quinta-feira, 30 de junho de 2011

Saúde

Estilos de Vida Saudáveis e a Prevenção das Doenças
Introdução

         "Estilo de Vida" é um conceito amplo que inclui a pessoa como um todo, e que tem muitos aspectos. Os aspectos do estilo de vida se combinam para influenciar a saúde individual em todas as áreas:Física, Mental, Espiritual e Social.
O estilo de vida inclui as relações de trabalho, recreativas, e em casa e na família.
        Porque é importante um estilo de vida saudável?
        Um estilo de vida saudável ajuda a manter o corpo em forma e a mente alerta. Ajuda a nos proteger de doenças, e ajuda a impedir que as doenças crônicas piorem. Isto é importante, porque à medida que o corpo envelhece, começa-se a notar alterações nos músculos e nas articulações e um declínio na sensação de "força" física. Um estilo de vida saudável inclui a saúde preventiva, boa nutrição e controle do peso, recreação, exercícios regulares, e evitar substâncias nocivas ao organismo.
        Um bom estilo de vida deve ser desenvolvido o mais cedo possível em sua vida - quanto mais jovem melhor; estes hábitos devem ser mantidos durante a vida adulta e na idade madura. Fatores modificáveis do estilo de vida são a causa de 50% das mortes (entre as 10 causas mais importantes), incluindo:
- Doenças cardíacas
- Câncer
- Derrame cerebral
- Acidentes
- Doença pulmonar crônica
        Nutrição e Controle do Peso
A obesidade é causa de mortes (mortalidade) e de doenças (morbidade):
 - A obesidade aumenta a mortalidade por:
 - Hipertensão arterial
 - Doenças cardíacas
 - Derrame cerebral
 - Diabetes
 - Certos tipos de Câncer
 - Mais de 80% das mortes atribuídas à obesidade ocorreram em pessoas com um índice de massa corporal de 30 ou mais
 - Aumento da Morbidade:
 - Litíase biliar
 - Osteoartrite
        Para evitar a obesidade, coma 3 ou 4 refeições balanceadas, pobres em gorduras, e com muitas fibras todos os dias. Procure ingerir bastante cálcio - o cálcio e o exercício ajudam a prevenir a osteoporose. Se você mora sozinho, experimente alimentar-se em um restaurante comunitário, onde você possa conversar socialmente com outras pessoas - desta maneira, com uma companhia, você poderá estar contribuindo para o seu próprio equilíbrio mental.
       Todas as vezes que você come mais do que o necessário, o seu corpo irá guardar o excesso em forma de gordura.
       Uma boa dieta é essencial não só para combater as doenças cardiovasculares, mas pode ainda diminuir o risco de vários tipos de câncer:
· Comer uma grande variedade de frutas, vegetais, grãos integrais, feijões e legumes, incluindo 3 a 5 porções de vegetais e 2 a 4 porções de frutas por dia. Elas podem ser frescas, congeladas, secas ou cristalizadas.
· Controle da ingestão de gorduras.
· Evitar a obesidade melhorando os hábitos alimentares e participando de atividade física regular.
· Limitar a ingestão de álcool, ou evitá-lo.
       Se você sentir necessidade, consulte seu médico para uma orientação específica no seu caso.
       Atividade Física
       O organismo necessita de atividade física regular (mas não extenuante). Não existe sentido em fazer um exercício exagerado e ter como conseqüência dores lombares ou uma lesão no joelho.Pacientes mais idosos devem caminhar pelo menos 1500 metros ao dia; faça outros tipos de exercício, se preferir. Também nos grupos de maior idade os exercícios aeróbicos leves são os mais recomendados, e ainda a natação e a dança. Nunca se é velho demais para iniciar uma atividade física regular!
       Sugestões para a Prática da Atividade Física
- Para iniciar sua atividade com mais segurança, consulte um médico e/ou um professor de educação física;
- Escolha as atividades que você realmente goste;
- Selecione horários e opções compatíveis com seu estilo de vida;
- Nos primeiros meses, objetive valores como prazer, sucesso na realização das atividades, satisfação pessoal etc.;
- Incorpore a atividade física ao seu dia a dia: ande mais a pé, suba mais escadas, pratique mais esportes etc.;
- Se possível, selecione as atividades que possam ser realizadas com seus amigos e/ou família.
       Evite substâncias que prejudiquem a sua saúde
       Fumar e beber muito são fatores importantes para o surgimento de doenças dos pulmões, coração e circulação, câncer, acidentes automobilísticos, e acidentes domésticos. As drogas são capazes de levar a dependências que podem acabar por levar à deterioração física e mental da pessoa.
       Exercício Mental
       Mantenha o cérebro ativo tanto quanto seu corpo. Atividades que envolvam a ajuda às pessoas (trabalho social) pode dar sentido à vida, e ajudar a preencher a solidão e a combater a depressão. O envolvimento com uma crença (religião) parece ser benéfico na prevenção das doenças.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Saúde

A Aproximação do Indígena
 com o Homem Branco
                                                         Carmo Patrocínio Pinto

