terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deus como redentor

Comentário da lição da escola Sabatina de 14 a 21 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

Introdução
“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Conselhos Sobre Saúde, p 222).
O Redentor da Bíblia é o próprio Deus, que toma na carne a forma humana e morre pelos pecados do Seu povo. Ele é o único homem-Deus, uma Pessoa com duas naturezas não misturadas, mas unidas.
Um teólogo afirmou: “Jesus não era especial de alguma maneira abstrata, mas o próprio Deus. O servo sofredor de Isaías 53 não é apenas um homem que morre na cruz. Esta seria uma morte sem significação alguma, pois muitos outros homens já haviam morrido crucificados, muito antes de Jesus Cristo vir a Terra. Em vez disso, as profecias do Velho Testamento confirmam enfaticamente e provam a divindade do Messias como Deus.”
“O tema central da Bíblia, o tema em redor do qual giram todos os outros no livro, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden, até àquela última gloriosa promessa do Apocalipse - "verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome" (Apoc. 22:4) - o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento deste maravilhoso tema - o reerguimento do homem...” (Educação, p 125).
“No plano da salvação há sumidades e profundezas, que a própria eternidade jamais poderá compreender completamente, maravilhas para as quais os anjos desejam atentar” (Atos dos Apóstolos, p 299).
João esta absorto. A visão do trono de Deus apresentada no capítulo quatro é magnífica. O Ser glorioso aparece com um enigmático livro em Sua mão direita. É um livro que deveria ser aberto, ser lido e ser compreendido. João sabia que o livro continha importantes informações para a salvação da humanidade.  A angustia tomou conta do seu coração ao ver que ninguém conseguia ler o conteúdo do livro selado e nem mesmo podia olhar para ele.
Jesus é apresentado a João em duas figuras opostas. Primeiro como Leão e logo depois como um Cordeiro como que tendo sido morto. Um cordeiro debilitado mas com forças de um leão. Com a morte na cruz o Cordeiro foi investido de todo o poder e, agora como o Leão que sempre foi, está capacitado a abrir o livro. O Leão que se fez Cordeiro e morreu para nos prover salvação estava ali e, novamente, revestido de todo o poder. Jesus tornou-se digno de receber sete atributos que o identificam como o Salvador da taça humana: poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graças.
Domingo
Ellen G White amplia a nossa visão do amor de Deus:A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.  Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de aprender e ensinar” (Obreiros Evangélicos, ps 423 424). 
Paulo afirma que fomos comprados por bom preço: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6:20). Não fosse o amor de Deus manifestado na cruz e estaríamos perdidos para sempre.
Caso Deus não se importasse com o pecado Ele não teria Se apresentado de maneira tão ousada para salvar o pecador. Por amor de nós Deus colocou em risco o Seu trono. Deus tem razões de sobra para condenar o pecador, pois Ele fez tudo para que ninguém se perca. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longanimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
Segunda
            A promessa de salvação apresentada em Gênesis 3:15 foi concretizada no verso 21. O sangue de um cordeiro manchou o relvado jardim. Do cordeiro imolado junto aos pés de Adão foi retirada a pele e com ela o Senhor envolveu o casal. Aquele cordeiro foi o primeiro de milhares que, por quatro séculos, seriam sacrificados em prol do homem até que o Cordeiro de Deus deu o Seu último suspiro no cume do Calvário.
            A promessa divina feita lá no Éden há seis milênios foi abraçado por Paulo e os demais heróis da fé no passado. Paulo afirma Deus é que esmagará Satanás. Mas vem um complemento impressionante: “debaixo dos vossos pés”. Que promessa maravilhosa! É nosso dever, pela Sua graça, subjugar Satanás até o dia em que, pela força do Seu poder Ele esmagará para sempre a cabeça da serpente.
            Moisés narrou de maneira detalhada a prova do monte Moriá. Em todos os momentos podemos ver a determinação do patriarca Abraão em atender a ordem divina. Quando Deus o procurou ele respondeu “Eis me aqui.” Quando o seu filho Isaque o chamou lá no meio do caminho, a sua resposta foi: “Eis me aqui” e, no momento crucial, quando o anjo do Senhor bradou o seu nome, Abraão respondeu: “Eis me aqui.” (Ver meditação Matinal Reavivar a Esperança págs. 77, 78 e 79).
            A prova de Abraão é a melhor representação do que Deus fez por nós. Em nenhum momento Jesus retrocedeu. “Eis Me aqui” foi a resposta de Jesus. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hebreus 10:7). “Sim” lá no principio da Bíblia, em Gênesis 3:15 está escrito de Mim.
Terça
            Isaías é uma Bíblia em miniatura, em sua estrutura. Contém 66 capítulos, assim como a Bíblia tem 66 livros. Divide-se em duas partes, tendo a primeira 39 capítulos como o Antigo Testamento tem 39 livros e a segunda 27 capítulos como o Novo Testamento tem 27 livros. O tema central da Bíblia é Jesus e em Isaias o Salvador é o tema predominante do seu livro. Alguém definiu o capitulo 53 de Isaías como um porta jóias a respeito de Cristo.
            Particularmente, do capitulo 53 destaco o verso 11 onde afirma que Ele justificará a muitos e assumirá as suas iniquidades. O Servo sofredor não salvará todas as pessoas. Apenas aqueles que O receberem como o Seu salvador. A salvação é oferecida a todos, mas nem todos aceitam o Messias sofredor. Os primeiros versos do capitulo 53 deixa isso bem claro.
            Pedro enaltece o preço de nossa salvação. Ele afirma que não fomos resgatados com prata ou ouro, mas com o precioso sangue de Cristo. Espero que você não esteja estudando esta lição usando apenas a versão Almeida Corrigida e Revisada. Nela, 1 Pedro 2 tem apenas 23 versículos, enquanto as outras traduções apresentam 25 versículos. Porém o conteúdo é o mesmo em todas as versões consultadas.
Quarta
            É louvável desejar estar ao lado de Cristo quando este desejo não está envolto com um desejo de primazia. Marcos 10:32 – 45 mostra uma maneira equivocada de seguir a Jesus. Tiago e João queriam estar ao lado de Jesus em Seu trono. Mas para Jesus o Seu principal trono seria a cruz. Estariam eles dispostos a isso?
            O que nos leva a aceitar ou recusar um cargo na igreja? Estamos sendo movidos pelo egocentrismo disfarçado? Espero que não!
            Os quatro evangelistas enfatizam a morte de Jesus. Mas é bom lembrar que só depois da ressurreição do Mestre é que eles foram entender o real significado de Sua morte.
            Lucas é o único evangelista a contar com detalhes o encontro de Jesus com os dois discípulos no caminho para Emaús. Ao ver o desalento dos dois por não terem compreendido o porque de Sua morte na cruz, o Mestre desabafou: “O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram” (Lucas 24:25). Espero que Jesus não esteja pronunciando estas palavras para nenhum de nós pela maneira que nos comportamos a respeito não só do Seu sacrifício na cruz como também sobre a Sua volta a este mundo.
Quinta
            Ele, que fora Um com Deus, sentiu na alma a terrível separação que o pecado causa entre Deus e o homem. Foi o que Lhe arrancou dos lábios o brado de angústia: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Caminho  Cristo, p 13). A mesma angustia que tomou conta de Cristo naquele momento será experimentada por todos que O rejeitaram.  Apenas com uma diferença: Jesus viu o resultado do Seu sacrifício mas  no momento final os ímpios jamais receberão consolo.
            Ellen G White nos adverte: “Meu irmão, minha irmã, caso estes preciosos momentos de misericórdia não sejam aproveitados, sereis deixados sem desculpa. Se não fizerdes especial esforço para despertar, se não manifestardes zelo em vos arrepender, esses áureos momentos em breve passarão, e sereis pesados na balança e achados em falta. Então de nada hão de aproveitar vossos brados de angústia” (Maranata – Meditação Matinal, p 55).
            Que Deus tenha misericórdia de nós, que não venhamos a fazer parte daquele grupo que embora sendo Seu, não O recebeu.
Conclusão
            O apelo da irmã Ellen G. White na parte de sexta feira é oportuno para nós hoje: “A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos meditar na missão dAquele que veio salvar Seu povo, dos seus pecados” (Caminho a Cristo, p. 89).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pensamento

