sexta-feira, 3 de abril de 2015
"São quase nove horas
E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. Romanos 13:11
Quando os meus avôs paternos conheceram a Igreja Adventista do Sétimo Dia, lá pelos idos de 1947, eles moravam próximos de um lago natural, distante da cidade uns oito quilômetros, cujo nome era Poção.
Para mim, o Poção era um lugar tétrico e mal assombrado. Margeando o lago, existia uma estrada velha abandonada. Meus pais diziam que ali caminhavam os escravos, e uma cruz plantada debaixo de uma árvore indicava o lugar da morte de um deles. Sempre que eu passava naquela estrada, sobretudo à noite, parecia ouvir um daqueles miseráveis choramingando por compaixão.
O percurso até a igreja era feito a pé, o que não impedia aos recém-conversos de chegarem pontualmente aos sábados, domingos e quartas-feiras. No caminho, íam cantando algum dos cem hinos de um pequeno hinário, o único que tínhamos naquele tempo. Durante o trajeto, era comum parar em uma das duas casas da beira do caminho, para fazer o que Jesus fez junto ao poço de Jacó: pedir água para beber. Rapidamente ficaram conhecidos como “os adventistas do Poção.”
Num sábado de manhã, ao aproximarem da última casa, próxima da cidade, ouviram uma voz feminina vinda do quintal que perguntou a alguém que se encontrava dentro de casa: “que horas são”? A voz de um jovem se ouviu rápida e segura: “eu não tenho relógio, mas pelo que estou ouvindo são quase nove horas, pois os adventistas do Poção estão passando.”
Aos cinco anos de idade, conhecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia era algo maravilhoso. Tudo nela me encantava e quando a minha tia, entremeando sorrisos, me contou esse fato, fiquei emocionado. Eu estava frequentando uma igreja realmente fantástica e, para mim, ela era o relógio do mundo.
Aquele jovem que até o momento não tinha nenhuma noção de tempo, viu nos adventistas do sétimo dia um relógio fiel e confiável que não atrasa e nem adianta, capazes de fazerem do louvor o seu tic-tac contínuo.
Jamais me esqueci desse fato e, hoje, mais de sessenta anos depois, com frequência, ele me vem à mente despertando em mim cogitações não tão modestas, mas que se revestem de um raciocínio mais lógico e inquiridor.
Será que a minha assiduidade e pontualidade aos cultos da igreja têm servido de referência para aqueles que me conhecem? Eles já sabem que Deus me tirou do Poção, um lugar tenebroso, onde medrava o engano e o vício e que agora caminho rumo ao lar celestial? Eles sabem que no infalível relógio profético “já são quase nove horas?” Se não sabem, quando é que vão saber?
segunda-feira, 23 de março de 2015
As mulheres e o vinho
No último capitulo de Provérbios, Salomão centraliza a sua atenção para duas situações específicas. Primeiro, temos as advertências da mãe do rei Lemuel quanto aos perigos do uso do vinho, principalmente por parte dos reis. Algumas pessoas, adeptas do uso do álcool e, firmados nesse conselho da mãe ao rei, defendem o uso de bebidas alcoólicas afirmando que essa foi uma orientação dada por uma mãe e não por Deus. Para sabermos dos perigos causados pelo uso de bebidas alcoólicas não precisamos ouvir os conselhos da mãe o rei Lemuel e nem de Deus. Basta olharmos ao nosso redor e ver pessoas alcoolizadas caídas nas sarjetas e ver a enorme quantidade de acidentes causados por pessoas alcoolizadas. O álcool semeia fome, enfermidades, orfandade e miséria pelo mundo inteiro. Observação: Alguns defendem que Lemuel é o próprio Salomão e que esse nome é resultado de um tratamento carinhoso por parte de sua mãe. Seria como “Jesurum” usado por Deus para identificar Israel ou uma região especial. (Ver Deuteronômio 32:15 e Isaías 44:2)
Quando estagiei no Hospital da Clinicas de São Paulo me deparei com um caso triste. Uma criança de uns oito anos com um grave quadro de cirrose hepática. O prontuário dizia que a mãe, alcoólatra, ao ver a criança chorar de fome lhe dava bebida alcoólica. O seu raciocínio era de que enquanto alcoolizada a criança não choraria. Até parece que ela conhecia Provérbios 31:6 onde lemos: “Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito.”
Na segunda parte Salomão exalta a mulher virtuosa e esclarece que encontra-la não é tarefa fácil. Pergunta o sábio “Mulher virtuosa quem a achará?” e acrescenta: “O seu valor muito excede ao de rubis” (Provérbios 31:10). No restante do capitulo ele mostra algumas qualidades da mulher cujo valor excede o de rubis.
Domingo
Lemuel depois de ser advertido pela mãe sobre os perigos do álcool ele é admoestado a prestar auxílio aos necessitados: “Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 31:8-9).
Toda a Bíblia está repleta de orientações mostrando o cuidado que devemos ter com os menos favorecidos. Jó, atento a essas orientações, chegou a declarar: “Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo” (Jó 29:15).
Durante essa semana uma nota fúnebre na Revista Adventista me fez lembrar do meu pai. Em uma madrugada chuvosa lá pelos idos de 1960 fui acordado por alguém que chamava junto à porta. A voz não era conhecida. Ao papai abrir se deparou com um jovem todo encharcado pela chuva. Ele se identificou: “O meu nome é Otávio Costa. Sou estudante de teologia do CAB e estava colportando em Tupaciguara, mas os católicos me expulsaram e saí às pressas.” Tupaciguara distava quarenta quilômetros de Monte Alegre de Minas. A então Missão Goiano Mineira tinha por praxe dar o nosso endereço para todos os colportores da região. Meu pai hospedou dezenas deles em casa sem cobrar nada. Uma nota fúnebre como qualquer outra me fez retroagir no tempo num misto de saudade e respeito por esse servo de Deus que hoje descansa.
Nas altas madrugadas cansei de ouvir os passos de meu pai saindo de casa para fazer uma penicilina em algum moribundo na cidade. Alguns pedintes chegavam a nossa casa dizendo que ao pedirem nas casas anteriores a nossa as pessoas diziam: “O homem que gosta de ajudar pobre mora mais à frente.” Me causou muita tristeza vê-lo em cima de uma cama nos seus últimos cinco anos de sua vida e vivendo com salario mínimo que uma alma generosa providenciou para ele. Meu pai com apenas o quarto ano primário foi um excelente pregador, mas foi o seu exemplo que dava força aos seus sermões. O senhor Juvenal soube dar um brinde à vida.
Segunda
Os versos 6 e 7 de provérbios não representam um aval para o uso de bebidas alcoólicas. Esse não é o ensinamento que encontramos em toda a Bíblia. Pelo contrário Habacuque é claro ao dizer: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro!” (Habacuque 2:15). O conselho da mãe de Lemuel era que ele era um homem de princípios e servo de Deus e que todo do filho de Deus não usa bebidas alcoólicas como faz os ímpios.
Hoje as propagandas de bebidas alcoólicas são as mais caras e as mais sensuais que encontramos nos meios de comunicação. Sobre esse mercado inescrupuloso pesa o sonoro ai de Habacuque.
Nas propagandas de bebidas alcoólicas é obrigatório acompanhar uma frase complemento: “Beba com moderação” ou “se beber não dirija”. Costumo dizer que a primeira frase deveria ser lida assim: Você está sendo enganado sem moderação. Caso o uso de bebidas alcoólicas fosse benéfico para o ser humano não haveria necessidade dessas advertências.
Quem bebe ou ínsita alguém a beber está dando um brinde à morte.
Terça
Domingo e segunda estudamos as advertências sobre temperança encontradas nos primeiros versos do capitulo 31. Discutimos os perigos que rondam um simples copo de vinho. Agora no final da lição e do estudo de Provérbios veremos as qualidades da mulher virtuosa.
O autor da lição apresenta, pelo menos, seis qualidades encontradas em uma mulher virtuosa. Essas qualidades suscita uma pergunta que representa um desafio para o homem que espera encontrar uma mulher ideal para ser a sua companheira. “Mulher virtuosa, quem a achará?” O texto bíblico dá a entender que uma mulher que detêm as qualidades de uma mulher virtuosa não se acha por acaso. É coisa rara.
