domingo, 29 de dezembro de 2013

Os discípulos e as Escrituras

Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e oito de dezembro de 2013 a quatro de janeiro de 2014, elaborado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
No primeiro estudo da serie Discipulado o autor nos mostra a importância que Jesus da à Bíblia e o que ela representa para o discipulador.
O Velho Testamento era a cartilha de Jesus. Ele usou a Bíblia no Monte da Tentação, no Caminho de Emaús após a Sua ressurreição, no templo ao ler Isaías e ao advertir o povo como à fonte de nossa salvação. Jesus usou a Bíblia não só para desmascarar o inimigo, mas também como fonte de conhecimento para a salvação.
Nenhum discipulador terá sucesso se não fizer da Bíblia a sua base de conhecimento para ensinar. O estudo acurado da Bíblia nos leva a Cristo e desperta em nós o desejo de partilhar Jesus com aqueles que estão ao nosso redor.
A pregação sem base bíblica é vazia e ineficaz. Apenas as palavras que emanam dela não voltarão vazias.

Domingo
            Antes de iniciar o Seu ministério Jesus demonstrou ser um profundo conhecedor das Escrituras. Ele desmascarou Satanás usando trechos da Bíblia que Ele sabia de cor. O quadro da tentação no monte nos mostra quão importante é o conhecimento da Bíblia em momentos emergenciais.
            O próprio Jesus mostrou que a Bíblia fala de Si mesmo como Aquele que viria em forma humana para morrer em nosso favor. Não acreditar na Bíblia é não acreditar em Cristo. Não tem como falar da Bíblia sem falar de Cristo e nem falar de Cristo sem usar a Bíblia. Disse Ele: “Examinai as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de Mim testificam.”
             A Bíblia é a fonte que nos mostra Jesus. Nela encontramos um Salvador profetizado no Éden e presente em todos os altares que os patriarcas erigiram antes da cruz. Ele está incrustrado no Calvário, ressurge do túmulo de José e do monte das Oliveiras Ele partiu deixando a promessa de que em breve voltará. Do Gênesis ao Apocalipse a Bíblia apresenta Jesus.

Segunda
Jesus via toda a Bíblia como a fonte de verdades incontestáveis. Ele chamou a atenção dos líderes religiosos de Seu tempo pela indiferença que alguns demonstravam para com as Escrituras, principalmente pelos textos que apontavam para a vinda do Messias. 
Ele tinha uma mensagem que se adequava a cada grupo de pessoas no que tange as suas crenças e pensamento. Alguns imaginavam que Ele veio para anular a lei e todo o Velho Testamento. A esses Ele foi enfático: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5:17).
            Para os que descartam determinadas partes da Bíblia Ele adverte: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19).
Para os que consideram justos aos seus próprios olhos Ele os advertiu: “Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20).
Ele faz uma séria advertência para aqueles que apresentam um cristianismo de fachada: “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim” (Mateus 15:8).
Os sacerdotes tinham muito que aprender com Jesus. Sem alarde, dúvidas após dúvidas eram afastadas e as verdades eram resgatadas. O povo aceitava com mais facilidade a mensagem da Bíblia em quanto os líderes as ignoravam.

Terça
            Quando Jesus nasceu a credibilidade na Bíblia por parte dos líderes religiosos fixavam em dois extremos. Eles criam de tal forma na Lei moral dos Dez Mandamentos que os levaram a uma regulamentação de alguns mandamentos da Lei. Centenas de adendos foram elaborados orientando de como os observar, principalmente o sábado. O outro extremo era uma descrença generalizada em alguns mandamentos e principalmente nas profecias que apontavam para a vinda e missão do Messias.
            Jesus procurou mostrar para o povo, o valor de toda a Bíblia e isso causava muita inquietação por parte de alguns, principalmente quando Ele os trazia para a Bíblia e lhes mostrava ser Ele o Filho de Deus, o que era considerado por muitos como blasfêmia.
            Em Mateus 5:17–39 Jesus mostrou nas Escrituras a maneira falha como muitos de Seu tempo interpretavam os princípios sagrados. Assim como os judeus haviam regulamentado a observância de alguns mandamentos, em especial o sábado, criando adendos não condizentes com o verdadeiro sentido do mandamento, Jesus reforçou a natureza de alguns mandamentos que ao longo dos séculos foram quase que totalmente ignorados com o sétimo: “Não adulterarás.”
            Jesus mostrou que o verdadeiro discípulo deveria ser uma pessoa equilibrada tratando de igual forma toda a Escritura.

