segunda-feira, 17 de junho de 2013

O melhor presente do Céu (Zacarias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 15 a 22 de junho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação matinal para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            As oito profecias encontradas na primeira parte do livro de Zacarias foram escritas em forma de “quiasmo” ou estrutura de espelho, o que significa que a primeira visão corresponde a oitava, a segunda a sétima e assim por diante.” Já na segunda parte do livro encontramos sete profecias messiânicas. A maioria delas fala do primeiro advento de Cristo, e outras, além de falar da primeira vinda de Cristo fazem um linque com a Sua segunda vinda e a restauração de todas as coisas.

            O povo de Deus voltou do cativeiro. Jerusalém foi reconstruída e o templo foi reerguido. A função profética agora era preparar esse povo para o primeiro advento de Cristo.

            O autor olha para o futuro do povo de Deus. Anuncia também o aparecimento do Messias com três características: rei (9:9-10), bom pastor (13:7-9) e transpassado (12:9-14). Ao ler esta segunda parte, é impossível não lembrar Jesus entrando em Jerusalém montado num jumentinho (rei-messias), ou quando afirma: “Eu sou o bom pastor”; ou ainda sofrendo a paixão e morte na cruz.

Existem opiniões de que a segunda parte do livro de Zacarias tenha sido escrita sessenta anos depois da primeira quando o povo já estava bem estabelecido em sua terra.

 Comentaristas afirmam que o estilo usado ao escrever a segunda parte difere da primeira e provavelmente teve a participação de outros autores. O horizonte histórico não é mais o do retorno do Exílio na Babilônia, pois Assíria e Egito são apresentados como nomes simbólicos de todos os opressores.

Zacarias apresenta detalhes da vida de Cristo que o torna um dos profetas mais citados no Novo Testamento. Pena que com tantas profecias apontando para a vinda do Messias não foram suficientes para mudar a maneira dos líderes religiosos verem o Messias e aceitá-Lo como Salvador. “Veio para o que era Seu, e os seus não o receberam” (João 1:11).

O povo de Deus falhou mais uma vez na sua missão. Era o seu dever preparar o mundo para o advento do Messias. O Messias Se tornou conhecido, mas não por intermédio deles.

Esse Jesus que os judeus não receberam tornaria a Judeia conhecida no mundo de então. O Seu nome despertou a curiosidade dos gregos e de outros povos. O povo Judeu, embora sendo dominado pelo Império Romano, passou a desfrutar de um respeito que antes não existia. O motivo de sua importância no mundo foi desconhecido por eles próprios.

 

Domingo

Alguns versos de Zacarias oito, em especial, me chamam a atenção. Diz o verso três: “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.” (Zacarias 8:3).

Veja que curioso: O templo foi reconstruído e dali para frente Ele seria a morada de Deus. Quase que o povo deixou escapar essa grande bênção.

Diz o verso 22: “Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor.”

E depois o último verso completa: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (verso 23).

Somos o povo do tempo de Zacarias não para anunciar a primeira vinda do Messias, mas a Sua segunda volta. Pelo Espírito Santo o Senhor habita em nosso coração e o mundo necessita ver essa realidade em nossa vida.

A nossa mensagem para o mundo deve ser a mesma de Moisés para Hobabe: “Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel” (Números 10:29).


 

Segunda

                As profecias de Zacarias tem muito a ver com as profecias de Daniel, Isaías e Ezequiel. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo” (Daniel 9:24). Com o inicio do ministério de Cristo dava início a última semana das setenta apresentada por Daniel.

            Um dado importante da entrada de Jesus em Jerusalém foi o fato de que a cidade não estava preparada para recebê-Lo. Tal situação levou Jesus a chorar sobre ela e é uma das poucas vezes que a Bíblia apresenta Jesus chorando. “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela” (Lucas 19:41). Aquele povo que tantas vezes foi convidado a se abrigar sob as asas da graça e recusou, estava condenado à destruição.

            É curioso o paradóxico. Enquanto a multidão cantava “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor” (Mateus 21:9), Jesus chorava. Quanto amor por um povo que O rejeitou!

            A entrada de Jesus em Jerusalém é narrada pelos quatro evangelistas. Mateus afirma que ao entrar Jesus em Jerusalém toda a cidade se alvoroçou. “E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?” (Mateus 21:10). Pela última vez a cidade ouviu então a repetida mensagem: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (Mateus 21:11). A cidade se alvoroçou, mas não se converteu.

            O Rei da paz estava entre eles e não O aceitaram. A cidade que recusou a verdadeira Paz, logo depois experimentou terríveis momentos de angustia. Tito veio sem misericórdia e destruíu tudo. “...Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos” (Lucas 19:42).

