terça-feira, 23 de setembro de 2014

A segunda vinda de Jesus


Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte a vinte e sete de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Rapidamente chegamos ao final de mais um trimestre. Aqueles que semelhantes a Maria deixou as obrigações de lado para se deter um pouco mais aos pés de Jesus para absorver melhor Seus ensinos, com certeza, desfrutam agora de uma experiência mais rica com Deus e sonham com o dia em que, envolto em glória e majestade Ele retornará a esse mundo para nos transportar para as mansões celestiais.

            Duas grandes verdades sintetizam o âmago de nossas crenças e nos identificam como cristãos. A esperança do segundo advento de Cristo e a observância do santo sábado faz parte das digitais do nosso nome, Adventistas do Sétimo Dia.

            Hoje fico relembrando como foi a minha infância depois de conhecer essas verdades que mexeram com as minhas estruturas. Eu permanecia ligado em cada acontecimento que ocupava lugar no palco do mundo e sempre estabelecia um paralelo entre eles e Mateus vinte e quatro.

            Naquela época surgiu um comentário de que as geleiras da Antártida estariam se desfazendo e que as suas águas estavam elevando o nível dos oceanos e que, dali para frente, muitas praias desapareceriam. Esse foi o assunto que dominou por algum tempo as conversas de um grupo de juvenis do qual eu fazia parte. Era o início das consequências do aquecimento global provocado pela revolução industrial.

            Parece que as grandes nações que, naquela época, começavam a se industrializar puseram uma pedra em cima do assunto e, por décadas, ele permaneceu mergulhado no esquecimento. Hoje ele volta à baila com toda a força, mas as perspectivas dos cientistas “mais com pés no chão” são de que o aquecimento global é irreversível e que caminha a passos largos para a extinção da vida no planeta Terra.  Como estudantes da Bíblia sabemos que antes que esta catástrofe ocorra Deus intervirá com mão firme para resgatar os Seus escolhidos. Aleluia!

            A volta de Jesus será uma realidade e por mais que pareça demorar Ele está às portas. “Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33).

 

Domingo

O mundo está envolto em guerras, crimes, pestilência, perplexidade e angustia. Como Adventistas do Sétimo dia temos que memorizar e lembrar com mais frequência de João 14:1-3: "Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.”

Sempre que leio esse texto me vem à lembrança a história contada por um professor de arquitetura hospitalar. Segundo ele, um arquiteto amigo seu era especialista em projetar e construir mansões. Ao ser contratado para construir uma mansão ele exigia morar pelo menos quinze dias com a família antes de fazer o projeto. Munido de filmadora, gravador, trena, prancheta e outros equipamentos ele conversava com as pessoas da casa e tudo era anotado em sua caderneta. No dia em que a família recebia a mansão só se via sorrisos e suspiros de emoção. Cada quarto estava justamente conforme o gosto do seu ocupante. A alegria era geral.

Jesus foi preparar casas para nós. Ele viveu conosco, sabe dos nossos gostos e caprichos e com certeza está preparando uma mansão que supera em muito as nossas expectativas. A entrega das chaves ocorrerá no momento de Sua vinda a este mundo. A Sua promessa permanece por milênios acalentando os sonhos de milhões. “Não tardará em breve iremos ao lar.”

 

Segunda

“Tenho visto servos andando a cavalo, e príncipes andando a pé, como servos.” Nada contra servos andarem a cavalo. Mas esse verso encerra um grande contraste presente no mundo de hoje. Vemos essa disparidade em todos os sentidos da vida. Quantos despreparados ocupam cargos graças a “altas amizades”. Outros capacitados estão de vassoura e rodo nas mãos. O disparate é ainda mais gritante quando a justiça entra em jogo e o dinheiro e as influencias dominam os resultados.  Por todos os lados vemos “servos andando a cavalo, e príncipes andando a pé, como servos”.

Se atentarmos para o que vemos hoje cairemos na mesma vala em que se encontrava o salmista antes de sua visão do Santuário. “Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei. Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios” (Salmo 73:2 e 3). A sua visão mudou quando ele viu o fim de todos eles. Jesus virá para “dar a cada um segundo as suas obras”.

Quando Jesus voltar Ele vai dar a cada um segundo as suas obras. Somos salvos pela graça e julgados pela lei. Sem a presença de uma lei no julgamento não tem como existir julgamento. “Dara a cada um segundo as suas obras” é o grande propósito da segunda vinda de Jesus.

 

Terça

Um grande número de crentes prega a doutrina do arrebatamento secreto. Para essas pessoas os santos serão arrebatados secretamente. Apenas a sua ausência repentina será notada e nada mais. Para esses pregadores a vinda de Cristo acontecerá em surdina e, pelo que pregam, a Sua volta durará semanas meses ou até anos. De vez em quando será notada a ausência de algum membro piedoso.

A Bíblia apresenta casos de pessoas que foram arrebatadas, mas não secretamente. Temos os casos de Elias e o próprio Jesus. A partida deles foi testemunhada por muitas pessoas e em ambos os casos nada tinha a ver com a segunda vinda de Cristo.

Durante alguns anos de minha infância morei em uma chácara nos arredores de minha cidade natal. Recordo que certa vez ao voltarmos do culto em meio a uma tempestade de ventos fortes e trovões que ribombavam a todo o instante, não dispúnhamos de lanterna e nem outro tipo de luz que nos mostrasse o caminho a não ser os relâmpagos que, com frequência, coriscavam os céus com uma rapidez incrível. A sua luminosidade quase cegavam os nossos olhos, mas por fração de segundos, víamos nitidamente a estrada. Aquele era um quadro explícito de como será a vinda de Jesus. A Sua vinda será pessoal e acompanhada com sons de trombeta e própria Bíblia acrescenta: “Todo o olho verá.”

 

 

 

 

Quarta

            Alguns dos acontecimentos descritos em Mateus 24 têm a ver com a destruição de Jerusalém que ocorreu trinta e sete anos depois de Jesus ter alertado sobre aquele acontecimento. Mas a maioria do conteúdo de Mateus 24 tem a ver com a segunda vinda de Cristo.

            Os acontecimentos anunciados por Cristo e que precederiam a Sua volta acontecem de maneira profusa e incontestável em nossos dias. Caso tenhamos alguma dúvida deveríamos ler com mais frequência Mateus 24.