Quarta
            Jesus tinha por costume responder as dúvidas das pessoas usando a Bíblia ou mesmo desperta nelas o interesse pelo livro sagrado. O momento não despertava nenhuma suspeita. Todos haviam participado da Santa Ceia incluindo o lava pés.
         Naquele momento o Salvador fala da traição que sofreria dentro de algumas horas. Ao fazer referencia de que seria traído, acrescentou: “Desde já Eu digo, antes que suceda, para que, quando suceder, creiais que Eu sou” (João 13:19). A Sua afirmação tinha dois objetivos. Primeiro chamar a atenção dos discípulos para o que estava profetizado a Seu respeito na Bíblia e ao mesmo tempo, mostrar para os discípulos que Ele sabia, a priori, de tudo o que Lhe iria acontecer.
         O doutor da lei decidiu usar todo o seu conhecimento para deixar Jesus
embaraçado, mas o tiro saiu pela culatra. Aparentemente ele estava interessado na salvação e pergunta “que farei para me salvar”. Sabiamente Jesus o leva para a Bíblia que ele conhecia como ninguém. O Mestre pergunta: “Com lês?” Ele esbanjando conhecimento leu sobre a necessidade de amar o próximo. Jesus responde: “Faze isso e viverás.”
         O doutor não deu o assunto por encerrado e pergunta “quem é o meu próximo?” Jesus viu que ele necessitava de uma explicação mais objetiva e inventou ali na hora a parábola do bom samaritano. Ao Jesus falar da postura do sacerdote e do levita provavelmente ele tremeu de medo de que Jesus incluísse mais um personagem, um doutor da lei.
         Ao falar com os desolados discípulos no caminho de Emaús Jesus, ao mesmo tempo em que os encorajou os repreendeu pelo descuido no estudo das profecias bíblicas.

Quinta
Para os sacerdotes do tempo de Jesus curar alguém no sábado era uma transgressão aberta do dia do Senhor. O Mestre demonstrou publicamente que é lícito não só curar no sábado mas fazer qualquer tipo de bem no dia santo.
Como existia grande controvérsia nesse sentido Jesus foi mostrando as verdades aos poucos e pediu para as curas que realizava nos sábado não fossem divulgadas.
Os sacerdotes não aceitavam que curas pudessem ser feitas no sábado. Um detalhe: parece que esse não era o cerne da questão. O maior problema é que eles não conseguiam realizar os milagres que Jesus fazia e isso aumentava a rivalidade. Jesus usou de sabedoria e insistiu para que os milagres não fossem divulgados.
Marcus inicia o seu livro da biografia de Cristo mostrando a vinda do precursor de Cristo, João. E enfatizou que tudo transcorreu conforme a narrativa dos profetas, no caso, Isaías.
Em Atos capitulo um é mencionada a escolha de Matias em substituição a Judas que cometera suicídio. Os apóstolos foram claros em mencionar a profecia dos Salmos que falam claramente dessa escolha. As profecias a apontado para Cristo remonta o Éden e Moisés fez questão de mencionar a vinda do Messias.

Conclusão

            Jesus soube aproveitar todas as oportunidades para enaltecer a Palavra de Deus e apresenta-la como fonte de conhecimento para a salvação. Com ela no coração Ele encontrou forças para derrotar o inimigo e dirimir as dúvidas e exageros que o tempo se encarregou de acumular na mente das pessoas. Ele colocou a Bíblia no devido pedestal de onde nunca deveria ter saído.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Exortações do santuário


Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e um a vinte e oito de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
O escritor de Hebreus nos desafia a sermos ousados e entrar no santíssimo. O termo não é uma incitação a que sejamos atrevidos e inconsequentes. O escritor quer mostrar que antes do sacrifício de Cristo isso era impossível, mas com a Sua morte o que era impossível se tornou possível e, como pouca gente acredita nessa nova possibilidade que se abriu, temos que agarrá-la com determinação.
Por milhares de anos as atividades do santuário no Céu aconteceram no santuário terrestre, mas Jesus ocultando a Sua glória com o véu da forma humana veio a este mundo e com o Seu sacrifício estabeleceu um novo caminho para a nossa salvação.
A expressão “um novo caminho”, não quer dizer que o método de salvação foi alterado com a morte de Jesus. Ele é o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo. O que alterou é que antes da morte de Jesus a nossa salvação passava pela cruz, mas por intermédio de sacerdotes humanos e pecadores e o que se fazia no santuário terrestre era uma sombra do que um dia aconteceria no Céu. Depois da ascensão Jesus entrou no santuário celestial inaugurando não só o caminho para o santuário celestial, mas também as Suas atividades como sacerdote.
Pelo Seu sangue derramado Ele Se tornou o sacerdote e o cordeiro ao mesmo tempo. Sem a presença de homens pecadores atuando como sacerdote e sem a presença de cordeiros Jesus realmente inaugurou um novo caminho que nada mais é do que uma continuação do que já existia. Depois do pecado o santuário celestial sempre existiu com a diferença que, depois da morte de Cristo, ele passou a ser ocupado por Aquele que deu a Sua vida por nós.

