sábado, 23 de fevereiro de 2013

Casamento: um presente dado no Éden


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 23 de fevereiro a 2 de março de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Há poucos dias uma mulher famosa foi surpreendida beijando certa mulher que tinha compromissos de relacionamento com outra mulher. Lembrando que a primeira foi casada e é mãe de três filhos. Histórias assim mostram a que ponto chegou a humanidade na distorção da grande bênção do casamento agraciada por Deus ao homem no Éden.
O casamento é algo tão profundo que foge à nossa compreensão. Dentro do planejamento divino ele foge das leis da física e da matemática. Como pode dois se tornar em um e ao mesmo tempo ocupar espaço de dois?  Apenas Deus é capaz de criar algo assim.
Deus criou a mulher para ser igual com o homem em autoridade e respeito. Mas o pecado criou barreiras. Dizem que um dos três orgulhos do judeu é ter nascido homem.
No casamento nenhum dos cônjuges deve exercer poder autoritário sobre o outro. O plano divino é que haja em cada um o mesmo sentimento de Jesus. Ou seja: amor incondicional e a disposição de um dar a vida pelo outro caso necessário.
Todo casal que pauta a sua vida conjugal dentro dos princípios estabelecidos pelo céu desfruta de uma felicidade que dificilmente se vê nos dias de hoje. 
  Deus sabe o quanto a solidão é prejudicial ao ser humano. Isso no campo social, sentimental e espiritual. O homem é um ser social. Em todos os sentidos da vida não é bom que o homem ou a mulher estejam sós.

Domingo
Adão ao ser criado viu que todos os animais tinham a sua companheira. Parece que Deus deu um tempo para criar Eva para que Adão sentisse a falta e a necessidade de alguém que lhe fizesse companhia. Assim a chegada de Eva seria valorizada pelo homem que até então estava só.
Ao criar uma companhia idônea para Adão, Deus prodigalizou para o homem alguém do mesmo nível. Deus tomou todas as providencias para criar um casal onde a igualdade promovesse a união.
Para criar a mulher Deus aplicou uma anestesia geral em Adão. Ao acordar, ele se deparou com uma mulher de estrema beleza. Ao criar a mulher de uma das costelas de Adão o Senhor intentou mostrar que ambos eram uma só carne e tinham o mesmo sangue pulsando nas artérias.
O jardim do Éden era o lugar mais lindo que existia na face da Terra. Podemos imaginar como essa beleza foi completada com a presença da mulher. Agora Adão passeava com Eva pelo jardim como a dizer para os animais: “Agora eu também tenho companheira.”
O autor da lição afirma que ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, enquanto estava só, Adão encontrou dificuldades para refletir plenamente essa imagem.

Segunda
            Deus poderia, num passe de mágica, criar uma companheira para Adão, mas Ele preferiu não agir assim. Para a criação de Eva Deus não usou o barro, mas o resultado do barro, Adão. Deus desejava formar um casal com bastante similaridade entre si, e o próprio Adão reconheceu isso ao dizer: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne” (Gênesis 2:23).
            O mundo seria bastante diferente caso cada homem tivesse esse mesmo pensamento: “A mulher é carne de minha carne e ossos dos meus ossos.” Homens que vivem segundo o mundo afirmam que essa é a causa de algumas mulheres serem um osso duro de roer.
            Como a Trindade é formada de três pessoas e o homem fora criado à imagem e semelhança da Trindade, essa imagem só seria bem entendida por Adão quando ele tivesse uma companhia com quem pudesse interagir de igual para igual. A chegada dos filhos completou a sua compreensão de sua similaridade com o Criador.

Terça
            Todo jovem sonha com um casamento ideal. Mas poucos conseguem realizar esse sonho. As estatísticas revelam que o número de casamentos aumentou 4,5%. Mas os brasileiros nunca se divorciaram tanto como ultimamente. Em 2010, foram registrados 243.224 divórcios ou 36,8% a mais do que em 2009. Outro dado interessante é que aumentou o índice de divorcio entre casais sem filhos. O que mais assusta é o índice vertiginoso de pessoas que se recasam até cinco vezes.  Troca-se de mulher ou marido como se troca de camisa.
            Vemos claramente se cumprindo as palavras bíblicas referentes ao tempo do fim. Disse Jesus: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:37-39)
            Uma estatística afirma que numa escala de 1 a 10 para as causas de separação, a traição está em primeiro lugar e a interferência dos sogros ficou em quinto. É bom lembrar que antes de a traição ser consumada alguma ou algumas coisas erradas, provavelmente, já vinham interferindo na vida do casal.
            Diz Ellen G. White: O casamento é alguma coisa que influenciará e afetará vossa vida tanto neste mundo como no por vir” (O Lar Adventista, p. 43). O mundo seria bem diferente caso a humanidade levasse a sério as palavras Daquele que instituiu o casamento: “E serão os dois uma só carne” (Marcos 10:8).  A Bíblia enfatiza a necessidade de equilíbrio entre o casal. O homem deve estar disposto a dar a sua vida , se necessário for, em prol da esposa. A esposa por outro lado deve ser submissa ao marido “no Senhor”. Diz Ellen G. White: Quando os maridos exigem completa sujeição de suas esposas, declarando que a mulher não tem voz ativa ou vontade na família, mas deve mostrar inteira submissão, estão colocando suas esposas numa posição contrária à Escritura” (O Lar Adventista, p.116). 