Diante da realidade de que existe uma grande incidência de alcoolismo e tabagismo entre os índios Apnagés, uma pessoa ligada a eles me solicitou que fizesse alguma coisa. Foi assim que, em 2010, realizei uma semana de saúde em algumas aldeias dos Apnagés no município de Tocantinópolis To e, no mesmo ano, participei da Missão Carajá da Igreja Adventista do Sétimo Dia entre os Carajás na ilha do Bananal.
Algumas coisas ficaram bem claras. A higiene entre os Carajás deixa muito a desejar e, com certeza, essa é uma das causas de um grande índice de verminose, diarréia, doenças de pele e afecções respiratórias, principalmente entre as crianças. Já entre os Apnagés o nível de higiene dentro e fora das ocas, ou casas de alvenaria, é algo que se vê logo na chegada. Consequentemente as crianças são mais saudáveis. Aliás, falando das crianças Apnagés, ao chegar à primeira aldeia um fato me deixou intrigado. Todas as crianças saíram correndo para o meio do mato. Depois de uns quinze minutos voltaram banhadas, com roupa trocada e cabelos penteados. Elas se arrumam da melhor maneira possível para receber as visitas.    
Fiquei imaginando até onde o contato com a civilização foi benéfico ou maléfico para os indígenas de modo geral. Quanto ao alto índice de alcoolismo tabagismo detectado entre eles temos que considerar alguns aspectos.
Antes do contato com o branco, para que eles conseguissem bebida alcoólica e fumo, era necessário cultivar e beneficiar os seus produtos agrícolas. O que não era fácil. E mais, o exercício físico despedido contribuía para uma melhor saúde física. Hoje, com o dinheiro que recebem do governo eles compram cigarro e bebida alcoólica em qualquer boteco ou, às vezes, contam com pessoas que facilitam a aquisição destes produtos. Com o dinheiro e as cestas básicas que recebem, a caça e a pesca não é mais uma questão de subsistência. Agora são consideradas atividades de lazer ou diversão. E mais: foi detectado um grande consumo de coca-cola, outros refrigerantes e guloseimas. Veja, se para nós brancos, isso é veneno que dirá para eles.
As doenças comuns ao homem branco já fazem parte do cotidiano indígena. Pressão alta, obesidade e diabetes já se caracterizaram como graves problemas de saúde pública entre eles.
Um outro fator importante é que o índio em contato com a civilização vê o branco possuindo carros, casas, produtos eletrônicos e outros bens que o dinheirinho oferecido pelo governo não lhes permite adquirir. Assim, a sede de consumo é despertada, mas não tem como satisfazê-la.
Atente para esta observação: o indígena em contato com o homem branco não necessita mais trabalhar para comer. Nem correr todos os dias para conseguir uma caça. Não mais exercita para plantar cana ou mandioca para fabricar a sua bebida alcoólica. A televisão colabora para que o sedentarismo se instale ao mesmo tempo em que lhes aguça a febre do consumismo.
Sem uma profissão e sem o que fazer, vivem desocupados à margem do caminho se martirizando por um viver já quase sem sentido.  Hoje eles vivem como o branco e adoecem como o branco.    
Está em andamento a eletrificação de toda a ilha do Bananal. Breve, qualquer maloca, por mais escondida que seja, vai conviver com energia elétrica, fogão a gás, liquidificador, celular e todas as invencionices de nossos dias. Isso, para aqueles que conseguirem comprar ou que receberam uma mãozinha de alguém. Diante de uma vida vazia assim, eles encontram na bebida uma trágica solução.
Uma preocupação me inquieta. Como será o futuro de nossos indígenas ou, não haverá futuro?!

Pensamento

 Cada olho chorava imaginando estar sozinho. Eles não sabiam que as suas lágrimas se encontravam no final do caminho. Carmo

domingo, 26 de junho de 2011

Pensamento

Conhecimento não significa sabedoria. Sabedoria é saber usar o conhecimento. Carmo

Comentário Lição

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 9 a 16 de julho de 2011.
O sábado e a adoração
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto

O sábado nasceu com a criação, quando os únicos habitantes humanos do mundo eram Adão e Eva. Ele traz quatro características impingidas pelo próprio Criador:
- Marco da criação
- Abençoou
- Dia de descanso
- Dia santificado
Mesmo que o sábado não fosse mandamento, não existe outro dia na Bíblia com mais lógica para ser observado. Caso não fosse um preceito divino, como insistem alguns, não há pecado nenhum em observá-lo. Pelo contrário, só bênçãos.
O primeiro anjo de Apocalipse 14 apresenta quatro declarações específicas:
            - Tem o Evangelho Eterno
- Temer a Deus
            - Dar-Lhe glória
            - Adorai o criador do Céu e da Terra.
O anjo anuncia o plano de salvação a todos os habitantes da Terra. O Evangelho Eterno proporciona vida eterna. O sábado proporciona uma oportunidade na semana para adorarmos o Deus que nos criou e oferece uma oportunidade de conhecermos o Seu plano de salvação.
No campo da saúde a observância do sábado nos proporciona duas grandes bênçãos: saúde física e saúde espiritual. Caso o sábado não existisse, provavelmente a raça humana já teria sido extinta, pois o corpo humano necessita de um dia de descanso em cada semana.
Estudo de domingo - Durante o cativeiro egípcio os israelitas não tinham o privilégio de observar o sábado. Viviam a mercê de seus dominadores. Deuteronômio 5:15 afirma que ao serem redimidos do Egito puderam, então, adorar o Deus libertador no Seu dia especial. A observância do sábado instituído no Éden foi um testemunho claro para as nações e para todo o Universo de que Deus os havia libertado.
