terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Quando tudo se fizer novo



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 22 a 29 de dezembro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            No estudo desta semana vamos recordar os acontecimentos que marcam o inicio e o fim do milênio. Veremos também que durante o milênio estaremos no Céu exercendo uma atividade tira dúvidas. Nesta semana vamos rever as maravilhas da Nova Terra e como será a vida ali.
            O titulo da lição nos oferece a certeza de que um dia tudo se fará novo. Quem fez essa promessa foi o próprio Deus. “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5).
 Deus criou o Universo perfeito e todos os dias Ele visitava as Suas criaturas no jardim do Éden. Mas o pecado afastou o homem de Deus. Porém, o Senhor deseja restabelecer o Seu relacionamento conosco. O Seu sonho não é apenas passear conosco pela viração do dia, mas morar conosco pela eternidade. “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:1).
O Seu amor para conosco é que O levou a elaborar o plano redentivo do homem. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou. Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2:5-6).
“Esse tempo está às portas. Hoje, os sinais dos tempos declaram que nos achamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante os nossos olhos cumpre-se a profecia do Salvador relativa aos acontecimentos que precedem Sua vinda: "Ouvireis de guerras e de rumores de guerras. ... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.  Mat. 24:6 e 7”” (Educação, pág. 179).
 Os sinais do fim seguem uma sequencia profética capaz de afastar qualquer dúvida de que em breve o Senhor cumprirá o Seu propósito. 

Domingo
            Antes dos remidos desfrutarem do Éden restaurado passaremos mil anos no Céu. Mas findos os mil anos a Jerusalém celestial descerá do Céu e ocupará o lugar do antigo Éden de Adão e Eva.
            A Bíblia não deixa dúvidas. Jesus voltará, os santos mortos ressuscitam e juntos com os santos vivos serão transformados e subirão com o Senhor nos ares. Aí terá inicio o milênio. Diz Paulo: “E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1 Coríntios 15:54).
            A ressurreição dos justos marcará dois acontecimentos que só os santos experimentarão. O inicio da eternidade para eles e o inicio do Milênio.
            O milênio é uma parte de tempo do grande julgamento. As sentenças foram arbitradas e para que não pese nenhuma dúvida sobre a exatidão do juízo Deus permitirá que durante o milênio os salvos tenham acesso a cada decisão antes da execução final.
            Os sinais não deixam dúvidas. Os acontecimentos seguem o fiel cronograma profético. O tempo determinado mencionado pelo profeta Habacuque se escoa rapidamente:Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” (Habacuque 2:3).  

Segunda
            Certa vez uma emissora de televisão foi até o Haiti e trouxe de lá uma família de haitianos. Antes de receberem uma casa nova e confortável eles foram conhecer um pouco do Brasil que agora seria a sua nova terra. Metrô, micro ondas, shoppings, luzes, carros, escadas rolantes, elevadores, em fim, tudo era novo para eles. Ficaram como que perdidos diante de tantas coisas que eles não sabiam como usar. Eles não se apartavam do seu guia que mostrava e esclarecia cada novidade.
            Imagino que a nossa experiência não será diferente quando chegarmos ao Céu. Qual será a minha e a sua experiência depois de escaparmos da “grande tribulação”, nos depararmos com as glórias do Lar Eterno? Como se comportará eu diante das “coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem?” (1 Coríntios 2:9) e mais: Como será fazermos parte daqueles que “seguem o Cordeiro para onde quer que vá” (Apocalipse 14:4). 
            A Bíblia afirma que vamos viver e reinar com Cristo por mil anos. Diz ainda que vamos assentar em tronos e que teremos a capacidade de julgar. Quando vejo tantos horrores no mundo de hoje, tantas contradições, tantas situações delicadas, suspiro aliviado ao pensar: não serei eu que vou julgar tudo isso.
             Mas no Céu teremos uma noção clara do que é julgar e como julgar. O Apocalipse afirma: “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar” (Apocalipse 20:4).
            Quando fiz o primário tive um professor que sempre me convidava para ajuda-lo a corrigir as provas. O mestre me dava autoridade para dar as notas para os meus colegas. Como eu me sentia importante em estar ao seu lado! Mas o melhor de tudo era o quanto eu aprendia ao fazer esse trabalho. Sim, vamos aprender muito quando chegarmos lá.
João afirma que: “viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (Apocalipse 14:4). O milênio será o nosso período de estágio para aprendermos a viver a eternidade.

