Quando a alvorada raiou, a escuridão envergonhada se escondeu. Carmo.
A estrela piscou para mim e eu pensei que era amor de verdade. Carmo.
Há milênios, todos os dias, o Sol passa pelo mesmo caminho. Imagino o que vai acontecer o dia em que ele resolver passar de olhos fechados. Carmo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Paulo: apóstolo dos gentios
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 de setembro a 1° de outubro de 2011. Preparado por Carmo Patrocinio Pinto autor da meditação Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga – Brasilia, DF.
Quem são os Gálatas? No tempo do NT, a Galácia era uma província romana da Ásia Menor, que abrangia a Galácia propriamente dita, a Frígia, a Pisídia e a Licaónia. As igrejas da Galácia devem ter sido fundadas por ocasião da 1.ª viagem missionária de Paulo (Act 13,1-14,26). O Apóstolo dos gentios escreve a Carta aos Gálatas entre 55 e 57, a partir de Éfeso ou de Corinto.
Enquanto as outras epístolas eram destinadas a uma igreja específica, a epístola aos gálatas destina-se a várias igrejas, acerca das quais não temos muitas informações específicas. Parece que a carta foi enviada para todas as cidades da Galácia incluindo também as cidades de Antioquia, Icônia, Listra e Derbe.
Gálatas é a epístola paulina que mais se aproxima de Romanos. Pesquisadores afirmam que existem cerca de 25 passagens paralelas entre essas epístolas, defendendo os mesmos ensinos (compare Romanos 4.3 com Gálatas 3.6; Romanos 4.10,11 com Gálatas 3.7). A justificação pela fé é o principal tema abordado nas duas.
Os crentes da Galácia, em princípio, mostraram uma grande satisfação por causa do evangelho; e durante um tempo viveram a sua fé cristã com a mesma alegria e confiança com que também receberam a presença do apóstolo (Gálatas 4: 13 a 15). Mas, não muito depois, aquela primeira alegria e fervor pareciam ter se esfriado (Gálatas 5: 7), o que coincidiu com o surgimento de sérios problemas doutrinários entre eles. Por isso, Paulo se sentiu movido a escrever esta carta, na qual, por um lado reprova a frágil fé dos gálatas e, por outro, denuncia as atividades de certos “falsos irmãos que se entremeteram com o fim de minar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus ” (Gálatas 2: 4).
O grupo que mais causou problemas aos gálatas foi os judaizantes. Eles insistiam que os conversos gentios deviam se submeter a praticas judaicas como a circuncisão. Temos duas definições para judaizantes. Na primeira o judaizante é aquele judeu convertido ao cristianismo que pregava algumas praticas mosaicas, como a circuncisão para os gentios convertidos. Outra corrente afirma que judaizante é qualquer pessoa convertida, mesmo em nossos dias, que adotam algumas praticas judaicas como, por exemplo, a guarda do sábado. Neste contexto, nós adventistas do sétimo dia, somos considerados judaizantes. Se guardar o sábado é ser judaizante, quem não rouba, não mata ou não adultera, também o é. Porém, sabemos que pregar a observância do sábado não é pregar outro evangelho, mas é o mesmo Evangelho anunciado por Deus na criação do mundo.
Os judaizantes perturbavam os gálatas, pregando “outro evangelho” (Gálatas 1:6). De fato, não existe outro evangelho, mas estes estavam pervertendo “o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:7). Perverter o evangelho quer dizer acrescentar ou diminuir sem a autoridade de Cristo. Paulo disse que qualquer pessoa que “vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.
Os judaizantes pareciam estar sempre acompanhando os passos de Paulo a fim de influenciar as igrejas por ele estabelecidas. A rapidez com que eles trabalhavam chamou a atenção do apostolo que, ao saber do estrago feito por eles entre os gálatas, assim se expressou: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” (Gálatas 1:6). A epístola aos gálatas tem como assunto base a salvação pela fé.
Aparentemente a palavra diácono nos leva a imaginar um irmão simples de conhecimento e capacidade de argumentação a quem de um pastor ou ancião. Foi com esse raciocínio em mente que “levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão” (Atos 6:9). Os libertinos pregavam uma religião que permitia um viver sem exigencias e restrições. Porém, eles se esqueceram que Estêvão era cheio do Espírito santo “E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava”(Atos 6:10).
Era necessário silenciar Estêvão. E para fazê-lo só havia um recurso: eliminá-lo. Para condená-lo eles usaram de um recurso fácil e, que a pouco fora praticado com sucesso, para condenar Jesus: pagar caluniadores. O Sinédrio foi convocado, mas antes que a centença de morte fosse proclamada, algo de extraordinário aconteceu. No momento em que Estêvão usou da palavra todos viram o seu rosto como o de um anjo.
“Enquanto Estevão fixava os olhos no Céu, foi-lhe dada uma visão da glória de Deus e anjos o cercaram. Ele exclamou: "Eis que vejo os Céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus" Atos 7:56. (Atos dos Apóstolos p 234).
“Judeus eruditos de países circunvizinhos foram convocados para o fim de refutar os argumentos do prisioneiro. Saulo de Tarso estava presente e tomou parte importante contra Estevão” (Atos dos Apóstolos p 98). “Esses estudiosos dos grandes rabis estavam confiantes que numa discussão pública poderiam obter uma completa vitória sobre Estevão, por causa de sua suposta ignorância. Ele, porém, não somente falava com o poder do Espírito Santo, mas ficava claro a toda a vasta assembléia que era também um estudioso das profecias e versado em todos os assuntos da lei. Defendia habilmente as verdades que advogava, e confundia inteiramente seus oponentes” (história da Redenção p. 262).
Paulo recebeu uma valiosa recompensa para condenar este consagrado diácono. Diz Ellen G. White: “Depois da morte de Estevão, Saulo foi eleito membro do conselho do Sinédrio, em consideração à parte que desempenhara naquela ocasião” (Atos dos Apóstolos p 102).
A população de Tarso jactava-se de sua riqueza agrícola e comercial, bem como de sua universidade, julgada superior às grandes academias de Alexandria e Atenas. O historiador, geógrafo e filósofo grego Estrabão (58 a .C.) descreve o povo de Tarso como “apaixonados pela filosofia” e de “espírito enciclopédico. Os seus habitantes gostavam de associar o seu nome próprio com o da cidade. De onde veio Saulo de Tarso. Provavelmente Paulo viveu a sua juventude em Jerusalém, onde teve a sua formação acadêmica aos pés de Gamaliel.
Parece que Paulo gostou do que aconteceu com Estevão e, desde então, se empenhou na mais atroz perseguição aos seguidores de Cristo. Do ponto de vista humano, Paulo era um caso 100% perdido. Mas a graça de Deus Se manifestou de maneira tão surpreendente em sua vida que os próprios apóstolos tiveram dificuldade em acreditar. Enquanto , para os cristãos perseguidos, Paulo era um implacável carrasco, para Deus ele era um “vaso precioso”.
Depois do encontro com Jesus, Paulo ficou cego. O homem prepotente e cheio de orgulho próprio não tinha como se locomover sozinho. Humilhado até o pó se levanta tateante e tenta caminhar sem direção. Ananias recebe uma ordem divina que o deixa estarrecido. Ele será procurado por Saulo. O homem de Deus tremeu nas bases e gemeu profundo: “Quantos males este homem tem feito!” E Deus responde: “Quanta graça foi dispensada a Ele!” Depois de sua conversão, Paulo ficou maravilhado de como a graça de Deus é abrangente. Desde então a sua vida foi dedicada a proclamar esta graça principalmente para os gentios uma demonstração clara de que Deus não faz acepção de pessoas.
Podemos imaginar como se sentia Paulo ao lembrar-se das atrocidades que cometera. Quanto arrependimento, quanta lágrima! O amor de Deus parece que foi além do impossível e o transformou em nova criatura. Que experiência maravilhosa!
Santo Agostinho escreveu:
“Paulo foi derrubado para ser cegado;
foi cegado para ser mudado;
foi mudado para ser enviado;
foi enviado para que a verdade aparecesse.”
Enquanto em Atos dos Apóstolos Pedro é proeminente nos primeiros doze capítulos, o missionário da incircuncisão (Paulo) ocupa a segunda e maior metade do livro, do capítulo13 a 28.
foi cegado para ser mudado;
foi mudado para ser enviado;
foi enviado para que a verdade aparecesse.”
Enquanto em Atos dos Apóstolos Pedro é proeminente nos primeiros doze capítulos, o missionário da incircuncisão (Paulo) ocupa a segunda e maior metade do livro, do capítulo
Após a sua conversão, Paulo encontrou resistência entre os irmãos que desconfiavam da autenticidade de sua conversão e decorreram alguns anos para que ele ganhasse a confiança da igreja como um todo.
