sexta-feira, 13 de abril de 2012

Preparação para evangelizar e testemunhar

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 19 a 26 de maio de 2012 preparados por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O verso áureo traz uma verdade que deve ser considerada por todos nós. É Jesus, através do Espirito Santo, quem nos convida para a salvação e ao mesmo tempo é Ele quem nos prepara para anunciar o evangelho aos outros.
            Nem todos são chamados para o evangelismo, mas todos são chamados para testemunhar, mesmo quem foi chamado para o evangelismo. Testemunhar deve ser um estilo de vida adotado por todos que aceitam Jesus como o Seu Salvador. Testemunhar é um dom concedido automaticamente a todo o crente.  Diz Ellen G. White: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário. Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador. A graça de Cristo na alma é como uma fonte no deserto, vertendo para refrigerar a todos, e fazendo com que os prestes a perecer tenham sede da água da vida” (A Ciência do Bom Viver, págs. 102 e 103).
            O testemunho se prende mais às nossas atitudes de momento. É lógico que todo testemunho se for precedido de treinamento alcançará melhores resultados.         Mas fazer evangelismo depende de um preparo especial que às vezes envolve toda uma equipe. Além de preparo, o evangelismo depende de planejamento. Não esquecer que nem todos tem o dom de evangelizar, mas isso não quer dizer que todos não possam participar de uma campanha evangelística.
            Seja com testemunho ou com evangelismo todos nós que um dia foi fisgado pelo evangelho seremos pescadores de homens. Um detalhe: toda pescaria tem as suas técnicas e os seus “macetes”.
            Quando criança mamãe nos ensinava algumas técnicas de pescaria. Começava pelo tipo de peixe pretendido. Depois então ver o tamanho do anzol, o tipo de isca, se em água limpa ou suja, a fase da lua, se de manhã ou de tarde e assim por diante (Ver meditação Reavivar a Esperança, p. 165). Na pregação do evangelho é importante conhecer as pessoas com quem vamos trabalhar como religião, situação econômica, cultural, gostos e costumes, etc. De posse desses dados ver a melhor maneira de apresentar a mensagem para cada uma delas.
Domingo
            A empresa que não se preocupa em treinar corretamente os seus funcionários está fadada ao fracasso. Uma das coisas que faz parte de um treinamento é despertar a consciência dos treinandos de que ele responde por toda a empresa independente do setor em que trabalha. Caso a solicitação de um cliente seja fora de sua área o funcionário deve encaminhá-lo a alguém capaz de atendê-lo. 
Esse é o principio bíblico. A Bíblia afirma: “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:1).
Ao planejar um treinamento é necessário conhecer o nível de conhecimento do grupo sobre o assunto a ser abordado para que haja melhor aproveitamento e não aconteça algo parecido com o descrito por Jansen de Queiroz Ferreira administrador pós-graduado em Recursos Humanos e Finanças pela FGV e Economista pela UERJ. Ele escreveu: Normalmente, no período de treinamento, ocorre uma embriagues de conhecimento seguida de uma ressaca de frustração.” O seu comentário refere a um treinador que usa palavras e métodos muito acima do nível de absorção de seus treinandos o que resulta em um grande equívoco.
Deus espera todo o nosso empenho em anunciar o evangelho a toda criatura.
Segunda
            Jesus apresentava a mensagem de tal modo a deixar um gostinho de quero mais. Isso era tão comum com Jesus que às vezes era difícil encontrar tempo e lugar para descanso.
 “O povo escutava as palavras da vida, tão abundantemente brotadas dos lábios do Filho de Deus. Ouvia as graciosas palavras, tão simples e claras, que eram como o bálsamo de Gileade para sua alma. A cura de Sua mão divina trouxe alegria e vida aos moribundos, e conforto e saúde aos que padeciam de moléstias. O dia afigurou-se-lhes o Céu na Terra, e ficaram inteiramente inconscientes do tempo que fazia desde que tinham comido qualquer coisa” (O Desejado de Todas as Nações p. 365).
E mais: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então "Segue-Me"” João 21:19 (A Ciência do Bom Viver, pág. 143). Essa deve ser a nossa maneira de testemunhar. Não há testemunho eficaz sem envolvimento com as pessoas. Observar com atenção o método usado por Cristo é o segredo do nosso testemunhar.