Terça
            Quando eu ajudava o meu professor cada aluno recebia uma nota correspondente ao que ele escreveu na prova.  Durante o milênio os salvos estarão revisando os casos dos ímpios que permanecem na sepultura. Diz a Bíblia: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apocalipse 20:12).
            Terminada a segunda fase do juízo chamada de revisão vem a terceira e última parte: a executiva. Satanás que até agora estava encarcerado numa grande solitária, pois a terra não tem nenhum ser vido durante o milênio, entrará em uma atividade extenuante com a ressurreição dos ímpios.
            Ao ver Cristo e a Nova Jerusalém descer do Céu e com eles os redimidos de todas as épocas, Satanás arregimenta a grande multidão de ímpios para atacarem a cidade santa. Será o seu último esforço para usurpar o trono de Deus. Neste momento Deus age de maneira maravilhosa. “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou” (Apocalipse 20:9). Malaquias, no Velho Testamento, ao falar deste acontecimento escreveu: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).
            Hoje a graça de Deus está sendo oferecida a todos os homens. Aceita-la ou não vai definir de que lado estarei naquele grande Dia.

Quarta
            Certa vez, quando eu estudava no antigo CAB-São Paulo, fui a Monte Alegre de Minas visitar os meus pais. O meu acento era muito desconfortável. Estava localizado em cima das rodas dianteiras do ônibus. Embora ele fosse mais alto que os demais, eu  tinha de viajar com as pernas encolhidas.
            Enquanto eu me acomodava na poltrona surgiu uma senhora propondo trocar de lugar comigo. Dizia ela: “Essa poltrona é mais alta e eu quero ser a primeira pessoa a ver a cidade de Uberlândia.” E acrescentou: “Como é linda a minha cidade!”
            Às cinco horas da manhã me despertei com os gritos daquela mulher. Ela acordou todos os companheiros de viagem dizendo: “Vejam a cidade dos meus sonhos!” Naquele momento a cidade não passava de um manto de luz espraiando na escuridão. A sua alegria era transbordante e ela não estava nem ai para os resmungos e as caras feias.
            Em nossa viagem para Canaã já dá para divisarmos as luzes e esplendores da Pátria de nossos sonhos. Mas antes da chegada temos de acordar os companheiros de viagem para que eles conheçam essa linda cidade que João descreve com tanta maestria. Semelhantes ao profeta falemos para o mundo: Eu, Carmo vi a Santa Cidade! (Veja meditação Reavivar a Esperança p 195).
            Ali o nosso olhar se desviará das coisas que “olho nenhum já viu e ouvido nenhum ouviu” e a nossa atenção se voltará para os sinais dos cravos nas mãos de Cristo, cujo sangue carimbou o nosso passaporte e garantiu a nossa presença “para estamos para sempre com o Senhor”.


Quinta
            Todo o dia Deus visitava Adão e Eva no Jardim do Éden. No Novo Éden restaurado isso não acontecerá. O Senhor plantará o Seu trono na praça central da nova Jerusalém. E a Bíblia afirma: “e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17). E mais: “Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apocalipse 14:4).
            Realmente não dá para imaginar como será viver no Céu. Sempre que penso em um Deus onipotente morando para sempre conosco me vem a mente a pergunta da Samaritana diante de Jesus: “Como pode?” Somente a graça poderá, aos poucos, nos esclarecer tudo. Digo aos poucos pois, embora transformados ainda não teremos condições de saber tudo de uma vez. Diz Ellen G. White: Ao guiar Seus filhos às fontes das águas vivas, o Salvador lhes comunicará abundância de conhecimentos. E dia a dia as maravilhosas obras de Deus, as provas de Seu poder na criação e manutenção do Universo, desdobrar-se-ão perante seu espírito em uma nova beleza. À luz que irradia do trono, desaparecerão os mistérios, e a alma se encherá de espanto em face da simplicidade das coisas antes não compreendidas” (A Ciência do Bom Viver p. 466). E mais: “E por toda a eternidade os homens podem continuar sempre a examinar, a aprender, sem nunca esgotar os tesouros de Sua sabedoria, bondade e poder” (Caminho a Cristo, p. 109).
            Davi ao se deparar com o grande amor de Deus ficou absorto: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”  (Salmos 8:3-4). Ao escrever essas palavras Davi se referia à primeira vinda de Cristo a essa Terra e a qualificou como “visita”. Mas na Nova Terra o Senhor estará para sempre conosco.