O crescimento tão rápido da igreja primitiva teve oposição por parte dos judeus. As autoridades eclesiásticas logo perceberam que o cristianismo representava uma ameaça a suas prerrogativas como intérpretes e sacerdotes da lei. Dessa maneira começa a perseguição à primeira igreja, que veio em primeiro lugar por parte do Sinédrio, que com a permissão romana, supervisionava a vida civil e religiosa do estado. Pedro e João tiveram que comparecer perante o Sinédrio. Mais tarde a perseguição tomou cunho mais político, por exemplo, Herodes mata Tiago e manda prender Pedro (At.12).
E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Percebemos então que o primeiro centro cristão, depois de Jerusalém, foi Antioquia que ocupa um importante lugar na história do cristianismo. Foi onde Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão cristão (numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos (Actos 11:26). Mas o fato de Antioquia ter sido posta em tanta evidência explica-se por pertencer ela ao mundo helenístico e não ao aramaico. Em Damasco os cristãos são chamados “os homens deste caminho”, o que equivale a uma designação propriamente judaica para uma seita. Um dos cristãos de Damasco, Ananias, é nomeado (9,10): homem piedoso, “segundo a Lei”, e estimado pelos judeus (At 22,12).
Os helenistas são as pessoas de origem judaica que vivia fora da Palestina e falavam normalmente a língua grega. Eles têm posições diferentes, não são tão apegados à Lei e ao Sistema de pureza: para eles não há dificuldade de relacionamento com pessoas de outras culturas e de outras raças, pois viviam no meio desta gente. Os hebreus são judeus que falam o aramaico. Os hebreus eram mais apegados ao Templo e à Lei, por isso tinham muita dificuldade de se relacionar com pessoas que não tinham sangue judeu puro, especialmente tinham dificuldade de sentar na mesma mesa e partilhar dos mesmos alimentos. O grupo dos hebreus é formado por judeus cristãos de língua aramaica e de cultura tradicional hebraica. São. A ele pertencem sacerdotes (6,7) e fariseus convertidos (15,5). Os doze apóstolos são responsáveis por este grupo, mais tarde liderado por Tiago, o irmão do Senhor.
A história da igreja primitiva está repleta de nomes de pessoas que, segundo a Bíblia, eram “cheias do Espírito santo”. Estevão, Barnabé, Pedro, Ananias, Tiago, Paulo e tantos outros. E foi, graças à ação do Espírito Santo, que o Evangelho foi pregado em todo o mundo conhecido de então. Antioquia estava vivendo um momento de intensa ebulição cristocêntrica “e chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia” (Atos 11:22). Barnabé buscou Paulo e, logo depois, um grupo de profetas vindos de Jerusalém reforçou a equipe evangelistica. Que momento apoteótico para um povo que até a poco tempo atrás, não era digno da salvação e agora, recebia um nome especial, que dai para frente identificaria a todas as pessoas de todas as épocas e de todas as partes do mundo que aceitassem a Cristo: Cristãos.
O motivo de não vermos algo semelhante nos dias de hoje ralvez, seja porque ao invés de estarmos cheios do Espírito Santo estamos nos enchendo de dinheiro, fama e de pecados talvez, mais graves. Diz Ellen G. White: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (Caminho a Cristo, p 285).
Com o rápido avanço e aceitação da mensagem de salvação pela graça, Satanás entrou em polvorosa. A sua grande investida foi no sentido de dividir a igreja. Despertou o descontentamento de alguns judeus cristãos que não aceitavam de bom grado a conversão dos gentios. Logo surgiu um grupo que defendia a obrigatoriedade de os gentios convertidos se submeterem a circuncisão. Mas o mesmo Espírito que moveu Paulo a pregar-lhes o Evangelho mostrou o melhor caminho.
Satanás não desistiu e a resistência ao Evangelho da graça continuou ainda por muitos anos tendo nos fariseus convertidos o seu principal foco. Hoje, Satanás continua com os seus métodos escusos. Descaracteriza a Lei de Deus e oferece uma salvação barata que não produz frutos de genuína conversão. Ainda bem que este será o tema que estudaremos durante este trimestre.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Pensamento
De que valeria o hoje se não existisse a esperança do amanhã? Carmo
domingo, 21 de agosto de 2011
Penamento
O hoje é o futuro de ontem e o passado de amanhã. Carmo
Pensamento
Não desista do seu sonho. Caso não o encontre na primeira padaria vá na segunda. Carmo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Pensamento
Caso não existisse a esperança do amanhã, de que valeria o hoje? Carmo.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Pensamento
O meu desejo é penetrar na imensidão do Universo, mas chego a conclusão de que o meu pensamento é muito curto. Carmo
Não seria necessário perguntar a Galileu Galilei se a terra gira. Basta perguntar a um bêbado. Carmo
Para nós velhos, a visão turva é a providencia divina para que, diante do espelho, não vejamos o quanto estamos feios. Carmo
Pensamento
As plantinhas ao nascerem, apresentam duas folhinhas em forma de mãos postas. Elas agradecem a Deus por terem nascido e, solicitam chuva, sol e muito carinho para produzirem flores, frutos e sombras para nós. Carmo
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Adoração no livro do Apocalipse
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 17 a 24 de setembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de o devocional Avivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga – DF.
O livro do Apocalipse revela de maneira muito clara a Quem adorar e como adorar. Ele apresenta a adoração em, pelo menos, três estágios. A nossa adoração diária, a adoração sob perseguição e como será a nossa adoração no Céu, quando chegarmos lá. A última será impossível sem a primeira e, talvez, seja necessário experimentarmos a segunda.
O verso áureo apresenta um assunto que tem sido objeto de muita especulação. Mas antes de considerar este assunto é bom lembrar que ele não é fator determinante da nossa salvação. Assim, caso tenhamos dúvidas a respeito de quem são os quatro animais e os vinte e quatro anciãos, calma! Com certeza não seremos excluídos do Céu por isso. E mais, quando chegarmos lá, vamos entender tudo claramente.
Já comentamos este assunto no dia três de agosto na lição Adoração, música e louvor. O Comentário Bíblico Adventista sugere que os 24 anciãos, vistos no Céu, são pessoas santas e justas que viveram em todas as épocas na terra. Podem ser aqueles que ressuscitaram com Cristo e, com Ele, subiram como as primícias da Sua vitória no Calvário (Mateus 27:50-53 e Efésios 4:8). Essa é também a posição de estudiosos da Bíblia, inclusive Michelson Borges da CPB.
Outras suposições:
- Que os 24 anciãos representam as doze tribos de Israel no velho Testamento e os doze apóstolos no Novo Testamento.
- Que a disposição dos anciãos ao redor do trono é semelhante a de um relógio solar para mostrar que Deus deve ser adorado nas 24 horas do dia.
- Eles representam as 24 equipes em que era dividido o sacerdócio levítico. A palavra Santo repetida três vezes dá a idéia de que a adoração e o louvor são dirigidos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
. O objetivo do estudo de hoje é responder a pergunta: Se os seres celestiais apresentam uma adoração a Deus expressando máximo louvor e reverencia, como deve ser o nosso comportamento diante do Altíssimo?
A nota da parte de domingo fala da imensidão do Universo e mostra que Deus é o criador de todas as galáxias. Mas pasme! Segundo dados recentes da ciência, existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias do mundo! De acordo com um grupo de cientistas da Austrália, existem pelo menos 70 septiliões (70.000.000.000.000.000.000.000.000) de estrelas no Universo. Entre estes septilhões de estrelas o nosso Sol, é uma delas de tamanho médio. Mas Deus é maior do que tudo isso.
O Jesus que Se apresentou para João na ilha de Pá timos tinha diferenças marcantes daquele que o apostolo viu pendurado na cruz. Ao vê-Lo, envolto na glória que Ele já tinha desde a fundação do mundo, João usa uma expressão mais forte do que prostrar-se. Ele afirma: “cai como morto” aos Seus pés, como um reconhecimento do Seu poder e magnitude. Jesus Se identificou como aquele que foi morto, mas que agora vive e é o Pai da eternidade. “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:18).
Nos seis últimos capitolos do livro de Jó, Deus Se identifica, mostrando para o patriarca sofredor que Ele é o Deus criador e mantenedor de cada ser humano. O Senhor Se apresentou a Jó em um redemuinho. Mas a sua magnitude foi, melhor demonstrada em Suas ações de criação e de sustentação do Universo. Jó sentiu a sua pequenês e ignorancia a respeito do Criador e, evergonhado de algumas coisas que falara antes, exclamou: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5e6).
Podemos imaginar como será a adoração de Jó e do apostolo João quando eles estiverem diante do trono junto com a grande multidão! E, como será a nossa, que temos apenas um pálido vislumbre do que é a glória do Altíssimo?
