológica que se caracterizam pela etnia, pelo nível financeiro e até religioso.
            É doido ver quanta miséria existe no mundo. Milhões morrem de fome ou são vitimas do frio da indiferença. Uma pesquisa mostra um quadro de arrepiar:
“Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresenta atraso no crescimento físico e intelectual. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa em cada sete padece de fome no mundo.”
Como harmonizar esses dados com as palavras de Jesus: “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também” (Lucas 6:3). Ou mais essa orientação bíblica: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5:14).
Todo tem a mesma origem. Todos somos filhos de Adão e consequentemente somos todos pecadores. A única maneira de mudar essa herança é um novo nascimento. Por um homem entrou o pecado no mundo e por um Homem veio a possibilidade de um novo nascimento. Só o poder divino nos transforma em filhos de Deus. Apenas Ele pode nos fazer amar o próximo como a nós mesmos.

Quarta 
            A cada dia que passa o homem natural se distancia mais e mais de Deus. Aos poucos, ele vai permitindo que Satanás apague os últimos vestígios das digitais do Criador em sua vida.
            Estamos vivendo os verdadeiros dias de Noé. Quando, segundo Isaias, “o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade (a moral) anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar” (Isaías 59:14).
            Na parábola do Bom Samaritano Deus nos mostrou um padrão ético de uma relevância sem precedentes. Hoje quando se faz alguma boa ação é mais no interesse de mostrar para Deus que não somos tão maus assim.
            Do ponto de vista humano o samaritanos não tinham responsabilidades morais para com o seu próximo, ainda mais que etnicamente falando aquele “próximo” embora estivesse ali pertinho, lhe fosse alguém muito distante e que em condições normais estivesse disposto a lhe escarrar no rosto. 
            Quando o homem decide pautar a sua vida no caráter de Deus há comoção de alegria entre os anjos. Diz o texto: Os anjos ficam admirados ao ver a transformação de caráter efetuada nos que se entregam a Deus, e exprimem sua alegria em cânticos de arrebatado louvor a Deus e ao Cordeiro. Eles veem os que por natureza são filhos da ira, convertidos, e tornando-se cooperadores de Cristo na obra de atrair almas para Deus” (Atos dos Apóstolos, p 46). 

Quinta
            Temos responsabilidades morais e espirituais com o nosso próximo. Temos a responsabilidade de minorar o sofrimento de quem quer que seja; e isso nos três aspectos material, físico e espiritual.
            Assim como é nossa responsabilidade promover o bem social na comunidade em que vivemos é nosso dever também encaminhar as pessoas para um relacionamento especial com Cristo. No juízo será colocada na balança a medida do nosso interesse em fazer algo pelas pessoas.
            Ver em cada ser humano um ser igual a nós carente do afago das mãos do Altíssimo, não é uma tarefa fácil mas com certeza é a que mais nos trará satisfação como individuo.

Conclusão
            A primeira pergunta para reflexão apresentada pelo autor é bastante fácil de ser respondida. Diz: “O que aconteceria se não houvesse um Criador que estabelecesse uma ordem moral sobre a humanidade? De onde viriam os conceitos morais?” A humanidade seria um caos e talvez nem existisse mais. 
            Por mais ateu que alguém seja essa pessoa mantem princípios morais implantados nela por Deus, mesmo inconscientes da presença de Deus em sua vida são esses princípios morais que os impedem de serem desonestos, violentos e totalmente indiferentes para com as necessidades do próximo.
            Sem a atuação do poder de Deus na vida dos homens talvez vivêssemos em um mundo de canibais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Criação, um tema bíblico



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 19 a 26 de maio de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Toda a Bíblia apresenta Deus como o Criador e o doador da vida. As três mensagens angélicas no Apocalipse dão a razão do porque devemos temer a Deus, adorá-Lo e dar-Lhe glória. Diz o texto: “E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).
            Nesta semana faremos um passeio pela Bíblia e veremos como os escritores bíblicos se empenharam em apresentar Deus como o Criador de todas as coisas.
            A Bíblia mostra duas verdades quanto à criação. Primeiro Deus é o criador do mundo e de todos que nele habitam e em segundo lugar, Ele criou o mundo em seis dias literais de vinte e quatro horas.
            Quem professa crer na Bíblia, mas refuta essas duas verdades está apoiando Satanás que um dia se propôs a construir o seu trono acima das estrelas. Isso poderia acontecer se ele fosse o criador das estrelas. Mas como criatura de Deus jamais ele conseguirá.
            Hoje os cientistas se perdem em eras de milhões de anos para explicarem a nossa origem e a origem do mundo. Porém tudo não passa de hipóteses que nunca passaram no crivo da conceptibilidade. Tais pessoas são agentes de Satanás e com relativo sucesso tem desviado a atenção do homem para com o Criador e voltado o foco para o próprio homem.
             A mensagem para hoje é: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-7).

