sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Nossa missão


Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte a trinta de agosto de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Na Meditação desse ano o pastor Amin Rodor apresenta o resultado de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. A pergunta era: “Caso você encontrasse Deus que pergunta você faria a Ele?” Dos entrevistados 34% desejariam saber “qual é o meu propósito nesse mundo?” Entre outros questionamentos esse foi o que despertou mais curiosidade. (Meditação Encontros com Deus, p. 235).

            A Bíblia é clara quanto a essa questão. Não estamos aqui por acaso. Cada ser humano faz parte do projeto divino de um mundo habitado por seres santos. Satanás abriu um parêntese nesse projeto. O plano de Deus é erradicar o pecado e nos devolver a vida eterna. Para que isso aconteça três coisas vieram à tona: Primeiro, Ele elaborou um projeto de salvação para todo o ser humano. Em segundo lugar, faz parte do projeto que todo o ser humano tome conhecimento dele e, em terceiro lugar, Ele nos dá a oportunidade de participar desse projeto: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Essa é a resposta de Deus ao questionamento do “por que” de nossa existência.

            Ellen G. White completa: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário. Assim que vem a conhecer o Salvador, desejam levar os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida” (A Ciência do Bom Viver, p. 102).

            A Lição dessa semana enfatiza essa missão outorgada a nós pecadores. Deus não usa diretamente seres santos como os anjos para anunciar o plano de salvação para a humanidade. Ele espera que nós pecadores, que um dia experimentamos as alegrias da salvação, compartilhemos com o nosso próximo essa magnífica experiência. A lição dessa semana nos oferece orientações de como sermos eficientes nesse empreendimento divino.

 

Domingo

            É curioso que antes de Jesus ordenar que deixemos a nossa luz brilhar Ele apresenta as nove bem-aventuranças que deve fluir de todo o servo de Deus. Viver as nove bem aventuranças é fazer a nossa luz brilhar. Ser a luz do mundo é irradiar uma vida de intima relação com Cristo de tal modo que as pessoas vejam em nós Aquele que é a Luz do mundo. Ser a luz do mundo é sermos instrumentos refletores da luz que irradia da cruz.

            Depois de Jesus apresentar as bem-aventuranças e antes de ordenar que sejamos a luz do mundo Ele faz uma afirmação curiosa. Disse Ele: “Vós sois o sal da Terra, e se o sal for insípido, como se há de salgar?” (Mateus 5:13). O sal possui duas qualidades especiais. Ele preserva os alimentos e, usado de maneira sábia, dá sabor. Como servos de Cristo temos uma tríplice função neste mundo, ou seja: Primeiro viver o que nos leva a desfrutar das nove bem-aventuranças. Em segundo lugar devemos ser o sal que preserva o mundo de iminente perda total. Em terceiro lugar somos convidados a dar sabor a nossa vida e na vida de quem estiver ao nosso redor. E quando estivermos vivendo essas três situações estaremos aptos a sermos a luz do mundo.

            Jesus pede para que sejamos luz porque o mundo está envolto em trevas espirituais. Diz ele: “Porque eis que as trevas cobriram a Terra e a escuridão os povos” (Isaias 60:2). Enquanto isso aquele que aceita a luz do evangelho se transforma em luz como afirma o texto logo a seguir: “Mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti” (Isaias 60:2). Que privilégio! Refletir a luz de Cristo.

Existe um lamento sobre aqueles que recusam refletir a luz de Cristo: “Se, portanto, a luz que há em ti são trevas, quão grande serão tais trevas” (Mateus 6:23).

 

Segunda

            Após a morte de Cristo o medo levou os discípulos a se enclausurarem sob sete chaves. Mesmo entre eles a ideia de que seriam os propagadores da mensagem de salvação era algo inadmissível. Como sair da toca e anunciar a plenos pulmões que o Jesus morto pelos judeus era o salvador prometido e ressurreto? Aparentemente seria uma audaciosa tentativa de suicídio. Era colocar o pescoço à degola.

            Imaginemos, nós, enfrentado a mesma situação deles. Sairíamos pregando nas sinagogas e nas esquinas que Jesus era o Cristo vindo dos céus? Humanamente falando a ordem de Jesus era impraticável. Obedecê-la seria suicídio.

 Jesus sabia da debilidade de cada discípulo e do risco envolvido. Em Sua sabedoria Ele deu a solução. Disse Ele: “Mas fiquem na cidade (Jerusalém) até serem revestidos do poder do alto” (Lucas 24:48). ||Português: Nova Versão Internacional||Lucas||24||49Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1:8). O Espírito Santo proveu duas coisas para os discípulos. Primeiro, lhes ofereceu coragem para falar ousadamente sobre Cristo e, em segundo lugar, lhes ofereceu coragem para, um pouco mais tarde, morrerem martirizados por Cristo.