Quanto aos quatro animais também já foi comentado no dia três de agosto na lição Adoração, música e louvor. “Estes quatro “seres viventes”, parecem-se muito aos da visão de Ezequiel (Eze. 1:5-26), quem os chama “querubins” (cap. 10: 20-22).Comentário Bíblico Adventista. Os quatro seres viventes parecidos com leão, touro, homem e águia, indicam que Deus tem domínio sobre todos os seres viventes. Das seis asas, duas mostram que Deus é o nosso protetor diuturnamente. Duas indicam a velocidade com que Deus atende os Seus filhos e as outras duas demonstram a reverencia diante dEle. Os olhos lembram o Seu cuidado permanente e que nada está oculto ao Seu olhar. E também que, o passado, o presente e o futuro estão em Suas mãos. Existem outras idéias de que os quatro animais representam os quatro pontos cardeais ou os quatro evangelistas.
Pátimos é uma ilha grega situada no mar Egeu. Atualmente tem 2.550 habitantes e se transformou em um atraente ponto turístico. Na época de João, ela foi usada para confinamento de elementos em conflito com a justiça. João, já no final de sua vida, foi apartado de seus amigos e irmãos da igreja e enviado para esta ilha que, naquela época, era deserta e habitada por pessoas suspeitas. Sozinho, longe de tudo e de todos parecia estar abandonado a sua própria sorte.
João ouve um quarteto cantando louvores diante do trono de Deus. Logo depois, um conjunto masculino com vinte e quatro cantores da terceira idade se junta aos quatro seres viventes, e o louvor parece estremecer a terra. O solitário apóstolo pensa ter ouvido o máximo e, eis que surgem cento e quarenta e quatro mil coristas e, o que se ouve é algo nunca visto por mortais. Enquanto o profeta João se extasia diante da antífona celeste ele vê um coral formado por uma grande multidão a qual ninguém podia contar e, com harpas nas mãos, louvavam o Deus criador. Quando ele pensa que ouve e vê o máximo que o Céu pode oferecer, surge um coro de milhares de anjos que, juntando as suas vozes aos que já adoravam, fazem estremecer todo o Universo. Todos se prostram diante do trono e clamam: “Santo, Santo, Santo!”
Será que estamos preparados para fazer parte desta grande multidão que, nas margens do mar de vidro, cantarão o cântico de Moisés e do Cordeiro?
No capítulo treze do seu livro, João fala do surgimento de um poder que, instigado por Satanás, reivindicaria a adoração que só Deus tem o direito. Sabemos os resultados. Milhares morreram martirizados nas fogueiras por não aceitarem prestar culto a Besta.
Pelo menos quatro vezes o assunto da adoração vem à tona neste capitulo. Do verso onze em diante temos a descrição da segunda besta que, em acordo com a primeira besta, já está agindo para implantar um sistema mundial de adoração que exclui o Criador de todas as coisas. Jesus é o Cordeiro oferecido em nosso favor desde a fundação do mundo. Com certeza no mundo teremos aflições, mas a Sua promessa é: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).
Em Apocalipse quatorze, de seis a doze, temos as três mensagens angélicas anunciadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas constituem o último convite de salvação estendido a raça humana. Adorar o Criador de todas as coisas faz parte do Evangelho Eterno. A s mensagens mostram o destino dos adoradores da Besta: “Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro” (Verso10).Duas palavras nos chama a tenção nas mensagens angélicas: Temer e Adorar
A expressão Temer a Deus não quer dizer ter medo de Deus, mas sim, reverenciar ou respeitar ao Criador. Durante este trimestre estudamos bastante sobre adoração, louvor e temer a Deus. Vamos finalizar esse trimestre vendo um pouco mais sobre o temer a Deus e a adoração. Alguém catalogou algumas afirmações do que seja Temer a Deus:
“Temer a Deus é dizer sim aos seus mandamentos;
Temer a Deus é amá-Lo incondicionalmente;
Temer a Deus é, deixar Deus agir nas nossas vidas...
Temer a Deus é reverenciá-LO;
Temer a Deus é obedecê-lo;
Temer a Deus é reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz;
Temer a Deus é ouvir a Sua voz;
Temer a Deus é aborrecer o mal;
Temer a Deus é amar ao próximo;
Temer a Deus é tê-Lo como único Deus de sua vida;
Temer a Deus é perdoar;
Temer a Deus é fazer a Sua vontade;
Temer a Deus é ser humilde;
Temer a Deus é ter prazer na Sua lei;
Temer a Deus é não se envergonhar de Jesus;
Temer a Deus é meditar na Sua Palavra de dia e de noite.”
Temer a Deus é reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz;
Temer a Deus é ouvir a Sua voz;
Temer a Deus é aborrecer o mal;
Temer a Deus é amar ao próximo;
Temer a Deus é tê-Lo como único Deus de sua vida;
Temer a Deus é perdoar;
Temer a Deus é fazer a Sua vontade;
Temer a Deus é ser humilde;
Temer a Deus é ter prazer na Sua lei;
Temer a Deus é não se envergonhar de Jesus;
Temer a Deus é meditar na Sua Palavra de dia e de noite.”
“Adoração não é apenas uma preparação para a pregação. Não é um mandamento. Adoração é uma resposta. O dicionário online webster oferece três grandes definições de adoração:
- O ato de adorar, especialmente reverentemente.
- Considerar com grande temor e devoção.
- Sentir um amor profundamente dedicado.
“A adoração é uma resposta ao amor de Deus por nós” Valter Cruz.
Na parte de quinta, estudamos que, em meio à glória celeste, o esplendor do trono divino e os ofuscantes reflexos que emanavam dos seres celestiais, João se inclina para adorar o anjo que lhe proporcionou a visão. Imediatamente é colocado de pé enquanto ouve a advertência: “Adora a Deus.”
Em todo o Apocalipse a adoração a Deus é tratada com muita clareza e seriedade e João, empolgado com tudo o que via, prostrou-se diante de um anjo. Foi repreendido imediatamente. Será que não estamos empolgados com a tecnologia moderna, com uma aparelhagem de som que, às vezes, mostra uma voz que não temos. Pode ser também o dinheiro, os aplausos enfim, muita coisa pode desviar o nosso foco da verdadeira adoração.
Durante todo o trimestre o recado foi muito claro: “Adora a Deus.”
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Adoração na igreja primitiva
Comentário da Lição da escola Sabatina de 10 a 17 de setembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto – autor do devocional Avivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF
Jesus não foi tão bem sucedido na pregação do Evangelho como aconteceu com Pedro, Paulo e os demais apóstolos. A oposição dos lideres judeus, somada a ação política do império Romano bloquearam, em parte, a ação ministerial de Cristo. E, depois de Sua morte, o clima permaneceu tenso causando medo e preocupação para todos os Seus seguidores. Aparentemente não havia possibilidades para que o Evangelho fosse pregado e, o desenvolvimento da igreja parecia gessado.
Para desatar este grande nó, Deus proveu algo especial. A descida do Espírito Santo proporcionou o que faltava. Este foi um fenômeno que causou espanto entre os sacerdotes de então. O Espírito Santo atuou em três frentes prioritárias. Primeiro, nivelou os apóstolos de tal modo que o analfabeto Pedro conseguisse resultados tão surpreendentes como o intelectual Paulo. Segundo, os apóstolos foram tomados de um profundo amor pelas almas perdidas que, em favor delas, estavam dispostos a qualquer sacrifício e terceiro, o poder do Espírito Santo os capacitou com dons.
Quem foi Teófilo? O nome é grego, portanto, é provável que Teófilo fosse um converso gentil. Em grego teo quer dizer Deus e filo significa amigo. Alguns argumentam que, temeroso de expor os cristãos, num momento tão delicado, Lucas criou este nome ficticio a quem endereçou o seu evangelho e o livro de Atos. Uma outra idéia é que ele fosse um homem rico e culto que tenha solicitado a Lucas escrever os dois livros. O Comentário Bíblico Adventista dá o seguinte parecer: “Não há uma suficiente evidência que apóie a idéia popular de que Teófilo não era o nome de uma pessoa determinada senão que Lucas o tinha usado para representar aos cristãos em general; mas o título ‘excelentíssimo’ parece indicar claramente que se tratava de uma pessoa específica. Podemos aceitar a idéia de que Teófilo era uma pessoa real, com um nome bonito, embora não incomum, uma pessoa que deveria estar ocupando uma alta posição no mundo romano, e convertido ao Senhor Jesus.”
Vendo o estudo da lição desta semana detectamos que grandes pregadores e grandes sermões passaram a fazer parte da adoração na igreja primitiva. Após a morte de Cristo, os apóstolos passaram por um momento de dispersão. O medo afugentou alguns deles de Jerusalém e os poucos que ai permaneceram estavam enclausurados a sete chaves.