 

Terça

            “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12:10). Nesse verso Zacarias mostra o Rei da paz sendo transpassado. Jesus foi transpassado seis vezes. Nas duas mãos, nos dois pés, em um de Seus lados e também o Seu coração que foi transpassado pela angústia da rejeição.

            O choro apresentado por Zacarias provavelmente se refere aos que seguiam a Jesus e presenciaram Ele sendo transpassado pela espada enquanto estava suspenso na cruz. Mas há também o choro daqueles que O traspassaram ao vê-Lo retornar em glória e majestade. Eles terão plena  conciênscia  do que fizeram e sabem que terão de enfrentar o acerto de contas.

            Existe uma teoria de que essa profecia é simbólica e não literal porque os que transpassam Jesus estão mortos. No entanto temos plena convicção de que eles ressuscitarão naquele momento. E Ellen G. White vai mais longe: “Aqueles que O traspassaram.” Essas palavras não se referem apenas os homens que perfuraram Cristo quando Ele estava suspenso na cruz do Calvário, mas àqueles que, pela maledicência e por seus feitos, O estão perfurando ainda hoje” (Signs of the Times, 28 de Janeiro de 1903). Fala o escritor de Hebreus: “E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério” (Hebreus 6:6).

 

Quarta

            As ovelhas correm perigo de morte. Foram ferozmente atacadas pelo inimigo. Quando tudo perecia perdido aparece o Bom pastor. Ele as defende com veemência. É ferido e morto. Nesse momento as ovelhas que estavam ao seu redor se dispersam.

            Pedro foi se aquentar e dois deles foram para Emaús. Outros O observavam de longe: “E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia, para O servir” (Mateus 27:55). Diz o texto: “Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão” (Mateus 26:31).

            Isaías retrata bem o Pastor ferido e os motivos de Seus ferimentos: “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

Com a escassez de água em diversos locais da palestina, vários pastores formavam uma espécie de sociedade, construindo um redil comum. Os redis eram frequentemente cercados por uma muralha de pedra, e, por sobre o muro, colocavam feixes de espinhos apoiados em pedras maiores. Ficava um guardião velando toda a noite para defender o aprisco das feras e dos ladrões. Se em um redil estivessem as ovelhas de três pastores diferentes e a um deles pertencesse cinquenta ovelhas, somente as cinquenta atenderiam a sua voz.

A parábola do Bom Pastor mostra que existe um estreito relacionamento entre o pastor e suas ovelhas. Elas conhecem a sua voz e o seguem por onde ele vai. Por outro lado o pastor conhece cada ovelha pelo nome. Jesus afirma que o pastor mercenário ao ver as ovelhas serem atacadas eles fogem. Mas o Bom Pastor dá a Sua vida pelas ovelhas. E foi isso que Jesus fez.

No momento em que o Bom Pastor foi atacado as ovelhas se dispersaram. As ovelhas dispersas não conheciam a voz dos outros pastores. E não seguiram a nenhum deles. Elas permaneceram sem liderança. Mas com a ressurreição do Bom Pastor elas reconheceram a Sua voz e voltaram a segui-Lo. Ele aglutinou-as de novo.

 

 Quinta

            Já comentamos em outras oportunidades que as profecias referentes a primeira vinda de Cristo as vezes tem sentido duplo e são aplicadas também a segunda vinda. Esse é o caso de Zacarias que nem mesmo distingue uma da outra.

            Por exemplo: Sabemos que o conteúdo do verso quatro está intimamente ligado à segunda vinda de Cristo, quando o monte das Oliveiras se tornará em uma planície onde será firmada a Nova Jerusalém. Diz o texto: “E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul” (Zacarias 14:4). E completa o verso dez: “Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém, e ela será exaltada, e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei” (Zacarias 14:10).

            Zacarias termina o Seu livro apresentando a derrota daqueles que se insurgiu contra Jerusalém ao longo de sua história. Sabemos que essa profecia se refere também à destruição de Satanás e de seus seguidores que se juntarão para atacar a cidade Santa no final do Milênio.

Quando essas coisas acontecerem será o final do Grande Conflito que por mais de seis milênios permeou o nosso mundo. Esse conflito que nasceu no céu, floresceu em nosso coração e fez parte do nosso dia a dia. Zacarias nos oferece a certeza de que um dia Jesus exercerá o Seu domínio eterno e o mal nunca mais existirá. Naun afirma: “Não se levantará por duas vezes a angústia”  (Naun 1:9).  

 

Conclusão

            Zacarias apresentou a mensagem que deve acalentar o nosso coração e que é o nosso dever apresenta-la ao mundo. Assim como Jesus nasceu, morreu e ressuscitou, Ele voltará. Não como ferido e ensanguentado e não como servo sofredor. Ele virá em glória e majestade e o juízo estará em Suas mãos.