Quarta
            Já mencionamos acima que a infidelidade conjugal é o principal fator de separações entre casais. Há poucos dias ouvi de um casal que participava de relações sexuais com outros casais e confessaram: “Nós não nos envolvemos com qualquer casal. Não há ciúmes entre nós e o nosso relacionamento matrimonial se firma cada vez mais.”
            Ao vermos declarações assim chegamos a uma triste conclusão: Como o casamento está banalizado! Satanás tem feito de tudo para atingir as duas instituições criadas por Deus no Éden: O casamento e o sábado.
            “A iniquidade nutrida por jovens e idosos; os namoros e casamentos imprudentes, profanos, não podem deixar de dar em resultado disputas, contendas, desunião, condescendência com irrefreadas paixões, infidelidade de maridos e esposas, na indisposição para refrear os desejos voluntariosos, desordenados, e na indiferença para com as coisas de interesse eterno” (O Lar Adventista, p. 53).  
            A nota da lição apresenta um texto pesado de Ellen G. White: “Se todos quantos professam obedecer à lei de Deus estivessem isentos de iniquidade, minha alma sentir-se-ia aliviada; não o estão, porém. Mesmo alguns que professam guardar todos os mandamentos de Deus são culpados do pecado de adultério. Que posso eu dizer que lhes desperte as adormecidas sensibilidades? Os princípios morais, estritamente observados, tornam-se a única salvaguarda da alma” (Conselhos Sobre Saúde, p. 621,622). 
            Alguém escreveu: Um casamento bem-sucedido precisa de “devoção exclusiva” por parte dos cônjuges. O que isso significa? Embora seja normal ter amigos de ambos os sexos, seu cônjuge é quem tem prioridade sobre seu tempo, atenção e energia emocional. Qualquer outro relacionamento que recebe o que de direito pertence a seu cônjuge é um tipo de “infidelidade”, mesmo que não envolva atividade sexual.”

Quinta
            Estudando o tópico de quinta-feira descobri algo interessante. Não é a noiva que se atavia para receber o noivo. É o noivo que proporciona todo o necessário para que a Sua noiva se apresente bela e gloriosa. “...pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” (Ezequiel 16:14).  É Cristo que torna a Sua noiva que sou eu em “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27). Jesus faz isso porque primeiro Ele nos amou: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27).
Quando Cristo voltar a essa Terra, então acontecerão as bodas do Cordeiro. Então Ele nos oferecerá as vestes apropriadas para o grande encontro. Surge o perigo de, como aconteceu com o convidado para a grande ceia, eu recusar as vestes especiais. Para os que se recusarem não haverá casamento. Lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. (Apocalipse 19:7-9). Toda as vestimentas e adornos da noiva foram ofertados pelo noivo, Ezequiel 16:1-14. “...pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” (Ezequiel 16:14).  
Deus fez tudo isso porque tem um alvo elevado para a Sua igreja. Ele espera receber uma noiva perfeita como um troféu para o Universo. “para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27).  Para conseguir esse  propósito  Ele amou essa igreja até o fim (João 13:1).

Conclusão  
            Deus procurou demonstrar o Seu relacionamento com a Sua igreja usando algo que fosse fácil de ser compreendido pelo homem. E a linguagem do matrimônio foi a mais próxima encontrada pelo Criador. O relacionamento entre marido e mulher, com raríssimas exceções é algo comum a todos os seres humanos. Com o detalhe, o amor entre Deus e a Sua igreja supera em muito o amor praticado entre marido e mulher.            

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Jesus, provedor e mantenedor


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 16 a 23 de fevereiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central da Taguatinga, DF.
 Introdução
Certa vez um ouvinte surpreendeu o pastor com a pergunta: “E se Jesus sair de férias?” É intrigante imaginarmos um Jesus que trabalha diuturnamente, trinta dias por mês e séculos a fio sem interrupções. Felizmente o nosso Deus definitivamente não sai de férias.
Faz alguns anos um jornalista narrando uma apavorante onda de violência em determinada região fez a seguinte observação para o âncora do jornal: “Parece que Deus está cochilando.” Ele não sabia que “...não dormirá Aquele que te guarda” (Salmo 121:3).
  Diariamente todos nós necessitamos de horas de repouso e, geralmente desfrutamos de um mês de férias. Quando alguém é solicitado a fazer algumas horas a mais de trabalho, recebe um salário extra. Mas Jesus não recebe nenhum salário como nosso provedor e mantenedor. Como pode alguém se dispor a um trabalho ininterrupto de graça?
Em se falando da Terra, ao proceder assim, Jesus é motivado por três coisas. Primeiro é o Seu amor pelas Suas criaturas criadas à Sua imagem e Semelhança. E em segundo lugar Ele tem um projeto para cada um de nós e para este mundo. Em terceiro lugar, Ele mostra o Seu amor para o Universo ao cuidar com tanto esmero de um mundo que O levou a morrer numa cruz.
Mas o Seu cuidado não está restrito a nós e ao nosso planeta. Ele mantem todo o Universo em perfeita ordem. Os bilhões de mundos no universo não são estáticos, mas em suas órbitas milenares eles seguem a rota desenhada por Aquele que tem tudo em Suas mãos. Afirma Ellen G. White: Os animais do campo obedecem à lei de seu Criador no instinto que os governa. Ele fala ao orgulhoso oceano: "Até aqui virás, e não mais adiante" (Jó 38:11); e as águas são prontas para obedecer a Sua palavra. Os planetas estão dispostos em perfeita ordem, obedecendo a leis que Deus estabeleceu. De todas as criaturas que Deus fez sobre a Terra, só o homem é rebelde” (Santificação, p. 76).
Jesus dispõe de quatro poderes especiais. São eles: O poder criador, o poder provedor, o poder mantenedor e o poder salvador. Graças a esse Jesus poderoso nós “...vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” (Atos 17:28). E o melhor de tudo, temos a garantia de uma vida eterna. 