Domingo
Vivíamos sem Deus e sem esperança de salvação. “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12). Tudo o que se praticou no santuário terrestre perderia a sua eficácia caso Jesus tivesse falhado na cruz.
A Sua morte abriu a cortina para que todo o pecador pudesse ver em letras garrafais uma palavra que até então estava obscura, esperança. Essa palavra nos oferece uma firme certeza de que a salvação, que antes da cruz víamos por sombra, se tornasse real. Ela é a nossa âncora que nos dá segurança junto ao porto de nossa salvação. “A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hebreus 6:19).
A morte de Jesus nos proveu acesso direto ao santuário celestial. Certa vez vi um líder religioso dizer que os adventistas e os demais crentes são orgulhosos porque não aceitam a intercessão de Maria em nosso favor. A Bíblia, falando de Jesus, afirma: “Porque em nenhum outro há salvação.” Apenas Cristo abriu o caminho para o santuário celestial.


Segunda
Hebreus 10:22 nos oferecem quatro palavras mágicas que nos garantem acesso direto ao Santuário celestial. São elas: sinceridade, fé, purificação e lavar.
Sinceridade quer dizer o reconhecimento de nossos pecados.
A fé nos proporciona a confiança de que o sacrifício de Jesus é o bastante para a nossa absolvição.
Uma vez purificados pelo sangue de Cristo aceitamos ser lavados pelo batismo como testemunho público de nossa entrega a Cristo.
Quando damos esses quatro passos estamos dizendo ao mundo que aceitamos o sacrifício de Cristo por nós e demonstramos a nossa certeza de que apenas Deus pode purificar o nosso coração.

Terça
A Bíblia afirma que sem fé é impossível agradar a Deus. É necessário inteireza de fé para confiar em todo o plano da salvação. A bíblia fala dessa experiência como “completa certeza”.
Temos que ter completa certeza de que somos pecadores e que nada podemos fazer de bom para nos salvar. Assim como devemos ter plena certeza que Jesus e o nosso único Salvador.
A fé tão necessária para adentrarmos o santuário celestial não brota por acaso e nem se desenvolve sem ser alimentada. Ela é desenvolvida com o estudo da Palavra de Deus.
Existem outras maneiras pelas quais a nossa fé se desenvolve. Uma é testemunhando para o mundo o que Deus tem feito por nós. E outra maneira é mantermos uma vida de oração.
Para adentramos ao trono da graça necessitamos ter confiança, não em nós mesmos, mas no Deus que nos criou e que tudo faz para nos redimir.

Quarta
Ao falar do amor de Jesus pelos discípulos João afirma: “Amou-os até o fim.” O amor de Jesus por nós O levou às últimas consequências. Deus não faz as coisas pela metade. Ele não nos ama até determinado ponto e depois desiste. Ele ama até o fim.
Quantos aceitam o sacrifício de Jesus e promete amá-Lo até o fim, mas tempos depois o amor arrefeceu. Essas pessoas nos fazem lembrar-se daquele hino que diz: “Quantos que corriam bem de Ti longe vão.”
A admoestação bíblica é: “Conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança.” O objetivo de Satanás é disseminar o desanimo e levar os fieis à frustração.
Temos um grande sumo sacerdote. Conhecê-Lo mais e mais é o segredo para jamais abandoná-Lo. “Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hebreus 4:14).
Hoje é comum vermos adesivos de carros afirmando que “Deus é fiel.” Não sei se todas as pessoas que usam tais adesivos tem uma convicção real do que essa frase significa. Realmente Deus é fiel e nos ama. A promessa de salvação nos foi feita por Ele. “Retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa” (Hebreus 10:23).
A Bíblia nos assegura que é “impossível que Deus minta”.

Quinta
            Davi era um apaixonado pela igreja ele deixou isso bem claro. “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios” (Salmos 84:10).  Jesus tinha por costume ir à igreja. “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler” (Lucas 4:16). Vemos também que Paulo seguia o exemplo de Cristo: “E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras” (Atos 17:2).
            Para que a nossa presença na igreja seja uma constante é necessário que tenhamos um motivador. Esse motivador nada mais é do que o amor. Amor a Deus e amor ao próximo. “Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros” (João 15:17). Faltando o amor, servir a Deus e a constante presença na igreja se tornam um fardo. Caso percamos o interesse de estar no santuário de Deus na Terra como nos aproximaremos do santuário celestial?
            “A igreja necessita da experiência nova e viva dos membros que mantêm uma habitual comunhão com Deus. Testemunhos e orações insípidos, batidos, destituídos da presença de Cristo, não ajudam o povo” (Serviço Cristão, p. 212). 
            Vivemos em uma época de muita correria e a cada dia que passa se torna mais fácil negligenciarmos a nossa comunhão com Deus e o nosso relacionamento com os irmãos fica comprometido. Nunca o conselho bíblico foi tão oportuno como nos dias de hoje: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25).
            É curioso o comportamento de uma ninhada de cachorrinhos ou gatos. Na ausência da mãe eles se unem uns aos outros e, assim, permanecem aquecidos. A unidade é imprescindível para a sobrevivência de todos.
            “Procure toda alma responder agora à oração de Cristo. Que toda alma ecoe essa oração em espírito, em petições, em exortações, para que todos eles sejam um, assim como Cristo é um com o Pai, e labutem com essa finalidade” (Mensagens Escolhidas - Volume 3, páginas 17 e 18). 