            João Batista tinha dúvidas se Jesus era mesmo o Messias prometido. O Salvador foi claro ao solicitar que ele devia observar os resultados de Seu ministério. Um ministério exercido com simpatia é revestido de poder.
Terça
            Durante os meus estágios como enfermeiro ao entramos em uma enfermaria para conhecer aquele que seria o nosso paciente, todos os colegas já sabiam qual seria o meu. A supervisora escolhia o mais complicado para mim. Embora o proposito fosse dificultar a minha aprovação, recebi uma experiência que nenhum outro colega teve. Essa atitude mesquinha na época me proporcionou uma experiência profissional que sempre me destacou ao longo do exercício da profissão.
            É comum ouvirmos dizer que sem cair na água ninguém aprende a nadar. A melhor escola é aquela em que se aprende fazendo. As águias constroem os seus ninhos nos penhascos no alto das montanhas. Ali os seus filhotes estão a salvo de predadores. Mas chega o momento em que eles são empurrados do ninho para o imenso abismo vazio. Sobre este assunto alguém escreveu bonito: “Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia.”
            O mesmo acontece conosco. Enquanto não trabalhamos para levar pessoas a Cristo não vamos compreender o privilégio de sermos filhos de Deus. O nosso crescimento espiritual tem muito a ver com o nosso testemunhar. Podemos ter muito conhecimento doutrinário mas se não repartimos com alguém ele se torna ineficaz em nossa vida. Temos tudo em mãos para um crescimento uniforme. Os que tiveram o privilégio de ouvir a verdade, e foram impressionados pelo Espírito Santo a receber as Escrituras Sagradas como a voz de Deus, não têm desculpa para serem pigmeus na vida religiosa” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p 69). 
Quarta
            Hoje estudamos a parte mais complicada do aprendizado. Aprender com as falhas. Quem aprende com os próprios erros é inteligente, mas quem aprende com os erros de terceiros é sábio.
            Eugênio Mussak educador e escritor afirmou: “Errou não faz mal, desde que você seja lúcido para admitir que errou, seja humilde para assumir a responsabilidade, seja esperto para consertar o resultado, seja sábio para incorporar o aprendizado.”
Em Joinville, uma empresa colocou na entrada uma placa que dizia: "Aqui é permitido errar". Trata-se de uma empresa adulta e atenta e, claro, competitiva e rica.  Paulo Vanzolini, cientista e poeta, é autor do célebre rifão: “Levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima". Não podemos confundir tais posturas como incentivo ao erro mas um alerta para não errar e caso aconteça não permanecer no erro.
            O desejo de mostrar Jesus para o próximo deve suplantar o nosso medo de testemunhar. Podemos ter a certeza de que sempre teremos anjos de plantão prontos a nos socorrer.
Quinta
            A depender da mão em que está o sucesso é uma espada de dois gumes. Quantos diante do sucesso se exaltam como Nabucodonosor: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). O rei babilônico foi uma prova de que o sucesso nas mãos de pessoas despreparadas pode ser o maior fracasso. E o que dizer daquele fazendeiro que diante da farta colheita exclamou: “E direi à minha alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.” O verdadeiro sucesso é aquele que sufoca o eu e faz nítida a direção divina. Bill Gates afirmou: “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair.”
            Poucos têm a humildade de aceitar o sucesso como um presente divino e estão aptas a receber mais.  Se é difícil administrar de maneira positiva o nosso próprio sucesso, mais difícil ainda é colher lições positivas do sucesso de outrem. Quando o sucesso sobe à cabeça facilmente o corpo desequilibra e cai no abismo.
Conclusão
            “Quem acha que não precisa de treinamento, precisa de tratamento” Robson Dutra.

2 comentários:

  1. Parabéns Irmão Carmo!
    Gostamos muito dos seus comentários da lição pois, nos ajuda a termos uma direção coerente sobre os mais variados temas das lições da escola sabatina.
    Deus o abençoe imensamente neste ministério.
    Um grande abraço. Seu amigo e irmão Rivaldo Júnior.

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