Conclusão
            Durante o Milênio Satanás permanecerá sozinho aqui na Terra. Semelhante ao bode emissário ele será responsabilizado por todas as trasngreções cometidas pelos homens e pagará por isso. A sua solidão culminará com a sua destruição.
            Com a ressurreição dos ímpios ele estará solto e arregimentará todos os ímpios para a batalha final do grande conflito. Mas nesse momento Deus intervém. “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou” (Apocalipse 20:9).
            E grande promessa de Deus é: “Não se levantará por duas vezes a angústia” (Naum 1:9). Nunca mais lágrimas, nunca mais a dor e a morte.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

As últimas coisas: Jesus e os salvos



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 15 a 22 de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O verso áureo da lição desta semana é um convite à conversão com a certeza de que Jesus voltará para buscar os Seus redimidos.
            Antes deste momento apoteótico três coisas devem ocorrer. O pecador deve ter uma visão clara do ministério de Cristo no Santuário Celestial e apropriar-se dos méritos que Ele nos oferece. Em segundo lugar deve aguardar a volta de Jesus a essa Terra e a consequente ressurreição dos justos.
            Pelo menos o primeiro item é uma doutrina exclusiva dos adventistas do sétimo dia. Os demais itens são aceitos por algumas igrejas, porém, quase não são enfatizados em seus púlpitos.
            O cumprimento milimétrico das profecias indica que o fim se aproxima. Em breve Jesus deixará o Santuário Celestial. E retirará as suas vestes sacerdotais e sendo o justo juiz aplicará a justiça tão esperada por muitos.
            Quando tudo se cumprir restarão apenas duas coisas, A corte celestial e os redimidos. Estes, quando em vida aqui na terra aceitaram a intercessão oferecida por Cristo.

Domingo  
            Alguns estabelecem uma diferenciação do Deus do Velho Testamento e o Deus do Novo Testamento. Para essas pessoas a salvação oferecida no Velho Testamento era diferente da oferecida no Novo Testamento e transformam o método salvífico de Deus como experiência de laboratório.
            Caso fosse assim duas coisas estariam acontecendo. Primero Deus estaria sendo injusto para com a humanidade quando os do Antigo Testamento seriam salvos pelas obras e enquanto os do Novo Testamento são salvos pela graça. Prece que Deus está fazendo experiências para ver qual plano de salvação funciona melhor.
            É o próprio Criador que afirma: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Malaquias 3:6). É próprio Deus afirmando que Ele não muda justamente para que todos tenham a oportunidade de si salvarem.
            A salvação desde o Éden até nossos dias sempre foi pela graça. Desde Adão até os nossos dias não existe salvação sem que o pecador passe pelo Santuário Celestial.
            Quando o Santuário terrestre foi construído a ordem divina foi: “Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte” (Êxodo 26:30). Dede Adão os cordeiros oferecidos em sacrifícios apontavam para Jesus que um dia viria a esse mundo morrer em nosso favor.
            Um detalhe curioso é que o Santuário terrestre deveria seguir rigorosamente o modelo apresentado por Deus justamente para evitar qualquer tipo de confusão. Infelizmente Satanás usando instrumentos humanos conseguiu afastar o homem do Santuário Celestial e que a intercessão de Cristo passou a ser exercida por homens falíveis. Afirma o profeta Daniel: “E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.
E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou” (Daniel 8:11-12). E, descrevendo esse poder que se levantaria na Terra, João completa: “E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (
Apocalipse 13:14).

Segunda
             Todo o serviço do Santuário terrestre e celestial está voltado para o sacrifício de Jesus e, alterar esse foco é rejeitar o sacrifício máximo de Cristo por nós.
            O poder que usurpou o sistema de salvação “lançou a verdade por terra” e a Bíblia afirma que “fez isso e prosperou”.
            É impressionante vermos como lideres religioso transferem para seres humanos vivos e mortos as prerrogativas de interceder e de perdoar pecados. E Satanás foi mais além, introduziu penitencias, purgatório, indulgencias e até o sofrimento humano como meios salvificos. Coisas completamente contrárias ao ensinamento bíblico. São tentativas falíveis de anularem o sacrifício de Cristo e fazer do Santuário Celestial alguma coisa supérflua e inútil.
            O único que pode perdoar pecados é Aquele que deu a Sua vida por nós. Não há outro meio da salvação. Falando sobre isso Paulo pergunta: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2:3)
            Hoje Jesus está no Santuário Celestial como único intercessor em prol do homem. Sabemos que está próximo o dia em que Ele deixará o Santuário e porá as vestes de Juiz. Falando sobre este momento Isaías viu em visão: “E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve” (Isaías 59:16).
           