A lua continua apresentando os seus espetáculos para um auditório cada vez mais vazio. Carmo

Pensamento

Um pensamento escapou, e em fração de segundo viajou pelo Universo e retornou com a mensagem: Deus existe. Carmo

No principio


Comentário da lição da Escola Sabatina de 7 a 14 de janeiro de 2012 preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (meditações bíblicas).
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Princípio é definido como a causa primária, o momento, o local ou trecho em que algo, uma ação ou um conhecimento, tem origem. Na cidade de Mileto, no século VI a.C., os filósofos milésios Tales, Anaximandro e Anaxímenes, trataram sobre o princípio (arché). Para Tales, o princípio era a água; para Anaximandro, o infinito, indeterminado (apeiron); e para Anaxímenes, o ar. Para os Pitagóricos o princípio das coisas era os números, pois, devido a sua dedicação à matemática foram doutrinados a crer que "todas as coisas são números".
Estudiosos que apóiam uma interpretação não-literal de Gênesis abordam a questão de diferentes modos. Alguns consideram Gênesis l como mitologia’; outros o consideram poesia; alguns o tomam como teologia; ainda outros o consideram como simbolismo. Comum a todas estas interpretações não-literais é a suposição de que o relato em Gênesis não é um relato literal e histórico da Criação. Outros defendem que a semana da criação existiu, mas durou milhões ou bilhões de anos.
Para nós, adventistas, o princípio é Deus não que Ele tenha começo ou fim. Lembremos que a eternidade só tem principio para as criaturas. João 1:1 afirma: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.” João 1:10 “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio ‘Dele’”, ... O Verbo significa a palavra. Gênesis, Capítulo 1:3. “Disse Deus: haja luz. E houve luz.”
Harold Coffin Ph. D., ex professor de Paleontologia da Andrews University afirmou: “Tudo que é humano tem um princípio.” Eu prefiro afirmar que toda criatura tem um princípio.
Domingo
Estudiosos afirmam que Charles Darwin acreditava em Deus e que o Criador usou a evolução para criar o mundo. Mas o seu psiquiatra Dr. Rankine afirmou: "Darwin odiava o seu pai e não conseguiu matá-lo em carne e osso então, tentou matar o seu Pai Celestial." Darwin foi um homem que, segundo afirmações de sua esposa Emma, mergulhou em sérios problemas psiquiátricos porque temia cair no descrédito caso a sua teoria caísse por terra.
A semana é um período de tempo de sete dias consecutivos. A origem da expressão vem do latim septimana, que significava sete manhãs. Hoje a maioria das escolas ensinam que: “A semana foi uma evolução na orientação de espaço de tempo, cujo início ocorreu pela relação do homem com a natureza e principalmente com o que mais lhe chamava atenção e influenciava em sua vida, os astros lua e sol e os planetas que podiam visualizar.
            Alguns sustentam que a semana da criação são dias milenares e que todo o Universo foi criado em seis milênios. Essa é uma teoria que contradiz a Bíblia. “Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:9). O poder de Deus é total e não limitado
Satanás ao longo dos anos têm levado o homem a denegrir Deus e o Seu poder criador.  Salomão afirmou que “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias ou invenções” (Eclesiastes 7:29). A Bíblia mostra que a semana foi idealizada por Deus e que foi o períudo de tempo no qual Ele desenvolveu a criação de todas as coisas. O ciclo semanal de sete dias de vinte e quatro horas foi idealizado por Deus para beneficio do homem e tem tudo a ver com a nossa condição física. Em Sua sabedoria o Criador orientou que o homem trabalhasse seis dias e escançasse no sétimo. Esse descanso semanal é imprensidível para a saúde do homem.
Segunda
- O amor de Deus é misericórdia:
Adão e Eva estavam arrasados. Eles permitiram que o pecado invadisse o seu
coração. Desolados, fugiram de Deus e se esconderam. O jardim do Éden estava
contaminado pelo pecado.   Quando tudo parecia período em meio a um cenário ameaçador eles ouvem uma voz conhecida fazendo uma pergunta difícil de responder: “onde estás”?  Era a voz da misericórdia divina. É o Pai quem corre ao encontro, quem se lança ao pescoço do filho e quem o beija (Lc 15,11-30). Existe uma grande alegria no céu quando um pecador se arrepende e confessa os seus pecados e pela volta a Deus, que não nos vê como pecadores e sim como filhos queridos (Lc 15,32).
- O amor de Deus é eterno:
O amor de Deus não tem começo e nem tem fim, porque o próprio Deus, que é amor, nunca teve começo e nunca terá fim: “De longe me aparecia o Senhor: amo-te com eterno amor, e por isso a ti estendi o meu favor” (Jer 31,3). Deus sempre ama você e sempre o amará. Sempre!
- O amor de Deus é gratuito:
Deus não nos ama “em troca” do que fazemos ou somos. Deus não nos ama colocando condições.
- O amor de Deus é fiel e constante:
Deus nos ama com o mesmo amor, todos os dias. O Seu amor não é vacilante, não
oscila, é sempre constante.
             - O amor de Deus é generoso:
Se da inteiramente vindo habitar como amigo em nossa alma.
             - O amor de Deus é desinteresseiro:
O amor de deus que se basta em si mesmo, nos ama só para nos fazer o bem.
             - O amor de Deus é preveniente:
Porque não somente é o primeiro a nos amar, mas ainda nos solicita o nosso amor.
            - O amor de Deus é sempre presente:
Deus deseja fazer parte da nossa história, deseja ter um relacionamento íntimo conosco, deseja caminhar conosco, quer ser nosso amigo íntimo, por isto deseja se manifestar a nós. “Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-Me aqui!” (Is 58,9).
Terça                                                                          
            O termo cosmovisão, quer dizer o modo pelo qual uma pessoa vê ou interpreta uma realidade. A palavra alemã é Weltanschau-ung, que significa um “mundo e uma visão de vida”, ou “um paradigma”. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores outros valores. Francis Schaeffer disse que a comosvisão: ”é o filtro através do qual uma pessoa enxerga o mundo (Livro: Como Viveremos).
            A evolução não combina com a cosmovisão cristã. Enquanto a evolução aceita tudo como fruto do acaso oferecendo uma cosmovisão voltada para a natureza como o principio básico de tudo sem nenhuma perspectiva pós morte; a cosmovisão cristã lança os nossos olhares para além deste mundo de pecado e oferece uma perspectiva de vida eterna.
            A cosmovisão cristã oferece esperança porque entendemos que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Salmos 19:1). Ele é o nosso criador e o nosso mantenedor. Não viemos ao mundo por acaso. Fazemos parte do projeto de Deus e é gostoso saber e sentir que Ele nos ama tanto!
Quarta
            O capitulo 1 de João nos oferece uma visão ampla da historia. da criação do nosso planeta. Ele fala da divindade de Jesus; de Sua vinda a este mundo; de sua rejeição pelos judeus e das madavilhas que experimentam aqueles que recebem Cristo como  o seu salvador.
            Não fosse a cruz e não haveria nenhuma razão para crermos na criação e muito menos agasalhar a esperança de um mundo melhor. Eclesiastes afirma que o homem procurou muitas invenções e a principal delas se chama pecado. Essa invensão custou a vida de Deus na cruz. Quando Deus nos criou éramos dEle por criação. Uma vez caindo em pecado, se aceitarmos o Seu sacrificio na cruz, seremos dEle por redenção.
            Fomos criados à imagem e semelhança de Deus e temos certeza de que Ele nos ama. O evulocionismo denigre a nossa origem e ao defini-la como fruto do acaso a torna sem significado.
             Em momentos de tristeza que esperança pode ter um descendente do macaco? Jamais Ele irá dizer: “A minha esperança está no Senhor.” Duas coisas fazem uma grande diferença em nossa vida. A primeira é ter a certeza de que foi o amor de Deus que nos trouxe a existencia. Um amor tão grande que mesmo depois de o homem pecar e se esconder por entre as arvotes do jardim, Deus saíu à nossa procura. E a segunda é que depois de nos encontrar e ver a nossa situação de miséria proveu o nosso resgate.
Deus fez tudo isso porque deseja viver comosco por toda a eternidade. Para a nossa alegria Deus é tanto criador como redentor.  
Quinta
            Deus gostou tanto das coisas que criou que, ao ver este mundo manchado pelo pecado Ele se propos a recriar tudo de novo. Ao ver o nosso planeta tão deteriorado, a nossa inclinação é imaginar como Deus vai fazer desta terra cheia de mazelas um novo jardim do Éden? Mas a Sua promessa é: “Novos céus e nova terra.” E tudo isso só por causa de você e de mim. Veja: “Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome (Itálico nosso).
             A nossa criação “à imagem e semelhança de Deus” e, o sacrifício de Jesus por nós, é que nos leva a proclamar para o mundo que: “segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13). E Paulo nos conforta: “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1Tessalonicenses 5:11).
Charles Darwin chegou a imaginar que Deus criou o mundo mas, para faze-lo, usou a evolução. É pertinente a colocação da autora da lição: “Se Deus escolheu usar a evolução para criar o mundo, porque Ele faria algo diferente na segunda vez? (página 16, aluno).
Conclusão
Vivemos em dias conturbados. Certa vez uma professora de minha esposa solicitou que os alunos da faculdade de Pedagogia fizessem um trabalho escrito sobre a existencia do mundo e acrescentou: “Não venham com histórias fantasiosas da Bíblia.” A minha esposa fêz a redação conforme foi solicitado, mas no final acrescentou: “Essa foi a maior fantasia inventada pelo homem.”
Quão bom é termos a certeza de que “no principio criou Deus os ceus e a terra”.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Deus triúno

