domingo, 28 de abril de 2013

Busque o Senhor e Viva


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 27 de abril a 4 de maio de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 
Introdução

            Praticar justiça social e buscar o Senhor é o foco da mensagem de Amós. Mas como Israel rejeitou este convite os juízos de Deus caíram sobre o povo rebelde. É interessante que por duas vezes Deus propôs a destruição, mas por intervenção do profeta Amós o mal foi postergado. (Ver Amós 7: 1–6).  Porém, chegou um momento que não teve mais jeito.

A apostasia chegou a tal ponto que o próprio sacerdote advertiu o rei Jeroboão que Amós era um conspirador e que as suas profecias não se cumpririam. Aos olhos do sacerdote Amasias Deus não destruiria o Seu povo e o rei jamais morreria à espada.

“Então Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro” (Amós 7:10 e 11).

A rejeição a mensagem de Amós foi tamanha que ele foi advertido para não profetizar mais sobre o reino de Israel e que saísse de seus termos. “Depois Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; Mas em Betel daqui por diante não profetizes mais, porque é o santuário do rei e casa real” (Amós 7:12-13).

Betel Foi um dos lugares onde permaneceu a Arca da Aliança, símbolo da presença do Deus de Israel. Davi e Samuel fizeram dela a sede do tribunal para julgar o povo. (I Samuel 7:16). Foi neste local que Abraão armou a sua tenda e edificou o seu primeiro altar (Génesis 12:8; 13:3). Em Betel Jacó teve a visão de uma escada que atingia o céu. Ali Débora foi sepultada. (Génesis 35:8). Após a Divisão do Reino de Israel, Jeroboão I, Rei de Israel mandou erguer um Bezerro de Ouro em Betel (I Reis 21:29) para que o povo não fosse a Jerusalém para adorar.

Um povo com um histórico tão lindo expulsou de seus termos o profeta que trazia a última mensagem de advertencia.

Mesmo com essas ameaças Amós continuou advertindo aquele povo e foi claro: Um dia eles teriam fome de ouvir a Palavra de Deus e iriam de um mar a outro mar procurando alguém que a mostrasse e não encontrariam. Em algumas versões bíblicas a palavra “errantes” é traduzida por “vagabundos”. Que triste situação chegaria alguém que, antes, tinha toda a Palavra de Deus disponível!

            Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão” (Amós 8:11-12).

Mesmo com todos os pecados de Israel a ira divina caiu sobre eles com uma dose de graça e Israel não seria destruído por completo. Disse o Senhor: “Eis que os olhos do Senhor Deus estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o Senhor” (Amós 9:8)

Amós conclui o seu livro com uma mensagem de esperança: “E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto” (Amós 9:14).

É impressionante o amor de Deus. Caso Israel tivesse dado ouvidos ao primeiro profeta e não haveria necessidade tantos outros. E mais do que isso, quanto sofrimento teria sido poupado! “Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Salmos 86:15).

 
Domingo
A apostasia e a injustiça social eram praticadas sem nenhuma restrição em Israel. A mensagem de Amós é contundente e impossível de ser colocada em prática sem a ajuda divina.

Além de buscar o bem o Senhor orienta que devemos odiar o mal. Diz o texto: Buscai o bem, e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis. Odiai o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo. Talvez o Senhor Deus dos Exércitos tenha piedade do remanescente de José” (Amós 5:14-15).

No exercício constante de sua autossuficiência e distanciando mais e mais de Deus, a Fonte de força, seria impossível Israel aprender a odiar o mal. Esse é um desafio para todo aquele que professa servir ao Senhor. Esse “aprender” indica que não é um fato momentâneo. Envolve submissão, tempo e paciência.

O profeta Isaías conviveu com esse período sombrio da vida de Israel e a mensagem que ele recebeu do Senhor foi: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20). O profeta dá a entender que o povo não fazia mais diferença entre o bem e o mal. Para eles tudo era a mesma coisa.