Duas coisas são necessárias para que sejamos testemunhas de Cristo. Primeiro, manter um relacionamento íntimo com Ele. E em segundo lugar, clamar pelo Espírito Santo. Ser testemunhas de Cristo é partilhar com o mundo o que Ele tem feito por nós e em nós.

 

Terça

Jesus foi enviado do Céu para viver entre nós. Ele deveria mostrar para o mundo o amor de Deus por cada pecador. Sendo Ele a Luz do mundo deveria iluminar o caminho que conduz ao Céu. É curioso que Jesus faz da pregação do evangelho uma corrida de revezamento.  Disse Ele: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio” (João 20:21).

Desde que a tocha do evangelho foi arvorada no Calvário ||Português: Nova Versão Internacional||João||20||21 ela tem passado de mão em mão e, graças a esse processo, ela chegou até nós. Caso recusemos carregá-la e passá-la adiante estaremos traindo Aquele que “nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”.

Todos nós fomos chamados para a salvação. Esse chamado vem acompanhado de um IDE.  Jesus nos envia ao encontro dos pecadores. Somos os canais por onde Deus espera comunicar a Sua misericórdia a todo o ser humano. Gosto da expressão bíblica onde diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.” (João 1:6). Quantos homens foram enviados por Deus em favor da humanidade. Não faltam exemplos: Noé, Moisés, José, Abraão, Isaias e tantos outros.

Que sejam registradas sobre cada um de nós as palavras referidas a João. Houve um homem enviado de Deus cujo nome era Carmo, Maria, Antônio, Severino etc., etc. e etc.

 

Quarta

Jesus não está preocupado em que eu seja membro de uma Igreja. O importante não é ser membro é ser discípulo. E mais importante ainda do que ser discípulo é ser um fazedor de discípulos.

O IDE é um desafio para todos nós que um dia foi alcançado pelas maravilhas do evangelho. Testemunhar para o mundo o que Jesus fez e faz por nós é a razão de sermos um membro da igreja. Posso ser um membro da Igreja por décadas e, quem sabe nunca ter experimentado o que é ser discípulo. Ser discípulo é fazer discípulos.

Um dia alguém tocado pelo Espírito Santo me convidou para palmilhar esse novo caminho e ao mesmo tempo me incentivou a levar outras pessoas a Jesus. Testemunhar e fazer discípulos são a dinâmica do cristianismo. Participar dela é um privilégio.

 

Quinta

            Enquanto escrevo esse comentário a minha atenção é desviada para alguns acontecimentos noticiados pelos meios de comunicação. Na África o Ébola já tirou a vida de mais de mil pessoas. No Oriente Médio os ânimos estão exaltados ao máximo. Bombas semeiam medo, angústia, mortes e separações. Crimes, os mais bizarros nos assustam a cada dia. Diante de tanta calamidade uma pergunta salta de muitos lábios: Até quando?

            Bem, enquanto eu permanecer na igreja apenas alimentando o meu indiferentismo para com aqueles que vivem em trevas, infelizmente essas coisas vão perdurar.  Jesus foi claro: “E este evangelho será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14). Desejamos ver o fim do sofrimento no mundo? Preguemos o evangelho.

            Os versos de Apocalipse 14:6 -12 era o texto preferido de minha mãe. Realmente é bonito ver essa sequência de anjos voando pelo meio do Céu anunciando o evangelho eterno. Apenas de um detalhe não podemos nos esquecer. Esses anjos somos nós. E se estamos inativos e desinteressados em fazer discípulos, Deus nos descartará e procurará outras pessoas mais dignas do que nós.

 

Conclusão


            Ellen G. White afirma: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário” (O desejado de Todas as Nações, p195). Caso você se julga um discípulo de Cristo, mas não está completamente envolvido na tarefa de fazer discípulos, cuidado! A sua conversão talvez tenha sido um grande equívoco.

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A Igreja


Comentário da Lição da Escola Sabatina de dezesseis a vinte e três de agosto de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            A lição dessa semana aborda dois temas, o fundamento da igreja e a unidade que deve caracterizar essa igreja. A lição gasta mais tempo falando da unidade do que do fundamento. Essa preocupação do autor com a unidade deve chamar a nossa atenção.

            A unidade da igreja foi o enfoque da oração sacerdotal de Cristo. Ele sabia que logo depois da Sua partida surgiriam lobos devoradores que não perdoariam o rebanho. Esses lobos continuam por ai perseguindo ou ensinado doutrinas que são preceitos de homens.

  Talvez, um dos motivos principais para esse alerta sobre a unidade é que, qualquer denominação religiosa, ou qualquer movimento separatista tem um ponto em comum: Acreditam que Jesus é o fundamento de suas ideias.

