sábado, 30 de março de 2013

Adultério espiritual (Oséias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 30 de março a 6 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Pensamento chave: Deus nos ama e a sua misericórdia é capaz de ir muito além do que imaginamos. Mas jamais Ele nos isenta dos resultados de nossas más escolhas.

Introdução
            Oséias é denominado “o profeta do coração quebrantado”, provavelmente por dois motivos. O primeiro, o seu amor não correspondido pela sua esposa Gômer e o segundo, a rebeldia de Israel em rejeitar o amor de Deus.
Ele foi contemporâneo dos profetas Amós e Jonas (Reino Norte Israel), e de Isaías e Miquéias (Reino Sul – Judá). O profeta Oséias e o profeta Jeremias são considerados “Os profetas das lamentações”. Uns afirmam que o seu ministério durou dez anos enquanto outros asseguram que atingiu setenta anos.
Oséias foi contemporâneo de Amós e exerceu seu ministério provavelmente entre 752 e 735 A.C. Os dois profetas situam-se, portanto, no mesmo contexto histórico. O livro de Oséias expõe o coração de Deus. Ele vive no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel.
 Os primeiros três capítulos, objeto do estudo desta semana, descrevem a vida conjugal de Oséias. Deus pede que ele se case com uma mulher de moral duvidosa. Ela se separa dele e vai à procura de outros homens. Oséias se mostra misericordioso e faz de tudo para tomá-la de volta. Assim Deus viu a sua noiva, o povo de Israel, se envolvendo com "outros deuses", ou seja, cometendo adultério espiritual. Mesmo depois de tudo o que Israel havia feito, Deus usou de graça e misericórdia para reconciliar com esta esposa adúltera e restabelecer uma nova aliança com ela.
Oséias fala sobre o povo que se vangloriava de sua prosperidade, mas estava se apodrecendo por causa da idolatria, a imoralidade e a injustiça. Amós e Oséias profetizaram principalmente para Israel, e Isaías e Miquéias pregaram mais para Judá.
Oséias viveu nos últimos dias do reino de Israel. Devido a séculos de pecado, aquele povo estava chegando ao fim e, apesar das advertências, ignoravam a sua real apostasia.
A história de Oséias mostra que Deus não nos salva porque sejamos bonitos ou mereçamos seu amor. Ele olha além da terrível feiura de nosso pecado para ver uma alma que ele ama. Ele não vê alguém dominado pelo pecado, mas alguém que pode ser restaurado em sua comunhão com o Criador. Assim como Oséias amava sua esposa infiel e queria resgatá-la de sua vida lamentável, Deus nos ama e quer proteger-nos do pecado. A história desse profeta mostra do que a graça de Deus é capaz.
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8).

Domingo
            O primeiro contato de Deus com Oséias foi de espantar qualquer pessoa. Era uma ordem absurda, pois detonaria com todos os seus sonhos de ter um lar estruturado e cristão.  Oséias teve tudo para recusar a ordem divina pois, aparentemente, Deus não o amava.
            A meu ver, Gômer já era prostituta quando Oséias a procurou embora a maioria dos comentaristas bíblicos sugira o contrário partindo do princípio de que antes destes acontecimentos Israel serviu exclusivamente a Deus.
            Oséias lutou por meio de encenações reais, ele mesmo casando-se de modo intrigante. Certamente ele era conhecido pela sua pureza. Esperava-se que suas atitudes estranhas tivessem algum impacto sobre a mente daquele povo.
            O livro de Oséias mostra quão sublime é a graça de Deus. Veja que o seu próprio nome em hebraico Hoshea significa salvação.
            A vida de Oséias era cheia de sofrimento e dor. A mulher que ele amava desprezava-o. Em vez de lhe agradecer por sua bondade em sustenta-la, ela gastava os bens dele com os seus amantes. Em vez de ficar com o único homem que realmente a amava, ela procurava homens inúteis que a usavam apenas para seu próprio prazer. Ela partiu repetidamente o coração de seu esposo fiel e amoroso.
Mas Oséias ainda amava Gômer, a mulher que o traía. Quando ela estava em dificuldade, ele foi socorrê-la. Quando ela perdeu o rumo na vida, ele a levou para um lugar isolado para reconquistar o seu coração. Oséias esperava que ali no deserto, longe dos amantes e de todo o conforto que antes a cercava, ela viesse a refletir sobre a sua loucura. No deserto ela sentiria as consequências de seus desvios e, quem sabe, voltaria para os braços se quem tanto a amava.
 Revendo a história de Israel notamos que foi num momento de prosperidade econômica e militar que esse povo se apartou de Deus e se mergulhou na prostituição espiritual. Alguém escreveu:Através da vida do profeta Oséias, Deus estabelece uma alegoria para a nação. Israel representava a prostituta e Oséias a graça redentora.”