Comentário da lição da Escola Sabatina de 31 de dezembro de 2011 a 7 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança. É membro da igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Estamos iniciando mais uma serie de estudos da Bíblia. Desta vez vamos conhecer um pouco mais do nosso Deus. Temos consciência de que por mais que estudarmos vamos apenas vislumbrar a “orla dos Seus caminhos”.  Espero que este estudo desperte em nós um sentimento de unidade doutrinária bem próximo da Trindade divina.
Não é um tema fácil de se explicar. A autora da lição nos adverte: “Com a nossa mente finita e caida, esse ensino não é fácil de compreender completamente” (Nota da pergunta 10). Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou e esforçou-se exaustivamente por compreender e desvendar a Tridade. Após muito tempo de reflexão, esforço e trabalho, chegou à conclusão que nós, devido à nossa mente extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão (infinita) de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio. Concluiu que a compreensão plena e definitiva deste grande enigma só é possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Diz Ellen G. White: “Na vida futura compreenderemos coisas que aqui nos fazem muito perplexos” (A Verdade Sobre os Anjos, p 301).
Afirma a autora da lição: “As distinções entre Deus, Cristo e o Espírito santo encontradas na Bíblia devem ser recebidas como a forma pela qual Deus está em Si mesmo, por mais difícil que seja para nossa mente caída entender” (p 3).
Que a humildade permeie o nosso interesse em conhecer melhor o nosso Deus. Atentemos para o conselho da inspiração: “Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: "Não nos deixes cair em tentação" (O Grande Conflito p 530).
Domingo
Gosto do texto de Êxodo 3:11 a 15. Diante do desafio proposto por Deus a Moisés ele tenta se eximir com as palavras: “Quem sou eu? Um homem assassino foragido da justiça egípcia. Um homem pesado de língua.” Mas enquanto Moisés se contorcia por dentro Deus responde: “Eu sou o que sou. Você não é o único pecador, mas Eu sou o único Deus e vou mostrar a faraó que os deuses dos egípcios nada valem, pois Eu sou o que sou.”
A lição mostra que Deus ilustrou a Trindade com o casamento quando marido e mulher, uma vez unidos, se tornam uma só carne. E Tiago afirma que crer em um só Deus faz bem a nossa alma Tiago 2:19.
  Deus esperava que, ao resgatar os israelitas do Egito em meio a uma grande demonstração de poder, eles propagassem ao mundo que apenas o Deus criador é o único Deus. Devemos lembrar que o propósito de Deus para nós ainda é o mesmo.  Ser “um povo zeloso de boas obras” e Pedro acrescenta: “sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:8).
Segunda
            Os fariseus eram ferrenhos defensores da lei, mas não muito amantes em observar a sua essência. Eles contestavam a divindade de Jesus e jamais O aceitaram como o Redentor do mundo. Entre os fariseus mais extremistas estava o apóstolo Paulo antes de sua conversão. Talvez ele fosse o fariseu mais culto de seu tempo. É ele, justamente ele, que procura convencer os judeus da eternidade de Cristo. Em sua carta destinada a este povo, se referindo a Cristo, ele declara: “O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8).
            Para os judeus Jesus era um usurpador ao aceitar ser adorado. Ainda hoje existem pessoas que afirmam que Jesus é Deus, mas ao tomar a forma humana Ele não poderia aceitar ser adorado. Mas ali estava o Deus encarnado com a Sua glória velada para que pudesse estar entre nós.
             Defender a Sua própria divindade foi uma pá de cal no julgamento de Jesus. Quando Jesus, diante do Sinédrio afirmou ser Deus o sacerdote rasgou as suas vestes e exclamou: “Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia” (Mateus 26:60).
Ele é o verbo que estava com Deus e é Deus. Ellen G. White afirma que Satanás crê na divindade de Jesus. Assim ela descreve o final do conflito entre o bem e o mal: Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas. Por sobre o estrondo assustador do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a sorte dos ímpios. ... Os que pouco antes eram tão descuidados, tão arrogantes e desafiadores, tão exultantes em sua crueldade para com o povo de Deus, observador dos mandamentos, acham-se agora vencidos pela consternação, e a estremecer de medo. Ouve-se o seu pranto acima do som dos elementos. Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder, enquanto homens estão suplicando misericórdia e rastejando em abjeto terror” (O Grande Conflito, págs. 635-638).
Terça 
A divindade do Espírito santo tem sido questionada e mais ainda negligenciada. O pastor Ron Crisp, da igreja Batista fez um estudo sobre o Espírito Santo que nos ajuda a entender melhor o terceiro membro da Trindade. 
- Veja os atributos divinos do Espírito santo:
1. Eternidade - Hebreus 9:14.
2. Vida - Romanos 8:2.
3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
4. Santidade - Mateus 28:19.
5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
-  As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.
1. A criação - Jó 33:4.
2. A encarnação - Mateus 1:18
3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).
4. A Ressurreição - Romanos 8:11
5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).
- O Espírito Santo tem todos os atributos de uma pessoa:
- A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.
- B.  Ele sente
1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).
- C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11.
- D. Ele age
1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21
2. Ele ensina - João 14:26
3. Ele guia - Romanos 8:4
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
5. Ele convence - João 16:8-11
6. Ele regenera - João 3:5
7. Ele conforta - João 14:16
8. Ele testifica - João 15:26
9. Ele intercede - Romanos 8:26
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
11. Ele cria - Jó 33:4
Ellen G. White afirma: “Por intermédio das Escrituras, o Espírito Santo fala a mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p 671).
Quarta
            A autora da lição nos mostra alguns textos bíblicos onde a pluralidade divina fica evidente apresentando mais de uma pessoa agindo e interagindo.  “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Ao interrogar Isaías Deus estava acompanhado. Disse Ele: “Quem irá por nós?”
            A idéia da pluralidade divina é apresentada com bastante ênfase em toda a Bíblia. Paulo confirma a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Corintios 13:14).
            Embora contestado pelos judeus, Jesus afirmou com frequência a Sua unidade com o Pai e com o Espírito Santo.
            A Bíblia é clara em mostrar que um único Deus revela-se em três pessoas divinas distintas, ou simplesmente, do conceito de um Deus formado por três pessoas distintas: o Pai , Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Quinta
Ellen G White afirma: “A Divindade foi movida de piedade pela humanidade, e pai, e filho e Espírito Santo Se empenharam na elaboração do plano da redenção” (Atlantic Union College, 1º de abril de 1901). E mais: “A salvação dos seres humanos é um grande empreendimento que põe em ação todos os atributos da natureza divina. O Pai, o Filho e o Espírito Santo Se comprometeram a tornar os filhos de Deus mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Pacific Union Recorder, 5 de janeiro de 1905).
“A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do mundo. A existência do pecado é inexplicável; portanto nenhuma alma sabe o que Deus é enquanto não se vê à luz que se reflete da cruz do Calvário” (A Ciência do Bom Viver p 264).
Conclusão
            A unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é um desafio para nós em nossos relacionamentos na família, na igreja e na sociedade.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pensamento