Terça
            A morte de Jesus foi o acontecimento que validou o Seu ministério no Santuário Celestial. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Mas a Bíblia nos orienta que um dia Ele deixará o Santuário e voltará a essa terra para apresentar o resultado do Seu trabalho de intercessão. Quando Ele vier então veremos a diferença entre aqueles que creram no Seu sangue remidor e os que desprezaram o Seu sacrifício na cruz. Paulo torna isso bem claro: “O qual recompensará cada um segundo as suas obras” (Romanos 2:6). Quando andava por este mundo Jesus foi claro: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mateus 25:33). Aliás, o objetivo da volta de Jesus é “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).
Não crer na segunda volta de Jesus é botar em cheque o Seu nascimento, o Seu ministério, Sua morte a Sua ressurreição e o Seu ministério no Santuário Celestial. Quem é cristão e não acredita que Jesus voltará a este mundo está 100% equivocado em seu cristianismo.
Em Atos 3:19-21 Pedro liga a conversão do ser humano ao perdão pleno e mostra que tais pessoas estarão prontas quando Ele vier. E quando Ele vier tudo será restaurado. Essa é a nossa grande esperança.

Quarta
Paulo fala da imprevisibilidade da volta de Jesus. Ele virá como ladrão. Quando o mundo menos espera os céus se abrirão o nosso Rei aparecerá em glória e majestade.
Paulo enfatiza que esse acontecimento não será surpresa para os crentes fieis. Eles sabem o que acontecerá e estarão prontos para qualquer momento. Diz o apostolo: “Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação” (1 Tessalonicenses 5:8).
Quando catástrofes assolam a terra logo aparecem cientistas dando explicações porque isso ou aquilo aconteceu. Mas para nós que tememos o Seu nome sabemos que é avisos de que o nosso Rei se aproxima. “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o Sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria” (Malaquias 4:2). Jesus afirma que não há motivos para sermos surpreendidos quando Ele vier. Os sinais são claros e inquestionáveis.
Esse é o momento de abastecer as nossas lâmpadas. Esse é o momento de fortalecer a nossa fé e de estamos alertas. O Céu tomou todas as providencias para que o grande dia do Senhor não nos pegue se surpresas. E o mais importante: Os sinais da volta de Jesus preditos na Bíblia acontecem numa sequência intrigante, deixando bem claro que o Rei está às portas.

Quinta
            Há pouco tempo um parente nosso embriagado se meteu em uma confusão e foi assassinado. No sepultamento, alguém da família falou: “Ele gostava muito da mãe e agora vai para junto dela”.   
            É impressionante como Satanás conseguiu pulverizar no mundo crenças tão distantes das verdades bíblicas, principalmente sobre o estado do homem na morte. A profecia foi clara “E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou” (Daniel 8:12).
            Confusão a respeito do estado do homem na morte sempre existiu entre os povos, mesmo entre o povo de Deus. Paginando a história vamos encontrar civilizações cultivando crenças diversas sobre o estado do homem na morte. Os saduceus não criam na ressurreição e os irmãos de Tessalônica tinham pensamentos distorcidos a respeito.
            É interessante que o autor da lição nos lembra de que foi com a própria morte que Jesus venceu a morte e possibilitou a ressurreição para todos aqueles que aceitam o Seu sacrifício na cruz.
            Quando eu fazia o Jornal Esperança preparei uma edição especial para novembro. No dia de finados fui para o portão de um dos cemitérios de Brasília e fiz uma farta distribuição. Ao terminar dei uma volta dentro do cemitério e um quadro me chamou a atenção. Um senhor usando o jornal lutava para proteger uma vela da ação do vento. Imaginei, caso ele tivesse lido o que tinha em mãos, talvez não estivesse se agoniando tanto para acender uma vela.
            Após a morte não fica nenhum espirito ou coisa parecida vagando na amplidão dos céus, nem desfrutando das delicias do Paraíso, nem em meio às labaredas de um inferno e muito menos pagando pecados no purgatório.
             Todos os mortos estão inconscientes nos seus túmulos. Quando Jesus voltar eles voltarão à vida.  “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (.Daniel 12:2).

