segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Senhor do sábado

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 11 a 18 de fevereiro de 2012 preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (uma meditação matinal para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Central de Taguatinga – DF.

Introdução
            É impressionante como uma verdade tão clara como a encontrada em Marcos 2:28 é ignorada ou mesmo contestada por milhões de leitores da Bíblia. Aqui está bem claro o porque da existência do sábado. Ele foi criado para atender algumas necessidades prementes do ser humano. Talvez imaginemos que a primeira delas é o descanso. Até certo ponto sim. Mas o descanso propriamente dito tem outro enfoque no mandamento do sábado. Como meditar, estudar e aprender mais sobre o Criador, se no sábado estivermos voltados para os afazeres normais da semana? Portanto o descanso sabatico tem algo mais profundo que o próprio descanso em si.
            O sábado foi separado por Deus para, a cada seis dias, termos um período 24 horas para estreitar o nosso relacionamento com o Criador. A observância do sábado firma as nossas bases na existência de Deus e no criacionismo. É um momento para refletirmos sobre o Seu amor demonstrado na criação e na redenção. Diz Ellen G. White: Quando foram postos os fundamentos da Terra, também foi posto o fundamento do sábado. Foi-me mostrado que se o verdadeiro sábado houvesse sido guardado, jamais teria havido um incrédulo nem ateu. A observância do sábado teria preservado da idolatria o mundo” (Vida e Ensinos, p 56). 
Domingo
            Faz bem lembrar a história que narra a discussão entre duas pessoas sobre o sábado. Uma afirmava que todos os dias são iguais e, para exemplificar pegou sete limões e, depois de misturá-los disse para a outra: Mostre agora qual deles é o sábado. A pessoa acuada  pegou os mesmos limões e repetiu o meso ritual; identificou cada um com um dia da semana, mas ao chegar no sábado deu três beliscões no limão enquanto dizia: O Senhor descansou, o Senhor abençoou e o Senhor santificou e finalizou: Agora fica fácil identificar o limão que corresponde ao sábado.
Não consegui descobrir a quarta ação divina na criação do sábado conforme solicita a autora da lição. Caso você tem uma resposta ficarei grato se me der um retorno.
A criação do sábado é fruto da inteligência divina. Assim como na viração do dia Deus visitava Adão e Eva diariamente, agora Ele o faz a cada semana no Seu santo Dia. No sábado vejo Deus sentado na sala de estar aguardando a nossa presença. Este é o dia destinado por Ele para um bate papo descontraído comigo e com você.                   
Deus identificou o sábado com três características especiais e, na sua instituição, por três vezes Ele usa a expressão “sétimo dia”. O fato de Ele repetir várias vezes a expressão “sétimo dia” dá a entender o Seu empenho para que esse dia não fosse esquecido. O mandamento do sábado é o único que inicia com um sonoro “LEMBRA-TE.” É estranho que com todos esses cuidados esse mandamento se tornou o mais esquecido.
Segunda
            O mandamento do sábado é tão importante que podemos considerá-lo um mandamento duplo. Ao mesmo tempo em que exige o nosso descanso, é claro em determinar que devemos trabalhar os seis dias da semana.
“A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, "Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas". Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento” (O Grande Conflito, p. 438). 
            O sábado da criação é o mesmo de Êxodo, de  Deuteronômio e de toda a Bíblia. A lei de Deus é perfeita, como perfeito é o Seu autor. Aquele que ousa defender outro dia de repouso está declarando ser Deus incompetente e demonstra um desejo explicito de usurpar o lugar de Deus.
            Os mesmos que arvoram a abolição da lei, defendem a observância dos nove mandamentos. Apenas o sábado é descartado e até mesmo combatido. “O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.” (Patriarcas e Profetas, p. 307).  Questionar a perpetuidade e universalidade da observância do sábado é questionar o próprio Deus.
Terça
            O nome Deuteronomio é de origem grega e quer dizer segunda lei ou repetição da lei. É interessante que em Deuteronomio Moisés enfatiza a obediência por amor. Assim ele escreveu: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5).
Sou adventista do sétimo dia há sessenta e cinco anos e nunca atentei para o real significado da expressão: “Para que a tua serva e o teu servo descansem como tu.” Por algumas dezenas de anos o meu pai cultivou abacaxi no Triangulo Mineiro. Ele tinha por costume pagar os peões às quatro horas da tarde de toda sexta feira. E ao fazê-lo acrescentava: “Vamos todos embora agora e, caso queiram ir à igreja amanhã tenham tempo de se arrumarem.” O texto de Deuteronômio estabelece uma igualdade entre empregado e patrão.