Os meus avós maternos moravam em um sítio a oito quilômetros da cidade. Certa vez, num sábado de manhã, ao passarem cantando hinos em frente de uma casa, já perto da igreja, ouviram alguém que se encontrava no quintal perguntar: “que horas são”? E a resposta veio rápida: “eu não tenho relógio, mas pelo o que estou ouvindo são quase nove horas porque os adventistas estão passando”. A cada sábado ao irmos à igreja para adorar e louvar o Seu nome estamos dizendo ao mundo que fomos resgatados do cativeiro do pecado. Paulo amplia este raciocínio: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (Colossenses 1:13).
Estudo de segunda – A falsa adoração iniciada no Éden percorre o mundo e, no decorrer dos milênios, tem prestado um tributo ao seu originador.  O profeta Isaías deu uma chacoalhada nos adoradores de ídolos de seu tempo e, que se encaixa perfeitamente nos dias atuais. A falsa adoração descaracteriza Deus. Não é só a espada do evolucionismo que tem golpeado a adoração ao Criador do Universo. Dos altares das igrejas, dos oratórios e dos “terreiros”, milhões inconscientemente se curvam diante do deus deste século. A presença de Jesus entre nós demonstra o esforço da Trindade em voltar o nosso rosto para a perfeita adoração.
Os ídolos são feitos de matérias que vieram a existir pelo poder de Deus. Adorar a criatura é a mais aviltante deturpação do adorar ao Senhor e é uma triste declaração de que a criatura se esqueceu de Seu Criador e Redentor.
É curioso que o mandamento do sábado inicia com a expressão “lembra-te do dia de sábado” e Eclesiastes faz um alerta aos jovens que pode ser aplicado a todos os seres humanos: “Lembra-te também do teu Criador” (Eclesiastes 12:1).
A Bíblia não fala de um deus que gastou alguns milênios para criar o mundo. O Deus criador “falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:9).
O estudo de teça-feira lembra o comentario que fiz na introdução. Porém, vamos estudar outros aspectos da liberdade da escravidão. Para mim, conhecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia aos cinco anos de idade, foi a melhor coisa que aconteceu em toda a minha vida. Eu não tenho idéia que tipo de gente eu seria hoje, isso caso ainda estivesse vivo. A igreja me direcionou para a Bíblia e esta me revelou Cristo. Felizmente eu sempre tive um norte bem definido. Tenho plena consciencia de onde vim e para onde vou.
A liberdade, a paz e a certeza da promessa de salvação que os nascidos em Cristo desfrutam, são motivos suficientes para despertar o desejo de adorá-Lo na beleza de Sua santidade. Durante a minha vida conheci verdadeiros farrapos humanos que, uma vez convertidos, se tornaram novas criaturas. Que poder transformador tem o Evangelho pregado pelo primeiro anjo de Apocalipse 14!
Creio que o maior sonho de cada um de nos é fazermos parte daquela grande multidão, “a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém” (Apocalipse 7:9-12). Quando isso acontecer realmente estaremos livres da escravidão do pecado por toda a eternidade.
Vamos estudar um pouco mais o verso de Êxodo31:13. “Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.”
- Quem solicita a observancia deste dia não é algum homem mas sim, o próprio Deus.
- Apresenta a observancia do sábado como como algo normal para Seus filhos.
- É um sinal ou identidade do cristão temente. O sábado sinaliza que existe uma relação íntima entre Criador e criatura.
- A observancia do sábado deve ser uma caracteristica intrincica dos filhos de Deus de geração em geração.
- É um sinal permanente com o qual o Criador identifica as Suas criaturas.
- Ao observar o sábado nós e os que estiverem ao nosso redor vão conhecer melhor a Deus.
- Deus santifica os observadores do sábado. Do momento em que decidimos honrar a Deus e observar o Seu dia, O Senhor nos considera pessoas separadas para Ele.
Ser separado por Deus e para Ele é algo especial. A Bíblia afirma que nós seremos Sua propriedade peculiar. “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha” (Êxodo 19:5). Dois momentos vão nos ajudar a entender a importancia de sermos santificados pela observancia do sábado. Um será durante o tempo de angustia. A nossa água será certa. O outro, será quando de um sábado a outro sábado comparecermos diante do trono e pelos séculos sem fim adorarmos Aquele que um dia nos separou para Ele. A observancia do sábado deve ser estudada com mais interesse e devoção nestes últimos dias.  
A lição desta semana termina com Mateus 11:28-30. É o mavioso convite e promessa de Jesus: “vinde a Mim todos os que estais cançados e sobrecarregados”. E a promessa é:”Eu vos aliviarei.” Jesus é o nosso Oasis neste mundo de desenfreada correria. Está cançado de esperar por aquela bênção a tanto tempo reclamada? Descance em Jesus. Ele proverá paz e ânimo. Está sobrecarregado de problemas mil? Deixe as suas cargas aos Seus pés e tome o Seu jugo. A vida se tornará suave e leve. Parece paradoxal, mas é realidade; sob o Seu jugo encontraremos descanso para as nossas almas.
Ao aceitar o Evangelho eterno, além do descanso sabatico semanal o crente é agraciado com o descanso espiritual diário e infindo por todo o resto de sua vida.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Co mentario