- A beleza da lua esta na sua simplicidade. Carmo
- Gosto de ver a bandeira brasileira asteada no alto de um mastro. Parece que é para lá que ela quer nos levar. Carmo
- Ser sábio é saber usar a inteligencia.  Carmo
- Eu não choro o passado e nem temo o futuro. Apenas respeito o presente. Carmo
- Em sua simplicidade o gatinho brinca com a sua propria cauda. Ingenuo?  Não,  inteligente! Carmo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pensamento

O trovão sacudiu as nuvens e a chuva desceu macia.  Carmo
O relâmpago clareou o caminho da chuva. Carmo
 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamento

- Saudade é planta desfolhada que cresce no vaso da distancia de tempo e espaço. Carmo
- Cada olho chorava imaginando estar sozinho. Eles não sabiam que as suas lágrimas se encontravam no final do caminho. Carmo
- A alegria e a tristeza moram na mesma casa, mas é você quem determina qual delas abre a porta.Carmo
- Para o coveiro é mais um. Para a família é menos um. Carmo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Anunciando a glória da cruz

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 1 31 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O autor finaliza a lição do trimestre mostrando o verdadeiro propósito que deve permear a vida de cada cristão: Anunciar a glória da cruz. É difícil admitir que uma pessoa que não seja movida por essa paixão seja realmente convertida.
            Por outro lado cheira mal quando alguém prega ou fala do evangelho colocando o Eu em evidencia. Paulo afirma que isso pode acontecer. Mas para evitar qualquer pensamento errado a respeito de sua pregação ele afirmou: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6:14).
            É necessário vigilância para que Satanás não faça brotar em nosso coração a vanglória. Padre Antonio cuidava de sua igreja e era um exímio professor de Português. Mas de vez em quando desaparecia da sala de aulas durante um mês ou mais. Quando reaparecia, normalmente apresentava algumas escoriações.   Ele era alcoólatra.
            Certa vez, o encontrei cheirando a álcool próximo do colégio onde ele lecionava. Sem que eu o perguntasse foi desabafando: “Eu tenho vergonha de estar assim diante de uma pessoa cristã e que estuda a Bíblia”. E continuou: “Eu sempre fui o escolhido para realizar casamentos e festas de aniversário e sempre me ufanei de falar bem. Eu imaginava que sendo um padre jamais me tornaria em um alcoólatra. Um gole hoje e outro amanhã cheguei a esse ponto.” E por fim concluiu: “Eu me vangloriei de muitas glórias.” Ao dizer isso, desapareceu em meio à escuridão me deixando com um nó na garganta. Ele faleceu prematuramente. (Meditação Reavivar a Esperança p 174).
            O que aconteceu com padre Antonio pode acontecer com qualquer um de nós. Ninguém esta vacinado contra o “Eu”. Satanás está atento e faz tudo para nos destruir. Que o nosso permanente propósito seja exaltar a cruz de Cristo e que Deus nos mantenha longe da vanglória!
Domingo
            Paulo procurou apresentar a sua mensagem repreensiva com firmeza. O momento não era para afagos e tapinhas nas costas. Ele foi enfático em toda a sua carta e manteve essa postura do princípio ao fim.
            Além das suposições apresentadas na lição sobre a expressão “Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão” (Gálatas 6:11), podemos imaginar outras como: Talvez fosse uma força de expressão no sentido de colocar ênfase no assunto exposto. Quem sabe quisesse dizer que os gálatas não estavam enxergando bem a clareza da mensagem da salvação pela graça.
            Quando me deparo com pessoas que nos criticam por causa da observância do sábado fico imaginado: o sábado é mostrado com tanta clareza no Livro Sagrado e aos seus observadores é feita as promessas mais lindas da Bíblia que mesmo que não fosse mandamento seria gostoso observá-lo. A maneira clara como ele sempre aparece nas páginas da Bíblia é como se fosse escrito com grandes letras.
            Paulo enfatiza que a carta aos gálatas foi escrita de seu próprio punho. Era uma mensagem bem pessoal e para transmiti-la Paulo dispensou a ajuda de terceiros.
Segunda
            Paulo faz uma séria advertência. Para ele os gálatas praticavam a circuncisão por dois motivos especiais: Para não serem perseguidos e para darem uma aparência de serem observadores da lei. Mas a real observância da lei era mais uma questão de retórica.
            O mesmo pode acontecer conosco hoje. Sempre queremos estar bem na fita diante da sociedade e, se somos criticados ou mesmo perseguidos por causa da doutrina, a nossa tendência é minimizar os nossos princípios. Sabemos que em breve doutrinas como o sábado serão um divisor de águas que determinarão o nosso destino eterno.
            Um cristianismo de fachada é a melhor maneira de sermos excluídos do Céu. Por outro lado o fanatismo pode levar as pessoas a agirem como Paulo antes da conversão. Ele temia que isso viesse acontecer entre os gálatas. Essa era uma experiência que ele conhecia bem.
Terça
            Enquanto viver uma religião com a intenção de satisfazer os propósitos da carne, o verdadeiro sentido da conversão significa escravizar a carne e sujeitá-la aos princípios divinos. Jesus se humilhou até a morte de cruz e o fez para que um dia pudéssemos ser exaltados.  Essa não é uma exaltação própria. Cristo é que nos exaltará diante do Pai.
            Gloriar na cruz de Cristo é desvencilhar de todo o eu e exaltar o nome de Cristo em qualquer situação. Nos dias de Paulo a cruz era símbolo do pior que poderia existir. Era a morte mais humilhante aplicada a um condenado. Defender a cruz significava estar ao lado dos piores criminosos ou até se compactuar com eles.
            Paulo foi enfático na sua declaração de amor a Cristo e sabia muito bem o que isso significava. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23). Exaltar a cruz além de escandaloso era uma loucura. Mas o apostolo não esperou que ninguém o identificasse como tal e se adiantou:Nós somos loucos por amor de Cristo(1 Corintios 4:10).
            Paulo provou isso para o mundo. O governante Festo ao ver o entusiasmo do apostolo ao falar da cruz de Cristo bradou: “Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar” (Atos 26:24). Que feliz delirio! Quem dera fossemos contagiados por ele!
Quarta
            Paulo volta a insistir no ponto abordado não só na epistola aos gálatas mas em todos os seus escritos: A necessidade de cada pessoa se tornar uma nova criatura. Essa transformação envolve renuncia do próprio eu. Envolve cruxificar os desejos carnais e exaltar apenas a Jesus.
            Ser uma nova criatura é estar disposto a ser considerado louco e escandaloso. Lembro que quando eu era criança, às vezes em nossas brincadeiras um chamava o outro de louco. Mamãe nos repreendia com veemencia. Dizia que nem por brincadeira deveriamos chamar qualquer pessoa de louco.
É curioso pensar que uma nova criatura seja uma pessoa renovada em tudo, inclusiva na saúde. Como pode ser uma nova criatura e ser louca? Não parece uma loucura? Para o mundo sim. “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus” (2 Coríntios 4:5).
Quinta           
A minha esposa, quando criança, observava como os fazendeiros maracavam o gado. A “marca” era feita de ferro e tinha as iniciais do nome do fazendeiro. Depois de aquecida no fogo era aplicada  no animal e a cicatriz o acompanhava pelo resto da vida.
Certa vez, apos os peões terminarem o serviço, furtivamente ela pegou o ferro incandescente e marcou um de seus irmãos. Aos cinquenta anos de idade  ele ainda traz a marca em sua coxa esquerda. Marcas assim Paulo tinha aos montes. Eram sequelas de seu encontro com Cristo na estrada de Damasco, cicatrizes dos espancamentos sofridos e escoreações causadas por algemas apertadas. Paulo já estava saturado com o disparate dos gálatas. Além de mudarem de casaca eles não o poupavam. Ele era objeto de criticas contundentes. O limite de tolerancia do apostolo estava por um triz. A reserva de paciencia chegava no limite. O texto dá a entender que Paulo já não estava tão preocupado com a mensagem destorcida que eles pregavam, o apóstolo queria apenas um poco de sossego. O seu desabafo diz tudo: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).
Mas a principal marca foi aquela que Jesus imprimiu em seu coração. Uma vida transformada. Uma mudança de vida jamais imaginada para alguém como o antigo Saulo. Essa poderosa marca o levou a confessar: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20). Quem dera pudéssimos dizer a mesma coisa!
Conclusão
            Certa vez  em conversava com um irmão e dizia de minha satisfação em comentar as lições da escola sabatina. Com um tom meio ironico ele respondeu: “eu não leio nenhum comentarista. Eles falam a mesma coisa e não me acrescentam nada. Aliás” completou: “a lição deste trimestre sobre o livro de Gálatas eu estudaria ela em meia hora. É um desperdicio de tempo ficar com um mesmo assunto tres meses”.
            Hoje estamos finalizando o estudo sobre Gálatas. Para mim foi uma bênção, pena que não aprendi tudo o que deveria. Jeremias afirma que as Palavras de Deus são novas a cada manhã e Ellem G White completa: Tanto na divina revelação como na Natureza, Ele deixou mistérios a fim de reclamar a nossa fé. Assim deve ser. Devemos estar sempre indagando, sempre pesquisando, sempre aprendendo, e resta todavia um infinito para o além” (A Ciência do Bom Viver p 431). E, como eu sonho estar naquele lugar onde “toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas culminâncias a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma” (Educação, pág. 307). 
Por mais que avancemos no conhecimento da sabedoria e do poder de Deus, há sempre um infinito para além. Review and Herald, 14 de setembro de 1886. 



