domingo, 25 de janeiro de 2015

As bênçãos dos justos


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 34 a 31 de janeiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto membro da IASD central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

             Como harmonizar o título da lição com Romanos 3:10 onde lemos: “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” Pelo que veremos no estudo da lição desta semana a justiça faz parte da vida do cristão durante toda a sua vida e lhe outorga inúmeros benefícios. E mais: essa justiça é progressiva. “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."

(Prov. 4:18). Jó é apresentado como um homem justo. “Na terra de Uz vivia um homem chamado Jó. Era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava o mal” (Jó 1:1).  Sendo a justiça progressiva em nossa vida eu não posso ser considerado um justo até que termine esse processo. Certo? Completamente errado.

            Quando nos convertemos recebemos o perdão de todos os pecados cometidos. É a justiça imputada. Dai para frente passamos a caminhar em “novidade de vida”. Esse caminhar com Cristo leva o Cristão a uma busca constante de Sua justiça. Essa busca diária por consagração nos é oferecida por Cristo. “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1). Quando o cristão que não é justo está sempre preocupado em buscar essa justiça oferecida por Cristo ele é considerado justo e recebe todos os benefícios que uma vida justa pode oferecer para o pecador convertido. Paulo afirma: “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante” (Filipenses 3:13).

 

Domingo

Em 1926 a palavra “holismo” foi empregada por Jan Christian Smuts em seu livro “Holism and Evolution” (Holismo e Evolução). O holismo significa que o homem é um ser indivisível, que não pode ser entendido através de uma análise separada de suas diferentes partes. O termo holismo origina-se do grego “holos”, que significa todo. A ideia holistica não é nova. Ela está subjacente a várias concepções filosóficas ao longo de toda a evolução do pensamento humano. Na concepção holística, não só as partes de cada sistema se encontram no todo, mas os princípios e leis que regem o todo se encontram em cada uma das partes e todos os fenômenos ou eventos se interligam e se interpenetram, de forma global.

O holismo só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregado para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser empregado a fim de anular os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é frequentemente associado a discursos ambientalistas.

Uma visão holística de uma empresa seria uma análise abrangente dessa empresa. Temos que ver a justiça divina de forma holística porque ela envolve todo o nosso ser e as suas bênçãos não são limitadas a determinados aspectos específicos. A nossa vida justa influência as pessoas que estão ao nosso redor. Não é por acaso que Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14) e “Vós sois o sal da terra” (Mateus 5:13). A pessoa que age em conformidade com a justiça divina está circundado por completo das bênçãos de Deus. Essa pessoa desfruta de paz e de uma leveza de pensamentos que preenchem todo o ser.

Na exposição que Salomão faz nos primeiros versos do capitulo dez notamos que os benefícios que a justiça outorga a aqueles que a praticam abrangem todas as áreas do ser humano priorizando o enfoque de paz e felicidade. O verso nove do capitulo dez não foi incluído no estudo de hoje, mas é prudente vê-lo. Diz o texto: “Quem anda em sinceridade, anda seguro.” Quer dizer, quem anda no caminho da justiça anda seguro.

 

Segunda

            Para Salomão a boca do justo é uma cascata de bênçãos. No capitulo dez ele enumera algumas dessas bênçãos que jorram dos lábios do justo. Vejamos:

- A boca do justo é fonte de vida,
- O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados.
- Nos lábios do entendido se acha a sabedoria.

- Os sábios entesouram a sabedoria.

- O sábio evita palavras que resultem contendas.

Deus usou a fala para criar o mundo. Hoje o homem usa a fala para destruir as pessoas e o mundo. O cristão deve ser o oposto do curso normal da humanidade.

 

Terça

            A Bíblia é clara em afirmar que os justos são como a árvore plantada junto à fonte de águas. Ela permanece sempre verde e dá fruto. “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Salmos 1:3). No mesmo salmo Davi mostra a volatilidade do ímpio: “Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha” (Salmos 1:4).  Para os justos há uma esperança que vai além das banalidades desse mundo.

            Há poucos dias fui questionado por alguém que argumentou: “Conheci pessoas que foram zelosas do regime alimentar e morreram de câncer, uma prova de que não compensa ser vegetariano.” Respondi que ser vegetariano faz parte do meu relacionamento com Deus e caso um dia eu tenha um câncer provavelmente terei mais ânimo para permanecer ao Seu lado com a tranquilidade de que eu não contribui para que isso acontecesse. A nossa esperança vai além do que acontece ou deixe de acontecer em nossa vida aqui na Terra. A nossa esperança é que um dia Jesus virá e ajuntará todos os que hoje procuram viver de maneira irrepreensível e nos levara para uma vida onde estaremos para sempre ao lado Dele. 