A maneira como a lei foi entregue no Sinai deixou em Moisés uma profunda impressão de sua santidade e de sua real importância para os seres humanos. E Moisés dá ênfase a esses predicados repetindo-a em Deuteronômio. 
Achei o máximo o comentário da atora da lição no segundo e terceiro parágrafo da nota da pergunta quatro. Com a estrada do pecado Deus achou por bem reforçar a importância da guarda do sábado e ligou o sábado ao plano da redenção.
Quarta e quinta
            Quando Jesus viveu entre nós o maior problema quanto ao dia de descanso não era qual dia guardar e nem se deveria guardar ou não. O sábado era o único dia de repouso conhecido nas regiões onde Jesus pregava.  O maior problema era a maneira de como observá-lo.
Durante os quatrocentos anos que antecederam o nascimento de Jesus os sacerdotes e lideres religiosos criaram centenas de regras de como se deveria guardar o sábado que não tinha nada a ver com a pureza do mandamento.  Eles transformaram o sábado em um fardo. Determinaram a distancia máxima que alguém poderia caminhar para chegar em alguma sinagoga no dia de sábado. Por isso é que surgiu a expressão “jornada de um sábado” (Atos 1:12). Não era permitido cuspir na relva nesse dia, pois estariam irrigando a grama.
Jesus “segundo o Seu costume” (Lucas 4:16) estava todos os sábados na igreja. Os judeus jamais O criticaram por estar na igreja no sábado porque o lugar de todo judeu no sábado era na igreja. A grande discussão não era se Jesus observava ou não o sábado, mas sim, a maneira como Ele o observava.
Ao mesmo tempo em que em que Jesus dizia ser “lícito fazer o bem no sábado” (Mateus 12:12), Ele enfatizava: “O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Marcus 2:27). Mais do que um mandamento a observância do sábado como a Bíblia ensina é a única maneira de atender algumas necessidades fisiológicas do homem.
Certa vez os judeus criticaram Jesus por curar um paralitico no sábado e repreenderam o paralitico por estar carregando a sua cama no sábado ( João 5:11). Para os sacerdotes da época, o peso da cama do paralitico extrapolava o permitido para uma pessoa carregar no dia de sábado. 
Quando questionado quanto a fazer milagres no sábado Jesus sempre afirmava: “É licito fazer o bem no sábado.” Observe que Ele não dizia que era permitido fazer qualquer coisa. Imagine se o poder mantenedor de Deus cessasse no sábado. A vida já teria sido extinta. Mas como Ele nos ama e espera ter um encontro conosco neste dia, esse poder está ativo diuturnamente.
Quando Jesus afirmou “Eu sou o Senhor do Sábado” ou quando dizia: “aqui está quem é maior do que o sábado”, o Seu propósito não era fazer do sábado um dia comum mas sim, enfatizar a Sua natureza divina. Ali estava o criador do sábado e ninguém melhor do que Ele sabia como observá-lo.
Jesus veio para apregoar liberdade aos cativos do pecado e oferecer liberdade aos presos em transgreções e delitos  e, essas ações estão em perfeita harmonia com a singularidade do dia de sábado. Diz Ellen G. White: “Devem-se atender às necessidades da vida, cuidar dos doentes, suprir as faltas dos necessitados. Não será tido por inocente o que negligenciar aliviar o sofrimento no sábado. O Santo dia de repouso de Deus foi feito para o homem, e os atos de misericórdia se acham em perfeita harmonia com seu desígnio. Deus não deseja que Suas criaturas sofram uma hora de dor que possa ser aliviada no sábado, ou noutro dia qualquer” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 207).
Conclusão
            Os adventistas do sétimo dia se sentem felizes em observar o sábado instituído por Deus no final da criação e apresentado a Adão e Eva em seu primeiro dia de vida. Observamos um dia criado por Deus, observado por Cristo e pelos apóstolos. O dia que será observado quando chegarmos ao Céu (Isaias 63:23).  Felizmente não observamos um dia imposto pelo homem.