            Em todas as Escrituras é dada uma ênfase muito grande na breve volta de Jesus. Como a volta de Jesus seria em breve para os discípulos se Ele não veio em seus dias? Dois pontos devem ser observados. Com a morte aqueles discípulos dormiram no Senhor e o próximo acontecimento com o qual eles se depararão é ver Cristo voltando em glória e majestade. Considerando a brevidade de nossa vida Jesus está às portas. Outro ponto interessante é que por mais que Jesus demore a voltar Ele virá cedo demais para quem levou uma vida sem compromissos com a Sua volta. Em qualquer momento da história que Jesus voltar será uma realidade a Sua afirmação: “Cedo venho.” 

            A sequência rápida dos sinais não deixa qualquer dúvida. O Rei está às portas. O saudoso pastor Enoque de Oliveira pregava com entusiasmo: “Posso ouvir os passos de um Deus que Se aproxima.”

            Para cada catástrofe física que assola a Terra aparecem cientistas para dar uma explicação do motivo para tal ocorrência. Mas nenhuma das explicações é volta para a Bíblia. Tudo está escrito no Livro Sagrado e não adianta perder tempo com conclusões humanas.

 

Quinta    

            A recomendação de Jesus quanto a “vigiar” envolve mais do que estar em sintonia com a volta de Jesus. Envolve um permanente estudo dos sinais que precedem a Sua volta e de um preparo especial de nossa parte. Afinal, os que esperam pela volta de Jesus devem estar preparados para a grande transformação que ocorrerá com cada um de nós quando Ele voltar. Essa transformação deve fazer parte de nosso viver hoje. Deus não transformara ninguém que não esteja preocupado em melhorar o seu relacionamento com Deus a cada dia.

            Vigiar envolve manter uma vida de oração e estudo da Palavra. Envolve o nosso relacionamento com aqueles com quem convivemos. Eles devem saber que algo de extraordinário está para acontecer no mundo.

            Enquanto escrevo a campanha eleitoral esta fervilhando nas ruas. Estamos diante de uma avalanche de promessas eleitoreiras. Parece que a maioria do eleitorado vota consciente de que muitas dessas promessas jamais se concretizarão. A promessa da volta de Jesus é diferente. Ela está documentada com uma série de acontecimentos que já estão abalando as estruturas do mundo. Pena que muitos conhecedores dessas verdades levam uma vida descompromissada com a realidade em que estamos vivendo.

 

Quinta

            A volta de Jesus é um acontecimento que ocorrerá em breve. Acreditemos ou não, estejamos preparados ou não, Ele virá para “dar a cada um segundo as suas obras”. 

 

domingo, 14 de setembro de 2014

Morte e ressurreição


Comentário da Lição da Escola Sabatina de treze a vinte de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

 

Introdução

            Na época em que fazíamos o Jornal Esperança decidimos elaborar uma edição especial sobre a morte e a ressurreição para ser distribuída no dia de finados. Nesse dia especial fui de manhã para a porta do cemitério de Taguatinga, DF. Ao concluir a distribuição do Jornal ali resolvi dar uma volta dentro do cemitério. Naquele passeio me deparei com um quadro curioso. Um senhor, junto de um túmulo, tentava ascender uma vela. Como ventava muito ele protegia a bruxuleante chama com um dos jornais que ele recebeu no portão. Fiquei imaginando: caso ele tivesse lido as mensagens contidas no Jornal ele não estaria tendo aquela trabalheira naquele momento. As velas seriam dispensadas.

            Como adventistas do sétimo dia temos um posição clara e irretocável da condição do homem na morte e essa posição não é criação nossa, mas é o que encontramos na Palavra de Deus.

            Quando eu era criança um dos meus versículos preferidos era o que se encontra em João 11:35. Onde lemos: “Jesus chorou”. Esse era um dos versículos de minha preferência não pelo seu conteúdo e sim porque é um dos mais fáceis de decorar. Hoje vejo que ele encerra uma grande mensagem. Jesus chorou porque naquele momento, ao ver as pessoas chorarem, Ele viu claramente a tragédia que o pecado causou na humanidade. E mais: Ele, o doador da vida, sabia que a morte era o quinhão de todo o ser humano porque “... da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).  Ele chorou porque sabia que, semelhante a Lázaro, em breve Ele também morreria. Morreria para nos livrar da morte eterna. Ele sabia que poucos entenderiam o Seu sacrifício. Pela Sua morte um dia poderemos cantar: "Tragada foi a morte pela vitória" (1 Coríntios 15:57).

            Quando em vida entre nós, Jesus deu preciosas orientações sobre o futuro de cada ser humano depois da morte. Em uma de Suas lições Ele desmascara Satanás que, em seu primeiro sermão lá no Éden, murmurou: “Certamente não morrerás” (Gênesis 3:4). Diante de um mundo que se deixa levar pelos enganos do inimigo é necessário que, como adventistas do sétimo dia, anunciemos que o homem é mortal, porém o plano de Deus é a vida eterna para todos os que crerem Nele.

 

Domingo

            Enquanto escrevia esse comentário recebi a noticia da morte de um pioneiro de nossa igreja. Por mais santificada que tenha sido a sua vida ele, semelhante a todos os seres humanos que passaram pela terra, aguardará no túmulo o soar da trombeta de Deus.

            Quanto à morte existem algumas crenças que envolvem as pessoas que não tomam a Bíblia como fonte de conhecimento sobre o assunto. Enquanto a maioria acredita que o ser humano uma vez morto permanece vivo em algum local do Universo, outros acreditam que a morte é o fim de tudo. Segundo esse último grupo, quem morre está inconsciente e jamais voltará à vida. A Bíblia ensina diferente. Jesus afirmou: “A morte é um sono.” Quem dorme está inconsciente, mas um dia acordará.  Essa é a verdade que nos difere dos dois grupos citados. Graças a essa verdade temos a esperança de uma vida além túmulo. Disse Paulo: “Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (Tessalonicenses 4:14). “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem; para eles não haverá mais recompensa, e já não se tem lembrança deles” (Eclesiastes 9:5). E mais: “Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (Tessalonicenses 4:14).

 

Segunda

            Aquele que nos deu a vida é a Fonte da vida. Não fomos criados para morrer. Diante das insinuações de Satanás a morte foi uma escolha que fizemos ao aceitarmos a sua grande mentira: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4).