            Aqueles que O rejeitaram e perseguiram os Seus filhos serão eliminados com o “sopro de Sua boca”.  Para os fieis servos de Deus a promessa é: “E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:10).  

 

 

“Os professores da Escola Sabatina têm no ensino da lição da Escola Sabatina um campo missionário que lhes foi dado...” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 18).

 

“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que Eu vá” (1 Timóteo 4:3).

domingo, 9 de junho de 2013

Visões de esperança (Zacarias)


Comentário da lição da Escola Sabatina de 8 a 15 de junho de 2013.  Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

Zacarias foi um dos três profetas pós-cativeiro. Além de profeta ele era sacerdote. Isso pode explicar o seu empenho na reconstrução do templo. Presenciou um momento difícil para o povo de Deus. Ele é considerado o mais messiânico dos profetas.

Com vinte dias de pregação Ageu convenceu o povo a recomeçar a reconstrução da cidade e do templo. Mas as coisas caminhavam devagar e dois meses depois surge Zacarias com o firme propósito de incentivar o povo a se voltar para o Senhor e priorizar a reconstrução do templo. Ele foi bem sucedido em sua pregação.

Na tomada de Jerusalém um grupo não foi levado para o cativeiro. Entre eles incluíam pobres, velhos e pessoas improdutivas. Desse grupo fala Neemias: “As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sussedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo” (Neemias 1:1-3).

Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 AC sob o decreto de Ciro eram os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinquenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Esse grupo se juntou ao primeiro. Isso se explica porque um comentarista escreveu: “Os que retornaram para a Terra da Promessa estavam desanimados e deprimidos.”

O autor da Lição dividiu o livro da Zacarias em dois estudos. Na primeira parte vamos estudar até o capitulo sete e na próxima semana estudaremos o restante do livro. A primeira parte é constituída de oito profecias, considerada pelos teólogos, de difícil interpretação, e o conteúdo dos últimos capítulos do seu livro são os mais lembrados pelos escritores do Novo Testamento.

O povo sem recursos estava desanimado e paralisou a construção do templo por doze anos. Zacarias exortou o povo a confiar em Deus. Havia oposição? Sim! Mas a reconstrução não se realizaria pela força humana e sim pela atuação do Espirito Santo.

Muitos consideram as visões de Zacarias uma das partes da Bíblia mais difíceis de entender. Mas o autor da lição esclarece como entendê-las. Ele afirma que as oito visões apresentadas na primeira parte do livro foram escritas em forma de quiasmo. Quando lemos o seu raciocínio as coisas se aclaram. Dois pontos fundamentais na explicação do autor nos ajudam a compreendê-las. 1º - Na forma como foi escrito o significado da primeira visão corresponde à última e a sétima a segunda e assim por diante. 2º - O estudo deve ser feito na sequência inversa. Se a última fala de guerra à primeira fala de paz. E assim por diante. E completa o autor: “Da primeira à última e da última à primeira, Deus estava em ação. Seu amor, graça e justiça são revelados e vindicados.” Observação: para melhor esclarecimento leia o comentário bíblico inserido nas páginas 141 e 142 da lição de professor.

 

 Domingo

          O livro de Zacarias começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. O livro está repleto de referências de Zacarias à palavra do Senhor. O profeta, fielmente, transmite a mensagem dada a ele por Deus. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada, mas continua apático e indiferente.

O cativeiro aconteceu porque o povo se afastou de Deus. Mesmo experimentando o gosto amargo da escravidão por setenta anos, isso não foi o suficiente para trazê-los de volta para o Pai. Ao retornar do cativeiro continuavam correndo atrás de seus próprios interesses e deixando Deus em segundo plano. O caso estava tão sério que o anjo do Senhor intercedeu por Judá.

            Deus nos ama a tal ponto de confessar um ciumezinho de nós. “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Depois da glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho” (Zacarias 2:8).


            Deus desejava tratar com justiça os povos que maltrataram o Seu povo e esperava uma resposta de amor e reconhecimento da parte deste.

 

Segunda

            Zacarias fala que viria um tempo que multidões de outros povos viriam à Jerusalém. Essas palavras não sovam bem aos ouvidos do povo. Ter Jerusalém habitada por gentios era algo inconcebível para eles.

            Essa “invasão” de Jerusalém tinha um motivo específico. Jesus o Rei do Universo faria milagres e pregações nela por 33 anos. A Sua presença ali atrairia pessoas de todas as nações. A Bíblia afirma: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (João 12:32). E desde o Seu nascimento Jerusalém recebeu visitantes que vinham conhecer o Rei dos Reis. Os magos do oriente vieram adorá-Lo e depois um grupo de gregos se dirigiu à Jerusalém com o propósito de conhecer o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

            Esse era o propósito de Deus, mas a visão sectarista dos judeus não permitiu que eles entendessem o plano divino. E foi justamente por adotar essa postura é que o povo rejeitou a Jesus. Ao rejeitarem a Cristo como o Salvador do mundo a nação judaica deixou de ser o povo escolhido de Deus.