Conclusão
            O Dia da Expiação era especial para o povo de Israel. Nesse dia o santuário terrestre era limpo de todos os pecados que ao longo do ano foram confessados ali. Era um dia especial. Caso Deus não fosse favorável em apagar os pecados de Seu povo o Sumo sacerdote seria fulminado dentro do Santíssimo.
Paulo afirma que a purificação do santuário terrestre era necessária, pois ele é figura do que está no Céu. Assim quando Cristo passou do lugar santo para o santíssimo no Céu em 1844, conforme as profecias de Daniel iniciou o grande dia da expiação terrestre. “De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes” (Hebreus 9:23).
Esse é o momento em que todos os casos estão sendo julgados. Quando esse julgamento terminar Jesus voltará para dar a cada um segundo as suas obras.

sábado, 15 de dezembro de 2012

A vida cristã


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 8 a 15 de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            A lição desta semana chama a nossa atenção para dois pontos especiais. Primeiro, a vida cristã deve ser vivida e não apenas professada e em segundo lugar temos que testemunhar para que o mundo conheça o caminho da salvação.
            Uma vida cristã de mentirinha apenas nos condena diante de Deus. Vida cristã deve ser um estilo de vida e é isso que o Senhor espera de cada um de nós.
            Não adianta frequentar a igreja por causa das amizades que temos lá e nem porque a nossa igreja oferece um ambiente confortável. Vida cristã é muito mais do que isso.  A nossa presença na igreja deve ser motivada pelo desejo de estarmos com Cristo em Sua casa.
             A pior tragédia de alguém é se portar como um sepulcro caiado. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.” A nossa vida espiritual deve ser norteada por uma constante em casa, no trabalho e na igreja.
            Nessa semana vamos relembrar algumas doutrinas bíblicas, muitas vezes negligenciadas por nós adventista do sétimo dia. Como vai a nossa mordomia? E como está a devolução de nossos dízimos. E o nosso relacionamento conjugal tem seguido o paradigma mostrado na Bíblia? Tudo isso se espera de uma vida cristã exemplar.

Domingo
             O dicionário Informal define Mordomia cristã como sendo o manejo responsável dos recursos do Reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou grupo. Embora a definição dê também um sentido coletivo ao termo a definição adventista é mais abrangente e individualiza mais o termo.
            As duas definições se referem apenas a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, mas podemos interpretá-la como uma responsabilidade de todo o ser humano quer seja cristão ou não. Deus considera todos os homens como Seus mordomos. Afinal, todos os habitantes da terra são agraciados com ar, chuva e Sol e tem uma responsabilidade na preservação do nosso planeta.
            A mordomia nos ensina pelo menos três coisas: Em primeiro lugar nos faz reconhecer que somos dependentes de Deus. Tudo que somos e tudo que temos vêm do Senhor. Em segundo lugar, a humildade deve caracterizar a vida do mordomo fiel. E em terceiro, O propósito de Deus em nos oferecer todas as coisas é que sejamos úteis à Sua causa e ao próximo.
            Um perigo ronda os filhos de Deus. É ter um profundo conhecimento do que seja mordomia, mas permitir que a competitividade e o consumismo exacerbado dos nossos dias nos distanciem mais e mais do real propósito de Deus para conosco.
Segunda
            O dizimo é uma doutrina pregada por quase todas as religiões embora com objetivos diferentes. Para muitos o dizimar é uma barganha que se faz com Deus. Eu devolvo o dizimo então estou pronto para exigir as bênçãos de Deus principalmente na área financeira.
            O verdadeiro espirito do dizimo é diferente. Eu devolvo não para receber mas porque já recebi. A devolução do dízimo não deve ser motivada por expectativas de alcançar este ou aquele favor. Ela é simplesmente o resultado de nossa gratidão a Deus por tudo o que Ele nos proporciona.
            Devemos devolver o dízimo pelo prazer de devolver e deixar as consequências com Deus. Claro que Ele vai cumprir a Sua promessa e abrir as janelas do Céu.
            Tenho sido dizimista e pactuante e nunca recebi tantas bênçãos como agora. Para quem não é vai um conselho: Experimente, e você sentira a atmosfera do Céu lhe envolver.
            Já vi fieis dizimistas passar por situações financeiras difíceis e não dizimistas prosperarem mesmo como membros da igreja. Mas o segundo grupo não desfruta de verdadeira paz e felicidade. Sejamos fieis ao Senhor sem discutir ou cobrar resultados. Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
            Disse o salmista Davi: “Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança” (Salmos 4:8). Existe maior retribuição para um dizimista do que essa paz que só Deus pode dar?