            O sábado é tão combatido como se observá-lo fosse pecado. É impressionante ver os desatinos de que nos acusam quanto a maneira criteriosa da observância do sábado mostrada na Bíblia e pregada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas a Igreja Católica Apostólica Romana esta preocupada com a maneira descompromissada de seus fieis observarem o domingo e em sua carta apostólica Dias Domini, o papa João Paulo II lamenta: “Infelizmente, quando o domingo perde o significado original e se reduz a puro fim de semana, pode acontecer que o homem permaneça fechado num horizonte tão restrito, que não mais lhe permite ver o céu” ( pág. 07). E prossegue o papa enfatizando que o domingo seja observado como se observa o sábado: “...É necessário, portanto, reler a página da criação e aprofundar a teologia do ‘sábado’, para chegar à plena compreensão do domingo”  (pág. 12). O papa insiste: “sacerdotes, ministros e fiéis preparam a liturgia dominical durante a semana refletindo antes sobre a Palavra de Deus que será proclamada” (pág. 46). E mais: “o cumprimento do preceito (domingo) começa já na tarde de sábado” (pág. 56). O papa conclui recomendando que as missas sejam atraentes; que sejam realizadas na língua do povo, que se evitem sacrifícios no dia de domingo como rezar ajoelhados e que no domingo os mercados e os estádios permaneçam fechados. O “lembra-te” está sendo lembrado em referencia ao dia errado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Deus, o legislador

Comentário da lição da escola Sabatina de 4 a 11 de fevereiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Nesta semana vamos estudar um tema que para muitos religiosos de Bíblia na mão significa uma perda de tempo. Mas às vezes me pergunto: caso a lei de Deus tenha sido abolida, que necessidade existe de um salvador ou de igrejas uma vez que sem lei não há pecado?
            Outro questionamento que faço é: se é verdade que a lei nasceu no Sinai e morreu na cruz, Deus faz acepção de pessoas, e um Deus que age assim, merece a nossa confiança? Somos melhores ou piores do que os nossos antepassados do Velho Testamento?
            Sendo assim, Deus já usou outros meios de salvação para os homens. Será que o método de salvação antes da cruz foi um e depois da cruz outro? Será que Deus fez do nosso planeta um laboratório? Somos simplesmente ratinhos de cobaia?
            Antes de pedir “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei” seria melhor nos empenhar para conhecer melhor o autor da lei.  Essa é a proposta da lição desta semana.
Domingo
            A Lição pergunta e não dá a reposta do porque de uma demonstração tão explicita da glória de Deus na entrega das tábuas da lei. Ma se com toda essa demonstração de santidade da lei e do Seu autor, com tudo o que acontecia no cume do Sinai; lá em baixo os israelitas dançavam diante de um bezerro de ouro. Podemos imaginar o que aconteceria se a entrega fosse feita de maneira que não identificasse o Seu autor como rico em poder e glória.  E, com tudo isso, hoje os bezerros de ouro estão por toda a parte roubando aquilo que só a Deus pertence: adoração, honra e louvor. Ellen G. White dá um lampejo do porque de uma demonstração tão explicita da glória de Deus no Sinai: “O Universo inteiro foi testemunha das cenas do Sinai. Nos efeitos das duas administrações viu-se o contraste entre o governo de Deus e o de Satanás. De novo os habitantes destituídos de pecado, de outros mundos, viram os resultados da apostasia de Satanás, e a espécie de governo que ele teria estabelecido no Céu, caso lhe houvesse sido permitido exercer domínio” (Patriarcas e Profetas, págs. 335). Paulo considerava ser dependente da misericórdia de Cristo. A lei não produz pecado.
 De novo os habitantes destituídos de pecado, de outros mundos, viram os resultados da apostasia de Satanás, e a espécie de governo que ele teria estabelecido no Céu, Quem peca é o homem que a transgride. O salmista afirma que os mandamentos é a nossa única diretriz segura: “Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os Teus mandamentos” (Salmos 119:6).
Segunda
            É importante lembrar que a lei não teve a sua origem no Sinai. Ela é eterna como é o Seu autor. No Sinai ela foi gravada em tabuas de pedra e dada aos homens para uma melhor memorização. Antes do Sinai pessoas que a transgrediram, a começar de Adão e Eva, receberam a desaprovação divina. Caim, os antediluvianos, os sodomitas e os siquemitas todos foram reprovados por Deus. Contrapondo a estes vem a lume José, que recusou terminantemente cometer adultério; tudo isso antes que a lei fosse apresentada no Sinai.
            Jó foi um dos primeiros habitantes do mundo. Ele foi admirado não só por todos os mundos não caídos, mas também pelo próprio Satanás. E a Bíblia apresenta os motivos que causaram esse diferencial em sua vida. Dez o texto: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 24:14).
            Como veio a tona o conceito de integridade e retidão se não houvesse lei? Como o homicídio, o adultério e o roubo já eram conhecidos como condutas repulsivas se a lei não fosse conhecida? Deus afirma que “Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis” (Gn 26:4 e 5). Tudo isso aconteceu antes do Sinai.
            Jacó, depois de um encontro com Deus sentiu a necessidade de uma reforma espiritual em sua família. O apelo de Jacó foi: “Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gênesis35:2). Quem mostrou para Jacó que havia algo errado com a sua família?