            Nós acreditamos em um Jesus que, segundo as Escrituras, viveu, morreu e ressuscitou porque tem vida em Si mesmo. A morte foi um parêntese no cronograma divino. O sonho de Deus de uma vida eterna para os Seus filhos será em breve concretizado. Hoje o nosso irmão Manoel Rocha dorme como estão dormindo Abraão, Davi e milhares que descansaram no Senhor. A promessa de Deus é: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52).

            O soar da última trombeta decretará o fim da morte para os filhos de Deus. Que experiência nos aguarda! Tornarmos à vida para nunca mais morrer. “Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "Tragada foi a morte na vitória"” (1 Coríntios 15:54).

 

Terça

            Temos que decidir sobre o nosso destino eterno enquanto estamos vivos. A morte sela o nosso futuro eterno. Hoje é comum a intercessão em favor de pessoas que morreram. Satanás incutiu na mente da humanidade que pessoas ímpias que durante toda a sua vida foram rebeldes ao convite divino têm uma oportunidade depois de mortas, inclusive independente de sua vontade. Basta que alguém interceda por elas. É impressionante até onde vão às astucias do inimigo.

Quando eu tinha cinco anos de idade comecei a frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Certa vez alguém estava ministrando o serviço de cântico antes do inicio do culto. Observei que um irmão mencionava o número de um hino e a congregação cantava. Eu estava sentado no último banco que consistia de uma tábua apoiada em alguma coisa. Foi então que mencionei o número cinquenta. Eu não sabia qual era o hino e nem mesmo se tinha esse número no hinário. O oficiante pediu que a congregação ficasse de pé. Ao ver os membros se colocando de pé imaginei que tivesse aprontado uma grande confusão na igreja. Envergonhado me escondi debaixo da tábua enquanto a congregação cantava “Face a face eu hei de vê-Lo.” (444 do Hinário Adventista).

Eu sei que um dia estarei “face a face” com Jesus. Acreditando ou não “...todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” (2 Coríntios 5:10). Naquele dia ninguém terá como se esconder. As minhas escolhas hoje estão determinando qual será a minha situação naquele grande dia.

 

 

Quarta

            Muitos ao lerem o texto que narra a história pós morte do rico e Lázaro, se esquecem de que se trata de uma parábola. Essa parábola nada tem a ver com a existência de um inferno ou purgatório. O objetivo de Jesus em contar essa parábola foi esclarecer que é em vida que vamos decidir o nosso futuro eterno como é esclarecido nos versos 27 30 do mesmo capítulo 16. Veja que ela apresenta algumas incoerências estapafúrdias como essa: Como seria o Céu caso os habitantes ali estivessem presenciando as agruras dos ímpios no lago de fogo?  Esse céu seria realmente um céu?

            O inferno não é um lugar de sofrimento eterno. Caso fosse Deus não seria Deus. A Bíblia apresenta o inferno como cemitério. “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 20:13-14). Caso o inferno fosse um lugar de sofrimento, como os ímpios estariam vivos nele?

            Por vezes a Bíblia apresenta o inferno como o momento em que os ímpios serão eliminados. É bom entender que o inferno como local de destruição dos ímpios não existe a não ser que entendamos como inferno o processo de purificação de toda a terra por ocasião da descida da Cidade Santa. Mais do que um local, o inferno retrata o processo de destruição da morte, do pecado e do seu originador.  “Então a morte e o Hades (Inferno) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte” (Apocalipse 20:14).

 

Quinta

            Provavelmente Paulo estivesse pregando para alguns saduceus convertidos quando proferiu as palavras de 1 Coríntios 15:17-20. Os saduceus era um grupo de judeus que não acreditava na ressurreição. Para Paulo eles eram os mais miseráveis dos homens. Estavam perdendo tempo na igreja.

            Realmente Paulo tinha razão. Tendo em vista que o fim de todos os homens é a morte, frequentar a igreja para que se não acreditavam na ressurreição?

            Os corpos dos grandes líderes religiosos que surgiram ao longo da história do mundo estão guardados cada um em seu túmulo. Apena o túmulo de Jesus está vazio. E esse túmulo vazio é a nossa garantia de ressurreição. Cremos em um Jesus ressuscitado que está no Céu e em breve voltará trazendo a vida para todos aqueles que creram em Seu nome.

            Em breve o Doador da vida erguerá a Sua voz e dirá para todos os santos que morreram do Éden ate hoje: “Sai para fora.” Então o coro dos redimidos fará tremer a terra. “Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "Tragada foi a morte na vitória " (1 Coríntios 15:54).

 

Conclusão

            É impressionante como a mentira pregada no Éden tem ganhado espaço nos púlpitos das igrejas hoje. O nefasto sermão de Satanás tem invadido a mídia e flui de pregadores com a Bíblia nas mãos. O “não morrerás” está levando milhões para a morte eterna.

 

domingo, 7 de setembro de 2014

Sábado


Comentário da Lição da Escola Sabatina de seis a treze de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Dentro da concepção dos líderes judeus Jesus foi um contumaz transgressor do sábado pelo fato de fazer curas nesse dia. Inúmeras vezes essa acusação vem à tona nos evangelhos e, por mais que Jesus explicasse que fazer o bem no sábado antes de ser uma transgressão era uma obrigação de todo filho de Deus, os seus algozes nunca se deram por vencidos. O povo judeu sempre foi zeloso quanto á observância do sábado extrapolando o que o mandamento diz.

Enquanto os judeus pecavam pelo excesso de tradições acrescentadas ao mandamento bíblico, temos hoje milhões de evangélicos que torcem a Bíblia para dar apoio a Igreja Católica que se julga com autoridade para meter o dedo na lei de Deus alterando os mandamentos de Deus ao ponto de mudar a observância do sábado para o domingo. Veja as palavras de um pastor da Igreja Metodista: “Para Deus mais importa que o homem o sirva, do que o dia que vai descansar, porque “o sábado existe por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Lucas 2.27). Deus já havia avisado o fim do sábado ha muito tempo dizendo: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, os seus sábados e todas as suas solenidades” (Ozéias 2.11). Esta profecia sobre o fim do sábado foi cumprida em Jesus, “o Senhor do sábado” (Marcos 2.28) que não guardou o sábado que da forma os judeus queriam” (Pr. Welfany Nolasco Rodrigues). Em um ponto o pastor está de parabéns ao afirmar que “Jesus não guardou o sábado da forma os judeus queriam.” Ele guardava o sábado conforme o mandamento orienta. “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler” (Lucas 4:16). É ridículo como conseguem torcer textos bíblicos tão claros e explícitos apenas para dar apoio às heresias de Roma.

