sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eventos finais


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 25 de agosto a 1º de setembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na primeira parte do capitulo cinco de 1 tessalonicenses Paulo adverte a igreja quanto à imprevisibilidade da volta de Jesus e lança um apelo para que os irmãos estivessem atentos para esse acontecimento que poderia e poderá se dar a qualquer dia. O apostolo enfatiza que a nossa vigilância deve ser continua para que esse grande evento não nos surpreenda como um ladrão.
             Parece grotesco comparar Jesus a um ladrão. Mas a Sua vinda acontecera de maneira inesperada como é a visita do ladrão. E caso não estejamos prontos perderemos o bem mais precioso: a salvação.
            A advertência de Paulo deixa claro que não cabe a nenhum de nós estabelecermos datas para a volta de Jesus e que o importante a esse respeito é estarmos prontos a todo o momento. Que mensagem importante para nós nos dias de hoje!
            Já mencionei em comentários anteriores que o tema da volta de Jesus deve dominar todas as nossas ações. O Salvador virá para definir todas as coisas e buscar para Si “um povo especial e de boas obras”. Que façamos parte deste povo.

Domingo
            Podemos imaginar o quanto foi difícil para Deus agir com justiça com o primeiro casal. Eles não estariam mais no jardim para o encontro do meio dia. A justiça deveria ser exercida por Deus. Mas o Senhor antes de mostrar para eles a consequência do seu pecado deu-lhes uma mensagem de esperança.
            A promessa subdivide em duas. Eles seriam feridos por Satanás, mas no final o inimigo não será apenas ferido, mas destruído para sempre. A semente da mulher, num futuro distante, mas que agora já está próximo,  esmagará a cabeça da serpente.
            Essa promessa de salvação foi nitidamente apresentada a Adão quando um cordeirinho regou a grama do jardim com o seu próprio sangue e a sua pele vestiu o desventurado casal.
            O pecado trousse consequências dolorosas. Mas Deus nos ama e em Seu amor Ele pratica a justiça com misericórdia. Experimentamos a dor, sofremos e choramos mas em breve Ele enxugará as nossas lágrimas e não haverá mais lembranças das coisas passadas.
            Para os que aceitam o sacrifício de Jesus há esperança. No juízo final Deus os apresentara  para o Universo como troféus do Seu grande amor. Paulo procurou mostrar isso aos tessalonicenses, que um dia o mal será vencido e eliminado para sempre.

Segunda
            Paulo começa o capitulo cinco falando da imprevisibilidade do dia e da hora da volta de Jesus e enfatiza a necessidade de permanente vigília para que esse dia não nos pegue desapercebidos.
            Quando menos esperarmos o noivo chegará e a porta da misericórdia se fechará para sempre. Os sinais evidenciam que este dia está muito próximo.
“Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos - pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: "Pesado foste na balança, e foste achado em falta." (Dan. 5:27. O Grande Conflito, págs. 490 e 491).   
”Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da Terra não o saberão. As formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de Deus Se terá retirados; o zelo satânico com que o príncipe do mal os inspirará para o cumprimento de seus maldosos desígnios, terá a semelhança do zelo para com Deus.” (O Grande Conflito, pág. 615). 
Agradeçamos a Deus porque as profecias se cumprem com real exatidão. Em breve Ele julgará o mundo com justiça e dará a cada um segundo as suas obras.

Terça
            Não creio que um adventista não acredite na volta de Jesus como também não creio que todos vivam a expectativa da brevidade de Sua volta. Acreditamos, mas muitos estão no barco daqueles que, pelas ações estão a dizer “o meu Senhor tarde virá”.  Esse é o maior perigo para nós hoje.
            Parece que a muita luz que temos sobre esse assunto está encandeando a nossa visão e estamos como aquele motorista  que ao dirigir em uma movimentada via numa  noite escura que, pelo excesso de luz, perde a noção da distancia dos carros que vem ao seu encontro. Esse é o momento que exige mais atenção de cada um de nós.
            Como conhecedores da Bíblia não temos como nos desculpar. Temos uma clareza sobre esse assunto que nenhum outro povo tem quer seja cristão ou não.
            Um dos perigos que nos ameaça é a síndrome de Demas. Assim Paulo se refere a ele: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia” (2 Timóteo 4:1). Quanta coisa o presente século nos oferece. São mil e um encantos que Satanás sutilmente coloca à nossa frente.