Nos dias de Ezequiel era dever dos sacerdotes orientar o povo e mostrar-lhes a linha divisória entre o santo e o profano. Diz Ellen G. White: "foram dadas aos sacerdotes essas instruções: "E a Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro”” (Testemunhos Seletos – Volume 1, p 325). Creio que se houve um tempo em que essa mensagem foi oportuna, esse tempo é hoje.

  Segunda
Sempre que leio ou ouço algum comentário sobre religião prática me vem à mente o meu pai. Não que ele fosse exemplo em tudo, mas algumas de suas atitudes merecem ser lembradas. A sua religião ia além dos rituais da igreja. Na minha época de adolescente papai conhecia todos os mendigos da nossa cidade e quando notava a ausência de algum deles saia a sua procura. Ao encontra-lo deitado no chão batido ele comprava cama, chamava o médico e além de providenciar os medicamentos, quantas vezes notei ele se levantando de madrugada e, debaixo de chuva. Saia para fazer uma medicação de horário.  Caso o doente viesse a óbito ele fazia o sepultamento.

As suas atuações eram tão discretas que nem nós da família sabíamos de metade do que ele fazia. (Ver Reavivar Esperança, p. 265).

Desprezar e mesmo explorar os menos favorecidos era uma prática normal entre o Israel daquele tempo. A religião praticada com minúncias em seus rituais de adoração não vinha à tona da igreja para fora. Esse comportamento sempre foi visto por Deus como algo deplorável. “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” (Oséias 6:6). O conhecimento de Deus implica em saber e viver de tal modo que o mundo veja em nós que Ele é amor.

Jesus ao se deparar com a religião praticada pelos religiosos de Seu tempo os comparou a sepulcros caiados por fora. Vem à lembrança o velho rifão: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.”

O cristianismo prático tem duas dimensões que, para o verdadeiro crente, se fundem em apenas uma. A que praticamos para com os irmãos dentro da igreja e a que vivemos em nosso dia a dia longe dos altares.

“Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas” (Amós 5:23). Ao ler esse verso me vem à mente algo de minha infância. Naquela época quando uma pessoa não era dada ao trabalho e vivia mais de festa em festa era considerada suspeita e diziam a respeito dela: “vive de tocar viola”.

            Deus espera que não sejamos meros tocadores de viola na igreja mas que a nossa vida seja uma viola afinada e que produza uma melodia que venha a amenizar o sofrimento daqueles que estão ao nosso redor.

 Terça
Dos doze profetas menores oito eram de Judá, três de Israel e um de Babilônia conforme vemos abaixo:

- Oséias - 14 capítulos - 752 e 735 a.C. (Israel).

- Joel - 3 capítulos - 840-810 a.C.  (Judá).
- Amós - 9 capítulos - 750 a.C. (Israel).
- Obadias - 1 capítulo – 586  a.C.  (Judá).
- Jonas - 4 capítulos - 793 a 753 a.C. (Israel).
- Miquéias - 7 capítulos - 735 e 700 a.C. (Judá).
- Naum - 3 capítulos – 630 a.C. (Judá).
- Habacuque - 3 capítulos – 606 a.C. (Judá).
- Sofonias - 3 capítulos - 735 e 725 a.C. (Judá).
- Ageu - 2 capítulos -  520 a.C. (Babilônia)
- Zacarias - 14 capítulos - 520 a.C. (Judá).
- Malaquias - 4 capítulos  440 e 400 a.C. – (Judá).

            Um profeta do norte poderia ser orientado a dar uma mensagem para o reino do sul ou vice versa. Ele poderia até profetizar para os dois reinos ao mesmo tempo. Amós pertencia ao reino de Judá e recebeu a orientação divina para advertir o povo de Israel.