Jesus, após a ressurreição, tomou três atitudes fundamentais para a expansão da igreja primitiva após Ele subir para o Céu. Primeiro, por várias vezes, apareceu vivo entre eles. Segundo, prometeu o Espírito Santo e, terceiro pediu que eles permanecessem unidos em oração. Creio que os discípulos oraram pelo Espírito Santo pensando mais no consolo prometido, do que no poder propriamente dito.
O dia especial chegou e, as línguas de fogo abrasaram os corações daquele pequeno grupo homens assustados. O medo e a insegurança se tornaram em cinzas e a pregação do Evangelho irrompeu qual vulcão antes adormecido. Os longos dias de contrição, oração e adoração culminaram em algo de uma magnitude que jamais havia passado pela cabeça de algum deles.
Ainda hoje tem pessoas que tentam provar que a ressurreição de Jesus não existiu. Lucas é enfático: “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus” (Atos 1:3). Duas provas são claras: Jesus se alimetou com eles e o Seu corpo foi apalpado por Tomé. Do meu ponto de vista, a maior prova da ressurreição de Jesus, está no êxito da Igreja Primitiva. Como que um movimento acéfalo teria alcançado tamanhas proporções?
Mesmo depois da ressurreição, os discípulos alimentavam a esperança de Jesus fundar o Seu reino terrestre. Lucas volta a este assunto não só de interesse dos discípulos, mas também dos sacerdotes e do governo romano, apenas para alertá-los que o reino de Jesus não é deste mundo. A mensagem de Lucas nos primeiros dez versículos do capítulo um de Atos focaliza alguns pontos importantes:
- A ressurreição de Jesus foi real.
- Que a Sua ascensão aos Céus foi real.
- Ele foi recebido no Céu.
- Os discípulos em permanente vigília pelo Espírito santo.
- A segunda vinda de Jesus será real.
O Pentecostes, era uma festa conhecida como das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no quinquagésimo dia. Daí surgiu o nome Pentecostes, que significa “quinquagésimo dia”.
Podemos imaginar como transcorreu a adoração no dia de Pentecostes, quando todos os que estavam reunidos foram destituídos de suas limitações para pregar o Evangelho. De repente, o reboliço que aconteceu no Cenáculo invadiu as ruas com homens e mulheres testemunhando de Cristo com ousadia. Cada habitante do mundo que estava em Jerusalém naqueles dias ouviu a mensagem de salvação em sua própria língua.
O verso sete nos dá a idéia de como foi isso. “E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?” Os dicionários definem pasmado como apalermado espantado, estupefato. Ficar ou estar sem ação, atônito diante de uma determinada situação. Perto de nossa casa, em meus tempos de garoto, existiam dois moirões de porteira fincados em uma das estradas da região. A porteira mudou de lugar mas os moirões permaneceram ali sem ação. Eles foram apelidados de pasmados. Primeiro, porque permaneciam imóveis e estáticos e segundo, porque as pessoas que não sabiam da existêcia deles, e passavam por ali durante a noite, ficavam pasmadas de medo diante daquela assombração. Realmente ficar pasmo é o fenômeno que acontece com alguém que, de súbto, vê algo fora do normal. Foi essa a reação das pessoas ao verem aqueles galileus falando em outras linguas. Os sacerdotes, por outro lado, os acusavam de embriaguêz.
Diante de toda essa confusão, Pedro, se levanta e, com veemencia, fala da promessa do Espirito Santo encotrada em Joel. “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (2:28-31).
Imaginemos este Pedro que, poco antes, havia negado a Jesus e agora se levanta e com veemencia fala em favor do Mestre e expoe as mazelas das autoridades que O cruxificaram. O sermão de Pedro focou:
- O cumprimento profético da promessa do Espírito Santo.
- Os sinais precursores da volta de Cristo. (Escurecimento do Sol e da Lua).
- A promessa de salvação para todos que aceitassem o sacrifício de Jesus.
- Jesus, a quem eles cruxificaram, era o Messias enviado de Deus.
- Focou a divindade de Jesus.
- Ofereceu esperança de reconciliação.
O resultado foi o batismo de três mil pessoas.
Reviver a experiencia do Pentecostes em nossos cultos hoje constitue o maior desafio para nós adventistas. E para que isso aconteça só existe um caminho: entrega total e muito clamor em oração. Diz Ellen G. White: “Devemos orar tão fervorosamente pela descida do Espírito Santo como os discípulos oraram no dia de Pentecostes. Se eles precisaram disso naquele tempo, nós, hoje, mais ainda” (Testimonies, vol. 5, pág. 158).
Pedro, um homem inculto, pregou para as massas e o resultado foi sucesso total. Já no capitulo dezessete de Atos surge Paulo, um intelectual, pregando para as elites de seu tempo. As boas novas de salvação correram o mundo e chegou a Tessalônica onde Paulo discutia nas sinagogas. Não faltaram opositores e mordendo em ira bradaram: “Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui.” Quem dera essa exclamação fosse proferida por todas as cidades e lugarejos do mundo!
Como não foi possivel por as mãos em Paulo e Silas, prenderam a Jason que os ospedara em sua casa. Durante a noite, os irmãos enviaram os dois para Bereia e mais uma vez procuraram a sinagoga dos judeus. Ali o resultado foi diferente. O povo ouvia a amensagem e comparava com as Escrituras. Muitos se converteram.
Paulo chega a Atenas, o centro intelectual daquele tempo. Comovido com a idolatria dos atenienses resolveu pregar não só nas sinagogas mas também nas praças. Duas classes de filósofos se reuniram para debater com ele. Os epicureus e os estóicos. Epicureos eram os filósofos adéptos de Epicuro, filosofo que civeu trezentos anos antes de Cristo. Ele acreditava em Deus, e quando os seus colegas diziam que tudo veio do caus, ele perguntava: “e o caus veio de quem”?
Os estoicos formaram a escola estóica e recebe esse nome em homenagem do local onde foi fundada, a porta pintada ("Stoa Poikile"), em Atenas, por Zenão de Cício, por volta de 300 a .C. Paulo foi conduzido ao Areópago este, era o tribunal supremo de Atenas, composto de 31 membros, antigos arcontes, e encarregado do julgamento das questões criminais mais graves. Alcançou reputação de equidade e sabedoria e, por isso, o areópago passou a significar, figuradamente, assembléia ou corte de justiça augusta, imparcial e soberana.
Fico imaginando como Deus escolhe a pessoa certa para o momento e local certo. Pedro, indouto, o Espírito Santo o usou para pregar para as multidões. E Paulo, o apóstulo intelectual, foi uado pelo mesmo Espírito, para abalar os alicerces da cultura grega. Pelo pedigree apresentado pelos filósofos podemos imaginar o nível da discussão entre eles e Paulo.
Paulo iniciou o sermão, abriu as Escrituras e mostrou um Deus real. E mostrou que o Deus criador era o deus desconhecido que os atenienses adoravam sem saber quem era. “Paulo procurou desviar o culto e a devoção deles, dos ídolos e outras coisas vãs, para Deus vivo” (Lição página 149). O foco de sua mensagem foi:
- Deus é real e deve ser adorado
- Os atenienses não conheciam o Deus criador
- Deus é o criador do homem
- O Deus criador não pode ser comparado com os ídolos.
- A misericórdia divina.
- A ressurreição
- Os juízos de Deus. ( Ele estava falando para uma elite de juízes).
Devido um público diferenciado, a abordagem de Paulo foi mais doutrinária do que a de Pedro.
Na quarta, o estudo nos mostra o Evangelho sendo pregado em Corinto.Uma das cidades mais corruptas daquela época. E Paulo esclareceu que a adoração não se prende apenas aos fins de semanas, mas que faz parte de um estilo de vida.
Paulo recebe uma ordem divina para insistir na pregação, pois ainda tinha muita gente para ser alcançada em Corinto. A ordem veio acompanhada de uma promessa: “ninguém lançará mão de ti para te fazer mal”. O curioso é que, logo depois, os judeus prenderam a Paulo e o levaram ao tribunal. Mas o juiz recusou lhes dar atenção e os expulsou do dali e, Paulo saiu livre. Deus não nos livra da provação, mas sim na provação. Ele não livrou os amigos de Daniel da fornalha, mas sim na fornalha.
Dois motivos levaram os judaizantes a levarem Paulo ao tribunal. Eles não aceitavam a salvação pela graça. Se era difícil aceitar a Jesus como o salvador mais difícil ainda era abrir mão das regras acrescentadas, por eles próprios, a Lei. Eles fizeram uma regulamentação da Lei de Deus que era incoerente com os princípios divinos.