            Uma coisa Jesus deixou bem claro: Ele tem a Sua igreja na Terra. Normalmente costumo dizer que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a minha igreja. Essa expressão demonstra um leve convencimento porque a Igreja não é minha. Ela é propriedade de Cristo.

            No mundo de hoje nos deparamos com um grande número de igrejas que são propriedades exclusivas de pastores, missionários e bispos. Esses líderes são detentores de grandes fortunas que, doadas pelos fieis, vão para os seus bolsos. Qualquer um deles afirma ser a sua igreja liderada por Cristo. Elas não apresentam grandes diferenciações doutrinárias. Parece que a principal diferença entre elas é a conta bancária. Não tem como essas igrejas serem a igreja de Cristo. Elas já têm dono.

            A maioria dos líderes religiosos toma um ou dois versículos da Bíblia como base de suas igrejas. Cada um faz a igreja que atenda melhor as suas aspirações nem sempre tão espirituais. O resultado são igrejas vazias de doutrina e cheias de envolvente proselitismo.

            A igreja Adventista do Sétimo Dia está fundamentada em toda a Bíblia, principalmente no seu conteúdo profético. Jesus, o nosso Líder, deixou orientações seguras. Essas orientações, não aceitas por muitos, nos conduzem ao porto seguro.

 

Domingo

            As palavras de Jesus, dirigidas a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18) são interpretadas pela Igreja Católica Apostólica Romana como sendo Pedro o fundamento da igreja.

 Como Adventistas do Sétimo Dia refutamos esse pensamento. Entendemos que Jesus não disse que Pedro é o fundamento da Igreja. Pouco antes Pedro fez uma declaração de confiança e fé. Ao ser questionado sobre quem é Jesus ele foi enfático e respondeu com firmeza: “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16).  É com base nessa certeza que a igreja de Cristo é fundamentada. Pedro, como qualquer ser humano cometeu falhas. Ele não é a Rocha e nem a representa.

A Bíblia mostra inúmeras passagens comprovando que Jesus e, não Pedro, é a Pedra em que a Igreja está firmada. Diz Ellen G White: “E todos comeram dum mesmo manjar espiritual. E beberam todos duma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia, e a pedra era Cristo I Cor. 10:3. Em todas as suas peregrinações, os hebreus tiveram a Cristo como seu guia. A rocha ferida tipificava Cristo, que devia ser ferido pelas transgreções dos homens, para que a fonte de salvação pudesse jorrar para todos” (Atos dos Apóstolos, p. 215). 

 

Segunda

            “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que seja um, como nós somos um” (João 17:21-22). Esses versos bíblicos tem sido uma das bandeiras do movimento ecumênico. Para os ecumenistas a união é necessária para que o mundo creia em Jesus.

            Como adventistas cremos que a união é necessária desde que fundamentada nos princípios bíblicos. Sabemos que a união pregada hoje está fundamentada não na Bíblia, mas sim, em tradições humanas. Como fazer parte de uma união para ir de encontro com os princípios claros exarados na Bíblia?

            O princípio de unidade apresentado por Cristo vai além do imaginário humano. Equipara-se a unidade reinante na Trindade. É algo sublime e encantador e faz nascer em nós uma interrogação: Como conseguir que seres pecadores e falhos sejam unidos uns aos outros tendo a Trindade como modelo? É bom nem pensar em divisão de igrejas e sim imaginar no nosso relacionamento com os demais irmãos de nossa congregação.

            Satanás tem feito de tudo para despertar a desconfiança e a discórdia entre irmãos. E como ele tem avançado nesse terreno! Nunca a oração de Jesus foi tão oportuna como hoje.

 

Terça

            O modelo de união apresentado por Cristo é algo, aparentemente, inatingível, pois nada mais é que o existente entre os membros da Trindade. Ele se apresenta como um desafio diário para cada um de nós. Vejo nessa exortação algo similar com o encontrado em 1 Pedro 1:16: “pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".

            O desafio de ser santo como Deus é santo e de praticarmos uma união semelhante à existente entre os membros da Trindade parece desanimador. A Trindade não foi manchada pelo pecado. Diferente de nós que temos alternância de humor de acordo com as circunstancias, com os membros da Trindade não há “sombra de variação”. Ellen G. White nos anima: Jamais deveria satisfazer-se com uma profissão vazia. Como Deus é santo em Sua esfera, assim deve o homem caído, mediante fé em Cristo, ser santo na sua” (Atos dos Apóstolos, p. 559). 

            O segredo para alcançarmos essa unidade esta em nossa união com Cristo. Pela nossa natureza carnal é impossível qualquer resultado positivo. Mas ao aceitarmos Jesus somos enxertados Nele. Unidos a Ele somos considerados ramos da Videira Verdadeira e como ramos da Videira Verdadeira vamos produzir não os nossos frutos, mas sim, os frutos que a Videira Verdadeira produz.