Terça
            Caso não houvesse interesse da parte de Deus de que nós observássemos o sábado, não haveria necessidade de criá-lo no final da criação. Deus não Se cansa e nem Se fadiga e, porque a Bíblia afirma que Ele descansou após a Sua ação criativa? Porventura o homem estava cansado tendo nascido no dia anterior? Lá no princípio Ele criou o sábado não como um dia qualquer. A Bíblia afirma que Ele descansou, abençoou e santificou esse dia. O ato criativo do sábado foi bastante explícito, claro e inconfundível. O sábado foi o primeiro mandamento que o homem conheceu. E logo esse é o mais pisado.
            Faraó estava irritado. Com a chegada de Moisés e Arão no Egito os israelitas foram conscientizados da santidade deste dia e o PIB egípcio caiu. Os israelitas não mais fabricavam tijolos no sábado. Veja o que Ellen G. White escreveu: Assim como Deus chamou os filhos de Israel para fora do Egito, a fim de que pudessem guardar o Seu sábado, Ele chama também o Seu povo para fora de Babilônia, para que não adorem a besta ou sua imagem” (Maranata – Meditação Matinal, p 188).
            Na travessia do deserto, na sexta feira, o maná caía em dobro e não deteriorava durante o sábado o que não acontecia nos outros dias da semana. “Santificado pelo descanso e bênção do Criador, o sábado foi guardado por Adão em sua inocência no santo Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua feliz morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até o justo Noé, até Abraão, Jacó” (O Grande Conflito, p 453).
            Não existe doutrina bíblica mais clara do que o sábado como dia especial de repouso. É impressionante como o homem teve a ousadia de alterar aquilo que Deus instituiu. Hoje vemos muitos evangélicos apoiando o ultraje contra a Lei de Deus cometido pela Igreja Católica. Diz a profecia: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Daniel 7:25). Mais do que ousadia isso é atrevimento. Quem somos nós para interferirmos nos atos do Criador?
Quarta
            Ah! se tivesses dado ouvidos aos Meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar!” (Isaías 48:18). Com certeza esse seja o clamor de Deus em nossos dias, pois “Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles” (Ezequiel 22:26).
            Todo o salmo 119 é uma exaltação a Lei de Deus. E outros salmos a sua santidade, perfeição, e eternicidade são profusamente evidenciadas. 
            Jeremias é o profeta que mais se comoveu com os desmandos do povo de Israel. A permanente rebeldia do povo em atender os reclamos do Senhor lhe causavam um profundo sentimento de angustia. Provavelmente a promessa de Deus lhe trouxe conforto. A lei de Deus seria inculcada nos corações do povo. E mais: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2:14). É claro que só na Nova Terra essa profecia terá o seu cumprimento real. O escritor de Hebreus deixa isso bem claro.
Quinta
            A renovação da aliança a Abraão partiu de um fato geralmente esquecido. Ela foi confirmada a Abraão porque: “Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis” (Gênesis 26:5). Abraão foi alguém comprometido com Deus. Teve falhas? Sim! Mas sempre que caía se firmava nas mãos dAquele que é magnífico em poder e se levantava para enaltecer o Seu grande nome.
            Alguns contestam o sábado afirmado que ele não é apresentado enfaticamente pelos escritores do Novo Testamento como acontece com outros mandamentos. Porém, dois pontos devem ser lembrados: na época dos escritores do Novo Testamento o sábado era o único dia de repouso conhecido e mencioná-lo repetidas vezes seria desnecessário. Segundo, Jesus foi muito claro ao mencionar o sábado como uma necessidade do ser humano.
            Muitos afirmam que é impossível o homem obedecer à lei de Deus. Estes fazem de Deus alguém despreparado e descompromissado. Deus é muito sábio para criar uma lei impossível de ser observada. A Bíblia é bem clara em dizer que só quando o homem ama a Deus sobre todas as coisas e entende o Seu grande amor pelo pecador é que ele encontra forças para atender a lei de Deus. O cumprimento da lei é a sua resposta de amor ao Deus criador e redentor. “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14h15min).
Conclusão
“Rejeitando a verdade, os homens rejeitam o seu Autor. Desprezando a lei de Deus, negam a autoridade do Legislador. É tão fácil fazer um ídolo de falsas doutrinas e teorias, como talhá-lo de madeira ou pedra” (O Grande Conflito, p 583).
            A última batalha do grande conflito culminará com uma acirrada luta de legisladores. De um lado Deus reivindicando obediência a Sua lei e, do outro, os legisladores terrenos influenciados por seus desejos carnais.  A fim de se fazerem populares e conquistarem a simpatia do povo, os legisladores hão de ceder ao desejo deste, de obter leis dominicais” (Eventos Finais, p 132).  