Na parte de quinta, Paulo dirige não mais ao “povo” de Corinto, mas a igreja de Corinto. “Å igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus , chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Corintios 1:2).
A igreja de corinto estava dividida em vários grupos e cada um era seguidor deste ou daquele apóstolo. “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” ( Atos1: 12 e 13). Os quatro primeiros capitolos Paulo aborda a necessidade de terem a Cristo como modelo e prega a necessidade de união entre eles.
Com uma igreja dividida assim, haja amor para neutralizar todas as divergencias. Mas os problemas da igreja de Corinto não restringiam apenas a este ponto. Lendo I Corintios vamos detectar uma enorme lista de desatinos cometidos por aquela igreja que causariam calafrios em qualquer pastor que fosse enviado para lá.
Como os irmãos de Corinto poderiam adorar em Espírito e em verdade se agasalhavam dentro de si divergências e pecados tão graves? Diante deste quadro, como está a nossa adoração? Diz Ellen G. White: “O culto de coração é o que Deus requer; as formas e o culto de lábios são como o metal que soa e o címbalo que tine. Vosso canto visa a exibição, não louvar a Deus com o espírito e o entendimento. O estado do coração revela a qualidade da religião do que professa piedade. Carta 1a, 1890” (Evangelismo, p 507).
domingo, 7 de agosto de 2011
“Nasceu ali”
Carmo Patrocínio Pinto
Farei menção de Raabe e de Babilônia àqueles que Me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali. Sl 87:4
Este verso mostra o quanto Deus nos conhece e sabe tudo sobre a nossa vida. Alguns acreditam que o salmista esteja se referindo às pessoas que nasceram em Sião, o Monte onde se situa a cidade de Jerusalém. Deus sempre teve um povo para anunciar o Seu maravilhoso plano de salvação ao mundo e Ele sabe pormenores sobre a vida de cada filho Seu. Nem sempre essas pessoas escolhidas corresponderam ao propósito divino. Israel e Judá tinham tudo para desenvolver o projeto de Deus na Terra.
Nenhum povo testemunhou tantas maravilhas e milagres como o povo de Israel e Judá. Porém, em muitos momentos, eles falharam, no entanto, na tentativa de salvá-los, o Senhor permitiu que fossem provados.
Certa vez, Jerusalém foi invadida pelos Assírios. Toda a cidade foi saqueada, inclusive o templo. Os filhos de Deus foram levados cativos e, aparentemente, não havia nenhuma possibilidade de reestruturação do reino. Longe da Pátria querida, eram submetidos a escárnio, vexame e vergonha. Mas esse salmo lhes trouxe uma mensagem de esperança.
A promessa de Deus foi que, um dia, Ele iria fazer um levantamento de todos os habitantes do mundo, identificando o local de nascimento de cada um. Aqueles que nasceram em Jerusalém e que foram dispersos ao redor da Terra seriam reunidos e formariam novamente um povo autônomo e abençoado. Que promessa confortadora! Em qualquer lugar do mundo onde eles estivessem seriam lembrados por Aquele que tem tudo nas mãos. Fico imaginando um israelita sendo escravo num país distante, longe de parentes e amigos, convivendo com outra língua e se adaptando a outros costumes. Para Deus, ele não é qualquer um. Ele “nasceu ali” em Jerusalém e jamais seria esquecido.
Você não é uma pessoa qualquer. Pelo sangue de Cristo você faz parte do reino de Deus. É um privilégio especial. O apóstolo Pedro afirma: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Deus nos chamou para testemunharmos ao mundo do Seu amor e misericórdia. Não sejamos como Israel, que se afastou do plano divino. Deus nos ama. Ama também aqueles que estão ao nosso redor e conta conosco para falar-lhes do maravilhoso plano da salvação.
“Nascer ali” como filho de Deus, mais do que um privilégio
é uma grande responsabilidade. Não existe maior alegria do que ver pessoas aceitarem a Jesus como Seu Salvador. Que Ele possa lhe dizer: você nasceu ali!
Meditação matinal Avivar a Esperança, p. 13
Em espírito e em verdade
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 3 a 10 de setembro de 2011. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de a meditação matinal Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
O caminho mais curto entre a Judéia e a Galiléia passava por Samaria. Mas os judeus usavam outro roteiro mais longo para evitar o contato com os samaritanos. Jesus, na intenção de remover barreiras, passou por Samaria. A cidade de Sicar era fora de rota, mas Ele decidiu passar por lá.
No caso da mulher samaritana o relato bíblico mostra que à medida que evoluía a sua conversa com Jesus, ela tinha uma nova compreensão de quem era Ele. Primeiro, ela vê um judeu atrevido que procura assunto com uma samaritana. Segundo, era um homem qualquer e, como qualquer outro, também tinha sede. Terceiro, um homem desprevenido, pois, estava junto do poço, mas não tinha vasilha para tirar água. Em quarto lugar, aparece uma dúvida: será que Ele é alguém maior que o nosso pai Jacó? Lembrando que os samaritanos tinham Jacó por pai assim como os judeus diziam serem filhos de Abraão. Em quinto lugar ela vê um homem que tinha uma água melhor do que a do poço de Jacó. Sexto, quando Jesus revelou que conhecia toda a sua vida íntima ela já viu nEle um profeta.
Neste ponto ela altera o roteiro da conversa. Ela mudou de assunto por dois motivos. Primeiro, o tema a incomodava, pois, aquele “profeta” sabia muito de sua vida íntima. Segundo, sendo Ele profeta teria condições de lhe esclarecer qual era o verdadeiro local de adoração. Os samaritanos esperavam um profeta que daria a palavra final sobre este tema. Jesus esclareceu que mais importante que o local, era o espírito do adorador. Ao fazer esta afirmação o objetivo de Jesus não era subestimar a adoração na igreja, mas chamar a atenção da mulher para Si próprio que deve ser o centro de toda a adoração.
Para os samaritanos o morro Gerizim, a cujo pé estão Sicar e o poço de Jacob era o verdadeiro lugar de adoração. Os samaritanos tinham erigido um templo em Gerizim ao redor do ano 432 a . C., mas tinha ficado em ruínas desde que foi destruído por Juan Hircano ao redor do ano 129 a . C.
Jesus foi claro a afirmar que o Redentor seria de origem judia e que era Ele próprio. Por fim, ela faz a sétima descoberta: estava diante de Jesus, o cordeiro de Deus. A mulher tinha expressado a crença de que quando viesse o Messias, ele declararia "todas as coisas" (Juan 4: 25), e agora este "profeta" declarava ser o Messias. A hora mencionada por Jesus já havia chegado. Poucos anos depois Jerusalém não seria mais a capital da adoração e o povo deveria saber disso com antecedência.
Até então, a adoração dos samaritanos e a dos judeus eram destorcidas. Os dois povos não se davam. Tanto em Jerusalém como em Gerizim ao invés de adorarem em espírito e em verdade o faziam em espírito de rivalidade. Jesus esclareceu que os verdadeiros adoradores seriam aqueles cuja adoração emana de um coração sincero, e não o culto que consiste essencialmente em formas e rituais realizados em algum lugar específico. Naqueles dias Jesus estava tentando unir todos os povos em uma adoração sem divergencias. E acrescentou: “o Pai procura a tais que assim o adorem”.
Na parte de domingo estudamos o Magnificat, "engrandece". A primeira metade do cântico de Maria expressa a sua gratidão pessoal (vers. 46-50), e a segunda metade se refere à ação de graças da nação (vers. 51-55). Este canto revela o caráter de Deus e destaca a graça (vers. 48), a onipotência (vers. 49, 51), a santidade (vers. 49), a misericórdia (vers. 50), a justiça (vers. 52-53) e a fidelidade (vers. 54-55) de Deus. “Maria pensa primeiro em si mesma, em seus profundos sentimentos de adoração e de santo gozo. Foi escolhida e honrada acima das outras mulheres, e se maravilha de que Deus a tenha tomado em conta passando por alto a outras. Não vê nenhuma razão para que tenha sido escolhida antes que outras. Não vê nada que a faça digna ante Deus” (Comentário Bíblico Adventista)
Em suma, o seu cântico tinha por objetivo magnificar o nome de Deus e ela o fez com uma sabedoria que só o Espírito Santo poderia inspirar. O foco principal do seu cântico é enaltecer a misericórdia de Deus.
Na segunda, estudamos adoração e serviço no contexto das tentações de Jesus segundo narra São Lucas. Em se tratando das tentações de Jesus, pessoalmente prefiro a sequencia apresentada por este evangelista. Para mim, ela oferece uma melhor adequação às fases da existência humana. Serviço neste caso não é no sentido de trabalhar mas sim, de servir a Deus e ter Ele como Senhor da vida.
