Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 8 a 15 de setembro de 2012, preparado por Carmo
Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação
para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia
– Central Taguatinga, DF.
Introdução
Já abordamos em lições anteriores os
três problemas que dificultavam a sobrevida das igrejas fundas por Paulo e os
demais apóstolos. A dificuldade de comunicação era o principal. Embora as
estradas romanas fossem boas os deslocamentos só aconteciam em lombos de
animais. Em segundo lugar, acuados por perseguidores, a permanência nas cidades
era insuficiente para fortalecer os novos membros na doutrina. E em terceiro,
por aonde Paulo ia com os seus companheiros era seguido por um grupo de
judaizantes vorazes em fazer os conversos a abandonarem a nova fé.
Paulo só tinha três saídas: a- Orar
muito por eles; b – Escrever-lhes cartas com admoestações. Mas estas demoravam
em chegar ao seu destino, e por último, enviar um mensageiro.
Ele escreveu duas cartas aos
tessalonicenses. Nesse trimestre até agora estudamos a primeira carta e nos
próximos três sábados vamos estudar a segunda carta. Essas cartas são
importantíssimas para a igreja de nossos dias. Além das mensagens de ânimo,
coragem e conforto elas encerram grandes ensinamentos do ponto de vista
doutrinário que alargam o nosso entendimento do plano de Deus para conosco.
Na segunda carta aos tessalonicenses,
Paulo procura esclarecer alguns pontos, abordados na primeira carta e que não
foram bem compreendidos. Estudemos com carinho e oração e, que ela seja tão
oportuna para nós como foi para os tessalonicenses.
Domingo
Paulo
inicia a sua segunda carta enfatizando o relacionamento humano divino existente
entre eles e Deus. De agora em diante eles poderiam confiar em um Deus
onipotente que os tinha como filhos diletos. Não mais serviam aos deuses de
madeira, barro ou pedra que nada podiam fazer. O apostolo enfatiza que esse
Deus foi plenamente revelado no Jesus que foi morto no Calvário.
Mais uma vez Paulo deseja que eles
sejam agraciados pela graça que apenas Cristo pode outorgar e que desfrutem da completa
paz que só ela pode proporcionar.
Apresentando Jesus como Deus entre
nós, Paulo desejava mostrar aos tessalonicenses que eles não estavam sozinhos e
abandonados nesse mundo. Embora padecessem perseguições Deus lhes
proporcionaria a verdadeira paz. E a exortação de ânimo era que mesmo sendo
maltratados e humilhados Deus estaria sempre pronto a ampará-los nos momentos
difíceis.
Segunda
Creio não ter nada mais prazeroso para um pregador do que
ver uma congregação mantendo um ritmo de crescimento mesmo em meio a provações
e condições adversas. Paulo pode ver isso nos tessalonicenses. E ele demonstra
a sua felicidade e afirma ser mais do que justo dar graças a Deus por isso.
A vida da igreja de Tessalonica se contrasta com a
situação da Terra em nossos dias. Enquanto naqueles dias a fé da igreja crescia
muitíssimo, Jesus afirma que nos últimos dias a fé seria coisa rara. “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na
terra?” (Lucas 18:8).
O fervor cristão apresentado pelos tessalonicenses serviu
para fortalecer a fé de outras igrejas por onde os apóstolos passavam. Paulo apresenta
a paciência e a fé praticadas pelos tessalonicenses em aparente contraste com as
perseguições e aflições sofridas por eles. Mas as duas últimas situações não
afetaram o cultivo das duas primeiras, pelo contrario: as perseguições e as
aflições os fortaleciam mais e mais.
Terça
Os tessalonicenses estavam vivento uma experiência
paradoxal. Quanto mais fervorosos eram em servir ao Senhor mais as perseguições
se intensificavam. Eles ainda não sabiam que “todos os que piamente querem
viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2
Timóteo 3:12).
Paulo
os conforta com a promessa divina de que Deus agirá com justiça e que os que
hoje perseguem e maltratam os filhos de Deus um dia estarão diante do justo Juiz
e prestarão contas de todo o mal que fizeram. Essa é uma promessa extensiva a
todos os filhos de Deus de todos os tempos.
