Comentário da lição da Escola Sabatina de 31 de dezembro de 2011 a 7 de janeiro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto autor de a meditação Reavivar a Esperança. É membro da igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Estamos iniciando mais uma serie de estudos da Bíblia. Desta vez vamos conhecer um pouco mais do nosso Deus. Temos consciência de que por mais que estudarmos vamos apenas vislumbrar a “orla dos Seus caminhos”. Espero que este estudo desperte em nós um sentimento de unidade doutrinária bem próximo da Trindade divina.
Não é um tema fácil de se explicar. A autora da lição nos adverte: “Com a nossa mente finita e caida, esse ensino não é fácil de compreender completamente” (Nota da pergunta 10). Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou e esforçou-se exaustivamente por compreender e desvendar a Tridade. Após muito tempo de reflexão, esforço e trabalho, chegou à conclusão que nós, devido à nossa mente extremamente limitada, nunca poderíamos compreender e assimilar plenamente a dimensão (infinita) de Deus somente com as nossas próprias forças e o nosso raciocínio. Concluiu que a compreensão plena e definitiva deste grande enigma só é possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Diz Ellen G. White: “Na vida futura compreenderemos coisas que aqui nos fazem muito perplexos” (A Verdade Sobre os Anjos, p 301).
Afirma a autora da lição: “As distinções entre Deus, Cristo e o Espírito santo encontradas na Bíblia devem ser recebidas como a forma pela qual Deus está em Si mesmo, por mais difícil que seja para nossa mente caída entender” (p 3).
Que a humildade permeie o nosso interesse em conhecer melhor o nosso Deus. Atentemos para o conselho da inspiração: “Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: "Não nos deixes cair em tentação" (O Grande Conflito p 530).
Domingo
Gosto do texto de Êxodo 3:11 a 15. Diante do desafio proposto por Deus a Moisés ele tenta se eximir com as palavras: “Quem sou eu? Um homem assassino foragido da justiça egípcia. Um homem pesado de língua.” Mas enquanto Moisés se contorcia por dentro Deus responde: “Eu sou o que sou. Você não é o único pecador, mas Eu sou o único Deus e vou mostrar a faraó que os deuses dos egípcios nada valem, pois Eu sou o que sou.”
A lição mostra que Deus ilustrou a Trindade com o casamento quando marido e mulher, uma vez unidos, se tornam uma só carne. E Tiago afirma que crer em um só Deus faz bem a nossa alma Tiago 2:19.
Deus esperava que, ao resgatar os israelitas do Egito em meio a uma grande demonstração de poder, eles propagassem ao mundo que apenas o Deus criador é o único Deus. Devemos lembrar que o propósito de Deus para nós ainda é o mesmo. Ser “um povo zeloso de boas obras” e Pedro acrescenta: “sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:8).
Segunda
Os fariseus eram ferrenhos defensores da lei, mas não muito amantes em observar a sua essência. Eles contestavam a divindade de Jesus e jamais O aceitaram como o Redentor do mundo. Entre os fariseus mais extremistas estava o apóstolo Paulo antes de sua conversão. Talvez ele fosse o fariseu mais culto de seu tempo. É ele, justamente ele, que procura convencer os judeus da eternidade de Cristo. Em sua carta destinada a este povo, se referindo a Cristo, ele declara: “O Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8).
Para os judeus Jesus era um usurpador ao aceitar ser adorado. Ainda hoje existem pessoas que afirmam que Jesus é Deus, mas ao tomar a forma humana Ele não poderia aceitar ser adorado. Mas ali estava o Deus encarnado com a Sua glória velada para que pudesse estar entre nós.
Defender a Sua própria divindade foi uma pá de cal no julgamento de Jesus. Quando Jesus, diante do Sinédrio afirmou ser Deus o sacerdote rasgou as suas vestes e exclamou: “Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia” (Mateus 26:60).
