Comentário
da Lição da Escola Sabatina de vinte e oito de dezembro de 2013 a quatro de
janeiro de 2014, elaborado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal
Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O
comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de
Taguatinga, DF.
Introdução
No
primeiro estudo da serie Discipulado o autor nos mostra a importância que Jesus
da à Bíblia e o que ela representa para o discipulador.
O
Velho Testamento era a cartilha de Jesus. Ele usou a Bíblia no Monte da
Tentação, no Caminho de Emaús após a Sua ressurreição, no templo ao ler Isaías
e ao advertir o povo como à fonte de nossa salvação. Jesus usou a Bíblia não só
para desmascarar o inimigo, mas também como fonte de conhecimento para a
salvação.
Nenhum
discipulador terá sucesso se não fizer da Bíblia a sua base de conhecimento
para ensinar. O estudo acurado da Bíblia nos leva a Cristo e desperta em nós o
desejo de partilhar Jesus com aqueles que estão ao nosso redor.
A
pregação sem base bíblica é vazia e ineficaz. Apenas as palavras que emanam
dela não voltarão vazias.
Domingo
Antes de iniciar
o Seu ministério Jesus demonstrou ser um profundo conhecedor das Escrituras.
Ele desmascarou Satanás usando trechos da Bíblia que Ele sabia de cor. O quadro
da tentação no monte nos mostra quão importante é o conhecimento da Bíblia em
momentos emergenciais.
O próprio Jesus mostrou que a Bíblia
fala de Si mesmo como Aquele que viria em forma humana para morrer em nosso
favor. Não acreditar na Bíblia é não acreditar em Cristo. Não tem como falar da
Bíblia sem falar de Cristo e nem falar de Cristo sem usar a Bíblia. Disse Ele:
“Examinai as Escrituras porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que
de Mim testificam.”
A Bíblia é a fonte que nos mostra Jesus. Nela
encontramos um Salvador profetizado no Éden e presente em todos os altares que
os patriarcas erigiram antes da cruz. Ele está incrustrado no Calvário,
ressurge do túmulo de José e do monte das Oliveiras Ele partiu deixando a
promessa de que em breve voltará. Do Gênesis ao Apocalipse a Bíblia apresenta
Jesus.
Segunda
Jesus via toda a Bíblia como a fonte de
verdades incontestáveis. Ele chamou a atenção dos líderes religiosos de Seu
tempo pela indiferença que alguns demonstravam para com as Escrituras,
principalmente pelos textos que apontavam para a vinda do Messias.
Ele tinha uma mensagem que se adequava a
cada grupo de pessoas no que tange as suas crenças e pensamento. Alguns imaginavam
que Ele veio para anular a lei e todo o Velho Testamento. A esses Ele foi enfático:
“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas
cumprir” (Mateus 5:17).
Para os que descartam determinadas
partes da Bíblia Ele adverte: “Qualquer, pois, que violar um destes
mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o
menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado
grande no reino dos céus” (Mateus 5:19).
Para os que consideram justos aos seus
próprios olhos Ele os advertiu: “Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não
exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”
(Mateus 5:20).
Ele faz uma séria advertência para
aqueles que apresentam um cristianismo de fachada: “Este povo honra-me com os
lábios; o seu coração, porém, está longe de mim” (Mateus 15:8).
Os sacerdotes tinham muito que aprender
com Jesus. Sem alarde, dúvidas após dúvidas eram afastadas e as verdades eram
resgatadas. O povo aceitava com mais facilidade a mensagem da Bíblia em quanto
os líderes as ignoravam.
Terça
Quando Jesus nasceu a credibilidade na
Bíblia por parte dos líderes religiosos fixavam em dois extremos. Eles criam de
tal forma na Lei moral dos Dez Mandamentos que os levaram a uma regulamentação
de alguns mandamentos da Lei. Centenas de adendos foram elaborados orientando
de como os observar, principalmente o sábado. O outro extremo era uma descrença
generalizada em alguns mandamentos e principalmente nas profecias que apontavam
para a vinda e missão do Messias.
Jesus procurou mostrar para o povo,
o valor de toda a Bíblia e isso causava muita inquietação por parte de alguns,
principalmente quando Ele os trazia para a Bíblia e lhes mostrava ser Ele o
Filho de Deus, o que era considerado por muitos como blasfêmia.