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O evangelho e a igreja

Comentário da Lição da escola Sabatina de 17 a 24 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor da meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Quando eu fiz o primário tive dois colegas que se desentenderam. Izamor era um adolescente calado e de físico bem desenvolvido. Ele ficou magoado com Felizbino, um garoto bastante peralta. Desde então, Izamor aguardava o momento certo para acertar as contas.
            Com o tempo, Felizbino voltou a viver mais tranquilo. Imaginava que Izamor houvesse esquecido o problema. Mas depois de alguns meses a vida dos dois se transformou em um jogo de esconde esconde. Izamor sempre a espreita e Felizbino sempre fugindo. Certo dia, Felizbino entrou por um corredor externo, de uns cem metros de comprimento, que existia em nossa escola. Izamor rapidamente deu a volta e entrou pelo outro lado. O encontro foi inevitável. Depois de uma boa escaramuça Izamor soltou Felizbino e exclamou: “Agora vou viver em paz.”
            Conheço membros de igreja de proceder semelhante. Ficam chateados com alguém da igreja e depois de aguardarem meses ou anos, no momento certo, “dão o troco”.
            Na mensagem da lição desta semana Paulo chama a atenção dos gálatas para que, deixando de lado as indiferenças, vivessem em perfeita harmonia uns com os outros. As divergências religiosas já haviam causado estragos no relacionamento entre os irmãos e Paulo sabia dos prejuízos que isso significava.
Domingo
            Provavelmente Paulo releu toda a carta que já chegava ao fim. Viu que usou expressões bem fortes e concluiu que alguns irmãos poderiam ficar chateados com a sua acentuada franqueza.
             Ele começa o capítulo seis com uma linguagem reconciliadora. Embora direcionada ao relacionamento entre irmãos, o seu objetivo era aparar alguma aresta que, com certeza, surgiu com as suas palavras de reprovação a conduta da maioria deles.
            Desejava  agora por em pratica a orientação de Cristo: falar ao coração das pessoas sem estardalhaço. Ele esperava que a sua carta fosse aceita como uma repreensão de amor e usa um tom reconciliatório. O seu alvo era a restauração dos irmãos a antiga fé.
            A sua missão resgate foi bastante agressiva porque não era destinada a pessoas que abandonara a igreja, mas a irmãos fervorosos que passaram a pregar "um outro evangelho". O caso era grave porque estes irmãos jactavam-se com a doutrina que passaram a pregar.
Segunda
            Paulo era um profundo conhecedor da tendência humana. Ele sofria, como qualquer um de nós, em sua luta contra os desejos carnais. Neste texto de Gálatas 6:1 ele demonstra duas preocupações. A primeira era de como as pessoas faltosas deveriam serem orientadas. Muito amor deve ser demonstrado. A sua segunda preocupação era de que ao comentar o pecado de alguém o conselheiro não viesse a cometer as mesmas falhas de quem está sendo repreendido.
Não é só na carta aos gálatas que Paulo apresenta esta preocupação. Diz ele aos corintianos: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Coríntios 9:27). E a Timóteo ele recomenda: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Timóteo 4:16).
É fácil apontar o dedo. Mas antes de faze-lo deveriamos nos submeter a um profundo exame pessoal. A presunção é um dos grandes perigos que ronda a nossa espiritualidade.
Os gálatas já se vamgloriavam de ter uma mensagem superior a de Paulo, mas estavam redondamente enganados. O outro evangélho pregado por eles não tinha o poder de fazer de alguém uma nova criatura.
Terça
            Eu tenho um amigo que é advogado. Ele me disse que sofre muito ao vivenciar as dificuldades de um cliente cujo crime não oferece nenhuma possibilidade de defesa.Trabalhei mais de trinta anos em hospitais. Vi mamães desesperadas se debruçarem sobre criancinhas mimosas, mas inertes. Convivi com pessoas que na ante sala de uma UTI aguardavam noticias animadoras sobre um ente querido e o resultado foi um dilúvio de lágrimas. Fico imaginando a situação de um psicólogo que ao ouvir o seu cliente se depara com um problema quase que insolúvel. Como não se envolver?
            Agora um detalhe: eu posso sofrer com as dores de meu próximo, mas não oferecer nenhuma ajuda, e posso também não sofrer tanto e ser útil.
            Vivemos em um mundo onde a tecnologia tem distanciado as pessoas. Em uma casa cada membro da família tem o seu computador e a sua televisão. Pode acontecer de ter pessoas com as quais eu convivo debaixo do mesmo teto que estejam sofrendo sob pesada carga e eu absorto no meu dia a dia nem tome conhecimento.
             Certa vez ao passar em frente a igreja que frequento, mais uma vez, observei a sua imponente fachada. Logo depois o telefone tocou. Minha filha me dizia que o pastor convocou a comissão da igreja para discutir uma emergência. O teto da igreja havia desabado duas horas antes de eu ter passado por lá. Pelo lado de fora tudo bem, mas por dentro só escombros.
            Ao nosso redor existem muitas pessoas que aparentemente está tudo bem com elas mas no intimo estão sorvendo o cálice da amargura. Como irmãos de igreja não podemos ficar indiferentes as dores de nosso próximo. Tem de haver mais participação, mais comprometimento uns com os outros. Paulo afirma que “nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si” (Romanos 14:7).   
Quarta
Será que Deus Pai tem uma lei e o Deus Filho tem outra? Será que uma anula a outra? Por várias vezes Jesus fez referencia a lei de Deus e foi mais além ao afirmar: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:18 e Paulo acrescenta:Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Tiago 2:10.
Certa vez Jeus acusou os farizeus de que eles atavam pesados fardos sobre os seus fieis mas nem mesmo com o dedo os ajuvam a carregá-los.
Quinta
            Trabalhei muitos anos na agricultura e hoje tenho saudades daqueles bons tempos. Já plantei arroz, milho, feijão e verduras. Ao nascer as mudinhas de cenoura se confundem com mudas de cebola. As de alface com as de chicória. Mas depois de crescidas as mudinhas de cenoura vão produzir cenoura e as mudas de alface vão produzir alface. Não tem como ser diferente.
            Há poucos dias a noticia ocupou as primeiras páginas dos jornais. O ex presidente Lula está com câncer de laringe. Os médicos afirmaram que deve ser consequência do hábito de fumar cultivado pelo paciente até um ano atrás. Se alguém é viciado em bebida alcoólica   tem tudo para desenvolver uma cirrose hepática. O semear geralmente é uma atividade alegre e descontraída. Mas, dependendo do que semeia, a colheita poderá ser dolorosa e triste.
            Na vida espiritual e nos relacionamentos é a mesma coisa. Caso eu não desenvolva um relacionamento cordial com meus filhos será difícil eu desfrutar da companhia deles na velhice. E se eu não desenvolver um intimo relacionamento com Cristo não tem como eu subsistir no dia da provação.
Conclusão
A igreja precisa caminhar como um todo. Ela é comparada ao corpo humano. Não tem como um pé caminhar para um lado e a mão seguir em direção oposta. Paulo procurou enfatizar estes pontos visando não só um melhor relacionamento entre irmãos de uma igreja dividida, mas também estreitar o seu relacionamento com estes irmão que, com certeza, já alimentavam alguma indiferença com ele.
Como igreja necessitamos nos envolver mais uns com os outros. Alguém que se considere cristão e que não se envolve com o próximo está longe de preencher as características de um real filho de Deus.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pensamentos:

O passado me inspira, o presente me anima e o futuro é uma alegre expectativa. Carmo
Não sou profeta, mas sei que o meu futuro será uma feliz aventura. Carmo
Alguém exclamou: “Parem o mundo que eu quero descer.” Descer para onde se você já está lá embaixo? Carmo

Vivendo pelo Espírito

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 10 a 17 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de o devocional Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF

Introdução
Viver pelo Espírito é permitir que Ele conduza a minha vida de tal modo que ela saia da rotina dos desejos da carne. É viver pensando nas coisas lá do alto. Viver pelo Espírito é se propor a caminhar por uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo que eu me proponho a viver pelo Espírito Ele me ajuda a alcançar este propósito.
O Espírito santo é quem nos convence do pecado e prepara o nosso coração para que a graça opere. “À medida que vossa consciência foi sendo despertada pelo Espírito Santo, vistes algo da malignidade do pecado, de seu poder, sua culpa, sua miséria; e o olhais com aversão. Sentis que o pecado vos separou de Deus, que estais cativos do poder do mal” (Caminho a Cristo p 49).
Paulo está convencido de que sem a ajuda do Espírito Santo nenhum ser humano consegue viver em plena comunhão com Deus. Ser guiado pelo Espírito Santo é deixar de lado as obras da carne. Um dos últimos apelos de Paulo aos gálatas é que eles permitam serem guiados pelo Espírito Santo. Só assim eles estariam livres das obras da carne. Paulo acreditava na promessa: Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (João 16:13).
Domingo
            Romanos 13:13 nos oferece uma clara orientação de como andar em Espírito. Diz o texto: “Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.” Em Colossenses1:10 vem o apelo para que os frutos sejam vistos na vida de uma pessoa transformada. Sem a atuação do Espírito Santo em nossa vida não tem como alcançar vitoria sobre os desejos da carne.
            Esse andar tem a ver com a nossa maneira de ser em cada momento de nossa vida. Significa estar a cada instante sob a direção do Espírito Santo. Isso implica em uma vida de continua vigilância e oração.
            Creio que o melhor exemplo de andar em Espírito que a Bíblia nos oferece é o caso de Enoque. A sua vida foi um exemplo de permanente comunhão com Deus. Ele se deixou ser guiado pelo Espírito Santo e hoje desfruta da companhia da trindade.
            Tanto no Velho como no Novo Testamento a obediência a Deus é algo exigido de todo ser humano. Quando convertido o individuo passa a obedecer por amor. É o amor a Deus e a tudo o que Ele fez por nós que nos motiva a andar em Seus caminhos produzindo os frutos do Espírito.
            Enoque andou com Deus em obediência e submissão a Sua vontade. Esse andar como Enoque andou é o que Deus sempre esperou de nós tanto no Velho como no Novo Testamento.
Segunda
Esse andar em Espírito não acontece automaticamente. Envolve luta contra os desejos da carne. O pastor Ivan Saraiva escreveu:“Parece que nossa vida é uma coleção de fracassos, de equívocos. Parece que estamos eternamente pedindo um novo começo, uma nova oportunidade para acertarmos” (Inspiração Juvenil 2011, dia 4 de novembro).  Pensando neste contexto, Paulo chegou ao desespero e exclamou: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Romanos 7:19). E mais: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24).
Galatas 5:17 é bem claro que duas forças atuam no nosso proceder. Elas estão em permanente duelo e cabe a cada um de nós harbitrar qual será a vitoriosa. A depender unicamente de nosso esforso pessoal estaremos para sempre derrotados. A nossa vitória está em nossa união com Cristo.”Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:5).
Enquanto estivermos neste mundo seremos acossados pelos desejos carnais. “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:23).
A promessa divina é: “Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10:37). Quando o milênio for consumado então: “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4). Essa é a esperança que alimenta o nosso coração.
Terça
            Qualquer criança é capaz de enumerar uma listagem bem extensa de coisas que identificamos como pecado. Desde que surgiu no coração de Lúcifer até os nossos dias, o pecado não alterou o seu significado e nem as suas características.
            Satanás faz de tudo para desmistificar o pecado e torná-lo praticamente inofensivo. Mas o pecado não mudou a sua maneira de ser. È tendência nossa miminizar tudo de errado que fazemos ou cometemos, principalmente em relação a terceiros.
            O conceito de pecado nos dias de hoje esta bem longe da definição divina. Para muitos esta palavra nem existe.
            Não é necessário rebuscar grandes autoridades no assunto para entendermos o que é pecado. E se o fizermos, com certeza, encontraremos definições conflitantes. A única definição segura para pecado está em Romanos 7:7: “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.”
            O verso vinte e quatro de Gálatas cinco Paulo é taxativo: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24). Não há meio termo e nem fórmula mágica. Ser guiado pelo Espírito é uma decisão de cada dia, de cada momento.
            As obras da carne não são apenas crimes, orgias e um cem número de atos deli tosos que o nosso ser se compraz em praticar. Mas podemos entender por obras da carne o nosso esforço para obter a salvação pelas “boas obras” que praticamos que sem a atuação de Cristo em nossa vida de nada valerão.
Quarta
            O fruto do Espírito é semelhante a um leque aberto que ao ser acionado nos proporciona uma brisa de amor e paz. Cada uma de suas pétalas estão empenhadas em um só objetivo: nos manter unidos a Deus e ao próximo.