 

Quarta
           
Vivemos em um mundo no qual a mentira faz parte do cotidiano da maioria das pessoas. Certa vez eu estava de plantão no hospital e um servidor me fez um pedido: Caso alguém ligasse solicitando alguma informação de sua pessoa era para dizer que ele não estava trabalhando naquela noite. A minha recusa em atender o seu pedido o deixou indiferente comigo por alguns dias. No inicio de minha vida profissional trabalhei com uma médica filha de uma família de alto poder aquisitivo da cidade de São Paulo. Ela me disse que na sua casa era mais ou menos assim: Em alguns momentos ela se unia com a mãe para mentirem para o seu pai mesmo cientes de que ele sabia que elas estavam mentindo. Em outras oportunidades eram os pais que mentiam para ela cientes de que ela sabia que estavam mentindo e às vezes ela e o pai combinavam de mentir para mãe mesmo ciente de que a mãe tinha certeza de que os dois estivessem mentindo.

            Já há algum tempo escrevi: As pessoas juram que amam a verdade, mas tem filhos com a mentira. Sendo Satanás o pai da mentira e sendo ele o príncipe desse mundo deve estar muito feliz com os seus súditos.

            Salomão estabelece um contraste entre os falam a verdade com os que são adeptos da mentira. “O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha diz engano. Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde. O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento.”


            A Bíblia nos garante que um dia esse reino de mentira findará e a verdade fluirá de todos os lábios. Isso acontecerá apenas para aqueles que hoje colocam a verdade como primazia em todas as suas ações.

 

Quinta

            João Batista deve ter pregado por poucos anos, mas proferiu palavras que não só tem servido de tema para inúmeros sermões, mas também tem tocado a vida de milhões de pecadores trazendo-lhes uma nova esperança. Que mensagem de esperança temos em João 3:16.  Esse verso fala do grande amor de Deus: “Amou o mundo de tal maneira” que fez o máximo que ser humano nenhum faz por alguém: “Que deu o Seu Filho Unigênito”. João especifica o preço da salvação oferecida por Deus: “Todo aquele que nele crê” E infunde em cada ser humano a semente da esperança: “tenha a vida eterna”.

            Para mim o verso mais significativo de provérbios treze é o verso sete: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se faz de pobres e têm muitas riquezas.” Conheci o senhor Prudêncio. Por algumas dezenas de anos ele trabalhou na agricultura com o meu pai. Até que meu pai lhe construísse uma casa ele morou em uma choça com o fogão a céu abeto. Com toda essa vida “miserável” ele estava sempre sorridente. Ninguém nunca o viu reclamar do governo, do patrão, do salário ou de qualquer coisa. Ele era realmente feliz. Creio que nenhum leitor desse comentário tem uma vida tão acanhada como a do senhor Prudêncio. Com certeza possuímos alguma coisa a mais. Mas o nosso maior patrimônio é a esperança de uma vida futura.

            Entre o bem e o mal a sabedoria de Deus nos leva a palmilhar o caminho do bem. Às vezes somos ridicularizados por causa de nossas escolhas. Mas esse é o caminho andai por ele. Sabemos que nesse mundo teremos aflições e Jesus nos encoraja: “Eu venci o mundo.”

 

Conclusão

            Desde que entrou o pecado no nosso planeta a humanidade está dividida em dois grupos. Os que temem a Deus e procuram o caminho da justiça e os insensatos que desprezam as orientações divinas. Durante a semana estudamos que compensa seguir o caminho da justiça.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Sabedoria divina


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 17 a 24 de janeiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, Distrito Federal.

 

Introdução

            Aristóteles escreveu: “Todos os homens, enquanto crianças têm, por natureza, desejo de conhecer.” Hoje temos muitas publicações que orientam os pais como responder às perguntas das crianças. Essa “curiosidade” infantil é o desejo intrínseco do ser humano de, desde a infância, caminhar na busca da sabedoria. Ainda hoje me lembro de uma pergunta que fiz ao meu pai: “O que é maternidade?” Papai me explicou que era o hospital onde as mulheres eram levadas para ter os bebes. Essa explicação clara e objetiva me causou uma grande confusão. Sendo assim, porque minha mãe e as nossas vizinhas sempre tinham os bebes em casa? A explicação de meu pai estava correta e facilmente seria compreendida por uma criança nos dias de hoje, mas a mesma resposta naquela época deixou uma grande dúvida no ar.