Segunda 
            Certa vez o meu pai descobriu que um de seus trabalhadores morava em um ranchinho de sapé com um único cômodo. Papai chegou lá justamente no momento em que a senhora da casa tentava ascender o fogo. O fogão era um amontoado de pedras exposto ao relento. O vento soprava forte e a fumaça da lenha molhada envolvia aquela mulher que, a custos, tentava defender os seus olhos.
            Papai não pensou duas vezes. Reuniu um grupo de trabalhadores e reformou a casa. Fez uma espaçosa cozinha com paredes de madeira de lei. Agora aquela senhora tinha um fogão caipira feito de tijolos e protegido da chuva, do Sol e do vento.
            Meses depois, ao retornarmos lá, que decepção! As paredes da cozinha não mais existiam e a velha penúria se restabeleceu. A família havia queimado toda a madeira das paredes no fogão. Apenas um detalhe: ao lado existia um cerrado com lenha à vontade.
            Ao ver a sena imaginei como seria a revolta de papai ao saber do ocorrido. Mas a sua atitude me surpreendeu. Ele comprou tijolos e fez a casa de alvenaria, inclusive a cozinha.
Mas o relacionamento de Gômer e do povo de Israel foi muito mais além. Desabafa Deus: “Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal” (Oséias 2:8).
Gômer, semelhante a Israel, recebeu um nome, riquezas e fartura de pão, mas usou todas as dádivas recebidas de Deus ofertando-as aos ídolos. Mesmo assim essa prostituta era amada pelo seu marido.


Terça
No estudo de terça-feira dois aspectos me chama a atenção. O primeiro é que Deus convida a Sua esposa rebelde para acompanha-Lo para o deserto. Esse deserto seria o exilio. Ali a esposa estaria longe dos amantes e estaria em um ambiente que facilitaria o diálogo. Em meio a provas e tribulações e sem ter quem recorrer, Deus esperava que Israel voltasse para Ele. Não estaremos sozinhos em nossos momentos de aflição. O Senhor promete estar ao nosso lado e, além de nos acompanhar, Ele espera que reconciliemos com Ele. “Ou que se apodere da minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo” (Isaías 27:5). Esse é o grande sonho de Deus.
            O seu nome significava “não meu povo” ou não a minha esposa. Parecia ser o ponto final de um amor não correspondido.
Mas Deus, em Sua misericórdia, mudou o significado do nome daquele rapaz. Ao invés de “não meu povo” seria “filho do Deus vivo” (Oséias 9:10). É interessante que, ao longo da história, por várias vezes Deus mudou o nome de pessoas para identificar uma mudança de caráter ou confirmar uma promessa.
Jacó, cujo significado do nome é “enganador”, passou a ser chamado de Israel que significa: "que reina com Deus". Sarai significa “minha princesa” e Sara “princesa de todos” indicando que ela seria a mãe de muitas nações ou de pessoas de todas as nações. E o nome Abrão significa “pai elevado”, enquanto Abraão significa “Pai de uma multidão e Saulo depois da conversão passou a ser chamado de Paulo.”
Deus espera ansioso o dia em que Ele mudará o nome de cada um de nós. Diz João no Apocalipse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17). Que promessa de restauração!