Quarta
           
            Paulo exorta os tessalonicenses a permanecerem sóbrios vigilantes. Eles foram criados praticando orgias e bebedeiras. Era o costume usual da época. Tinham e praticavam a religião de seus antepassados. Uma religião contrária aos princípios de Deus.  Mas agora desfrutavam de uma nova vida em cristo.
            A preocupação de Paulo era que se vivendo de maneira sóbria o perigo de cair em pecado era grande, imagine se a mente estivesse deturpada pela bebida?
            Essa advertência foi feita por Jesus e se estende a todos nós: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia” (Lucas 21:34). A correria  da vida moderna facilmente nos embriaga. Os cuidados desta vida nos roubam o desejo e o tempo de estarmos com Jesus.
            E o Mestre continua: “Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo” (Marcos 13:33). Ellen G. White também nos adverte: “Agora é o tempo de vigiar e orar, de afastar toda condescendência própria, todo orgulho, todo egoísmo. Os preciosos momentos que por muitos são agora mais do que desperdiçados deveriam ser passados em meditação e oração. Muitos dos que professam guardar os mandamentos de Deus estão seguindo a inclinação em lugar do dever. Assim como se encontram agora, são indignos da vida eterna” (Maranata – Meditação Matinal, p. 37).
            Já mencionei em comentários anteriores que a volta de Jesus deve ser a nossa permanente preocupação. As coisas deste mundo tem desviado a atenção de muitos crentes fervorosos. O momento exige sobriedade.
           
Quinta
            Deus espera que todo ser humano aceite o convite de salvação, mas todos nós temos a liberdade de livre escolha. O Seu desejo é que todos se salvem.
             A salvação em Cristo é a tônica da mensagem de Paulo. Como ele sabe das astucias de Satanás para nos desviar desse foco ele nos aconselha a encorajarmos uns aos outros. O seu desejo era que os tessalonicenses estivessem unidos na esperança da volta de Jesus. É impressionante a preocupação de Paulo de que algum irmão viesse a se dispersar ao longo do caminho.
            Vivemos em tempos solenes. A cara dia que passa se intensifica mais e mais os ataques de Satanás. Ele sabe que tem pouco tempo e está ao nosso redor bramando como leão buscando a quem possa tragar.

Conclusão
            Na parte de sexta feira Ellen G. White apresenta duas advertências contundentes, vejamos: “A massa dos cristãos professos... ]está] vivendo para o mundo. Sua fé não tem senão uma pequena influência para restringir os seus prazeres. Conquanto professem ser filhos da luz, andam em trevas e são filhos da noite e das trevas” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p.404).
            “O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e não escapará... Danças, bebedices e o vício de fumar, a satisfação das paixões animais, levam os homens como bois para o matadouro” (Evangelismo, p. 26).

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Os mortos em Cristo


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 18 a 25 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da Meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central Taguatinga DF.

Introdução
            O estudo desta semana é maravilhoso, pois traz uma das mais confortadoras promessas pós mortis. Quantas pessoas, ao longo dos séculos, desesperadas com a morte de um familiar encontraram conforto nas palavras de Paulo.
            Ha poucos dias presenciei a exumação de um túmulo. Ainda restavam os ossos, peças de roupas já rotas e pedaços do caixão. Os ossos foram colocados em uma caixa e o restante foi para o lixo. Ali estava um crânio que no passado agasalhou um cérebro, que por sua vez, amava, raciocinava e decidia. Mas agora apenas um punhado de ossos que amanhã também não mais existirão.
            Mas ressoada a trombeta de Deus, o poder divino, trará todos os mortos à vida. Fico imaginando como ficarão os cemitérios neste dia. Será algo espantoso e sobrenatural, porém muito real.
            Paulo faz uma ressalva: “Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.” Pertencer a esse primeiro grupo faz toda a diferença. Seremos ressuscitados para a vida eterna.
            Em breve Deus dará a ordem. Ouvir-se-á a voz do arcanjo, a trombeta soará e os mortos em Cristo ressuscitarão.
Os tessalonicenses desconheciam essa mensagem de esperança e Paulo lhes clareou o senário. As suas palavras lhes trouxeram alento.

Domingo
            Os tessalonicenses imaginavam que com a morte terminava tudo e o seu maior desejo era que Cristo viesse antes que seus parentes e amigos morressem. A morte era realmente um acontecimento apavorante. Paulo deixou claro que existe vida pós tumulo.
            Não seria fácil para os tessalonicenses aceitar uma verdade tão contundente. Mas ela estava circundada de uma esperança que lhes revigoraram a fé.
             Eles aceitaram a Cristo, a fonte da vida, mas achavam que a ressurreição era algo não outorgado a seres humanos. Paulo trouxe a luz sobre este assunto. A morte não é o fim de tudo. Ela é um sono e quem dorme vai acordar.
            Os tessalonicenses não sabiam nada sobre a ressurreição. Nós sabemos, pois está claro na Bíblia. Mas será que realmente acreditamos nesta verdade bíblica? Paulo afirma que se crermos só nesta vida seremos os mais miseráveis dos homens. Assim como Cristo ressuscitou todos os mortos ressuscitarão.