Assim como a sabedoria é mais preciosa do que o ouro a mulher virtuosa é parecida com a sabedoria. Elas existem, mas não são encontradas com facilidade porque a maioria dos homens não está interessada em nenhuma delas. Assim como o amor sega os olhos a ignorância sega o conhecimento. Muitos, por amor, passam por alto falhas de caráter que vão comprometer a perpetuidade e a felicidade do casamento. Outros, que não exercitam a sabedoria têm uma mente tacanha incapazes de detectar falhas e defeitos no futuro cônjuge.
Quarta
Uma das qualidades da mulher virtuosa é o trabalho e, pelas atividades que ela desempenha, nota-se que não há tempo para a ociosidade. Ela é diligente e ágil. O exemplo da mulher virtuosa deve ser um desafio não apenas para as mulheres, mas para os homens também.
A mulher virtuosa segue o ritmo do céu. Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17). Essa disposição para trabalhar pode transparecer que ela não dispõe de nenhum momento para estar a sós com Deus, uma vez que trabalha dia e noite. Podemos imaginar que é pelo seu contado diário com Deus que ela consegue realizar tantas coisas boas. Veja que as suas atividades não visam apenas ganhar dinheiro. A maioria de seus empreendimentos é voltada para a família e para o próximo, principalmente os menos favorecidos. Diz o texto: “Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado” (Provérbios 31:20).
Creio que tanto a mulher virtuosa como também o homem virtuoso não dispõe de tempo para se demorar nas redes sociais e muito menos tem tempo disponível para ver novelas ou acompanhar programas de rádio e televisão que não ofereçam nenhum futuro.
Quinta
A mulher virtuosa é uma mulher sábia. E é por essa sabedoria que vem de Deus é que ela consegue realizar tantas coisas boas e ser uma mulher acima da média. No livro de Cantares Salomão exalta as qualidades da Sulamita, uma mulher sem igual.
Certa vez numa classe de professores da Escola Sabatina estava sendo discutida a beleza e as qualidades da Sulamita quando um irmão interveio dizendo: “Com um pouco mais de aprimoramento ela chegará a ser como a minha esposa.” Esse irmão, mesmo em tom de brincadeira, reconhecia as qualidades de sua esposa. Veja que no caso da Sulamita o sábio fez uma observação profunda. Disse ele: “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha” (Cânticos 4:7).
Temos muito que aprender com as mulheres responsáveis. Enquanto vemos o jornal á note ou nos relaxamos por um momento no sofá ela está arrumando a cozinha para no dia seguinte começar tudo de novo.
O livro de Provérbios finaliza com um tributo dedicado às mulheres: “Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas” (Provérbios 31:31).
Conclusão
Ao estudarmos o livro de Provérbios fizemos um curso de sabedoria prática. Relembramos entre outras coisas que sabedoria não significa conhecimento, mas sim o uso daquilo que fazemos com o conhecimento.
Observação
Comunico aos seguidores do meu blog que este será o último comentário a ser postado. Agradeço de coração a todos que por esses quatro anos tiveram a paciência de me acompanhar. Tenho certeza de que, graças a vocês eu fui o maior beneficiado dessa pequena trajetória. Pretendo, se a idade permitir, escrever mais dois livros. O blog continuara com textos semanais de a meditação Reavivar a Esperança, de minha autoria.
sexta-feira, 20 de março de 2015
A humoldade dos sábios
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 14 a 21 de março de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Certa vez um jovem aprendiz que acompanhava São Francisco de Assis se apresentou diante do religioso usando roupas velhas e rasgadas. Ao ser interrogado por que se apresentava daquela maneira ele respondeu: “Quero que todos saibam que de hoje em diante serei uma pessoa humilde.” O religioso olhou meigamente para ele e acrescentou: “Vejo a sua exaltação pelos buracos de suas vestes.”
Conheci um jovem que fez teologia, direito e falava várias línguas. Os seus sermões eram revestidos de uma riqueza de vocabulário que o colocava em um patamar muito acima da média e quanto mais ele notava que as pessoas gostavam de ouvi-lo mais ele se esmerava. Parece que se julgava ser realmente um pregador especial. O seu ministério durou pouco tempo e terminou a sua vida de mãos dadas com o mundo. Ele esqueceu-se de que “diante da honra vai à humildade” (Provérbios 18:12).
É conhecida a história daquele aspirante ao ministério que ao adentras a igreja para fazer o seu primeiro sermão deixou transparecer um exagerado ato confiança ao ocupar o púlpito. O seu sermão foi um fracasso. Ao perguntar para um ancião o porquê de sua tragédia ouviu a voz da experiência: “Você deveria ter subido ao púlpito da maneira como você desceu.”
Alguns apresentam uma humildade camuflada. Eles se apresentam como Paulo qualificou alguns fariseus de Seu tempo: “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:5). A Bíblia nos adverte: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio” (1 Coríntios 3:18).
Domingo
No estudo de hoje o autor faz uma pergunta difícil de ser respondida. Interroga ele: “Quem você acha que é?” A tendência do ser humano é ter uma visão distorcida de si mesmo. Então como proceder a essa avaliação? Creio que podemos fazer três coisas: Estudar a Bíblia, orar e permitir que pessoa mais experiente nos avalie.
Na parábola do fariseu e do publicano Jesus deixou claro que essa avaliação é determinante para a nossa salvação. Onde impera o orgulho e a autossuficiência não tem como a justiça reinar. Agur, mencionado por Salomão, reconheceu a sua ignorância e confessou: “Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo” (Provérbios 30:3). Uma pessoa que chega a essa conclusão com certeza é uma pessoa sábia.
Segunda
Agur continua demonstrando a sua pequenez diante da majestade do Altíssimo. Ele apresenta algumas perguntas para as quais só existe uma única resposta: Deus. Hoje vemos as nações gastando milhões de dólares para descobrir a origem da vida e o curioso é que quanto mais pesquisam e mais gastam dinheiro, mais confusos os cientistas ficam. Descobrir a origem da vida não envolve gastar dinheiro. Envolve apenas fé na Palavra de Deus.
Das cinco perguntas feitas por Agur no verso quatro do capitulo trinta, uma em especial me chama a atenção. A primeira vista parece ser uma pergunta boba e ingénua. Diz ele: “Quem amarrou as águas numa roupa?” Essa pergunta de Agur me faz lembrar do tempo em que eu ajudava o meu pai a fazer polvilho de mandioca. Depois de ralada a massa da mandioca era colocada em um pano e era lavada para retirar o polvilho. À medida que era derramada a água em cima do pano ela vazava levando consigo o polvilho para os reservatórios para decantação. No processo se vê que é impossível segurar água em um pano. Provavelmente Agur tenha tomado conhecimento da história de Gideão que, ao ser convocado por Deus a lutar contra as medianias, solicitou de Deus um milagre que consistia em deixar por uma noite, um velo de lã na eira e se no outro dia apenas fosse encontrado sereno no velo seria uma prova de que ele deveria partir para a luta. Sabemos o resultado. Apenas no velo tinha água. Ele foi e venceu as medianias. Segurar água em um velo de linha só Deus é capaz de fazer.
Gideão tinha um conhecimento experimental com Deus e não duvidava do Seu poder. Esse conhecimento aliado à fé permitiu que ele fosse um dos principais protagonistas da vitória de Israel sobre os seus inimigos.
Terça
Parece uma ironia a segunda parte da oração de Salomão quando ele pede para Deus: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza”. Isso porque ele nunca soube o que é pobreza. Fica mais fácil entender as palavras do sábio quando entendermos a sua conclusão sobre a vida. Veja o seu raciocínio: “E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo eram vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Eclesiastes 2:11). Salomão da os motivos dessa oração: “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Provérbios 30:9).
O apostolo Paulo tinha a mesma opinião. Veja as suas palavras: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Timóteo 6:8).
A Bíblia apresenta um exemplo claro de alguém que, depois de receber as bênçãos de Deus se revoltou contra Ele: “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação” (Deuteronômio 32:15). Jesurum é um tratamento carinhoso que, em alguns momentos, Deus usou ao Se referir a Israel.