Terça
            Sempre que leio Mateus 22:39 me lembro do meu pai. Ele vivia esse versículo às avessas. Ele amava mais o próximo do que a si mesmo. Acho prudente que você leia a página 265 da meditação Reavivar a Esperança de minha autoria. Ali eu falo algumas coisas deste homem que viveu toda a sua vida em função de terceiros.
             Quantas vezes o vi pegar dinheiro emprestado para acudir alguma necessidade urgente de alguém. Terminaram os cinco anos de sua vida em cima de uma cama e se mantendo com um salario mínimo que alguém de bom coração providenciou para ele. Não é isso que Deus pede nesse versículo.
             Se não é isso que Deus pede de nós não vamos também viver no outro estremo e viver despreocupado com a miséria que assola ao nosso redor. O amor deve ser vivido e repartido. O amor vivido e não repartido deixa o proprietário mal servido.
            A tendência é que a correria de nossos dias nos mantenha mais e mais distantes do nosso próximo, principalmente dos mais carentes.
            Se fazemos parte do corpo de Cristo temos que promover a diferença no meio em que vivemos. Caso isso não esteja acontecendo é porque existe algo de errado conosco.

Quarta
            Satanás tem alcançado relativo sucesso em macular a instituição edênica do casamento. Vivemos como nos dias antediluvianos: “casam e dão em casamento” . E a Bíblia completa: “Até que veio o dilúvio e os levou a todos.” Sabemos que esse é um dos sinais que precede a volta de Jesus.
            Quem leva a sério essa instituição divina e procura mantê-la dentro dos princípios preconizados pelo céu são tidos como pessoas antiquadas que não evoluíram no tempo.
            Hoje temos filmes, novelas e mesmo leis que incentivam a homoxessualidade. As passeatas dos homoxecsuais tem invadido praças e grandes avenidas. Caso o caminho realmente não seja bastante largo e espaçoso não comporta todos os participantes. Bem disse Jesus: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7:13).
            Quando vemos este e outros desvios de conduta do ser humano entendemos que realmente o mundo esta sendo atados em molhos para o grande dia do Senhor. A desestruturação do lar está destruindo o mundo. A violência campeia, o respeito inexiste e as leis são atropeladas sem reservas.
            A cada dia que passa o casamento se faz mais vulgar. “Se casam e se dão em casamento.” A expressão bíblica não é contra o casamento em si, mas é contra a banalidade com que ele é realizado.
  A igreja segue a orientação bíblica de que o casamento é a união de um homem e de uma mulher e que deve perdurar até que a morte os separe.

Quinta
            O autor da lição nos chama a atenção pra três características que devem ser perseguidas pelos filhos de Deus.
            A primeira fala do relacionamento patrão e empregado. As responsabilidades do patrão e os direitos e deveres dos empregados. Hoje se fala muito em direitos e muito pouco em deveres, e o lamentável é que conheço empresários que se recusam a oferecer serviço para membros da igreja. Afirmam que muitos se aproveitam de serem da mesma igreja para procederem de maneira negligente.  
            Durante o meu tempo de servidor público convivi com funcionários improdutivos e que dispunham o seu tempo em reivindicar direitos que nem sempre faziam jus pra recebê-los. Eram funcionários que achavam fácil recusar a atender um pedido ou ordem. É pena que às vezes eu via membros da igreja palmilhando na mesma vala.
Como adventistas deveríamos ser os melhores trabalhadores de uma empresa ou repartição pública. Mas infelizmente notamos que, em alguns casos as coisas não funcionam assim.
A segunda fala de nossas responsabilidades para com o governo.  Muitos dizem sonegar impostos por ver frequentes desvios de dinheiro público e atos de corrupção. Os nossos deveres para com a igreja e o estado independem da honestidade destes em administrar os meios recebidos. Tanto o governo como os administradores da Igreja devem ser conscientes de sua responsabilidade e caso haja algum desvio é problema entre os administradores e Deus.
Deus exige: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17).
Do meu ponto de vista a terceira característica que deve ser notada em cada membro de nossa igreja é a menos vista e praticada entre nós. Deixamos muito a desejar no desempenho de nossas responsabilidades para com o próximo. Parece que a cada dia que passa o próximo vai ficando mais distante de nossa esfera de ação.
A igreja como um todo não tem demostrado ser relevante para a comunidade ao seu redor. A sua existência as veze é até ignorada na sociedade em que vivemos.