Comentário da lição da Escola sabatina de 2 a 9 de julho de 2011
Adoração e o Êxodo: compreendendo quem é Deus.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto - Central de Taguatinga, DF
Qual é o significado da adoração?
Em hebraico- ajoelhar-se, dobrar-se diante do Senhor.
Em grego - aproximar-se dele e beijar a Sua mão.
Em outras palavras, é entregar-nos e dar tudo a Ele.
Deus deseja que declaremos que Ele é Deus e que só Ele o é.
            A adoração envolve mais do que o louvor vocal e instrumental. Está incluído na adoração tudo o que envolve os aspectos mais abrangentes da mordomia desde reverência em Sua presença, até como O adoramos com o nosso bolso. Adorar é nos colocar diante de Deus e em reverente postura, depositar sobre o altar tudo o que somos e tudo o que temos.
Ao responder quem é Deus o nosso criador e mantenedor, alguém escreveu: “É Ele quem transforma a melancolia em louvor, a tristeza em alegria, a incerteza em fé, a tensão em descanso, o desespero em esperança, as correntes da prisão pelas asas da liberdade, a baixa estima em auto-estima, a dor em bálsamo, o choro pelo riso, a tempestade em orvalho, a mágoa pelo perdão, a perturbação pela paz, a orfandade espiritual pela família de Deus, a pobreza de espírito em riqueza do Espírito Santo, a carência em amor eterno, o caos em decência, as trevas em luz, a derrota pela vitória, a morte pela vida.” Estas palavras confirmam que realmente “Deus é amor.”
No monte da tentação Satanás recebeu o mais contundente estudo bíblico sobre adoração. Foi um golpe certeiro em suas pretensões. Jesus usou a Bíblia e deu o recado: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4.10).
A lição desta semana enfatiza dos tipos de adoração praticados não só durante o êxodo, mas também em nossos dias. Podemos definir de adoração correta e incorreta. O Pastor e maestro Flávio Araújo Garcia descreve a adoração incorreta em adoração falsa e adoração vã:
1. Adoração falsa
·    Adorar a um deus errado; Idolatria
·    Definição: O termo adoração significa atribuir valor a alguém ou a alguma coisa.
·    O falso atribui valor a alguém ou a alguma coisa que não o Criador.
·    O ser criado rivaliza com o Criador em importância e distinção. O ser humano torna-se a força centrífuga. Substitui o louvor por uma forma de entretenimento.
·    A exaltação própria e seu criado, o ceticismo, provocam uma inércia paralisante. É letal.
2. Adoração Vã
·    Adorar ao Deus certo da maneira errada
·    Tradições forjadas pelo homem. Ex: Associação com líderes religiosos.
·    Orgulho, vaidade, egoísmo, presunção
·    Ausência da clara evidência da natureza de Deus.
·    “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4:23)
              Na parte de domingo a Bíblia apresenta Moisés pastoreando as ovelhas nos campos de Midian.  Por certo estava sozinho pensando na desventura que abatera sobre o seu povo no Egito e a sua impotência para resolver a situação. Foi neste instante que um pequeno arbusto é envolvido em chamas. Provavelmente a sua maior preocupação foi salvar as tenras ovelhas do incêndio. Mas algo o deixa curioso: a pequena árvore em chamas não se queima. Abre bem os olhos e tenta se aproximar para ver melhor, mas foi detido por Deus. A ordem divina foi: “descalça os seus pés porque o lugar em que tu estás é terra santa”. Depois, de Se identificar como o Deus de seus antepassados veio a ordem para retornar ao Egito, livrar o Seu povo da escravidão e conduzi-lo à terra de Canaã.
            Com esse fenômeno Deus ensinou algumas lições para Moisés e também para nós, vejamos:
-Assim como a sarça envolta em chamas não se queimava, O Deus onipotente jamais permitiria que o Seu povo lá no Egito fosse destruído pelas chamas da aflição.
- “Tira os sapatos”. Uma ordem que envolve não só reverencia e adoração, mas a certeza de que Deus estava pronto para proteger e guiar os seus pés na longa jornada que ele teriam pela frente.
- “A terra em que ‘tu estás’ é santa.’” Dá a entender que tanto a presença de Deus como a de Seus filhos tementes santifica o lugar onde se encontram.
- Ao Deus Se apresentar, Moisés que antes estava curioso para ver melhor, agora cobre os olhos. Temos aí três lições. A primeira de reverencia. A segunda, Moisés não identificou Deus pelo fogo e sim pela voz. E a terceira de que não é necessário vermos Deus. Basta apenas ouvir a Sua voz e sentiremos a Sua presença.
- “Quem sou eu?’ Inquiriu Moisés. E Deus responde: “você é o Moisés que Eu conheço; criminoso, fugitivo, pesado de língua, mas é a única pessoa que Eu tenho na Terra para realizar esta grande missão; e veio a promessa que modificou tudo: “EU SEREI CONTIGO.”
Certa vez li um comentario  sobre as dez pragas no qual o escritor arrolou explicações extra Bíblia para todas elas. Ele afimava que naquela época os alimentos eram guardados em celeiros, ou abaixo da terra para serem protegidos, mas foram contaminados pelas pragas anteriores e como os primogênitos tanto humanos quanto dos  animais se alimentavam primeiro, só eles morreram. Uma explicação tão estupida como quem a escreveu.
O Egito foi semi destruído com as nove pragas anteriores mas em nada elas cotribuiram para a morte dos primogenitos. Apenas a dureza de Faraó causou a grande mortandade. Pena que o erudito escritor não deu nenhuma explicação porque os primogenidos dos israelitas foram poupados. 
Deus deu orientações precisas de como os israelitas deveriam proceder naquela noite especial. Vejamos:
- Um cordeiro deveria ser morto e com om molho de hissopo o sangue seria espargido na umbreira da porta.
- A família deveria comer todo o cordeiro assado e o que sobrasse deveria ser queinado.
- Em caso de família pequena o sacrificio poderia ser dividido por duas.
- O cordeiro seria sem defeito.
- Não poderia ter ossos quebrados.
- Deviam preparar pães asmos (sem fermento)
- As amassadeiras dos pães deveriam ser atadas ao corpo para que pão nenhum ficasse para traz.
-O alimento seria ingerido rapidamente e de pé.
- Todos deveriam estar prontos para partir.
- O que os israelitas pediram e receberam dos egipcios ouro e prata em abundãcia.
Esse ritual que apontava para o sacrificio de Jesus e deveria repetir  a cada ano. Era um seremonial muito solene, quando todo o Israel se humilhava diante de Deus e confeçava os seus pecados.
- O cordeiro sacrificado sem defeito apontava para Jesus que morreria  na cruz. O sangue na umpreira da porta provia salvação para todos que estivessem dentro da casa. O ramo de issopo usado mostrava que aquela casa se humilhou e atendeu a recomendação divina.
- A família toda deveria comer todo o cordeiro. Devemos aceitar o sacrificio de Jesus por completo.
- Em caso de familias pequenas poderiam se juntar para oferecer o sacrificio. Deus sugeriu um pequeno grupo de pessoas pois envolveria um espirito de adoração mais coloquial.
- Os pães sem fermento implca em uma vida isenta de pecados.
- Ao participarmos hoje da Santa Ceia devemos estar de pé prontos  para a viagem em direção ao Céu.
- Na volta de Jesus não vamos receber apenas ouro e prata dos homens deste mundo, mas herdaremos toda a terra.
A pascoa era a principal festa do povo de Israel. Era um momento de profundo exame pessoal e contrição. Israel se preparava o ano todo para este momento. Nós devemos, fazer de toda a nossa vida um preparo para a volta de Jesus. Aceitar por completo o Seu sacrificio, talvez seja a melhor maneira de adorá-Lo.
Um ateu assegurou  que Deus é ciumento e egoísta por Ele dar a ordem: “Não terás outros deuses diante de mim (Êxodo 20:3). Outro chegou a afirmar:  “Esta ordem é uma ditadura.” Deus é a única testemunha ocular de como o mundo foi criado. Só Ele estava presente na criação e, como tal, só Ele sabe realmente o que aconteceu. E mais: Deus age assim porque nos ama e quem ama, ama ser correspondido.
No nosso tempo, a adoração a coisas inanimadas, e a crença de que elas possam fazer algo de extraordinário como abençoar, interceder, guardar do mal e e até operar a nossa salvação, é algo natural. E o que dizer de pessoas que “adoram” seus ídolos do cinema, da televisão, dos esportes, da cultura do dinheiro e tantoe outros?
No momento mais solene para o povo de Iarael, enquanto Moisés permanecia sobre o Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos, a idolatria se instalou entre os israelitas. O bezerro feito todo de ouro demonstrava a disposição de fazer um deus com o melhor do que eles possuiam. É curioso que Arão apresenta a sua esmerada obra no plural: “Estes são teus deuses.” Talvez, porque no Egito cada um deles tinha o seu próprio deus, poderiam agora identificar o bezerro de ouro ao seu modo. O bezerro passava a representar o deus de cada um.
Parece que o povo estava com saudades das festas que ofereciam aos seus deuses no Egito. E ao ver o bezerro, uma desorganizada explosão de alegria se irrompeu e cada um pulava, dançava e cantava ao seu modo.O culto reverente, até então praticado no deserto, rapidamente, foi substituído por desrespeitosa algazarra. Realmente o povo se corrompeu.
Paulo extranhou o comportamento dos gálatas que “tão depressa passaram para outro evangelho” (Galatas 1:6). Como somos frágeis e volúveis. Parece que os descendentes de Rubem sempre existiram: “Iconstantes como a água” (Gênesis 49:3 VARC - 1995)
Moisés ficou completamente assustado diante da sarça ardente. Temeu ser elininado diante da presença gloriosa de Deus. Depois veio a experiencia do Sinai. Não um arbusto, mas todo um monte envolto em chamas, relampagos e trovões. Mas o desastre causado pelo bezerro de ouro afetou profundamente a sua confiança em Deus. Mesmo depois da promessa de que o Senhor subiria com ele, parece que a dúvida ainda o incomodadva.  O seu pedido envolvia grande risco pois ele poderia ser fulminado pela glória divina. Mas imaginava que, caso escapasse vivo, seria uma garantia de que Deus ainda o considerava como filho dileto.
O Senhor respondeu amavelmente ao seu servo, mas preferiu mostrar a Sua glória durante a longa travessia do deserto. E foi no santuário terrestre que, não só Moisés, mas todo o povo, em atitude de adoração viram por várias vezes a Sua glória.