            Esse desejo de saber foi inculcado por Deus em cada ser humano e, graças a ele, começamos desde cedo a dar os primeiros passos na busca da sabedoria. Muitos consideram a gama de conhecimento adquirida como sendo a sabedoria propriamente dita. Mas a verdadeira sabedoria não é o conhecimento adquirido, mas sim o que o ser humano faz com esse conhecimento. Conheci um jovem inteligente. Ele cursou várias faculdades inclusive teologia. Ao pregar ele usava cascatas de sinônimos para uma mesma palavra. Terminou fora da igreja e escravo do alcoolismo. Ele tinha muito conhecimento, mas não teve a sabedoria de como usá-lo.

            Essa sabedoria de como usar o conhecimento adquirido provem de Deus: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1.5). A sabedoria divina difere da sabedoria humana e para adquiri-la, a premissa é que nos esvaziemos da sabedoria humana. A própria Bíblia nos mostra as características da sabedoria divina. Deixemos que o próprio Tiago a defina: “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17). Mesmo tendo a sabedoria que vem do alto nunca chegaremos ao clímax do conhecimento das coisas concernentes ao céu. Ainda usando a Bíblia temos a declaração de Paulo que extasiado com a sabedoria divina exclamou: “O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33).

 

Domingo

            O valor da sabedoria divina vai além de nossa escala monetária. Salomão esclarece: “Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela” (Provérbios 8:11) e “Riquezas e honra está comigo; assim como os bens duráveis e a justiça. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida” (Provérbios 8: 18-19).

            É curioso que Salomão personifica e dá vida à sabedoria. Em sua imaginação a sabedoria clama para que cada um de nós dê o lugar que ela merece em nossas vidas. Esse anseio da sabedoria tem um objetivo: “Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros” (Provérbios 8:21).

            No percurso que faço nas madrugadas sempre me deparo com grupos de jovens que passaram a noite toda na boemia usando bebida alcoólica e, às vezes, outras drogas. Certa vez notei que, enquanto um grupo se esbaldava bebendo e cantando musicas de escandaloso teor pornográfico, duas jovens estavam sentadas no meio fio da calçada com as cabeças entre as mãos. A aparência era de que estivessem profundamente angustiadas. Naquele momento me veio à mente as palavras de Salomão no livro de Eclesiastes 23:29-30: “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.” Quanta sabedoria encontramos na Palavra de Deus! Vale a pena fazer de tudo para adquiri-la.

 

Segunda
            Em seu anseio de dar vida à sabedoria Salomão usa uma linguagem poética para descrever a criação do mundo. Esses versos nos levam a uma reflexão profunda. Deus não necessitava da ajuda da sabedoria para criar o mundo, pois Ele é a fonte da verdadeira sabedoria ou, melhor dizendo, Ele é a sabedoria.

            Creio que Salomão usou essa linguagem de expressão para que pudéssemos entender a importância da sabedoria em nossa vida. Imaginemos a Terra sem forma, vazia semelhante a um abismo coberto de trevas. E, Deus usando a Sua sabedoria, transforma esse abismo em um Jardim do Éden. Com uma pequena pitada de “um santo orgulho” ela se expressa: “Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo” (Provérbios 8:27). Depois de transformar o abismo em um Jardim do Éden, Deus, em Sua sabedoria cria o homem, segundo Ele: conforme a “nossa imagem e semelhança”.

            O homem caiu em pecado e cada um de nós sente na pele os resultados. A cada dia que passa ele se deteriora mais e mais e a vida de muitos não passa de um abismo coberto de trevas. Perdemos quase tudo o que a sabedoria de Deus nos outorgou. Mas a mesma sabedoria que nos criou a “Sua imagem e semelhança” se compromete a nos recriar para a beleza de Sua glória. A Bíblia nos mostra do que Deus, em Sua sabedoria é capaz e quer fazer por nós: “Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir” (Isaías 13:12). 

 

Terça

            Creio que todos nós já fizemos alguma coisa que nos trouxe um momento de alegria por sua realização. Certa vez decidi construir uma empacotadeira semiautomática. Eu nunca tinha visto uma pela frente e para realizar o desafio eu não sabia por onde começar. As ideias foram surgindo e, depois de meses de tentativas frustradas, a máquina funcionou com perfeição. Creio que ela tenha sido a única daquele modelo no mundo. Por horas eu ficava ao seu redor “namorando” aquela geringonça que funcionava. Foi realmente muito bom. Um senhor se interessou por ela me pagou um bom dinheiro e ela se foi sem deixar nem mesmo uma foto, exceto as que trago em minha mente.

            Em Sua sabedoria Deus criou esse mundo e tudo o que nele há. No final de cada dia da criação, maravilhado ele exclamava “é bom”! Mas ao criar eu e você Ele deu uma ênfase especial ao expressar a Sua alegria, disse Ele: “é muito bom”.