Conclusão
            A lição abordou assuntos que mechem com o nosso bolso. Para alguns são tópicos indigestos. Estes que assim se apresentam deveriam ler com bastante carinho as palavras de Ellen G White: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação” (E recebereis Poder – Meditação Matinal, p 285).



            

A vida cristã



 Comentário da Lição da Escola Sabatina de 8 a 15 de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            A lição desta semana chama a nossa atenção para dois pontos especiais. Primeiro, a vida cristã deve ser vivida e não apenas professada e em segundo lugar temos que testemunhar para que o mundo conheça o caminho da salvação.
            Uma vida cristã de mentirinha apenas nos condena diante de Deus. Vida cristã deve ser um estilo de vida e é isso que o Senhor espera de cada um de nós.
            Não adianta frequentar a igreja por causa das amizades que temos lá e nem porque a nossa igreja oferece um ambiente confortável. Vida cristã é muito mais do que isso.  A nossa presença na igreja deve ser motivada pelo desejo de estarmos com Cristo em Sua casa.
             A pior tragédia de alguém é se portar como um sepulcro caiado. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.” A nossa vida espiritual deve ser norteada por uma constante em casa, no trabalho e na igreja.
            Nessa semana vamos relembrar algumas doutrinas bíblicas, muitas vezes negligenciadas por nós adventista do sétimo dia. Como vai a nossa mordomia? E como está a devolução de nossos dízimos. E o nosso relacionamento conjugal tem seguido o paradigma mostrado na Bíblia? Tudo isso se espera de uma vida cristã exemplar.

Domingo
             O dicionário Informal define Mordomia cristã como sendo o manejo responsável dos recursos do Reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou grupo. Embora a definição dê também um sentido coletivo ao termo a definição adventista é mais abrangente e individualiza mais o termo.
            As duas definições se referem apenas a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, mas podemos interpretá-la como uma responsabilidade de todo o ser humano quer seja cristão ou não. Deus considera todos os homens como Seus mordomos. Afinal, todos os habitantes da terra são agraciados com ar, chuva e Sol e tem uma responsabilidade na preservação do nosso planeta.
            A mordomia nos ensina pelo menos três coisas: Em primeiro lugar nos faz reconhecer que somos dependentes de Deus. Tudo que somos e tudo que temos vêm do Senhor. Em segundo lugar, a humildade deve caracterizar a vida do mordomo fiel. E em terceiro, O propósito de Deus em nos oferecer todas as coisas é que sejamos úteis à Sua causa e ao próximo.
            Um perigo ronda os filhos de Deus. É ter um profundo conhecimento do que seja mordomia, mas permitir que a competitividade e o consumismo exacerbado dos nossos dias nos distanciem mais e mais do real propósito de Deus para conosco.
Segunda
            O dizimo é uma doutrina pregada por quase todas as religiões embora com objetivos diferentes. Para muitos o dizimar é uma barganha que se faz com Deus. Eu devolvo o dizimo então estou pronto para exigir as bênçãos de Deus principalmente na área financeira.
            O verdadeiro espirito do dizimo é diferente. Eu devolvo não para receber mas porque já recebi. A devolução do dízimo não deve ser motivada por expectativas de alcançar este ou aquele favor. Ela é simplesmente o resultado de nossa gratidão a Deus por tudo o que Ele nos proporciona.
            Devemos devolver o dízimo pelo prazer de devolver e deixar as consequências com Deus. Claro que Ele vai cumprir a Sua promessa e abrir as janelas do Céu.
            Tenho sido dizimista e pactuante e nunca recebi tantas bênçãos como agora. Para quem não é vai um conselho: Experimente, e você sentira a atmosfera do Céu lhe envolver.
            Já vi fieis dizimistas passar por situações financeiras difíceis e não dizimistas prosperarem mesmo como membros da igreja. Mas o segundo grupo não desfruta de verdadeira paz e felicidade. Sejamos fieis ao Senhor sem discutir ou cobrar resultados. Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
            Disse o salmista Davi: “Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança” (Salmos 4:8). Existe maior retribuição para um dizimista do que essa paz que só Deus pode dar?