           
           


terça-feira, 21 de junho de 2011

Reflexos de Jesus

Reflexos de Jesus

Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti. Is 60:2

     Depois de muitos anos de sua construção, resolvi visitar a igreja na qual congreguei por mais de dez anos. Diante dos seus portões, me ocorreu como que um filme, os cultos que realizávamos ao ar livre, quando não se via nenhum tijolo no local e a existência de um templo ali era apenas um sonho em botão.
     Enquanto o pregador apresentava uma comovente mensagem de apelo missionário, que na época da construção ele nem imaginava que um dia se tornaria adventista, meus pensamentos fugiam momentaneamente do sermão, divagando de telha em telha, de janela em janela, trazendo à lembrança o empenho dos irmãos que doavam o melhor de si em dinheiro, trabalho e dedicação.
     Lembro-me de que não foi fácil decidir que tipo de piso seria colocado. As melhores idéias esbarravam em um único obstáculo: a falta de dinheiro. Um irmão que não frequentava conosco, sugeriu aproveitar cacos de mármore que naquele tempo se conseguia de graça. A sugestão foi transformada em realidade.
     Naquele instante, os meus olhos acompanharam os pensamentos e foram vagarosamente se voltando para o chão; eu queria mais uma vez contemplar aquela obra de arte. Lembrava-me de que eram milhares de pedaços de pedras de tamanhos, formas e cores diferentes que antes, formavam apenas um monturo coberto de poeira. Elas foram manuseadas por um hábil profissional que as uniu com uma argamassa e depois as submeteu a um rigoroso polimento. O resultado foi um mesclado de cores de rara beleza.
     Os raios do Sol ao passarem pelas janelas incidiam sobre aquele piso de cores variadas e o resultado chamou-me a atenção. Não era possível identificar a cor, formato e tamanho das pedras, pois cada uma, naquele momento, demonstrando humildade, apenas refletia a luz do Sol.
     O homem foi criado “à imagem e semelhança de Deus.” Era propósito do Criador que refletíssemos para todo o Universo, não só a Sua imagem, mas, também, a Sua glória. Então, veio o pecado e a nossa santidade foi despedaçada e passamos a fazer parte de um grande monturo coberto com a poeira do pecado. Mas Jesus, o grande artista, veio ao mundo e lavou-nos com o Seu sangue e, com o auxílio do Espírito Santo nos fixou em Sua igreja.
     Somos diferentes uns dos outros em cor, tamanho e dons; mas Ele espera que ao fazermos parte de Sua igreja, permitamos que o mundo veja em nós, apenas Jesus, refletido em ações que proclamem em alto e bom som, que Ele não só nos resgatou como indivíduos, mas nos transformou em súditos de Seu reino..
     


sexta-feira, 17 de junho de 2011

"'Está tudo escrito no papel''

Está tudo escrito no papel
Era o primeiro aniversário da minha netinha Cicília. A festinha foi preparada e o seu irmãozinho Thales, de cinco anos, manifestou o desejo de fazer o sermão. Ele sempre prega durante os cultos em família. Mas apresentou um problema: ele não tinha “aquele negocio que o pastor usa. A sua mãe perguntou-lhe se era a Bíblia e ele foi enfático: “é onde ele apóia a Bíblia”. Um visinho meu trabalha com vime e pedi que ele fizesse um púlpito especial para o garoto.
No dia do aniversário vi o meu genro escrevendo algumas palavras em uma folha de papel junto com o pequeno. Logo passou a repeti-las para que ele memorizasse. Depois daquele rápido ensaio, em um momento em que o garoto estava sozinho com o papel nas mãos eu me aproximei dele e comecei a dizer-lhe que, caso ele esquecesse as palavras era só inventar algumas relacionadas ao assunto e continuar falando. A sua observação veio imediatamente: “não precisa inventar, está tudo escrito aqui”. No momento do “sermão” ele foi surpreendido com o púlpito novinho em folha e feito sob medida para ele. Orgulhoso colocou o papel sobre o móvel e começou a sua apresentação. Observei que ele olhava para as pessoas e depois se voltava para o papel como se soubesse ler. Que exemplo bonito para alguns pregadores dos dias de hoje quando muitos inventam doutrinas que são preceitos de homens. Não é necessário inventar nada, pois, o nosso Pai celestial deixou tudo escrito em Sua Palavra.
O meu avô materno dizia que hoje temos “espíritos” mais evoluídos do que os que escreveram a Bíblia e que ela era ótima na antiguidade, mas atualmente, pouca coisa se aproveita. Hoje, vemos verdades bíblicas como o sábado e o ministério sacerdotal de Cristo sendo substituídas por tradições e doutrinas de homens. Não podemos adequar a Bíblia aos nossos interesses, pois ela é a Palavra imutável de Deus. “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5:18). O fato de termos tantas religiões no mundo é o resultado de aceitar apenas parte da Palavra de Deus.
            Tudo o que necessitamos para essa vida e para a futura já esta escrito na Bíblia. Quer experimentar uma vida de paz e segurança? Aceite o Livro de Deus como regra de fé. “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço” (Salmos 119:16).

Carmo Patrocinio 

Espaço pensamento

O vento que leva um amor é o mesmo que traz a saudade. Carmo

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 25 a 2 julho de 2011

Comentario da Lição da Escola Sabatina de 25 a 2 de julho de 2011
A Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores
Preparado por Carmo Patrocinio Pinto