Conclusão
            Despidos de exaltação própria “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16). Essa mensagem está soando desde o Éden até os nossos dias. Ela é uma mensagem de esperança envolta em um desafio a todo o pecador: “Cheguemos, pois, com confiança.” Que sublime exortação o santuário nos faz!
           


Na próxima semana, novo ano, novo tema, novas oportunidades para aprimorar os nossos conhecimentos. Obrigado por nos ter acompanhado em 2013 e contamos com a sua atenção em 2014.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O conflito cósmico sobre o caráter de Deus

Comentário da Lição da Escola Sabatina de quatorze a vinte e um de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia–Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Em 1337 o rei francês Felipe VI invadiu uma região no atual sul da França que na época pertencia à Inglaterra. A resposta do monarca britânico, Eduardo III, foi a invasão do país rival, dando início à Guerra dos Cem Anos.
Apesar de os ingleses terem levado a melhor nas primeiras décadas da guerra, eles terminaram perdendo os territórios que controlavam na atual França. A Batalha de Castillon, vencida pelos franceses no sul do país em 1453, é considerada o marco histórico do final da guerra.  
A Guerra dos Cem Anos é o mais longo conflito entre nações registrado na história. O conflito que perdurou por tanto tempo teve alguns períodos de aparente trégua. Nesses momentos de relativa calma as partes em conflito refaziam os seus exércitos e equipamentos e logo tornavam a se digladiar.
Embora tenha durado cem anos, esse não é o mais longo conflito registrado no Universo. O mais longo conflito presenciado pelos seres celestiais perdura por mais de seis mil anos. Ele teve a sua origem com a queda de Satanás e não sabemos quando isso aconteceu. O que sabemos é que eu e você estamos cem por cento envolvidos nele.
Esse é um conflito real permanente e sem tréguas. Trata-se de um conflito cuja parte desafiante é plenamente consciente de sua derrota. Vamos ver na parte de domingo que ao se instalar o conflito Deus instou com Satanás para ele retrocedesse e deu o máximo de tempo possível para que isso acontecesse.
Com a queda, Satanás teve uma ideia mirabolante: levar o homem à queda também. Assim, ao Deus salvar o homem ele também seria salvo e caso Deus não provesse salvação, unido ao casal, eles assaltariam o jardim do Éden e comeriam da árvore da vida e todos viveriam eternamente.
Veja o comentário de Ellen G. White: “Seus seguidores foram procurá-lo, e ele, erguendo-se e assumindo um ar de desafio, informou-os de seus planos para arrebatar de Deus o nobre Adão e sua companheira Eva. Se pudesse, de alguma forma, induzi-los à desobediência, Deus faria alguma provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, ele e todos os anjos caídos obteriam um provável meio de partilhar com eles a misericórdia de Deus. Se isto falhasse, podiam unir-se com Adão e Eva, pois, se esses viessem a transgredir a lei divina ficariam sujeitos à ira de Deus, como eles próprios estavam. Sua transgressão os colocaria, também, num estado de rebelião, e eles podiam unir-se a Adão e Eva, tomar posse do Éden, e conservá-lo como seu lar. E se pudessem ter acesso à árvore da vida no meio do jardim, sua força seria, pensavam, igual à dos santos anjos, e nem mesmo o próprio Deus poderia expulsá-los” (História da Redenção, páginas 27 e 28).
O plano do inimigo falhou e o conflito cósmico iniciado no Céu teve outros desdobramentos. O caráter de Deus era duramente questionado por Satanás e só o amor seria capaz de mostrar para o Universo a justiça de Deus. O conflito instalado nas cortes celestiais envolveu o homem e colocou Deus à prova. O Senhor sabia que a melhor maneira de convencer o Universo de quão terrível é o pecado era deixar que o mal desse os seus frutos.
Necessitamos entender mais claramente o que está em jogo no grande conflito em que nos achamos empenhado. Precisamos compreender com mais plenitude o valor das verdades da Palavra de Deus, e o perigo de permitir que nosso espírito seja delas desviado pelo grande enganador” (A Ciência do Bom Viver, p. 451).