Terça
            Sempre que leio Mateus 22:39 me lembro do meu pai. Ele vivia esse versículo às avessas. Ele amava mais o próximo do que a si mesmo. Acho prudente que você leia a página 265 da meditação Reavivar a Esperança de minha autoria. Ali eu falo algumas coisas deste homem que viveu toda a sua vida em função de terceiros.
             Quantas vezes o vi pegar dinheiro emprestado para acudir alguma necessidade urgente de alguém. Terminaram os cinco anos de sua vida em cima de uma cama e se mantendo com um salario mínimo que alguém de bom coração providenciou para ele. Não é isso que Deus pede nesse versículo.
             Se não é isso que Deus pede de nós não vamos também viver no outro estremo e viver despreocupado com a miséria que assola ao nosso redor. O amor deve ser vivido e repartido. O amor vivido e não repartido deixa o proprietário mal servido.
            A tendência é que a correria de nossos dias nos mantenha mais e mais distantes do nosso próximo, principalmente dos mais carentes.
            Se fazemos parte do corpo de Cristo temos que promover a diferença no meio em que vivemos. Caso isso não esteja acontecendo é porque existe algo de errado conosco.

Quarta
            Satanás tem alcançado relativo sucesso em macular a instituição edênica do casamento. Vivemos como nos dias antediluvianos: “casam e dão em casamento” . E a Bíblia completa: “Até que veio o dilúvio e os levou a todos.” Sabemos que esse é um dos sinais que precede a volta de Jesus.
            Quem leva a sério essa instituição divina e procura mantê-la dentro dos princípios preconizados pelo céu são tidos como pessoas antiquadas que não evoluíram no tempo.
            Hoje temos filmes, novelas e mesmo leis que incentivam a homoxessualidade. As passeatas dos homoxecsuais tem invadido praças e grandes avenidas. Caso o caminho realmente não seja bastante largo e espaçoso não comporta todos os participantes. Bem disse Jesus: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7:13).
            Quando vemos este e outros desvios de conduta do ser humano entendemos que realmente o mundo esta sendo atados em molhos para o grande dia do Senhor. A desestruturação do lar está destruindo o mundo. A violência campeia, o respeito inexiste e as leis são atropeladas sem reservas.
            A cada dia que passa o casamento se faz mais vulgar. “Se casam e se dão em casamento.” A expressão bíblica não é contra o casamento em si, mas é contra a banalidade com que ele é realizado.
  A igreja segue a orientação bíblica de que o casamento é a união de um homem e de uma mulher e que deve perdurar até que a morte os separe.

Quinta
            O autor da lição nos chama a atenção pra três características que devem ser perseguidas pelos filhos de Deus.
            A primeira fala do relacionamento patrão e empregado. As responsabilidades do patrão e os direitos e deveres dos empregados. Hoje se fala muito em direitos e muito pouco em deveres, e o lamentável é que conheço empresários que se recusam a oferecer serviço para membros da igreja. Afirmam que muitos se aproveitam de serem da mesma igreja para procederem de maneira negligente.  
            Durante o meu tempo de servidor público convivi com funcionários improdutivos e que dispunham o seu tempo em reivindicar direitos que nem sempre faziam jus pra recebê-los. Eram funcionários que achavam fácil recusar a atender um pedido ou ordem. É pena que às vezes eu via membros da igreja palmilhando na mesma vala.
Como adventistas deveríamos ser os melhores trabalhadores de uma empresa ou repartição pública. Mas infelizmente notamos que, em alguns casos as coisas não funcionam assim.
A segunda fala de nossas responsabilidades para com o governo.  Muitos dizem sonegar impostos por ver frequentes desvios de dinheiro público e atos de corrupção. Os nossos deveres para com a igreja e o estado independem da honestidade destes em administrar os meios recebidos. Tanto o governo como os administradores da Igreja devem ser conscientes de sua responsabilidade e caso haja algum desvio é problema entre os administradores e Deus.
Deus exige: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17).
Do meu ponto de vista a terceira característica que deve ser notada em cada membro de nossa igreja é a menos vista e praticada entre nós. Deixamos muito a desejar no desempenho de nossas responsabilidades para com o próximo. Parece que a cada dia que passa o próximo vai ficando mais distante de nossa esfera de ação.
A igreja como um todo não tem demostrado ser relevante para a comunidade ao seu redor. A sua existência as veze é até ignorada na sociedade em que vivemos.

Conclusão
            A lição abordou assuntos que mechem com o nosso bolso. Para alguns são tópicos indigestos. Estes que assim se apresentam deveriam ler com bastante carinho as palavras de Ellen G White: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação” (E recebereis Poder – Meditação Matinal, p 285).