domingo, 9 de setembro de 2012

Vida da igreja

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 1º a 8 de setembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor da meditação Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na lição dessa semana, Paulo finaliza a sua primeira carta aos tessalonicenses apresentando algumas advertências que, se colocadas em pratica, resultaria em uma igreja unida, consagrada e sintonizada com a sua liderança. É um modelo de igreja raro em nosso meio, mas necessário para aqueles que esperam passar a eternidade juntos no Lar Celestial.
            São quatorze orientações e uma comovente oração. Vamos recapitular:
            1 – Respeito para com a liderança da igreja.
            2 – Viver em paz uns com os outros.
            3 – Admoestar os falhos.
            4 – Consolar os desanimados.
            5 - Fortalecer os fracos.
            6 – cultivar a paciência.
            7 – Manter a alegria.
            8 – Orar sem cessar.
            9 – Ser agradecidos por tudo.
10 – Aceitar a direção do Espírito Santo.
11 – Valorizar as profecias.
12 – Examinar tudo.
13 – Reter o bem.
14 – Se abster da aparência do mal.
Paulo finaliza a sua primeira carta aos tessalonicenses fazendo três pedidos a Deus. Vejamos:
1 – Que a igreja seja santificada por Deus.
2 – Que Deus mantivesse a sua igreja pura até a vinda de Cristo.
3 – Que Deus os agraciasse com a Sua graça.
De nada valerá o nosso estudo dessa semana se não atentarmos para as orientações de Paulo e desejar que a sua oração se estenda a cada um de nós hoje. Que Deus nos ajude.




Domingo
 
            Podemos imaginar a dificuldade de Paulo para manter os conversos sintonizados com a liderança da igreja.
Em primeiro lugar ele nunca tinha tempo de solidifica-los na verdade. O seu ministério coagido por perseguições não permitia permanecer muito tempo em um lugar. Em segundo, existia um grupo de judaizantes contrários a Paulo que o seguia para onde quer que ele fosse. Eles espalhavam dúvidas sobre tudo o que Paulo pregava e se apresentavam como os verdadeiros líderes. E em terceiro lugar está a origem de cada novo membro: as crenças e filosofias nas quais foram criados. Tinha que haver um rompimento completo com as lideranças que eles conheciam.
Provavelmente Paulo se refere a liderança da igreja local. Os novos líderes tinham dificuldades para imprimir a sua autoridade. Para tanto Paulo exorta a igreja que os ame e esteja atenta às suas orientações.
Podemos imaginar a angustia de Paulo que a despeito de todas essas dificuldades se preocupava com a unidade da igreja em torno dos seus verdadeiros líderes.
Temos na lição de hoje um recado bem claro no que se refere ao nosso relacionamento com os nossos lideres. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas” (Hebreus 13:17). Satanás faz uso de instrumentos humanos para solapar a liderança da igreja e na maioria das vezes esses instrumentos estão dentro da própria igreja.

Segunda
            Paulo admoesta os líderes a atender todas as necessidades espirituais de todos os membros. Agindo assim a igreja seria unida e fervorosa. Eles deveriam estar atentos e detectar as necessidades de encorajamento, de repreensão ou de esclarecimento doutrinário e agir com amor e respeito. 
Nem sempre um membro aceita a repreensão de bom grado, mas ai vem a admoestação difícil de ser praticada: “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos” (1 Tessalonicenses 5:15). 
Do meu ponto de vista a relação liderança e membresia seja uma das mais difíceis de ser cultivada. Em minutos o líder vai de um polo ao outro no relacionamento. No mesmo instante em que ele recebe uma palavra de aprovação de um poderá receber a desaprovação de outro. E não é fácil manter o equilíbrio. Paulo experimentava essa situação na carne. Como ninguém ele sabia o que era ser criticado e ridicularizado.
Sugerimos ler a página 303 da meditação Reavivar a Esperança de autoria do comentarista. Embora seja direcionada ao pastorado ela se aplica a toda a liderança.