Domingo
            Em Gênesis dois Deus menciona mais uma vez a criação do homem. Talvez fosse a Sua intensão fixar bem em nossa mente a nossa origem. Pena que mesmo assim tantos voltam às costas para o relato de Gênesis dando ouvidos às fábulas.
            Em Mateus 19:4-6, Jesus usa a Bíblia de Seu tempo (O Velho Testamento, para falar da criação do homem e da mulher). Ele enfatiza que no principio foram criados um para o outro e que essa união estável deve perdurar sem interrupções e sem intromissões.
            Quatro acontecimentos criativos marcam Gênesis dois: 1 - Confirmação da criação do céu e da Terra; 2 – Criação do homem e da mulher; 3 – Criação do sábado; 4 – Criação do Jardim do Éden; 5 – Criação da árvore do conhecimento do bem e do mal.
            Um leitor apressado vê em Gênesis dois duas aparentes contradições. Primeiro parece afirmar que Deus criou o mundo em sete dias e não em seis. O que daria a entender que Ele trabalhou no sábado. E, em segundo lugar, parece que o homem foi criado no sábado e não na sexta-feira.
Mas Êxodo 31:13, 17 e 16 afirma: "Certamente guardareis Meus sábados", disse Cristo, "porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica. Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo. Esses versos confirmam Êxodo 20:8-12 que menciona o mandamento do sábado: "Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou" (Êxodo. 20:8-11). 
            Quando a Bíblia parece afirmar que Deus criou o mundo em sete dias, podemos entender que foi todo o processo criativo incluindo o sábado como um dia necessário ao descanso do homem. E o curioso é que Deus que “nunca Se cansa” descansou apenas para ensinar o homem a descansar nesse dia.
            Pesquisas científicas afirmam que o homem necessita de um dia de repouso a cada seis dias de trabalho. Esse é um fato que religiosos ou não concordam porque é a boca da ciência que o diz. E a polêmica sábado ou domingo não tem razão de existir porque a Bíblia é muito clara a esse respeito. E mesmo que não fosse mandamento, biblicamente onde diz que é pecado guardar o sábado?
Esclarece Ellen G. White: “Os pais podem levar os filhos ao ar livre para ver a Deus na Natureza. Podem estes ser dirigidos para as flores desabrochadas e os botões que se entreabrem, às árvores altaneiras e às belas hastes da grama; e ser ensinados que Deus fez tudo isso em seis dias e no sétimo descansou e o santificou” (Orientação da Criança, p. 533).

Segunda
            Além dos salmos mencionados pelo autor da lição, temos mais de uma dezena de outros salmos que fazem menção do poder criador de Deus. Entre eles temos os salmos oito, dezenove, vinte e nove, noventa e três, noventa e cinco, cento e quatro, cento e onze, cento e treze, cento e trinta e seis, cento e quarenta e cinco e salmo cento e quarenta e oito. Todos eles, em algum momento falam de Deus como o nosso criador.
            O autor afirma com razão: “Os salmos estão cheios de louvor ao criador” (Lição professor, página 44).
            São textos lindos, que musicados, eram cantados principalmente no templo. Os escritores dos Salmos fizeram da criação um tema de louvor e poesia. Não deixa de ser uma admoestação para nós. O poder criador de Deus deve ser proclamado de maneira alegre, musicada e convincente.

Terça
            A partir do verso 34 do capitulo trinta e seis de Jó Eliú, inspirado por Deus, começa a mostrar para Jó a grandeza de Deus como Criador e como mantenedor. As palavras de Eliú continuam por todo o capitulo trinta e sete. Elas foram o prelúdio do que Deus decidiu falar pessoalmente a Jó.
O final do livro de Jó vemos um tributo de glória ao Deus criador. Do capitulo trinta e oito ao capítulo quarenta e um é o próprio Deus que Se apresenta como o Criador de todas as coisas e mantenedor de tudo o que existe. No inicio do capitulo quarenta e dois Jó, criatura, reconhece a sua insignificância diante desse Deus que tudo pode.
Em sua revelação a Jó, Deus não ficou apenas por ai. No final do capitulo quarenta e dois, O Deus restaurador Se revela. E numa demonstração clara do Seu poder Ele atua na vida de Jó e restaura a sua saúde, os seus filhos e os seus bens. Sim o Deus restaurador Se revela de uma maneira tão maravilhosa que só Ele criador, mantenedor e restaurador é capaz de fazê-Lo. O que Satanás destruiu, Deus restaurou. Esse é o Deus em quem confiamos.
Esse mesmo poder restaurador está pronto para atuar na vida de todos nós, caso permitamos.