Manter
a calma e agir sem revidar diante de uma acusação injusta não faz parte da
natureza humana. É necessário que Cristo esteja dominando todo o nosso ser.
Paulo mostra que perseguições é algo natural na vida do
cristão: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem
sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse” (1 Pedro
4:12). Em nosso país desfrutamos de plena liberdade e, caso de intolerância
religiosa são raríssimos. Não sei se felizmente ou se infelizmente não sabemos
o que é ser perseguidos. Travamos uma luta diária contra as nossas tendências
pecaminosas, mas o Senhor nos tem fortalecido e graças a Ele continuamos na
luta.
A promessa divina é: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz
para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2
Coríntios 4:17).
Quarta
Deus
não destruirá inocentes. Quando Paulo afirma que o Senhor destruirá os que não
O conheceram ele se refere a aqueles que tiveram oportunidade de conhecer o
Senhor, mas por rebeldia se recusaram a fazê-lo. Esses padecerão eterna
perdição. Somos limitados demais para entendermos a justiça divina. Não é atoa
que passaremos mil anos no Céu estudando esse assunto. No final do milênio, não
só nós, mas todo o Universo exclamará: “Justo és tu, ó Senhor, que és, e que
eras, e santo és, porque julgaste estas coisas” (Apocalipse 16:5).
A
volta de Jesus será o esperado ponto final em toda a dor e sofrimento. “E Deus
limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem
clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:
4). Os ímpios serão destruídos mas “os resgatados do Senhor
voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas
cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías
35:10).
Cada dia se aproxima
mais e mais o feliz momento em que virá “o
ancião de dias, e fará justiça aos
santos do Altíssimo; e chegará o
tempo em que os santos possuirão o reino”
(Daniel 7:22).
Conheci
um colportor que, andando pelas ruas apontava para os grandes edifícios, para
os carros, trens e as grandes multidões entregues ao prazer e dizia: “Veja tudo
isso está preparado para o fogo do Malaquias. Esse profeta afirma que “não
sobrará nem raiz e nem ramo.”” Sim, Deus tem um dia determinado em Sua agenda
no qual Ele Se “levantará em favor do Seu povo”.
Quinta
Paulo deixa claro que a
melhor maneira de glorificarmos a Cristo é viver de maneira coerente e
aguardando a Sua vinda. O apostolo afirma ao andarmos em novidade de vida
estamos glorificando o nosso Deus.
Viver em constante
comunhão com Ele em um mundo com seis mil anos de pecado não é fácil. Mas com a
ajuda do Seu poder seremos mais do que vencedores.
Quando Jesus esteve
este mundo Ele orou por mim e por você: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles
que pela sua palavra hão de crer em mim” (São João 17:20). Paulo também
orou por nós: “Por isso também rogamos sempre
por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o
desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder” (2
Tessalonicenses 1:11). Porém, de nada valerão essas orações se nós não
“atentarmos para essa tão grande salvação”.
Conclusão
A lição mostrou
algumas verdades apresentadas na primeira carta que não ficaram bem claras para
os tessalonicenses. Exemplo:
- Paulo lembra mais uma vez de dar graças a Deus porque a
fé dos tessalonicenses crescia diariamente.
- Lembrou que a vida espiritual daqueles crentes serviam
de estímulo para outras igrejas.
- O crescimento
espiritual apresentado pelos tessalonicenses e a sua intrepidez em permanecer
firmes mesmo diante das muitas provações os faziam queridos pelo Céu.
- No dia do Juízo, Deus dará a paga aos perseguidores do
seu povo.
- Todo sofrimento terminará com a volta de Jesus.
- Um dia o Universo verá Deus sendo glorificado na vida
de Seus filhos.
São mensagens enviadas
com carinho aos tessalonicenses daquela época, mas oportunas para nós hoje.
que a paz de deus esteja sempre com o irm�o,adorei ter encontrado este quadro reavivar a esperan�a,porque podemos compartilhar com irm�os e com n�o irm�os,deus continue o aben�oando.
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