Domingo
A Bíblia é muito clara ao apresentar Jesus como o Criador e mantenedor do Universo. Hebreus apresenta o Salvador como o criador de todas as coisas. “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:2). Na sequencia Hebreus fala de Seu poder mantenedor: “...sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1:3). E no mesmo capítulo completa: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1:17).
Jesus oferece Sol, chuva e ar para todos os seres humanos independente de raça, cor e da postura de cada um a respeito Dele. A Bíblia afirma: “Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).
A imparcialidade de Deus na manutenção do ser humano é algo intrigante. Como pode Deus prover de graça todas as necessidades vitais para indivíduos que O afrontam e O vituperam? É algo que só o Seu amor incondicional pelo ser humano explica.
Paulo “...Somos também sua geração” (Atos 17:28),Essa afirmação de Paulo nos leva a dois pensamentos. Primeiro, que fomos gerados por Ele e, segundo, fazemos parte de Sua geração ou consistência, pois fomos criados à Sua imagem e semelhança.

Segunda
            Antes de criar o homem Deus Se preocupou com duas coisas. Criar um planeta com condições habitáveis para o homem. Tudo foi rigorosamente planejado. O Sol foi posicionado numa distância específica de tal modo que a temperatura na Terra se mantivesse em condições ideais para a sobrevivência do homem e dos animais.
            A sequência de chuvas e o ar abundante é resultado de um planejamento que o ser humano não é capaz de entender. Em Gênesis 8:22 Deus faz um pacto de manutenção da vida na Terra. Diz o texto: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão”.
            A segunda providencia divina foi preparar na Terra um jardim. Ellen G. White afirma: “O jardim do Éden, lar de nossos primeiros pais, era extremamente belo. Graciosos arbustos e flores delicadas deleitavam os olhos a cada passo. Havia ali árvores de toda espécie, muitas delas carregadas de frutos fragrantes e deliciosos. Em seus galhos, trinavam os pássaros seus hinos de louvor. Adão e Eva, em sua pureza imaculada, deleitavam-se no que viam e ouviam no Éden” (Conselhos Sobre Saúde, p. 266).
            Antes da criação do homem Deus proveu tudo para que a humanidade desfrutasse de plenas condições de vida. Como a ordem divina foi “crescei e multiplicai” imagino que era o proposito de Deus, à medida que a população do mundo fosse aumentando sem pecado, ampliar o jardim do Éden até ele envolver toda a Terra. Esse proposito ou sonho de Deus será plenamente realizado quando forem criados novos céus e nova terra, uma vez que o pecado não mais existirá. “Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Isaias 66:22).
No mundo do porvir, Cristo conduzirá os remidos ao rio da vida, ensinando-lhes maravilhosas lições de verdade. Abrirá diante deles os mistérios da Natureza. Verão que existe uma poderosa Mão a manter os mundos em seu lugar. Contemplarão as habilidades do Grande Artista em colorir as flores dos campos e compreenderão os propósitos do misericordioso Pai, que dispensa cada raio de luz” (A verdade Sobre os Anjos, p. 286).

Terça
            Faz alguns anos vi uma imagem na TV que jamais vou me esquecer. Em uma cidade paupérrima no exterior abateu uma forte tempestade. Os casebres e os animais eram levados de roldão pela caudalosa enxurrada. De repente aparece em meio aos escombros uma garotinha de uns dez anos. Em sua luta pela sobrevivência ela conseguiu se segurar em alguma coisa. Mas como volume de água crescia assustadoramente em poucos minutos ela foi completamente coberta.  Nunca vou me esquecer daquele rostinho lindo implorando compaixão.
Como associar o amor e cuidado de Deus com um quadro desses?  Ellen G. White afirma: “Doença, sofrimento e morte são obra de um poder antagônico” (A Ciência do Bom Viver, p. 113). O que me conforta é o pensamento de que eu não tenho explicações para tudo e se as tivesse eu seria Deus.
            O Criador tem permitido que Satanás promovesse dor, sofrimento e angustia para que o Universo conheça melhor quão mau é o seu caráter. Quando as suas atrocidades chegar ao limite estipulado pelo Céu Deus intervira e fará justiça. Então todo o Universo verá que Deus é justo.
            O autor da lição faz a observação de que Deus não respondeu todas as perguntas de Jó mas fê-lo compreender que existiam coisas além do seu conhecimento e que ele precisava confiar em Deus.
            Com o pecado todo ser humano está sujeito a doenças, desastre e catástrofes. Quando o mal for exterminado na volta de Jesus teremos as respostas das dúvidas que hoje nos assaltam.