            O fruto do espírito é algo suave e doce que nos encanta e nos dignifica. É um fruto não produzido por nós. Ele não é um fruto produzido pelo Carmo, ou pelo João ou pela Maria. O fruto é produzido pelo Espírito em nós. É algo divino, sublime e encantador. É alguma coisa que a nossa tendência humana não aceita com facilidade.
            O principal ingrediente do fruto do Espírito é o amor a Deus e ao próximo. É algo difícil de ser praticado. Às vezes confessamos publicamente o nosso amor a Deus mas lá no fundo temos uma pequena diferença que me distancia de alguém. Isso é uma prova de que o meu amor a Deus não está sendo bem compreendo e muito menos bem vivido.
Quinta
            Na parte de hoje Paulo volta a enfatizar a divergência que existe entre querer andar em espírito ou atender os desejos da carne. Esse crucificar a carne demonstra uma decisão irredutível de andar nos caminhos do Senhor.
            Só que essa decisão necessita ser alimentada diariamente. Não se trata de uma luta esporádica e tudo fica resolvido pára sempre. Paulo afirma: “Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor” (1 Coríntios 15:31). A luta é diaria.
            Crucificar as obras da carne é  uma atitude única para mantermos comunhão diaria com Cristo. Na minha adolescencia, po várias vezes, a minha avó que era anlfaberta, me pedia para estudar a lição da Escola Sabatina com ela. Certa vez,  ao ler Gálatas 2:20 “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”, ela me perguntou: “O que o apostolo quer dizer com ‘vivo não mais eu’”? Eu nunca havia pensado sobre o real significado destas palavras e meu constrangimento ficou evidente. (Detalhes meditação Reavivar a Esperança p 95).  Paulo  declara a sua decisão: “Já estou crucificado com Cristo”.
             Cada dia Paulo estava morrendo para algum desejo carnal. Cada momento ele estava ctucificando alguma insinuação carnal. E assim, devagar mas num crescendo. o fruto do Espírito era notado em sua vida.
Conclusão    
            Gostei do estudo adicional da lição. Ele confirma o meu ponto de vista de que a vida cristã não é um mar de rosas. Dia a dia enfrentamos dificuldades. A cada momento Satanás nos acena com as suas astucias e ele é persistente e perspicaz em seus empreendimentos. Mas podemos ter a certeza de que, se permitirmos, Jesus estará em nós por meio do Espírito Santo nos proporcionando a força necessária para cada momento.
            Jamais Deus nos deixará a deriva em meio as ondas revoltas deste mundo conturbado. A Sua promessa é: “Estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).
A mensagem de Deus para nós hoje é: “Aceitai o Espírito Santo para vossa iluminação espiritual, e sob sua guia prossegui em conhecer o Senhor. Ide para onde o Senhor vos dirigir, fazendo o que Ele ordenar. Esperai no Senhor, e Ele vos renovará as forças” (Mensagens escolhidas Volume II, p 230).
As promessas de Deus são infalíveis. Ele promete forças e discernimento para agirmos com segurança. Sob a guia do Espírito Santo caminhemos para a frente e a confiança nos acompanhará.
            

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Raízes profundas

E, assim habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor. Ef  3:17 (RAB).

     Durante alguns anos da minha adolescência, trabalhei limpando quintais em minha cidade. O serviço era combinado por empreitada e geralmente saía-me muito bem e nunca ficava sem dinheiro.
     Certa vez, um vizinho me procurou. Ele queria que eu arrancasse uma moita de bambu em seu quintal. Fui até lá e fiz o orçamento. A meu ver, um dia de serviço seria suficiente para fazer o trabalho. Negócio fechado, peguei as ferramentas que julguei necessárias, enxada e enxadão e comecei animado, certo de que em poucas horas de trabalho tudo estaria terminado.
     Logo que iniciei, percebi que eram indispensáveis outras ferramentas como machado, picareta e alavanca. Após várias horas de trabalho exaustivo, o suor borbulhava, os braços já se recusavam a atender às ordens para manusear o machado e, olhando ao redor, uma constatação: quase nada fora feito. Convidei um de meus irmãos para me ajudar. Depois de cinco dias trabalhando arduamente, foi possível concluirmos a tarefa. O prejuízo foi enorme, mas não superou a nossa alegria de conseguir a proeza. As raízes, além de profundas, entrelaçam-se entre si, formando um só bloco rígido e maciço.
     Depois de muitos anos, tomei conhecimento que a semente desse arbusto, uma vez no chão, permanece cinco anos crescendo para baixo e para os lados. Depois de demorado desenvolvimento subterrâneo é que aparecem as primeiras folhas. Formada a base sólida, o bambu cresce até alcançar vinte e cinco metros de altura. Mas isso não é tudo sobre esta exuberante planta. O bambueiro cresce unido entre si, formam touceiras e julgam sem importância se a chuva cai, ou se o Sol se espraia forte, pois estão sempre verdes, exibindo vitalidade e beleza. Quando açoitados pela tempestade, se inclinam e emitem um som maravilhoso. Eles se adaptam a qualquer tipo de terreno, seja um chapadão inóspito, ou às margens de um lago de águas cristalinas.
     Paulo mostra os segredos de uma vida cristã vitoriosa: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina” (Ef 2:20), e depois ele completa: “E, assim habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor.” A definição para arraigado é estar preso  a raízes profundas.  O amor é o amálgama que nos une a estas raízes sólidas e resistentes
     Firmados em Cristo, a Rocha, e entrelaçados no amor de uns com os outros, teremos uma vida exuberante e seremos como um jardim regado. Vamos nos ajoelhar quando a tempestade surgir e transformaremos os vendavais em suaves canções. Se porventura Satanás tentar nos arrancar da Rocha, terá uma enorme decepção. Que Deus nos proporcione esta feliz experiência!

                                                                                                      Meditação Reavivar a Esperança, p 302.