            A mensagem de Amós era pesada e contundente. Entre outras desditas ela previa que o rei Jeroboão seria assassinado. Essa, em especial, revoltou o rei e seus assessores e eles exigiram que o profeta abandonasse o seu território. Talvez, a origem humilde de Amós sem pedigree de profeta tenha contribuído para a rejeição de suas advertências.

 Amós desabafa: “E respondeu Amós, dizendo a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de seguir o rebanho, e o Senhor me disse: Vai, e profetiza ao meu povo Israel” (Amós 7:14-15).

O sícômoro (Uma espécie de figo pouco apreciado) era cultivado em regiões alagadas ou encharcadas e, quem os cultivava estava sempre sujo e mal apresentado.  Amós, esse agricultor que também era peão de boiadeiro, não tinha nenhuma ligação com a elite de profetas de seu tempo. Mas ao receber o chamado de Deus não foi desobediente “à visão celestial”.

 Quarta
A leitura auxiliar do Espírito de Profecia enfatiza o desespero dos ímpios após o fechamento da porta da graça. (Veja páginas 34 e 35 da lição com comentário). Porém sabemos que o maior desespero será para os membros da Igreja de Deus que desprezaram as mensagens de advertência. Sobre estes diz Ellen G. White: “Mas há em nossas igrejas muitos, muitos que pouco sabem da real significação da verdade para este tempo. Apelo para eles a fim de que não passem por alto o cumprimento dos sinais dos tempos, que diz tão claramente estar perto o fim. Oh! quantos que não buscaram a salvação de sua alma farão logo o amargo lamento: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos”!” (Jeremias. 8:20). (Testemunhos Seletos - volume 3, p 256). E mais: Naquele dia, multidões desejarão o abrigo da misericórdia de Deus, abrigo que durante tanto tempo desprezaram” (O Grande Conflito, p 629).

Vivemos em uma época de fartura espiritual. A Bíblia está sendo aberta e examinada por milhares. Contamos com eficientes pregadores, dispomos de farta literatura, Mas com tudo isso há o perigo de sermos destruídos por falta de conhecimento, ou melhor, por falta da pratica do pouco conhecimento que temos.

“Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas – Volume 1, p 121).

 
Quinta
“E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus” (Amós 9:14-15).

Essa promessa de Deus é a confirmação ou ratificação da promessa de que Israel não seria totalmente destruído. “Eis que os olhos do Senhor Deus estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o Senhor” (Amós 9:8)

Isaias afirma: “Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo” (Isaías 27:6). “A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus” (Salmos 85:11).

As promessas de restauração feitas a Israel como nação terão o seu cumprimento no Israel espiritual. Com a rejeição a Cristo Deus formou o Israel espiritual com pessoas de todas as raças. “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39).

 
Conclusão
Fazemos parte do Israel espiritual. Deus tem um proposito para conosco. Esse propósito é o mesmo confiado ao Israel literal. Ou seja: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39).  Caso negligenciemos essa responsabilidade o Senhor nos substituirá por pessoas mais dignas do que nós e que hoje caminham longe Dele.

 

Esse comentário é cortesia da Escola Sabatina e do comentarista. Valorize o que é nosso.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Senhor das nações (Amós e Obadias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 20 a 27 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

Amós exalta a justiça de Deus. O seu livro trata de pelo menos três assuntos. Primeiro ele descreve os juízos de Deus sobre as nações que humilharam ou que contribuíram para a humilhação do povo de Deus. A mensagem foi direcionada para essas nações e para o próprio povo de Israel.

Em segundo lugar, embora Israel fosse o povo escolhido de Deus, ele não foi poupado de Seus juízos. Assim como a graça de Deus é para todos, a Sua justiça também o é. Essa postura divina se prende ao fato de que Israel não tratava a todos de igual modo. Ao falar da atitude de Israel com os menos favorecidos Amós escreve: “...Quando passará a lua nova, para vendermos o grão, e o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas, para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapatos, e para vendermos o refugo do trigo” (Amós 8:5-6). Os seus irmãos mais humildes eram subjugados pelos mais fortes. E Pior, para eles o a observância do sábado era um embaraço para a sua ganancia. Os seus irmãos mais humildes eram subjugados pelos mais fortes. Diz o texto sagrado: “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Israel, e por quatro, não retirarei o castigo, porque vendem o justo por dinheiro, e o necessitado por um par de sapatos” (Amós 2:6). Deus lhes mostrou de maneira clara que Ele não faz acepção de pessoas e condena essa prática entre o Seu povo.