Depois de vermos oque a Bíblia fala sobre o perigo das riquezas é impressionante vermos pastores hoje que incentivam as pessoas a lotarem as suas igrejas com a promessa de prosperidade financeira.
Quarta
Quando uma pessoa se apresenta arrogante para com os seus pais podemos dizer que chegou ao fim da linha, pois quem procede assim com os pais é porque tem essa mesma atitude para com a sociedade e para com Deus. A família representa o reduto e ponto de referencia de qualquer pessoa, quando esse elo é quebrado pouca ou nenhuma esperança existe.
Uma atitude arrogante foi a marca dos fariseus no tempo de Cristo e sabemos muito bem o que aconteceu com eles. Foram rejeitados. A arrogância pode vir à tona de três formas. Sucesso financeiro, sucesso cultural e sucesso de autoridade. Essas três coisas representam um perigo para qualquer ser humano.
Normalmente o arrogante tem um olhar altivo e isso Deus reprova: “Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei” (Salmos 101:5).
Quinta
Salomão deixou uma lição importante para nós que viemos em meio à agitação atual. Ele foi um rei e, como tal, tinha uma vida agitada. Dirigia uma grande nação com um detalhe que pesava ainda mais: aquela nação era o povo escolhido de Deus. Mesmo assim ele tirava tempo para observar a natureza e colher lições importantes para a sua vida. Veja o que ele fala da aranha: “A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis” (Provérbios 30:28). Isso é o que ele sabia da aranha naquele tempo. Imagine se ele soubesse que: “O fio da teia da aranha é um dos materiais mais resistentes que existem. Com uma espessura mínima, é capaz de parar um besouro que esteja voando velozmente. Se tivesse a espessura de um lápis, poderia fazer parar um Boeing 747 em pleno voo. Além da resistência, a elasticidade é outra característica desse fio. Para se ter ideia, ele pode ser estendido por longas distâncias sem se quebrar.”
Ellen G. White afirma: “Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (CBV, p. 114).
Jesus recorreu com frequência às lições que a natureza nos ensina. Ele falou da beleza dos lírios, do encanto dos pássaros, dos sinais de chuva e assim por diante.
Conclusão
Sábio é aquele que reconhece nada saber e se abebera com disposição dos ensinos que a Bíblia apresenta. A grande sabedoria de um sábio se reflete na sua maneira humilde de apresentar a sua sabedoria. “Em vossa fraqueza apegai-vos à força infinita. Suplicai humildade, sabedoria, coragem, aumento de fé, para que possais ver luz na luz de Deus e rejubilar no Seu amor” (CBV, p. 513).
Este é o penúltimo comentário a ser postado nesse blog. Estou empenhado em um novo projeto. Agradeço de coração a aqueles que me acompanharam durantes estes anos. O blog continuará trazendo postagens da meditação Reavivar a Esperança de minha autoria. Grato, Carmo.
domingo, 1 de março de 2015
Por trás da máscara
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 28 de fevereiro a 7 de março de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Vivemos em um mundo onde impera as aparências. Já há alguns meses estamos acompanhando a situação de um brasileiro que caracteriza bem essa premissa. Ele se despontou como um dos homens mais ricos do Brasil, movimentava grandes negócios a ponto de exercer grande influencia nas bolsas de valores. Era proprietário de carros caríssimos e vivia de maneira luxuosa. De um momento para outro a fortuna do homem evaporou, ou melhor, ficou claro que ela nunca existiu. Uma autoridade declarou mais ou menos assim “Ele vivia de aparências e ostentava uma fortuna irreal.” Usando a máscara da prosperidade ele enganou a muitos.
A raça humana foi vítima desse jogo sujo. No passado alguém usando a máscara de uma serpente encantadora enganou Eva e hoje somos o resultado desse engano.
Quando eu era criança o uso de máscara era quase obrigatório nos festejos de carnaval. O uso delas incentivava a libertinagem fazendo do carnaval o que o próprio nome já traduz “O que a carne vale”. Quando foi introduzido o uso de máscaras no carnaval com o aval da Igreja Católica, o rei Carlos VI da França ficou tão empolgado que se fantasiou de urso e saiu de quatro pelas ruas de Paris. A máscara foi tão bem feita que a população amedrontada o matou à pauladas.
Há poucos meses um conhecido apresentador de televisão encomendou uma máscara para passear pelas ruas sem ser reconhecido. Provavelmente, você e eu já encontramos com Silvio Santos por ai e imaginamos ser outra pessoa. Esse é um uso de máscara que não acarreta grandes prejuízos, mesmo assim oculta uma realidade.
O pior uso de máscara acontece quando o ser humano usa a máscara para ludibriar outras pessoas. Voce já imaginou um cristão mascaradoç Ele vive de aparências. Na igreja é uma coisa, fora dela é outra. E o pior de tudo é quando esse mascarado cristão usa esse subterfúgio para prejudicar os próprios irmãos. Ele engana as pessoas, mas não a Deus.
Domingo
Depois de fazer alguns questionamentos como “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada. Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas” (Jó 26:7-8) Jó faz um desabafo “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?” (Jó 26:14). Não tem como o finito entender o infinito. Sabemos muito pouco da magnitude de Deus.
Salomão esclarece que é dever dos reis procurar conhecer esse Deus. Provavelmente a sua orientação se prenda ao fato de que muitos governates naquela época eram considerados deuses e exigiam a adoração de seus súditos. Assim, a honra do rei está em descobrir entender um pouco desse Deus que é Senhor dos senhores. Nesse aspécto não existe exemplo mais claro do que o do próprio Salomão que ao lhe ser oferecido o que quisesse receber, ele pediu sabedoria para conhecer melhor o Deus que lhe destinara o trono.
Jó apresenta uma curiosidade que sempre me chamou a atenção. Ele pergunta “Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?” (Jó 37:16). Como pode uma nuvem com bilhões de litros de água pairar sobre as nossas cabeças e, as vezes, se deslisarem tranquilamente pela imensidão dos ceus: Esse é o poder de um Deus do qual conhecemos tão pouco.
Os reis são humanos e como tal não apresentam nenhum segredo que não possa ser revelado. Mas Deus é profundo e o Seu poder e maneiras de agir vai muito além de nossa imaginação.
Segunda
Salomão apresenta uma situação difícil. É o insensato ou tolo que se dispõe a se apresentar como sábio. Essa é uma máscara que não tem como dar certo. O contrário disso é uma pessoa que se apresenta de maneira simples, mas ao falar mostra uma fonte inesgotável de conhecimento.
Lá pelos idos de 1960 conheci um jovem que respirava trabalho missionário. Sempre era o primeiro a chegar na igreja e não se esquivava de falar do evangélho para as pessoas com quem se encontrava. Certa vez ao chegar na igreja encontrou um senhor simples mas bem vestido de pé junto ao portão. Ele não pensou duas vezes deu um senhor estudo bíblico para o homem que, pacientemente ouviu tudo. No final ele convidou o símpático desconhecido para assistir o culto. Mas qual não foi o espanto daquele jovem ao ser apresentado o pregador daquela noite. O pastor Roberto Rabelo era o homem que acabara de receber um comovente estudo bíblico.
Nesse episódio temos duas lições. A primeira é que aquele jovem não ocultava o seu cristianismo por detras de uma mácara. Ele vivia a mensagem que professava. E segunda lição é que por mais culto que sejamos podemos nos apresentar de maneira simples e atrativa.
Salomão faz uma pergunta “Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos?” (Provérbios 26:11). Esse é o tipo de sabedoria que cheira mal. Conheço um irmão simples e de pouca cultura que faz pregações lindas e comoventes. Certa vez, numa reunião de um pequeno grupo, o demonio se apoderou de uma jovem. Ele se apresentou resistente. Liguei solicitando a presença do irmão Lázaro. Quando ele colocou os pés na porta a moça foi libertada. Essa é a maior necessidade nos dias de hoje. Pessoas consagradas que vive um cristianismo sem máscaras
Terça
Os versos de Provérbios 26:13-16 é uma pancada firme na cabeça do preguiçoso. Pena é que o preguiçoso de verdade jamais vai ter coragem de ler a Bíblia e muito menos esses versos. Alguém escreveu que: “O homem nasce para o trabalho assim como as faiscas saem para voar.” Ao ser criado o homem recebeu a responsabilidade de cuidar do jardim. Com o pecado ele deixou o jardim e foi lavrar a terra para a sua subsistencia. Note que no plano de Deus não existe lugar para o preguiçoso. Ele esta “ocupando a terra inutilmente”.