Terça
Existia um papagaio que morava na casa de uma família muito cristã que viviam cantando os belos hinos do nosso hinário. Era comum cantarem com entusiasmo mesmo diante de situações desagradáveis e difíceis. O papagaio que sempre ouvia com atenção aprendeu a cantar a maioria dos hinos.
Certa manhã ele estava feliz no alto de uma laranjeira e cantava a plenos pulmões “Seja o coração alegre.” Justamente nesse momento ele foi atacado por um gavião que pretendia fazer dele o seu almoço. Ambos caíram no chão. E em meio a poeira e o esvoaçar de penas o papagaio gritava por socorro. O dono ao ouvir o barulho saiu correndo e ao ver o que estava acontecendo enxotou o gavião salvando o seu pássaro de estimação. Uma vez livre o papagaio continuou cantando “Atribulado coração em Cristo alivio encontrarás...”
Não é fácil cantar quando não brilha o Sol. Mas se temos a certeza que Deus está ao nosso lado pronto a nos livrar dos ataques do inimigo não há motivos para viver tristes e apreensivos.
Um cristão que vive reclamando da vida e choramingando por qualquer ninharia dá um péssimo testemunho. A alegria da salvação deve estar sempre estampada em nosso rosto. É oportuna a recomendação de Paulo: “Regozijai-vos sempre”. E logo depois ele apresenta o segredo: “Orai sem cessar.”

Quarta
            Conheço pessoas que hoje confessam ter sido batizada sem crer na inspiração de Ellen G. White, e que atualmente afirmam ter agora plena convicção de que Ellen G. White foi uma profetiza. Por outro lado temos aqueles que no passado criam em sua inspiração e que hoje são sépticos a esse respeito.
             Temos pessoas que antes acreditavam que o Espirito Santo é uma pessoa e hoje pregam que Ele é apenas uma influência. E tem aqueles que acreditam ser o Espirito Santo uma pessoa e acredita em Ellen G. White, mas no momento não vivem uma experiência real com Cristo. Estão envolvidos mais com as coisas do mundo do que com as coisas da Igreja e não se eximem de compactuar com o mal e com a sua aparência.  Paulo foi mais exigente consigo mesmo e por duas vezes afirmou:” Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (1 Coríntios 10:23 e 1 Coríntios 6:12).
O apelo de Paulo aos tessalonicenses se encaixa perfeitamente às necessidades da Igreja nos dias de hoje. Não façamos de nossa vida uma peça de teatro com enredo fictício, pois um dia a cortina se abrirá e Deus mostrará ao mundo que não somos o que propagávamos ser.

Quinta
            Os versículos estudados hoje não são os últimos de 1 Tessalonicenses, mas é com eles que o autor da lição encerra o estudo sobre essa carta. Ele enfatiza novamente a necessidade de estarmos preparados para a volta de Jesus e que a única maneira de alcançarmos a santificação é permitir que Deus opere em nossa vida.
            Apenas Deus pode nos manter íntegros e irrepreensíveis até a volta de Jesus. Esse verso é uma linda promessa de que embora vivamos em um mundo dominado pelo pecado, Deus é o nosso refúgio e fortaleza e não há motivos para desânimo ou temor.
            Embora Satanás queira nos controlar como se fossemos marionetes, o Senhor nosso Deus não permitirá que o justo seja abalado.

 Conclusão
            Durante o trimestre estudamos dez lições sobre 1 Tessalonicenses. Acompanhamos de perto o quanto Paulo se esforçava para demonstrar o seu amor por aqueles irmãos. Como toda a Escritura é proveitosa e as suas palavras se renovam a cada manhã, Paulo escreveu para mim e para você.
            Caso este estudo não tenha despertado em nós o desejo de intensificar mais o nosso amor e interesse pelos nossos irmãos de igreja e a um melhor relacionamento com Cristo, ainda está em tempo de implorarmos ao Senhor para não saiamos vazios desse estudo.
             

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