Quarta
            Na parte de quarta feira temos o testemunho de cinco profetas que mencionam Deus como criador e Deus como criador e enaltecem Deus como criador, mantenedor e restaurador.
            É interessante que Isaias, que apresenta Deus vindo a este mundo em forma humana para nos salvar, ao falar desse Deus Ele se preocupa tanto com esse aspecto da divindade que inicia a sua apresentação falando do Deus restaurador e depois O apresenta como Criador.
            Jeremias faz uma poética descrição de Deus. Diz o profeta: “Ele fez a terra com o seu poder, e ordenou o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os céus com o seu entendimento. Fazendo ouvir a Sua voz, grande estrondo de águas há nos céus, e faz subir os vapores desde o fim da terra; faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros” (Jeremias 51:15-16).
No final de uma dura repreensão ao povo de Israel e mostrar os Seus juízos a este povo rebelde Oséias apresenta as credenciais para justificar a atitude do Senhor. Diz ele: “Porque eis aqui o que forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual seja o seu pensamento, o que faz da manhã trevas, e pisa os altos da terra; o Senhor, o Deus dos Exércitos, é o seu nome” (Amós 4:13).
O plano de Deus para o povo de Israel era usar todo o Seu poder em fazê-los prósperos e relevantes para o mundo. Mas o povo escolhido optou por outro caminho. Que diferença não teria sido a vida de Israel caso tivessem dado ouvidos a Este que com amor eterno nos amou e com grande benignidade nos atraiu!
Diante da recusa de Jonas de pregar o poder salvador de Deus para os ninivitas, o Deus criador de tudo o fez pregar para um grupo de marujos aterrorizados que contemplam o poder desse Deus levantar as ondas do mar e arremessa-las contra o seu frágil barco.
Nesse momento crucial Jonas não se acovardou e foi claro: “Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca” 
(Jonas 1:9). Naquele momento os marujos puderam ter uma visão clara do poder deste Deus que tudo pode e parece brincar com as ondas do mar.
É maravilhoso ver a extensão do poder retentivo de Deus, pois a Sua misericórdia não tem fim e “se renova a cada manhã”. Mesmo com a rebeldia de Jonas, Deus salvou não só a ele mas também aqueles marujos e a cidade de Nínive.



Quinta
Atenas era uma cidade estado. Portanto tinha governo próprio. Ela representava o berço da cultura do mundo helênico. O areópago era dominado por duas correntes filosóficas.
Os epicureus acreditavam que o mundo começou a existir por acaso e que se os deuses existissem eles não se preocupavam nem se envolviam com os homens. Para eles, o maior ideal da vida era buscar o prazer e evitar o sofrimento e a dor. Os epicureus eram materialistas ao extremo. Eles ensinavam que as necessidades individuais do homem não eram importantes e que seu dever era aceitar seu destino na vida. O lema era desfrutar de tudo agora.
Os estóicos acreditavam em um poder divino que havia criado e ordenado o universo e depois estabelecido leis fixas para governar a vida.
O encontro de Paulo com os filósofos no areópago foi o primeiro embate entre a fé cristã e a razão pagã que se tem registro, embate que iria se prolongar por séculos. O areópago era um tribunal renomado que os gregos se orgulhavam de possuir. Nele o filósofo Sócrates foi julgado em 399 a.C., quando Anito, um democrata radical, responsabilizou-o publicamente como corruptor da juventude. Sócrates como se sabe, foi condenado à morte. Foi no areópago que Demóstenes apresentou sua defesa, provavelmente em 324 a.C., da acusação de ter recebido um suborno de 20 talentos das mãos de um malversador para deixá-lo escapar de Atenas, onde se exilara.
Na praça do mercado Paulo “discutia” todos os dias com os que se apresentavam” (At 17.17).
Paulo disse à plateia dos aeropagitas que considerava os atenienses o povo mais religioso do mundo porque, quando visitava a cidade, em meio a incontáveis estátuas de deuses, encontrara uma inscrição singular que lhe chamara a atenção: "ao Deus Desconhecido".
Foi nesse ambiente que Paulo, o tagarela como eles o chamou, falou sobre o Deus criador do Céu e da Terra.
O Apocalipse não só apresenta Deus como o Criador do céu e da Terra, mas o define como o Recriador de tudo. Diz Apocalipse: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” 
(Apocalipse 21:1).
João, extasiado, se ajoelha diante do anjo para o adorar, mas é repreendido com a ordem “olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” 
(Apocalipse 22:9).
Hoje milhões se curvam diante dos Darwins que surgem por ai. A mensagem do céu é: “Adora a Deus.”