E em terceiro lugar Deus fala de um futuro promissor para o Seu povo, desde que eles O busquem com humildade de coração. “Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade” (Amós 9:11). “E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus” (Amós 9:14-15).

Enquanto Amós apresenta um leque de sete nações que oprimiram o povo de Deus, Obadias se prende a apenas uma, Edom. É bom lembrar que os juízos apresentados por Obadias foram mencionados também por Amós. “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Edom, e por quatro, não retirarei o castigo, porque perseguiu a seu irmão à espada, e aniquilou as suas misericórdias; e a sua ira despedaçou eternamente, e conservou a sua indignação para sempre” (Amós 1:11).

Assim como no passado o Senhor rugiu como leão para condenar as injustiças sociais Ele esta atento hoje. Ageu fala com firmeza: “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tiago 5:4).

 

 

Domingo

            Na época do rei Salomão Israel mantinha estreitas relações com o rei de Tiro. Toda a madeira usada na construção do templo e na construção da casa de Salomão veio de Tiro. Mas anos depois, esse povo usou de atitudes mesquinhas para com Israel.

            Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Tiro, e por quatro, não retirarei o castigo, porque entregaram todos os cativos a Edom, e não se lembraram da aliança dos irmãos” (Amós 1:9). Os homens de Tiro se negaram a socorrer a Israel quando atacado por Edom, antes facilitaram a captura do povo de Deus entregando-os aos seus inimigos. Essa quebra de aliança por parte do povo de Tiro não agradou a Aquele que comanda as nações. E veio o veredito divino: “Assim diz o Senhor Deus: eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como se o mar fizesse subir as suas ondas. Elas destruirão os seus muros, derrubarão as suas torres; eu varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro de redes” (Ezequiel 26:3-5).

Perceba que a profecia diz que subiriam muitas nações contra a cidade de Tiro. E a primeira nação a subir foi a Assíria, que ficava ao norte e tinha a sua capital em Nínive. Por dois séculos os assírios subjugaram a Tiro. Também foi atacada pelos babilônicos que destruíram muitas cidades que estavam na costa do mar. Aos poucos, Tiro começou a enfraquecer. Nabucodonosor esteve envolvido em ataques contra o rei de Tiro durante 13 anos. Mas em 332 AC que Alexandre e seu exército vitorioso a conquistou definitivamente.

Tiro foi construída numa pequena ilha próximo da praia. Hoje o lugar é usado por pescadores para lavarem as redes como fala a profecia. Outra Tiro foi construída em terra firme.

Tiro e as demais nações mencionadas por Amós foram rigorosamente justiçadas por Deus. Diz a Bíblia: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés” (Naum 1:3).

 

Segunda

            Durante a história da humanidade repetidas vezes Deus Se manifestou com indignação para com os povos que não praticavam justiça social. Foi assim com os egípcios, com Babilônia e com o próprio Israel.

            Porventura não é este o jejum que escolhi que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?” (Isaías 58:6-7).

            No tempo de Isaias o povo adorava a Deus com orações e jejuns, mas se esqueceu do principal: o cuidado com os menos favorecidos.

            Amós afirma que a “prosperidade econômica de Israel e a estabilidade política o levaram à decadência espiritual que se manifestou em injustiça social” (Página 44 da Lição da Escola Sabatina).

            A exploração do fraco pelo mais forte sempre aconteceu no mundo. Essa é uma atitude que sempre foi condenada por Deus. Em seu recado para João Batista, Jesus apresentou como uma de Suas características Se preocupar com a salvação dos pobres. Disse Ele: “Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Mateus 11:5).

