sábado, 30 de julho de 2011

Pensamentos

O Sol não reclamou da noite. Apenas, brilhou. Carmo.
Os dias passam voando e eu, tento acompanhá-los no vácuo. Carmo
Alguns tem "fome canina". Quem dera tivessem "educação canina"! Carmo
Dar vivas a vida é adorar a Deus. Carmo
Você só vê o mundo do avesso? Não é você que está do avesso? Carmo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pensamento

A madrugada é silenciosa para você ouvir a voz de Deus. Carmo

Meditação

A mensagem
Então Ageu, o mensageiro do Senhor, falou ao povo, conforme a mensagem do Senhor, dizendo: Eu sou convosco, e diz o Senhor. Ag 1:13

     Era o dia 6 de janeiro em 1974. Logo pela manhã, eu vinha de Registro, SP, para a capital, quando me deparei com um extenso congestionamento. No alto da serra, uma coluna escura de fumaça denunciava que algo de grave havia acontecido.
     Com um grupo de rapazes, descemos do ônibus e nos dirigimos caminhando até o local.  Um caminhão carregado de tambores de óleo perdeu os freios e colidiu com outros cinco veículos, entre eles, um caminhão que levava seis pessoas na carroceria. Os corpos, todos seriamente mutilados, estavam espalhados pelo asfalto. O óleo dos tambores formou um lago de fogo que os consumia um a um. Entrei no cerrado e consegui uma imensa vara e, com ela, fui arrastando para a margem da rodovia o que ainda restava deles. Um forte cheiro de carne queimada se juntava ao dos pneus que explodiam numa sequência parece que planejada, espalhando fumaça, labaredas e pânico por todos os lados.
     Logo chegaram os bombeiros que ao verem a magnitude da tragédia, decidiram passar uma mensagem para São Paulo, solicitando que a rodovia fosse interditada desde o início. Porém, por mais que tentassem, não conseguiam estabelecer o contato. A interferência de um rádio ligado prejudicava a mensagem.
     Aglomeradas ali estavam centenas de pessoas sem ter água para beber e sem comida. Crianças choravam de medo, fome e sede, sem que ninguém pudesse fazer coisa alguma. A tentativa desesperada dos bombeiros em estabelecer o contato era para não aumentar o caos.
     Em dado momento, um deles subiu no alto de uma das viaturas e lançou um olhar sobre aquele mar de gente confusa. Pareceu que havia descoberto alguma coisa, pois desceu rápido e saiu abrindo caminho por entre a multidão. Fiquei curioso para ver aonde ia e o que iria fazer. Ele se dirigiu rumo a um jovem que, indiferente a tudo de horrível que acontecia ao seu redor, cantava e dançava ao som de músicas carnavalescas que provinham de seu rádio, pendurado no galho de uma árvore. O bombeiro foi enfático e com o dedo em riste ordenou-lhe: “desligue o seu rádio, pois ele está interferindo em nossa mensagem.”
     O mundo está diante de uma grave tragédia que já começa a se abater sobre os impenitentes. O momento é solene. Multidões estão no vale da decisão. Existe fome, terremotos, guerras, sequestros, lágrimas e ao nosso redor milhares de vidas se perdem  em fração de minutos.
     Como igreja, temos uma mensagem de esperança para essas pessoas aflitas. Será que em nossa vida não existe algum rádio ligado neste momento tão impróprio? A nossa maneira de ser e agir não está bloqueando a propagação da mensagem?

Devocional Avivar a Esperança, p. 11




Comentário da Lição da Escola Sabatina de 6 a 13 de agosto de 2011

Adoração nos Salmos
Carmo Patrocínio Pinto é membro da Igreja Adventista Central de Taguatinga DF e autor do devocional Avivar a Esperança.