Quarta
            O cuidado de Deus pelos Seus filhos é algo incompreensível para nós. Sempre que estudo esse assunto me vem à mente a história as Ismael. “E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está” (Gênesis 21:17).
            Agar com o seu filho Ismael foram expulsos de casa por Sara, mulher de Abraão. Lá no meio do deserto acabou a água e o pouco alimento que levara. Agar não suportando ver Ismael chorar de fome e sede, e sabendo que o seu fim seria a morte, ela tentou fugir da sena colocando o menino a uma distancia o suficiente para não ouvir o seu último choro.
            Enquanto Ismael chorava lá bem distante, ela chorava aqui. Quando tudo parecia perdido aparece o anjo do Senhor.  O mensageiro celestial sabia muito bem o problema de Agar, mesmo assim perguntou: “O que tens Agar?” Antes de ouvir a sua resposta ele completou: “Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está” (Gênesis 21:17).
            Ao saber que Deus ouviu a voz da criança Agar teve uma noção do grande amor de Deus. O Criador onipotente ouviu não a sua voz, mas a voz de uma criança que já havia sido abandonada pela mãe.  Ela entendeu que Aquele que mantem os mundos estava interessado em manter a vida de uma criança abandonada.
            O homem deteriorou e, a cada dia que passa, está deteriorando mais e mais o nosso mundo. Mesmo assim Deus não nos trata segundo a nossa estultícia.  Ele ainda cuida de nós e do nosso planeta.

Quinta
            No estudo de quinta-feira, o autor da lição procura despertar em nós a confiança nesse Deus que está sempre pronto a prover as nossas necessidades. É complicado quando observamos que a maioria de nós não demonstra muita fé nas promessas de Deus de prover as nossas necessidades. A correria que caracteriza a maioria de nós e o estresse a quem muitos se submetem falam bem alto de nossa pouca confiança em Deus. 
            Necessitamos trabalhar para prover as necessidades de nossa família. Mas dai partir para uma rotina extenuante preocupado em garantir a qualquer preço um futuro seguro é uma obsessão que foge ao plano de Deus.
             Creio que todos nós temos experiências próprias de como Deus resolveu uma situação que para nós, em algum momento, parecia de impossível solução. O meu pai sempre dizia que Deus é Pai e não é padrasto.  Ele nos ama e está preocupado com o nosso bem estar.
            Quando Jesus fala do Seu cuidado com os lírios do campo e para com as pequenas aves Ele está dizendo que a planta não tem nem mesmo raciocínio. E as aves são insignificantes à vista do homem. E Ele espera que tenhamos a mesma calma e despreocupação com a nossa vida.
"E a paz de Deus, domine em vossos corações; e sede agradecidos." Col. 3:15. Esquecendo nossas próprias dificuldades e aflições, louvemos a Deus pela oportunidade de viver para glória de Seu nome. Que as novas bênçãos de cada dia nos despertem no coração louvor por esses testemunhos de Seu amoroso cuidado” (A Ciência do Bom Viver, p. 253).

Conclusão
            Na minha época de estudante no internato conheci um rapaz que tocava órgão. Muitas vezes, a meu ver, ele estava se desviando da música com notas que pareciam nada a ver. Mas de repente ele acionava uma tecla e toda a música ganhava expressão.
            Deus age assim em nossa vida. Há momentos em que tudo parece dar errado mas, a nota final forma um acorde capaz de nos acordar para a realidade de que alguém está no comando.
            Diz Ellen G. White: “O amor do mundo e os cuidados da vida separam a alma de Deus” (Testemunhos Seletos - Volume 1, p. 359). Não necessitamos preocupar com o dia de amanhã. Temos Alguém que Se preocupa por nós. Ainda Ellen G. White: “É verdade que sobrevirão decepções; temos de esperar tribulações; mas cumpre-nos entregar tudo, pequeno ou grande que seja, a Deus. Ele não fica perplexo com a multidão de nossos pesares, nem sobrecarregado pelo peso de nossas preocupações. Seu vigilante cuidado estende-se a cada família, circunda cada pessoa; Ele Se interessa em todos os nossos negócios e dores” (Testemunhos Seletos - Volume 2, p. 359). 
            A mensagem de Deus para nós hoje é: “Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado” (Salmos 37:3).

           
           

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pensamento

Ser criacionista não é opção. É solução. Carmo 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Vendo por espelho, obscuramente.