O servir dá a idéia de que a pessoa se dedica completamente ao Senhor. Sem entrega completa não há adoração completa. Não há como oferecer perfeita adoração com coração dividido. O próprio Jesus afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” ( Mateus 6:24). Servir por inteiro não é fácil e, como satanás sabe disso, ele se esmera em propor situações que desviam o nosso foco dAquele que nos criou. Na terça estudamos que antes de sabermos onde adorar é necessário conhecer a quem adorar. Provavelmente a samaritana tenha ficado pasma com as palavras de Jesus: “vós adorais o que não abeis” (João 4:22). Enquanto os seus pensamentos vagavam entre o monte Gerizin e Jerusalém Jesus, que estava junto dela e que deveria ser o centro da adoração era ignorado.
Talvez, a nossa situação não seja a mesma dos atenienses que adoravam “o deus desconhecido”, pois não é dificil identificar os deuses que teem desviado o foco de nossa adoração. De todos eles, o que mais exerce domínio sobre nós e, o mais difícil de ser identificado, se chama EU. Qualquer descuido é suficiente para ele se projetar no altar da adoração.
A adoração em espirito e em verdade só pode partir de um coração inteiramente entregue ao Senhor. Um coração que ame a Deus e ao próximo. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lucas 10:23). Como os samaritanos poderiam demonstrar amor ao próximo tendo os judeus sempre atravessados na garganta? E nestas condições como apresentar a Deus uma adoração aceitável? Tanto judeus como samaritanos tinha muito o que aprender para se encaixarem na qualificação de verdadeiros adoradores.
Um detalhe curioso que temos visto nos estudos deste trimestre é que Jesus em nenhum momento recusou a adoração das pessoas. Desde o leproso agradecido até o presidente da sinagoga implorando por socorro, de nenhum deles Jesus recusou a adoração. Com essa atitude o Mestre não estava demonstrando nenhum egocentrismo ou usurpação de direitos. Ele é Deus eterno e incriavel e “todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3) “Cantai a glória do Seu nome; dai glória ao Seu louvor” (Salmo 66:2).
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Adoração: do exílio à restauração
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 27 a 3 se setembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor do devocional Avivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
O estudo retrata um período difícil para o povo de Deus. Os Jebuseus habitavam Jerusalém na época da conquista da Palestina pelos israelitas. Eles ainda viviam em Jerusalém antes da sua ocupação pelo rei Davi, narrada no livro de II Samuel 5:6-9; o livro dos Reis afirma que Jerusalém era conhecida como Jebus antes da ocupação israelita. Devido à vantagem militar que possuía e a segurança garantida pelas muralhas da cidade, também conhecida por fortaleza de Sião, os jebuseus não foram expulsos quando os israelitas entraram na terra Prometida, contrariando a ordem divina dada a Israel. Josué 15:63 afirma: “porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que habitavam em Jerusalém tornando-se então um território neutro na fronteira entre as tribos de Benjamim e de Judá”. Eles faziam parte das sete tribos que habitavam as Palestina por ocasião da chegada dos israelitas em Canaã.
A convivência com os Jebuseus conduziu o povo de Deus a apostasia. Passaram a dorar ídolos e profanaram a adoração. O reino do norte foi decaindo e, também, Judá não ficou imune. Desde então a vida dos filhos de Deus se tansformou em uma inconstante instabilidade que culminou com o cativeiro. Assíria emergiu como uma potência. No auge do seu poder, ela tomou a Síria, o Egito e Israel (o Reino do Norte). Anos depois, Nabucodonosor invade Jerusalém. O povo é levado cativo e, com a destruição do templo, eles perderam a sua identidade étnica e religiosa. Daí para frente foram setenta anos de cativeiro humilhante e infame. A causa ficou bem clara: no passado o povo de Deus permitiu que um povo idólatra permanecesse entre as suas tribos.
Por ser o templo a casa de Deus, o povo não acreditava que o Senhor, um dia, iria permitir a sua destruição. Ledo engano! Do momento em que o templo foi usado para agasalhar falsos deuses, ele deixou de ser a habitação de Deus e a sua existência não tinha mais sentido. Curioso: Ezequiel viu setenta anciãos de Israel dentro do templo ofertando incenso aos ídolos e foram setenta anos a duração do cativeiro. É lamentável, mas o pecado continua destruindo templos, vidas e sonhos. Compactuar com ele é um desastre.
O povo foi previamente instruído de que se a apostasia prevalecesse os juízos de Deus seriam inevitáveis. Parece que eles pensaram que Deus não seria tão justo assim. Todo cuidado em nossa adoração nunca será demais. É necessário fazermos uma avaliação de como estamos adorando. Quando a adoração se transforma em provocação Deus age com firmeza. “Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei” (Ezequiel 8: 18).
Os setenta sacerdotes da visão de Ezequiel foram vistos oferecendo incenso às imagens de animais pintados nas paredes internas do templo. Já estudamos em lições anteriores que o grande conflito será travado no campo da adoração. E o autor da lição nos adverte que o segundo mandamento que proíbe a idolatria e o quarto mandamento que mostra a identidade do verdadeiro Deus, foram alterados pela igreja católica. Os livros proféticos de Daniel e Apocalípse deixam isso bem claro. Em breve o mundo será convocado a adorar a besta e a sua imagem.
Na parte de terça nos deparamos com uma mensagem de esperança. Jeremias mostra o grande amor de Deus para com o Seu povo apostatado e o desejo de resgatá-los do cativeiro. Ageu traz a séria advertência de que era chegada a hora de reconstruir o templo. Porém, algo grave estava acontecendo. O povo já havia se acostumado com o cativeiro. Mesmo pagando pesados impostos, cada um conseguiu construir a sua casa própria e se achavam felizes nesta situação. Aqui temos duas lições. Na primeira aprendemos que é facil a pessoa se acostumar com o pecado. E na segunda, a doutrina da prosperidade tem miminizado tanto a necessidade de um lar de descanso, que dificilmente uma das igreja que advogam essa prática, fala sobre a volta de Jesus e muito menos sobre as maravilhas da Nova Terra.
Para o povo de Deus não era o momento para se preocupar em voltar do cativeiro e reconstruir o templo. Eles tinham coisas mais atraentes e mais importantes para fazer. Este espírito de acomodação ameaça a vida cristã de todos nós. Ageu mostrou para o povo que Deus estava limitando as Suas bênçãos por causa do desinteresse pela reconstrução do templo. O momento não era para apatia, mas para ação e reação. “Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor. Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? Diz o Senhor dos Exércitos: Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa” (Ageu 1: 6-9).
Nem todos os judeus foram levados para o Babilônia. Apena os mais fortes e os mais saudáveis. Em Jerusalém permaneceram os dficientes, os incapases e desprotegidos. Com a cidade destruída e um governo subjugante podemos imaginar como era a vida dessas pessoas.
A mensagem de Deus foi: “não é tempo de morar em casas estucadas” e o Senhor completa: “reconsiderai os vossos caminhos”. Certa vez os irmãos de minha igreja resolveram reformar a minha pequenina igreja natal. Nas discuções sobre o que fazer e como fazer um membro foi enfático: “A nossa igreja necessita com urgencia de uma reforma e ela deve ficar melhor do que as nossas casas.” E assim aconteceu.
Vivemos no momento mais solene da história da humanidade. O mundo caminha rapidamente para o fim e Deus nos confiou uma urgente mensagem de salvação para anunciar.
O povo tinha lá os seus motivos para postergar a reconstrução do templo. Primeiro, aparentemente a vida estava muito boa. Segundo, eles não viam possibilidades financeiras e nem políticas favoráveis à reconstrução do templo. Mas o Senhor insistiu: “É hora de reconstruir.” Nos tempos bíblicos a memória dos antepassados era lembrada com respeito e carinho. Os ossos de José foram transportados do Egito para a terra de Canaã. Ser sepultado na terra natal significava honra e respeito. Os sepulcros dos pais mereciam uma atenção especial e, Deus na luta para convence-los pergunta: “Onde estão agora os seus antepassados?” Muitos estavam sepultados no exílio, bem longe de Jerusalém e os sepulcros dos que morrema em Jerusalém estavam abandonados. Tudo porque negligenciaram a adoração ao Deus verdadeiro.
Neemias fêz parte do grupo que foi deportado. Parece que a vida dele no exílio era muito boa. Morava no palácio real incrustrado dentro de uma fortaleza e o rei gostava muito dele. Mas saber como estavam os que permaneceram em Jerusalém era uma preocupação que lhe roubava a paz. E foi neste contexto que alguns mensageiros truxeram o triste relato: “E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo” (Neemias 1:1-3).
Neemias fêz o que lhe era possível: Jejuou e fez uma poderosa oração intercessória.. Na sua súplica ele lamenta os desvios de seu povo e, como é próprio do intercessor, ele se coloca como o principal trangressor. Ele não teve como ocultar a sua tristeza diante do rei e, este desejou saber o que estava acontecendo. Mesmo correndo risco de vida, ele foi claro: “Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo?” (Neemias 2:2 e 3).