Segunda 
            Paulo viu a preocupação dos tessalonicenses. Embora eles tivessem aceitado a Cristo, viviam sem esperança. No que tange a vida após a morte eles não tinham nenhum conhecimento e viviam desesperados como aqueles que não conheciam a Cristo.
            A vida cristã deve ser alegre e dinâmica. Mas ali estava um grupo de pessoas que, embora fossem fervorosos na fé, viviam sem esperança e a sua vida era como se não conhecessem a Cristo. Podemos imaginar a dificuldade dos tessalonicenses em explicar para as pessoas as razões de sua fé.  Primeiro como pregar de maneira convincente se existia algo que tirava o brilho dos seus olhos? E segundo, como apresentar um Jesus que não tem uma solução para a vida pós-túmulo?
            Sem a esperança da ressurreição e com a demora da volta de Jesus os tessalonicenses viam os seus irmãos caminharem para a sepultura e, isso os deixava desesperados. Realmente eram os mais miseráveis dos homens. Não sabemos por que Paulo não apresentou a mensagem da ressurreição para eles. Provavelmente seja pela exiguidade de tempo. A carta chegava em boa hora.

Terça
            Para facilitar a compreensão dos tessalonicenses, Paulo enfatizou que assim como eles creram na ressurreição de Cristo, eles deveriam crer na ressurreição de todos os que O aceitassem como Salvador. Que carta preciosa! Ela continha a mensagem que realmente eles estavam precisando.
            É interessante que Paulo usa a mesma estratégia de Cristo ao assemelhar a morte a um sono. Quem dorme um dia vai acordar. E esse dia será quando Jesus voltar. Provavelmente a carta de Paulo provocou um santo reboliço nos arraiais dos tessalonicenses. Podemos imaginar com que avidez eles discutiram a carta em suas reuniões.
            Os seus cultos agora tinham vida e a proclamação da mensagem se revestiu de entusiasmo. Eles não eram mais ignorantes a respeito dos que dormem. Não era mais semelhante aos que não tinham esperança. Agora a mensagem cristocêntrica estava completa.
            Todos os gentios tinham muitas crenças esdrúxulas a respeito da morte. Vemos que Paulo teve o mesmo problema em Corinto, onde ele apresentou a mensagem da ressurreição com toda a ênfase.
A doutrina da imortalidade da alma pregada no Éden está invadindo as igrejas. Por outro lado o ceticismo absoluto da doutrina de que “morreu acabou tudo” tem plantado as suas raízes em muitos corações.

Quarta
            Preceder quer dizer chegar antes, estar na frente ou existir antes. Paulo usa esta palavra para afirmar que os salvos que estiverem vivos por ocasião da volta de Jesus não chegarão primeiro no céu e nem terão prioridades ali. Ele afirma: “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem” (1 Tessalonicenses 4:15). 
            Os tessalonicenses criam que os que estivessem mortos por ocasião da volta de Jesus seriam discriminados no céu. Essa é uma invenção satânica, pois privilegiar A em detrimento de B é pura invenção do inimigo. Caso fosse assim o Céu não seria Céu.
            Nesta altura dos acontecimentos os tessalonicenses temiam o óbvio, que todos eles estariam mortos por ocasião da volta de Jesus e que chegariam ao céu depois dos santos vivos. E mais: não teriam os mesmos privilégios.
            Creio que essa questão que não gera nenhuma dúvida entre nós, mas para eles era um ‘cavalo de batalha’. Paulo abriu-lhes a cortina e mostrou uma realidade surpreendente. Podemos imaginar como era a vida cristã dos tessalonicenses antes conhecerem esta grande verdade. Agora a vida cristã tinha um significado real.
            A tônica da mensagem de Paulo era de que, por ocasião da volta de Jesus, os justos mortos ressuscitarão primeiro e se unirão aos santos vivos e juntos subirão com Cristo para o Céu. Podemos imaginar como será participarmos deste grande evento. Todos os santos vivos e todos os santos mortos de todos os tempos subirmos juntos para o Céu. Essa fantástica mensagem trouxe alento para os recém-conversos de Paulo.  

Quinta
            Paulo apela para os tessalonicenses consolar uns aos outros com essa mensagem de esperança. Provavelmente muitos membros da igreja de hoje não agasalham as mesmas dúvidas dos tessalonicenses, mas agasalham outras que lhes roubam a alegria de servir ao Senhor. Em nosso convívio com os irmãos podemos detectar muitas dúvidas que estão solapando a fé de muitos irmãos. A orientação de Paulo é consolai uns aos outros.
            Em sua carta aos tessalonicenses, ao falar da volta de Jesus, Paulo se deteve apenas em esclarecer que os santos mortos ressuscitarão e se juntará com os santos vivos na subida para o Céu.
            Verdades como os encantos da Nova Terra, as moradas de paz que Jesus está preparando para nós e tê-Lo ao nosso lado para sempre não foram mencionados. O objetivo de Paulo na carta era proporcionar luz sobre o assunto que naquele momento os incomodava.
            Frequentemente encontramos irmãos levantando dúvidas sobre assuntos que nada tem a ver com a nossa salvação. Isso é perigoso e Satanás sabe aproveitar situações assim para desanimar irmãos ou até fomentar ideias separatistas. Deus está sempre pronto a nos proporcionar todo o conhecimento necessário para a nossa salvação.
Não é por isso que vamos cruzar os braços e deixar que a nossa vida espiritual se definhe. O que necessitamos é nos resguardar do conhecimento especulativo.