Comentário da Lição da Escola Sabatina de nove a dezesseis de fevereiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Alguém definiu obscuridade como “quando o pensamento vagueia nas sombras”.  O dicionário Aurélio define obscuridade como algo “pouco inteligível, mal definido”.
            Muitas vezes as nossas atitudes criacionistas são questionadas por amigos e conhecidos como algo sem noção.  Isso porque nos falta elementos para provar a existência de um Deus palpável e concreto.
            Certa vez foi desafiado por um ateu que ironizou: “Prove que esse Deus existe.” Respondi que a existência de Deus não necessita de ser provada, mas sentida. E finalizei: E é isso que eu sinto durante os meus mais de setenta anos.
            Como criacionista tenho algumas convicções bem firmes como: - Creio que Deus criou o mundo em seis dias literais. – Que a Deus pertence o mundo e tudo o que nele há. - Acredito que toda a Sua obra criativa se destinou à Sua criatura especial: o homem. - Creio também que, como criatura, o homem tem limitações e que essas limitações foram intensificadas após o pecado. - Penso também que concluído o plano da redenção veremos a Deus como realmente Ele é. Diz a Bíblia: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).
            “Quando Moisés orou: "Rogo-Te que me mostres a Tua glória", o Senhor respondeu: "Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti." Êxodo. 33:18 e 19. Essa é a Sua glória” (Caminho a Cristo, p. 10). Creio que no final da vida Moisés, depois de ver tudo o que viu, ele não tinha mais dúvidas de que a glória de Deus se revela em Seu amor para com os Seus filhos.
            “Somos exortados a lembrar-nos "dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições". Hebreus. 10:32. Como um Deus que opera milagres, o Senhor tem atuado em favor de Seu povo nesta geração. A história passada desta causa deve ser muitas vezes repetida ao povo, tanto aos velhos como aos moços. Necessitamos rememorar frequentemente a bondade do Senhor e louvá-Lo pelas Suas maravilhas” (Testemunhos Seletos – Volume 3, p. 31).

Domingo
            e a sua plenitude” (Salmos 24:1). “O que está debaixo de todos os céus é meu” (Jó 41:11). “meu é todo animal” (Salmos 50:10). “tu és meu” (Isaías 43:1). “fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:20).
            A Bíblia é muito clara ao apresentar Deus como proprietário do Universo. Ao usar as palavras a Terra e a sua plenitude o Senhor está reforçando a ideia de que tudo que esteja vinculado a Terra pertence a Deus, inclusive nós os seus habitantes. O mesmo acontece quando Ele enfatiza que tudo o que está debaixo dos céus lhe pertence.     “Meu é todo o animal” (Salmos 50:10) adianta o Senhor. E em Isaias 43:1 temos a boa noticia: Nós somos propriedade de Deus. Mas o Homem caiu em pecado e a raça humana se tornou propriedade de Satanás. Mas é Paulo em 1 Coríntios que nos apresenta a melhor de todas as noticias: “pertencemos a Ele porque fomos comprados por bom preço.”
            Deus não está disposto perder nenhum de Seus filhos. O sacrifício de Cristo na cruz foi o preço máximo que Ele pagou. Ao afirmar que foi por “bom preço” o Senhor está dizendo que pagou o valor máximo e ao mesmo tempo afirmando que o preço é suficiente para resgatar todos aqueles aceitarem o Seu sacrifício.
            Deus espera Se reunir conosco no Lar Eterno. Nós retornaremos ao Éden restaurado: “Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Isaías 51:1).
            Um dia Satanás perderá o seu domínio parcial deste mundo e será destruído e Deus exercerá o Seu pleno e eterno domínio.

Segunda
            Quando Adão e Eva resolveram ceder às insinuações de Satanás eles não tinham ideia da grande desgraça que se abateria no mundo. A promessa do enganador foi: “se abrirão os vossos olhos”  (Gênesis 3:5). Realmente os seus olhos foram abertos e quanta miséria pôde ver!
            O trabalho se tornou cansativo e até exaustivo. O calor do meio dia fazia Adão suar borbulhantes gotas de suor que infiltravam pelos arranhões de sua pele causados pelos espinhos e cardos e a ardência era insuportável. Digo isso porque por muitos anos trabalhei com lavouras de abacaxi e sei bem a dor causada pelo suor penetrando nos arranhões causados pelas folhas deste vegetal.
            Caim recebeu a noticia de que mesmo com todo o seu esforço e trabalho a Terra não produziria mais como antes do seu crime. No ano passado os nordestinos enfrentaram a maior seca dos últimos trinta anos. Todos perderam lavouras e animais. O senário se apresentava triste e devastador. Embora nunca tenha morado no nordeste eu sei o que é plantar e não colher por falta de chuva.
            E mais: Enquanto a seca arrasa no nordeste as enchentes volumosas destroem em ouras regiões. Parece que o mundo está se desintegrando. “Que cúmulo de miséria e crime tem enchido nosso mundo em consequência da queda de Adão! Cidades inteiras foram apagadas da face da Terra, por causa dos degradantes crimes e da revoltante iniquidade que as tornou uma mancha no Universo. A condescendência com o apetite foi a base de todos os seus pecados” (Testimonies, vol. 3, p. 561). 