A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 deles. 12 salmos, como já vimos em comentário anterior, são atribuídos a Asafe. Os filhos de Corá são considerados autores de nove salmos e o rei Salomão de pelo menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um salmo cada. Os outros 51 salmos são de autoria anônima. O salmo 91 é o mais acessado. Os Salmos são considerados o coração do Velho Testamento. Na Igreja Católica a reza Rosário com 150 Ave Marias é uma referência ao livro dos Salmos
            Vários salmos relacionam-se com os acontecimentos que marcaram a vida do rei Davi. O Salmo 59 tem a ver com a ocasião em que Saul teria enviado homens à casa de Davi para prendê-lo. Já os Salmos 34 e 56 referem-se à sua fuga de Saul. Por sua vez, o Salmo 142 foi composto quando Davi encontrava-se escondido na caverna de Adulão, na região do mar Morto. Ao terminar a perseguição de Saul, Davi compõe o Salmo 18, ressaltando a fidelidade de Deus. Quando é confrontado pelo profeta Natã sobre o seu adultério com Bate-Seba e a morte de Urias, Davi compõe o Salmo 51, demonstrando o seu verdadeiro arrependimento. Novamente ao ser perseguido, agora por seu filho Absalão, Davi ainda escreve os Salmos 3 e 7, que revela sua confiança no livramento de Deus. Os salmos 42 a 72 são salmos de Louvor e Adoração.
Não sabemos quando Davi escreveu as palavras do verso principal desta lição. Como ele gostava de estar na igreja! Era o lugar onde ele presenciava o coral de Asafe cantar os seus salmos. Era na igreja que ele louvava e adorava o Senhor e sentia a brisa da graça a lhe envolver.
O salmo 19 é um canto que se divide em três partes. As coisas criadas mostram a glória de Deus, 1-6. A palavra mostra sua graça, 7-11; Davi ora por graça, 12-14. Davi estudava os dois livros de Deus de seu tempo, o que existia de revelado na Palavra de Deus e a Natureza.
O salmista afirma que os céus declaram a gloria de Deus. Se os seres celestiais já tem uma idéia bem clara desta gloria, a quem ela está sendo revelada? Claro, que são para nós seres humanos! O Sol executa o movimento de translação ao redor do núcleo da nossa Galáxia, completando uma órbita a cada 226 milhões de anos a uma velocidade média de 800.000 km/h ou 230 km/s. A Galáxia possui um diâmetro de 100.000 anos luz e é do tipo espiral com quatro braços. O Sol se situa num pequeno braço da espiral denominado braço Local ou braço de Orion.. A cada 100 milhões de anos o Sol passa por um braço da Galáxia e essa passagem dura 10 milhões de anos.  O ano do Sol é de aproximadamente 230 milhões de anos terrestres e todos os demais corpos do Sistema Solar o acompanham nessa viagem, inclusive nós. Parece impensável não é? Mas, vamos um pouco mais além: existem centenas de milhões de estrelas na Via Láctea, a galáxia a que pertence o Sol. A Via Láctea é apenas uma das milhares de galáxias visíveis pelos potentes telescópios modernos. Durante a nossa existência de 80 anos o Sol percorre 4.779.000.000.000. de km. Mas, considerando a extensão de sua órbita, praticamente ele não saíu do lugar. O Sol é uma estrela de tamanho médio e como ela, existe mais de 100 bilhões só em nossa galáxia.
Este mesmo Sol aparece diariamente no horizonte “o qual [Sol] é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho” Verso 5. As últimas descobertas na área da astronomia nos mostram a profundidade das palavras de Davi neste salmo. Silenciosamente o Universo nos faz um eloquente apelo para adorarmos o Deus criador.
Na segunda parte do salmo Davi rememora a grandiosidade da Lei de Deus. E, nos últimos versos, ele reconhece a sua fragilidade e externa o seu desejo que Deus o ajude a observar os Seus princípios. Diante das duas contundentes manifestações de Deus através da natureza e de Sua palavra, o salmista se sente muito pequeno para, sozinho, observar os Seus preceitos.
O salmo 73 é o segundo salmo atribuído a Asafe.  Este salmo é muito parecido com o salmo 37, inclusive a numeração de um é a do outro invertida. A leitura do salmo 73 deve ser seguida da leitura do Salmo 37. Isso porque o salmo37 mostra com mais detalhes o final dos ímpios.
Ásaf  é uma prova de que qualquer um de nós pode experimentar momentos de desânimo e  desconfiança em Deus, não importa a nossa posição na igreja. Asaf foi escritor, líder, compositor e maestro do coral em Israel. Fazia parte da cúpula administrativa da igreja. Mesmo assim, foi assediado por momentos de desânimo e desconfiança. É errado ficar num estado de desespero, mas não é errado sentir-se perplexo. Nem sempre o céu será todo azul, límpido e brilhante. Paulo já dizia: “Perplexos, mas não desanimados” (2 Co 4.8).
Para muitos comentaristas o verso mais importante deste salmo é o verso 15. Quando Asaf evita demonstrar as suas dúvidas para os seus filhos. “Se eu dissesse: Falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos” Salmo 73:15. Um recado para nós. Quantas vezes a sobremesa do almoço de sábado se resume em pontuar comentários negativos sobre o sermão, o pregador ou a alguém que desempenhou alguma atividade na igreja. No futuro, quando estas criaças já se tornarem jovens e necessitarem de algum conselho ou orientação, serão estes líderes desdenhados hoje, que serão chamados para prestar-lhes socorro. Serão ouvidos?
O ímpio desdenha do sacrifício de Cristo e não aceita a Sua mediação pelo pecador no Santuário Celestial. Mas, não é por isso que Deus vai impedi-lo de prosperar, talvez, mais do que Seus filhos tementes, pois, para o ímpio tudo pode. O futuro de bons e maus passa pelo Santuário Celestial. O futuro de cada um será determinado pela aceitação ou rejeição do que se passa ali.
Quando a cortina se fechar, quando o último aplauso parecer contemplar o ímpio; Quando o Juízo se assentar; Deus agirá em favor de Seus fieis. Ai então verá que a diferença entre os ímpios e os justos será a eternidade oferecida a estes.
Na parte de terça, estudamos os dois problemas mais sérios de nossos dias. Competitividade e Consumismo. O homem vive de comparações. Comparam o seu carro, a sua casa, os seus bens com os dos vizinhos. E o desejo de ser igual ou superior tem tirado a paz de milhões. A indústria cada dia oferece um produto novo e a tendência é colocarmos no museu o celular ainda novo que compramos ontem.  E para alavancar desejos e cobiças, diariamente a mídia apresenta novos produtos ou apenas uma nova roupagem que faz brilhar os nossos olhos. Para o mundo, ter é mais importante do que ser.
Na correria para atender as exigências da competitividade e do consumismo o relacionamento com Deus fica seriamente comprometido. Não sobra tempo para adorá-Lo e para meditar em Sua Palavra. Os filhos de Core esclarecem que pessoas que vivem assim são como os animais que perecem.
Na imensidão do Universo existe um minúsculo grauzinho de areia que é o planeta para o qual Deus devota especial atenção. Pois é ai que moram as pessoas que Ele mais ama: você e eu. É neste planeta que Ele solicitou a construção de uma cabana para que Ele pudesse morar junto de nós.
Davi demonstrou o seu desejo de que a sua oração encontrasse guarida no Santuário. Em seu tempo, um ritual diário de sacrifícios deveria mostrar para os seres humanos, que embora feridos pelo pecado, Deus deseja nos restaurar e, mais do que isso, estar conosco por toda a eternidade.
Embora pecadores, temos acesso ao Trono da Graça, onde qualquer pecador arrependido encontra socorro em momento oportuno. Todo o Céu está empenhado em salvar o pecador. A adoração tem um sentido bem mais profundo do que às vezes imaginamos. Ao adorar nos colocamos reverentes diante de um Deus de cuja magnitude apenas conhecemos a orla dos Seus caminhos. Para Deus, a figura do templo vai além de uma igreja construída. Ele pergunta: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" I Cor. 3:16. Deus não só quer morar entre nós, mas Ele espera morar em nós. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” Apocalipse 3:19. Quando a dúvida e o medo nos assediar lebremos de Sua promessa: "Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido... Para o vivificar" Isaías 57:15).
Os primeiros versos do salmo 78 Asaf faz um apelo para que o louvor a Deus seja perpetuado nas gerações futuras. O seu desejo é que todos tenham a esperança que só Deus pode proporcionar. Recordar as bênçãos de Deus derramadas sobre o Seu povo ao longo da historia deve avivar a nossa esperança.
A lição desta semana finaliza com um apelo para que não nos esqueçamos de adorar o nosso Criador e Redentor. O Seu cuidado pelo Seu povo ao longo da história deve ser lembrado a cada instante. Os salmos estão repletos de mensagens de ânimo mostrando que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” Salmos 46:1.                                                                                                                                                             