Conclusão
            A volta de Jesus deve ser o nosso assunto do momento. Os sinais estão ai e Ele está às portas. Esse é o tema que deve ocupar toda a nossa vida.
             Já imaginamos o que é sair de um mundo violento, enfermo e cruel para uma terra renovada onde partilharemos para sempre a companhia de Cristo e onde o mal jamais existirá?
            Quando Paulo nos aconselha a consolar uns aos outros com essas palavras temos que ter em mente os milhões de pessoas ao nosso redor que estão por ai sem esperança e sem Deus no mundo. Elas estão ansiosas por uma palavra de conforto que só nós temos.

Vida santa



            Comentário da Lição da Escola Sabatina de 11 a 18 de agosto de 2010, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Paulo sabia de onde os gentios haviam saído. Para eles, toda a pratica imorais fazia parte do seu dia a dia. Eles haviam saído de um lodaçal tenebroso e por certo eram fortemente tentados a voltar aos antigos costumes. E o apostolo temia pela sobrevivência espiritual deles.
            Quando lemos as cartas de Paulo aos coríntios temos uma ideia do que eram essas práticas entre os gentios. Os corintianos começaram a vivenciar dentro das igrejas as mesmas praticas sexuais praticadas antes de sua conversão e Paulo temia que os tessalonicenses caíssem no mesmo erro.
            Diante deste iminente descalabro ele foi enfático em suas admoestações. Disse ele: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Tessalonicenses 4:7). O seu apelo foi forte e tinha motivos para ser assim. Paulo estava privado de estar com eles e temia que a palavra escrita não tivesse tanta força como a apresentada verbalmente.
            Embora a admoestação nessa área fosse fortemente enfatizada Paulo lembrou também de outras situações de apostasia que poderiam existir. O seu apelo por uma vida santa envolvia todas as facetas da vida do cristão.
            Três reflexões devemos fazer ao estudarmos a lição desta semana. A primeira: Como está a minha vida espiritual? Tenho voltado a práticas de pecado e impureza? Segunda: Se assim é como estou recebendo as admoestações da Palavra de Deus? E terceiro: Estou preocupado com a saúde espiritual de meus irmãos como sempre esteve o apostolo Paulo? Os propósitos de Deus continuam os mesmos.

Domingo
            Paulo está preocupado com a vida espiritual dos tessalonicenses. No capitulo três ele foca a pureza de coração e reforça a esperança da volta de Cristo e no capitulo quatro ele abre o leque de suas preocupações.
            Ele os exorta a permanecerem no evangelho da maneira como lhes foi apresentado. É bom lembrar que por nos rastos de Paulo sempre vinha uma comitiva de judeus deturpando o evangelho apresentado pelo apostolo.
            Ele fala da pureza, do amor, da compaixão, da ressurreição e termina enfatizando mais uma vez a necessidade de estarem preparados na volta de Jesus.
            Naquela época não era fácil para o apostolo. Ele não poderia permanecer em um só lugar por muito tempo. A locomoção era difícil e a comunicação , quando possível, caminhava lenta em lombos de animais. Por outro lado os falsos apóstolos estavam sempre a espreita tentando enganar os conversos
Agradar a Deus como enfatiza Paulo no verso um do capitulo quatro Paulo exorta para que mantenham um relacionamento estável com Deus. Ele nos ama e quem ama deseja estar sempre ao lado da pessoa amada. Que privilégio o nosso de, embora pecadores sermos amados por Deus e ter a certeza de que Ele se agrada de estar conosco.
“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Adorá-Lo assim implica em inteireza d coração.

Segunda
            Deus espera que vivamos separados do mundo e só para Ele. Isso não é egoísmo. Ele nos ama e é por isso que Ele quer o melhor para nós.  Sabemos que o melhor lugar do mundo é aos pés do Salvador.
            Aquele que se aparta da contaminação do mundo desfruta de uma paz de Espirito que só Deus pode proporcionar. Não é atoa que Deus nos mostra “um caminho mais excelente”. E Davi completa: “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço” (Salmo 119:165).
            “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:14). Esse povo particular, separado é muito especial para o nosso Criador:  “Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro” (Salmos 135:4).
            Somos valiosos diante de Deus. Estar ao Seu lado é desfrutarmos de delicia perpetuamente. Quando oramos o Senhor atenta e ouve.
            Deus nunca exige de nós aquilo que seja impossível. Se Ele nos pede que vivamos em santidade de vida é porque Ele está disposto a nos ajudar a alcançar esta meta.