Terça
            Existe muita especulação sobre a existência da dor neste mundo. Alguns apresentam uma explicação falha para o sofrimento. Para eles Deus não tem poder suficiente para eliminar o sofrimento e, esta é a razão para a perpetuidade da dor. 
A Bíblia apresenta Satanás como o príncipe deste mundo.  Ele não é o governante supremo. Ele é chefe de um principado e todo o principado é subordinado a um governante geral.
Foi o homem que escolheu Satanás com príncipe deste mundo e se propôs a servi-lo. Deus poderia terminar de imediato com o sofrimento. Ele respeita o nosso livre arbítrio.
Um dia todo o Universo chegará a duas conclusões. A primeira de que Satanás é realmente mau. E a segunda, de que Deus é justo e o Seu amor é imensurável. Isso acontecerá no grande dia quando o Senhor dos Exércitos Se manifestar. Nesse dia Deus intervirá e o mal será para sempre extinto.
No livro de Jó Satanás se apresenta como um mero turista neste mundo. Ele afirma: “De rodear a terra, e passear por ela” (Jó 1:7). O inimigo se apresentou diante de Deus como alguém inofensivo, um mero turista. Mas Deus sabe muito bem das intenções desse “turista”. 
Em seus passeios pela Terra Satanás vai semeando dor, sofrimento e morte. É seu proposito disseminar também dúvidas quanto ao caráter de Deus. “Satanás representou a Deus como um enganador, como alguém que deseja destituir Suas criaturas dos benefícios de Seu mais exaltado dom. Os anjos escutaram com pesar e assombro essa declaração quanto ao caráter de Deus...” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 50).

Quarta
            Uma médica com quem trabalhei dizia: “Que Jesus nasceu viveu e morreu é fato consumado. Mas dai dizer que Ele veio aqui para salvar a humanidade é história da carochinha.” A bíblia afirma: ““E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1:23).
            O pensamento dessa médica não é diferente do entendimento de muitas pessoas no mundo de hoje. E pior, quanto mais o “conhecimento” humano se expande mais o homem se distancia de suas origens e do plano divino para a humanidade. Lamentavelmente essa tendência humana está penetrando na igreja fazendo alguns de seus membros mais apáticos e indiferentes.
            Nos últimos duzentos anos a ciência evoluiu tanto que o homem inventou e descobriu mais coisas do que nos seis milênios da existência da humanidade. Isso tem transmitido a ideia de que pertencemos a uma geração inteligente e sábia. Inteligente. Sim! Sabia nem tanto.
            O homem se julga sábio e usa essa sabedoria para peitar a Bíblia e torcer o seu conteúdo. A maior prova disso é a teoria da evolução que ignora Deus e o Seu poder.
            Quando o conhecimento humano se coloca no lugar de Deus e tenta explicar a nossa origem ignorando toda a informação bíblica a respeito presenciamos um ataque de loucura exacerbada. Tudo o que foge do principio bíblico é loucura e o homem prestará contas a Deus. Paulo afirma: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes” (1 Coríntios 1:27). A maneira de Deus agir é completamente o oposto do homem.  
            O conselho bíblico é: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio” (1 Coríntios 3:18).

Quinta           
            Iuri Alekseievitch Gagarin foi o primeiro astronauta a realizar uma volta completa ao redor da Terra.  Esteve em órbita durante 108 minutos, a uma altura de 315 km, num voo totalmente automatizado, com uma velocidade aproximada de 28 000 km/h.  Duas frases pronunciadas por esse astronauta nos chama a atenção.
Em uma de suas declarações ele se expressa irônico: “Olhei para todos os lados, mas não vi Deus.” O mais curioso é que pouco antes de embarcar ele declarou ao mundo: “Tudo que eu fiz e vivi foi para isso!"
            É impressionante até onde vai a estupidez humana. Passar toda a vida se preparando para dizer tanta loucura. Faltou a Iuri Gagarin uma centelha de fé para que a sua visão fosse ampliada.
            Davi não foi ao espaço e nem dispunha dos modernos telescópios que temos hoje. A sua visão de cosmos era restrita ao que se via a olho nu.  Mas essa visão limitada das estrelas foi o suficiente para exclamar: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?” (Salmos 8:3-4).
            A fé nos leva para além das estrelas e nos posiciona diante de Deus. Feliz aquele que ao contemplar um céu estrelado ouve a voz de Deus no silêncio da madrugada! Afirma o salmista: “Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmos 19:2-3).
            Quando o homem exercita a fé não há necessidade de discursos, falas e vozes para ouvir a voz de Deus.

Conclusão
            Ser criacionista não é opção. É solução. Temos mais evidencias para crer na criação do que acreditar na evolução. O criacionista além da evidencias mantem um relacionamento com o Criador que Se faz presente em sua vida.
            Já afirmei que a existência de Deus não necessita ser explicada pois ela é sentida. O criacionista mantem um relacionamento com Deus que gera confiança e que dilui prováveis duvidas que surjam em nosso percurso.
            Fico imaginando como será aquele dia quando o Senhor Se manifestar. Os evolucionistas não terão nenhuma surpresa pois no fundo eles sabem que existe um poder maior que tudo criou, tudo dirige e que um dia Se manifestará, não para provar a Sua existência mas sim revelar o Seu amor.
             