            O mundo há de enfrentar em breve o grande Legislador quanto a Sua lei transgredida” (Mensagens Escolhidas - Volume II, p 403). Feliz sábado!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pensamentos

O tempo me trouxe desde o berço e  prometeu me deixar desacansando na sepultura. Carmo
No cemitério os meus tataranetos viram um grauzinho de areia e perguntaram. É o meu tataravô? Carmo

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pensamentos

Tudo é história. Se ainda não é, um dia será. Carmo
A infancia passou e a juventude também. A velhice é a prova de tudo isso. Carmo
Um dia a morte vai chegar. Gostaria de dar-lhe as boas-vindas de pé. Carmo

A santidade de Deus

Comentário da lição da Escola Sabatina de 28 de janeiro a 4 de fevereiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (meditação).
É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Ao pensarmos na santidade de Deus lembramos de Adão e Eva tentando se esconder de Sua presença após o pecado; de Moisés ocultando o rosto para não contemplá-Lo face a face.  O que dizer de Isaías que ao contemplar os lampejos da santidade divina exclamou: “Ai de mim que vou perecendo” “Isaías 6:5).
No Novo testamento temos um Saulo corajoso e arrogante cair por terra cego ao contemplar a santidade de Deus e, lá na ilha de Pátmos, vemos João caindo como morto ao vislumbrar a santidade que envolve o Altíssimo.
Diante da santidade divina nos sentimos frágeis e falíveis. Mas é justamente a nós, pecadores, imperfeitos e reticentes que vem o desafio: “Sede santos como Eu sou santo”(1 Pedro 1:16).
Diz Ellen G. White: “Com nossas faculdades limitadas, devemos ser tão santos em nossa esfera, como Deus é santo na Sua” (E Recebereis Poder - Meditação Matinal p 66). E completa: “A santidade, ou seja, a semelhança com Deus é o alvo a ser atingido” (Conselhos Professores, Pais e Estudantes, p 24).
Discutir a santidade de Deus é algo que foge à nossa compreensão, pois Ele é Deus, único Criador, Mantenedor e Redentor. Diz a Bíblia: “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus” (1 Samuel 2:2).
Vivemos em uma época em que o poder criador de Deus é ignorado nas grandes universidades do mundo. Se o Seu poder é ignorado, a Sua santidade o é mais ainda.
Domingo
            Os patriarcas e profetas mantinham um respeito todo especial para com a Palavra de Deus. “O senhor falou” era a palavra final. Em toda a Bíblia encontramos Deus Se dirigindo ao homem de uma maneira clara e audível. Toda a Bíblia é “um assim diz o Senhor”.
            Em momentos de dúvidas, quando o inimigo nos assedia, o “assim diz o senhor” deve ser o nosso norte. Foi fundamentado na palavra de Deus que Jesus venceu Satanás. Apego a Palavra de Deus deve ser a diretriz de todo o servo de Deus. É interessante como os escritores do Novo Testamento focam o “assim diz o Senhor” do Velho Testamento. Não existe discrepância no “assim diz o Senhor” do Gênesis com o “assim diz o Senhor” do Apocalipse.
            Um ponto crucial hoje, no meio evangélico, é aceitar o “assim diz o Senhor” do Velho Testamento como o mesmo “assim diz o Senhor” do Novo Testamento. Não existe dois “assim diz o Senhor”. A sua palavra é única e fiel. Por em dúvida a Palavra do Senhor é o grande esforço de Satanás. Deus é o único que pode dizer e ficar dito.
Segunda
            Em Gênesis 2:3 vemos um Deus santo santificando um dia especial. Esse dia foi separado para o repouso do homem. Esse é um dia criado não só para atender as necessidades biológicas do ser humano mas, também para estreitar o relacionamento da criatura com o Seu criador. Ou seja: atender também as nossas necessidades espirituais. “Há os que professam possuir santidade, que se declaram santos do Senhor, que reclamam como um direito a promessa de Deus, ao mesmo tempo que recusam obediência aos mandamentos de Deus” (Atos dos Apóstolos, p 572).
            Apenas um Ser santo pode santificar alguma coisa ou pessoa. Deus santificou o sábado, os levitas, o santuário, o dízimo e é o que Ele espera de cada um de nós, que nos tornemos santos. “Como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor” (Efésios 1:4).
            O grande sonho de Deus é que um dia possamos nos relacionar com Ele face a face. Para que isso aconteça Ele nos adverte: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:1). 
            Em toda a Bíblia o nome de Deus é exaltado como o único Senhor inigualável em santidade e poder e a compreensão dessa verdade nos deve fazer mais submissos e respeitosos para com Aquele que nos criou. Somos especiais para Deus e deveríamos avaliar melhor o que significa viver diante deste Deus Santo e Onipotente.
            Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade” (Conselhos Sobre Saúde, p 44).
Terça
            Jó, sempre foi um dedicado servo de Deus. O seu relacionamento com o Criador era admirado não só pelos céus, mas também por Satanás. Jó confessa que antes de se tornar marionete nas mãos do inimigo, tinha uma visão muito limitada da santidade e do poder de Deus. Só depois da grande prova que experimentou e de ver como Deus Se apresentou a Ele, pode então, compreender melhor a magnitude do Altíssimo. Em prantos ele reconhece a sua grande falha. Há o perigo de passarmos a vida toda frequentando a igreja ouvindo de Deus e de Sua santidade sem termos uma clara visão do que Ele realmente é.
             As manifestações da glória de Deus a seres humanos no passado, mudou a visão e a maneira de cada um compreender como realmente é Deus.  Quando estavam juntos do Sinai os israelitas não suportaram a glória de Deus e rogaram que apenas Moisés se apresentasse diante do Onipotente. Jacó junto do Jaboque não só viu, mas lutou com Deus e a sua visão a respeito dEle o mudou por completo. Não podemos esquecer as experiências de Isaías, Ezequiel e Daniel. Os discípulos que acompanharam Jesus no monte da transfiguração ficaram maravilhados. Provavelmente o centurião que esteve junto da cruz no Calvário, ouviu falar muito de Jesus, mas só naquele momento crucial ele teve uma visão real de quem era Aquele que estava pendurado na cruz. Ainda temos Paulo, João e tantos outros que antes, apenas se limitavam em ouvir a respeito de Deus; mas, depois que estiveram diante dEle face a face mudaram por completo os seus conceitos de Deus, de Seu amor e de Sua santidade e, desde então, nunca mais foram os mesmos.
            Embora pareça absurda a oração de Moisés “Rogo-te que me mostres a Tua glória” (Êxodo 33:18), talvez essa seja uma de nossas mais urgentes necessidades. De nada valerá um conhecimento superficial de Deus. “Não nos devemos satisfazer com um conhecimento superficial, antes devemos procurar aprender o verdadeiro significado das palavras de verdade, beber com interesse do espírito dos profetas” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 139). 
Quarta
            Na nota da pergunta de número sete Ellen G. White descreve o encontro de Pedro com Jesus: “A presença da divindade revelou-lhe a própria ausência de santidade. Amor por seu Mestre, vergonha de sua incredulidade, gratidão pela complacência de Cristo e, sobretudo, o sentimento de sua impureza em presença da pureza infinita, tudo o subjugou. Enquanto os companheiros punham em segurança o conteúdo da rede, Pedro caiu aos pés do Salvador, exclamando: ‘Senhor, ausenta-Te de mim, que sou um homem pecador.’ Luc. 5:8.” (O Desejado de Todas as Nações, p 246). É algo mais ou menos assim: sem humildade eu não consigo reconhecer a Divindade mas sem a Divindade eu não consigo desenvolver a humildade.
Felizmente Jesus não atendeu a oração de Pedro. Ele sabe que quando o homem reconhece ser um pecador é este o momento exato em que ele necessita de um salvador. Por Sua misericórdia “perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito” (Salmo 34:18).
É essa visão da santidade do Altíssimo em contraste com a pequenez humana que faz de cada “publicano” um filho de Deus. É quando o homem se sente pequeno que Deus o faz grande para a Sua glória. Mais uma vez diz Ellen G. White: “Uma concepção clara do que Deus é e do que Ele requer que sejamos conduzirá à verdadeira humildade” (Conselhos Professores, Pais e Estudantes, p 53).
Quinta
            A história do endemoninhado apresentada por Lucas no capítulo quatro se contrasta com a visão de João em Apocalipse também no capítulo quatro. Lucas apresenta uma sequencia de fatos que culminam com a expulsão de um demônio.
            Jesus está iniciando o Seu ministério. Há pouco Ele havia enfrentado Satanás no monte da tentação. O verso treze afirma que, derrotado “o Diabo O deixou por algum tempo”. Logo depois Jesus foi à igreja e leu uma das profecias de Isaías que fala de Seu ministério e da confirmação do mesmo pelo Espírito Santo (versos 18 e 19). O povo O aplaudia. Foi nesse momento que Satanás aparece de novo. Agora, não com a altivez com que se apresentou no monte da tentação, mas como um derrotado implorando clemência. “Ah! que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus” (Lucas 4:34). Tiago afirma que os demônios crêem em Deus e estremecem. Lógico que é de medo e pavor.
No Céu em um trono circundado de glória está Deus. Diante de Si um coral canta dia e noite:“Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.” As hostes celestiais também tremem mas não de medo e, sim de respeito para com Aquele que existe para todo o sempre.