Parece que os judeus que moravam confortavelmente no exílio não sabiam da triste situação de seus irmãos em Jerusalém. Mas Deus sabia e Se preocupou em resolver a situação. E, enquanto os exilados continuavam apáticos e indiferentes, Deus comoveu o próprio rei opressor para abrir as postas para que a reconstrução acontecesse. Cada profecia bíblica tem o seu cumprimento exatamente conforme foi anunciada, acredite o homem ou não.
Não esqueçamos da leitura da nota do estudo adicional de sexta: “Os tempos de provação que estão diante do povo de Deus reclamam uma fé que não vacile. Seus filhos devem tornar manifesto que Ele é o único objeto do seu culto” (Profetas e Reis p. 512). E “há o constante perigo de que cristãos professos venham a pensar que para exercer influência sobre os mundanos, necessitem conformar-se até certo ponto com o mundo” (Profetas e Reis p.570).
terça-feira, 2 de agosto de 2011
“Não confie em palavras”: os profetas e a adoração
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto. Autor de a Meditação Bíblica Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo – Central de Taguatinga, DF.
Nesta semana vamos estudar um assunto que fala da nossa necessidade de vivermos em permanente espírito de adoração ao nosso Criador, Mantenedor e Salvador. Veremos que uma adoração, apenas de fim de semana, por mais dedicada que seja, deixa a desejar em nosso relacionamento com Deus. Quando adoramos assim, a tendência é esquecermos-nos dos nossos compromissos com o Criador durante os dias que antecede o sábado. O resultado desta adoração seccionada nos induz gradativamente a uma vida negligente e hipócrita.
Na minha infância conheci um garoto muito peralta. A sua presença na sala de aula era sinal de problemas para a professora. Em quanto ela escrevia na lousa ele aprontava as suas, mas logo que a mestra voltava os olhos ele se apresentava tão concentrado na aula que fazia dó repreender um aluno tão exemplar. Certo dia, após aprontar mais uma, a professora olhou firmemente para ele e falou sério: “você é um santo, mas está expulso da sala de aula”. Aqueles momentos de santidade fingida daquele aluno eram mais irritantes para a professora do que as falcatruas que ele havia praticado antes. Uma adoração ocasional, às vezes fingida, é vista por Deus como deboche intolerável. Um lembrete: somos salvos pela graça, mas as nossas obras podem afastar muitos do caminho rumo ao Céu.
O povo de Israel e depois, também Judá, viviam de qualquer jeito durante a semana, mas no sábado desfilavam santidade. E pior, não faltavam conselheiros para endossar essa prática hipócrita. Alguns profetas, como Isaías, Jeremias, Ezequiel e Miquéias, lutaram muito para conduzir os dois povos à verdadeira adoração.
A principal bronca de Miquéias versava sobre o ato indiscriminado de oferecer sacrifícios. A oferta de animais apontava para Jesus que, um dia viria ao mundo morrer pelos pecadores. O sacrifício só deveria ser oferecido quando o pecador demonstrava profundo arrependimento de seus pecados. Mas o comum, naquela época, era ofertar o animal sem nenhuma reflexão da parte do ofertante, a respeito de sua vida pessoal. Tal prática era vista pelo Céu não como adoração, mas como uma afronta ao Criador.
Miquéias relembra o povo de como Deus foi paciente com eles desde a saída do Egito até Canaã e, insiste para que o povo relembre de tudo o que aconteceu no curto trajeto entre Gilgal e Sitim. Gilgal se localiza ao lado das margens do Jordão e foi o último acampamento de Israel antes de entrar na terra de Canaã. Foi ai que Moisés indicou Josué para conduzir o povo até a terra prometida. Foi ai que ele elaborou o seu último cântico exaltando o cuidado de Deus para com o Seu povo. Ali encerrava a providencial travessia do deserto. Não mais a escravidão egípcia, não mais as agruras do deserto. Não mais o Maná. Pela providência divina eles chegaram a Gilgal sãos e salvos. E do outro lado, a poucos metros, estava a esperada terra dos seus sonhos. Eles deveriam lembrar-se da incrível travessia do Jordão numa época de cheias. O primeiro acampamento ao pisarem a terra prometida aconteceu em Sitim. Esta cidade representou um marco da vitória de Deus em favor de Seu povo. Foi ali que o Senhor provou, mais uma vez, o Seu imensurável amor por Seus filhos errantes. Balaque contratou Balaão para amaldiçoar Israel. Deus agiu rápido e as palavras que saíram da boca deste profeta foram de bênçãos e não de maldição.
A intenção de Ezequiel era que, diuturnamente, o povo vasculhasse as prateleiras da memória e, com estas lembranças bem vívidas em suas mentes celebrassem cultos de sincera gratidão. Mas o que se via durante a semana era uma vida em verdadeiro descompasso com os princípios divinos.
Isaías foi o profeta do reino de Judá. O seu chamado para o serviço profético se deu no ano em que morreu o rei Usias. Este rei revolucionou a agricultura de seu tempo e fortaleceu as forças armadas. Foi um governante próspero e eficiente. Mas no final de sua vida se aventurou a entrar no Santuário e ofereceu sacrifícios, uma atividade exclusiva dos sacerdotes. Em consequência morreu leproso. Creio que a maneira como Deus chamou Isaías tinha, pelo menos, cinco propósitos: Primeiro, consolar o profeta mostrando que Deus é o nosso grande Rei de verdade. Segundo, mostrar para Isaías a Sua glória e poder. Terceiro, o profeta deveria ter uma noção do que representa estarmos diante deste Deus onipotente. Em quarto lugar o que Deus fez com os lábios de Isaías Ele esperava fazer com todos os filhos de Judá. E, por último, a visão mostrou para Isaías, a incoerência que existia entre Judá e a verdadeira adoração.
Seria bom ler a primeira parte do capítulo 1, especialmente os versos 4 e 9. Diz os versos: “Ai, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás... Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes à Gomorra.” A advertencia foi feita não para o mundo, mas, para a igreja daquele tempo. E mais, pela misericordia de Deus, ali estava o remanecente de Judá, pois a maioria do povo já havia sido destruída por causa da sua apostasia. Agora Isaias vê este remanecente que deveria erguer a bandeira da verdadeira adoração, apresentar um culto hipócrita e repugnante a Deus. O profeta continua fazendo um apelo: “Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas” (verso17). E conclui com um convite de amor: “Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (verso 18). O amor de Deus é algo incompreensível ao entendimento humano!
No capítolo 44 o Senhor Se apresenta como o Deus criador, protetor e mantenedor. Mas com todo este quadro de apostasia, Deus manifesta a Sua esperança de que um dia o povo voltaria com coração contrito. Diz o verso 5: “Este dirá: Eu sou do Senhor; e aquele se chamará do nome de Jacó; e aquele outro escreverá com a sua mão ao Senhor, e por sobrenome tomará o nome de Israel.
Nos versículos de 9 a 20, Deus mostra a inutilidade dos ídolos e apresenta a triste conclusão a que chegam os seus adoradores: ” Tal homem se apascenta de cinza. O seu coração enganado o transviou, de modo que não possa livrar a sua alma nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?”
O que poderá ser o meu ídolo? Uma pessoa famosa, dinheiro, um dom ou até mesmo uma roupa ou modelo de calçado. A lição esclarece que uma adoração assim é “sem nenhum valor”. É triste a situação de quem vive apegado a algum ídolo. E lembremos de uma triste realidade, o pior ídolo se chama EU. Quando ele se sobressai no altar, podemos imaginar que os anjos batem asas em retirada. E um detalhe: quando isso acontece, as vezes, só Deus detecta.
Para prestarmos um culto aceitável a Deus temos que estar bem alertas. Paulo nos adverte: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Co 13:5).
Na parte de quinta feira Jeremias mostra até onde pode ir a presunção de um suposto filho de Deus. O povo estava usando o templo para oferecer sacrifícios a rainha do céu que, segundo alguns comentaristas, seria esposa do deus Baal. Era uma deusa voltada para o séxo e a sua cultuação era acompanhada de orgias sexuais. No momento em que tomaram essa atitude, o templo deixou de ser o lugar da habitação de Deus. A profanação foi tamanha que Jeremias se recusou a entrar nele. O profeta se posicionou na porta e dali deu a sua mensagem. Algo parecido fêz Lutero, séculos depois, em 31 de outubro de 1517 quando fixou na porta da Abadia de Wittenberg as 95 teses "Contra o Comércio das Indulgências.”