Quarta
O reinado de Salomão foi o mais próspero de todos os reis que se sucederam entre o povo de Deus. Quando ocorreu o cisma tanto o reino do Sul como o reino do norte respiravam riquezas e opulência.
Mas à medida que o reino progredia em riquezas o povo ia se afastando de Deus. Parece que se tornou a Laudicéia daquele tempo ao exclamar em ações: “Rico sou e de nada tenho falta.”
Ezequiel previu esse quadro com bastante antecedência. Disse ele, “Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado” (Ezequiel 16:49).
Descrevendo as bênçãos de Deus sobre Israel e a apostasia que se seguiu Moisés desabafou: “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação” (Deuteronômio 32:15). (Ler p. 21 da meditação Reavivar a Esperança).
A prosperidade quando mal compreendida e mal administrada é uma porta aberta para o fracasso e a ruina.
Lembro-me de uma época em que meu pai desfrutava de uma boa condição financeira. Como era próprio dele, intensificou mais as suas atividades filantrópicas. Pagava cirurgias e alimentava famílias inteiras. Perto dele ninguém passava fome e nem vivia em extrema miséria.
Ao observar a sua conduta um tio meu, não adventista naquela época, ponderou: “O seu pai parece achar que está rico e isso poderá ser o seu fracasso.” Não vou dizer que foi por causa dessa atitude tão bonita, mas papai viveu os últimos anos de sua vida em uma casinha rústica e com um salario mínimo que alguém providenciou para ele.
Israel não reconheceu que Deus era a fonte de toda boa dádiva.   A sua atitude foi semelhante à de Nabucodonosor: “Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). Paulo relembra a triste situação dos sacerdotes de seu tempo: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:21).
É solene o juízo sobre um próspero fazendeiro que não reconheceu Deus como o provedor de toda a sua fortuna. Diz o texto: “E direi a minha alma: Alma tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:19-20).
Como estamos reagindo diante de tantas bênçãos recebidas como pessoas e como igreja? Tomara que a Laudicéia se converta e volte para o Senhor “perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência...” (Neemias 9:1).


Quinta
Deus Se apresenta ao Moisés pesado de língua e violento e o surpreende com um imperativo. Ele deveria voltar ao Egito e libertar os seus irmãos do cativeiro. Para convencer o Seu servo o Senhor faz duas afirmações. Na primeira, Deus diz: “Conheço-te por teu nome” e na segunda: “Achaste graça aos Meus olhos” (Êxodo 33:12-13).
            Com duas afirmações assim, a tendência de qualquer um de nós é de se achar importante e não necessitar de mais nada. Ali estava um Deus que o conhecia e sabia de todo o seu passado criminoso. Mesmo assim, o amava ao ponto de a Sua graça o envolver. Moisés sentiu a necessidade de conhecer este Deus que o amava tanto e humildemente se expressa: “...E conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo.”
            Moisés já mantinha um estreito relacionamento com Deus, mas ao ser agraciado pela Sua graça perdoadora ele se surpreendeu e concluiu que pouco conhecia a respeito deste Deus e do Seu amor.
            Agora o desejo de Moisés é: “...perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento..." (Efésios. 3:16-19).  Oséias desejava que o povo de Israel tivesse esse conhecimento de Deus. Diz ele: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3).
A maneira mais eficaz de levar as pessoas ao arrependimento e faze-las conhecer o amor de Deus. Oséias procurou demonstrar essa verdade para os israelitas com a sua própria experiência. Uma experiência que lhe custou muito caro. Ele esperava ter Gômer ao seu lado e, com essa demonstração máxima de amor atrair os seus irmãos de volta ao Senhor e prosseguir junto com eles na jornada rumo ao céu.

