sexta-feira, 3 de abril de 2015

"São quase nove horas

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E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. Romanos 13:11 Quando os meus avôs paternos conheceram a Igreja Adventista do Sétimo Dia, lá pelos idos de 1947, eles moravam próximos de um lago natural, distante da cidade uns oito quilômetros, cujo nome era Poção. Para mim, o Poção era um lugar tétrico e mal assombrado. Margeando o lago, existia uma estrada velha abandonada. Meus pais diziam que ali caminhavam os escravos, e uma cruz plantada debaixo de uma árvore indicava o lugar da morte de um deles. Sempre que eu passava naquela estrada, sobretudo à noite, parecia ouvir um daqueles miseráveis choramingando por compaixão. O percurso até a igreja era feito a pé, o que não impedia aos recém-conversos de chegarem pontualmente aos sábados, domingos e quartas-feiras. No caminho, íam cantando algum dos cem hinos de um pequeno hinário, o único que tínhamos naquele tempo. Durante o trajeto, era comum parar em uma das duas casas da beira do caminho, para fazer o que Jesus fez junto ao poço de Jacó: pedir água para beber. Rapidamente ficaram conhecidos como “os adventistas do Poção.” Num sábado de manhã, ao aproximarem da última casa, próxima da cidade, ouviram uma voz feminina vinda do quintal que perguntou a alguém que se encontrava dentro de casa: “que horas são”? A voz de um jovem se ouviu rápida e segura: “eu não tenho relógio, mas pelo que estou ouvindo são quase nove horas, pois os adventistas do Poção estão passando.” Aos cinco anos de idade, conhecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia era algo maravilhoso. Tudo nela me encantava e quando a minha tia, entremeando sorrisos, me contou esse fato, fiquei emocionado. Eu estava frequentando uma igreja realmente fantástica e, para mim, ela era o relógio do mundo. Aquele jovem que até o momento não tinha nenhuma noção de tempo, viu nos adventistas do sétimo dia um relógio fiel e confiável que não atrasa e nem adianta, capazes de fazerem do louvor o seu tic-tac contínuo. Jamais me esqueci desse fato e, hoje, mais de sessenta anos depois, com frequência, ele me vem à mente despertando em mim cogitações não tão modestas, mas que se revestem de um raciocínio mais lógico e inquiridor. Será que a minha assiduidade e pontualidade aos cultos da igreja têm servido de referência para aqueles que me conhecem? Eles já sabem que Deus me tirou do Poção, um lugar tenebroso, onde medrava o engano e o vício e que agora caminho rumo ao lar celestial? Eles sabem que no infalível relógio profético “já são quase nove horas?” Se não sabem, quando é que vão saber?

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