Para estes pesam as palavra de Jesus: “Em vão Me adoram ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9). E mais: “Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus” (Mateus 5:19). O texto quer dizer que tais pessoas não estarão no Céu porque lá todos os seres humanos, serão iguais.

Aos que defendem a observância do domingo sem nenhum apoio bíblico perguntamos: É pecado guardar o sábado? E para os que defendem o pensamento de que o importante é observar um dia na semana, independente de qual seja perguntamos: Por que não o sábado que está explícito na Bíblia de capa a capa?

Os ensinos de Jesus sobre o sábado são claros e convincentes e não oferecem margem para equívocos a não ser que, semelhante aos judeus daquele tempo, estejamos dispostos a torcer de maneira proposital o que a Bíblia diz.

 

Domingo

            A Bíblia, em vários momentos, nos mostra claramente que Jesus estava presente na criação e vai mais longe: Sem a presença de Jesus nada seria criado. João afirma: “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João1:3).

            Na carta de Paulo aos Hebreus Ele afirma que além de Jesus ser o Criador de todas as coisas, Ele é também o mantenedor. É ele que sustenta os mundos criados mantendo cada um em sua órbita. “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa...” (Hebreus 1:3). Estando presente na criação, Jesus participou da criação do sábado. “No princípio era o Verbo. Ele estava com Deus e era Deus” (João 1:1).

Certa vez li a afirmação de um pastor evangélico que me despertou o raciocínio de quão longe vai Satanás em suas tentativas de ofuscar a atuação de Deus na criação do sábado. Aquele pastor afirmou que a Bíblia é clara ao afirmar que Deus trabalho no sábado: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito” (Gênesis 2:2). Deus terminou a Sua obra no sábado, portanto Ele trabalhou no sábado. O pastor se esqueceu que, além de descansar, Deus abençoou e santificou esse dia.

Se Deus trabalhou numa parte do sábado isso em nada descaracteriza o mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êxodo 20:8). Como questionar Aquele que foi o nosso Criador, é o nosso Mantenedor e Se tornou o nosso Salvador? Quão perigoso é usarmos a Bíblia para justificar os nossos erros e a nossa rebeldia!

 

Segunda

            Pelo menos três textos são usados distorcidamente para justificar a não observância do sábado. O primeiro é Mateus 12:8: “Pois o Filho do homem é Senhor do sábado” (Mateus 12:8). Argumentam que, se Jesus é o Senhor do sábado, jamais Ele vai requerer que observemos um dia que é Dele e não nosso. O segundo texto esta em João 5:17: “Mas Ele lhes disse: Meu pai trabalha até agora, e Eu trabalho também.” Para os contestadores do sábado se Deus Pai e Deus Filho trabalham diariamente temos plena liberdade de fazer o mesmo. Caso Deus parasse de trabalhar um só segundo nenhum ser humano estaria vivo para dizer tanta asneira. E, em terceiro lugar usam as palavras de Jesus relatadas em Marcos 2:27 para justificar a não observância desse dia. É incrível como conseguem inverter o propósito das palavras de Jesus. “E então lhes disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27).

            Jesus, o Senhor do sábado, mostrou que a rotina no templo exigia que um os sacerdotes trabalhassem dobrado nesse dia e, nem por isso, eles transgrediam o sábado. Quantos pastores adventistas chegam ao final de um sábado exaustos pelo excesso de atividade relacionadas com a igreja desenvolvidas nesse dia.

            Está provado cientificamente que o homem necessita de um dia para repousar. Esse repouso deve envolver todo o ser. Quantos observadores do domingo reservam esse dia para irem ao supermercado ou mesmo para assistir a um jogo de futebol ou para se prepararem para um concurso. O descanso físico é em parte alcançado, mas o descanso intelectual é inexistente. Observar o sábado como Jesus orienta é uma garantia de boa saúde e longevidade. O Deus que criou o homem sabe muito bem do que é bom para a nossa saúde. Ele sabe que o homem necessita do sábado. O sábado foi criado depois do homem. Antes da criação do homem não havia necessidade de se criar o sábado.

 

Terça

            Após quarenta dias de jejum e oração e de ser tentado pelo Diabo Jesus, cheio do Espírito Santo se retirou para a Galiléia. Aquele período de comunhão com o Pai antecedeu o Seu ministério. Ao descer do monte o Salvador desejava continuar na presença de Deus. Esse dia era especial, era um sábado.  Era o dia em que Jesus, “segundo o Seu costume” reservava para estar na sinagoga. Ali naquele recinto sagrado o Salvador não era um simples expectante. Ele atuava sempre que as oportunidades apareciam. Lucas escreveu: “e ensinava nas sinagogas sendo glorificado por todos” (Lucas 4:15).

            Ao ler o Livro Sagrado, Jesus buscou o texto profético que fala da Sua missão na Terra. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4:18).

            Foi num dia de sábado que Jesus falou de Sua missão. Ela resumia em “pregar boas novas aos pobres”, “libertar as pessoas do pecado”, “restaurar a vista dos cegos” e “anunciar a graça”. Todo esse leque de atividades poderia e deveria ser desenvolvido em especial no dia de sábado. Para os líderes judeus isso foi mais do que um choque, foi uma provocação. Por certo perguntavam eles: Como pode alguém que guarda o sábado ser ao mesmo tempo um transgressor desse dia realizando curas? Jesus deixou claro o que se pode e deve ser feito no sábado. Ele nos adverte: “Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

 

Quarta

            Em Sua mensagem naquele sábado em Nazaré Jesus foi claro ao falar de Sua missão que envolvia realizar todo o que fosse possível para atenuar o sofrimento das pessoas em qualquer dia da semana incluindo o sábado. Provavelmente, semelhante aos sacerdotes de Seu tempo, esse era o dia em que Ele mais trabalhava. Para os líderes judeus sacrificar no templo no dia de sábado não significava transgressão, mas curar nesse dia era algo inadmissível.