Tiago deixa claro que Deus está atento e ouve o clamor dos trabalhadores que são injustiçados. “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tiago 5:4).

Ao descrever a Sua missão, Jesus foi claro: "O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos" (Luc. 4:18 e 19).

 

Terça

            O desejo do Altíssimo é resgatar todos os filhos de Adão independente de onde tenham nascido. Para alcançar esse propósito Ele separou uma nação e a propiciou de condições especiais a fim de que ela pudesse participar do Seu projeto.

            A nação escolhida foi Israel e a Bíblia mostra o que Deus fez para capacitar esse povo para que cumprissem o Seu propósito. Primeiro Deus deu a este povo uma experiência singular. O resgate do Egito e os milagres que aconteceram no deserto tinham dois objetivos especiais. Primeiro, infundir em Israel a certeza de que Deus os dirigia de maneira especial e de que nada era impossível para o Altíssimo.

Em segundo lugar Deus esperava que o mundo ao ver as ações divinas para com esse povo acreditasse na Sua mensagem de salvação por ele apresentada.

Para isso era necessário algumas coisas. Primeiro que Israel fosse colocado numa região geográfica estratégica. E Deus os instalou numa região cruzada por os habitantes do mundo inteiro. Nesse planejamento as tribos de Naftali e de Zebulon foram instaladas junto do mar ao lado de um porto de grande movimentação. A sua região era tão estratégica que foi denominada de o “Caminho do mar.”

Em segundo lugar, durante a caminhada pelo deserto Deus outorgou a Israel a Sua Carta Magna que deveria servir de diretriz para Israel e esse deveria torna-la conhecida no mundo.

Em terceiro lugar, Israel foi dotado de uma prosperidade econômica que o tornou notável no mundo. Assim, eles tinham tudo para cumprir o propósito divino: “e tu serás uma bênção” (Gênesis 12:2).

Israel realmente estava preparado para desempenhar com brilhantismo a sua missão. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

Israel ao entrar em contato com esses povos se deixou ser influenciado por eles. Ao invés de chamar o mundo ao arrependimento, passou a adorar os seus deuses. Zebulon e Naftali foram os primeiros a enveredar pelo caminho da apostasia e foram os primeiros a receberem os juízos de Deus. Misturou-se tanto com os mundanos que as suas terras passaram a ser chamadas de a “Galileia dos gentios” e onde deveria existir vida em abundância passou a ser “região da sombra da morte” (Isaias 9:2).

Não pertencemos ao povo de Deus por acaso. Esse é um privilégio que envolve uma grande responsabilidade. E lembre: “...tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Coríntios 10:11).

 

Quarta

Os pecados de Israel chegaram ao limite da tolerância divina.  Um dia de juízo seria inevitável. As advertências se sucederam sem que produzissem resultados positivos e o encontro com Deus teria consequências desastrosas. O Senhor afirma: "E derribarei a casa de inverno com a casa de verão; e as casas de marfim perecerão, e as grandes casas terão fim, diz o Senhor." Amós 3:15. "Porque o Senhor, o Senhor dos exércitos, é o que toca a Terra, e ela se derrete, e todos os que habitam nela chorarão." Amós 9:5. "Teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra." Amós 7:17.

Israel cumulava pecado após pecado. O comentário da Lição apresenta um triste relatório do povo escolhido por Deus e que tinha a responsabilidade de fazê-Lo conhecido entre os povos. Diz o texto: “A história de Israel é obscura. Nenhum dos vinte reis do reino do norte seguiu a Deus.” Continua o texto “...Apenas conspirações, revoltas, exploração, violência, terror, corrupção, tragédia e desespero prevaleciam."...Sete reis foram assassinados, um cometeu suicídio, e um deles “foi ferido por Deus.”” 