            Como a nossa maneira de criar difere de Deus. As coisas que eu já fiz foram o resultado de uma somatória de erros e acertos e muitas delas nem mesmo chegaram a existir. Com Deus é tudo diferente. Diz a Bíblia: “Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:9). E o mais importante de tudo isso é a perfeição encontrada na criação de Deus.

            Pena que os mesmos seres humanos que ao serem criados causaram tanta alegria para Deus, Lhe causou também tanta tristeza. Ele espera que cada um de nós se volte para os Seus braços. E, quando isso acontecer Deus sorrirá de novo e, mais uma vez Ele dirá: “É muito bom.”

 

Quarta

            Quando Salomão personifica a sabedoria ela nos faz convites e advertências e suas palavras representam a voz de Deus insistindo e advertindo o homem. O sábio deixa claro que aquele que der ouvidos à sabedoria será bem-aventurado. Alias, dar ouvidos à sabedoria é a melhor maneira de demonstrar que somos sábios.

            Quem dá ouvidos a voz de Deus se poupa de muitas dores. Diz o sábio: “A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores” (Provérbios 10:22). É curiosa a pergunta encontrada no rodapé da página vinte e oito onde lemos: “Por que nossa prioridade máxima deve ser a fidelidade a Deus, e não a busca da felicidade?”

A resposta parece fácil: Sem comunhão íntima com Deus não tem como encontrar felicidade.

            Salomão nos adverte que devemos investir tudo o que temos para adquirir a verdadeira sabedoria e o resultado será vida eterna: “Porque o que me achar, encontrará a vida, e alcançará o favor do Senhor” (Provérbios 8:35).

 

Quinta

Salomão diz que a sabedoria edificou a sua casa e ao concluí-la fez uma grande festa. O sábio esclarece que a casa da sabedoria está firmada sobre sete colunas. Achei interessante a descrição das sete colunas encontrada em uma meditação anônima que, embora aplicadas à Igreja pode ser aplicada a vida de cada um de nós. Vejamos: “A primeira coluna da sua Casa, que nos ensina a Palavra de Deus é o temor: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência" Provérbios 9.10. Ela é o princípio, a primeira. Se não houvesse temor a Igreja (Provérbios 14.26-27).

A segunda coluna é a Palavra de Deus: "Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento" Provérbios 2.6. Se não houvesse a Palavra de Deus não haveria salvação (Romanos 10.14-17), nem regeneração (I Pedro 2.23), e muito menos santificação na Sua Casa (João 17.17).

A terceira coluna da Casa de Deus é a prudência: "Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos" Provérbios 8.12. Como vimos acima, a prudência é o conhecimento do Santo. Se não houvesse prudência na Casa de Deus não haveria disposição e paciência, ou longanimidade para tratar as coisas. Penso que se a prudência não fosse uma dessas colunas, o Senhor já teria desistido de nós.

A quarta coluna é o Conselho: "Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza" Provérbios 8.14. Se não houvesse conselho na Casa de Deus os erros e as heresias permaneceriam para sempre. Aleluia! Temos um Maravilhoso Conselheiro (Isaías 9.6).

A quinta coluna é a humildade: "Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria" Provérbios 11.2 (15.33 e Salmos 19.13). A humildade é uma característica clara do nosso Senhor (Mateus 11.29). Se não houvesse humildade na Casa de Deus o Senhor não conseguiria conviver conosco. Homens com tanta soberba não sendo nada.

A sexta coluna é a salvação: "O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo" Provérbios 28.26. Sem salvação não haveria a Casa de Deus. Sendo ela uma das colunas, podemos ter esperança na salvação que ainda esta em processo, preparada para se revelar no último tempo (I Pedro 1.4).

A sétima e última coluna da Casa de Deus é a disciplina: "A vara e a repreensão dão sabedoria" Provérbios 29.15. Se na Casa de Deus não houvesse disciplina para os seus filhos nunca chegaríamos a varão perfeito e participante da Sua Santidade (Hebreus 12.5-11).

Curioso: Salomão afirma que o sábio aceita a correção enquanto os loucos a ignora. Inclusive a sua sugestão é de que não devemos perder tempo com esse tipo de pessoa. Não podemos ignorar este ou aquele por julga-los insensatos. A nossa obrigação é apresentar a mensagem para todos.

 

Conclusão

            A sabedoria de Deus é algo divino e sendo ela divina não temos como consegui-la pelos nossos próprios esforços. O conselho divino é: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5) “Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus). 7:8

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dos ouvidos aos pés


Comentário da Lição da Escola Sabatina de três a dez de janeiro de 2015.