A Trindade jamais necessitaria estar em atividade constante, mas veja o testemunho de Jesus: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17). Caso Deus cruzasse os braços um só segundo e não existiriamos mais. É graças ao seu trabalho permanente de manutenção da vida na terra é que estamos vivos.
Paulo tem uma boa sugestão para quem não gosta de trabalhar. Diz ele: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10).
A pior preguiça é aquela que nos impede de participar da proclamação da última mensagem de salvação para o mundo. É o caso daquele irmão que ao ser solicitado a fazer alguma coisa na igreja ele sempre escapa. Caso não estejamos dispostos a falar do céu para as pessoas é natural que fiquemos fora dele.
Quarta
O amigo inimigo é aquele que não mostra o erro para o seu amigo. É aquele que ve a necessidade de advertir o amigo mas se exime de faze-lo. Mantém uma amisade falsa. Um amigo que não se preocupa com o nosso futro eterno deve ser descartado. O dificil é identificá-lo. Geralmente o amigo inimigo é bajulador e nuca se comporta como crítico. Para ele a amisade vale mais que o amigo. E mais: se eu conheço a verdade para a salvação e me recuso partilhá-la, por mais que eu me apresente como amigo de alguém eu me comporto como o seu inimigo. Cuidado para não ser enganado por um inimigo que usa a máscara de amigo.
Quinta
Uma pessoa que erra e não é repreendida por um amigo esse amigo é um inimigo amigo. Quando o transgressor é repreendido pelo amigo ele deve aceitar a admoestação de alguém preocupado com a sua salvação. Às vezes a pessoa que está em pecado tem como inimigo o amigo que mostra a falha. A sua atitude deve ser o contrário, pois essa é uma amizade que compensa ser preservada.
Alguém comentou: “A lisonja faz parte da política do mundo, mas não na de Cristo. Por meio da lisonja, pobres seres humanos, cheios de fraquezas e defeitos, são levados a pensar que são eficientes e dignos, tornando-se enfatuados em sua mente carnal. Ficam inebriados com a idéia de que possuem mais capacidade do que sucede em realidade, e sua experiência religiosa se torna desequilibrada.”
O autor da lição enfatiza a necessidade de sermos sinceros e transparentes em nossas palavras e ações.
Conclusão
Gostei do pensamento que o autor colocou no final do estudo desta semana onde lemos: “Pessoas inteligentes conservam os seus amigos perto de si, e seus inimigos ainda mais perto.” Aqui vai um lembrete: Não podemos julgar as pessoas e julgá-las inimigas ou amigas. É necessário buscarmos a Deus diariamente e Ele nos ajudará nessa delicada missão. O importante é que Seus filhos revelem o Seu nome de maneira clara e sem máscaras.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Palavra de verdade
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 14
a 21 de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD
– Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O
livro de Provérbios foi escrito pelo homem mais sábio que o mundo já conheceu.
Ele exalta a sabedoria como o bem mais precioso que o ser humano possa
adquirir. Salomão conclui que a sabedoria humana é falha e traiçoeira e nos
exorta a buscar a sabedoria que vem de Deus. Foi reconhecendo essa verdade e se
desfazendo de sua sabedoria própria que ele se tornou o homem mais sábio de
todos os tempos exceto Jesus.
Em
seu livro Salomão esclarece que o homem tem duas opções. Ter a sabedoria que
vem do alto ou viver enaltecendo a sua própria sabedoria humana. Ele mostra ainda
que temos duas maneiras de expressarmos a nossa sabedoria ou a nossa
ignorância, ou seja, por palavras e ações. Dentro desse raciocínio ele exalta
as palavras quando ditas por pessoas que colocam a Deus em primeiro lugar. Muitas de suas palavras de Salomão encerram
verdades que permanecem firmes ao longo de séculos e milênios como verdadeiros
frutos de alguém que buscou de Deus a verdadeira sabedoria. Algumas dessas
máximas fazem parte do nosso estudo dessa semana.
O
autor da lição mostra que em parte nos somos frutos do meio em que vivemos e,
indo mais longe, somos um pouco ou muito do que ouvimos ao nosso redor. Esse
ouvir vem desde o inicio de nossa vida. Aprendemos a falar com os nossos pais e
daí para frente às palavras passam a influenciar a nossa vida para o bem ou
para o mal. Cabe a nós atentarmos para o que ouvimos e
falamos. Para proferirmos palavras sábias temos de nos municiar da sabedoria
divina. Há um princípio bíblico de que falamos daquilo que está cheio o nosso
coração. Caso o meu coração seja uma caixa vazia ou repleta de impurezas é
claro que a minha boca vai exteriorizar isso para as pessoas que estão ao meu
redor.
Ao
revermos algumas das máximas de Salomão durante essa semana possamos entender
que todos somos criaturas de Deus. Ele dotou a todos nós de tudo o que
necessitamos para viver de maneira sábia e prudente. A escolha está em nossas
mãos. Sabendo que somos todos iguais vamos respeitar e amar o nosso próximo com
a certeza que Deus o ama e espera que retribuamos esse amor uns pelos outros.
Vamos rever que a nossa confiança Nele nos reveste da esperança da salvação. Essa
esperança da salvação deve ser transmitida às nossas crianças e, assegura o
sábio: “Até velhice não se esquecerá.”
Domingo
A
Bíblia firma que de um só homem Deus fez toda a raça humana. ‘‘De um só fez
toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra…” (Atos 17:26).
E mais criados a imagem e semelhança de Deus éramos perfeitos. “E criou Deus o
homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis
1:27).
Jamais o meu avô materno concordou
com essa verdade bíblica. Para ele a criação do homem teve a atuação de Deus,
mas partiu de um processo que ainda esta em evolução. Para ele o homem surgiu
imperfeito, mas em vias de perfeição. Na sua crença nos passamos por todos os
reinos, ou seja: já fomos pedra, arvore, macaco e outras coisas. Ele respeitava
um grão de areia e um graveto como se fossem pessoas. Empregou boa parte de sua
vida fazendo experiência com plantas na esperança de descobrir a verdadeira
origem da vida.
Satanás implantou um monte crenças
no mundo com o objetivo de fazer o homem ignorar não só a sua origem como
também o seu criador. Um dos maiores trunfos conseguidos pelo inimigo foi
inspirar Darwin a desenvolver a
devastadora teoria da evolução hoje plantada na maioria das universidades do
mundo e defendida nos púlpitos de muitas igrejas e, por último endossada pelo
papa Francisco.
Talvez, por contradizerem o
principio de que todo o ser humano foi criado por Deus é que chegamos ao ponto
onde estamos onde ninguém respeita ninguém. A verdade proferida por Salomão
continua soando forte: ”O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a
ambos” (Provérbios 20:12).
Segunda
Jorão, filho de Josafá, foi um
péssimo rei em Judá. As coisas chegaram a um ponto que Deus interveio com uma
mensagem do profeta Elias: “Eis que o Senhor ferirá com um grande flagelo ao
teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. Tu
também terás grande enfermidade por causa de uma doença em tuas entranhas, até
que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal” (2 Crônicas 21:14-15). Foi
atacado por tipo terrível de câncer que o rei Jorão morreu. A sua biografia
termina de maneira melancólica. Diz o texto sagrado “E foi sem deixar de si
saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (2
Crônicas 21:20).
Jorão teve tudo para se despedir da
vida deixando ótimas lembranças e muita saudade. Mas fracassou no teste da
vida. Ele inverteu os valores e pagou o preço. Diante de casos assim é que
Salomão faz a pergunta: “A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade,
porém o homem fidedigno quem o achará?” (Provérbios 20:6). Provavelmente o rei
Jorão imaginava que estivesse abafando, porém estava sendo abafado e, no final,
sufocado.