            Essa união com Cristo deve ser alimentada diariamente. Temos que sugar a plenos sorvos a seiva que nos transforma. A unidade com Cristo é a chave para alcançarmos a unidade entre irmãos.

 

Quarta

            O ato de julgar os outros está associado a um pensamento de superioridade. Em sua oração o fariseu julgou ser superior ao publicano ao mesmo tempo em que julgava o publicano como alguém distante de merecer o favor divino. Jesus nos mostrou o quanto o fariseu estava equivocado.

            O autor da lição esclarece que em alguns casos é necessário falar alguma coisa com alguém. Mas ele esclarece que antes de falarmos temos que encontrar respostas para três perguntas básicas. Em nosso linguajar comum essas três perguntas são três peneiras. (Ver nota da lição). Caso as respostas sejam todas positivas estamos liberados para o comentário. Aquele que antes de qualquer comentário a respeito de alguém usa as três peneiras terá muito pouco ou nada para falar com tal pessoa.

            Qualquer comentário a respeito de alguém deve ser dirigido diretamente a essa pessoa e não a terceiros. Quando comentamos um suposto defeito de alguém com terceiros caímos no profundo abismo da fofoca. E mais do que isso. Estamos destruindo as bases da unidade. Tal postura nos descendência por completo para o Céu.

 

Quinta

            A recomendação bíblica é clara. Uma adoração mesclada de ressentimentos com alguém não é aceita por Deus. Quantos casos existem por ai. Não houve discussão nem desentendimento e às vezes determinada pessoa nem desconfia de que no íntimo nós não a digerimos. Tudo está bem camuflado e parece que vai muito bem obrigado. Mas ao mesmo tempo em que a nossa adoração e o nosso louvor comovem corações, causam náuseas Naquele que nos criou. Antes de irmos para a igreja adorar temos de ir ao encontro da pessoa com a qual temos algum ressentimento, seja de conhecimento público ou presente apenas em nosso íntimo.

            Durante algum tempo me enamorei com uma moça de origem japonesa. Devido a minha origem o namoro jamais seria permitido por sua família. Certa vez, passávamos pela rua Direita em São Paulo. Em dado momento, demonstrando apreensão ela me falou: “Aquele rapaz assim e assim que vem ao nosso encontro é meu irmão mais velho.” Eu respondi: Quer dizer que agora toda a sua família ficará sabendo do nosso namoro. Ela me disse “não”. Amanhã ele vai conversar comigo. Caso continuemos ele chamará um de nossos irmãos e ambos falarão comigo. Caso não surja efeito ele comunica com mais um até que toda a família tome conhecimento e fale comigo. Persistindo a resistência eu perco a condição de parente e daí para frente serei considerada uma pessoa estranha.

            Os japoneses não possuem uma formação evangélica, mas nesse quesito, praticam a risca o princípio bíblico. Infelizmente a nossa tendência e propagar o fato pelos quatro ventos e, às vezes, nem falamos com a pessoa envolvida.

 

Conclusão

            Creio que uma meditação profunda sobre os questionamentos apresentados no rodapé da página do estudo de quinta-feira seria uma boa maneira de encerrarmos o estudo dessa semana.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Viver como Cristo


Por Carmo Patrocínio Pinto

 

Temos na Lição dessa semana o maior desafio do cristianismo que é viver como Cristo viveu. Todo esse desafio está ligado a uma palavra apenas: Amor. Esse desafio se torna mais evidente quando estudamos que Jesus nos ama tanto que experimentou a morte de cruz para nos salvar. O Seu imperativo bate de frente com a nossa natureza humana: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

É curioso que viver como Cristo viveu se resume em um morrer diário para o mundo. Paulo afirmou: “Cada dia morro.” Parece contraditório ter uma nova vida e estar morrendo diariamente. Isso acontece porque Satanás não está disposto em perder a sua presa. E dia a dia ele nos apresenta fleches de um mundo com a tentativa de fazer reviver em nós o velho homem. Caso não estejamos dispostos a morrer diariamente para o mundo sedo ou mais tarde vamos morrer espiritualmente.

Muitos consideram o novo mandamento apresentado por Jesus como uma substituição de toda a lei de Deus. É necessário lembrar que nos dias de Jesus chamar a atenção dos judeus para os quatro primeiros mandamentos seria chover no molhado. Todos os judeus tinham um respeito para com a divindade conforme o explicitado nos três primeiros mandamentos e o quarto mandamento que fala sobre o sábado era o mais respeitado de todos. Mas o amor ao próximo estava longe de atender os reclamos do restante da lei. Enquanto os judeus enalteciam os quatro primeiros mandamentos estavam odiando os gentios e tramando a morte de Jesus. O mandamento era novo porque amar o próximo como Jesus amou realmente era algo novo para eles.