Autor: Carmo P. Pinto – Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            O título de nossa lição poderia ser “proteção total da cabeça aos pés”, pois esse é o foco dos capítulos 4, 5 e parte do capitulo 6 de Provérbios. Salomão continua com o mesmo tratamento carinhoso: “filhos”. O seu desejo é que seus filhos ouçam as suas orientações para, com sabedoria, trilhar os caminhos de Deus. Ele usa um verbo especial: Ponderar. Entre os muitos sinônimos de ponderar encontrados nos dicionários, um me chamou a atenção: ruminar. Uma pessoa ponderada não age precipitadamente. Ela pensa e repensa sobre como deve ser a sua conduta diante de uma situação. Os animais ruminantes, depois de engolir o alimento, o retorna à boca para ser novamente mastigado. Ponderar a vereda dos pés é examinar com calma onde se pisa. Ele admite que em alguns momentos não estejamos pisando no lugar correto e nos adverte: “retira o teu pé do mal”. Creio que só uma orientação dessa vale por todo o estudo da semana.

            Quando o filho pródigo retornou ao lar paterno ele recebeu vestes novas, anel e uma grande festa. O pai não se esqueceu de um presente valioso – Um par de sandálias novo. O filho havia dado mostras de que ouvira a voz do Espirito Santo e estava disposto a andar nos caminhos do Pai. A terra distante, nunca mais! O ato de calçar sandálias novas indica a decisão do filho em palmilhar os caminhos antes abandonados e, ao mesmo tempo, expressam o desejo do pai de que a decisão do filho seja real e permanente. 

A última frase da introdução do nosso guia de estudos o autor nos adverte: “Não é suficiente apenas conhecer o certo e o errado; precisamos saber escolher o certo em lugar do errado.” Vivemos em uma época em que a frágil linha que delimita o certo do errado está quase imperceptível. Esta situação exige de nós cuidado redobrado. “Pondera a vereda de teus pés.”

No estudo dessa semana vamos ver as advertências de Salomão para proteger o nosso lar, as nossas amizades, o nosso trabalho e, por fim, a nós mesmos. Para ele ser sábio é ser bem sucedido em todas estas áreas.

 

Domingo

            Um de meus irmãos tinha um professor bastante idoso. Quando esse professor notava algum aluno disperso em sua aula ele lhe dava um pequeno cutucão com uma régua e dizia: “Presta sentido menino.” Essa parece ser a mesma técnica usada por Salomão. Ele insiste: ouça, pondera, presta sentido, fique atento.

            O capitulo quatro de provérbios é um dos textos mais lindos não só desse livro, mas de toda a Bíblia. A lição aborda os capítulos quatro, cindo e seis. É uma pena que não possamos demorar mais tempo sobre ele. Mas isso não impede que cada um de nós faça uma apreciação pessoal desse capitulo considerando versículo por versículo.

            O capitulo quatro começa com um carinhoso “ouçam, filhos”. Essa maneira de se expressar de Salomão parece insistir para mais do que simplesmente ouvir que seus leitores deem ouvidos aos seus ensinamentos. Dar ouvidos é mais do que apenas ouvir.

            Em Mateus 13:44 somos exortados a seguir o exemplo daquele homem que achando um tesouro no campo abriu mão de tudo o que possuía para adquirir aquele tesouro. A mensagem sugere que qualquer sacrifício que fizermos para adquirir o tesouro da sabedoria vale a pena. Já o texto de Jeremias 29:13 nos garante sucesso quando buscamos a Deus de todo o nosso coração. Esse empenho em buscar a Deus está intimamente ligado com as renuncias que fazemos em prol do tesouro da sabedoria celestial.

 

Segunda

            Salomão usa o capitulo cinco de Provérbios para nos advertir quanto à pureza do matrimônio. Trata-se de uma serie de recomendações para que o filho de Deus não se envolva com relacionamentos extraconjugais. Em matéria de mulher e adultério Salomão tem muito a nos dizer.  Depois de tantos desatinos nessa área ele desabafa: “E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração é redes e laços, e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapará dela, mas o pecador virá a ser preso por ela” (Eclesiastes 7:26).

            As advertências de Salomão aos homens são válidas também para as mulheres. O empenho de Satanás é seduzir a todos e destruir por completo a raça humana. Falar sobre pureza nos dias de hoje é se candidatar à mofa e a zombaria. Em minhas corridas nas madrugadas tenho visto quão vulgar se tornou esse tema entre as pessoas.

            Hoje a internet, a televisão, os outdoors e a literatura estão impregnados de sensualismo e convites para uma vida sem escrúpulos. Todo o cuidado parece pouco nessa área. O verdadeiro sábio é aquele que se afasta de tudo isso. Salomão fala por experiência própria: “Porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?” (Provérbios 5:20) e “Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Provérbios 5:22).