Conclusão
  A diabólica doutrina darwiana se espalhou rapidamente por todo o mundo. O Deus criador é contestado nas universidades e nos meios de comunicação. Parece que Satanás esta conseguindo o seu objetivo: Apagar da mente dos homens que Deus é o criador do céu e da Terra. Porém, em toda a Bíblia, Deus é apresentado como o Criador de todas as coisas.   
Esse é o momento de proclamarmos “dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A criação concluida


Comentário da lição da Escola Sabatina de 12 a 19 de janeiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

Introdução
A conclusão de um projeto sempre causa em nós um sentimento de dever cumprido e porque não, satisfação pessoal. Durante a minha vida escrevi jornais, livro e fiz muitas coisas que me trouxeram muita realização pessoal.
Certa vez eu idealizei e fiz uma empacotadeira de alimentos semiautomática. Era a única no mundo. Qual não foi a minha satisfação ao vê-la concluída e funcionando maravilhosamente bem.
Lembro que depois de meses de acertos e erros eu a liguei e o seu funcionamento foi perfeito. Foi um dia especial para mim. Deixei de lado os meus afazeres e fiquei namorando a minha obra de arte.
Deus passou por uma experiência parecida, porém, melhor definida ao concluir a criação do mundo. Melhor definida por dois motivos: Primeiro Deus não agiu dentro da esfera de erros e acertos. Ele falou e logo tudo apareceu. E em segundo lugar, Deus queria contemplar e interagir com as Suas criaturas. Que sábado prazeroso foi aquele para o Criador! Deus não necessitava de descanso mas havia algo mais importante do que isso, Ele queria “namorar” e interagir com a Sua criação. Posso imaginar Deus, naquele primeiro sábado do mundo, fazendo o Seu primeiro passeio com Adão e Eva pela “viração do dia”.
Fomos redimidos na cruz e temos motivos de sobra para tirar um dia por semana para meditar nesse grande amor de Deus por nós. Acima de fazer ou não fazer alguma coisa nesse dia está o nosso relacionamento com Aquele que nos criou e nos redimiu. Não estamos menosprezando o descanso sabático, mas apenas enfatizando que sem o descanso não tem como estabelecer um relacionamento profundo e completo com Ele.
Que grande feito! Quanto amor demonstrado a cada um de nós. O sábado é uma grande bênção e mesmo que não fosse mandamento só o fato de termos um momento especial de convívio com o Criador seria o suficiente para observá-lo com prazer.
O sábado é uma das grandes maravilhas da criação e somente quem o observa vai compreender melhor a criação e o Criador.

Domingo
            O autor da lição apresenta algumas suposições para a criação do Sol e da Lua no quarto dia sendo que a separação entre luz e trevas aconteceu no primeiro dia conforme narra Gênesis 1:3 e 4.
            Porém, especulações desse tipo eu prefiro deixar para discuti-las no Céu e somente se lá elas vierem à tona, o que eu acho difícil. Porque lá, em meio a tantas maravilhas, elas perderão a razão de existir.
            Hoje, com o auxílio da tecnologia, as distancias interplanetárias são medidas com anos luz, isso considerando que a luz caminha a uma velocidade de trezentos quilômetros por segundo. A distância entre o Sol e a Terra é de 150 milhões de quilômetros, ou 500 segundos-luz, ou seja: A luz do Sol gasta quase oito minutos para alcançar a Terra. Já a luminosidade da Lua que dista de nós trezentos mil quilômetros gasta apena um segundo.
            Sabemos que a Lua é quatrocentas vezes menor do que o Sol e quando os vemos parecem do mesmo tamanho. Enquanto o Sol dista de nós 150 milhões de quilômetros, a distancia entre a Lua e a Terra é de apenas quatrocentos mil quilômetros.
            Mais um detalhe interessante: O Sol é importantíssimo para a continuidade da vida na Terra. A lua nem tanto. Essa é a razão de Deus tê-la colocado para brilhar durante a noite.  O Sol parece ser bastante orgulhoso a tal ponto de não permitir que olhemos diretamente para ele. Mas a Lua, em sua humildade e candura, se apresenta mais bela e inspiradora do que ele e se permite ser admirada. Sugestão: Leia as páginas 11, 310, 322 e 365 de Reavivar a Esperança de autoria do comentarista.
Um poeta inspirado escreveu que o Sol e a Lua eram eternos namorados, mas sem brilho. Deus os tornou luminosos e os colocou no espaço. A Lua para brilhar durante a noite e o Sol durante o dia. Ao ser separada do Sol, a Lua mergulhou em profunda tristeza. Então, Deus tomou duas providencias. Para que a Lua não se sentisse sozinha Ele criou as estrelas. Deus foi além, e providenciou um meio para que Sol e Lua pudessem fazer amor de vez em quando e, quando isso acontece, nasce um eclipse. Esse não é um amor cego, mas no momento em que ele acontece se os homens se atreverem a olhar para eles corre o grande risco de ficarem cegos.
Embora existam milhões de estrelas maiores que o Sol, elas se apresentam como pequenos pontos luminosos no espaço. Mesmo com brilho superior ao do Sol, elas não interferem no nosso repouso noturno. Tudo é fruto de um planejamento que um simples acaso não seria capaz de realizar.