Conclusão
             A última advertência de arrependimento dada a Israel antes do cativeiro assírio foi apresentada de maneira dramática por Oséias. Podemos imaginar a decepção de Oséias ao ver o último rei de Israel que, por ironia do destino tinha o seu nome, ser levado cativo para a Assíria! Todo o sofrimento e vergonha pelo qual passou o profeta lhe pareceram em vão.  De imediato, nenhum resultado positivo aconteceu.   Que a sua mensagem não seja em vão para nós hoje.  
            O convite de Deus se estende a todo o pecador e, principalmente para a Sua noiva. “...Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação” (Hebreus 3:15).

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Pensamento

Cada olho chorava porque imaginava estar chorando sozinho. Eles não sabiam que as suas lágrimas se encontravam no final do caminho. Carmo

domingo, 24 de março de 2013

Recriãção

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 23 a 30 de março de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            É impressionante pensarmos que por um pequeno descuido no Éden toda a raça humana e o mundo onde ela habita foram condenados à destruição. Esse é o resultado do pecado. A Bíblia não deixa dúvidas a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). E Paulo afirma: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Mas não era propósito de Deus exterminar com toda a raça humana. Ele nos ama sobremaneira.  Para que isso não acontecesse Ele idealizou o plano da Redenção. Esse projeto custou a morte de Cristo. Ele abriu as portas para que a formação de uma raça eleita fosse possível.
Porém o Senhor foi mais além. Com a recriação do homem Ele planejou recriar a Terra e transformá-la em um novo Jardim do Éden
Com essa medida Ele vai eliminar tudo de ruim que existe e substituir por um mundo novo. Pedro nos apresenta uma clara visão do antes e do depois destas coisas.
            Quem lê apenas os versículos sete a nove do capitulo três de Segunda Pedro não vê nenhuma perspectiva de escape. O relato se apresenta sombrio e apavorante para aqueles que não têm nenhuma esperança.
Mas o verso treze mostra um grupo de pessoas que se apresenta feliz e esperançoso. São aqueles que se incluem no “nós” apresentado pelo apostolo. Podemos dizer que esse “nós” são os amigos de Pedro.  Esse grupo não apresenta nenhum temor nem apreensão. Eles estão firmados na promessa de Jesus: Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Isaías 65:17).
Quando essa promessa se tornar realidade não haverá mais dor, tristezas, luto e nem lágrimas. A Bíblia nos assegura: “porque fiel é aquele que fez a promessa” (Hebreus 10:23). Então, o sonho de um novo mundo será realidade para todos aqueles que hoje decidiram a fazer parte desse “nós” apresentado pelo apostolo Pedro.

Domingo
            A Bíblia apresenta detalhes que despertam a nossa atenção. Os primeiros capítulos de Gênesis mostra a criação de um mundo sem pecado e de seres santos criados à imagem e semelhança de Deus e apresentam também a queda do homem com todas as suas implicações.
            Já os últimos capítulos da Bíblia apresentam Deus recriando o mundo e o homem. E para dar lugar a este novo mundo tudo o que existe passará.
            João está exilado na ilha de Patmos por causa do por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 1:9). Longe de amigos e dos irmãos da igreja João está fadado a final de vida sozinho e abandonado.
            Mas foi ali, longe de tudo e de todos é que ele teve a visão de um mundo novo bem diferente da ilha onde se encontrava. Disse ele: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Apocalipse 21:1-2).
            A cidade que ele viu será habitada só por seres santos. Ali ele não mais teria a companhia de marginais ou pessoas condenadas pela sociedade. Ele viu que a Nova Jerusalém seria habitada por seres santos que se permitiram ser recriados.
            A visão da Nova Jerusalém deve nos impulsionar a uma vida dedicada ao Senhor e a um desejo de mostrar essa Jerusalém para os miseráveis deste mundo. Essa visão e sesse testemunho tem que ser algo pessoal, fruto de um relacionamento intimo com a Palavra de Deus. (Leia meditação Reavivar a Esperança, p. 195).
            O livro do Apocalipse mostra como terminará o pecado. Como Deus nos recriará para a Sua glória. Felizes aqueles que permitirem que Deus opere esse milagre em suas vidas.