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Criação e queda


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 2 a 9 de fevereiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Papai contava a história de um senhor que ao fazer a travessia sobre um despenhadeiro tinha a disposição apenas um tronco de madeira como ponte sem apoio nas laterais. Tremulo de medo ele iniciou a travessia e a cada passo que dava dizia: “Deus é bom.” Quando já estava lá pela metade da travessia lhe veio um pensamento: “Caso o Diabo me ouça repetir que Deus é bom ele poderá não gostar e com um chega pra lá dele eu posso cair.” Resolveu então dizer a cada passo: “Deus é bom, mas o Diabo não é tão ruim como dizem.” Assim ele concluiu a travessia sem que nada de anormal acontecesse.
            Em nossos deslizes dois pontos merecem atenção. Em primeiro lugar não nos entregamos a Deus por completo e, nos momentos cruciais nos falta fé de que o poder de Deus tudo pode. Em segundo lugar, minimizamos o empenho de Satanás e suas astucias para nos afastar de Deus.
            Isso foi o que aconteceu com Adão e Eva. Eles se envolveram com Satanás. Imaginaram que o simples fato de uma conversa não teria problema. Deram margem para que ele agisse com as suas astucias.
            Foi no Éden que Deus deu a maior lição de amor de todos os tempos. Deus sabia do que estava acontecendo e, em seu amor, saiu ao encontro do casal. E por mais que se escondesse Deus os encontrou. Deus agiu com amor e não os recriminou pela conduta. Foi ali em meio às flores do Jardim que o Senhor tomou um cordeiro e, ao sacrificá-lo, mostrou o caminho de volta. Um caminho que não seria fácil nem para Deus e nem para o casal caído (Ver página 365 de Reavivar a Esperança).
            Ao sacrificar aquele cordeiro, Deus estava abrindo as cortinas da esperança não só para os nossos primeiros pais, mas para todos os filhos de Adão que desejarem reintegrar à família celestial.
            A queda foi resultado da primeira invenção do homem. A criação foi manchada. O homem e os seus descendentes estavam proscritos da vida. Mas Deus prova o Seu amor oferecendo uma chance a cada filho de Adão.

Domingo
              Satanás não veio de cara falar com Eva. Ele se ocultou no animal mais belo e atraente que existia no Éden. Diz Ellen G. White: “Satanás preferiu fazer uso da serpente como médium, disfarce este bem adaptado ao seu propósito de enganar. A serpente era então uma das mais prudentes e belas criaturas da Terra. Tinha asas, e enquanto voava pelos ares apresentava uma aparência de brilho deslumbrante, tendo a cor e o brilho de ouro polido” (Patriarcas e Profetas, pág. 53). Satanás não faz questão que a sua presença ou nome sejam notados. O importante para ele é alcançar os seus objetivos. Para esse tipo de coisa ele tem a humildade suficiente.
            Deus agiu de imediato. Hasteou no Éden a bandeira da esperança e no mesmo instante promulgou a sentença de Satanás: “Através dos longos séculos de "angústia e escuridão" (Isa. 8:22) que marcaram a história da humanidade desde o dia em que nossos primeiros pais perderam o seu lar no Éden até o tempo em que o Filho de Deus apareceu como o Salvador dos pecadores, a esperança da raça caída esteve centralizada na vinda de um Libertador para livrar a homens e mulheres do cativeiro do pecado e da sepultura. 
A primeira indicação de tal esperança foi dada a Adão e Eva na sentença pronunciada sobre a serpente no Éden, quando o Senhor declarou a Satanás aos ouvidos de nossos primeiros pais: "Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gên. 3:15. (Profetas e Reis, p. 681). 
Os séculos se passaram e Satanás ainda sonha vitória. Continua com as suas astucias. Foi assim com Jesus no monte da tentação. Graças ao apego do Salvador
a Palavra de Deus o inimigo foi desmascarado. Mas ele continua ativo nos dias de hoje. E em seus disfarces às vezes se apresenta como anjo de luz.

Segunda
 O autor foca a orientação divina apresentada para o casal em Gênesis 2:17: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
O autor enfatiza que Deus não ordenou que o fruto não fosse tocado. Ele não deveria ser comido. Provavelmente dois pensamentos vieram à mente de Eva. Primeiro, tocar o fruto poderia despertar o desejo de prova-lo. Em segundo lugar, tocar o fruto poderia ser para ela, uma consumação parcial de um ato proibido.
Talvez Eva estivesse disposta a reforçar a recomendação divina. Ela partiu para o princípio de que não seria possível comer o fruto sem tocar nele. Até certo ponto ela estava correta. Pena que ao dialogar com a serpente ela não teve o mesmo raciocínio. Afastar-se do pecado.
Satanás, praticamente, aproveitou o pensamento de Eva ao acrescentar algo mais às palavras de Deus. E ao repetir as palavras do Criador O inimigo também acrescentou uma pequena palavra de três letras, NÃO.
“Não morreras.” Nesse caso o resultado foi catastrófico. Além da queda, a doutrina diabólica da imortalidade da alma se propagou e se enraizou no mundo.
Vivemos em um mundo onde o engano se propaga com a rapidez do vento. É necessário muita oração e estudo da palavra de Deus para não ficarmos a quem e nem além do assim diz o Senhor.