Domingo
Satanás tinha pleno convívio no santuário celestial. Ele era um dos querubins que assistia diante de Deus e era o responsável pelo coro celeste. Podemos imaginar que a sua queda surpreendeu o Universo.
Ellen G. White afirma que por muito tempo Deus esperou que ele reconhecesse o seu pecado e retrocedesse. Diz o texto: “Muito tempo foi ele conservado no Céu. Reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse. Esforços que apenas o amor e a sabedoria infinitos poderiam conceber foram feitos a fim de convencê-lo de seu erro” (O Grande Conflito, p. 496).
            Não sabemos por quanto tempo Satanás permaneceu no Céu depois da rebelião. A mensageira do Senhor afirma que foi um longo período de tempo. “Com grande misericórdia, de acordo com o Seu caráter divino, Deus suportou longamente a Lúcifer” (Patriarcas e Profetas, p. 39). E continua: Embora tivesse deixado sua posição como querubim cobridor, se contudo estivesse ele disposto a voltar para Deus, reconhecendo a sabedoria do Criador, e satisfeito por preencher o lugar a ele designado no grande plano de Deus, teria sido reintegrado em suas funções” (Patriarcas e Profetas, p. 39).
            Uma nota triste: “O espírito de descontentamento e desafeição nunca antes havia sido conhecido no Céu. Era um elemento novo, estranho, misterioso, inexplicável. O próprio Lúcifer não estivera a princípio ciente da natureza verdadeira de seus sentimentos” (Patriarcas e Profetas, p. 39).
             Aquele que fora um querubim cobridor lembra-se donde caiu. Ele, um serafim resplandecente, "filho da alva" quão mudado, quão degradado! Do conselho onde tantas honras recebera, está para sempre excluído” (O Grande Conflito, p. 669).
            A Bíblia afirma que “Deus é amor.” Satanás não desejava ser igual a Deus em amor. Ele queria ser igual a Deus apenas em poder e domínio. Ele sabe que tudo está perdido. Agora o seu empenho é levar o máximo de pessoas com ele.

Segunda
            Ao ver frustrada a sua tentativa de usurpar o trono celestial, Satanás se propôs a magoar os santos do Altíssimo certo de que aquilo que dói nos filhos dói no Pai. A sua principal arma continua sendo a mesma com a qual, no passado e ainda hoje, ele se empenha para atingir a integridade do caráter de Deus, ou seja: a acusação.
            No caso de Jó temos uma acusação falsa e uma afirmação também falsa. No primeiro caso Satanás acusa Jó de servir a Deus por interesse. Ou pelo menos, como faz muita gente, apenas quando as coisas vão indo bem. No segundo caso os mensageiros que levaram as trágicas noticias para Jó colocaram que as saraivas, as chamas e tudo de ruim que aconteceu vieram de Deus.
No caso de Zacarias Satanás acusa Josué de se apresentar sujo diante de Deus. Nesse momento Jesus intervém e, ao mostrar os sinais dos cravos, ordena que as roupas sujas de Josué sejam trocadas por vestes brancas de justiça. A pergunta de Jesus teve como resposta o mudo silêncio do acusador. Diz Ellen G. White: “Então o Anjo, que é o próprio Cristo, o Salvador dos pecadores, reduz ao silêncio o acusador do Seu povo, declarando: "O Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?"  Zacarias 3:2” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 148).
Algo pior do que ser acusado por esse inimigo é quando membros da igreja se propõem a fazer o seu serviço, denegrindo a vida de outros irmãos. A recomendação inspirada é: “Não vos julgueis melhores que outros homens, nem vos arvoreis em juízes seus. Uma vez que não vos é dado discernir os motivos, sois incapazes de julgar um ao outro. Ao criticá-lo, estais-vos sentenciando a vós mesmos; pois mostrais ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 314). 
           
Terça
A resposta que Satanás procurava mesmo sabendo, ao acusar Josué, está em Romanos 3:21 a 26. Ele nos enlameou com o pecado, mas Jesus em Seu grande amor, Se propôs a nos lavar com o Seu próprio sangue. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24).
Apenas Jesus tem a autoridade de Se interpor entre o transgressor e as exigências da Lei de Deus. Ele verteu o Seu sangue para nos dar a vida. Ele fez por nós o que Jamais Satanás teria coragem de fazer. Esse amor desmedido de Cristo pelo pecador deixa o inimigo enfurecido.
Não é atoa que o poder da ponta pequena tenta atingir o Santuário de Deus instituindo na Terra um sistema falso e antagônico do que se realiza no santuário celestial.  “Ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos” (Romanos 3:25).
Na nota do rodapé da página de terça feira Ellen G. White esclarece: “Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová Se levantar e assolar os habitantes da Terra. [...] Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. [...] Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina” (O desejado de Todas as Nações, p. 37). A cruz é a mais contundente prova de que Deus realmente é amor. Um amor que tem causado espanto em todo o Universo.