 Nesta semana Jesus nos mostrou alguns aspectos de Sua vida que Ele espera sejam refletidos na vida de cada um de nós. São aspectos específicos de quem está a caminho da Jerusalém celestial.

Domingo

            Para viver como Cristo é necessário que saibamos como Jesus viveu nessa Terra. Cada um de nós pode fazer uma resenha de como Jesus viveu. E, nesse esforço, vamos concluir que Jesus viveu expressando amor. Amor pelos excluídos, amor pelos enfermos, amor pelos amigos, amor pelos inimigos, amor pelos pecadores. Amor por você e por mim. Para saber como Jesus viveu os evangelhos nos oferecem informações seguras e precisas.

            - Jesus se compadecia das multidões. Em uma multidão provavelmente existisse pessoas de todos os tipos. Independente do que qualquer uma delas sejam Jesus expressou amor igual para com todos.

            Mateus, no capítulo nove, enumera uma serie de milagres e atos de amor demonstrados por Jesus. Vejamos alguns:

- Ele curou um paralítico. (Mateus 9:2).

- Ele convidou o pior dos pecadores, a vista dos homens, para segui-Lo. (Mateus 9:9).

- Curou uma mulher com fluxo de sangue. (Mateus 9:20).

- Ressuscita a filha do chefe da sinagoga. (Mateus 9:25).

- Curou dois cegos. (Mateus 9:29).

- Curou um endemoninhado. (Mateus 9:32).

Ao ver a grande multidão de pessoas carentes de saúde, dominadas pelo maligno e sofrendo com o peso de seus pecados Ele se expressa: “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36).

No capítulo 14 Mateus relata a triste história da execução de João Batista. Ao saber da execução Jesus Se retira do meio do povo. Com o coração cheio de amargura Ele procura um lugar isolado. Mas uma multidão sai a Sua procura e, indiferente a dor que o Mestre experimenta, implora por socorro. “E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (Mateus 14:14).

No capítulo 15, Mateus relata uma sequencia de acirrados embates contra Jesus, promovidos pelos fariseus. Mesmo em um ambiente adverso, repleto de pessoas que O detestavam, Ele, movido de compaixão, efetuou o milagre da multiplicação dos pães. “E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho” (Mateus 15:32).

É comum ver nos evangelhos Jesus se compadecer de grandes multidões. Mas Ele demonstrava amor por uma única alma aflita que o procurasse. Marcos relata que antes de Jesus elucidar as dúvidas do jovem rico, Ele o amou. Nem sempre as pessoas vão responder aos nossos gestos de amor como aconteceu com o jovem rico. Muitos ouvem do amor de Cristo, mas esse amor não lhes toca o coração. Independente do resultado a orientação de Jesus é que amemos o próximo como Ele amou.

 

Segunda

Em princípio, "próximo" refere a uma questão de distancia e espaço: estar próximo quem se encontra na proximidade. Apurando mais: está próximo quem não está distante, também alguém de quem não nos mantemos distantes. Logo se vê que não se trata apenas de espaço, mas de uma atitude mental. Até mesmo as relações de parentesco não são suficientes: numa família, podemos ter uns que são mais próximos e, outros, mais afastados, afetiva ou geograficamente. Não era raro ouvir os Judeus orarem agradecendo a Deus por não haver haverem nascido mulher, escravo ou samaritano. Se tornar próximo é uma tarefa a ser cumprida por aqueles que se identificam como cristãos. A jornada de Jerusalém para Jericó pode representar o contexto de toda a nossa existência. Jerusalém representa o Céu e Jericó representa esse mundo de pecado. O homem assaltado descia de Jerusalém para Jericó. O sacerdote e o levita também desciam de Jerusalém para Jericó. Talvez se eles estivessem indo de Jericó para Jerusalém a conduta deles tivesse sido diferente. As atitudes e a aparência dos que “sobem para Jerusalém” deve ser notada pelo mundo ao nosso redor. Jesus deixou isso muito claro. “Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém” (Lucas 9:53). A Bíblia não menciona para onde o samaritano estava indo.  Uma atitude de compaixão para com o próximo deve marcar aqueles que caminham rumo à Jerusalém celestial.

Voltando a parábola, o samaritano era oriundo da região norte de Israel enquanto que o assalto ao homem aconteceu na região sul de Israel. Por lógica o samaritano nada tinha a ver com o moribundo.

Alguém escreveu: “Queres saber então quem é o teu próximo? Aproxima-te. Só esse, de quem efetivamente te aproximaste, foi teu próximo. O resto não passou de uma boa intenção. E de boas intenções sabe bem a sabedoria popular o que é que está cheio.”