Terça
            Paulo estava preocupado. Ele temia que os tessalonicenses caíssem na mesma vala dos corintianos. Quanto trabalho a igreja de Corinto deu para Paulo nessa área!
A expressão paulina de Paulo para vaso no texto em discussão, do meu ponto de vista, se refere ao corpo do homem. Pelo menos é o que o contexto sugere.
            A preocupação de Paulo é válida para nós hoje. Vivemos em uma época que a promiscuidade sexual não tem fronteiras. Nos dias de hoje tem sido não uma ameaça para a Igreja e um dos principais motivos para a exclusão de membros. E pior: Em muitos países estão surgindo leis que se chocam com os princípios bíblicos neste sentido. Teremos pela frente dias difíceis.
             A Bíblia faz sérias advertências quanto a práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo. As paradas gays têm lotado avenidas e praças. Quando a Bíblia fala que o caminho é largo é porque caso seja estreito não comportaria tanta gente.
            Como igreja estamos no mundo, mas não devemos nos contaminar com ele. A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais convincente sermão que se pode fazer em prol do cristianismo. O argumento, mesmo quando seja irrespondível, pode só provocar oposição; mas o exemplo piedoso tem um poder a que é impossível resistir completamente” (A Ciência do Bom Viver, p 318).
Quarta
             Com frequência a Bíblia nos apresenta o modelo de santidade que Deus requer de cada um de nós. Ele espera que sejamos um povo especial e de boas obras. O padrão divino é bem diferente do que o mundo oferece.
            Os que nasceram em lar cristão não têm noção de quão terrível é viver a mercê dos caprichos de Satanás. Diz a Bíblia: “O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no Senhor a misericórdia o cercará” (Salmo 42:10).·.
            Deus tem um plano elevado para com cada um de nós. Viver de acordo com o Seu plano é desfrutar da segurança de Sua fortaleza. Diz a Bíblia: “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmos 16:11).

Quinta
            Paulo exorta mais uma vez ao amor fraternal. Caso existisse amor e estima entre eles tudo seria mais fácil, pois cada um estaria empenhado no desenvolvimento espiritual de seu irmão.
            A expressão viver quieto e cuidar do próprio negocio dá a entender que se refere a vida sexual e sentimental. Paulo queria que cada um estivesse preocupado em manter-se puro.
            Trabalhar com as próprias mãos provavelmente seria viver com o trabalho próprio sem se aproveitar do próximo. E por último todos esses cuidados deveriam ser intensificados ao se relacionarem com pessoas não crentes. Cada um deveria estar preocupado para que a sua influência fosse positiva dentro e fora da igreja.
            Enquanto escrevo este comentário corre pelo mundo a noticia de um casal de moradores de rua que acharam vinte e cinco mil reais e entregaram à polícia que por sua vez devolveu o dinheiro ao seu legitimo dono. E o melhor de tudo: o pai do morador de rua que mora no nordeste e que não tinha esperanças mais de ver o seu filho com vida acompanhou tudo pela televisão. A orientação para os cristãos na época de Paulo é a mesma para nós hoje. “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão” (Hebreus 10:35).

Conclusão
            Vida santa, este é o padrão mínimo que Deus espera de cada um de nós. A nossa busca por uma vida integra deve ser continua. Veja os conselhos de Ellen G. White: Avançai o mais depressa possível para alcançar um elevado padrão nas coisas espirituais. Submergi o próprio eu em Jesus Cristo e sempre almejai glorificar Lhe o nome. Tende em mente que talento, cultura, posição, riqueza e influência são dons de Deus, devendo, portanto, ser consagrados a Ele. Procurai obter uma educação que vos habilite a ser sábios mordomos da multiforme graça de Cristo Jesus, e Seus servos para cumprir-Lhe as ordens” (Fundamentos da Educação Cristã, p464). 

domingo, 5 de agosto de 2012

Amigos para sempre


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 4 a 11 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da Meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na lição desta semana, Paulo fala das amizades que ligava ele aos irmãos da Macedônia. Atender a visão celestial de pregar para os gentios, mesmo contra o parecer de alguns, foi realmente gratificante.
             Ele estava aflito, pois não tinha noticias dos irmãos macedônios. Como não foi possível visita-los ele enviou Timóteo. E o relatório foi dos melhores. Aqueles irmãos estavam enfrentando provações, mas estavam firmes em Cristo. Paulo se sentiu feliz, pois as suas orientações passadas a eles foram seguidas à risca.
             Vejo na lição desta semana dois pontos importantes. Primeiro. Paulo se preocupou em saber como estava a fé daqueles que ele ganhara para Cristo. O apostolo lhes apresentou a mensagem e nunca mais se esqueceu deles. Mostrou que “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:1). Onde estão e como estão os resultados do nosso trabalho missionário? Temos orado pelos nossos conversos?
            O segundo ponto importante é que as noticias eram maravilhosas. Os irmãos, embora gentios, estavam tão firmes na igreja como os irmãos da Judéia. Essa noticia tem muito a ver conosco em vários aspectos.
             Em meus contatos com irmãos sempre alguém me diz ter se encontrado com algum colega meu do passado e que este quis saber se eu ainda estou firme na igreja. Será que as respostas dadas a esses irmãos são de ânimo e será que os princípios que abracei naqueles tempos ainda norteiam a minha vida hoje?  Como está a nossa fé? E como está a fé daqueles que encaminhamos a Cristo?
            Certa época de minha vida passei por situações muito difíceis ao ponto de imaginar que Deus houvesse me abandonado. Num sábado cruciante tive um encontro rápido com o pastor Amin Rodor, que na época morava nos Estados Unidos. Ele não sabia de nada do que se passava comigo, e sem que eu lhe falasse qualquer coisa a respeito ele apoiou a mão em meu ombro e disse: “Carmo eu tenho por costume orar pelos meus colegas de colégio sempre que me lembro deles. Eu não sei por que neste ano eu tenho orado tanto em seu favor. Mas Deus e você sabem.” (Meditações Reavivar a Esperança p. 48).