Quarta
            Certa vez eu passava de carro na frente de um shopping onde havia uma faixa de pedestres. Ao chegar à faixa parei para dar passagem para alguns transeuntes. Eu estava na faixa interna. Ao lado estava um ônibus que parou no ponto próximo da faixa.
            Não sei por que, o motorista que estava na minha frente recusou passar pelo ônibus e o transito parou. Na calçada estava um policial conversando com uma senhora e de costas para a avenida. Todos nós motoristas olhávamos para ele na expectativa de que ele volvesse para a avenida e normalizasse o trânsito, o que não aconteceu.
            O ônibus se arrancou e o motorista que estava à minha frente se foi. Assim que eu me desloquei um pedestre atravessou na minha frente fora da faixa. Pisei no freio e o cara se safou. Com o barulho, o policial voltou a sua atenção para o trânsito e me aplicou uma multa. De nada valeram as explicações. O seu julgamento foi falho, pois ele estava de costas para os carros.
            Quantos milhares de julgamentos falhos se fazem sobre a face da Terra. Quantas acusações infundadas passam por verdades!  O acusador de nossos irmãos, usando do que lhe é próprio, mentira e falsidade, já conduziu milhões para as masmorras e para as fogueiras. A Bíblia afirma que ele nos acusa dia e noite. Mas a promessa divina é que em breve ele será derrubado para nunca mais se levantar. “Porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite” (Apocalipse 12:10).
Uma das pessoas que mais sofreu acusações injustas foi o apostolo Paulo. Ele suportou tudo porque confiou no “justo Juiz”. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Timóteo 4:8).

Quinta
            “Livres da mortalidade alçarão voo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. ... Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até a maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder” (O Grande Conflito, págs. 677 e 678). 
“Na vitória final, Deus não terá lugar para as pessoas que, no tempo do perigo, quando as energias, a coragem e a influência de todos são necessárias para atacar o inimigo, não se podem encontrar em parte alguma” (Obreiros Evangélicos, p. 322).
            “A igreja é hoje militante. Enfrentamos agora um mundo em trevas de meia-noite, quase inteiramente entregue à idolatria. Mas aproxima-se o dia em que a batalha terá sido ferida, e ganha a vitória. A vontade de Deus deve ser feita na Terra como o é no Céu. Então as nações não possuirão outra lei senão a do Céu. Juntas, constituirão uma família feliz, unida, trajada com as vestes de louvor e ações de graça - vestes da justiça de Cristo. A Natureza toda, em sua inexcedível beleza, oferecerá a Deus um constante tributo de louvor e adoração. O mundo se inundará da luz do Céu. Os anos transcorrerão em alegria. A luz da Lua será como a do Sol, e a deste será sete vezes mais brilhante do que é hoje. Ante aquele cenário as estrelas da alva cantarão juntamente, e os filhos de Deus aclamarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão ao proclamar: "Não mais haverá pecado, tampouco haverá morte."” (Vida e Ensinos, p. 229).
            Israel foi humilhado, vilipendiado e o nome de Deus blasfemado pelos adversários. O povo foi disseminado pela face da Terra. Deus não Se esqueceu de Seu povo. A Sua promessa foi: E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:10).
            Deus espera que exaltemos o Seu nome neste mundo e quando formos reunidos no Céu o Seu nome e o Seu caráter será reconhecido e exaltado por todo o Universo. “Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens” (1 Coríntios 4:9).

Conclusão
            “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, p. 678). Os mundos não caídos anseiam por este momento. E nós?

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domingo, 8 de dezembro de 2013

A nossa mensagem profética



Comentário da Lição da Escola Sabatina de sete a quatorze de dezembro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            A mensagem do “evangelho eterno” anunciado pelo anjo de Apocalipse 14:6 e 7 contém duas verdades que fazem dele um evangelho eterno. Primeiro ele é eterno porque anunciado no Éden, pregado no Velho Testamento e confirmado no Novo Testamento ele sempre foi e continuará sendo o único meio de salvação para o pecador. Em segundo lugar ele é eterno porque os seus resultados são eternos.
            Esses versos de Apocalipse 14 eram os preferidos de minha mãe. Sempre que os leio ou ouço, duas coisas me veem à mente. Primeiro a agradável lembrança de vê-la recitando esses versos nos cultos de por de Sol e, em segundo lugar, a emoção de fazer parte deste exército que desde Adão vem anunciando esse evangelho eterno de geração em geração.
            A voz do primeiro anjo se concentra na pregação do evangelho eterno e tem uma tríplice mensagem centralizada em Deus. A primeira é um convite para temer a Deus e dar-Lhe glória. Essa mensagem começou a soar justamente na época em que Charles Darwin proclamou a inexistência de Deus através da evolução.
            A segunda mensagem do primeiro anjo da o motivo pelo qual devemos temer a Deus e dar-Lhe glória: “Vinda é a hora do Seu juízo.” Esse Deus ignorado por Charles Darwin e seus seguidores é um Deus justo e dará a cada um segundo as suas obras e, mais: “chegou a hora do Seu juízo”.
            Na terceira mensagem é feito um convite para adorar quem criou “o Céu, a Terra, o mar e as fontes das águas”. O que existe no Universo, incluindo cada um de nós, não é fruto da evolução, mas de um Deus criador o único que merece a nossa adoração.