Os dois textos bíblicos apresentam dois quadros que identificam bem a humanidade desde que surgiu o pecado. Um grupo que desafia o Deus eterno e o outro que Lhe tributa glória, poder e honra.
Conclusão
A grandeza e santidade do nosso Deus é incompreensível, portanto inexplicável.
O mais emocionante de tudo é que esse Deus santo e inatingível tomou a forma humana e veio morar entre nós para nos salvar. E isso é ainda mais incompreensível e inexplicável. Tudo porque Ele é amor.  

           

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Deus da graça e do juízo

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 21 a 28 de janeiro de 2012 preparado por Carmo Patrocínio Pinto, autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O salmista nos assegura que "a terra está cheia da bondade do Senhor" (Salmo 33:5). Como associar essa afirmação com as palavras de Sofonias 1:14 a 16: “O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor: amargamente clamará ali o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas. Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes e contra as torres altas?” A Bíblia menciona o grande dia do Senhor como o dia de juízo sobre um povo ou o dia do juízo final quando “Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom seja mau” (Eclesiastes 12:14).
            O juízo sempre vem associado com punição ou recompensa. E se não fosse assim não haveria sentido o porquê do juízo.
            Uma pessoa, nação ou povo que tenha sido atingido pelo juízo de Deus no passado como os antediluvianos, os sodomitas, e os jericodianos se defrontarão com Deus mais uma vez no grande dia do juízo final. “Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos” (Mateus 25:31 e 32).
            Uma coisa é clara: Deus não aplica nenhuma punição sem que a pessoa seja primeiro advertida e tenha um determinado tempo de graça para se arrepender. Embora o salário do pecado seja a morte a Bíblia afirma que o Senhor “não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (Lamentações 3:33). “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2:11).
            Tenhamos em mente que o Deus da graça e do juízo é também, o Deus da justiça.
Domingo
No Velho Testamento temos o relato da queda do império babilônico. Faz mais de 2500 anos, Belsazar, rei de Babilônia, com mil de seus nobres, banqueteavam-se num luxuoso salão de festas. Divertiam-se tranqüilos, julgando inexpugnável a cidade de Babilônia. Para mostrar seu desafio às divindades de outras nacões, e demonstrar sua força, ordenaram que fosse servido vinho nos vasos de ouro que haviam sido tomados do templo de Jerusalém. Deus observou esse desafio da parte de Belsazar e escreveu uma mensagem na parede estucada desse salão de festas. Mesmo em meio a sua libertina embriaguez esses nobres ficaram atônitos ante a mão que surgia das trevas e escrevia sua sentença de morte. O dia do Juízo de Belsazar chegou. Naquela noite a inexpugnável Babilônia foi invadida e o rei foi assassinado.
No Novo Testamento temos a história de Ananias e Safira. Por causa da mentira este casal foi eliminado da face da Terra. Deus não entristece de bom grado os filhos dos homens. Mas a eliminação do pecador não arrependido será um ato de misericórdia para o ímpio e para os servos tementes a Deus. O dia do juízo será o fim do pecado e de suas consequências como a dor, o luto e a tristeza. Afirma o Livro Sagrado: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Uma vez eliminado o pecado e seu causador viveremos para sempre desfrutando das maravilhas preparadas para cada um de nós. E Deus promete: “não se levantará por duas vezes a angústia” (Naum 1:9). “Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10:37).
O julgamento divino não é algo abstrato e distante. O Senhor nos acompanha passo a passo e a Bíblia afirma que há um memorial escrito diante dEle e nada passa despercebido ao Seu olhar. Como Deus julgará as pessoas eu não sei. Mas Ele é Deus. Um dia nos céus teremos uma pálida idéia de como é o julgamento divino.
Segunda
            A autora da lição procura exercitar o nosso raciocínio para compreendermos melhor como era o Éden antes do pecado, quando não havia necessidade da graça e nem do juízo. Mas vamos um pouquinho mais além. Imaginemos a nossa vida sem o peso do pecado. Que leveza! Que ambiente sacrossanto! Ali realmente a nossa paz seria como um rio. Mas um dia presenciaremos o fim do pecado e no novo Éden desfrutaremos de perfeita paz. 
            Em Gênesis dois temos a linda história da criação do jardim do Éden e da mulher. Deus fez a mulher tão delicada que antes criá-la preparou um jardim para recebê-la. O que tem de bonito no capitulo dois tem de triste no capitulo três. Ali temos a história da queda. Ali temos o relato da morte do primeiro cordeiro. Encontramos ali a primeira promessa de salvação da Bíblia. Ao serem vestidos por Deus com a pele do cordeiro morto, o homem e a mulher começaram a entender o que é a graça de Deus.