Terça

            O meu pai tinha um grave defeito. Confiava em todo o mundo. Ele imaginava que qualquer pessoa era tão honesta quanto ele. Certa vez apareceu um jovem falante, amigo de um primo meu. Ele queria comprar a prazo abacaxis suficiente para lotar um caminhão. A sua conversa era que, depois de vendida a fruta em São Paulo, ele retornaria com o pagamento e compraria mais. Depois do caminhão lotado ele externou o desejo de levar uma segunda lotação. Não demorou muito para ele convencer o meu pai a procurar um vizinho que tinha abacaxi suficiente e avalizá-lo na compra de mais uma lotação. Papai pagou o vizinho na data prevista e o rapaz nunca mais apareceu e nem deu noticias. Anos depois eu localizei essa pessoa. Em pagamento ele nos deu uma televisão. A primeira que entrou em nossa casa e, por sinal, a mais cara do mundo.

            Pelo que sabemos das riquezas de Salomão podemos deduzir com segurança de que ele nunca necessitou do aval de ninguém o que torna fácil ele ser tão arredio a essa prática tão comum nos dias de hoje. Porém ele via ao seu redor as consequências funestas desse “ato humanitário”. E o que vemos hoje? Amizades, antes sólidas, que se desfizeram depois de uma simples assinatura. E vai um lembrete: No Brasil foi aprovada recentemente uma lei que dá direito ao locador de se apropriar da residência do avalista caso o locatário não consiga saldar os débitos. E dai, que tal morar debaixo do viaduto?

 

Quarta

            Como já mencionei algumas vezes tenho o hábito de correr de madrugada e vejo com frequência formigas trabalhando incansavelmente no horário noturno. Eu não sei se elas têm um momento para relaxar e tocar uma violinha. Parece que isso não existe entre elas. Salomão afirma que mesmo não tendo chefe nenhuma fica ociosa.

            Na minha época de estudante industriário no antigo CAB trabalhei com o senhor Felipe, chefe da jardinagem. Ele era um homem exigente e temido pela maioria dos alunos. Às vezes ele se ausentava dizendo que ia a determinado lugar dentro do colégio. Mas ao invés de fazer isso ele se escondia em algum lugar e ficava observando o desempenho dos alunos. Quando voltava o terremoto acontecia.

Jesus afirma que o bom trabalhador não faz apenas o que lhe é exigido. Ele vai mais além. “Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17:10). Eu sei que uma atitude assim às vezes desperta ciúmes e intrigas porque a maioria dos trabalhadores não está disposta a fazer um milímetro a mais. Certa vez os trabalhadores de meu pai pediram aumento de salário. Meu pai fez uma proposta. Caso eles produzissem o mesmo que eu produzia ele pagaria o dobro. Apenas um aceitou o desafio. Daquele dia em diante nós dois trabalhávamos separados dos demais. Hoje é comum ver trabalhadores que dedicam mais tempo em conhecer os seus direitos do que produzindo.

 Quantos levam uma vida ociosa. Escolhem tipo de serviço, patrão, salario, condições de trabalho e parece que nada se encaixa em seus perfis. Para esses vale o puxão de orelha de Salomão: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio” (Provérbios 6:6).

 

Quinta

            Em conversa comum de nossos irmãos de igreja no penúltimo sábado do ano de 2014. Ele comentava que chegar o fim de mais um ano ou próximo de uma santa ceia várias pessoas estavam preocupadas em se harmonizar umas com as outras e que no caso dele próprio isso nunca aconteceu. Dizia ele: “Sai ano e entra ano e eu sempre estou em paz com todos.”

Essa foi mais uma preocupação de Salomão. Era o seu desejo que todas as pessoas protegessem a sua própria reputação. E não é por acaso que ele dedica uma boa parte do capitulo seis a esse assunto.

O seu zelo deve resultar em membros de igreja mais dispostos e vigilantes no que tange ao seu relacionamento com o próximo e com Deus. Pessoas equilibradas nesse aspecto desfrutam de uma paz interior que, com certeza, lhes agregarão mais e melhores dias de vida.

Salomão enumera sete coisas que Deus detesta ver entre os seus filhos que são: “Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16-19). Desses sete procedimentos nocivos o sábio elegeu o pior deles: semear contendas entre irmãos. Uma pessoa que procede assim se expõe e está sempre em conflito consigo mesma e com os demais membros da igreja.

 

Conclusão

            O autor da lição não teve como demorar em cada verso dos capítulos 4, 5 e parte do capitulo 6 de Provérbios. Ele deixa para que cada um de nós faça um estudo mais detalhado desses capítulos. São orientações que uma vez, colocadas em prática, vão nos proporcionar uma vida protegida das mazelas e desatinos que dominam a humanidade nos dias de hoje.