Domingo
            O verso onze do capitulo dez do Apocalipse mostra João, que nesse caso representa o povo de Deus, recebendo um livrinho fechado das mãos Daquele que reina para todo o sempre.
            O livrinho (Daniel) contém uma mensagem doce como o mel que, segundo a interpretação daquele grupo seleto de estudantes da Bíblia Jesus voltaria em 1844, fim dos dois mil e trezentos dias.  O tempo passou Jesus não veio e aquela mensagem que era doce como mel se tornou amarga. Houve um equívoco de interpretação, pois o santuário a ser purificado não seria a Terra e sim, o santuário celestial com o inicio do juízo investigativo em 22 de outubro de 1844.
            A Igreja Adventista do Sétimo Dia é acusada de torcer a interpretação da profecia para ter nela uma base de sustentação. Quanto a isso temos duas observações a fazer. A primeira é de que a interpretação do inicio do juízo investigativo para essa data é a que mais se coaduna com o sentido bíblico e histórico. E em segundo lugar essa conclusão não surgiu por acaso. Ela partiu de um grupo de pessoas que estavam estudando o livro de Daniel com muito zelo, oração e jejum.

Segunda
            Moro em um condomínio fechado que se localiza nos fundos de uma igreja católica e, no passado, era comum os “fieis” estacionar os seus carros dentro do condomínio. Certa vez, um dos moradores advertiu a alguns motoristas que aquela área se tratava de um condomínio particular. Um a um os carros foram saindo. Um senhor alcoolizado que acompanhava a cena interveio perguntando: “E o respeito para com a Divindade?”
Vivemos em uma época de banalização das coisas espirituais. É comum vermos pessoas se referir a Deus como “o cara lá de cima’ e a Jesus como o “JC”. E pior, geralmente expressões assim partem de pessoas que não demonstram nenhum relacionamento com Deus. São expressões de mofa e zombaria.
            O que vemos na música é algo estarrecedor. O nome de Deus é banalizado em shows que nada tem a ver com o respeito à Divindade e a verdadeira adoração. As coisas espirituais são tratadas de maneira vulgar e rasteira. Relacionam com Deus como se Ele fosse um de seus iguais.
            Certa vez um apresentador de televisão perguntou para um grupo de adolescentes: “Vocês acreditam que Adão e Eva foram criados por Deus?” Um garotão respondeu rápido: “Bicho eu boto fé que sim” ao que o apresentador perguntou: “Porque você bota fé”? “Bem”, disse o jovem, “boatos rolam”.
            Quando Deus dá uma mensagem é porque o mundo esta necessitando dela. E nenhuma mensagem é tão oportuna para o momento atual como essa: “Temei a Deus e dai-Lhe glória.” O temor a Deus reivindicado pelo anjo tem muito a ver com as palavras daquele bêbado: “E o respeito para com a Divindade?”
            Em se tratando de desrespeito a Deus a ponta pequena foi longe demais. Deus sempre tem um “basta” para os desatinos do homem quando estes atingem determinado limite, e no caso da ponta pequena o Senhor disse: “basta”.

Terça
O Papado  perseguiu o povo de Deus por 1260 anos. A supremacia legalmente reconhecida do Papa começou em 538 D.C., quando o Imperador Justiniano elevou o Bispo de Roma para o cargo de Chefe de todas as Igrejas. Isto é conhecido como o Edito de Justiniano.
Adicionando 1.260 anos a 538 AD nos leva a 1798, ano em que o Papa foi deposto pelo general francês Berthier, sob o comando Napoleão. Em dez de fevereiro daquele ano, as tropas francesas invadiram a cidade de Roma e prenderam o papa Pio VI. Ele foi expulso do Vaticano e morreu exilado na França no ano seguinte. O poder da ponta pequena foi ferido de morte conforme afirma Apocalipse 13:3: “Vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte.”
Esse acontecimento sinalizou o fim do domínio papal dos 1200 anos da ponta pequena preditos em Apocalipse 13:15: “E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se lhe poder para agir por quarenta e dois meses.” Durante os 1260 anos o papado oprimiu o povo santo, mudou os tempos e a Lei e atingiu o santuário celestial. (Daniel 7:21 e 25).
            Em Apocalipse 14:7 afirma: “Pois é chegada a hora do Seu juízo.” De 1798 para cá, as verdades do santuário, do sábado, do estado do homem na morte foram restauradas enquanto é feito um último apelo para que a humanidade adore a Deus.
            Enquanto isso, o nosso Sumo Sacerdote esta no santíssimo procedendo ao julgamento dos justos e daqueles que atenderam o último apelo da graça: ”Sai dela povo meu.” Depois que o último caso for visto Ele virá para “dar a cada um segundo as suas obras”.