Segunda
E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas
abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E Deus os abençoou, dizendo: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto” (Gênesis 1:21-23).
No quinto dia a palavra de Deus fez surgir os animais marinhos e as aves do céu. Podemos imaginar os pássaros cada um exibindo a sua plumagem diferente dos demais e quebrando com seus gorjeios diversificados o silêncio que envolvia a Terra.
De um lado está a galinha apregoando para o mundo o surgimento do primeiro ovo e mais adiante está o pavão abrindo a sua cauda como uma cortina multicolorida mostrando um Deus inteligente que fez surgir tudo isso do nada.
Lá, no fundo dos rios e oceanos, os peixes riscam as águas demostrando agilidade e beleza. Uns são pequenos e quase insignificantes, outros grandes e imponentes.  Eles, “sem linguagem e sem fala”, fazem ouvir a sua voz.
Um milagre tão importante quanto Deus criar essas criaturas do nada são determinadas características inerentes a muitas delas. Por exemplo, as abelhas dispõem de um sofisticado sistema de voo que até hoje intriga os cientistas. Como elas ao levantar voo sabem a direção certa a tomar independente se o dia está nublado ou claro? Você entende a dança que a abelha exploradora executa dentro da colmeia para avisar e mostrar para as demais a direção onde se encontram as flores que descobriu? E você já tirou tempo para admirar a geometria de um favo de mel? Você sabe que o desenho usado por elas é o mais econômico, o mais fácil de construir e o mais seguro?
E as aves que em determinadas épocas do ano atravessam continentes e depois de algum tempo retornam pelo mesmo caminho? Quem ensinou a elas o dia certo de alçar voo? Não se tem noticia de que alguma delas tenha errado o caminho. Você sabe que o voo dos gansos selvagens em forma de V tem muito haver com a economia de energia?
O pica-pau pode dar cem bicadas por minuto numa árvore. O pica-pau não fica com dor de cabeça de tanto bicar as árvores?
Não, ele nunca vai precisar de analgésicos. A cabeça do pica-pau tem pequenas bolsas de ar que amortecem as batidas no crânio. E o beija-flor que bate as asas noventa vezes por segundo, quatro vezes mais rápido que uma libélula. Ele voa de frente, de costas e até de ponta-cabeça. Procura néctar em duas mil flores todos os dias.
Quem ensinou os peixes a subirem os rios à procura de águas mais tranquilas para procriarem? E os salmões, que depois de adultos viajam sozinhos centenas de quilômetros para retornarem ao local onde as suas mamães os conceberam?
Quantos desafios rondam a cabeça dos sépticos! Cada peixe, cada ave é um reservatório interminável de segredos que desafiam os evolucionistas. Como pode determinadas particularidades surgir por acaso?

Terça
Caminhando pela floresta vai o leão ostentando a sua juba que impõe respeito e transmite uma ideia de soberano. Os macacos saltam de galho em galho demonstrando equilíbrio e precisão. Pisando macio vai a onça envolvida em astucias exibindo as suas cores e esbanjando elegância.
Os mamíferos incluem 5.416 espécies pulverizadas no mundo. Eles foram criados de uma só vez. Cada espécie tem a sua etologia. Deus falou e eles vieram a existir. Em um só dia surgiram todos os animais e cada um com as suas peculiaridades.
Os animais possuem características que intrigam os maiores cientistas. Por ocasião do terremoto da Somália acompanhado de tsunami nenhum animal morreu afogado. Antes que as ondas do mar despontassem no horizonte e alcançassem a terra, elefantes romperam correntes e saíram em disparada e se refugiaram nos lugares elevados ficando a salvo. Cachorros que dormiam acordaram e se retiraram apressados. Quem os ensinou a prever catástrofes?
Os animais mamíferos herbívoros requerem, para um melhor aproveitamento da erva e dos produtos vegetais que consomem, intestinos específicos e, como ocorrem com os ruminantes, estômagos especiais integrados por várias cavidades, cada uma das quais com uma função específica na digestão. E não falando da dentição, completamente diferente dos carnívoros.
Os mamíferos possuem um sistema nervoso completo e muito desenvolvido, responsável por suas diferentes possibilidades de comportamento, apresentando, em muitos casos, elevada capacidade para o aprendizado e a relação com outros indivíduos de sua espécie.