Ele é o verbo que estava com Deus e é Deus. Ellen G. White afirma que Satanás crê na divindade de Jesus. Assim ela descreve o final do conflito entre o bem e o mal: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas. Por sobre o estrondo assustador do trovão, vozes misteriosas e terríveis declaram a sorte dos ímpios. ... Os que pouco antes eram tão descuidados, tão arrogantes e desafiadores, tão exultantes em sua crueldade para com o povo de Deus, observador dos mandamentos, acham-se agora vencidos pela consternação, e a estremecer de medo. Ouve-se o seu pranto acima do som dos elementos. Demônios reconhecem a divindade de Cristo, e tremem diante de Seu poder, enquanto homens estão suplicando misericórdia e rastejando em abjeto terror” (O Grande Conflito, págs. 635-638).
Terça
A divindade do Espírito santo tem sido questionada e mais ainda negligenciada. O pastor Ron Crisp, da igreja Batista fez um estudo sobre o Espírito Santo que nos ajuda a entender melhor o terceiro membro da Trindade.
- Veja os atributos divinos do Espírito santo:
1. Eternidade - Hebreus 9:14.
2. Vida - Romanos 8:2.
3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
4. Santidade - Mateus 28:19.
5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
2. Vida - Romanos 8:2.
3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
4. Santidade - Mateus 28:19.
5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
- As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.
2. A encarnação - Mateus 1:18
3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).
4. A Ressurreição - Romanos 8:11
5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).
- O Espírito Santo tem todos os atributos de uma pessoa:
- A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.
- B. Ele sente
- B. Ele sente
1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).
- C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11.
- D. Ele age
- D. Ele age
1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21
2. Ele ensina - João 14:26
3. Ele guia - Romanos 8:4
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
5. Ele convence - João 16:8-11
6. Ele regenera - João 3:5
7. Ele conforta - João 14:16
8. Ele testifica - João 15:26
9. Ele intercede - Romanos 8:26
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
11. Ele cria - Jó 33:4
2. Ele ensina - João 14:26
3. Ele guia - Romanos 8:4
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
5. Ele convence - João 16:8-11
6. Ele regenera - João 3:5
7. Ele conforta - João 14:16
8. Ele testifica - João 15:26
9. Ele intercede - Romanos 8:26
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
11. Ele cria - Jó 33:4
Ellen G. White afirma: “Por intermédio das Escrituras, o Espírito Santo fala a mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p 671).
Quarta
A autora da lição nos mostra alguns textos bíblicos onde a pluralidade divina fica evidente apresentando mais de uma pessoa agindo e interagindo. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Ao interrogar Isaías Deus estava acompanhado. Disse Ele: “Quem irá por nós?”
A idéia da pluralidade divina é apresentada com bastante ênfase em toda a Bíblia. Paulo confirma a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2 Corintios 13:14).
Embora contestado pelos judeus, Jesus afirmou com frequência a Sua unidade com o Pai e com o Espírito Santo.
A Bíblia é clara em mostrar que um único Deus revela-se em três pessoas divinas distintas, ou simplesmente, do conceito de um Deus formado por três pessoas distintas: o Pai , Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Quinta
Ellen G White afirma: “A Divindade foi movida de piedade pela humanidade, e pai, e filho e Espírito Santo Se empenharam na elaboração do plano da redenção” (Atlantic Union College, 1º de abril de 1901). E mais: “A salvação dos seres humanos é um grande empreendimento que põe em ação todos os atributos da natureza divina. O Pai, o Filho e o Espírito Santo Se comprometeram a tornar os filhos de Deus mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Pacific Union Recorder, 5 de janeiro de 1905).
“A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do mundo. A existência do pecado é inexplicável; portanto nenhuma alma sabe o que Deus é enquanto não se vê à luz que se reflete da cruz do Calvário” (A Ciência do Bom Viver p 264).
Conclusão
A unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é um desafio para nós em nossos relacionamentos na família, na igreja e na sociedade.
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