 

Terça

            Duas coisas nos chamam a atenção no texto de Mateus 25:31-46. O primeiro item é a surpresa que tomará conta da humanidade no grande dia de Malaquias 4:1: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.”

            Há poucos dias me deparei com um tabloide de uma igreja da prosperidade. Olhei todo o jornal. Foram dezenas de testemunhos de milagres realizados. Nada de doutrina, nada de alertas sobre a proximidade da vinda de Cristo. Em uma meia página estavam as respostas de perguntas feitas pelos leitores. Em uma delas um leitor queria saber qual o significado de uma citação apocalíptica. O “missionário” respondeu mais ou menos assim: “Eu não gosto de me preocupar com os símbolos encontrados no Apocalipse.” E acrescentou: “muitas pessoas se preocupam em saber isso e aquilo do Apocalipse e se esquecem de aprender sobre Cristo.”

            São pregadores que usam a Bíblia não para se salvar e salvar as pessoas. Usam-na apenas como ferramenta para ganhar dinheiro. Parece que o seu amor ao próximo se resume em amar o que o próximo tem no bolso.  Naquele dia eles dirão: “Fizemos muitas maravilhas” e ouvirão um desconsolado: “Não vos conheço.”

 

Quarta

            Essa é a parte mais difícil do estudo dessa semana. Há poucos meses a casa de minha filha foi invadida por três marginais. Eles amarraram as pessoas e as humilharam. A casa ficou em completa desordem. Roubaram dois carros e até mesmo as compras de supermercado. Deram sumiço nas chaves e romperam a linha telefônica. Enquanto saqueavam a casa faziam ameaças e às vezes observações sarcásticas e sorrisos de mofa. Quando eu soube do ocorrido o meu primeiro pensamento foi o desejo de eliminar um a um. Como amar pessoas assim? Jesus não quer saber como. Ele apenas pede que o façamos. E só existe uma maneira de fazermos: É amar os inimigos como Ele nos amou.

            O nosso amor ou repulsa para com uma pessoa só cresce à medida que a conhecemos mais e mais. Quando vejo a minha revolta ao que os bandidos fizeram e fazem, sinto que conheço muito pouco desse Jesus que nos ensinou dizendo: “O amor tudo suporta” (1 Coríntios 13:7).

            Os líderes judeus amavam apenas os seus iguais, considerando que nem mesmo os próprios judeus se sentiam iguais entre si. Segundo historiadores os judeus estavam divididos em, pelo menos oito classes, ou seja: fariseus, saduceus, samaritanos, essênios, herodianos, zelotes, sicários e publicanos. Lembrando que os samaritanos eram oriundos do norte de Israel e, como sofreram muita influência dos povos vizinhos, os judeus do sul não os consideravam judeus. Os publicanos e os samaritanos eram odiados pelos demais judeus. Amar os nossos iguais é o comum entre nós, é caminhar a primeira milha. Temos que aprender a caminhar a segunda milha e, para completar, estar disposto a perdoar setenta vezes sete.

 

Quinta

            A lição da videira é muito forte. Estar ligado à Videira significa viver como a Videira, se nutrir como a Videira, produzir os frutos que a Videira produz e sentir um desejo ardente de que todos os ramos ao nosso redor sejam enxertados na Videira.

            Quando estamos ligados a Cristo as nossas vontades são submetidas a Sua vontade. Os nossos desejos aos Seus desejos. Em suma não vivemos para nós e sim por Cristo.

            Ligados à Videira não vamos alimentar a nossa alma com os alimentos que o mundo oferece, mas sim, com a seiva pura da Videira. Estar ligado à Videira é estar disposto a ser podado de vez em quando conforme o zelo e propósito do Grande Agricultor.

           

Conclusão

            Viver como Jesus viveu é morrer para nós mesmos e permitir que Jesus habite em nós. É permitir que a Sua vida reflita em nós. Essa mudança de pensar e agir é impossível de ser atingida por nós mesmos. Temos que permitir a atuação do Espírito Santo em nossa vida.

 

  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Viver como Cristo


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 9 a 16 de agosto de 2014. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, Df.
 
Introdução
Temos na Lição dessa semana o maior desafio do cristianismo que é viver como Cristo viveu. Todo esse desafio está ligado a uma palavra apenas: Amor. Esse desafio se torna mais evidente quando estudamos que Jesus nos ama tanto que experimentou a morte de cruz para nos salvar. O Seu imperativo bate de frente com a nossa natureza humana: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

É curioso que viver como Cristo viveu se resume em um morrer diário para o mundo. Paulo afirmou: “Cada dia morro.” Parece contraditório ter uma nova vida e estar morrendo diariamente. Isso acontece porque Satanás não está disposto em perder a sua presa. E dia a dia ele nos apresenta fleches de um mundo com a tentativa de fazer reviver em nós o velho homem. Caso não estejamos dispostos a morrer diariamente para o mundo sedo ou mais tarde vamos morrer espiritualmente.