            Fará parte do verdadeiro Israel todo aquele que em qualquer parte de mundo aceitar a Jesus como o Salvador. Não só a Jerusalém terrestre seria povoada de gentios que viriam de longe para conhecer o Salvador, mas a Jerusalém celestial será habitada por pessoas vindas de toras as nações, tribos e línguas da terra.

 

Terça

            Dois motivos levaram Satanás a acusar o Sacerdote Josué. Primeiro Josué era pecador pelo simples fato de ser humano. E em segundo, como sacerdote ele assumia os pecados de todo o Israel. No Santuário terrestre o sumo sacerdote intercedia pelo povo e aparentemente assumia os pecados de todos eles. Realmente Josué, como todos nós, estava sujo diante de Deus.

 Zacarias teve uma das visões mais confortantes de toda a Bíblia.  Josué nada podia fazer diante do acusador. Ao olhar para as suas próprias vestes tinha a noção de que as acusações eram justas e que estava realmente sujo diante de Deus. Aparentemente estava tudo perdido. Os argumentos do inimigo eram fortes.

 Então o Anjo, que é o próprio Cristo, o Salvador dos pecadores, reduz ao silêncio o acusador do Seu povo, declarando: "O Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?"(Zacarias 3:2). Israel por muito tempo permanecera na fornalha da aflição. Por causa de seus pecados foram quase consumidos na chama acesa por Satanás e seus agentes, para sua destruição; mas Deus agora Se lançara à obra de salvá-los. Penitentes e humilhados como se acham, o compassivo Salvador não abandona Seu povo ao cruel poder dos pagãos. ...” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 148).

            Ao Jesus Se apresentar mostrando o sinal dos cravos Satanás se emudece. “E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força” (Habacuque 3:4).

 

 

Quarta

            Cinco pontos  importantes são apresentados no capitulo quatro de Zacarias. Primeiro, seria impossivel a reconstrução do templo se concretizar apenas com os esforços humanos. Segundo, seria pela obra do Espirito Santo que a construção do Templo seria realizada.

            Terceiro, Zorobabel parecia muito pequeno para executar uma obra tão grande e importante. Mas ninguém deveria desprezá-lo por ser pequeno. Quando uma pessoa se coloca sob a direção do Espirito Santo tudo é possível.

            Quarto, os grandes montes (reinos) que se opunham a Zorobabel se tornariam em campina ou sem nenhuma importância.

Quinto, os sete olhos de Deus indicam a amplidão de alcance e pleno controle do Senhor sobre tudo que está sobre a terra. Jesus é o Renovo, Ele é a Pedra. Josué era sacerdote e Jesus seria o Sumo sacerdote que atuaria na terra e no Céu. Com a morte de Cristo todo o Céu vê, com alegria, a possibilidade de salvação para todo o pecador. Sobre Jesus estariam os olhares do Céu. “Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniquidade desta terra num só dia” (Zacarias 3:9). Veja a interpretação de alguns pontos do capítulo 4 apresentada pelo autor da lição na página 137.

 

Quinta

            O povo de Judá estava acostumado com um calendário e objetivos pré-determinados para jejuar. Deus visava com essa medida levar o povo a uma reflexão mais profunda das causas do cativeiro babilônico. Porém, com o tempo esse jejum se tornou uma pratica comum e simplismente ritualista.  

Após o cativeiro o povo desejou saber se continuaria jejuando ou não. A resposta de Deus foi que o jejum desprovido de exame do coração, e de retorno ao Salvador e consequente prática do amor se torna inútil.

            A resposta divina foi: “Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão” (Zacarias 7:9-10). “O verdadeiro jejum não é um serviço meramente formal. A Escritura descreve o jejum preferido por Deus: "que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo ... Que deixes livres os quebrantados [ou oprimidos] e despedaces todo o jugo ...;" "abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita" Isa. 58:6 e 10”” (O Desejado de Todas as Nações, p. 278).

 

Conclusão

            Na primeira parte do livro de Zacarias aprendemos coisas preciosas. Em primeiro lugar a gente viu o interesse de Deus em nos perdoar. Diante das acusações de Satanás, Jesus Se apresenta como o nosso intercessor e desmascara o inimigo.

            Em segundo lugar, aprendemos que um dia Jesus julgará todas as nações e instituirá o Seu reino eterno.  

Em terceiro lugar Ele nos garante que, com a ajuda do Espírito Santo faremos coisas impossíveis aos olhos humanos.

E, por último, Ele nos convida a uma renovação espiritual.

 

 


 

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