Comentário da lição da escola Sabatina de 14 a 21 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de Reavivar a Esperança (meditação). É membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.
Introdução
“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Conselhos Sobre Saúde, p 222).
O Redentor da Bíblia é o próprio Deus, que toma na carne a forma humana e morre pelos pecados do Seu povo. Ele é o único homem-Deus, uma Pessoa com duas naturezas não misturadas, mas unidas.
Um teólogo afirmou: “Jesus não era especial de alguma maneira abstrata, mas o próprio Deus. O servo sofredor de Isaías 53 não é apenas um homem que morre na cruz. Esta seria uma morte sem significação alguma, pois muitos outros homens já haviam morrido crucificados, muito antes de Jesus Cristo vir a Terra. Em vez disso, as profecias do Velho Testamento confirmam enfaticamente e provam a divindade do Messias como Deus.”
“O tema central da Bíblia, o tema em redor do qual giram todos os outros no livro, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden, até àquela última gloriosa promessa do Apocalipse - "verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome" (Apoc. 22:4) - o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento deste maravilhoso tema - o reerguimento do homem...” (Educação, p 125).
“No plano da salvação há sumidades e profundezas, que a própria eternidade jamais poderá compreender completamente, maravilhas para as quais os anjos desejam atentar” (Atos dos Apóstolos, p 299).
João esta absorto. A visão do trono de Deus apresentada no capítulo quatro é magnífica. O Ser glorioso aparece com um enigmático livro em Sua mão direita. É um livro que deveria ser aberto, ser lido e ser compreendido. João sabia que o livro continha importantes informações para a salvação da humanidade. A angustia tomou conta do seu coração ao ver que ninguém conseguia ler o conteúdo do livro selado e nem mesmo podia olhar para ele.
Jesus é apresentado a João em duas figuras opostas. Primeiro como Leão e logo depois como um Cordeiro como que tendo sido morto. Um cordeiro debilitado mas com forças de um leão. Com a morte na cruz o Cordeiro foi investido de todo o poder e, agora como o Leão que sempre foi, está capacitado a abrir o livro. O Leão que se fez Cordeiro e morreu para nos prover salvação estava ali e, novamente, revestido de todo o poder. Jesus tornou-se digno de receber sete atributos que o identificam como o Salvador da taça humana: poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graças.
Domingo
Ellen G White amplia a nossa visão do amor de Deus: “A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só nos é possível dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a ciência de salvação que temos de aprender e ensinar” (Obreiros Evangélicos, ps 423 424).
Paulo afirma que fomos comprados por bom preço: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6:20). Não fosse o amor de Deus manifestado na cruz e estaríamos perdidos para sempre.
Caso Deus não se importasse com o pecado Ele não teria Se apresentado de maneira tão ousada para salvar o pecador. Por amor de nós Deus colocou em risco o Seu trono. Deus tem razões de sobra para condenar o pecador, pois Ele fez tudo para que ninguém se perca. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longanimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
Segunda
A promessa de salvação apresentada em Gênesis 3:15 foi concretizada no verso 21. O sangue de um cordeiro manchou o relvado jardim. Do cordeiro imolado junto aos pés de Adão foi retirada a pele e com ela o Senhor envolveu o casal. Aquele cordeiro foi o primeiro de milhares que, por quatro séculos, seriam sacrificados em prol do homem até que o Cordeiro de Deus deu o Seu último suspiro no cume do Calvário.
A promessa divina feita lá no Éden há seis milênios foi abraçado por Paulo e os demais heróis da fé no passado. Paulo afirma Deus é que esmagará Satanás. Mas vem um complemento impressionante: “debaixo dos vossos pés”. Que promessa maravilhosa! É nosso dever, pela Sua graça, subjugar Satanás até o dia em que, pela força do Seu poder Ele esmagará para sempre a cabeça da serpente.
Moisés narrou de maneira detalhada a prova do monte Moriá. Em todos os momentos podemos ver a determinação do patriarca Abraão em atender a ordem divina. Quando Deus o procurou ele respondeu “Eis me aqui.” Quando o seu filho Isaque o chamou lá no meio do caminho, a sua resposta foi: “Eis me aqui” e, no momento crucial, quando o anjo do Senhor bradou o seu nome, Abraão respondeu: “Eis me aqui.” (Ver meditação Matinal Reavivar a Esperança págs. 77, 78 e 79).