Comentário da lição da Escola Sabatina de 30 de julho a 6 de agosto de 2011.

Adoração, música e louvor
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF. Autor do devocional Avivar a Esperança

O comentário da lição desta semana por pouco não seria concluído. Ao prepará-lo me deparei com a declaração abaixo e quase tive um infarto fulminante: “Contamos com dois grupos que se revezam durante o mês e fazem o louvor no sábado. As vezes fazemos uma mistureba e unimos os dois grupos também. Não existe regra para o estilo tocado, apenas que o louvor seja guiado pelo Espírito Santo. Sem essa direção, de nada adianta o melhor equipamento, os melhores músicos e o melhor som. O que podemos dizer é que o louvor é muito agitado e animado, num formato jovem, seja Rock, Reggae e etc.”
Ao fazer menção do “louvor no sábado” fiquei extasiado e me perguntei: será que a nossa igreja chegou a este ponto? Logo depois, descobri que a declaração provinha de membros de outra denominação evangélica.  A declaração acima contrasta com este pensamento Adventista: “O serviço de culto aos sábados na igreja é a manifestação das Suas criaturas por esse grande amor criativo e redentor. Deus promove a adoração verdadeira, a qual é fundamentada sobre a Sua palavra. Dessa maneira, o tempo do sábado é santo, sagrado e separado do secular para um propósito especial, o ato de adorar a Deus. Esse tempo separado nos ajuda a diferenciar o sagrado do profano não somente em relação ao tempo, mas também com relação às nossas atitudes, motivos, roupas, comida, trabalhos, música e muitas outras coisas.” Pr. Joaquim Azevedo Neto, Ph. D. Ao vermos a santidade do sábado apresentado na Bíblia já temos uma idéia de como deve ser o nosso louvor neste dia.
Hoje, principalmente na maneira de louvar, têm surgido teorias absurdas. Rick Warren publicou no www.Pastors.com a infeliz declaração: "Não existe música cristã. O que existe são letras cristãs." Não dá para entender como qualificar tal música como adoração e louvor. Infelizmente esta teoria tem invadido a maioria das igrejas.
Para os adventistas do sétimo dia a adoração se reveste de uma solenidade ímpar. É no sábado, em especial, que nos reunimos para adorar e louvar o nome do nosso Criador.  O louvor, normalmente, é uma ação coletiva enquanto a adoração é uma pratica mais pessoal. Veja algumas diferenças entre os dois:
Louvor: Motivado na alma por um impulso de receber do Senhor
Adoração: Motivado no espírito por um impulso de dar ao Senhor
Louvor: Pode ser comunitário
Adoração: É individual
Louvor: Brota das emoções
Adoração: Brota da devoção
Louvor: Pelos feitos de Deus
Adoração: Pelo que Deus é
Louvor: Pelos presentes de Deus
Adoração: Pela presença de Deus
Louvor: É uma expressão de vida
Adoração: É um estilo de vida
Louvor: É circunstancial
Adoração: É incondicional
Louvor: Aprecia os feitos de Deus
Adoração: Vive para Deus
Louvor: Pode ser distante
Adoração: Só ocorre na presença
Louvor: É mais exuberante, enérgico, movimentado, com mais palavras
Adoração: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras, inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio.
No vale tudo da música tem muita gente oferecendo abobora no altar da adoração.
            A Bíblia apresenta várias diferenças entre Saul e Davi. Vejamos algumas:
Saul tinha riqueza material - 1 Samuel 9:1-2
Davi tinha riqueza espiritual - 1 Samuel 17:28
Saul procurava exaltação própria - 1 Samuel 15:30.
Davi procurava enaltecer o nome de Deus - 1 Samuel 17:26.
Saul dava ouvidos aos conselhos dos homens - 1 Samuel 24:9.
Davi procurava a direção divina – 1 Samuel 17:45.
Saul se escondeu no meio da bagagem - 1 Samuel 10:22.
Davi se expôs a lutar pelo povo - 1 Samuel 17:22.
Saul culpava terceiros pelos seus erros - 1 Samuel 15:19-21
Davi assumia suas culpas – 2 Samuel 12.13
Saul foi rejeitado por Deus - 1 Samuel 15:26.
Davi foi o homem segundo o coração de Deus - 1Sm 13.14.
A nosso ver, Davi cometeu pecados mais graves do que Saul. Mas o que fez toda a diferença foi o comportamento de Davi apos a queda. Ele reconhecia o seu pecado, implorava perdão e aceitava a ajuda divina para se levantar. E mais do que isso: irrompia em júbilo ao Senhor pela misericórdia do perdão. Caso exista um homem que sabe contar o que é o pecado e suas conseqüências, este homem é Davi. Nenhum outro homem demonstrou tamanho arrependimento como Davi. Não é a toa que em qualquer circunstancia Davi sempre tinha um hino de louvor ao Senhor Deus. Patrícia Guimarães, mestre em Musicologia diz: “Mesmo nas úmidas e escuras cavernas, quando precisou fugir de Saul, nesse lugar frio e sem vida, o pastor de ovelhas permitia florescer, em sua alma, poesia e música ao Senhor.”
 Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor” Salmo 40:2 e 3. Depois de experimentar o perdão divino Davi irrompe com um cântico novo. Ele tinha certeza de que o seu testemunho levaria muitos a confiar em Deus. E não é mera coincidência, hoje, estarmos estudando um pouco de sua vida.
            Davi nos exorta a cantar um “cântico novo”.  Ele sabia a profundidade desta nova experiência com Deus. E é por isso que ele suspira aliviado: “Bem aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” Salmo 32:1. Pena que Saul optou por outro caminho!