 

O chamado da sabedoria


Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e sete de dezembro de dois mil e quatorze a três de janeiro de dois mil e quinze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução geral

            No estudo que faremos no primeiro trimestre de dois mil e quinze vamos conhecer um pouco da sabedoria encontrada nas páginas do livro de Provérbios. Tem tudo para ser um estudo fascinante! Que Deus nos oriente para obtermos o máximo que a sabedoria dos autores de Provérbios nos tem a oferecer.

 Semelhante ao livro dos Salmos, o livro de Provérbios tem vários autores. É fácil confundir e atribuir a Davi alguma coisa escrita nos Salmos por outros autores como Asafi ,os filhos de Coré e até por Salomão o autor dos Provérbios. Com Salomão acontece o mesmo. Alguns escritos de Provérbios têm como ator Agur ou tiveram até mesmo a participação de homens que trabalharam com o rei Ezequias.

 

Introdução da semana

            Ao falar sobre escolhas me vem à mente um quadro retratado em nossa Revista Adventista quando eu ainda era criança. Um homem elegantemente vestido que se encontra em uma estrada. Ele está diante de uma bifurcação onde tem uma placa indicando direções opostas. Em uma das setas estava escrito: “Vida eterna” e na outra seta oposta: “Morte eterna.” O quadro parece muito infantil, mas é uma grande realidade em nossa vida ao considerarmos que o nosso futuro será o resultado de nossas escolhas.

            A cada momento de nossa vida nos deparamos com essa encruzilhada crucial e o recado de Deus é: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19). A sabedoria consiste em saber escolher bem. E essa sabedoria nos falta com frequência. Vale mais uma vez a orientação bíblica: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5).

            Salomão nos adverte que o maior investimento que devemos fazer em nossa vida é na busca da sabedoria. Diz o sábio: “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Provérbios 4:7). Eu tive um tio bastante curioso. De tudo ele sabia um pouco. Um dia conversando com ele eu disse: o senhor é um homem privilegiado ao que ele me respondeu: “Homem de muito oficio nem por isso.” No seu entendimento era melhor que ele soubesse o máximo de uma profissão e não um pouco de cada uma. A nossa busca pela sabedoria deve ser direcionada a um assunto específico. Deus não está interessado que eu ore pedindo sabedoria para ganhar dinheiro. O nosso clamor deve estar direcionado para a nossa salvação. Quando orarmos com esse propósito o Senhor nos ouvirá.

            O verso áureo nos dá a entender que buscar a sabedoria com o intuito de melhor servirmos a Deus é uma demonstração de sanidade mental.

 

Domingo

            Buscar a sabedoria do Céu parece ser o âmago de nossa vida e quando o fazemos com sinceridade o Senhor acrescenta outras bênçãos. Pela experiência de Salomão notamos que a bênção da sabedoria nunca vem só. Ele pediu sabedoria para governar um povo, segundo ele disse, sábio e entendido. Talvez o sucesso de Salomão esteja em sua humildade. Ele tinha Israel como um povo especial e diferente dos demais povos. E ao mesmo tempo se sentia em desvantagem para governar um povo tão sábio.

            Salomão era filho de Davi, “o homem segundo o coração de Deus”. Ele herdou não só o reino, mas uma incumbência especial: construir o templo. Ele fora colocado como o governador da nação mais importante de seu tempo. Ele tinha tudo para se vangloriar. Ao invés disso ele colocou em pratica a orientação bíblica que “Diante da honra vai à humildade.”

            O princípio da sabedoria é se sentir realmente necessitado dela. Salomão se esvaziou de sua sabedoria própria e ao se esvaziar Deus teve como enchê-lo. Via de regra pessoas autossuficientes são arrogantes e desprezam as demais. Com Salomão aconteceu o contrário, ele desprezou o conhecimento próprio e assim estava preparado para receber a sabedoria do Céu.

            A sabedoria do mundo não acrescenta nada ao ser humano. A verdadeira sabedoria é aquela que desprezando o conhecimento humano se coloca com humildade aos pés de Cristo para aprender Dele. Essa sabedoria é definida por Paulo como “pacífica, tratável e de boa fama”. Essa é a sabedoria que deve permear a nossa vida.

 

Segunda

            A sabedoria divina capacitou e exige dos pais a transmitir para os filhos os princípios da verdadeira sabedoria. Cabe aos pais seguir o conselho bíblico de instruir os filhos diuturnamente. “Deitando-te e levantando-te.” Essa é uma orientação que produz resultados que vão definir o futuro eterno dos filhos. Diz a Bíblia: “E até quando envelhecer não se esquecerá dele.” Esse é o objetivo da educação de berço.