Quarta
            A semana da criação chega ao fim. A Terra tomou forma e se encheu de vida. Toda a criação sorri para a vida que até a dois ou três dias não existia. O mundo criado não é um mero projeto que surgiu como fruto do acaso. Ele está todo iluminado e começa a alternância de dias e noites.
Durante o dia o Sol aparece espancando as trevas e difundindo sua luz cheia de vida. Enquanto durante a noite, a lua surge cheia de graça, desfilando a sua beleza por entre as estrelas que correspondem com um piscar de simpatia e ternura. Tudo envolve uma engenharia que foge a qualquer casualidade.
E para desfrutarmos essas belezas e correspondermos com Aquele que nos criou a Sua imagem e semelhança Ele criou mais um dia que de memorável que é foi abençoado, santificado e reservado para que a criatura interaja com o Seu criador.
O sábado é o dia separado por Deus para volvermos a Ele e solidificar a nossa fé no Seu poder criador. Diz Ellen G. White: Tivesse sido o sábado sempre guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos para o seu Criador como objeto de reverência e culto, e jamais teria existido um idólatra, um ateu ou um infiel” (História da Redenção, páginas 382 e 383). 

Quinta
            Caso os dias da criação fossem dias milenares teríamos um sábado milenar e não teria nenhum valor para o homem. Ninguém viveu ou viveria mil anos para descansar e, a necessidade de um descanso semanal para revigorar as forças do ser humano estaria comprometida.
            Neemias deixa claro que o sábado se inicia no por de Sol de sexta feira. Diz o texto: “Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Neemias 13:19).

Conclusão
Amizade a toda prova - Cães podem criar laços com seres humanos, que parecem ir além de seu instinto animal, muitas vezes um cão arrisca sua própria vida para salvar seu dono ou pessoas próximas. Muitas vezes cães retornaram para seus donos após transportados por centenas de quilômetros.  Existem também casos onde os cães não deixam o cemitério onde seu dono está enterrado. Em casos extremos, cães morrem logo em seguida após a partida de seu dono. 
Exemplo de fidelidade - O albatroz é um pássaro marinho que é conhecido por viver até 50 anos, o que é extraordinário para um pássaro. Esses pássaros são monógamos (têm somente um parceiro durante a vida). Que exemplo para nós!
Coragem - Arau é um pássaro marinho que depositam seus ovos em penhascos para não serem devorados por predadores. Quando os filhotes nascem, começam uma extraordinária jornada até a praia. Quando é chegada a hora de seguir seus pais, os filhotes se jogam de uma grande altura, muitos deles chegando inteirinhos na praia.
Apego às origens - O salmão viaja milhares de quilômetros para chegar aos rios onde nasceram. Muitos não chegam, mas os que conseguem, oferecem a uma nova geração a chance de fazer a mesma jornada pela vida.
Trabalho em equipe - Lobos são animais fortes e resistentes, capazes de caçar diversos tipos de presas. Eles sabem que ao caçar em grupo, conseguem uma refeição maior e melhor. Juntos podem matar um animal de 500 quilos, 10 vezes maior que eles, e com uma força incrível.
Preparo para o casamento – Existe um pássaro por nome “A Ave do Paraizo”, ele executa um demorado ritual antes do acasalamento. Todos os machos constroem uma forma de tenda decorativa onde ele coloca todo tipo de coisas que encontra. Especialmente materiais da cor azul, e organiza tudo para que chame a atenção de uma fêmea. A fêmea então se aproxima, analisa a provável morada… e muitas das vezes não se dá por satisfeita com o que encontrou, forçando o macho a recomeçar seu trabalho até que fique perfeito.
Sexo apenas no momento certo - Quando criadas em cativeiro a calopsita, só acasalam e tem filhotes quando é colocado um ninho a disposição e a alimentação é farta. Sem o ninho na gaiola, elas não se cruzam.
E o que falar das formigas, das abelhas, dos cupins, dos vaga-lumes, dos gansos e das águias?
É impossível entender como tudo surgiu com uma simples explosão. Até aqui as explosões só destruíram e nunca construíram coisa alguma. Tudo saiu das mãos, ou melhor, da voz Daquele que “falou e tudo apareceu”.



Conheça a meditação Reavivar a Esperança. Você também vais gostar. Uma meditação para qualquer ano. Telefone: 8443 7777 E Mail: carmopatrociniopinto@yahoo.com.br

O nosso blog está disponível com o comentário semanal da lição.
http://reavivaresperanca.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A formação do mundo



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 5 a 12 de janeiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
O verso áureo enfatiza que Deus não criou a Terra para ser vazia ou para ser um caus. Provavelmente existam outros mundos habitados, mas estes ainda não foram detectados pelos telescópios e nem sabemos se Deus permitirá que isso aconteça.
            A doutrina da Criação do nosso mundo nos ensina duas coisas. Primero, Deus criou o mundo para ser habitado. Os outros bilhões de planetas conhecidos que ocupam o Universo não foram criados com essa finalidade.
            Em segundo lugar, o homem tem a responsabilidade de manter o propósito da criação. Ou seja, manter esse mundo em condições habitáveis. Porém o egocentrismo do homem tende a tornar inviável a vida neste mundo.
            Sabemos que não será o homem com as suas loucuras que interromperá o propósito divino. Deus intervirá nas ações do homem antes que o caos se estabeleça. E mais, o nosso mundo será feito tudo de novo: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5).
O nosso mundo passará por uma transformação profunda. Ele será refeito para nunca mais envelhecer. O nosso planeta será o palco da eternidade para ele e para os seus habitantes. “Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Isaías 51:11).