Domingo
Rapidamente Paulo concluiu que todos que optam por servirem a Cristo padecerão perseguições. “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). A maioria dos irmãos da Macedônia era gentia, mas nem por isso ficaram imunes.
Paulo afirma que eles se tornaram tão cristãos como os irmãos da Judéia. Era fervorosos e ativos quanto eles. E semelhante a eles também, foram perseguidos.
Diante dessa repressão desmedida Paulo sentiu a necessidade de manter um estreito relacionamento com eles. Isso se fez com o envio de mensageiros que lhes transmitiam a sua satisfação em tê-los como irmãos em Cristo. Paulo escreveu cartas com palavras de ânimo e, às vezes, de repreensão. E, acima de tudo, Paulo orava fervorosamente por eles. Paulo se esforçou ao máximo em demonstrar amor e simpatia por eles.
Ellen G. White enumera algumas bênçãos que nos aguardam das quais devemos lembrar quando o desânimo nos bate à porta: “Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam jamais ser postos em operação; as maravilhosas recompensas de fazer o bem, o gozo do Céu, a sociedade dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e Seu Filho, o enobrecimento e dilatação de todas as nossas faculdades através dos séculos da eternidade - acaso não são estes, poderosos incentivos e encorajamento para nos impelir a consagrar ao nosso Criador e Redentor os mais amantes serviços do coração?” (Caminho a Cristo, pág. 21). 

Segunda
Paulo faz da segunda vinda de Cristo o centro de suas esperanças. Esse será o dia em que ele apresentará todos aqueles irmãos como troféus a Jesus. Como Ele ansiava por este dia! Diz o verso dezenove do capitulo dois: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (1 Tessalonicenses 2:19).
Hoje parece natural vermos pessoas de todas as nações, tribo, língua e povo aceitando Jesus como o Seu salvador. Mas naquela época gentios fazendo parte da grande multidão vista por João e relatado no Apocalipse era algo realmente maravilhoso. Caso a mensagem não tivesse chegado aos gentios naquele tempo, hoje estaríamos de fora.
Paulo estava ansioso pela volta de Jesus. Ele sabia que quando ela acontecesse os seus conversos não seriam mais perseguidos. A dor, a angustia e a separação teriam ficado para traz. Seria o eterno alvorecer de um glorioso dia que nunca mais teria fim. Como participantes do evangelho como está a nossa esperança?

Terça
É curioso como Paulo se apegou aos tessalonicenses. Essa grande amizade e estima se prendeu ao fato de os seus irmãos em Cristo estarem passando por perseguições atrozes. Paulo se condoía da situação deles por dois motivos. Primeiro não queria vê-los sofrer e em segundo temia que desanimassem na fé. Impossibilitado de estar entre eles Paulo enviou quem ele tinha de melhor: Timóteo.
A comunicação naquela época não era fácil. As correspondências demoravam muito a chegar a seu destino, quando chegavam. Veja que hoje é muito mais fácil e mesmo assim, com frequência, negligenciamos manter contato com aqueles com quem trabalhamos para trazê-los para junto de Cristo.
Por outro lado, Paulo temia que a visita de Timóteo fosse interpretada como descaso. Assim ele se preocupou em fazer uma apresentação especial para que aqueles irmãos entendessem que ele estava enviando o que havia de melhor. Deus providenciou o que havia de melhor para nos redimir e Paulo providenciou o que havia de melhor para manter os tessalonicenses redimidos inseparáveis de Cristo.

Quarta
            Ao regressar Timóteo trouxe as noticias que Paulo esperava receber. Os tessalonicenses estavam firmes na esperança da volta de Jesus. Diante das boas noticias Paulo fez duas coisas: agradeceu a Deus em oração e escreveu uma carta (1 Tessalonicenses) e a enviou para aqueles irmãos. Na carta ela extravasa toda a sua alegria para com os tessalonicenses e faz algumas advertências.
            A maior alegria para Paulo era saber que os seus conversos estavam firmes nas promessas de Jesus. E ele que tanto orou para que isso acontecesse, agora agradecia a Deus pela graça concedida. Essa é mais uma lição que Paulo nos deixou: gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas.

