sábado, 7 de julho de 2012

Preservando relacionamentos


Comentário da lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de julho de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Não sabemos quantas pessoas aceitaram a Cristo em Tessalônica, mas independente de quantas foram, essas pessoas eram motivo de todo o carinho por parte de Paulo. Elas eram a prova de que o amor de Deus é extensivo a todos os habitantes da Terra. E mais: Deus estava abençoando o seu trabalho.
            Todo o sofrimento que experimentou em sua curta permanência em Tessalônica apenas serviu para fortificar o seu amor pelos irmãos em Cristo. Os laços de amizade e fraternidade cristã que estabeleceu com os irmãos ali jamais deveriam arrefecer. Pelo contrário, seriam motivos de permanente regosigiu por parte do apóstolo.
            É interessante observar a nossa situação atual. Quantos, logo depois da conversão, desistem da caminhada cristã.  E o mais triste da situação é que a maior queixa dessas pessoas é o distanciamento e a indiferença da igreja. Paulo nos dá um solene recado. Estes irmãos deve ser o motivo especial de nossa atenção. É necessário fortalecer os vínculos afetivos dentro da igreja. O amor deve ser desenvolvido e praticado.

Domingo
            O verso cinco de Atos dezessete fala da reação de ódio de alguns tessalonicenses para com Paulo e Silas. Diz o texto: “Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo.”
            Veja que curioso: As ações da tuba foram movidas pelo ódio. Então “alvoroçaram a cidade” contra Paulo. E a acusação contra Paulo era de que ele e os seus colegas de ministério estavam “alvoroçado o mundo”. “E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” (Atos 17:6).
            Os Judeus se juntaram com os piores homens da cidade. Eles eram assaltantes que agiam movidos pelo ódio. Paulo movido pelo amor pregava a salvação. Felizmente ele e seus colegas de ministério conseguiram alvoroçar o mundo.
            Hoje, salvo raríssimas exceções, as portas estão abertas para a pregação do evangelho em todo o mundo. Vivemos uma grande oportunidade para evangelizar e testemunhar. Sabemos que em breve não será mais assim.

Segunda
            Os irmãos se juntaram para salvar Paulo e Silas e os enviaram à Beréia. Paulo ao chegar a Tessalônica procurou a sinagoga e essa atitude quase o levou a morte. Mas mesmo diante do perigo ele não mudou de estratégia e, em Beréia foi direto para a sinagoga. Mas o resultado foi muito diferente. Foram recebidos com alegria e com boa vontade estudavam as Escrituras.
            Costumo dizer que a Igreja Adventista não precisa convidar ninguém para ser adventista. Basta convidar as pessoas para estudarem a Bíblia. Estudando a Bíblia, com certeza, eles encontrarão a nossa igreja. Temos uma sólida base doutrinária que nos encoraja a não nos envergonharmos do evangelho de Cristo.
            Os bereanos ouviam a mensagem na sinagoga e ao chegarem em casa conferiam tudo com as Escrituras. Com esse comportamento não tem como não entender as verdades eternas.
 Durante a minha vida profissional, por várias vezes, me deparei com pacientes que recusavam a aceitar o tratamento indicado pela equipe de saúde. Sem o interesse do paciente não tem como um tratamento surgir efeito. Por outro lado, quão animador é para a equipe quando o paciente aceita as orientações e colabora para que tudo termine bem. Imaginemos a frustração de um professor que insiste em ensinar uma matéria para determinado aluno que se recusa em aprendê-la.
Aqui vai um detalhe: Não é por isso que vamos pregar só para quem nos ouve com interesse. O evangelho deve ser apresentado a toda nação, língua e povo. O semeador saiu a semear, mas nem toda a semente germinou e produziu frutos.