             Para os judeus curar uma pessoa no sábado significava transgressão do sábado, mas resgatar uma ovelha de um abismo no sábado não era pecado. Caso ela permanecesse ferida dentro do abismo até o fim do sábado poderia morrer e o prejuízo financeiro seria irreparável. Então Jesus reafirma: “Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado" (Mateus 12:12). 

Semelhante postura era adotada pelos judeus para com os animais ao oferecer-lhes água durante o sábado. Caso eles morressem de sede o prejuízo era irreparável.

Não faltavam pessoas para acompanhar a Jesus só com o objetivo de ver o que Ele fazia o deixava de fazer no sábado. Foi junto ao tanque de Betesda que, para os judeus Ele extrapolou os limites. De uma só vez Jesus cometeu três falhas graves. Além de curar o paralítico no sábado ordenou que ele pegasse a sua cama e fosse embora. Mas não ficou só por aí. A paciência deles se esgotou quando Ele Se identificou como Filho de Deus. “Disse-lhes Jesus: Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando. Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus” (João 5:16-17).

Ainda hoje erroneamente os domingueiros usam esses textos para contestar a observância do sábado. Para eles se Jesus “trabalhava no sábado” e declarou que Deus também trabalha, então não há razão para a observância desse dia. Coitado deles! Caso em algum momento Deus desse uma pequena pausa em Sua obra mantenedora e o mundo entraria em colapso e toda a vida se extinguiria.

 

 

Quinta

            Os discípulos estavam saindo do templo acompanhado do Mestre. Um detalhe lhes chamou a atenção, a robustez das colunas que sustentavam a casa. E ao comentar com Jesus esse detalhe o Salvador fez uma observação que os deixaram intrigados. Disse o Mestre: “Vocês estão vendo tudo isto?", perguntou ele. "Eu garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas" (Mateus 24:3).

            Ao sair do templo Jesus foi para o Jardim das Oliveiras. Ali, em particular, os discípulos Lhe perguntaram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?" Jesus falou dos sinais da Sua vinda e do fim do mundo e fez um paralelo do fim do mundo com a destruição de Jerusalém que ocorreria quarenta anos depois. O templo de Jerusalém tem três fases na sua história: o templo de Salomão, o templo após o exílico e o templo de Herodes, esse último chamava a atenção pela imponência das colunas. A primeira destruição aconteceu em 586 a. C. o templo foi destruído pelos Babilônios. A segunda ocorreu no ano setenta, quarenta anos depois da predição de Jesus.

            Lucas detalha melhor como seria a destruição de Jerusalém: “Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação" (Lucas 19.43-44). Os historiadores falam da fome que o cerco causou dentro de Jerusalém ao ponto de crianças avançarem sobre os velhos para tiravam-lhes o alimento da boca. Segundo historiadores nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém enquanto um milhão de judeus não cristãos perderam a vida. A destruição de Jerusalém e do templo foi o duro cálice da ira de Deus sobre um povo que rejeitou o plano de salvação. O mesmo acontecerá agora no fim. Aqueles que pisoteiam a lei de Deus serão destruídos.

            Jesus recomendou que o Seu povo orasse para que o cerco de Jerusalém não acontecesse no sábado, pois causaria um grande transtorno. O sábado foi colocado em evidência na destruição de Jerusalém e o mesmo acontecerá no final da história desse mundo.

            O livro de Atos mostra como os discípulos levaram a sério a observância do sábado nos dias da Igreja Primitiva e a história conta como um poder religioso mudou a observância do sábado para o domingo sem nenhum amparo bíblico para isso.

 

Conclusão

            Parece banal um adventista estudar uma lição sobre um tema tão comum entre nós. Sabemos que o sábado será a pedra de toque no desfecho final da história. Em breve seremos levados diante de tribunais para explicar o motivo de observarmos esse dia. Ali será exigido de nós um conhecimento e uma firmeza de propósitos que muitos negligenciam hoje. 

 

O sábado


Comentário da Lição da Escola Sabatina de seis a treze de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Dentro da concepção dos líderes judeus Jesus foi um contumaz transgressor do sábado pelo fato de fazer curas nesse dia. Inúmeras vezes essa acusação vem à tona nos evangelhos e, por mais que Jesus explicasse que fazer o bem no sábado antes de ser uma transgressão era uma obrigação de todo filho de Deus, os seus algozes nunca se deram por vencidos. O povo judeu sempre foi zeloso quanto á observância do sábado extrapolando o que o mandamento diz.

Enquanto os judeus pecavam pelo excesso de tradições acrescentadas ao mandamento bíblico, temos hoje milhões de evangélicos que torcem a Bíblia para dar apoio a Igreja Católica que se julga com autoridade para meter o dedo na lei de Deus alterando os mandamentos de Deus ao ponto de mudar a observância do sábado para o domingo. Veja as palavras de um pastor da Igreja Metodista: “Para Deus mais importa que o homem o sirva, do que o dia que vai descansar, porque “o sábado existe por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Lucas 2.27). Deus já havia avisado o fim do sábado há muito tempo dizendo: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, os seus sábados e todas as suas solenidades” (Ozéias 2.11). Esta profecia sobre o fim do sábado foi cumprida em Jesus, “o Senhor do sábado” (Marcos 2.28) que não guardou o sábado que da forma os judeus queriam” (Pr. Welfany Nolasco Rodrigues). Em um ponto o pastor está de parabéns ao afirmar que “Jesus não guardou o sábado da forma os judeus queriam.” Ele guardava o sábado conforme o mandamento orienta. “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler” (Lucas 4:16). É ridículo como conseguem torcer textos bíblicos tão claros e explícitos apenas para dar apoio às heresias de Roma.

Para estes pesam as palavra de Jesus: “Em vão Me adoram ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:9). E mais: “Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus” (Mateus 5:19). O texto quer dizer que tais pessoas não estarão no Céu porque lá todos os seres humanos, serão iguais.

Aos que defendem a observância do domingo sem nenhum apoio bíblico perguntamos: É pecado guardar o sábado? E para os que defendem o pensamento de que o importante é observar um dia na semana, independente de qual seja perguntamos: Por que não o sábado que está explícito na Bíblia de capa a capa?