Muitos consideram o novo mandamento apresentado por Jesus como uma substituição de toda a lei de Deus. É necessário lembrar que nos dias de Jesus chamar a atenção dos judeus para os quatro primeiros mandamentos seria chover no molhado. Todos os judeus tinham um respeito para com a divindade conforme o explicitado nos três primeiros mandamentos e o quarto mandamento que fala sobre o sábado era o mais respeitado de todos. Mas o amor ao próximo estava longe de atender os reclamos do restante da lei. Enquanto os judeus enalteciam os quatro primeiros mandamentos estavam odiando os gentios e tramando a morte de Jesus. O mandamento era novo porque amar o próximo como Jesus amou realmente era algo novo para eles.

 Nesta semana Jesus nos mostrou alguns aspectos de Sua vida que Ele espera sejam refletidos na vida de cada um de nós. São aspectos específicos de quem está a caminho da Jerusalém celestial.

Domingo

            Para viver como Cristo é necessário que saibamos como Jesus viveu nessa Terra. Cada um de nós pode fazer uma resenha de como Jesus viveu. E, nesse esforço, vamos concluir que Jesus viveu expressando amor. Amor pelos excluídos, amor pelos enfermos, amor pelos amigos, amor pelos inimigos, amor pelos pecadores. Amor por você e por mim. Para saber como Jesus viveu os evangelhos nos oferecem informações seguras e precisas.

            - Jesus se compadecia das multidões. Em uma multidão provavelmente existisse pessoas de todos os tipos. Independente do que qualquer uma delas sejam Jesus expressou amor igual para com todos.

            Mateus, no capítulo nove, enumera uma serie de milagres e atos de amor demonstrados por Jesus. Vejamos alguns:

- Ele curou um paralítico. (Mateus 9:2).

- Ele convidou o pior dos pecadores, a vista dos homens, para segui-Lo. (Mateus 9:9).

- Curou uma mulher com fluxo de sangue. (Mateus 9:20).

- Ressuscita a filha do chefe da sinagoga. (Mateus 9:25).

- Curou dois cegos. (Mateus 9:29).

- Curou um endemoninhado. (Mateus 9:32).

Ao ver a grande multidão de pessoas carentes de saúde, dominadas pelo maligno e sofrendo com o peso de seus pecados Ele se expressa: “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36).

No capítulo 14 Mateus relata a triste história da execução de João Batista. Ao saber da execução Jesus Se retira do meio do povo. Com o coração cheio de amargura Ele procura um lugar isolado. Mas uma multidão sai a Sua procura e, indiferente a dor que o Mestre experimenta, implora por socorro. “E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (Mateus 14:14).

No capítulo 15, Mateus relata uma sequencia de acirrados embates contra Jesus, promovidos pelos fariseus. Mesmo em um ambiente adverso, repleto de pessoas que O detestavam, Ele, movido de compaixão, efetuou o milagre da multiplicação dos pães. “E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho” (Mateus 15:32).

É comum ver nos evangelhos Jesus se compadecer de grandes multidões. Mas Ele demonstrava amor por uma única alma aflita que o procurasse. Marcos relata que antes de Jesus elucidar as dúvidas do jovem rico, Ele o amou. Nem sempre as pessoas vão responder aos nossos gestos de amor como aconteceu com o jovem rico. Muitos ouvem do amor de Cristo, mas esse amor não lhes toca o coração. Independente do resultado a orientação de Jesus é que amemos o próximo como Ele amou.

 

Segunda

Em princípio, "próximo" refere a uma questão de distancia e espaço: estar próximo quem se encontra na proximidade. Apurando mais: está próximo quem não está distante, também alguém de quem não nos mantemos distantes. Logo se vê que não se trata apenas de espaço, mas de uma atitude mental. Até mesmo as relações de parentesco não são suficientes: numa família, podemos ter uns que são mais próximos e, outros, mais afastados, afetiva ou geograficamente. Não era raro ouvir os Judeus orarem agradecendo a Deus por não haver haverem nascido mulher, escravo ou samaritano. Se tornar próximo é uma tarefa a ser cumprida por aqueles que se identificam como cristãos. A jornada de Jerusalém para Jericó pode representar o contexto de toda a nossa existência. Jerusalém representa o Céu e Jericó representa esse mundo de pecado. O homem assaltado descia de Jerusalém para Jericó. O sacerdote e o levita também desciam de Jerusalém para Jericó. Talvez se eles estivessem indo de Jericó para Jerusalém a conduta deles tivesse sido diferente. As atitudes e a aparência dos que “sobem para Jerusalém” deve ser notada pelo mundo ao nosso redor. Jesus deixou isso muito claro. “Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém” (Lucas 9:53). A Bíblia não menciona para onde o samaritano estava indo.  Uma atitude de compaixão para com o próximo deve marcar aqueles que caminham rumo à Jerusalém celestial.