            Mas vieram também a sentença de juízo. Foram expulsos do jardim e, caso não houvesse arrependimento a morte eterna seria coisa certa como o é para todos os pecadores que rejeitam a graça. Um dia o Éden será restaurado e, pela graça de Deus, não haverá mais lembrança do pecado e de suas consequências.
Terça
            Desde a criação, dois mil anos se passaram. A história da queda e do amor de Deus ainda estavam bem vivas na memória de cada um. Eles sabiam a história da queda, mas nem por isso preocuparam em se levantarem. Lembra o relato bíblico que “a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gênesis 6:5).
            Caso Deus não exterminasse os antediluvianos a raça humana por si só já teria chegado ao fim. Os homens não podem impunemente rejeitar as advertências que Deus em Sua misericórdia lhes envia. No tempo de Noé, uma mensagem do Céu foi endereçada ao mundo, e a salvação do povo dependia da maneira como a recebesse. Rejeitada a advertência, o Espírito de Deus foi retirado da raça pecadora, e pereceram nas águas do dilúvio” (Cristo em Seu Santuário, p 104).
            No Éden o homem foi derrotado por causa do apetite. Os antediluvianos foram destruídos pelo mesmo motivo. Saul perdeu o melhor de sua vida (a primogenitura) por causa do apetite. E na primeira tentação de Jesus, Satanás usou o apetite como arma, até então, letal. No mundo de hoje não é e nem era diferente.Nossas grandes cidades estão atingindo rapidamente à condição representada pelo estado do mundo antes do dilúvio, quando ‘viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente’” (Evangelismo, p 567).
             A mesma graça que esteve presente no Éden manteve a arca flutuando sobre as águas do juízo de Deus, andou pelas ruas de Nínive e continua disponível para nós nos dias de hoje. “Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto” (Salmo 95:7 e 8).
Quarta
Deus proveu um meio de escape para todo o pecador. Não há motivos para sermos excluídos do Céu a não ser que recusemos Jesus como o nosso salvador. Todo o Céu esta empenhado na salvação do homem.
Muitos subestimam a misericórdia divina e chegam a afirmar que um Deus de amor jamais vai destruir as Suas criaturas. Mas a Bíblia é clara neste sentido. Tudo que nela está escrito visa salvar o homem da destruição eterna. Mas ninguém se iluda com o pensamento de que Deus, em Seu grande amor e misericórdia, salvará ainda mesmo os que Lhe rejeitam a graça. A tremenda malignidade do pecado só pode ser avaliada em face da cruz. Se os homens insistem em que Deus é bom demais para rejeitar o pecador, olhem eles ao Calvário” (Caminho a Cristo, p 31).
São João 3:16 è uma pérola de grande preço da Bíblia. Qualquer criança que frequenta uma escola bíblica sabe de cor. Mas os versos seguintes nos chama a atenção para o perigo de negligenciarmos esse tão grande sacrifício. E Paulo faz uma pergunta para a qual ninguém tem resposta: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2:3).
Deus ama o pecador e fez tudo para salvar cada ser humano. Mas não é por isso que Ele vai permitir que o homem continue para sempre em seu caminho de transgressão. Diz a Bíblia: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Coríntios 5:10).
Quinta
            A autora da lição faz uma pergunta oportuna: “Se Deus fosse apenas justiça? Claro que não mais existiríamos. Mas em seu amor Ele é também graça. Embora “Nuvens e escuridão estejam ao redor dEle e justiça e juízo sejam a base do seu trono a Bíblia afirma que ele é amor.
            O evangelho eterno está sendo anunciado a todos os habitantes da terra. O evangelho é eterno porque os Seus efeitos são eternos. Quem o abraça desfrutará de vida eterna. Em Sua misericórdia, Deus aniquilará Satanás e restaurará o Éden perdido. Esse é o Seu compromisso em Gênesis 3:15.
            O nosso Deus é um Deus de amor e também do equilíbrio. Ao mesmo tempo em que Ele é justo é também misericordioso.  Caso Ele não aplicasse a Sua justiça aos desobedientes não arrependidos estaria mentindo. Ele afirmou: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20). Não tem como restaurar a inocência em um mundo contaminado pelo pecado. Isso só será possível depois que for eliminado o pecado e a sua raiz.
Conclusão
            Somos pecadores? Sim! Satanás nos acusa de dia e de noite? Sim! Mas graças a Deus há esperança para nós. Paulo nos exorta: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).
             Assim como os antediluvianos tiveram o seu tempo de graça nós também temos o nosso. Caso nos portemos com indiferença, Deus aplicará a Sua justiça sem misericórdia.