Terça
A orquestra da vida missionaria de Paulo era uma sequencia com atos repetitivos, emocionantes e contínuos.  O entusiasmo com que pregava dava o tom. Era uma orquestra admirada por uns e odiada por outros. Para granjear a simpatia de seus ouvintes, às vezes ele propiciava interlúdios que prendesse a atenção das pessoas despertando o interesse delas para o próximo ato.
Ao chegar a Atenas Paulo procurou a sinagoga e continuou o seu discurso falando de Jesus. Logo o “paroleiro” foi intimado a comparecer no Areópago e dar explicações sobre a “nova doutrina”.  
Paulo estava perplexo diante da idolatria reinante na cidade e decidiu iniciar a sua fala no Areópago contando uma história. Disse ele: “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:23). Essa introdução despertou o interesse de todos os ouvintes.
Além de sacerdotes, filósofos gregos de diferentes escolas faziam parte do seu auditório.
Os filósofos epicureus acreditavam que o mundo começou a existir por acaso e que se os deuses existissem eles não se preocupavam nem se envolviam com os homens. Para eles, o maior ideal da vida era buscar o prazer e evitar o sofrimento e a dor.
Os estóicos acreditavam em um poder divino que havia criado e ordenado o universo e depois estabelecido leis fixas para governar a vida. Eles ensinavam que as necessidades individuais do homem não eram importantes e que seu dever era aceitar seu destino na vida. Com a introdução que fez, Paulo conseguiu capitar a atenção de todos.
Mesmo assim nem todos creram. “Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros” (Atos 17:34). A sua estratégia funcionou.

Quarta
A vida de Paulo era uma perigosa e constante aventura. E ele já tinha uma perspequitiva do que poderia lhe acontecer. Certa vez disse: “Senão o que o Espírito de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações” (Atos 20:23).
Pregando na sinagoga, pessoas influentes aceitaram a mensagem. Mas os judeus se levantaram contra ele e o levaram ao tribunal. Paulo estava sedento de falar, mas Gálio, procunsul de Acaia, não permitiu e usando da palavra o defendeu com veemência e clareza. E mais uma vez, pela providência divina, Paulo estava livre para continuar pregando a Palavra. (Ler Atos 18 e as notas da lição de quarta feira).
Enquanto os judeus exigiam provas de que Jesus era o Cristo, os gregos (gentios) procuravam saber mais do grande amor de Deus. Os judeus de Corinto agiram com dureza. Rejeitaram a mensagem apresentada por Paulo. Mas como ele era um teimoso persistente declarou: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23).
Em Corinto a mensagem de Paulo foi direcionada aos gregos. Convencer judeus ainda fazia parte do seu ministério, mas deixou de ser prioridade.

Quinta
            Em seu relacionamento com os tessalonicenses Paulo enumera alguns pontos para os quais devemos atentar.
            - Ele se sentia feliz pela receptividade dos Tessalonicenses ao evangelho. (1 Tessalonicenses 2:1).
            - Era o seu desejo apresenta-los como troféus a Cristo em Sua vinda. .(1 Tessalonicenses 2:19).
- Enviou-lhes duas cartas com o propósito de confirma-los na fé. (1 e 2 Tessalonicenses).
            - Enviou Timóteo para checar como estavam. (1 Tessalonicenses 3:2).
            - Ficou feliz com a noticia de que eles permaneciam firmes na fé. (1 Tessalonicenses 3:6 e 7).
            - Orava diariamente por eles. (1 Tessalonicenses 3:10).
            Paulo tinha uma real estima não só pelos Tessalonicenses, mas por todos que aceitavam o evangelho. Naquele tempo não era fácil manter contato com as igrejas estabelecidas. Mas ele fazia o máximo para manter contato e estreitar os relacionamentos.

Conclusão
            Ao falar de nossa atenção para com as pessoas Ellen G. White nos faz uma seria advertência. Ver nota da lição de sexta feira. Sejamos honestos: fazemos pouco para alcançar as pessoas e fazemos quase nada para mantê-las junto de nós e de Cristo.