Quinta
            Paulo está transbordando de alegria. Mas continua preocupado com a fé dos tessalonicenses. Depois de agradecer a Deus pelas boas noticias ele escreve aos tessalonicenses apresentando os seus desejos para com eles. Primeiro ele reafirma o seu desejo de visita-los e espera que Deus abra o caminho. Em segundo lugar ele ora pelo crescimento quantitativo e qualificativo dos tessalonicenses e em terceiro ele espera que todos estejam prontos quando Jesus voltar.
            Em parte a sua carta é um resumo das suas orações.  Imagino como Paulo ansiava pela volta de Jesus. Pois só então terminaria os seus temores e provações. A volta de Jesus eliminaria as distancias, pois estariam todos unidos para sempre.
            A volta de Jesus deve ser à base de tudo o que fazemos e vivemos. Se perdermos o foco da volta de Jesus e o que ela representa para nós estaremos sem nenhuma perspectiva positiva para o futuro. É o próprio Paulo que afirma ser a volta de Jesus a nossa esperança. “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta” (Hebreus 6:18).

Conclusão
Paulo esperava ansioso pela alegria que está reservada para cada militante do reino de Deus. Não fosse essa esperança e a Igreja Primitiva teria se extinguido. Essa mesma esperança deve suplantar qualquer dor ou mágoa que nos atinja nos dias de hoje.
 “Havia, contudo, uma alegria futura para a qual Paulo olhava como a recompensa de seus trabalhos - a mesma alegria por causa da qual Cristo suportou a cruz e desdenhou a ignomínia - alegria esta de ver o fruto de Seu trabalho. “Qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória”?" escreveu ele aos conversos de Tessalônica. "Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua vinda? Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo." I Tess. 2:19 e 20”” (Educação p. 70).
           
               
            

sábado, 4 de agosto de 2012

O exemplo apostólico


Comentário da lição da Escola Sabatina de 28 de julho a 4 de agosto de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Depois de demonstrar o seu carinho pelos membros da Igreja, Paulo dá uma rápida explicação do porque de pregar o evangelho com tanta dedicação e esmero.
O apostolo menciona alguns cuidados que pautaram o seu evangelismo entre os tessalonicenses e que bem poderiam ser praticados por nó hoje.
            - Pregaram com ousadia.  (I Tessalonicenses 2:2).
            - Usaram de sinceridade na pregação. (I Tessalonicenses 2:3).
            - Sentiam que Deus lhes havia confiado o ministério. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Tinham como objetivo agradar a Deus no que faziam. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Usaram de integridade para com os conversos e para com Deus. (I Tessalonicenses 2:4).
            - Exercitaram a humildade e a simplicidade. (I Tessalonicenses 2:6).
            - Demonstraram amor e simpatia. (I Tessalonicenses 2:7).
            - Despojaram de interesses pessoais para anunciarem o evangelho. (I Tessalonicenses 2:8).
            - O trabalho era ardo-o, mas foi feito. (I Tessalonicenses 2:9).
            - Foram irrepreensíveis em sua maneira de agir. (I Tessalonicenses 2:10).
Os apóstolos se despojaram por completo de si mesmo em favor daqueles irmãos. Esse despojar apenas será possível com a atuação do Espírito Santo em nossa vida.
 Ellen G. White cobra uma ação de nós hoje: “A norma de santidade é hoje a mesma que nos dias dos apóstolos. Nem as promessas nem as reivindicações de Deus perderam coisa alguma de sua força. Mas qual é o estado do professo povo do Senhor, em comparação com a igreja primitiva? Onde está o Espírito e o poder de Deus, que naquele tempo acompanhava a pregação do Evangelho? Ai, "como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro fino e bom!” Lamentações. 4:1”” (Testemunhos Seletos, Vol. II p 81). 
Que o estudo desta semana nos ajude reviver a experiência do passado.

Domingo
            A vida cristã é cheia de paradoxos muitas vezes difíceis de entender. Deus chamou Paulo e Silas para essa missão especial. A primeira vista nos vem o pensamento de que tudo transcorreria as mil maravilhas. Mas não foi isso que aconteceu. Eles foram açoitados, algemados e presos em Filipos.
Como pode alguém atender o chamado de Deus e passar por uma experiência tão constrangedora? Os apóstolos aceitaram tudo com naturalidade. Os resultados evangelísticos numericamente não foram os melhores.  Não houve queixas e nem interrogações; e muito menos esmorecimento em pregar o evangelho.   A pregação do evangelho ali em Filipos não foi fácil.
Paulo afirma que nada foi em vão. E as provações que passaram em Filipos foi um motivador a mais para pregarem o evangelho com mais poder nas demais cidades da Macedônia.
Os apóstolos não ficavam ruminando as desditas experimentadas. Ao invés de reclamarem disso e daquilo davam glórias a Deus. Mas quando pessoas eram transformadas pela Palavra então eles soltavam a voz.
Fico imaginando o carcereiro, regosijante, contando a sua história em umas das esquinas da Nova Jerusalém e ser surpreendido por um forte abraço de Paulo e Silas. Coisas parecidas estão reservadas para cada um de nós. Diante dessas alegrias veremos que as tribulações que passamos aqui serão como nada.