Os ensinos de Jesus sobre o sábado são claros e convincentes e não oferecem margem para equívocos a não ser que, semelhante aos judeus daquele tempo, estejamos dispostos a torcer de maneira proposital o que a Bíblia diz.

 

Domingo

            A Bíblia, em vários momentos, nos mostra claramente que Jesus estava presente na criação e vai mais longe: Sem a presença de Jesus nada seria criado. João afirma: “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João1:3).

            Na carta de Paulo aos Hebreus Ele afirma que além de Jesus ser o Criador de todas as coisas, Ele é também o mantenedor. É ele que sustenta os mundos criados mantendo cada um em sua órbita. “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa...” (Hebreus 1:3). Estando presente na criação, Jesus participou da criação do sábado. “No princípio era o Verbo. Ele estava com Deus e era Deus” (João 1:1).

Certa vez li a afirmação de um pastor evangélico que me despertou o raciocínio de quão longe vai Satanás em suas tentativas de ofuscar a atuação de Deus na criação do sábado. Aquele pastor afirmou que a Bíblia é clara ao afirmar que Deus trabalho no sábado: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito” (Gênesis 2:2). Deus terminou a Sua obra no sábado, portanto Ele trabalhou no sábado. O pastor se esqueceu que, além de descansar, Deus abençoou e santificou esse dia.

Se Deus trabalhou numa parte do sábado isso em nada descaracteriza o mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êxodo 20:8). Como questionar Aquele que foi o nosso Criador, é o nosso Mantenedor e Se tornou o nosso Salvador? Quão perigoso é usarmos a Bíblia para justificar os nossos erros e a nossa rebeldia!

 

Segunda

            Pelo menos três textos são usados distorcidamente para justificar a não observância do sábado. O primeiro é Mateus 12:8: “Pois o Filho do homem é Senhor do sábado” (Mateus 12:8). Argumentam que, se Jesus é o Senhor do sábado, jamais Ele vai requerer que observemos um dia que é Dele e não nosso. O segundo texto esta em João 5:17: “Mas Ele lhes disse: Meu pai trabalha até agora, e Eu trabalho também.” Para os contestadores do sábado se Deus Pai e Deus Filho trabalham diariamente temos plena liberdade de fazer o mesmo. Caso Deus parasse de trabalhar um só segundo nenhum ser humano estaria vivo para dizer tanta asneira. E, em terceiro lugar usam as palavras de Jesus relatadas em Marcos 2:27 para justificar a não observância desse dia. É incrível como conseguem inverter o propósito das palavras de Jesus. “E então lhes disse: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27).

            Jesus, o Senhor do sábado, mostrou que a rotina no templo exigia que um os sacerdotes trabalhassem dobrado nesse dia e, nem por isso, eles transgrediam o sábado. Quantos pastores adventistas chegam ao final de um sábado exaustos pelo excesso de atividade relacionadas com a igreja desenvolvidas nesse dia.

            Está provado cientificamente que o homem necessita de um dia para repousar. Esse repouso deve envolver todo o ser. Quantos observadores do domingo reservam esse dia para irem ao supermercado ou mesmo para assistir a um jogo de futebol ou para se prepararem para um concurso. O descanso físico é em parte alcançado, mas o descanso intelectual é inexistente. Observar o sábado como Jesus orienta é uma garantia de boa saúde e longevidade. O Deus que criou o homem sabe muito bem do que é bom para a nossa saúde. Ele sabe que o homem necessita do sábado. O sábado foi criado depois do homem. Antes da criação do homem não havia necessidade de se criar o sábado.

 

Terça

            Após quarenta dias de jejum e oração e de ser tentado pelo Diabo Jesus, cheio do Espírito Santo se retirou para a Galiléia. Aquele período de comunhão com o Pai antecedeu o Seu ministério. Ao descer do monte o Salvador desejava continuar na presença de Deus. Esse dia era especial, era um sábado.  Era o dia em que Jesus, “segundo o Seu costume” reservava para estar na sinagoga. Ali naquele recinto sagrado o Salvador não era um simples expectante. Ele atuava sempre que as oportunidades apareciam. Lucas escreveu: “e ensinava nas sinagogas sendo glorificado por todos” (Lucas 4:15).

            Ao ler o Livro Sagrado, Jesus buscou o texto profético que fala da Sua missão na Terra. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4:18).

            Foi num dia de sábado que Jesus falou de Sua missão. Ela resumia em “pregar boas novas aos pobres”, “libertar as pessoas do pecado”, “restaurar a vista dos cegos” e “anunciar a graça”. Todo esse leque de atividades poderia e deveria ser desenvolvido em especial no dia de sábado. Para os líderes judeus isso foi mais do que um choque, foi uma provocação. Por certo perguntavam eles: Como pode alguém que guarda o sábado ser ao mesmo tempo um transgressor desse dia realizando curas? Jesus deixou claro o que se pode e deve ser feito no sábado. Ele nos adverte: “Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

 

Quarta

            Em Sua mensagem naquele sábado em Nazaré Jesus foi claro ao falar de Sua missão que envolvia realizar todo o que fosse possível para atenuar o sofrimento das pessoas em qualquer dia da semana incluindo o sábado. Provavelmente, semelhante aos sacerdotes de Seu tempo, esse era o dia em que Ele mais trabalhava. Para os líderes judeus sacrificar no templo no dia de sábado não significava transgressão, mas curar nesse dia era algo inadmissível.

             Para os judeus curar uma pessoa no sábado significava transgressão do sábado, mas resgatar uma ovelha de um abismo no sábado não era pecado. Caso ela permanecesse ferida dentro do abismo até o fim do sábado poderia morrer e o prejuízo financeiro seria irreparável. Então Jesus reafirma: “Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado" (Mateus 12:12). 

Semelhante postura era adotada pelos judeus para com os animais ao oferecer-lhes água durante o sábado. Caso eles morressem de sede o prejuízo era irreparável.

Não faltavam pessoas para acompanhar a Jesus só com o objetivo de ver o que Ele fazia o deixava de fazer no sábado. Foi junto ao tanque de Betesda que, para os judeus Ele extrapolou os limites. De uma só vez Jesus cometeu três falhas graves. Além de curar o paralítico no sábado ordenou que ele pegasse a sua cama e fosse embora. Mas não ficou só por aí. A paciência deles se esgotou quando Ele Se identificou como Filho de Deus. “Disse-lhes Jesus: Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando. Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus” (João 5:16-17).