A prova de Abraão é a melhor representação do que Deus fez por nós. Em nenhum momento Jesus retrocedeu. “Eis Me aqui” foi a resposta de Jesus. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hebreus 10:7). “Sim” lá no principio da Bíblia, em Gênesis 3:15 está escrito de Mim.
Terça
Isaías é uma Bíblia em miniatura, em sua estrutura. Contém 66 capítulos, assim como a Bíblia tem 66 livros. Divide-se em duas partes, tendo a primeira 39 capítulos como o Antigo Testamento tem 39 livros e a segunda 27 capítulos como o Novo Testamento tem 27 livros. O tema central da Bíblia é Jesus e em Isaias o Salvador é o tema predominante do seu livro. Alguém definiu o capitulo 53 de Isaías como um porta jóias a respeito de Cristo.
Particularmente, do capitulo 53 destaco o verso 11 onde afirma que Ele justificará a muitos e assumirá as suas iniquidades. O Servo sofredor não salvará todas as pessoas. Apenas aqueles que O receberem como o Seu salvador. A salvação é oferecida a todos, mas nem todos aceitam o Messias sofredor. Os primeiros versos do capitulo 53 deixa isso bem claro.
Pedro enaltece o preço de nossa salvação. Ele afirma que não fomos resgatados com prata ou ouro, mas com o precioso sangue de Cristo. Espero que você não esteja estudando esta lição usando apenas a versão Almeida Corrigida e Revisada. Nela, 1 Pedro 2 tem apenas 23 versículos, enquanto as outras traduções apresentam 25 versículos. Porém o conteúdo é o mesmo em todas as versões consultadas.
Quarta
É louvável desejar estar ao lado de Cristo quando este desejo não está envolto com um desejo de primazia. Marcos 10:32 – 45 mostra uma maneira equivocada de seguir a Jesus. Tiago e João queriam estar ao lado de Jesus em Seu trono. Mas para Jesus o Seu principal trono seria a cruz. Estariam eles dispostos a isso?
O que nos leva a aceitar ou recusar um cargo na igreja? Estamos sendo movidos pelo egocentrismo disfarçado? Espero que não!
Os quatro evangelistas enfatizam a morte de Jesus. Mas é bom lembrar que só depois da ressurreição do Mestre é que eles foram entender o real significado de Sua morte.
Lucas é o único evangelista a contar com detalhes o encontro de Jesus com os dois discípulos no caminho para Emaús. Ao ver o desalento dos dois por não terem compreendido o porque de Sua morte na cruz, o Mestre desabafou: “O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram” (Lucas 24:25). Espero que Jesus não esteja pronunciando estas palavras para nenhum de nós pela maneira que nos comportamos a respeito não só do Seu sacrifício na cruz como também sobre a Sua volta a este mundo.
Quinta
“Ele, que fora Um com Deus, sentiu na alma a terrível separação que o pecado causa entre Deus e o homem. Foi o que Lhe arrancou dos lábios o brado de angústia: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" (Caminho Cristo, p 13). A mesma angustia que tomou conta de Cristo naquele momento será experimentada por todos que O rejeitaram. Apenas com uma diferença: Jesus viu o resultado do Seu sacrifício mas no momento final os ímpios jamais receberão consolo.
Ellen G White nos adverte: “Meu irmão, minha irmã, caso estes preciosos momentos de misericórdia não sejam aproveitados, sereis deixados sem desculpa. Se não fizerdes especial esforço para despertar, se não manifestardes zelo em vos arrepender, esses áureos momentos em breve passarão, e sereis pesados na balança e achados em falta. Então de nada hão de aproveitar vossos brados de angústia” (Maranata – Meditação Matinal, p 55).
Que Deus tenha misericórdia de nós, que não venhamos a fazer parte daquele grupo que embora sendo Seu, não O recebeu.
Conclusão
O apelo da irmã Ellen G. White na parte de sexta feira é oportuno para nós hoje: “A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos meditar na missão dAquele que veio salvar Seu povo, dos seus pecados” (Caminho a Cristo, p. 89).