            A lição de segunda mostra a experiência vivida por Davi após experimentar o gosto amargo do pecado. Para chegar ao ponto de ter um coração contrito e um espírito quebrantado o pecador precisa compreender duas coisas. O que o pecado significa e o sacrifício de Jesus para salvar o pecador. O Espírito Santo está trabalhando nos corações mostrando um novo caminho para que cada pessoa possa encontrar a verdadeira felicidade. Diante desta realidade Deus tem uma mensagem para mim e para você: Aos que estão cansados de uma vida de pecaminosidade, mas que não sabem para onde se voltar para obter alívio, apresentai o compassivo Salvador, cheio de amor e ternura, desejoso de receber aqueles que a Ele vão com coração quebrantado e espírito contrito. Tomai-os pela mão, erguei-os, falai-lhes palavras de esperança e incentivo. Ajudai-os a se apoderarem da mão dAquele que disse: "Ou que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo" Isa. 27:5. - Conselhos Sobre Saúde, p.539.
Quando é crucificado o próprio eu, o Espírito Santo toma os quebrantados de coração e faz deles vasos para honra” E Recebereis Poder, p. 57.
            Asafe pertencia a uma das três famílias de levitas que serviam ao Senhor. Eram Asafe, Hemã e Jedutun. Doze dos cento e cinqüenta salmos foram escritos por Asafe. Além do sacerdocio e do serviço de música, Asfe era um dos profetas. Parece ser o maestro mais respeitado em todo o Israel. E Davi designou a Asafe e seus filhos para  celebrarem com júbilo ao Senhor. Mais de cem pessoas de sua familia faziam parte do  coral em Israel. Este novo ministério de Asaf tinha duas frentes de trabalho. Atravéz do canto, perpetuar em Israel a lembrança da magestade de Deus, as Suas promessas feitas a Abrão e Jacó, o livramento de Israel do Egito e a certeza de que Deus conduz com alegria o Seu povo. E segundo, como consequencia deste trabalho, mostrar para as nações do mundo a grandeza de Deus como o único que merece o louvor e adoração de todos os povos.
O seu cântico relatado em 2 Samuel 22 Davi apresenta os seus motivos pessoais para enaltecer o nome de Deus. São 51 versículos nos quais o rei enumera as grandiosas bênçãos de Deus em sua vida e reafirma que só um Deus onipotente tem condições de proporcionar tais cuidados aos seres humanos. O testemunho de Davi exarado neste salmo é tão importante para nós que Deus achou por bem repeti-lo no Salmo 18.
Estudiosos da Bíblia, inclusive Michelson Borges da CPB, crêem que os 24 anciãos, vistos no Céu, são pessoas santas e justas que viveram em todas as épocas na terra. Podem ser aqueles que ressuscitaram com Cristo e, com Ele, subiram como as primícias da Sua vitória no Calvário (Mateus 27:50-53 e Efésios 4:8). Essa é a posição do Comentário Bíblico Adventista.
Outras suposições:
- Que os 24 anciãos representam as doze tribos de Israel no velho Testamento e os doze apóstolos no Novo Testamento.
- Que a disposição dos anciãos ao redor do trono é semelhante a de um relógio solar para mostrar que Deus deve ser adorado nas 24 horas do dia.
- Eles representam as 24 equipes em que era dividido o sacerdócio levítico.
A palavra Santo repetida três vezes dá a idéia de que a adoração e o louvor são dirigidos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
"Estes quatro "seres viventes”, parecem-se muito aos da visão de Ezequiel (Eze. 1:5-26), quem os chama "querubins" (cap. 10: 20-22). Comentário Bíblico Adventista. Os quatro seres viventes parecidos com leão, touro, homem e águia, indicam que Deus tem domínio sobre todos os seres viventes. Das seis asas, duas mostram que Deus é o nosso protetor diuturnamente. Duas indicam a velocidade com que Deus atende os Seus filhos e as outras duas demonstram a nossa reverencia a Ele. Os olhos lembram o Seu cuidado permanente e que nada está oculto ao Seu olhar. E também que o passado, o presente e o futuro estão em Suas mãos.
Existem outras idéias de que os quatro animais representam os quatro pontos cardeais ou os quatro evangelistas. Porém, bisbilhotar quem são estes personagens do Apocalipse não é o tema de nossa lição. O objetivo do estudo de hoje é responder a pergunta: Se os seres celestiais apresentam uma adoração a Deus expressando máximo louvor e reverencia, como deve ser o nosso comportamento diante do Altíssimo?
Seria ótimo se cada professor da Escola Sabatina demorasse um pouquinho com os alunos meditando no primeiro parágrafo da nota da pergunta de número sete. Certa vez eu perguntei para um pastor que era bem relacionado com a nossa TV Novo Tempo se a TV tinha alguma dificuldade para apresentar uma programação dentro dos padrões adventista. Ele respondeu que a única dificuldade estava no programa Caixa de Música. Sabemos que esta é a área com a qual Satanás tem mais afinidade, o que torna mais fácil e mais sutil as suas investidas. Apresentar um cântico novo não é produzir músicas vendáveis, mas sim, aquelas que nos distanciam do mundo e nos faça aproximar de Deus.
“[A música] É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus - as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância - e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!” Educação p 168.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Meditação Avivar a Esperança