Domingo
            Cinco pensamentos passam pela minha cabeça quando me detenho em meditar sobre a criação. O primeiro é que temos um Deus criador. Ele é o único Deus. “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4). Não divagamos em meio às crendices existentes no mundo sobre a sua e a nossa origem. A Bíblia nos oferece clareza sobre esse assunto.  
            Em segundo lugar, ao decidir sobre a criação dos seres vivos Deus planejou e organizou a Terra para que ela oferecesse condições especiais para o nosso habitat. Isso envolveu uma organização criativa sequencial. Ou seja: cada coisa foi criada no seu dia específico. Nada de atropelos e nada de experiências. O Senhor planejou de maneira ordenada e assim se fez.
            Em terceiro lugar toda a engenharia empregada nos três primeiros dias da criação visava um objetivo maior: criar um ser a Sua imagem e semelhança. E mais, esse ser deveria encher toda a Terra. Era o Seu propósito que o mundo fosse habitado por seres santos. Podemos imaginar como seria hoje se o pecado não houvesse existido.
            E em quarto lugar Deus pegou uma Terra sem forma e vazia envolta em escuridão e a transformou em um jardim. As flores, o Céu azul, os animais, os encantos dos rios e dos lagos, tudo enfim preparado para você e para mim. Mesmo com a deterioração causada pelo pecado ainda presenciamos maravilhas que só um Deus onipotente poderia criar com tanta perfeição.
            Em quinto lugar o mesmo que Deus fez dando forma, brilho e beleza à Terra informe Ele deseja fazer com cada pecador. Ele espera dar forma à vida de cada um de nós. Assim como o Seu propósito era que a terra não permanecesse vazia Ele espera encher a nossa vida de alegria, amor, paz e muita felicidade. A Sua promessa é: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e a encherei” (Salmos 81:10).

Segunda
            No momento em que escrevo esse comentário é madrugada. Poucos minutos antes eu estava na sala com a minha netinha de sete meses. Como a luz estava apagada ela não gostou. Voltei para o quarto onde a luz brilhava e ela esboçou um belo sorriso.
Ela estava apenas confirmando o que Deus detectou no passado: “E viu Deus que a luz era boa,” embora para Ele, luz e trevas sejam a mesma coisa.”
            A Bíblia afirma que Deus fez separação entre luz e trevas. Essa afirmação parece ser um recado para nós. Temos que separar as coisas das trevas com as da luz. Paulo pergunta: “...E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). Cristo cuidou de fazer essa separação quando criou o nosso mundo.
            Caso não houvesse Deus separado a luz das trevas não haveria possibilidade de vida neste mundo. Do mesmo modo, casso não façamos separação entre a luz e as trevas a nossa vida eterna estará comprometida.
            Ao criar a luz Deus não a dotou apenas com a capacidade de iluminar. A luz como a conhecemos tem propriedades fundamentais para toda a sorte de vida na Terra. Ela exerce ação fundamental em todo o tipo de vida existente. Uma planta se contorce toda para absorver os raios solares. E o que dizer do gira sol que acompanha o Sol desde o seu nascer até ele se esconder no horizonte.
            Quando Deus disse “haja luz” Ele estava dizendo: “haja vida”.
            Quando vemos as plantas se esforçando para estarem em contato com a luz deveríamos pensar no nosso relacionamento com Jesus, “a Luz do mundo”. Ele disse: “Sem mim nada podeis fazer.” Sem Ele a nossa vida não tem direção e muito menos condições para existir.