Em Mateus 5:17–39 Jesus mostrou nas
Escrituras a maneira falha como muitos de Seu tempo interpretavam os princípios
sagrados. Assim como os judeus haviam regulamentado a observância de alguns
mandamentos, em especial o sábado, criando adendos não condizentes com o
verdadeiro sentido do mandamento, Jesus reforçou a natureza de alguns
mandamentos que ao longo dos séculos foram quase que totalmente ignorados com o
sétimo: “Não adulterarás.”
Jesus mostrou que o verdadeiro
discípulo deveria ser uma pessoa equilibrada tratando de igual forma toda a
Escritura.
Quarta
Jesus tinha por costume responder as
dúvidas das pessoas usando a Bíblia ou mesmo desperta nelas o interesse pelo
livro sagrado. O momento não despertava nenhuma suspeita. Todos haviam
participado da Santa Ceia incluindo o lava pés.
Naquele momento o Salvador fala da
traição que sofreria dentro de algumas horas. Ao fazer referencia de que seria
traído, acrescentou: “Desde já Eu digo, antes que suceda, para que, quando
suceder, creiais que Eu sou” (João 13:19). A Sua afirmação tinha dois
objetivos. Primeiro chamar a atenção dos discípulos para o que estava
profetizado a Seu respeito na Bíblia e ao mesmo tempo, mostrar para os discípulos
que Ele sabia, a priori, de tudo o que Lhe iria acontecer.
O doutor da lei decidiu usar todo o seu
conhecimento para deixar Jesus
embaraçado,
mas o tiro saiu pela culatra. Aparentemente ele estava interessado na salvação
e pergunta “que farei para me salvar”. Sabiamente Jesus o leva para a Bíblia
que ele conhecia como ninguém. O Mestre pergunta: “Com lês?” Ele esbanjando
conhecimento leu sobre a necessidade de amar o próximo. Jesus responde: “Faze
isso e viverás.”
O doutor não deu o assunto por
encerrado e pergunta “quem é o meu próximo?” Jesus viu que ele necessitava de
uma explicação mais objetiva e inventou ali na hora a parábola do bom
samaritano. Ao Jesus falar da postura do sacerdote e do levita provavelmente
ele tremeu de medo de que Jesus incluísse mais um personagem, um doutor da lei.
Ao falar com os desolados discípulos no
caminho de Emaús Jesus, ao mesmo tempo em que os encorajou os repreendeu pelo
descuido no estudo das profecias bíblicas.
Quinta
Para os sacerdotes do tempo de Jesus
curar alguém no sábado era uma transgressão aberta do dia do Senhor. O Mestre
demonstrou publicamente que é lícito não só curar no sábado mas fazer qualquer
tipo de bem no dia santo.
Como existia grande controvérsia nesse
sentido Jesus foi mostrando as verdades aos poucos e pediu para as curas que
realizava nos sábado não fossem divulgadas.
Os sacerdotes não aceitavam que curas
pudessem ser feitas no sábado. Um detalhe: parece que esse não era o cerne da
questão. O maior problema é que eles não conseguiam realizar os milagres que
Jesus fazia e isso aumentava a rivalidade. Jesus usou de sabedoria e insistiu
para que os milagres não fossem divulgados.
Marcus inicia o seu livro da biografia
de Cristo mostrando a vinda do precursor de Cristo, João. E enfatizou que tudo
transcorreu conforme a narrativa dos profetas, no caso, Isaías.
Em Atos capitulo um é mencionada a
escolha de Matias em substituição a Judas que cometera suicídio. Os apóstolos foram
claros em mencionar a profecia dos Salmos que falam claramente dessa escolha. As
profecias a apontado para Cristo remonta o Éden e Moisés fez questão de
mencionar a vinda do Messias.
Conclusão
Jesus soube aproveitar todas as
oportunidades para enaltecer a Palavra de Deus e apresenta-la como fonte de
conhecimento para a salvação. Com ela no coração Ele encontrou forças para
derrotar o inimigo e dirimir as dúvidas e exageros que o tempo se encarregou de
acumular na mente das pessoas. Ele colocou a Bíblia no devido pedestal de onde
nunca deveria ter saído.