Segunda
            A promessa da ressurreição faz parte de um conjunto de promessas relativas à recriação do mundo. Ela esta associada à volta de Jesus, o juízo, a salvação dos justos e a recriação deste mundo quando surgirá um Novo Céu e uma Nova Terra.
A Nova Terra será habitada por seres santos de todas as épocas e de todas as nações. Por um lado a ressurreição dos justos é uma necessidade para completar os habitantes da Nova Terra. Por outro lado a Nova Terra será uma necessidade para comportar os remidos deste velho mundo.
A expressão “és pó e em pó de tornaras” e “o pó volte a terra como era” são tão comuns aos ouvidos de nos estudantes da Bíblia que quando vemos a expressão “do pó à vida” parece ser uma maravilha quase impossível de se tornar realidade. Mas “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hebreus 10:23).  
A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição. Para os Saduceus o fato de Jesus romper os grilhões da morte foi uma grande decepção. Como eles não acreditavam na ressurreição presenciaram a sua principal doutrina cair por terra. A ressurreição do Mestre “Ouvindo os saduceus, que não criam na ressurreição, os apóstolos declararem que Cristo ressuscitara dos mortos, ficaram enraivecidos, compreendendo que se aos apóstolos fosse permitido pregar um Salvador ressuscitado e operar milagres em Seu nome, a doutrina de que não haveria ressurreição seria rejeitada por todos e a seita dos saduceus logo se extinguiria” (Atos dos Apóstolos, pág. 78). 
Bem, a nossa postura a esse respeito é bem diferente da que eles professavam. Porque “...nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pedro 3:13).

Terça
            Quando alguém falha em um compromisso conosco a nossa tendência é não confiar mais nada a essa pessoa, ainda mais se essa atitude nos causou grandes prejuízos.
Ao ser criado o homem Deus lhe confiou o domínio deste mundo que, na época, não estava manchado pelo pecado. Mas o homem se tornou em um péssimo mordomo. Permitiu que satanás deteriorasse em nós a imagem e semelhança com Deus nos outorgadas na criação. Tal atitude conduziu Jesus para morrer na cruz.
Mesmo assim Deus Se propõe a restaurar em nós o primeiro domínio. “E a ti, ó torre do rebanho, fortaleza da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém” (Miquéias 4:8). Que Deus maravilhoso nos temos!
Como compreender um amor tão grande. Realmente é inexplicável. Mas Deus vai mais além. Vai nos outorgar o primeiro domínio e ainda nos oferecerá a capacidade de julgar as pessoas que não foram para o Céu inclusive os anjos maus..
Embora “João, em Apocalipse, diz: "Vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar." Apocalipse 20:4. Eles "serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele mil anos." Apocalipse 20:6. Nessa mesma ocasião, de acordo com Paulo, "os santos hão de julgar o mundo". I Coríntios 6:2. Em união com Cristo eles julgam os maus, comparando suas ações, declaradas nos livros, com a Bíblia, decidindo cada caso de acordo com as obras praticadas no corpo. Também Satanás e os anjos maus serão julgados por Cristo e Seu povo. The Southern Watchman, 14 de março de 1905” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 288).
Além de compreendermos porque determinadas pessoas se perderam, creio que tal experiência nos mostrará até onde foi o amor de Deus em Sua tentativa de salvar a todos.