Voltando a parábola, o samaritano era oriundo da região norte de Israel enquanto que o assalto ao homem aconteceu na região sul de Israel. Por lógica o samaritano nada tinha a ver com o moribundo.

Alguém escreveu: “Queres saber então quem é o teu próximo? Aproxima-te. Só esse, de quem efetivamente te aproximaste, foi teu próximo. O resto não passou de uma boa intenção. E de boas intenções sabe bem a sabedoria popular o que é que está cheio.”

 

Terça

            Duas coisas nos chamam a atenção no texto de Mateus 25:31-46. O primeiro ítem é a surpresa que tomará conta da humanidade no grande dia de Malaquias 4:1: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.”

            Há poucos dias me deparei com um tablóide de uma igreja da prosperidade. Olhei todo o jornal. Foram dezenas de testemunhos de milagres realizados. Nada de doutrina, nada de alertas sobre a proximidade da vinda de Cristo. Em uma meia página estavam as respostas de perguntas feitas pelos leitores. Em uma delas um leitor queria saber qual o significado de uma citação apocalíptica. O “missionário” respondeu mais ou menos assim: “Eu não gosto de me preocupar com os símbolos encontrados no Apocalipse.” E acrescentou: “muitas pessoas se preocupam em saber isso e aquilo do Apocalipse e se esquecem de aprender sobre Cristo.”

            São pregadores que usam a Bíblia não para se salvar e salvar as pessoas. Usam-na apenas como ferramenta para ganhar dinheiro. Parece que o seu amor ao próximo se resume em amar o que o próximo tem no bolso.  Naquele dia eles dirão: “Fizemos muitas maravilhas” e ouvirão um desconsolado: “Não vos conheço.”

 

Quarta

            Essa é a parte mais difícil do estudo dessa semana. Há poucos meses a casa de minha filha foi invadida por três marginais. Eles amarraram as pessoas e as humilharam. A casa ficou em completa desordem. Roubaram dois carros e até mesmo as compras de supermercado. Deram sumiço nas chaves e romperam a linha telefônica. Enquanto saqueavam a casa faziam ameaças e às vezes observações sarcásticas e sorrisos de mofa. Quando eu soube do ocorrido o meu primeiro pensamento foi o desejo de eliminar um a um. Como amar pessoas assim? Jesus não quer saber como. Ele apenas pede que o façamos. E só existe uma maneira de fazermos: É amar os inimigos como Ele nos amou.

            O nosso amor ou repulsa para com uma pessoa só cresce à medida que a conhecemos mais e mais. Quando vejo a minha revolta ao que os bandidos fizeram e fazem, sinto que conheço muito pouco desse Jesus que nos ensinou dizendo: “O amor tudo suporta” (1 Coríntios 13:7).

            Os líderes judeus amavam apenas os seus iguais, considerando que nem mesmo os próprios judeus se sentiam iguais entre si. Segundo historiadores os judeus estavam divididos em, pelo menos oito classes, ou seja: fariseus, saduceus, samaritanos, essênios, herodianos, zelotes, sicários e publicanos. Lembrando que os samaritanos eram oriundos do norte de Israel e, como sofreram muita influência dos povos vizinhos, os judeus do sul não os consideravam judeus. Os publicanos e os samaritanos eram odiados pelos demais judeus. Amar os nossos iguais é o comum entre nós, é caminhar a primeira milha. Temos que aprender a caminhar a segunda milha e, para completar, estar disposto a perdoar setenta vezes sete.

 

Quinta

            A lição da videira é muito forte. Estar ligado à Videira significa viver como a Videira, se nutrir como a Videira, produzir os frutos que a Videira produz e sentir um desejo ardente de que todos os ramos ao nosso redor sejam enxertados na Videira.

            Quando estamos ligados a Cristo as nossas vontades são submetidas a Sua vontade. Os nossos desejos aos Seus desejos. Em suma não vivemos para nós e sim por Cristo.

            Ligados à Videira não vamos alimentar a nossa alma com os alimentos que o mundo oferece, mas sim, com a seiva pura da Videira. Estar ligado à Videira é estar disposto a ser podado de vez em quando conforme o zelo e propósito do Grande Agricultor.

           

Conclusão

            Viver como Jesus viveu é morrer para nós mesmos e permitir que Jesus habite em nós. É permitir que a Sua vida reflita em nós. Essa mudança de pensar e agir é impossível de ser atingida por nós mesmos. Temos que permitir a atuação do Espírito Santo em nossa vida.