A situação era gritante e Deus faz um último apelo: “E porque isto te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus." Amós 4:12.

Na igreja de minha adolescência tinha um jovem que pregava com bastante energia. Em um de seus sermões, após a oração inicial ele leu Amós 4:12 e acrescentou: “Estamos despedidos.” Eu não me lembro de nenhum de seus sermões, mas esse não teve como esquecer. Pena que esse jovem deixou a igreja e poucos anos depois morreu vítima da AIDS. (Ver meditação Reavivar a Esperança, p 352).

 

Quinta

Os edomitas são descendentes de Esaú e os israelitas são descendentes de seu irmão gêmeo, Jacó. Esta divisão levou os edomitas a proibir que Israel atravessasse as suas terras durante o êxodo dos israelitas do Egito. Os pecados de orgulho por parte de Edom exigem agora uma forte palavra de julgamento do Senhor.

Um dado curioso: Herodes era edomita. Os antepassados de Herodes são os personagens envolvidos na profecia de Obadias. Jesus comparou Herodes a uma raposa. A raposa é traiçoeira e cheia de malicia. E essas eram as características mais fortes dos edomitas. “E respondeu-lhes (Jesus): Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado” (Lucas 13:32).  

A mensagem de Obadias é definitiva e certa: o reino de Edom será destruído completamente. Edom tem sido arrogante, alegrando-se pelos infortúnios de Israel e quando os exércitos inimigos atacam Israel e os israelitas pedem por ajuda, os edomitas se recusam e escolhem lutar contra eles, não por eles. Os edomitas proibiram Israel a atravessar as suas terras durante o êxodo do Egito. Os pecados de orgulho por parte de Edom exigiam uma forte palavra de julgamento do Senhor.
            A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra?” (Obadias 1:3).

Vaja algumas das acusações apresentadas por Obadias: “Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre” (1:10).

“Mas tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, no dia do seu infortúnio; nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem alargar a tua boca, no dia da angústia; nem entrar pela porta do meu povo, no dia da sua calamidade; sim, tu não devias olhar satisfeito o seu mal, no dia da sua calamidade; nem lançar mão dos seus bens, no dia da sua calamidade; nem parar nas encruzilhadas, para exterminares os que escapassem; nem entregar os que lhe restassem, no dia da angústia” (1:12-14).

            Veja essa advertência encontrada na nota dessa pergunta: “Deus responsabiliza os que se aproveitam dos outros em seus momentos de angústia” (página 47). Presunção, arrogância e soberba marcaram a vida de Edom. Diz Obadias: A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra?” (1:3).

 
Conclusão

Reprovação à conduta de menosprezar e tirar proveito dos desfavorecidos foram os principais pecados vistos não só nas nações que circundavam Israel, mas também entre o próprio povo de Deus.

Convivi com uma situação curiosa. Por varias vezes vi o meu pai tomar dinheiro emprestado para socorrer a alguma pessoa. Alguns agiotas sabendo do seu desprendimento em ajudar se aproveitavam do momento para aumentar os juros. Provavelmente são atitudes que estão anotadas nos livros do Céu.


domingo, 14 de abril de 2013

Um Deus santo e justo (Joel)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, Uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Joel nasceu em Judá e provavelmente tenha conhecido tanto Elias como Eliseu. As suas profecias tem duplo significado. Elas se aplicam ao povo de Deus em seu tempo e no final da história deste mundo. O livro esta dividido em duas partes. Do capitulo um até o verso vinte e sete do capitulo dois ele relata os juízos de Deus sobre Israel naquele tempo e o consequente arrependimento que deveria ocorrer.

Do verso vinte e oito do capitulo dois e todo o capitulo três o profeta lança um olhar sobre o futuro. Ele fala do dia do juízo, do reavivamento que acontecera e da misericórdia de Deus para com aqueles que invocarem ao Senhor. Diz: E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (Joel 2:32).

Os montes e outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex.: Babilônia, Egito, etc.

Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância. A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra) em seu tempo e também a nós nos dias de hoje.

            Era costume dos israelitas de rasgarem as suas vestes diante de algo inusitado, porém, Deus queria que eles rasgassem o coração (circuncisão do coração). Somente quando o homem 'rasga' o coração é que ocorre a verdadeira conversão. Esse rasgar o coração seria despojar-se de todo o eu. Somente Deus tem o poder de rasgar o velho coração e dar um novo coração (Salmo 51:10 e Deuteronômio 30:6).

Provavelmente livro foi escrito entre 835 e 800 AC e o texto de Joel mais conhecido no Novo Testamento é o mencionado por Pedro ao falar do Pentecostes onde ele diz: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor” (Atos 2:16-20).

Joel é conhecido como “o profeta do pentecostes”. Existem divergências quanto à interpretação dos gafanhotos. Uns defendem que eles seriam reais, já que eram comuns na Palestina. Outros acham que seria uma representação das nações que subjugariam Israel. E tem aqueles que defendem uma conotação dos gafanhotos com os flagelos que se sucederão nos últimos dias.

 

Domingo

            A praga dos gafanhotos foi enviada em quatro etapas. Começou com gafanhotos menos vorazes e terminou com aqueles que devoraram até os caules das plantas. Creio que se Israel houvesse se voltado para o Senhor assim que ela começou, Deus a teria interrompido. Mas a praga dos gafanhotos não foi suficiente para trazer Israel de volta e o Senhor pesou ainda mais a Sua mão retendo a chuva sobre o Seu povo.

Há pelo menos três teorias sobre a praga dos gafanhotos. Alguns defendem que ela foi literal e que aconteceu nos dias de Joel. Outros afirmam que elas foram literais e ao mesmo tempo ilustrativas, ou seja, o povo de Israel passou pelos dois juízos.

O Comentário Bíblico Adventista afirma que ela era apenas uma representação dos povos assírios, egípcios e por fim os babilônicos que em breve dominariam Israel.

            De uma coisa temos certeza. A praga dos gafanhotos não foi o final de tudo. Apenas ela foi o prenuncio de coisas piores. Ela anunciava a aproximação do dia do Senhor quando a taça da misericórdia se esgotaria e os Seus juízos seriam aplicados sem misericórdia.

            Vemos que se Israel e Judá tivessem dado ouvidos aos profetas de Deus a sua história teria sido outra e o povo de Deus ainda existisse como nação. Mas, à medida que o tempo foi passando a apostasia foi apenas crescendo até terminar no Calvário com a rejeição final de Jesus.

            Por atitudes erronias Judá e Israel escolheram e escreveram o seu destino. Lembremos que “...Tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Coríntios 10:11).

 “Deus não pode abençoar os homens em suas terras e rebanhos quando eles não usam as bênçãos recebidas para glorifica-Lo” (Signs of the Times, 13 de janeiro de 1890).

 

Segunda

            A destruição foi tão tamanha que interferiu nas rotinas do Santuário. A adoração diária foi interrompida, pois faltavam ingredientes para compor as ofertas que o povo devia oferecer.

            Deus permitiu que o caos insurgisse na adoração no Santuário para que o povo tivesse uma noção de quão longe foram em seu afastamento do Senhor. E mais: O Senhor estava enojado de seus rituais sem vida e decidiu interrompe-los por algum tempo.

Essa decisão divina afetaria principalmente os sacerdotes. A sua função exclusiva era ministrar no templo, porém chegou o momento em que eles não tinham mais o que fazer. Como a subsistência deles vinha do templo, podemos imaginar a extensão da crise. Pelo relato de Joel 1:18 eles ficaram sem animais para o sacrifício. Diz o texto: “Como geme o animal! As manadas de gados estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.” 

Foi nesse momento que o profeta fez um apelo: “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus” (Joel 1:13).