Pensamento

Acionei o interruptor da fé e minha vida foi iluminada. Carmo
Talvez eu não dependa tanto de mim para viver, mas para ser feliz, sim. Carmo

Liberdade em Cristo

Comentário da lição da Escola Sabatina de 3 a 10 de dezembro de 2011.
Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança.
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Certa vez eu conversava com um senhor que se identificou como evangélico. Ele dizia muito feliz com a liberdade alcançada em Cristo e fazia tudo o que lhe “dava na teia”.  Para este senhor um evangelho de “restrições” não é o verdadeiro evangelho.
Desde então, fico pensando em que sentido o evangelho mudou a sua vida se, pelo que ele me falou, depois de sua “conversão” passou a ter uma vida completamente desregrada. Ele se dizia feliz porque, não sentia mais o peso do pecado. Agora ele tinha a liberdade de praticar o que bem quisesse. Não sei o que de positivo a conversão resultou em sua vida. Uma pergunta fica no ar: será que Jesus se reuniria com ele numa noitada de bebedeiras? Ter a Jesus como o nosso exemplo talvez, seja a maior das dádivas que a conversão nos proporciona.
Entre os conversos de Paulo passou a existir dois grupos distintos. Os que no esmero de apresentar uma vida em conformidade com a lei perderam o foco de Jesus e aqueles que centrados em Cristo julgavam ter a liberdade de proceder como bem parecesse aos seus próprios olhos. Vem aquele dito popular: “em ambos os extremos não existe sabedoria”.
Ellen G White nos adverte: “Vivemos em uma atmosfera de satânico encantamento. O inimigo tecerá uma fascinação de licenciosidade em torno de toda alma que não se ache entrincheirada na graça de Cristo” (Conselhos Professores, Pais e Estudantes p 257). Para muitos, este texto é um contra censo. Mas é Jesus que nos proporciona a felicidade de uma vida vitoriosa sobre o pecado. A Bíblia afirma:Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou” (Romanos 8:37).
Durante 26 anos fui vizinho de Hendrique Rodrigues. Eu o conheci aos cinco anos de idade e dai para frente acompanhei toda a sua infancia, adolecenscia e juventude. O jovem advogado calmo, compenetrado e estudioso tinha um futuro promissor. Foi com espanto que, ao ligar a televisão,  o vi entrar algemado no camburão da policia. Hendrique se achava livre para fazer o que bem entendesse e foi essa falsa liberdade que o encerrou por detrás das grades.
Paulo observou que os falsos irmãos estavam pregando uma falsa liberdade que os reduzia a escravidão. Em Cristo somos livres para andarmos ao Seu lado porque Ele nos proporciona forças para isso. O alvo do céu para todos nós é  uma vida sem pecado mas, “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Jesus está pronto, a qualquer momento, para nos libertar da escravidão do pecado.
Os gálatas, num equívoco de interpretação, estavam usando a liberdade em Cristo para se distanciarem Dele.
Domingo
Nos próximos 44 versículos de Gálatas 5 e 6, Paulo faz os últimos apelos a um grupo de conversos que está determinado a voltar a praticar os reclamos da lei incluindo a circuncisão com propósito salvífico. Fazê-los entender que a lei não salva, mas nos mostra a necessidade de um Salvador não se apresentava como tarefa fácil
A nota da pergunta de número 1 traz uma ilustração curiosa. Um escravo ao conseguir a liberdade ele atribuía esse mérito a um deus a quem passava a servir. De qualquer maneira continuava sendo miseravelmente escravo. Em Cristo somos livres da escravidão de continuarmos sob o jugo de uma lei que apenas nos mantém algemados ao pecado. Jesus nos proporciona perdão condena.  A liberdade que Ele oferece nos proporciona vida e vida eterna.
A lei não é maldita. A Bíblia afirma que ela “é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12). A maldição acontece ao transgressor da lei. O trangressor da lei está preso à condenação. Jesus oferece a liberdade que todo pecador necessita.
O mundo oferece uma liberdade controvertida. Uma pessoa que se sente livre para fazer o que quizer, logo se vê presa a vicios e costumes que gostaria de abandonar mas tem dificuldade para faze-lo. Confundir a liberdade que Jesus oferece é trágico!
Segunda
            Está claro que a liberdade oferecida por Cristo nos poupa de pecar. O conflito acabou não porque eu posso fazer o que quero mas porque Jesus mudou a minha maneira de proceder.
A lei não desperta em mim o desejo de ser melhor. Mas o relacionamento com Cristo sim. O servo da Justiça desfruta do poder que Cristo oferece para andar em novidade de vida. Uma vez aceitando o sacrificio de Cristo em meu favor Ele me comunica a Sua justiça. Assim nenhuma condenação da Lei pesa sobre mim.
Andar segundo o Espírito e produzir os frutos do Espirito. Jesus nos oferece este privilégio. Dai para a frente a Justiça que me foi imputada passa a ser comunicada.Pois se porventura pecarmos e recorrermos a Jesus Ele está disposto a sos perdoar. João é bastante claro ao dizsr: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Ninguém está, para sempre, condenado pela lei a não ser que se exima de recorrer a Jesus.
Os qua aceitam a liberdade que Cristo oferece não estão mais sob o império da morte. Em Cristo passamos a desfrutar de uma vida em abundancia. O peso da condenação que pesava sobre nós foi substituído por “um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17).
Terça
            Paulo insiste em dizer que os gálatas estavam se enveredando por um caminho perigoso. Durante algum tempo de minha infância, duas vezes na semana eu e o meu irmão mais velho íamos à cidade vender as verduras produzidas em nosso sítio. O veículo era uma charrete puxada por um cavalo bastante afoito.
            Qualquer anormalidade na arreata ele deixava de atender o comando das rédeas e saía em disparada deixando a estrada e se embrenhando no cerrado. O resultado era sempre trágico. Carroça quebrada, braços esfolados e vasilhames danificados.
             Quando nos submetemos ao comando de Cristo estamos livres de situações assim. Desfrutamos daquela paz que só Jesus pode dar. A Bíblia afirma: “Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar! (Isaías 48:18).
            Nada de diferente se os gálatas praticassem a circuncisão como medida de saúde preventiva. Mas eles voltaram a pratica-la como meio salvifico. E paulo desabafa: “Cristo de nada vos aproveitará” (Gálatas 5:2). E ele ainda vai mais longe: “E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (Gálatas 5:3).
            Paulo apresenta algo impossivel de ser alcançado sem a atuação de Cristo na vida do indiciduo. Os gálatas estavam tentando o impossivel. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16)
Quarta
            Ao mesmo tempo em que alguns galatas se apegavam a observancia da como tábua de salvação, um outro grupo caia no outro extremo ao afirmarem que em Cristo estavam livres para dar vasão aos desejos da carne.
             Já abordamos este assunto na introdução. Este contracemso existe nos dias de hoje. É um verdadeiro disparate quando vemos pessoas afirmarem que podem fazer o que bem entender porque Cristo já pagou na cruz todos os pecados que porventura eles venham a cometer e que não há necessidade de nenhuma reserva neste sentido. É realmente um equivoco sem tamanho.
Quinta
            Paulo enfatiza a necessidade de cultivat o amor ao próximo. Ele esta dizendo que de nada valerá ser professos observadores da lei se o amor ao próximo não permear as nossas ações. Ele mesmo afirma: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” (1 Coríntios 13:1).
            Paulo tinha consciencia de que a pessoa convertida passaria a observar a lei não como uma necessidade, mas uma consequencia natural de sua conversão. A observamcia da lei são os frutos do Espírito que surgem naturalmente de uma vida transformada. O amor é a base da observancia da lei. Disse Jesus: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15).
            Pauo está afirmando que se alguém espera ser salvo pela observancia da lei essa pessoa tem que observar toda a lei e isso é impossível ao ser humano. É Cristo que nos oferece o privilégio de andar em novidade de vida.
Conclusão
A liberdade em Cristo nos livra do peso e consequencias dos vicios. Já mensionamos que uma pessoa que fuma, bebe ou joga e, o faz porque se acha livre para faze-lo, se torna prisioneiro destes vicios. Salomão afirma: “Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Proverbios 5:22).
Por mais de cinquenta anos eu faço palestras para fumantes e a queixa da maioria deles é: “comeci a fumar para mostrar ao mundo que sou livre e hoje quero me libertar deste vício e não consigo”. Realmente o pecado nos escravisa e nos mata. A liberdade oferecida por Cristo nos comunica vida.