“São quase nove horas”
E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.
Rm 13:11

     Quando os meus avós paternos conheceram a Igreja Adventista do Sétimo Dia, lá pelos idos de 1947, eles moravam próximos de um lago natural, distante da cidade uns oito quilômetros, cujo nome era Poção.
     Para mim, o Poção era um lugar tétrico e mal assombrado. Margeando o lago, existia uma estrada velha abandonada. Meus pais diziam que ali caminhavam os escravos, e uma cruz plantada debaixo de uma árvore indicava o lugar da morte de um deles. Sempre que eu passava naquela estrada, sobretudo à noite, parecia ouvir um daqueles miseráveis choramingando por compaixão.
      O percurso até a igreja era feito a pé, o que não impedia aos recém-conversos de chegarem pontualmente aos sábados, domingos e quartas-feiras. No caminho, íam cantando algum dos cem hinos de um pequeno hinário, o único que tínhamos naquele tempo. Durante o trajeto, era comum parar em uma das duas casas da beira do caminho, para fazer o que Jesus fez junto ao poço de Jacó: pedir água para beber. Rapidamente ficaram conhecidos como os adventistas do Poção.
     Num sábado de manhã, ao aproximarem da última casa, próxima da cidade, ouviram uma voz feminina vinda do quintal que perguntou a alguém que se encontrava dentro de casa: “que horas são”? A voz de um jovem se ouviu rápida e segura: “eu não tenho relógio, mas pelo que estou ouvindo são quase nove horas, pois os adventistas do Poção estão passando”.
     Aos cinco anos de idade, conhecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia era algo maravilhoso. Tudo nela me encantava e quando a minha tia, entremeando sorrisos, me contou esse fato, fiquei emocionado. Eu estava frequentando uma igreja realmente fantástica e, para mim, ela era o relógio do mundo.
     Aquele jovem que até o momento não tinha nenhuma noção de tempo, viu nos adventistas do sétimo dia um relógio fiel e confiável que não atrasa e nem adianta, capazes de fazerem do louvor o seu tic-tac contínuo.
     Jamais me esqueci desse fato e, hoje, mais de sessenta anos depois, com frequência, ele me vem à mente despertando em mim cogitações não tão modestas, mas que se revestem de um raciocínio mais lógico e inquiridor.
     Será que a minha assiduidade e pontualidade aos cultos da igreja têm servido de referência para aqueles que me conhecem? Eles já sabem que Deus me tirou do Poção, um lugar tenebroso, onde medrava o engano e o vício e que agora caminho rumo ao lar celestial? Eles sabem que no infalível relógio profético já são quase nove horas? Se não sabem, quando é que vão saber?
                                                              Do livro de meditações Avivar a Esperança p. 08.