Provavelmente muitos estivessem jejuando não por contrição, mas pela falta de pão. Então Joel faz um solene apelo: “Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor” (Joel 1:14).

As palavras dos profetas foram insuficientes para provocar um reavivamento entre o povo de Deus. Então Ele fez uso da natureza. Calamidades após calamidades atingiram o Seu povo escolhido. Ele esperava que o impacto lhes fizesse retinir os ouvidos: “Por isso, assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que hei de trazer um mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos” (2 Reis 21:12).

 

Terça

            Felizmente o capitulo dois de Joel mostra um quadro bem diferente do apresentado no capitulo um. Ele retrata três acontecimentos que mudam por completo a paisagem até então apresentada.

O profeta inicia o capitulo falando da proximidade do Dia do Juízo e da turbulência que ele provocará.  Depois convoca o povo para um exame de coração e consequente reavivamento. Com a resposta positiva do povo Deus altera por completo o Seu tratamento para com Israel. Diz o texto bíblico: “Então o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, e compadeceu-se do seu povo” (Joel 2:18).  O estudo de terça-feira mostra uma profecia de Joel prevista para os nossos dias.

Com o reavivamento a chuva serôdia cai em profusão e a terra se torna produtiva. “E o Senhor respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios” (Joel 2:19). Completa o verso 26: “e o meu povo nunca mais será envergonhado” (Joel 2:26). Estes dois versos apresenta a mais linda mensagem de esperança para Israel e para nós que vivemos no tempo do fim. A promessa é que o povo de Deus nunca mais será envergonhado.

A produtividade da Terra é uma consequência direta da chuva serôdia. A colheita abundante não é o principal objetivo da chuva serôdia. Ela visa manter um povo preparado para a volta de Jesus. Diz Ellen G. White: “Nesse tempo a "chuva serôdia", ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (Primeiros Escritos, pág. 86). 

Mas Joel não termina por ai. No capitulo três ele conclui o seu livro mostrando os juízos de Deus sobre aqueles que humilharam o Seu povo.

 

Quarta

            O estudo de quarta-feira mostra que o reavivamento provocará uma busca de comunhão com Deus. Diz o profeta Joel: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32).

            Estamos vivendo em tempos solenes. O escurecimento, inexplicável pela ciência, do Sol e da Lua aconteceu em 19 de maio de 1780. Temos a responsabilidade de anunciar ao mundo a chegada do grande dia do Senhor. Essa responsabilidade Deus confiou aos adventistas do sétimo dia.

            Diz Ellen G. White: “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Evangelismo, p 19).

 

Quinta

            Israel vivia um momento onde todos os segmentos entravam em decadência, até a natureza. Os lavradores estavam desorientados e envergonhados (vs.10 e 11). O profeta expressa uma palavra de segurança e conforto: Deus garante proteção ao seu povo: o Senhor é um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os filhos de Israel. Além disso, o Senhor também promete sua presença, ele habita em Sião. A Sua presença em Jerusalém é a prova máxima de nada de mal nos atingirá.

 Deus oferece proteção permanente. Com Ele ao nosso lado temos segurança e estabilidade: Judá será habitada para sempre. Joel oferece um vívido contraste em relação ao destino que aguarda as outras nações. 

Com o reavivamento, vai ter dinheiro, vai ter casa, vai ter fartura, vai ter família, porque Nele temos todas as coisas. Quer desfrutar de uma nova vida? Retorne ao Senhor. Com a mesma sinceridade e o mesmo arrependimento do vs.14. Depois do arrependimento virá um poderoso derramar do Espírito.

Se o nosso coração soberbo continuar ocultando nossos pecados e a nossa indiferença para com Deus o avivamento não virá.

 Conclusão

            Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por este poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara "no tempo da chuva serôdia". Em resposta, "o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiros de águas" (Zacarias. 10:1).” Ele... fara descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês"” Joel 2:23 (E Recebereis Poder - Meditação Matinal, p 19).

 

 

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