De nada adianta ter o mundo aos pés
e desconhecer Deus. Jeremias nos deixou uma importante advertência: “Assim diz
o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua
força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se
nisto: em Me entender e Me conhecer, que Eu sou o Senhor, que faço
beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o
Senhor” (Jeremias 9:23-24). E Jesus completa: “Se alguém quiser ser o primeiro,
será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Marcos 9:35).
Terça
Nesta semana li o livro do pastor
Assad Bechara onde ele comenta a vida de Itamar e exalta as suas virtudes.
Embora sendo gentílica ela tinha certeza de que Deus estava no comando de sua
vida e esperou com paciência. Foi condenada a morrer queimada, mas na hora H
escapou e granjeou reconhecimento nacional. Esperando no Senhor, ela escapou da
morte e, mais do que isso, encabeçou a lista de quatro mulheres que fizeram
parte da genealogia de Jesus.
Vivemos em uma cultura imediatista.
Orientações bíblicas como: “Espera no Senhor,
anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Salmos 27:14)
estão em descompasso com o frenesi dos nossos dias. Quando eu era criança os
homens andavam a pé ou, as vezes a cavalo. As mercadorias eram transportadas em
carros de bois e em lombos de animais. Hoje aviões super sônicos resolvem em
minutos o que antes exigia dias ou messes. Apenas um detalhe: naquela época ninguém se queixava de atrasos
o que é rotina nos dias de hoje. “Espera no Senhor” é o grande recado que vem
do Céu para cada um de nós.
Quarta
Imagino que o conhecido provérbio “quem dá aos pobres
empresta a Deus” teve a sua origem com
alguém que leu Provérbios 19 17 onde diz “Ao Senhor empresta o que se compadece
do pobre, ele lhe pagará o seu benefício.” Devido ao clima de violência
reinante na sociedade e o número crescente de viciados em drogas, hoje é
difícil mantermos um contato direto com os pobres e necessitados. Quantas vezes
presenciei pessoas implorando ajuda na frente da igreja que frequento e, ao
recebe-la, atravessam a rua e gastavam tudo no boteco de frente.
Sempre que toco nesse assunto me lembro do meu pai.
Quantas vezes
O vi
pegar dinheiro emprestado para ajudar algum necessitado. As vezes sustentava famílias inteira por anos. Ele
tinha uma praxe: Na colheita do arroz ele entregava seis sacas de arroz para
cada trabalhado. Era arroz suficiente para uma família de cinco pessoas se
alimentarem por um ano inteiro. Mas o que normalmente acontecia é que três
meses depois da doação um ou dois ainda tinha arroz em casa. Certa vez
argumentei com ele: O senhor dá o arroz e eles trocam tudo por bebida
alcoólica, ao que ele respondeu “se eu olhar por esse lado término não ajudando
ninguém”.
A
tarefa de ajudar os pobres não é fácil. Mas é ai que Deus espera ver um
samaritano em cada filho seu.
Quinta
Tempos
atrás eu dizia que o juízo de uma criança começa no calcanhar e, à medida que
ela vai crescendo, o juízo vai subindo até chegar ao cérebro. Mas havia um
porém. Quando chegava a altura do bumbum ele parava de subir. Então com algumas
palmadas ele se assustava e corria para a cabeça. Hoje essa técnica com apoio
da Bíblia não usufrui de amparo legal. “A estultícia está ligada ao coração da
criança, mas a vara da correção a afugentará dela” (Provérbios 22:15). O
curioso é que quanto mais os homens se afastam dos princípios bíblicos e passam
a adotar métodos modernos de educação, mais cresce a criminalidade entre os
adolescentes. Mais uma vez cumpre o princípio bíblico “Não erreis: Deus
não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”
(Gálatas 6:7).
Conclusão
Do
que estudamos durante essa semana o autor parece enfatizar mais a educação dos
filhos e a nossa atenção para com os necessitados. Quanto à formação dos filhos
nem sempre eles permanecerão na verdade que aprenderam, mas isso não quer dizer
que o esforço tenha sido em vão. Além da paz de espírito que dominará cada pai
as instruções apresentadas nunca serão esquecidas. Inúmeros exemplos têm
demonstrado que realmente a criança não se esquece. “Educa a criança no caminho
em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios
22:6).
Quando
participamos de qualquer ação em favor do próximo sentimos que o maior
beneficiado realmente somos nós quem praticou a ação. Mais uma vez a Bíblia tem
razão. “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu
benefício” (Provérbios 19:17).
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Como lidar com as contendas
Comentário
da Lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de fevereiro de 2015, preparado
por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Salomão oferece orientações valiosas
para aqueles que desejam manter um bom relacionamento com o próximo e com Deus.
Esse relacionamento tem muito a ver com o que falamos e Jesus deixou isso bem claro ao dizer “Porque por tuas
palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37).
Salomão
aborda desde o relacionamento cotidiano entre amigos até o relacionamento
prejudicado com palavras nas quais o egocentrismo é a tônica. Pessoas que usam
a sua condição financeira para impor respeito ou para se projetar acima dos
demais são cansativas e olhadas com reservas.
Nem
sempre é fácil ser justo com as pessoas amigas. O temor de feri-las pode nos
levar a omitir palavras que, talvez, elas estejam necessitando ouvir. Por outro
lado o nosso silêncio pode ser motivado pelo receio de sermos identificados
como intrometidos e inoportunos.
Três
coisas são importantes nos nossos relacionamentos. Sinceridade, amor e
humildade. Quando conseguimos manter esses princípios com certeza os resultados
serão os melhores.
O
verso áureo traz uma grande verdade “É melhor um bocado seco, e com ele a
tranquilidade, do que a casa cheia de iguarias e com desavença” (Provérbios
17:1). Conheci um senhor que possuía dezenas de
imóveis para alugar. Financeiramente era uma pessoa resolvida. Mas a vida em
família era um inferno. Quantas vezes eu acordava durante a noite com o vozerio
vindo daquela casa.Os atritos com filhos e a esposa eram constantes. Era uma
família rica, porém, infeliz.
O
sábio oferece conselhos que, uma vez praticados, nos resguardam de momentos
difíceis. Ele assegura` “Águas profundas são as palavras da boca do homem, e
ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria” (Provérbios
18:4). Quando eu tinha meus cinco ou seis anos de
idade conheci o senhor Miranda. Ele era um homem pobre e simples. Quão bom era
ouvi-lo! As suas palavras eram realmente um ribeiro transbordante de sabedoria.
Domingo
Apenas
um lembrete. Esses dois versículos não estão autorizando cobrirmos as
nossas transgreções. Todo o pecado necessita ser confessado e abandonado. O que os versos dizem para nós talvez, seja
mais difícil praticarmos do que confessar os nossos pecados. Manter sigilo
quanto às faltas dos nossos irmãos, principalmente se foi cometidas contra nos.
A cocega na língua e algo difícil de controlarmos.
Conheci uma família que tinha por principio
não comentar as falhas dos demais membros. Caso alguém cometia um deslize o
parente que viu ou tomou conhecimento se encarregava de resolver o problema com
a pessoa envolvida. Resolvido o caso ficava apenas entre os dois. Embora não
fossem cristãos eles praticavam o que Jesus deixou claro em Mateus18:16: “Mas,
se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou
três testemunhas toda a palavra seja confirmada.”
O verso 11 do capitulo 19 é um rígido recado
aos fofoqueiros. Diz o texto: “A prudência do homem faz reter a sua ira, e é
glória sua o passar por cima da transgressão.” Ou seja, o homem prudente não
desperta a ira de alguém que caiu em pecado. Ele se mantem em silencio. O
verdadeiro amigo não comenta as falhas do próximo. São nos momentos de
provações que ele prova a sua amizade e lealdade.
Segunda
A
pessoa inteligente tira grande proveito da correção. Ela aceita ser corrigida e obtém
lições construtivas do fato. Essa pessoa vai valorizar a correção por dois
motivos especiais. Primeiro ela não foi exposta. E segundo, ela foi repreendida
com amor.