A nova série de estudos para o terceiro trimestre de 2011 vamos aprender um pouco como adorar em “Espírito e em verdade.” Dois temas vem a tona: o que adoramos e como adoramos. Como Adventistas já temos um conhecimento limitado de quem é o Deus que adoramos e como devemos adorá-Lo. O objetivo desta série de estudos é alargar os nossos horizontes nestes dois aspéctos, numa época em que o secularismo tende a ditar as normas.
No estudo desta semana vamos ver como foi o comportamento dos primeiros habitantes do mundo com relação a este tema. O verso aureo da lição deixa claro que em alguns momentos Deus está em lugares que nunca imaginamos.  Como aconteceu com Jacó, Moisés, Agar e tantos outros.
Antes da queda, Adão e Eva apresntavam uma Adoração modelo. Com a entrada do pecado a adoração expontanea e coloquial sedeu espaço para o medo e o distanciamento deste Deus amável e onipotente. O que aconteceu com o primeiro casal parece ser comum a nós também. Quando cometemos um pecado geralmente nos retraímos. Nos sentimos longe de Deus e nos envergonhamos Dele e das coisas a Ele relacionadas. Quando este constrangimento nos domina é, pelo menos, um bom sinal pois reconhecemos o nosso pecado e isso é um indicativo de que a reconciliação se torna mais fácil.
Na adoração fora do Éden vemos dois comportamentos distintos e opostos entre si. A adoração de Caim e Abel deixa claro três coisas: primeiro, Deus merece ser adorado. Segundo, Eledeixou normas de como adorá-Lo e terceiro, que a adoração equivocada não Lhe é aceitável.
No caso dos dois irmãos, Deus esperava uma adoração que retratasse o maravilhoso plano da salvação. Os dois estavm bem intencionados em adorar mas, o que fez a diferença foi Caim insistir em adorar ao seu modo. Ofereceu os frutos da Terra. Um pouco mais adiante nós vemos Jacó preparando um riquissimo presente formado por sete “frutos da Terra”. Ele esperva com os seus esforços aplacar a ira do “rei egípcio” (José) Gênesis 43: 11 e 12. A Bíblia não menciona qual foi a postura de José ao receber o presente, mas deixou claro que o problema só foi resolvido depois que Judá se dispos a ser ovelha sobre o altar Gênesis 44:32-34.
Três coisas desvirtuaram os filhos de Deus logo após a criação. Casamentos impróprios, que originaram duas classes de gigantes. Destes, alguns eram gigantes no porte fisico e outros gigantes na violência. Caso Deus não agisse da maneira como agiu, toda a raça humana teria sido exterminada. Surge, então, dois homens que fizeram a diferença. Nasce Enos, neto de Adão que procurou restabelecer a adoração ao verdadeiro Deus o que, provavelmente, não foi fácil. Logo depois surge Noé que decidiu atender o desafio de Deus com duas missões simultaneas: Advertir o mundo do dilúvio iminente e construir uma arca para preservação da vida.
É curioso  que os mesmos pecados que marcaram os antediluvianos estão presentes nos dias de hoje: séxo e violência. Hoje temos verdadeiros gigantes nestas áreas. Não temos clareza de como foi nos dias de Noé mas, parece que o desvirtuamento do  séxo e a violêcia hoje superam em muito a daqueles tempos. A repetição, hoje,  do comportamento dos antediluvianos foi apontado por Cristo como um claro sinal do fim  “E como foi nos dias de Noé, assim será também na vinda do Filho do homem.” (Mateus 24:37).
Sempre Deus contou com pessoas fieis que O adoraram com dedicação e, de Sua parte, fez  de tudo para preservar-lhes a fé. Abrão se destacou em seu propósito de, em meio a corrupção e incredulidade reinate em sua terra, erguer a bandeira da perfeita adoração a Deus. Como o seu ambiente constituisse uma seria ameaça a esse propósito, Deus o convidou para deixar tudo e sair errante pelo mundo na busca de uma terra onde fosse possível exaltar o nome do Senhor.
Deus submeteu, Abraão, a uma segunda prova. Ele deveria sacrificar Isaque, o filho da promessa. No momento crucial um cordeiro aparece e o filho é poupado. Foi neste solene momento de adoração no alto do monte Moriá, que Abraão,  Isaque e o Universo tiveram uma visão clara  do grande Plano da Redenção.
Jacó acabara de realizar a sua primeira e grande trapassa. Diante de sua esperteza em usurpar de Isaú o direito da primogenitura ele agora estava condenado a morte. Rebeca sentiu o drama e o acoselhou a refugiar-se na casa de seu tio Labão que morava longe dali. Sozinho, cançado, com saudades da mamãe que o paparicava, Jacó se depara com a sua primeira noite no deserto. Tudo é lúgubre e ameaçador. Ele não dispoe de uma casa com paredes que possa protege-lo de seus inimigos, dos animais bravios e das intemperes do tempo. Foi nete momento de temor e angustia que Deus lhe proporcionou a visão de uma escada na qual desciam anjos fazendo-lhe promessas maravilhosas e subiam levando os seus anceios até o trono da graça. Ele que, até então, não desfrutava do conforto de uma casa de tijolos, de um momento para outro se sente dentro da casa de Deus. Provavelmente Jacó imaginasse ser aquele o pior lugar do mundo, mas em um momento a sua visão mudou por completo e ele confessa: “o Senhor está neste lugar e eu não sabia, esta é a casa de Deus”. Ali Jacó renovou os seus votos de fidelidade ao Senhor. Deus está onde está um de Seus filhos que em arrependimento e contrição procura se reconciliar com Ele. Jacó transformou a tosca pedra que lhe servio de travesseiro em um altar de adoração a Deus. Será que estamos dispostos a transformar as nossas provações em um altar de exaltação ao Senhor?
A verdadeira adoração não perdeu as suas características ao longo do tempo. Será que eu e você não a temos descarecterizado em parte?
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de Junho de 2011
Revestidos de Cristo
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto

Quando eu tinha meus dez anos de idade, pela primeira vez, participei da programação de Natal de minha igreja. Foi nessa oportunidade que pela primeira vez usei uma calça comprida. Lembro como hoje. Era de um tecido branco com fios prateados que brilhavam sob a luz do Sol. A meu ver, daquele dia em diante eu seria visto como homem e não seria mais uma criança.
Naquela época eu não tinha nenhuma noção do que seja estar vestido com as vestes brancas oferecidas por Cristo. Estas sim, dão a cada um de nós uma nova personalidade. Quando Ele nos veste é porque algo de especial aconteceu em nossa vida. As Suas vestes indicam que aceitamos o plano redentivo oferecido pelo Céu e nos propomos a viver “em novidade de vida”.
Estar vestido com as vestes brancas de Cristo, semelhante à santificação, é uma tarefa para a vida toda. Há o perigo de hoje estarmos revestidos e amanhã permitirmos que os desejos da carne maculem a nossa cândida vestidura, o que será uma tragédia. (Veja parte de quinta-feira)
A lição desta semana focaliza dois aspectos especiais. O estar revestidos de Cristo nesta vida e, depois, o nosso viver com roupas brancas no lar celestial. O segundo aspecto é consequência do primeiro. Em nossa vida terrena estamos sujeitos a ver as nossas lindas vestes serem manchadas pelo pecado. Mas quando estivermos no Céu, nunca mais Satanás nos ameaçará.
Na parte de domingo Paulo afirma que a fé em Cristo é o único meio de tornarmos filhos de Deus, o que significa estarmos comprometidos com o nosso Criador. A aceitação do plano redentivo nos conduz a uma mudança de vida manifestada publicamente pelo batismo. Ao sermos batizados estamos apresentando ao mundo a nossa decisão de vivermos em “novidade de vida”. Quando isso acontece Jesus nos cobre com o Seu manto de Justiça e como filho de Deus nos faz herdeiros das promessas feitas a Abraão. É maravilhoso pensar que num passado distante fomos vendidos pelo pecado e nos tornamos escravos de satanás, mas uma vez aceitando o plano da redenção nos tornamos filhos de Deus e herdeiros de todas as Suas promessas.
Em Romanos 13 temos os princípios básicos que nos outorgam o favor de sermos revestidos de Cristo. Podemos dizer que Romanos 13 é a cartilha do cristão. Existe ai algumas normas que, uma vez aceitas, nos possibilitam o direito de sermos revestidos de Cristo. Vamos recapitular três delas: Em primeiro lugar Paulo nos adverte da necessidade de aceitarmos Deus como o Senhor de nossa vida. Foi Ele que elaborou um código de boas maneiras que vai identificar cada um de Seus filhos neste mundo. Em segundo lugar o nosso Deus apresenta o amor ao próximo como um princípio básico, pois quem ama o próximo não cobiça, não mata, e nem adultera. E Jesus dá mais profundidade a este conceito: “Amar uns aos outros como Eu vos amei.” Este amor sem fingimento, caso fosse praticado por toda a humanidade faria deste mundo um retrato do Céu. Em terceiro lugar, Paulo apresenta a necessidade de estarmos atentos quanto aos sinais da volta de Cristo, quando seremos revestidos da imortalidade. Mas antes que isso aconteça temos que ser revestidos das armas da luz porque o grande dia começa a raiar. As armas da luz, comunhão diária com Deus, nos possibilitam a vencer as tentações e consequente prática das coisas da carne. Feito isso seremos revestidos do Senhor Jesus.
Em Colossenses 3:1a10 a Bíblia apresenta uma clara alusão referente ao batismo. O velho homem morre dando lugar a uma nova vida com Cristo. Mas este morrer do velho homem não é um ato instantâneo e mecânico. É um exercício diário, pois há momentos que ele tende a ressurgir. Quando eu era garoto, não me lembro porque, decidi matar um gato a pauladas. Houve momentos que ele parecia estar morto, mas logo se levantava fazendo jus ao dito popular que o “gato tem sete vidas”. Mas a morte do velho homem é assim. Quando imaginamos que está morto ele ressurge querendo dominar o seu espaço. A morte do velho homem deve acontecer diariamente. Somos orientados a revestirmos do novo homem. e isso implica em constante vigilância e comunhão diária com Deus. Efésios 4:22-24 afirma não existe outra maneira de sermos revestidos com a justiça de Cristo a não ser o despojar diariamente do velho homem. Essa troca de vestes só é possível com o auxilio do Espírito Santo. Aí começa um novo caminhar em “novidade de vida”.
Em nossa vida terrestre fazer morrer o velho homem implica em um processo que envolve a vida inteira, mas a transformação operada por ocasião da volta de Jesus será instantânea. É impressionante pensarmos que num piscar de olhos seremos transformados, não de “glória em glória”, mas de uma vez e para sempre. Para mim, o mais importante é a eliminação de nossa tendência para pecar. Nunca mais sentiremos a angustiante dor causada pelo pecado. Que experiência maravilhosa! Eu não sei como isso será feito, mas de uma coisa eu sei: vale a pena a nossa persistência em fazer morrer o velho homem para, naquele dia, participarmos desse evento que nos fará participantes dos mundos não caídos.
Paulo chama a nossa atenção para a possibilidade de morrermos antes da volta de Jesus. Porém, mesmo que isso venha acontecer, ou seja, mesmo que a nossa casa (velho corpo) se desfizer, Deus promete um corpo incorruptível e eterno. Aqui sofremos dores e gememos, mas no Lar Eterno não terá lugar para qualquer desconforto.
A Bíblia faz uma ressalva importante: “Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus” (2 Corintios 5:4). Este verso dá a entender que existe o perigo de estarmos vestidos aos nossos proprios olhos mas estarmos nús diante de Deus. Aliás essa é uma das caracteristicas da igreja de Laudicéia. É necessário um constate e cuidadoso exame pessoal.
 A experiência que Deus reserva para cada um de nós é maravilhosa e vai acontecer quando este corpo mortal, num piscar de olhos, for absorvido pela vida eterna.

domingo, 12 de junho de 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina - de 11 a 18 junho

Comentário da Lição da Escola Sabatina “Mais Imagens de Vestes.”
 11 a 18 de junho de 2011.
Elaborado por Carmo Patrocínio Pinto
Igreja Adventista do Sétimo Dia, Central de Taguatinga, DF.