            Na correria do mundo de hoje torna-se cada vez mais difícil esse contato diário entre pais e filhos. Quando surgiu a televisão a preocupação da liderança da igreja era de que ela iria prejudicar o relacionamento interfamiliar. Mas e o que vemos hoje com a internet?  Hoje a “onda” é estar conectado. As pessoas são atropeladas, levam quedas, são assaltadas e se batem umas contra as outras porque estão “conectadas”. Essa mania de conecção pouco ou nenhum resultado positivo oferece.

            Em meio à tecnologia e a fome de conhecimento das coisas do mundo não sobra tempo para a educação de berço. Já podemos ver os trágicos resultados. Famílias desestruturadas, crianças crescendo sem as orientações que um dia as farão sábias. Já presenciamos uma tragédia familiar.

 

Terça

            O convite à sabedoria apresentado por Salomão tem alguma semelhança com o convite para a salvação apresentado por \Cristo. Jesus fez de tudo para que os judeus se desvencilhassem de sua sabedoria própria e se apoderasse da sabedoria do Céu. Quantas orientações preciosas Jesus lhes transmitiu, porém eram perolas atiradas aos porcos.

            Salomão insiste para que haja uma verdadeira conversão entre o povo no sentido de mudar o foco a respeito da verdadeira sabedoria. Em seu veemente apelo o sábio chama o seu povo de néscios e loucos. É uma linguagem pesada e sem rodeios. O que ele diria hoje quando vemos muitos membros da igreja que, indiferentes ao pregador e a mensagem que ele apresenta estão cabisbaixos sintonizados nas informações efêmeras que a tecnologia moderna oferece?

 

Quarta

            A expressão “filho meu” é repetida várias vezes, principalmente nos primeiros capítulos de Provérbios o que demonstra o carinho de Salomão para com o seu povo.

            No inicio do capitulo dois ele enfatiza mais uma vez a importância de se adquirir a verdadeira sabedoria como mostra onde encontra-la. Sem convívio diário com Deus é impossível obtê-la. Ele vai mais longe e insiste de que o desejo de se obter a verdadeira sabedoria deve ter prioridade em nossa vida. Buscar a sabedoria de Deus é mais importante do que prata e ouro.

            Quando vemos o empenho de Salomão em orientar o seu povo não dá para imaginar que esse povo um dia foi destruído por falta de conhecimento. E pior, esse mesmo destino está reservado a cada um que despreza hoje o conhecimento divino. A Bíblia afirma: “O meu povo foi destruído por falta de conhecimento.” Que esse não seja o nosso destino.

            Salomão apresenta a sabedoria de Deus como antidoto contra a perversidade do mundo que nos rodeia. Ele afirma que “O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará.” A sabedoria de Deus nos dará a malícia de identificar o certo do errado. “O bom siso te guardará.”

 

Quinta

            Todas as orientações dadas por Salomão nos dois primeiros capítulos do seu livro é para que não aconteça com nenhum de nós o desastre apresentado no verso sete do capitulo três. Ser sábio aos seus próprios olhos é o mais convincente atestado de insensatez humana. Assim como “elogio próprio cheira mal” gabar-se de ser inteligente é nauseante.

            Mais uma vez Salomão coloca o valor da sabedoria acima da prata e do ouro. Ele apresenta a sabedoria de Deus como fonte de saúde e longevidade. Esses textos nos mostram que a pessoa verdadeiramente sábia receberá dois benefícios relativos à saúde. Primeiro será uma pessoa que vive tranquila com Deus e com o seu próximo. Essa tranquilidade resulta em saúde. Por outro lado o conhecimento que vem de Deus lhe mostrará os princípios para se ter uma vida saudável.

            Salomão mostra que a formação da Terra é resultado da sabedoria de Deus. Vemos detalhes nas obras criadas por Deus que demonstram claramente a Sua sabedoria em ação. Assim como a sabedoria de Deus criou um mundo perfeito Ele espera que cada um de nós se apodere da sabedoria que vem do alto e que ela aperfeiçoe o nosso corpo até alcançarmos a estatura completa de Cristo.

 

Conclusão

             A primeira pergunta para reflexão quer saber a diferença entre sabedoria e conhecimento. Do meu ponto de vista a sabedoria é o sábio uso do conhecimento e, ao mesmo tempo é a sabedoria que nos leva a selecionar o conhecimento a ser adquirido.

            A humildade de Salomão em deixar de lado a sua própria sabedoria e buscar com todo o empenho a sabedoria de Deus deve ser um permanente desafio para cada um de nós.