Ainda hoje erroneamente os domingueiros usam esses textos para contestar a observância do sábado. Para eles se Jesus “trabalhava no sábado” e declarou que Deus também trabalha, então não há razão para a observância desse dia. Coitado deles! Caso em algum momento Deus desse uma pequena pausa em Sua obra mantenedora e o mundo entraria em colapso e toda a vida se extinguiria.

 

 

Quinta

            Os discípulos estavam saindo do templo acompanhado do Mestre. Um detalhe lhes chamou a atenção, a robustez das colunas que sustentavam a casa. E ao comentar com Jesus esse detalhe o Salvador fez uma observação que os deixaram intrigados. Disse o Mestre: “Vocês estão vendo tudo isto?", perguntou ele. "Eu garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas" (Mateus 24:3).

            Ao sair do templo Jesus foi para o Jardim das Oliveiras. Ali, em particular, os discípulos Lhe perguntaram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?" Jesus falou dos sinais da Sua vinda e do fim do mundo e fez um paralelo do fim do mundo com a destruição de Jerusalém que ocorreria quarenta anos depois. O templo de Jerusalém tem três fases na sua história: o templo de Salomão, o templo pós-exílico e o templo de Herodes, esse último chamava a atenção pela imponência das colunas. A primeira destruição aconteceu em 586 a. C. o templo foi destruído pelos Babilônios. A segunda ocorreu no ano setenta, quarenta anos depois da predição de Jesus.

            Lucas detalha melhor como seria a destruição de Jerusalém: “Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação" (Lucas 19.43-44). Os historiadores falam da fome que o cerco causou dentro de Jerusalém ao ponto de crianças avançarem sobre os velhos para tiravam-lhes o alimento da boca. Segundo historiadores nenhum cristão morreu na destruição de Jerusalém enquanto um milhão de judeus não cristãos perderam a vida. A destruição de Jerusalém e do templo foi o duro cálice da ira de Deus sobre um povo que rejeitou o plano de salvação. O mesmo acontecerá agora no fim. Aqueles que pisoteiam a lei de Deus serão destruídos.

            Jesus recomendou que o Seu povo orasse para que o cerco de Jerusalém não acontecesse no sábado, pois causaria um grande transtorno. O sábado foi colocado em evidência na destruição de Jerusalém e o mesmo acontecerá no final da história desse mundo.

            O livro de Atos mostra como os discípulos levaram a sério a observância do sábado nos dias da Igreja Primitiva e a história conta como um poder religioso mudou a observância do sábado para o domingo sem nenhum amparo bíblico para isso.

 

Conclusão

            Parece banal um adventista estudar uma lição sobre um tema tão comum entre nós. Sabemos que o sábado será a pedra de toque no desfecho final da história. Em breve seremos levados diante de tribunais para explicar o motivo de observarmos esse dia. Ali será exigido de nós um conhecimento e uma firmeza de propósitos que muitos negligenciam hoje. 

 

A lei de Deus


Comentário da Lição da Escola Sabatina de trinta de agosto a seis de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Muitos questionam o fato que nem Jesus nem os discípulos mencionaram explicitamente o sábado como dia de repouso e, fazem desse pormenor, uma razão contundente para a não observância do sábado. Seria bom que, antes de entrarmos no estudo dessa semana focássemos alguns aspectos desse equívoco.

            Jesus falar explicitamente da importância de se observar o sábado seria não só chover no molhado como reforçar muitas tradições que os judeus criaram para a observância do sábado.  Dois aspectos devem ser observados no comportamento dos judeus quanto à observância da lei. Primeiro eles davam uma ênfase muito grande nos quatro primeiros mandamentos. Veja que um dos motivos pelos quais eles sacrificaram a Jesus foi o ato de blasfêmia. Quanto ao sábado eles criaram inúmeras regras de como observá-lo, coisa que não acontece com os demais mandamentos. Enquanto isso eles mimetizavam os demais mandamentos que disciplinam a nossa relação com o próximo. Essa discrepância chegou a tal ponto que Jesus contou a parábola do Bom Samaritano.

            Outro ponto importante a observar é: uma ovelha que, em um dia de sábado caísse em um despenhadeiro poderia ser salva mesmo no sábado, não pelo cuidado para com a ovelha, mas pelo prejuízo financeiro que a sua morte representaria. O mesmo aconteceu com o quinto mandamento. Quando o filho poderia negligenciar o cuidado de seu pai caso tivesse prometido oferecer o mesmo valor em ofertas no templo. Jesus contestou esse modo de observância dos mandamentos.

            O Salvador foi enfático quanto à vigência eterna de toda a lei e quanto ao perigo de menosprezar um único mandamento. "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mateus 5:17). Esse “cumprir” a lei nada tem a ver em terminar com ela, mas sim Se submeter a ela. Em Tiago 2:10 lemos: “que quem tropeçar em um só ponto será culpado de todos”.

            Caso a lei fosse anulada por Cristo teríamos um mundo sem normas e sem princípios e não haveria necessidade de um Salvador e muito menos de igreja e pregadores. Caso a lei fosse anulada não teríamos pecados e a existência de todas as igrejas seria um grande equivoco. Jesus exaltou a lei e ela é a norma de justiça para toda a humanidade.

 

Domingo

            A lei mostra os nossos pecados. Perante a lei estamos perdidos e condenados à morte. Jesus veio ao mundo justamente para nos livrar da condenação da lei. Essa libertação é concedida somente para aqueles que O aceitam como Salvador e Senhor.

            Jesus é apto para nos salvar porque passou por esse mundo e não pecou. Somente um ser santo, incriado poderia salvar o pecador. Caso a lei de Deus pudesse ser anulada não haveria necessidade de Jesus morrer por nós. Enquanto nesse mundo, Jesus Se submeteu aos reclamos da lei. Porém, a Sua vida não conheceu pecado. Ele foi afetado pelas mazelas do pecado, mas sem pecar.

            Caso a lei tenha sido anulada a morte de Jesus não teria nenhum significado para nós e Ele seria apenas mais um condenado qualquer a ser executado no império romano.