Quarta
            O desejo de ser adorado no lugar de Deus nasceu com Lúcifer no Éden. Desde então ele tem trabalhado para ser adorado pessoalmente ou através de pessoas e coisas. No monte da tentação, ardilosamente o inimigo propôs a Cristo que o adorasse. O Mestre respondeu com a Bíblia na mão, ou melhor, na cabeça: “Então lhe disse Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4:10). Mesmo assim os intentos do inimigo tem dado certo. Líderes religiosos e imperadores encaminharam milhões para o martírio por recusar-lhes a adoração.
            O mundo se prostrou diante do bezerro de ouro das teorias de Charles Darwin e o tem como o Deus da ciência. Milhões tem os seus ídolos no cinema, na televisão e no esporte. Enquanto a moda escraviza e impõe as suas regras vem o alerta divino: “Adore a Deus.”
            Cientes de que apenas Deus merece a nossa adoração temos inúmeros exemplos na Bíblia de criaturas recusando serem adoradas. Os melhores exemplos temos no livro do Apocalipse. O apostolo João sabia perfeitamente que só Deus deve ser adorado. Mas ao se deparar diante de um anjo glorioso, imaginou estar diante de Deus. A sua reação imediata foi de adoração e, rapidamente, o anjo o repreende: “E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Apocalipse 22:9).
            Um exemplo claro aconteceu com Pedro que é considerado pelos católicos como o primeiro papa. Cornélio ao se deparar diante do apostolo, se curva em adoração. De imediato é repreendido. Diz o texto bíblico: “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (Atos 10:26).
            O quarto mandamento do Sábado identifica Deus como o criador de todas as coisas e tem razões de sobra para ser odiado por Satanás. Sabemos que no final da história desse mundo o sábado será a grande pedra de toque. Diz Ellen G. White: “Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que esta minoria seja objeto de execração universal” (O Grande Conflito, pág. 615). 



Quinta
         É interessante que logo depois de apresentar a identificação dos santos, João fala dos que morrem na esperança da vida eterna. Diz o texto: “Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham” (Apocalipse 14:13).
         João devia escrever a respeito deles, pois é a representação viva e não morta de pessoas que permaneceram fieis até o último momento e os seus nomes estão escritos nos livros do Céu. Essa ordem recebida por João é uma prova de que eles não são esquecidos.
         Ás vezes o desânimo nos assalta e vem aquele pensamento de jogarmos tudo para cima e sairmos de baixo. Desistir parece ser a melhor opção. Nesse momento Deus nos orienta não só a olhar para aquele grupo que chamou a atenção de João e de todo o Universo, mas nos vermos fazendo parte dele. Que privilégio nos aguarda!
         A primeira qualidade dos fieis apresentada por João é a perseverança. A perseverança fez a diferença na vida de Noé, José, Abraão, Davi, Jó, Isaias e tantos heróis da fé que no passado enfrentaram a fogueira atiçada pela ponta pequena.
         Esse seleto grupo será apresentado ao Universo quando o julgamento chegar ao fim. Ele será motivo do regozijo de Cristo. Diz Isaías: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito” (Isaías 53:11). Jesus foi perseverante e nos amou até o fim. “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os Seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1).
         É curioso que a observância dos mandamentos é uma das características desse grupo assim, como também, a fé em Jesus. Primeiro vem a Lei como o padrão do julgamento divino. Esse grupo de observadores da Lei exercitou a sua fé no sacrifício de Jesus.

Conclusão
         “Vinda é a hora do Seu juízo.” Essa é a grande mensagem para esse tempo. As mensagens de advertência se sucedem de maneira clara e inequívoca. Os salvos atenderam a essas mensagens. Deus não toma nenhuma medida a respeito do pecador sem antes enviar repetidas palavras de orientação.
Deus é amor. Ele amou os ninivitas e enviou Jonas para adverti-los e o arrependimento tomou conta daqueles corações e a cidade, antes ímpia, foi poupada. Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).
O empenho do Senhor é salvar a todos. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
Salvar, salvar e salvar! Esse é o objetivo da mensagem profética encontrada em toda a Bíblia.

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