Quarta
            Quando eu era jovem trabalhava na roça e por algum tempo moramos na cidade. O trajeto era feito de bicicleta. Independente da distância, o nosso horário de chegar à lavoura era no nascer do Sol e isso exigia que saíssemos de casa com o dia ainda escuro. Como conhecíamos bem o caminho isso nunca foi problema e pedalávamos com vigor.
            Certa madrugada eu fazia uma curva com toda a velocidade possível quando atropelei um lobo que estava distraído comendo algumas frutas esparramadas pelo chão. O animal, apavorado, soltou um uivo ensurdecedor e desapareceu ligeiro. Eu também gritei apavorado. Não sei qual de nós dois se assustou mais.
            Este é o nosso mundo depois do pecado. Os animais são desconfiados conosco e, em alguns casos, eles nos atacam.  Parece que eles viram o que aconteceu no Éden e chegaram à conclusão de que agora o bicho homem não é de confiança.
            A restauração que Deus promete não será apenas na terra e nos homens, ela atingirá também os animais. Diz a Bíblia: “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 65:25). E mais: “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará” (Isaías 11:6). Esse é o mundo novo que nos aguarda.
            Lá na nova terra os animais viverão em paz e não haverá mais a desesperada cadeia alimentar. Não veremos mais um leão devorando um indefeso cordeiro e nem o homem se alimentando de qualquer animal.

Quinta
            O sonho de Deus é passear com Adão, comigo e com você no Jardim do Éden pela viração do dia. O relacionamento truncado pelo pecado será restabelecido. Não existirá mais pecado pois foi destruído a raiz e os ramos do mal que cobriram toda a Terra.
            O relacionamento direto do homem com Deus foi interrompido por uma ação preventiva do Criador para que a taça humana não fosse destruída diante de Sua presença.
            Com o pecado a auréola de santidade que cobria o homem foi retirada. Ela será devolvida apenas para aqueles que aceitarem o sacrifício de Jesus. Será o mais importante ato restaurativo de Deus. Pois estar com o Senhor e conviver com ele face a face será é a realização do sonho de Adão, de seus filhos e do próprio Deus. “...Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apocalipse 14:4).

Conclusão
            Vamos concluir o estudo desta semana com as palavras de Ellen G. White: "E a ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio." Miquéias 4:8. Chegado é o tempo, para o qual santos homens têm olhado com anseio desde que a espada inflamada vedou o Éden ao primeiro par - tempo "para a redenção da possessão de Deus". Efésios 1:14. A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo pecado foi restaurado. "Assim diz o Senhor ... que formou a Terra, e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada." Isaias 45:18. O propósito original de Deus na criação da Terra cumpre-se, ao fazer-se ela a eterna morada dos remidos. "Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre." Salmo 37:29” (O Grande Conflito, p. 674).

Criaçào e evangelho

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 16 a 23 de março de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
                Evangelho é o projeto de Deus para recriação do homem.  Criado por Deus e dotado de livre arbítrio, o homem se desviou do projeto divino. As insinuações de Satanás lhe pareceram atrativas e falaram mais alto.
            Ao cair em pecado, humanamente falando, não havia outra saída para o homem senão a morte. Essa condenação se estendeu a todos os filhos de Adão. Diz Paulo: Porque, assim como todos morrem em Adão” (1 Coríntios 15:22).
             Todos os filhos de Adão herdaram a tendência para pecar, portanto todos são pecadores. A Bíblia afirma: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:230). Uma vez que todos são pecadores, todos estão condenados à morte. Paulo afirma que a salvação do homem era impossível: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).  
            É nesse momento que o evangelho se aflora “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne” (Romanos 8:3).
            Com o evangelho Deus abriu uma porta de salvação para toda a humanidade. A morte de Cristo é a certeza de que um dia o Éden será recriado e habitado por seres santos conforme o plano original de Deus.
            Feliz aquele que aceita o convite da salvação e não se envergonha de confessar Jesus diante dos homens. “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32). Aceitar Jesus e confessá-Lo diante dos homens é um ato de coragem. Paulo estava decidido: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1:16).
            Tenhamos em mente que o plano da salvação custou caro para os céus. Ele só veio à existência porque Deus ama os Seus filhos e deseja a salvação de todos. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” (2 Pedro 3:9).