Ser
justo e, ao mesmo tempo, demonstrar amor não e fácil. E esse comportamento que
Deus espera de cada um de nos. João apresenta a história da mulher apanhada em
adultério. Jesus não expôs a vitima. Não propagou os seus pecados e levou os
seus algozes a pensar duas vezes antes de acusar. Quanta lição Jesus nos
ensinou com esse fato!
Terça
Salomão
esclarece que as palavras são águas profundas. São profundas para o bem ou para
o mal. Tiago afirma: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de
grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia” (Tiago
3:5). Segundo Tiago a língua pode provocar
grandes destruições. Mas essa mesma língua canalizada para o bem pode promover
salvação em massa. Veja o relato do que aconteceu com Pedro: “Muitos, porém,
dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco
mil” (Atos 4:4). E
Jonas com três dias de pregação levou cento e vinte mil pessoas ao
arrependimento.
Para
mostrar o poder da língua, Salomão usa uma linguagem bem forte: “A morte e a
vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Provérbios
18:21). As nossas palavras exercem nas pessoas
poder para a vida ou para a morte. Cabe a cada um de nos escolher que uso vai
fazer com ela.
Quarta
Cada
pessoa vê a mesma coisa,
mas tira conclusões diferentes. Enquanto alguém vê grandes resultados em
determinado projeto, outra pessoa não consegue visualizar as mesmas vantagens.
Quando se trata de pessoas amigas não e difícil opinar. Mesmo assim a presença
de uma opinião diferente pode causar estranheza e susto. Isso acontece porque a
nossa visão e finita e a nossa tendência é preferir aquilo que gostamos sem uma
avaliação mais profunda.
Salomão adverte: “O que pleiteia por algo, a princípio parece justo,
porém vem o seu próximo e o examina” (Provérbios
18:17).A avaliação de uma ou mais pessoas valoriza
o projeto e ameniza a possibilidade de erros. O próprio Salomão esclarece: “na
multidão de conselhos há segurança (sabedoria)” (Provérbios
11:14).
Toda
historia tem dois lados e todos eles têm o mesmo peso para avaliação. Tive um
professor de historia que dizia “eu duvido de um homem de um jornal só”. Como
falíveis que somos necessitamos da opinião de terceiros. O único momento em que
não necessitamos de opiniões e para fazermos a vontade de Deus. Ele esta acima
do erro e do equivoco e nele “não há sombra de variação”.
Quinta
Mais
uma vez Salomão condena a mentira e não é para menos. Como ele, o homem mais
sábio do mundo, não vai alertar de maneira enérgica os seus leitores sobre esse
mal que teve a sua origem no Céu. Veja que no inicio do seu reinado ele
enfrentou um problema serio envolvendo a mentira. Duas mulheres se apresentam
como mãe de uma criança e exige o direito de cria-la. Ê claro que uma estava
mentindo.
Já
estudamos sobre a mentira em lições anteriores nesse trimestre quando escrevi
bastante sobre o tema. Dizem por ai: “Quem diz nunca ter mentido está
mentindo.” Infelizmente a mentira era bastante comum entre o povo de Deus.
Temos Abraão, Isaque, Jacó, Esaú e tantos outros que usaram da mentira de
maneira escandalosa.
Temos
também exemplos de pessoas que ganharam dinheiro para mentir em juízo no
sentido de condenar alguém. Parece ser difícil avaliar se uma mentira é maior
ou pior que outra, mas para Deus o testemunho falso é a pior das mentiras
proferidas por alguém. Geralmente essas mentiras são proferidas sob juramento.
Salomão
da um tratamento drástico para o mentiroso. Diz um dos textos: “A falsa
testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá” (Provérbios
19:9). Dentro dessa verdade bíblica podemos
imaginar que tem muita gente “boa” por ai carregando nas costas uma pesada
condenação.
Parece
estranho, mas o melhor lugar para falar uma mentira e onde mais se fala
mentiras é no púlpito das igrejas. Se existe apenas uma verdade bíblica como
pode as milhares de igrejas estar pregando a verdade? Alguém esta mentido feio
por ai, e pior, usando para isso os púlpitos das igrejas.
Conclusão
A
lição mostra que uma das maneiras de evitar contendas é falar a verdade e ser sincero
para com as pessoas. Mas falar a verdade também pode gerar contendas. Você faz
parte de um grupo na universidade, no trabalho ou de amigos nas redes sociais.
Geralmente a pessoa que não mente é tratada com indiferença e pode ser até
odiado pelos demais. Vivemos em um mundo onde cada dia se torna mais complicado
amar a verdade.
Já em seu tempo Rui Barbosa sentiu essa
dificuldade. Lamentou o sábio baiano: “De tanto
ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver
crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de
ser honesto.”
O conselho de Paulo para os filipenses é
válido para nós hoje: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos
torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma
geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (1
Filipenses 2:15).
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
O que você vai receber não é o que está vendo
Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 31 de janeiro a sete de fevereiro de 2015,
preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro de IASD – Central de Taguatinga,
DF.
Introdução
O titulo de nossa lição é uma
verdade tanto para os justos como para os ímpios. Quanto aos justos, Paulo
afirma que: “Mas, como está
escrito: As coisas que o olho não viu, e que o ouvido não ouviu, e não subiram
ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1
Coríntios 2:9) e quanto aos ímpios Jó pergunta: “Porque
qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe
arrancar a sua alma?” (Jó
27:8). Tanto para os ímpios como para os justos
haverá surpresas no último dia. Para os ímpios surpresas para pior e para os
justos surpresas para melhor.
No verso 12 do capítulo 14 o sábio afirma:
“Há um caminho que ao homem Sabemos que essa visão parece direito, mas o fim
dele são os caminhos da morte.” O ímpio não vê a realidade do perigo em que se
encontra e essa é a causa que faz a sua desgraça maior do que a imaginada. Veja
a diferença apontada pelo próprio Salomão no que acontece com os justos: “A
sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos insensatos
é engano” (Provérbios 14:8). A
diferença está na maneira de cada pessoa ver o caminho.
Ver o caminho correto não depende de nós
mesmos. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o
conhecerá?” (Jeremias 17:9). É
necessário, como Davi, buscarmos a orientação divina “E vê se há em mim algum
caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:24).
Os que humildemente buscam a direção divina
receberão a orientação correta de como viver. “Então não ficaria confundido,
atentando eu para todos os teus mandamentos” (Salmos
119:6).
Um ponto importante que deve ser salientado é
que o justo está cercado de impiedade. Aparentemente não existe nenhum ganho em
procurar viver uma vida justa e isso leva muitos a optarem pelo caminho do
imediatismo, ou seja: felicidade agora. Quanto aos justos a sua esperança está
no além. A fé nos leva a ver “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não
ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que
o amam” (1 Coríntios 2:9). Que
seja essa a nossa esperança.
Domingo
Salomão
bate firme no insensato e nos orienta para não acompanha-lo em seus caminhos.
Vaja a sua orientação: “Desvia-te do homem insensato, porque nele não acharás
lábios de conhecimento” (Provérbios
14:7). Os insensatos tem uma característica
terrível. Veja: “Os insensatos zombam do pecado” (Provérbios
14:9).
O
segredo do sábio é que humildemente ele age sob a orientação do Senhor. A sua sabedoria
vem do alto e assim não tem como ele se desviar. Em quanto o ímpio se julga seguro. “O sábio
teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios
14:16).
Temer
a Deus é ser submisso à Sua vontade. É se sentir seguro sob a Sua direção. “No
temor do Senhor há firme confiança...” (Provérbios 14:26). Nesse mundo de
impiedade Ele é o nosso refúgio. “...Ele será um refúgio para seus filhos”
(Provérbios 14:26).
Segunda
Selecionei cinco versos de Provérbios 14 que,
a meu ver, caracterizam bem esse capitulo. No verso 16 o Salomão mostra que uma
das características do sábio é se desviar do mal. Conheci um senhor. Ele cedeu
uma sala em sua casa para realizar as primeiras reuniões adventistas em Monte
Alegre de Minas lá pelos idos de 1946. Interessante que ele nunca aceitou a
mensagem. Ele era alcoólatra e quando bebia dizia que era necessário matar uma
pessoa para provar a sua cidade de origem. Em uma noite de Natal ele tirou a
vida de seu melhor amigo. Por ironia do destino a cadeia ficava perto da igreja
adventista e, de sua cela, ele acompanhava toda a movimentação dos membros. Ele
não se desviou do mal. “O sábio teme, e desvia-se do mal,
mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios
14:16).