Com toda essa profanação os adoradores insistiam em dizer: “Templo do Senhor templo do Senhor, templo do Senhor é este” (verso 4). Quando entramos na igreja, ou mesmo na nossa devoção doméstica, devemos ter a concienscia de que estamos diante do “...Alto, e o Excelso, que habita a eternidade, de quem o nome é Santo: Habito no alto e santo lugar...”(Isaías 57:15).
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Conformidade, concessões e crise na adoração
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de agosto de 2011. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação matinal Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.
Depois da queda do homem, Deus deu orientações seguras de como deveria ser a adoração. As principais mudanças foram duas. Em primeiro lugar a adoração envolveria o Plano da Salvação e, numa sequência lógica, envolveria também a música. Isso porque Deus sabe da capacidade de Satanás nessa área.
A lição apresenta duas palavras difíceis de ser definidas em se tratando da Adoração. Conformidade e concessão. O dicionário define conformidade como: qualidade do que é conforme ou de quem se conforma; analogia, identidade, semelhança; resignação, submissão. Trocando em miúdos é a pessoa aceitar algo novo, diferente. No caso de concessões é: ação ou efeito de conceder; licença, permissão, privilégio. E a mais interessante: consiste em concordar com o adversário em alguma coisa que se lhe podia contestar.
Ás vezes nos admiramos de Arão, com toda a luz que tinha, ter construído um bezerro de ouro. Parece que foi tudo muito fácil. Cedeu sem questionar. Porém, a situação para nós hoje parece mais delicada, pois, além da farta orientação inspirada, temos a história de como o povo de Deus sofreu no passado por prestar uma adoração incorreta.
O verso áureo nos exorta a usar alimento sólido e exercitar as nossas faculdades para discernirmos o bem do mal. Alimento sólido nos dias de hoje, seria o culto diário com oração, vigilância, estudo da Bíblia e do Espírito de profecia com auxilio da farta literatura oferecida ou indicada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estes são alimentos sólidos que nos momentos de dúvida proporcionarão força e base para decidirmos com sabedoria.
Não podemos esquecer de que Deus acompanha de perto as nossas atitudes na adoração e nada passa despercebido ao Seu olhar. A NASA (agencia espacial norte-americana) divulgou imagens super detalhadas de uma das nebulosas planetárias mais próximas da Terra, a nebulosa Helix que fica a 650 anos-luz daqui, cerca de 6,15 quatrilhões de quilômetros. A nebulosa Helix tem a aparência de um olho gigante com milhões de quilômetros de diâmetro e é identificada por alguns astrônomos como o “Olho de Deus.” Mas sabemos que o verdadeiro olho de Deus supera toda essa magnitude.
Diz o texto sagrado: "Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). O olhar de Deus vai além da capacidade do olho humano. Ele vê o profundo de nosso ser e conhece todos os nossos pensamentos. E mais, Deus não dorme e nem cochila.
Contemplando o nosso mundo, Deus viu como era bela a paisagem antes do pecado. Folhas que não murchavam e flores que perpetuavam a sua beleza. O homem desfrutava da inocência que só uma vida sem pecado pode proporcionar. Mas, depois da queda as coisas deterioraram. O ser humano tornou-se violento e não mais tributava a Deus a gloria devida ao Seu nome. Para preservar a raça o Senhor teve que intervir permitindo o dilúvio.
Dificilmente o cristão se apostata de uma vez. Sempre existe um sistema gradual de apostasia. Aos poucos, ás vezes sem perceber, a pessoa vai cedendo até que ultrapassa o limite de segurança. (Sugerimos leitura da página 312 da meditação Avivar a Esperança). A Bíblia é clara ao apresentar a nossa tendência para o mal. E mais, podemos ser enganados por nos mesmos. Salomão nos advertiu: “Sim, há caminho que ao homem parece direito, mas o seu fim são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12). A nossa fragilidade se prende ao fato de confiarmos em nos mesmos e em outras pessoas. A nossa segurança está em confiarmos em Deus que tudo vê.
A pergunta de número dois mostra duas maneiras de conduzirmos neste mundo. Seguir os nossos próprios olhos significa perigo. “Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos”. “Quando ouvires a voz do Senhor teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno; para fazeres o que for reto aos olhos do Senhor teu Deus” (Deuteronomio 12:8 13:18).
O autor da lição mostra a tendencia do homem de fazer tudo o que parece bem aos seus próprios olhos. Um comportamento diferente daquele que decide fazer o que é reto aos olhos de Deus. Sempre que o homem segue os seus próprios olhos as consequencias são desastrosas. Temos inúmeros exemplos na Bíblia, entre eles Eva, Caim, Saul, Sanção, Judas e tantos outros.
Por mais que fosse favorecido pelo Senhor, por mais abundantes que fossem as bênçãos que Salomão tinha, ele começou a perder o caminho. Ellen G. White deixa isso claro: "Tão gradual foi a apostasia de Salomão que, antes que dela se advertisse, tinha-se afastado de Deus. Quase imperceptivelmente, começara a confiar cada vez menos na divina guia e bênção, e a pôr a confiança em sua própria força. Pouco a pouco, deixou de prestar a Deus aquela obediência retilínea que devia fazer de Israel um povo peculiar, e conformou-se cada vez mais intimamente aos costumes das nações ao redor. Rendendo-se às tentações resultantes de seu sucesso e honrada posição, ele esqueceu a Fonte de sua prosperidade." – Ellen G. White, Profetas e Reis, pág. 55.
“Tal qual Salomão, o homem mais sábio que já existiu, nós não somos tão fortes quanto pensamos.” Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas. A Bíblia afirma que na velhice as mulheres lhe perverteram o coração. É fácil entender. Astarote era a deusa do sexo e Salomão não tinha mais o vigor da juventude. As suas mil mulheres imaginaram que a deusa poderia resolver o problema.
Salomão foi um rei de obras grandiosas, gerando também grandes despesas. Para pagamento destas despesas o povo teve de arcar com mais impostos. Após a morte do rei o povo se dirigiu ao sucessor Roboão pedindo a redução dos pesados encargos colocados sobre eles. Roboão seguindo o conselho de seus amigos jovens disse que em seu reino o jugo seria mais pesado que o de seu pai. Após essa decisão de Roboão o povo se negou a continuar sendo governado por ele. Levantaram como rei de Israel Jeroboão, ficando sob as ordens de Roboão apenas a tribo de Judá e Benjamim (1 Re 12). A divisão do reino foi consequência da apostasia de Salomão.
“Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua família como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor. Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dDele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas idéias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus” (Dennis Allan).
O autor da lição enumera seis características que tornavam o culto proposto por Jeroboão parecido com o verdadeiro culto oferecido a Deus. Parece que ele aprimorou as coisas. Fez não um, mas dois bezerros de ouro e para facilitar para os israelitas instituiu não uma, mas duas cidades como locais de adoração. Tudo isso para que o povo deixasse de prestar o verdadeiro culto em Jerusalém.
É tênue a linha divisoria entre a verdadeira adoração e a falça. Satanás apresentou para Caim uma maneira diferente de adorar e, ao ver que a sua técnica funcionou, desde então, o inimigo trabalha para desvirtuar o verdadeiro sentido da adoração. Nos tempos de Elias milhares se reuniam ao redor dos altares de Baal e Maloque. Enquanto crianças eram sacrificadas, orgias sexuais completavam a adoração espúria. Essas práticas se acentuaram no reinado de Acabe. Não é a toa que o seu nome é Acabe. Ele acabou com a verdadeira adoração. Acabe sabia como deveria adorar, mas preferiu se submeter aos caprichos de Jezabel. Ele tinha argumentos fortes para contestar as atitudes de sua esposa ímpia, mas preferiu se curvar em nome do amor.
Deus permitiu que a família de Onri governasse Israel durante quatro gerações. O segundo rei da dinastia de Onri foi Acabe, que é descrito em 1 Reis 16:30 como o pior do que todos os reis de Israel.
Optar ser dirigido pelo olhar de Deus é andar por fé e não por vista. Quem se propoe a ser dirigido pelo olhar dAquele que tudo vê desfruta de paz com Ele, com o próximo e consigo mesmo. O olhar de Deus tem duas aplicações: permite que sejamos guiados e ao mesmo tempo nos acompanha em todas as nossas ações. Cuidado! Não é porque alguém é pastor, ancião, maestro, rico ou pbre que está vacinado contra o mal.
“A adoração é tema central no Grande Conflito, e merece atenção especial nos últimos dias, quando o profano está tão perto do sagrado... No mundo atual há uma generalizada busca por sensações, uma demanda por excitações. No culto e nas igrejas não é diferente. As pessoas querem emoções” (Pr. Cláudio Hirle). Os embates entre os teólogos de Baal e Elias é um exemplo do que acontecerá próximo a volta de Jesus. O desafio será brevemente lançado. Qual altar escolheremos?
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