Domingo
            A Bíblia relata a difícil conversa entre Deus e o casal do Éden. Alguns aspectos desse encontro merecem atenção. Primeiro, o pecado distancia o homem de Deus. Segundo, Adão e Eva experimentaram medo de se apresentarem diante de Deus. Terceiro, Deus sabia o que tinha acontecido e Se propôs a procura-los. Quarto, as perguntas feitas a eles tinham por objetivo faze-los pensar quão terrível é o pecado. Quinto, o ato de Deus em procura-los demonstra o Seu amor por eles, mesmo em pecado.  Sexto, o Senhor queria lhes revelar o plano de salvação. 
Creio que a parte mais difícil desse encontro foi quando Deus pediu para Adão escolher o cordeiro mais lindo do rebanho e junto com Deus sacrificá-lo ali. Provavelmente Adão jamais se esqueceu do que presenciara naquele dia: A relva do jardim manchada de sangue. Diz Ellen G. White: “Quando Adão, de acordo com as especiais determinações de Deus, fez uma oferta pelo pecado, foi para ele a mais penosa cerimônia. Sua mão teria de erguer-se para tirar a vida que somente Deus podia dar, e fazer uma oferta pelo pecado. Foi esta a primeira vez em que testemunhou a morte. Enquanto olhava para a vítima ensanguentada, debatendo-se nas agonias da morte, deveria contemplar pela fé o Filho de Deus, a quem a vítima prefigurava. The Spirit of Prophecy, vol. 1, págs. 50 a 53” (A Verdade Sobre os Anjos, p 61). 
Aquele evangelho apresentado no Éden foi planejado desde a fundação do mundo. O Deus que nos criou é o mesmo que nos redime. “...antes de ser criado o homem, foi tomada a providência de que, se o homem não suportasse a prova, Jesus tornar-Se-ia o seu sacrifício e penhor, para que pela fé Nele, o homem pudesse reconciliar-se com Deus, pois Cristo era o Cordeiro “morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:18). Cristo morreu no Calvário para que o homem tivesse poder para vencer suas tendências para pecar” (E Receberei Poder – Meditação Matinal, p 352).

Segunda
Achei interessante a observação do autor ao dizer que, após a morte todos nós seremos pó e não macacos. Foi Deus quem disse no princípio: “És pó e em pó te tornarás.” E ao descrever a morte das pessoas Salomão foi claro: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). 
Não podemos esquecer que a morte passou a todos os homens por causa do pecado. Paulo afirma: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12).
Com exceção de uns poucos como Enoque e Elias, por mais importante que seja a biografia de alguém ela termina com as palavras: “E morreu.” (Ver meditação Reavivar a Esperança, p. 248).
Só compreenderemos melhor o mistério da vida quando formos agraciados dom a eternidade. É curioso que quando isso acontecer esse pó mortal, corrupto e dado ao pecado se revestirá de imortalidade e estaremos para sempre com o Senhor.
Na minha vida profissional já presenciei a morte de muitas pessoas. As funções vitais cessam e poucas horas depois o corpo começa a cheirar mal e a se desintegrar. Já acompanhei algumas exumações e em alguns casos os resíduos do corpo se transformaram em poeira. Depois da queda Deus foi claro:porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3:19). 
 Seria para nós uma grande dúvida se o nosso fim fosse diferente. Mas da mesma maneira que aconteceu com Abel e Adão lá no principio do mundo, acontece com todos os homens hoje. O nosso consolo é que para os que aceitam o sacrifício de Jesus e se propõem a andar em novidade de vida a morte não é o fim.