           


           
           

Saúde

Estilo de vida e Sexualidade

Um novo estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine revelou que hábitos pouco saudáveis, como problemas com peso, inatividade física, alto consumo de álcool, tabagismo e uso de drogas, aumentam as chances de disfunções sexuais em homens. Ao mesmo tempo, os pesquisadores liderados por um estudioso do Statens Serum Institut, na Dinamarca, perceberam que tal estilo de vida é mais comum em pessoas sexualmente inativas.

A análise contou com informações médicas de 5.552 homens e mulheres entre 16 e 97 anos. A partir dos dados, foi possível quantificar a porcentagem de indivíduos com riscos de saúde e disfunção ou inatividade sexual.
Os resultados apontaram que 78% dos homens e 91% das mulheres com hábitos de vida não saudáveis mantinham tal estilo por não terem um parceiro sexual. Já entre aqueles que tinham parceiros, os riscos de apresentar disfunções sexuais foi representativo apenas no caso dos homens, com probabilidade de 71%.

De acordo com os cientistas, há muitas razões para a disfunção sexual, incluindo algumas sobre as quais a pessoa não tem controle, como após tratamentos de câncer. Entretanto, os hábitos analisados na pesquisa faziam parte de escolhas individuais e, portanto, cabe a esses mesmos indivíduos decidir melhorar a sua vida sexual.
Consciência corporal
Se o exercício da sexualidade passa obrigatoriamente pelo nosso corpo, então a chave para uma vida sexual satisfatória passa pelo desenvolvimento da consciência corporal - despertada, muitas vezes, pela prática de atividades físicas. Unanimidade entre médicos, sexólogos e profissionais da dança: a consciência da forma física e a presença em si mesmo é a chave para autoconfiança e auto estima mais elevadas.

Neste contexto, existe uma questão preliminar a qualquer prática física: a motivação. "A motivação pessoal é o único combustível com potencial para fazer as pessoas chegarem lá", destaca a sexóloga Maria Lúcia Beraldo. Sem ela não existe possibilidade de mudança. E se a sua vida sexual não está lá essas coisas, não adianta se iludir achando que as idas à academia vão mexer com a sua libido.
A libido é muito mais do que estímulos hormonais. Por trás dela está o seu ânimo, o seu interesse em descobrir o outro e de se mostrar. Neste sentido, é fundamental a escolha do seu exercício físico. Conhecer e viver a sua sexualidade são algo que só você pode fazer por si mesma. Variadas modalidades de exercício, danças e estilos estão a sua disposição para que você descubra o seu.

Aqueles que envolvem música e ritmo tornam a descoberta do corpo um momento agradável. "A prática de um estilo como a dança do ventre, as danças ciganas e hispânicas, promove a libertação do feminino e acaba funcionando como uma terapia", afirma a psicóloga e professora de dança do ventre Kelly dos Reis Cavalcanti.

A prática regular de uma atividade física também interfere diretamente num aspecto muito importante da sexualidade que é a boa forma física, consequência natural de um estilo de vida saudável. "A percepção de si mesma, como uma mulher bonita, é fundamental para uma vida sexual mais ativa" acrescenta Kelly. Saber que seu corpo desperta interesse funciona como uma fagulha no fogo do desejo que levará você e seu parceiro a momentos mais intensos.


Pensamento

Pode dormir tranquilo. Deus continua acordado. Carmo.
A casa do João de barro não se desmancha com chuva nem com ventania. Quem o ensinou a escolher o material e lhe mostrou as técnicas de construção? Carmo
Além das estrelas tem Alguém que as fez. Carmo

Comentário Lição

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 23 a 30 de julho de 2011.
Você é Feliz, ó Israel
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto
(Autor da meditação Avivar a Esperança. É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia
 Central de Taguatinga. DF).