            É justamente pela vigência dessa lei e consequente transgressão da mesma que Deus elaborou o plano da salvação. O plano da salvação tem a sua origem na transgressão da lei. Caso Jesus tivesse anulado a lei todos os que viveram de Jesus para cá estariam salvos e não é isso que acontece.

            Jesus curava nos dias de sábado. Para os judeus tal atitude era uma transgressão imperdoável da lei de Deus e surgiu uma grande dúvida: Jesus veio anular a lei? Para maneira de ver dos judeus, sim. Jesus agiu rápido e esclareceu: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mateus 5:17). E Jesus foi mais além ao completar o Seu pensamento: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19). Essa mensagem foi dirigida especificamente para os líderes religiosos daquela época e também para os pregadores de hoje.

 

Segunda

            Os que manuseiam a Palavra de Deus têm grande responsabilidade naquilo que ensinam aos seus ouvintes. Certa vez vi um “missionário” ser interrogado sobre a carne de porco. O membro de sua igreja queria saber se poderia ou não se alimentar desse tipo de carne. O “missionário” respondeu: “Quem prega que comer carne de porco é pecado está ensinando doutrina do diabo.” E pior: esse mesmo conceito tais “missionários” tem a respeito da vigência da lei de Deus e de outras verdades bíblicas.

            Imagina que confusão seria se, no Antigo Testamento Deus tivesse um método de salvação diferente do existente hoje! A Bíblia afirma que em Deus não há mudanças: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17). “Ele é o mesmo hoje e eternamente.” Ele mesmo afirma: “De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos” (Malaquias 3:6).

            Jesus ampliou o significado da lei, principalmente dos mandamentos relativos aos nossos deveres para com o próximo. Esses mandamentos eram quase que ignorados naquele tempo.

 

Terça

            Histórias de promiscuidade e adultério sempre fizeram parte da humanidade desde os tempos bíblicos. Quando Jesus veio ao mundo as coisas não eram diferentes. Ao lermos a primeira carta de Paulo aos Coríntios temos uma idéia dos absurdos sexuais que existiam mesmo dentro da igreja.

Jesus atacou o problema de frente e esclareceu o princípio do sétimo mandamento. Parece que ao falar aos líderes judeus Jesus estava Se dirigindo a nós cristãos dos dias de hoje.   Vivemos em um mundo onde o sexo movimenta os grandes negócios. A exposição da mulher se tornou algo obrigatório nas sofisticadas propagandas que vemos nos modernos meios de comunicação de nossos dias. O convite ao sexo fácil está explicito por toda parte.

Há poucos dias um site de relacionamentos usou um outdoor no Rio de Janeiro exibindo a imagem do Cristo Redentor com os dizeres: "Tenha um caso agora! Arrependa-se depois." A Igreja Católica tentou processar o site, mas não chegou a lugar nenhum.

Um psicólogo, falando das mulheres, fez a seguinte observação: “A mulher moderna sonha em ser noiva, e não esposa. Como qualquer feminista, sonha em ter direitos, mas não deveres.” Não sei o que esse psicólogo diz sobre os homens. Com certeza não será muito diferente do observado entre as mulheres.

Quarta

Os lideres judeus, principalmente os fariseus, se julgavam detentores da lei dos Dez Mandamentos. Eles se julgavam separados para essa obra especial. Até ai tudo bem.  Houve um problema.  Eles sentiram a necessidade de regulamentar a lei de Deus.

Nesse afã cometeram três equívocos. Primeiro, alei de Deus deve ser observada assim como está escrita e dispensa regulamentação de parte humana. Segundo, incluíram dezenas de itens de como observar determinados mandamentos, principalmente o sábado que tornava impossível a sua observação. Jesus os acusou dizendo: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles dizem a vocês. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los” (Mateus 23: 2-4).

 Nessa regulamentação, como bons judeus, eles não se esqueceram do lado econômico e fizeram algumas injunções estranhas. Vamos lembrar dois exemplos: Enquanto instituíram regras como que distancia poderia caminhar no sábado e quanto de peso poderiam carregar nesse dia eles acrescentaram que se uma ovelha caísse em um precipício o judeu poderia salvá-la no sábado não pelo respeito aos animais, mas pelo valor monetário que ela representava. No caso do quinto mandamento, o judeu poderia fazer um voto de que tudo o que ele deveria gastar com o pai na velhice fosse doado como oferta. Assim ele abandonaria o pai e o deixaria morrer desamparado.

Jesus mostrou que tais adendos faziam deles, não cumpridores da lei e sim transgressores. Disse o Mestre: “Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Marcos7:13). Na sombra de que feito um voto é obrigatório que o cumpra eles deixavam de observar o próprio mandamento. “Se um de vocês fizer um voto ao Senhor, o seu Deus, não demore a cumpri-lo, pois o Senhor, o seu Deus, certamente pedirá contas a você, e você será culpado de pecado se não o cumprir” (Deuteronômio 23:23).

 

Quinta

            Alguns pregadores ensinam que no caso do jovem rico Jesus não mencionou o sábado e esse fato constitui em mais um motivo para não observá-lo. Seria ridículo Jesus mencionar o sábado para um jovem judeu. Poderia até acontecer de um judeu se esquecer dos outros mandamentos, mas se esquecer do sábado jamais!

            Na conversa com Jesus o jovem rico deixou claro que não era um fiel observador da lei. Ele não amava o próximo e quem não ama o próximo não ama a Deus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 João 4:8).

            O amor é o fio de ouro que entrelaça todos os mandamentos. E aqui vão dois adendos: A lei é o resultado do amor de Deus por nós. Caso toda a humanidade obedecesse a lei o mundo seria um paraíso e, se não amamos a Cristo de todo o coração será impossível observar alei. O cumprimento da lei é o resultado do nosso reconhecimento do que Cristo fez por nós. Paulo afirma: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5:14).

 

Conclusão

            Gosto da passagem que encontramos em Isaías 42:21 que fala da missão de Jesus: “Engrandecer a lei e fazê-la gloriosa.” Para aqueles que pregam que Jesus aboliu a lei devem ler com mais atenção essa profecia bíblica. E foi isso o que Jesus fez.

 

Meditação

Vivemos nos momentos finais da história desse mundo. Em breve será cobrado de todos nós um conhecimento que hoje muitos negligenciam obter.