Segunda
            Dias atrás, em um sábado de manhã, eu estava no metrô ao lado de um senhor bem vestido que segurava uma Bíblia. Ao perguntar-lhe se era adventista ele respondeu: “Eu sou evangélico.” E disparou: “você é um transgressor da lei, pois está andando mais de mil e quinhentos metros no sábado. Quem tropeça em um é culpado de todos.” E acrescentou: “Está escrito lá.”
            É complicado quando você leva um cutucão desses sem aviso prévio. Naquele momento respondi que esse foi um dos propósitos da vida de Cristo entre nós, ou seja, desvencilhar a guarda do sábado das tradições acrescentadas pelos judeus.
            Em segundo lugar eu disse que a leitura deste e de outros pontos da Bíblia, feita com oração, humildade e isenção nos ajudarão a entender a plenitude do Livro Sagrado.
Acrescentei que a maioria dos evangélicos sabe que a guarda do domingo foi uma criação da igreja Católica, cumprindo a profecia de Daniel 7:25 que diz: "cuidará em mudar os tempos e a lei”.  E disse mais, que eu gostaria de ter uma explicação de uma autoridade evangélica porque os seus milhões de adeptos abraçam a guarda do domingo sem questionar e completei: não existe doutrina mais clara na Bíblia do que o mandamento sobre o sábado.
            O meu interlocutor nada respondeu. Apenas me perguntou qual era a próxima estação.
            É lógico que não vamos sair por ai dando pauladas a torto e a direito. Mas se provocados, a Bíblia deve ser apresentada como realmente o é: uma fonte de verdade que não se compactua com o engano e nem com a fraudulência.

Terça
            Enquanto muitos filósofos faziam de suas atividades um meio de vida e em suas pregações buscavam a aprovação dos ouvintes, Paulo tinha um objetivo maior.  Em Tessalônica ele abriu mão de qualquer ajuda financeira e a sua principal preocupação era agradar a Deus.
            Agindo assim, ele deu um tom diferente em suas pregações que despertava a confiança dos ouvintes em sua mensagem.
            As duas perguntas encontradas no rodapé da página devem despertar a nossa reflexão. E vamos fazê-la de uma maneira mais pessoal: “O que em minha vida agrada a Deus, e por quê? O que não agrada?”
             Creio que a nossa maneira humana de ver as coisas e ainda mais quando se trata a nosso respeito tem a tendência de ser parcial. Apenas com a ajuda do Espírito Santo temos condições de nos auto avaliarmos. Lembrando que neste processo Deus pode usar pessoas para nos ajudar.
             A pregação do evangelho deve ser conduzida total e diretamente pelo Espírito Santo. É dever de quem prega deixar de lado todo o interesse próprio e se dedicar por completo ao evangelho. Se a nossa igreja hoje é o que é agradeçamos a clara orientação divina.
             Os mensageiros contam com uma sólida base para as doutrinas que pregamos. A facilidade que temos de pregar usando toda a Bíblia é algo que nenhuma outra denominação tem. Agradeçamos a Deus por isso.

Quarta
            Alguns irmãos da Macedônia colaboraram com os apóstolos de maneira voluntária e eles aceitaram. Essa espontaneidade em participar financeiramente tem um segredo apresentado por Paulo. Diz o texto: “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (2 Coríntios 8:5).
            Sem conversão, sem entrega total a Deus, será impossível colaborarmos de maneira voluntaria. Os irmãos da Macedônia se deram primeiramente ao Senhor. Reavivamento espiritual deve ser a chave de tudo. Quando ele está presente em nossa vida fazemos coisas aparentemente impossíveis.
             “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Compete-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos Sua bênção” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal p. 285).
             Quando isso acontecer em minha vida a igreja será como foi a Igreja Primitiva.

Quinta
            Talvez nem fosse necessário Paulo afirmar que trabalhava dia e noite para não ser pesado a nenhum dos irmãos. O amor que impregnava aquele relacionamento deixava claro para aqueles irmãos a postura de Paulo.
            Muita coisa da nossa maneira de ser para com as pessoas não precisa ser dita, pois o testemunho fala mais alto que as nossas palavras.
             O importante de tudo é que Paulo estava feliz pelos resultados de sua pregação, certo de que as estratégias adotadas estavam dando certo. Pessoas convertidas eram o seu principal troféu.

Conclusão
            A Igreja Primitiva deixa um desafio para nós. Com determinação, consagração, desprendimento e confiança na direção divina o evangelho, naquele tempo, alcançou todos os habitantes da Terra.
             Esse é o desafio que paira sobre nós. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).