Terça 
Eva já conhecia o bem mas não tinha nenhuma noção do que seria o mal.
Ela não sabia que conhecer o mal seria igualar-se a Satanás e foi essa a sua decisão. Naquele dia ao abrir os seus olhos ela viu todas as consequências do mal. Chegou à conclusão de que estava despida de todo o conhecimento divino. “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
O autor lição apresenta três razões que levaram Eva a comer do fruto. Primeiro ele deu a entender que Deus desejava subjuga-los a um plano cultural restrito para facilitar o Seu domínio. Em segundo lugar o inimigo mostrou a beleza do fruto. Lembra que antes Eva estava disposta a nem tocar no fruto. Mas agora foi seduzida pela contemplação. A contemplação aguçou o desejo de não só tocar, mas também comer. Isso nos mostra o quanto o inimigo é astuto. E em terceiro lugar comer o fruto lhe daria aquilo que Deus lhe negara: conhecimento.
            A trama foi bem arquitetada por Satanás e até certo ponto bem sucedida. Ele foi muito hábil. O inimigo usou na íntegra as palavras de Deus “certamente morrerás”. Apenas ele introduziu entre as duas palavras um imperceptível adverbio de negação usando apenas três letras: “não”. Deus usou dezoito letras e Satanás apenas três. Como é fácil misturar o erro com a verdade!
            Vivemos em um século corrompido e Ellen G. White nos adverte: “Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus devem tornar-se néscios no pecaminoso conhecimento deste século, para serem sábios. Devem fechar os olhos, para não verem nem aprenderem o mal. Devem fechar os ouvidos, para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamentos e de ação” (Carta a Jovens Namorados p. 60). 

Quarta
            Com o pecado Adão e Eva tiveram não só os olhos abertos. Os seus ouvidos também foram abertos para ouvir uma série de interrogações dirigidas por Deus a eles. Onde estás? Comeste da árvore? Como descobriram que estavam nus?
Com o pecado o casal do Éden viu que necessitava inventar uma serie de respostas para as desconcertantes perguntas a eles dirigidas pelo Altíssimo. Eles sabiam o peso da condenação que abatera sobre eles, prova é que tentaram se esconderem e fizeram roupas com folhas de figueira.
O momento era de profunda angustia e reflexão. Antes de pronunciar juízos sobre Adão e Eva Deus tomou algumas providencias: Primeiro, a serpente que se permitiu ser usada por Satanás, recebeu uma trágica condenação: “Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.” E depois o Criador pronunciou o enredo de todo o conflito cósmico que teve início naquele momento. Disse Deus: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente.” Foi naquele momento sombrio que Deus prometeu um futuro glorioso para o casal envolvido no grande conflito cósmico. Dirigindo a serpente, disse Deus: “Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:14-15).
Adão e Eva sabiam qual seria o seu destino após o pecado. Creio que jamais eles sonharam com uma providencia divina que os livrasse da morte eterna. Mas foi ali, envoltos pelo manto da morte que eles ouviram a primeira promessa de salvação registrada na Bíblia. Foi então, num ambiente de profunda reflexão que eles contemplam o sangue de um cordeiro manchando de vermelho o relvado jardim. Daquele momento para frente não haveria mais dúvidas: “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

Quinta
            As novas de grande alegria que soaram no Éden foram ouvidas, milhares de anos depois, por um pequeno grupo de pastores que numa noite escura cuidavam de seus rebanhos nas campinas de Belém. Um coro de anjos os surpreendeu com as grandes novas para todos os seres humanos: “Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo” (Lucas 2:10).
            Desde então essa mensagem que surgiu no Éden vem alimentando a esperança de milhões. Ela passou pelo monte Moriá, pousou junto à cova onde esteve José, passou por Nínive depois mexeu com Zaqueu e Nicodemos. Ela revigorou a vida do eunuco de Candar e derrubou Paulo do cavalo de sua prepotência.
            Ela capacitou João Hus e milhares de heróis da fé a suportarem as chamas da perseguição. Por fim, as boas novas do evangelho eterno continua soando pelo meio do Céu nestes últimos dias. “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6). Felizmente essas novas de grande alegria alcançaram a mim e a você.
            Meus pecados são muitos. Sem o evangelho eterno sou um condenado a morte eterna. Felizmente posso desfrutar da mesma promessa feita a Adão e Eva, e pela graça de Deus, eu e você poderemos morar com eles no Éden restaurado.
            A mensagem de salvação oferecida a Adão e Eva naquele momento foi um lenitivo para amainar as trágicas consequências do pecado. Sofrimento angustia, lágrimas e dor passaram a fazer parte do seu cotidiano.
Ao mesmo tempo em que Deus deu a mensagem salvadora do evangelho eterno Ele nos adverte para um dia de juízo quando Ele porá fim a todo o sofrimento. Em breve Ele terminará com a raiz e os ramos dessa árvore tão indesejável. “o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).

Conclusão     
            A história da criação é linda. Porém, tão linda como ela é a história da redenção e recriação de um novo mundo e de novas criaturas. Diz Ellen G. White: “Entretanto o homem não ficou abandonado aos resultados do mal que havia escolhido. Na sentença pronunciada sobre Satanás era já sugerida uma redenção. "Porei inimizade entre ti e a mulher", disse Deus, "e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gên. 3:15. Esta sentença proferida aos ouvidos de nossos primeiros pais era-lhes uma promessa. Antes de ouvirem acerca dos espinhos e cardos, de trabalhos e tristezas que deveriam ser o seu quinhão, ou do pó a que deveriam voltar, ouviram palavras que não poderiam deixar de lhes dar esperança. Tudo que se havia perdido, rendendo-se a Satanás, poderia ser recuperado por meio de Cristo” (Educação, p. 27).