Faz sessenta e cinco anos que sou adventista e já li a Bíblia varias vezes. Mas quanto mais estudo mais descubro coisas novas. A Bíblia é um reservatório inesgotável de conhecimento e bênçãos.  E por mais que alguém a conheça ela sempre se apresenta como novas a cada manhã.
Antes de sua morte, Moisés proferiu uma bênção profética para cada uma das tribos de Israel. Depois de abençoar a tribo de Aser, o líder conclui com uma bênção outorgada a todo o Israel e extensiva a nós nos dias de hoje. Que mensagem linda:
“O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; Ele lançou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o.
Israel pois habitará seguro, a fonte de Jacó a sós, na terra de grão e de mosto; e o seu céu gotejará o orvalho.
Feliz és tu, ó Israel! quem é semelhante a ti? um povo salvo pelo Senhor, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; pelo que os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas”(Deteronômio 33:27-29 ARIB).
Ao reler estes versos, as boas lenbranças de como Deus atuou em minha vida ao longo destes setenta anos fervilharam em minha mente. Houve doenças? Sim. Houve momentos de tristezas e dor? Muitos. Mas em nenhum instante duvidei de que eu podia descançar sobre os Seus braços etenos. Por tudo que já vivi e senti posso dizer: feliz és tu, ó Carmo.
Feliz é você meu irmão que desfruta do melhor plano de saúde do mundo. Feliz é você a quem Deus deu vitória sobre os vícios. Feliz é você que aceitou o Norte mostrado na Bíblia. Feliz é você que faz parte de uma igreja que é referência no mundo em educação, saúde, longevidade, música e tantas coisas mais. Feliz é você que mesmo ferido pelo pecado pode ter as suas feridas saradas por aquelas mãos perfuradas no Calvário. Feliz é você que hoje pode e deve contar ao mundo o  que Deus tem operado em sua vida. Feliz é você que, pela graça, fará parte daquela grande multidão de salvos que, na Nova Terra, se curvará em adoração ao Criador e Redentor. Quem é como você? Pergunta Moisés e ele memo responde: “um povo salvo pelo Senhor, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade”. Sim, você faz parte deste grupo especial “que guarda os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). Como é gostoso adorar este Deus!
Dos dez “Ais” mensionados por Izaías, seis estão no capitolo cinco, e dois deles no verso áureo desta semana. Ao ver as belas palavras de Moisés retratadas no título da lição contrastadas com as cinistras palavras do verso áureo, a principio, imaginei que fosse resultado de um infeliz deslize do autor. Mas voltei a si ao lembrar que setecentos anos depois de Moisés proferir as belas palavras encontradas no título da lição, a espiritualidade do povo de Israel mudou muito a tal ponto que eles confundiam com frequencia o certo com o errado na sua adoração.
Israel foi separado por Deus para  mostrar ao mundo a quem adorar e como adorar. Porém, por mais que os profetas Iasaías e Geremias  se esforçassem para manter este povo em íntima comunhão com Deus, a vida de Israel foi marcada por sucessivos deslizes a tal ponto de culminar com a morte de Jesus. Desde então, Israel que outrora era tão feliz e abençoado foi regeitado por Deus como nação. Hoje, graças a Sua misericórdia, todos que aceitarem o sacrifício de Cristo na cruz e que estão dispostos a adorar a Deus em espírito e em verdade  fazem parte do Israel espiritual.
Que o estudo desta semana nos ajude a entender melhor o verdadeiro sentido da adoração.
Na parte de domingo estudamos o complexo sistema de sacrifios implantados por Deus em Israel que prenunciavam a morte de Jesus e a Sua intercessão por nós no Santuário Celestial. Sacerdotes e povo participavam do ceremonial. Após o sacrificio, quatro acontecimentos marcavam a verdadeira adoração.
- O povo era abençoado
- A aparição da glória do Senhor
- Fogo consome o holocausto
- O povo se curva em júbilo e adoração.
O povo era abençoado neste momento pois os seus pecados foram confessados e perdoados. Como é gostoso experimentar a bênção do perdão!
O perdão provinha não de um ser humano qualquer e, para que isso ficasse bem evidente, o Senhor se apresentava de maneira gloriosa sobre todo o povo. Cada israelita tinha uma experiência especial com Deus e o mesmo deve acontecer com cada um de nós. O fogo que saíu de diante de Deus consumiu mais do que todo o holocausto. Ele devorava, também, os pecados confessados de cada filho penitente. Antes do sacrificio ninguém tinha certeza do perão dos pecados. Mas quando a glória do Senhor se manifestava e o fogo consumia a oferta, era uma prova de que os seus pecados também foram queimados pelo fogo. Não existe maior alegria do que a resultante do perdão de nossos pecados. Os israelitas irrompiam em jubilosa adoração. Livres de suas trnsgreções voltavam a ser o povo mais feliz do mundo.
O reverendo David Jones aponta três probabilidades para o procedimento dos filhos de Arão:
“- Eles não acenderam o incenso com as brasas do altar de bronze, resultante do fogo que saíra de diante do Senhor (capítulo 9:24), conforme ordenado, e que nunca deveria ser apagado (capítulo 6:12-13, 16:12).
- Não cumpriram com o horário designado pelo Senhor. O ritual do dia já havia sido cumprido, e parece que eles estavam querendo repetir o belo espetáculo do dia anterior.
- É provável, também, que eles passaram através do véu, para dentro do Santo dos Santos. Eles chegaram diante do Senhor (capítulo 16:1), indo onde não deviam. ”Ellen G. White é clara em afirmar que eles estavam alcoolizados:
“À hora do culto, enquanto as orações e louvores do povo ascendiam para Deus, Nadabe e Abiú, meio embriagados, tomou cada um seu incensário, e nele queimaram o perfumoso incenso. Mas transgrediram o mandamento de Deus por usar "fogo estranho" em lugar do fogo sagrado que o próprio Deus havia acendido, e que Ele ordenara servisse para esse desígnio” (Obreiros Evangélicos, p. 20).
Assim como o calor do mesmo Sol em uma só ação é capaz de endurecer o barro e ao mesmo tempo derreter o gelo, o fogo do Senhor é capaz de queimar os nossos pecados enquanto o pecador rebelde será devorado pelo sopro de Sua boca. “Corremos o perigo de misturar o sagrado e o comum. O fogo sagrado de Deus deve ser usado em nossos esforços. O verdadeiro altar é Cristo; o verdadeiro fogo é o Espírito Santo” (E Recebereis Poder - Meditação Matinal, p.26).
A palavra Jesurum é mencionada quatro vezes na Bíblia e é usada para definir alguém muito amado. Ela pode ser aplicada a Jerusalém como cidade amada por Deus. Embora o nome não seja tão bonito não há nada de errado se eu chamar a minha esposa de minha querida Jesurum.
Quando nos entregamos a Cristo Ele nos acolhe. Deste momento em diante somos o Seu Jesurum preferido. “Não há outro, ó Jesurum, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua majestade sobre as mais altas nuvens” (Deuteronomio 33:26). Que promessa linda temos aqui. Ele cavalga sobre os céus e, lá do alto, vê as nossas dificuldades e está sempre pronto a nos ajudar. Se as núvens de tristezas, dor ou solidão pairam sobre nós, a Sua magestade Se revela acima de todas elas.
            È gostoso sentir o quanto Deus nos ama. E é a consciencia deste amor inigualável que deve fazer emergir do profundo de nosso ser o sentimento de tributar a Ele louvor, honra e glória. Creiamos na afirmação divina: Vocês Antonio, José, Josefina, Amarildo, todos são pessoas felizes porque acitaram a Fonte de felicidade.
            A historia de Ana é um desafio para os egoistas. Muitos jovens promissores não experimentam as bênçãos de um de nossos internatos porque os pais querem tê-los sempre perto de si, como a dizer: este filho continuará sendo meu. Quantos casamentos que foram destroçados porque um dos pais do casal se propos a ficar sempre por perto opinando em assuntos de competencia exclusiva dos dois?
            Ana abriu mão de acompanhar o crescimento e desenvolvimento de seu único filho. Gosto de me demorar em alguns aspéctos desta renúncia vejamos:
            - Samuel era o filho aguardado por muitos anos.
            - Ele foi o primogenito.
            - Como explicar a sua decisão para o esposo?
            - Como será ter um filho e não ouvi-lo balbuciar mamãe?
            - Valeria a pena ter um filho e viver longe dele?
            - Como entregar o seu filho querido para ser criado por uma familia completamente desestruturada?
            - Como explicar a sua decisão para o garotinho?
            - E se ele ficasse doente junto de um velho caduco e de seus filhos embriagados?
            - Da época em que eu fiz o compromisso para cá a vida no templo mudou muito e para pior e não há rasão para cumprir o prometido. Ana não pensou assim. O filho foi entregue e só uma vez por ano ela ia visitá-lo. Que desprendimento! Que consciencia de compromisso.
Diz Ellen G. White: "Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com as próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Siló, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes” (Patriarcas e Profetas, pág. 572).
Porém, o que mais me encanta é ver a sua alegria e exaltação ao nome de Deus por ocasião da entrega do filho. Deveria ser um momento de muita tristeza, mas Ana irrompe em um tributo de louvor e adoração a Aquele que lhe prodigalizou a oportunidade de cumprir com os seus votos. Aparentemente ela tinha apenas um motivo para adorar e louvar o nome do Senhor. Mas nos dez primeiros versos do capitulo 2 de 1 Samuel, Ana enumera dez motivos especiais para adorar o Deus criador.
Nos primeiros anos de vida, Ana instruiu Samuel por palavras e, por exemplo, de como deveria ser a adoração aceitável. Foi com esta bagagem que ao ver Saul ofertar de maneira errada Samuel não titubeou em repreendê-lo. O sumo sacerdote mostrou para Saul que, caso ele fosse obediente aos princípios divinos, não seria necessário oferecer sacrifício.
A ordem divina era que Saul destruísse todos os amalequitas e seus animais. A vitória foi esmagadora, porém, Saul poupou o rei amalequita e um número considerável de ovelhas.Vejamos os equívocos de Saul:
- Ele desobedeceu a ordem divina poupando o rei amalequita e alguns animais.
- Ele próprio ofereceu os sacrifícios usurpando a função dos sacerdotes.
- Ofereceu sacrifícios com os animais que pertenceram aos amalequitas.
- A sua oferta não envolvia nenhum sacrifício financeiro.
- Ele adorou o Deus certo, mas de maneira errada.
- Ao desobedecer a Deus ele deixou de oferecer a melhor oferta.
            Saul perdeu o reino porque ignorou a maneira correta de adoração. Saul poderia ter sido o rei mais feliz do mundo, mas ao agasalhar a rebeldia em seu coração a infelicidade o alcançou culminando em uma morte trágica.
Somos o povo mais feliz do mundo. Mas corremos o risco de perder o Céu com a nossa maneira equivocada de adorar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Quem não faz o tempo faz as coisas fora de tempo. Carmo

Pensamento

É feliz quem é feliz. Carmo
Ser feliz é uma opção pessoal.  Carmo
Gosto de levantar cedo e dar bom dia ao dia. Carmo
A escuridão da noite me deixou encolhido. Mas o raiar da alvorada me fez espreguiçar a alma. Carmo

Pensamento

Ao abrir um livro, você abre a sua mente. Carmo