A mulher sabia que pelas leis mosaicas ela não poderia tocar em ninguém com pena da vítima ficar imunda. Cabia a ela manter vigilância e estar longe das pessoas. Imaginava que o seu ato furtivo jamais seria notado ou percebido por Jesus. Ela teve o cuidado de tocar apenas em Suas vestes. A sua fé era tamanha que tinha certeza de que um simples toque mudaria toda a sua vida. A fé exercida por essa mulher não é diferente do que se espera de cada um de nós.
Jesus estava rodeado de uma grande multidão. Podemos imaginar o empurra empurra pois cada um queria ficar mais próximo Dele. É impressionante que ali estivessem centenas ou milhares de pessoas ansiosas por estarem junto de Jesus, mas ao ser tocado por aquela mulher imunda o Mestre Se manifestou.
Ninguém na multidão exerceu tamanha fé e coragem como aquela mulher. Milhões acompanham Cristo neste mundo. Milhões parece estar bem junto Dele, mas não estão usufruindo da cura porque talvez se sintam perfeitamente saudáveis. Mas em meio aos milhões que estão ao Seu redor, Ele percebe quando um pecador, movido pela fé, se aproxima e com humildade toca em Suas vestes. Um toque furtivo, sem palavras e que nem se quer é notado pelos Seus professos seguidores.
As vestes de Jesus em si nada poderiam fazer por aquela mulher. Mas para que ela soubesse que ao tocar nas vestes de Jesus estava tocando em Sua pessoa o Mestre pergunta: quem Me tocou? Claro que Ele sabia quem era. Mas além da cura física Jesus queria efetivar a cura espiritual e procurou estabelecer um diálogo com aquela, até então, desventurada. A Sua pergunta foi proposital. A princípio o medo a dominou.. Antes a mulher queria apenas o favor de Cristo. Mas as palavras de Jesus inundaram de paz o Seu coração e começou ali um relacionamento que com certeza continuará na eternidade.
Por muitos anos trabalhei em um hospital que se situava próximo da igreja que eu frequentava. Um dia uma colega de trabalho se manifestou: “As mulheres de sua igreja se vestem tão bem que eu tenho vergonha de falar com elas.” Antes de tirar a Sua túnica o silencio e o pensamento de quem era o maior imperava entre os discípulos, mas ao Jesus tirar as Suas vestes de rei e cingir-Se com uma toalha como faziam os servos escalados para lavarem os pés dos convidados, os discípulos se soltaram e passaram a compreender quão longe estavam do ideal cristão. Faz parte de nossa adoração vestirmos a melhor roupa que temos, mas devemos fazê-lo de tal maneira que ela não ofusque a nossa simplicidade e modéstia. Jesus demonstrou simplicidade em todos os momentos de Sua vida e espera o mesmo dos Seus discípulos de hoje.
Devemos nos cuidar para que o ato de tirar a túnica e cingir com a toalha não seja para nós uma atitude de exaltação própria. O cingir-se com a toalha deve envolver todas as nossas ações revestidas de abnegada simpatia.
Certa vez um discípulo de São Francisco de Assis passou a se vestir com roupas velhas e rasgadas para demonstrar a sua humildade. São Francisco olhou para ele e disse: “Vejo pelas aberturas de suas roupas o seu orgulho.” Devemos estar cingidos com a toalha no trato com os nossos vizinhos e colegas de trabalho. Devemos estar cingidos com a toalha quando desempenhamos as nossas atividades na igreja sejam quais forem.
Para cingirmos com a toalha apresentada por Jesus necessitamos de uma entrega completa a Ele. Só então seremos capazes de praticar o verdadeiro exercício do amor não fingido.
Caifaz era o sumo sacerdote e pelas leis que regiam o sacerdócio jamais um sacerdote poderia rasgar as suas vestes. Primeiro porque em sua comunhão permanente com Deus nenhuma tragédia por mais cruel que fosse deveria desequilibrá-lo a tal ponto de em desespero rasgar as suas vestes. O segundo aspecto é que despido de suas vestes oferecidas por Deus jamais ele poderia oficiar em favor do povo. Mas algo especial acontecia naquele momento. O seu ato foi uma declaração pública de que com a morte de Jesus o serviço sacerdotal terrestre deixaria de existir, pois Jesus Se fez o nosso grande Sumo Sacerdote que passou a atuar no trono da graça nos céus.
No momento em que Jesus era julgado, os soldados tiraram a túnica de Cristo e o vestiu com uma túnica vermelha que identificava os párias da sociedade. Puseram uma coroa de espinhos em sua cabeça e um caniço nas mãos. Hoje existe uma tendência de desqualificar o ministério sacerdotal de Cristo.  Doutrinas como reencarnação, penitências, purgatório, intercessão de “santos” ganharam força no mundo. São doutrinas sem amparo bíblico e que tendem a despir Jesus de Suas vestes sacerdotais. Jesus continua sendo julgado e a atitude dos “soldados” de hoje não tem sido diferente dos de outrora. 
Após a crucifixão os soldados repartiram as vestes do Salvador entre si. Aquela era uma atitude marcada por um interesse simplesmente material. Quão bom seria se estes soldados estivessem mesmos interessados em usar as vestes do Mestre para a sua salvação pessoal.  Foi com esse propósito que Jesus Se deixou despir.
Hoje não é necessário lançar sortes para conseguir o manto de Cristo. O Seu manto de justiça está disponível a todos que, em humildade de coração, o aceitam como o seu Intercessor. Com ânimo e com fé nos aproximemos de Jesus. Um simples toque em Suas vestes será capaz de fazê-lo voltar para nós. E quando estivermos nos pés da cruz Ele nos envolverá com o seu manto de salvação. O escritor de Hebreus nos aconselha: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).

Mais um Blog



Você está acessando o blog de número 4.546.458.200. E vem a pergunta: Com essa astronômica quantidade de blogs, por que criar mais um? Será apenas o simples desejo de aparecer nas telas do mundo inteiro e trilhar a mesmice da maioria deles?
Este não é um blog para difundir banalidades e nem para discutir futilidades. Mas isso não quer dizer que ele terá cara feia ou semblante carrancudo. Ele veio a existência como resultado de uma preocupação. Para muitas pessoas a vida perdeu o sentido e vivem às margens de uma catástrofe existencial. Espero que suas páginas sejam usadas para avivar a esperança de alguém que nesse momento, talvez, esteja experimentando o amargo cálice da provação e debulhando lágrimas de desapontamento e tristeza. Muitos parecem não divisar nenhuma luz no final do túnel, mas é o nosso propósito mostrar que a luz existe não no final, mas dentro dele.
Um assunto pouco difundido hoje é a saúde de Charles Darwin. Muitos agasalham a imagem de um Darwin saudável e isento de qualquer vulnerabilidade física. Mas sabemos que a realidade é bem outra. Ao concluir o seu livro sobre a origem das espécies um amigo lhe perguntou como se sentia. E veio a resposta estranha e inesperada: “Eu começo a pensar que qualquer um que publica um livro é um tolo. Publicar livros com o objetivo de denegrir Deus é realmente uma grande tolice. O psiquiatra inglês, Dr. Rankine declarou: "Darwin odiava o seu pai e não conseguiu matá-lo em carne e osso, então tentou matar o seu Pai Celestial." Ele apresentava vários sintomas de doenças psiquiátricas. As suas palavras eram fruto de uma mente doentia que sempre o mergulhava em depressão e por várias vezes quase o levou a cometer suicídio. Mas quais foram às causas de tanto desencanto para quem aparentemente estava desabrochando para o mundo da fama?
Darwin em sua juventude estudou teologia e colocou no rascunho do seu livro que só um Deus poderoso seria capaz de criar um mundo com tantas particularidades e total perfeição. Mas afrontando a sua própria consciência tirou essa afirmativa de seu livro. “Desde então”, afirmou a sua esposa Emma Darwin, “ele nunca mais teve paz”. Temia que algum dia as suas idéias fossem contestadas e ele caísse no ridículo.
Posso ser simples e quase ignoto, mas jamais me considero um tolo, pois tenho a certeza de que estou exaltando o Deus criador do Céu e da Terra. Tenho a profunda convicção, de que se nos dias de Darwin existissem livros e blogs como este e, caso ele tivesse a humildade de lê-los, com certeza teria gozado de um saudável equilíbrio mental e terminado os seus dias irradiando a esperança que só vem do trono do Deus altíssimo. Quem sabe ele seria um dos maiores defensores do criacionismo e o evolucionismo jamais existisse.
Quando vemos milhões de pessoas tateando sem rumo como o autor do evolucionismo, e que em momentos de dúvidas e incertezas não encontram um porto seguro, sinto a imperiosa necessidade de arvorar-lhes a bandeira da esperança que só de Deus pode emanar.

Carmo P. Pinto