Terça
            Na década de oitenta os suíços Gérard Moss e sua esposa Margi Moss vieram para o Brasil com o objetivo de cultivar soja. Logo depois mudaram de ideia. Compraram um avião anfíbio e passara a pesquisar os rios voadores. Eles afirmam que os rios voadores são cursos de água atmosféricos invisíveis que transportam umidade e vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões do Brasil.
A quantidade de vapor de água transportada pelo rio voador que evapora da bacia amazônica se equivale à vazão do próprio rio Amazonas. Tudo isso graças à água evaporada das árvores que constituem o bioma da Floresta Amazônica. Os rios voadores são responsáveis por parte do regime pluviométrico das regiões brasileiras por onde passam.
Nós não os vemos mas eles estão ai passando sobre as nossas cabeças. Afirmam os pesquisadores que, caso esses rios voadores não existissem o Brasil seria um grande deserto.
A Bíblia afirma que: “Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez” (Gênesis 1:7). O homem demorou seis milênios para descobrir cientificamente essas águas voadoras.
Essa é uma das grandes maravilhas que nos oferece essa expansão criada por Deus com um propósito bem definido em Gênesis 1:6-8. Nessa expansão que se chama céu existe um elemento, também invisível, mas fundamental a existência humana: o ar.
Você não se encanta com os pássaros que coriscam os ares com seus voos pirotécnicos ao som do fundo musical de seus gorjeios? E o que dizer da paisagem que nos oferece cada amanhecer e que se transforma a cada segundo? (Ver meditação Reavivar a Esperança, páginas 310 e 322). Esse é o firmamento criado por Deus.
Podemos imaginar quanta beleza surgiu no segundo dia da criação. Maravilhamo-nos ao ver que tudo foi muito bem planejado. E depois vem alguns utópicos alardear que tudo surgiu por acaso.

Quarta
            Há pouco vi uma reportagem que tratava do cuidado que os animais tem com os seus filhotes e os artifícios que os pais usam para defenderem os seus filhos dos predadores. Existe um tipo de peixe que em momento de perigo colocam todos os seus filhotes dentro da boca atitude tomada também por jacarés. No caso de uma criação evolutiva essas espécies seriam extintas, uma vez que tudo se formou ao longo de milênios.
            Deus cuidou de mínimos detalhes para que a existência do homem na terra não fosse uma coisa monótona. As cores que Ele usou para pintar a natureza como o azul do céu e o verde das campinas se harmonizam perfeitamente com a nossa visão e com o nosso sistema nervoso. Já imaginou uma noite sem estrelas e sem a lua para inspirar os poetas?
            Mesmo com as alterações causadas pelos milênios de pecado o mundo ainda apresenta paisagens encantadoras que nos deixam boquiabertos.
            Em 1969 visitei a gruta Azul na ilha de Capri, na Itália.  Ela é identificada por uma pequena abertura num paredão de pedra rústica que mergulha no oceano.  Mas ao adentrá-la nos deparamos com uma caverna toda azul. Informaram-nos que o paredão de rochas da entrada não desce até o fundo do mar e os raios do Sol atravessam a profundeza das águas e a sua luminosidade passando por baixo das rochas refletem dentro da gruta. Descrever a beleza é impossível. Belezas que Deus preparou para mim e para você nesse aprazível espaço que se chama terra.
            Deus criou um ecossistema onde minúsculas criaturas tem a sua razão de existir e são os personagens desse ecossistema que nos propiciam uma vida saudável. Observamos que rapidamente o homem está destruído aquilo de Deus criou e que é essencial para a continuidade da vida humana.
           


Quinta
            Não só acreditamos que Deus criou o mundo em seis dias literais como a Bíblia afirma, como cremos que pela Sua palavra tudo poderia vir a existência em fração de segundos.  Temos a ideia de que Ele agiu assim porque implantou em nosso ser a necessidade do ciclo semanal de sete dias literais de vinte e quatro horas.
Pesquisas científicas comprovam a necessidade de um dia de repouso por semana para o ser humano, como estudaremos mais adiante.
Um detalhe curioso é que os escritores da Bíblia apresentam o poder da Palavra de Deus atuando não só na criação do Universo e na criação do homem, mas apresenta essa Palavra atuando de maneira significativa na nossa redenção.
Paulo afirma que assim como Deus criou a luz e ela resplandeceu no mundo pela Sua palavra Ele faz com que a Palavra do Evangelho resplandeça em nosso coração. É pela Sua palavra que a luz do conhecimento ilumina a nossa vida. Veja 2ª Coríntios 4:6: “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” 
Isaias garante que a Palavra de Deus nunca volta vazia. Na criação Ele proferiu a Palavra e ela voltou cheia de vida e belezas. O mesmo Ele deseja fazer com a nossa vida se estivermos dispostos a aceitar o comando de Sua voz. Diz o verso onze do capítulo cinquenta e cinco: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Já Pedro fala que desde aqueles tempos os homens ignoram o poder criativo da Palavra de Deus: “Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste” (2 Pedro 3:5).
Escrita por Jonathan Silva com coreografias de Juliana, a peça teatral Fábula da Criação apresenta todos os animais da Terra como tentativas fracassadas de Deus para criar o bicho homem. Não é atoa que Paulo foi taxativo: “Mas rejeita as fábulas profanas e velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1 Timóteo 4:7).

Conclusão
            Repetimos o que já escrevi várias vezes: Os evolucionistas são pessoas que exercem mais fé do que os criacionistas. Não há dúvidas de que para acreditar nas aberrações da evolução exige uma fé muito maior do que a de um grão de mostarda.