No segundo verso selecionado vemos
que o sábio não age precipitadamente. Ele não se indigna a toa. O sábio é uma
pessoa equilibrada. “O que se indigna à toa fará doidices, e o homem de maus
intentos será odiado” (Provérbios
14:17).
O verso 23 mostra que o sábio não fica apenas
falando. Ele não e do time dos que apenas fala, fala e não faz nada. Ele trabalha.
“Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza” (Provérbios
14:23).
Em provérbios 14:26 lemos que sábio teme a
Deus e esse temor vai lhe preservar a vida. “O temor do Senhor é fonte de vida,
para desviar dos laços da morte” (Provérbios
14:26). E o verso 27 mostra a razão porque o sábio
vive de maneira diferente do ímpio. Ele tem uma esperança porque confia em Deus.
“No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.”
Terça
Quando
eu era criança o meu pai comprou um quadro que mostrava os dois caminhos. No
alto do quadro tinha um olho cujo olhar se espraiava por toda a pintura e esse
versículo de Provérbios 15:3 acompanhava a figura: “Os olhos do Senhor estão em
todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios
15:3). Esse verso nos mostra o quanto Deus nos
ama e é paciente com a raça humana. Ele está vendo todas as atrocidades
cometidas pelos ímpios, mas aguarda com paciência o dia em que vai agir com
justiça. Muitos imaginam que Deus não se importa com o procedimento dos homens
ímpios, mas não é assim. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça
há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a
todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31).
Essa
é uma afirmação que nos traz esperança. “Porquanto olhará desde o alto
do Seu santuário; desde os Céus o Senhor observou a Terra, para ouvir o gemido
dos presos, para soltar os sentenciados à morte; a fim de que seja anunciado o
nome do Senhor em Sião, e o Seu louvor em Jerusalém, quando os povos todos se
congregarem, e os reinos, para servirem ao Senhor." (Salmo 102:18-22).
Quarta
Hoje o
mundo gira em torno da beleza. Mulheres e homens gastam fortunas na busca de um
rosto bonito e atraente, além de muito tempo empregado em salões de beleza. Ainda
tem aqueles que esperam encontrar uma formula magica para resolver de vez o
quesito beleza. Salomão oferece uma receita infalível, econômica e de fácil
aplicação. O segredo não esta em uma casa especializada no ramo e nem muito
menos em um lugar do outro lado do mundo. O segredo esta dentro de cada um de
nós.
O sábio
afirma que “o coração alegre aformoseia o rosto”. Para Salomão a beleza nada
tem a ver com atitudes externas. Ela vem de dentro para fora. Trocando em
miúdos ela e resultado de um relacionamento intimo com Deus. O cristão não tem
motivos para reclamar da vida, ele vive sempre alegre.
Um
coração alegre oferece saúde não apenas para o seu dono, mas para todos os que
estão ao seu redor. E complicado viver ao lado de uma pessoa que reclama de
tudo. Por muitos anos convivi com um colega de trabalho assim. Ele reclamava do
patrão, do serviço, do salario, dos colegas e da refeição de graça que era
oferecida. Conviver com ele era uma canseira.
Alguns
podem imaginar que, para Salomão, era fácil viver alegre. Ele era o homem mais
rico e mais sábio do mundo e tinha tudo o que desejasse ao alcance das mãos.
Porem, tudo isso não foi o suficiente para lhe trazer paz e felicidade. Em dado
momento ele desabalou “tudo e vaidade e aflição de espirito”. Conheci o senhor
Prudêncio. Ele era um homem que trabalhava de Sol a Sol nas lavouras de
abacaxi. Morava em uma choça exposto ao vento e a chuva ate que meu pai
construísse uma casa para ele. Andava sempre a pé e descalço. Nunca o vi
reclamar de qualquer coisa. Estava sempre alegre e de semblante radiante. Era prazeroso
estar ao seu lado.
Uma
criança ao ver um burro em pé e quieto no pasto perguntou para o pai “Ele não é
cristão?” Surpreso o pai quis saber o porquê da pergunta e a resposta veio
rápida: “Ele está sempre cabisbaixo.” O cristão de cara amarrada da um péssimo
testemunho.
Quinta
Provavelmente por exiguidade de tempo e espaço o autor selecionou apenas
alguns versos de cada capitulo do livro de Provérbios para o nosso estudo
durante esse trimestre. Mas isso não impede de fazermos um estudo mais
abrangente envolvendo outros assuntos tratados no livro. Imagine estudar
Provérbios verso por verso!
Os versos escolhidos para o estudo de hoje fala da soberania de Deus.
Ele tudo vê, tudo comanda e tudo sabe. A Bíblia assegura “Nele nos movemos e
nos existimos.” Ler esses versos nos faz lembrar-se da parábola do rico
insensato. Depois de uma colheita farta cá de baixo ele se regala ao afirmar
“Alma minha come, bebe e folga. Tens comida para muitos anos.” E Deus lá de
cima responde: “Insensato, essa noite você morrera e a sua fortuna ficara para
quem” (Lucas 12 – 21).
Aceitar a soberania de Deus resulta em paz e segurança. Pertencemos a um
Deus criador, mantenedor e salvador e isso e algo maravilhoso. Não somos uma
partícula perdida na imensidão do Universo. Ele sabe que eu existo e Se importa
comigo.
Há poucos dias eu estava fazendo uma cerca de arame farpado no meio de
um cerrado. Ao abrir uma moita de capim me deparei com três biquinhos abertos.
Eram três minúsculos filhotes que imaginaram ser a mamãe passarinho chegando
com comida. Naquele dia aquela região foi açoitada por uma forte tempestade de chuva,
granizo, ventania e raios. No outro dia retornei ao ninho imaginando ver um
triste senário. E o que vejo? Lá estava os três filhotinhos de biquinhos
abertos imaginando ser a mãe trazendo comida. Quem cuidou deles. O mesmo Deus
soberano que cuida de mim e de você.
Conclusão
Temos uma visão limitada de Deus e do Seu plano para com cada um de nos.
Conhecemos apenas a “orla dos Seus caminhos”. Temos a certeza de que em breve o
conheceremos como Dele somos conhecidos.
O que você vai receber não é o que você está vendo
Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 31 de janeiro a sete de fevereiro de 2015,
preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro de IASD – Central de Taguatinga,
DF.
Introdução
O titulo de nossa lição é uma
verdade tanto para os justos como para os ímpios. Quanto aos justos, Paulo
afirma que: “Mas, como está
escrito: As coisas que o olho não viu, e que o ouvido não ouviu, e não subiram
ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1
Coríntios 2:9) e quanto aos ímpios Jó pergunta: “Porque
qual será a esperança do hipócrita, havendo sido avaro, quando Deus lhe
arrancar a sua alma?” (Jó
27:8). Tanto para os ímpios como para os justos
haverá surpresas no último dia. Para os ímpios surpresas para pior e para os
justos surpresas para melhor.
No verso 12 do capítulo 14 o sábio afirma:
“Há um caminho que ao homem Sabemos que essa visão parece direito, mas o fim
dele são os caminhos da morte.” O ímpio não vê a realidade do perigo em que se
encontra e essa é a causa que faz a sua desgraça maior do que a imaginada. Veja
a diferença apontada pelo próprio Salomão no que acontece com os justos: “A
sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos insensatos
é engano” (Provérbios 14:8). A
diferença está na maneira de cada pessoa ver o caminho.
Ver o caminho correto não depende de nós
mesmos. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o
conhecerá?” (Jeremias 17:9). É
necessário, como Davi, buscarmos a orientação divina “E vê se há em mim algum
caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:24).
Os que humildemente buscam a direção divina
receberão a orientação correta de como viver. “Então não ficaria confundido,
atentando eu para todos os teus mandamentos” (Salmos
119:6).
Um ponto importante que deve ser salientado é
que o justo está cercado de impiedade. Aparentemente não existe nenhum ganho em
procurar viver uma vida justa e isso leva muitos a optarem pelo caminho do
imediatismo, ou seja: felicidade agora. Quanto aos justos a sua esperança está
no além. A fé nos leva a ver “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não
ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que
o amam” (1 Coríntios 2:9). Que
seja essa a nossa esperança.
Domingo
Salomão
bate firme no insensato e nos orienta para não acompanha-lo em seus caminhos.
Vaja a sua orientação: “Desvia-te do homem insensato, porque nele não acharás
lábios de conhecimento” (Provérbios
14:7). Os insensatos tem uma característica
terrível. Veja: “Os insensatos zombam do pecado” (Provérbios
14:9).
O
segredo do sábio é que humildemente ele age sob a orientação do Senhor. A sua sabedoria
vem do alto e assim não tem como ele se desviar. Em quanto o ímpio se julga seguro. “O sábio
teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios
14:16).
Temer
a Deus é ser submisso à Sua vontade. É se sentir seguro sob a Sua direção. “No
temor do Senhor há firme confiança...” (Provérbios 14:26). Nesse mundo de
impiedade Ele é o nosso refúgio. “...Ele será um refúgio para seus filhos”
(Provérbios 14:26).
Segunda
Selecionei cinco versos de Provérbios 14 que,
a meu ver, caracterizam bem esse capitulo. No verso 16 o Salomão mostra que uma
das características do sábio é se desviar do mal. Conheci um senhor. Ele cedeu
uma sala em sua casa para realizar as primeiras reuniões adventistas em Monte
Alegre de Minas lá pelos idos de 1946. Interessante que ele nunca aceitou a
mensagem. Ele era alcoólatra e quando bebia dizia que era necessário matar uma
pessoa para provar a sua cidade de origem. Em uma noite de Natal ele tirou a
vida de seu melhor amigo. Por ironia do destino a cadeia ficava perto da igreja
adventista e, de sua cela, ele acompanhava toda a movimentação dos membros. Ele
não se desviou do mal. “O sábio teme, e desvia-se do mal,
mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro” (Provérbios
14:16).
No segundo verso selecionado vemos
que o sábio não age precipitadamente. Ele não se indigna a toa. O sábio é uma
pessoa equilibrada. “O que se indigna à toa fará doidices, e o homem de maus
intentos será odiado” (Provérbios
14:17).
O verso 23 mostra que o sábio não fica apenas
falando. Ele não e do time dos que apenas fala, fala e não faz nada. Ele trabalha.
“Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza” (Provérbios
14:23).
Em provérbios 14:26 lemos que sábio teme a
Deus e esse temor vai lhe preservar a vida. “O temor do Senhor é fonte de vida,
para desviar dos laços da morte” (Provérbios
14:26). E o verso 27 mostra a razão porque o sábio
vive de maneira diferente do ímpio. Ele tem uma esperança porque confia em Deus.
“No temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.”
Terça
Quando
eu era criança o meu pai comprou um quadro que mostrava os dois caminhos. No
alto do quadro tinha um olho cujo olhar se espraiava por toda a pintura e esse
versículo de Provérbios 15:3 acompanhava a figura: “Os olhos do Senhor estão em
todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios
15:3). Esse verso nos mostra o quanto Deus nos
ama e é paciente com a raça humana. Ele está vendo todas as atrocidades
cometidas pelos ímpios, mas aguarda com paciência o dia em que vai agir com
justiça. Muitos imaginam que Deus não se importa com o procedimento dos homens
ímpios, mas não é assim. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça
há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a
todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31).
Essa
é uma afirmação que nos traz esperança. “Porquanto olhará desde o alto
do Seu santuário; desde os Céus o Senhor observou a Terra, para ouvir o gemido
dos presos, para soltar os sentenciados à morte; a fim de que seja anunciado o
nome do Senhor em Sião, e o Seu louvor em Jerusalém, quando os povos todos se
congregarem, e os reinos, para servirem ao Senhor." (Salmo 102:18-22).
Quarta
Hoje o
mundo gira em torno da beleza. Mulheres e homens gastam fortunas na busca de um
rosto bonito e atraente, al~em de muito tempo empregado em salões de beleza. Ainda
tem aqueles que esperam encontrar uma formula magica para resolver de vez o
quesito beleza. Salomão oferece uma receita infalível, econômica e de fácil
aplicação. O segredo não esta em uma casa especializada no ramo e nem muito
menos em um lugar do outro lado do mundo. O segredo esta dentro de cada um de
nõs.
O sábio
afirma que “o coração alegre aformoseia o rosto”. Para Salomão a beleza nada
tem a ver com atitudes externas. Ela vem de dentro para fora. Trocando em
miúdos ela e resultado de um relacionamento intimo com Deus. O cristão não tem
motivos para reclamar da vida, ele vive sempre alegre.
Um
coração alegre oferece saúde não apenas para o seu dono, mas para todos os que
estão ao seu redor. E complicado viver ao lado de uma pessoa que reclama de
tudo. Por muitos anos convivi com um colega de trabalho assim. Ele reclamava do
patrão, do serviço, do salario, dos colegas e da refeição de graça que era
oferecida. Conviver com ele era uma canseira.
Alguns
podem imaginar que, para Salomão, era fácil viver alegre. Ele era o homem mais
rico e mais sábio do mundo e tinha tudo o que desejasse ao alcance das mãos.
Porem, tudo isso não foi o suficiente para lhe trazer paz e felicidade. Em dado
momento ele desabalou “tudo e vaidade e aflição de espirito”. Conheci o senhor
Prudêncio. Ele era um homem que trabalhava de Sol a Sol nas lavouras de
abacaxi. Morava em uma choça exposto ao vento e a chuva ate que meu pai
construísse uma casa para ele. Andava sempre a pe e descalço. Nunca o vi
reclamar de qualquer coisa. Estava sempre alegre e de semblante radiante. Era prazeroso
estar ao seu lado.
Uma
criança ao ver um burro em pe e quieto no pasto perguntou para o pai “Ele não
~e cristão:” Surpreso o pai quis saber o porquê da pergunta e a resposta veio
rápida> “Ele esta sempre cabisbaixo.” O cristão de cara amarrada da um
péssimo testemunho.
Quinta
Provavelmente por exiguidade de tempo e espaço o autor selecionou apenas
alguns versos de cada capitulo do livro de Provérbios para o nosso estudo
durante esse trimestre. Mas isso não impede de fazermos um estudo mais
abrangente envolvendo outros assuntos tratados no livro. Imagine estudar
Provérbios verso por verso!
Os versos escolhidos para o estudo de hoje fala da soberania de Deus.
Ele tudo vê, tudo comanda e tudo sabe. A Bíblia assegura “Nele nos movemos e
nos existimos.” Ler esses versos nos faz lembrar-se da parábola do rico
insensato. Depois de uma colheita farta cá de baixo ele se regala ao afirmar
“Alma minha come, bebe e folga. Tens comida para muitos anos.” E Deus lá de
cima respondeç Insensato, essa noite você morrera e a sua fortuna ficara para
quem< (Lucas 12 – 21).
Aceitar a soberania de Deus resulta em paz e segurança. Pertencemos a um
Deus criador, mantenedor e salvador e isso e algo maravilhoso. Não somos uma
partícula perdida na imensidão do Universo. Ele sabe que eu existo e Se importa
comigo.
Há poucos dias eu estava fazendo uma cerca de arame farpado no meio de
um cerrado. Ao abrir uma moita de capim me deparei com três biquinhos abertos.
Eram três minúsculos filhotes que imaginaram ser a mamãe passarinho chegando
com comida. Naquele dia aquela região foi açoitada por uma forte tempestade de chuva,
granizo, ventania e raios. No outro dia me retornei ao ninho imaginando ver um
triste senário. E o que vejo´. La estava os três filhotinhos de biquinhos
abertos imaginando ser a mãe trazendo comida. Quem cuidou deles. O mesmo Deus
soberano que cuida de mim e de você.
Conclusão
Temos uma visão limitada de Deus e do Seu plano para com cada um de nos.
Conhecemos apenas a “orla dos Seus caminhos”. Temos a certeza de que em breve o
conheceremos como Dele somos conhecidos.
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