domingo, 9 de setembro de 2012

Promessa aos perseguidos

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 8 a 15 de setembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central Taguatinga, DF.

Introdução

            Já abordamos em lições anteriores os três problemas que dificultavam a sobrevida das igrejas fundas por Paulo e os demais apóstolos. A dificuldade de comunicação era o principal. Embora as estradas romanas fossem boas os deslocamentos só aconteciam em lombos de animais. Em segundo lugar, acuados por perseguidores, a permanência nas cidades era insuficiente para fortalecer os novos membros na doutrina. E em terceiro, por aonde Paulo ia com os seus companheiros era seguido por um grupo de judaizantes vorazes em fazer os conversos a abandonarem a nova fé.
            Paulo só tinha três saídas: a- Orar muito por eles; b – Escrever-lhes cartas com admoestações. Mas estas demoravam em chegar ao seu destino, e por último, enviar um mensageiro.
            Ele escreveu duas cartas aos tessalonicenses. Nesse trimestre até agora estudamos a primeira carta e nos próximos três sábados vamos estudar a segunda carta. Essas cartas são importantíssimas para a igreja de nossos dias. Além das mensagens de ânimo, coragem e conforto elas encerram grandes ensinamentos do ponto de vista doutrinário que alargam o nosso entendimento do plano de Deus para conosco.
            Na segunda carta aos tessalonicenses, Paulo procura esclarecer alguns pontos, abordados na primeira carta e que não foram bem compreendidos. Estudemos com carinho e oração e, que ela seja tão oportuna para nós como foi para os tessalonicenses.
           
Domingo
            Paulo inicia a sua segunda carta enfatizando o relacionamento humano divino existente entre eles e Deus. De agora em diante eles poderiam confiar em um Deus onipotente que os tinha como filhos diletos. Não mais serviam aos deuses de madeira, barro ou pedra que nada podiam fazer. O apostolo enfatiza que esse Deus foi plenamente revelado no Jesus que foi morto no Calvário.
            Mais uma vez Paulo deseja que eles sejam agraciados pela graça que apenas Cristo pode outorgar e que desfrutem da completa paz que só ela pode proporcionar.
            Apresentando Jesus como Deus entre nós, Paulo desejava mostrar aos tessalonicenses que eles não estavam sozinhos e abandonados nesse mundo. Embora padecessem perseguições Deus lhes proporcionaria a verdadeira paz. E a exortação de ânimo era que mesmo sendo maltratados e humilhados Deus estaria sempre pronto a ampará-los nos momentos difíceis.

Segunda
            Creio não ter nada mais prazeroso para um pregador do que ver uma congregação mantendo um ritmo de crescimento mesmo em meio a provações e condições adversas. Paulo pode ver isso nos tessalonicenses. E ele demonstra a sua felicidade e afirma ser mais do que justo dar graças a Deus por isso.
            A vida da igreja de Tessalonica se contrasta com a situação da Terra em nossos dias. Enquanto naqueles dias a fé da igreja crescia muitíssimo, Jesus afirma que nos últimos dias a fé seria coisa rara.  Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).
            O fervor cristão apresentado pelos tessalonicenses serviu para fortalecer a fé de outras igrejas por onde os apóstolos passavam. Paulo apresenta a paciência e a fé praticadas pelos tessalonicenses em aparente contraste com as perseguições e aflições sofridas por eles. Mas as duas últimas situações não afetaram o cultivo das duas primeiras, pelo contrario: as perseguições e as aflições os fortaleciam mais e mais.

Terça
            Os tessalonicenses estavam vivento uma experiência paradoxal. Quanto mais fervorosos eram em servir ao Senhor mais as perseguições se intensificavam. Eles ainda não sabiam que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12).
            Paulo os conforta com a promessa divina de que Deus agirá com justiça e que os que hoje perseguem e maltratam os filhos de Deus um dia estarão diante do justo Juiz e prestarão contas de todo o mal que fizeram. Essa é uma promessa extensiva a todos os filhos de Deus de todos os tempos.
            Manter a calma e agir sem revidar diante de uma acusação injusta não faz parte da natureza humana. É necessário que Cristo esteja dominando todo o nosso ser.
            Paulo mostra que perseguições é algo natural na vida do cristão: Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse” (1 Pedro 4:12). Em nosso país desfrutamos de plena liberdade e, caso de intolerância religiosa são raríssimos. Não sei se felizmente ou se infelizmente não sabemos o que é ser perseguidos. Travamos uma luta diária contra as nossas tendências pecaminosas, mas o Senhor nos tem fortalecido e graças a Ele continuamos na luta.
            A promessa divina é: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Coríntios 4:17).

Quarta
            Deus não destruirá inocentes. Quando Paulo afirma que o Senhor destruirá os que não O conheceram ele se refere a aqueles que tiveram oportunidade de conhecer o Senhor, mas por rebeldia se recusaram a fazê-lo. Esses padecerão eterna perdição. Somos limitados demais para entendermos a justiça divina. Não é atoa que passaremos mil anos no Céu estudando esse assunto. No final do milênio, não só nós, mas todo o Universo exclamará: “Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas” (Apocalipse 16:5).
            A volta de Jesus será o esperado ponto final em toda a dor e sofrimento. “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21: 4). Os ímpios serão destruídos  mas  “os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:10).
            Cada dia se aproxima mais e mais o feliz momento em que virá “o ancião de dias, e fará justiça aos santos do Altíssimo; e chegará o tempo em que os santos possuirão o reino” (Daniel 7:22).
            Conheci um colportor que, andando pelas ruas apontava para os grandes edifícios, para os carros, trens e as grandes multidões entregues ao prazer e dizia: “Veja tudo isso está preparado para o fogo do Malaquias. Esse profeta afirma que “não sobrará nem raiz e nem ramo.”” Sim, Deus tem um dia determinado em Sua agenda no qual Ele Se “levantará em favor do Seu povo”. 

Quinta
            Paulo deixa claro que a melhor maneira de glorificarmos a Cristo é viver de maneira coerente e aguardando a Sua vinda. O apostolo afirma ao andarmos em novidade de vida estamos glorificando o nosso Deus.
            Viver em constante comunhão com Ele em um mundo com seis mil anos de pecado não é fácil. Mas com a ajuda do Seu poder seremos mais do que vencedores.
            Quando Jesus esteve este mundo Ele orou por mim e por você: E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (São João 17:20). Paulo também orou por nós: “Por isso também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder”  (2 Tessalonicenses 1:11). Porém, de nada valerão essas orações se nós não “atentarmos para essa tão grande salvação”.

Conclusão
            A lição mostrou algumas verdades apresentadas na primeira carta que não ficaram bem claras para os tessalonicenses. Exemplo:
            - Paulo lembra mais uma vez de dar graças a Deus porque a fé dos tessalonicenses crescia diariamente.
            - Lembrou que a vida espiritual daqueles crentes serviam de estímulo para outras igrejas.
             - O crescimento espiritual apresentado pelos tessalonicenses e a sua intrepidez em permanecer firmes mesmo diante das muitas provações os faziam queridos pelo Céu.
            - No dia do Juízo, Deus dará a paga aos perseguidores do seu povo.
            - Todo sofrimento terminará com a volta de Jesus.
            - Um dia o Universo verá Deus sendo glorificado na vida de Seus filhos.
São mensagens enviadas com carinho aos tessalonicenses daquela época, mas oportunas para nós hoje.
            

Um comentário:

  1. que a paz de deus esteja sempre com o irm�o,adorei ter encontrado este quadro reavivar a esperan�a,porque podemos compartilhar com irm�os e com n�o irm�os,deus continue o aben�oando.

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