Terça
            Caso Deus não provesse um meio de salvação, o homem seria entregue a Satanás e as acusações desse inimigo de que Deus era arbitrário seriam justificadas. Mas Deus agiu completamente ao contrario e em Seu amor proveu um meio pelo qual Satanás seria desmascarado.
            É complicado quando alguém usa de má fé conosco ou talvez nos atinja física e moralmente. A nossa atitude é de repulsa e às vezes de vingança. Com Deus não é assim. A Bíblia afirma: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
            É comum ouvirmos expressões como: “Eu não vou à casa de fulano porque ele nunca veio na minha.” Sempre faço o possível para acompanhar sepultamentos, mas certa vez comentei com a minha esposa: “Não vou mais a nenhum funeral, pois cheguei a conclusão que nenhum destes que acompanhei estrão presentes no meu.” Hoje o nosso amor a Deus não expressa o Seu amor para conosco. Porque “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19).
            Nem sempre estamos dispostos a nos sacrificar por alguém, a não ser que esse alguém mantenha um relacionamento afetivo conosco. Mas Jesus foi além. “Veio para o que era Seu, e os seus não O receberam” (João 1:11). No bom sentido da palavra Jesus força a situação para nos provar o Seu amor.

Quarta
            A prova de que Jesus Se fez maldição por nos está no Calvário. A Sua promessa no Jardim do Éden foi: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15). Sim! A semente da mulher feriu Satanás na cabeça. Hoje ele é um inimigo vencido. Não foi fácil, mas Jesus cumpriu a promessa.
            No momento fatal Jesus experimentou o abandono dos céus. É o mesmo desespero que no momento final da história experimentará todo aquele que hoje rejeita o Seu amor. O Seu convite continua soando por todos os cantos da terra: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação” (Hebreus 3:15).
            Já vi pessoas dizer que tomam bebidas alcoólicas porque Jesus já pagou todos os seus pecados cruz. Eles se esquecem de dois princípios. Primeiro, Jesus só assume os pecados confessados e abandonados. “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pr 28:13) Segundo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). Ser uma nova criatura é viver  de maneira diferente. “Assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4).
Quinta
            Quando vejo a onda de crimes que assola o mundo; Quando vejo a injustiça se ufanar nos tribunais; Quando vejo o sofrimento martirizando pessoas inocentes; Quando vejo esse velho mundo cambaleando como ébrio me associo a João na sua oração final: “Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).
            Lá pelos idos de 1970 o comentarista de jornal, Aléx Dryer escreveu: “As coisas caminham de tal maneira que a maior necessidade deste mundo é um novo mundo.” Naquele tempo, a televisão ainda engatinhava, a violência não era tão exacerbada, a poluição não nos sufocava tanto e esse jornalista já havia chegado a tal conclusão. Imagina o que ele diria diante do mundo de hoje!
            Felizmente, Deus viu essa necessidade há milênios e está ordenando as coisas e em breve teremos esse novo mundo tão sonhado por Aléx Dryer. (Leitura sugestiva meditação Reavivar a Esperança, páginas 63 e 190).
            Breve a Sua promessa se cumprirá: “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Isaías 65:17).
            Para habitar nessa nova terra Deus está recriando um povo especial. Um povo que permitiu ser recriado à imagem Daquele que tanto nos amou. A Sua promessa é: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5). “Fazer novas todas as coisas” inclui tudo na natureza céu, terra, homens e animais. Ai teremos realmente um mundo novo.
            É necessário que o sonho de Davi seja a nossa oração hoje: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51:10). Essa tarefa que está além de nossas forças mas a promessa de Deus é: Deus deseja pôr os homens em direta relação com Ele. Em todo o seu trato com as criaturas, reconhece o princípio da responsabilidade individual. Busca estimular o senso da dependência pessoal, e impressioná-los com a necessidade de direção própria, isto é, individual. Deseja pôr humano em ligação com o divino, a fim de que os homens sejam transformados à divina semelhança” (Conselhos Sobre Saúde, p 345). 

Conclusão
            O evangelho anunciado na criação Se fez realidade no Calvário. Hoje o pecador condenado pode se tornar uma nova criatura e desfrutar de uma vida eterna junto com Aquele que nos redimiu.
Para que essa recriação aconteça em mim é necessário que eu aceite o Seu convite: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação."