sábado, 23 de fevereiro de 2013

Casamento: um presente dado no Éden

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 23 de fevereiro a 2 de março de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Há poucos dias uma mulher famosa foi surpreendida beijando certa mulher que tinha compromissos de relacionamento com outra mulher. Lembrando que a primeira foi casada e é mãe de três filhos. Histórias assim mostram a que ponto chegou a humanidade na distorção da grande bênção do casamento agraciada por Deus ao homem no Éden.
O casamento é algo tão profundo que foge à nossa compreensão. Dentro do planejamento divino ele foge das leis da física e da matemática. Como pode dois se tornar em um e ao mesmo tempo ocupar espaço de dois?  Apenas Deus é capaz de criar algo assim.
Deus criou a mulher para ser igual com o homem em autoridade e respeito. Mas o pecado criou barreiras. Dizem que um dos três orgulhos do judeu é ter nascido homem.
No casamento nenhum dos cônjuges deve exercer poder autoritário sobre o outro. O plano divino é que haja em cada um o mesmo sentimento de Jesus. Ou seja: amor incondicional e a disposição de um dar a vida pelo outro caso necessário.
Todo casal que pauta a sua vida conjugal dentro dos princípios estabelecidos pelo céu desfruta de uma felicidade que dificilmente se vê nos dias de hoje. 
  Deus sabe o quanto a solidão é prejudicial ao ser humano. Isso no campo social, sentimental e espiritual. O homem é um ser social. Em todos os sentidos da vida não é bom que o homem ou a mulher estejam sós.

Domingo
Adão ao ser criado viu que todos os animais tinham a sua companheira. Parece que Deus deu um tempo para criar Eva para que Adão sentisse a falta e a necessidade de alguém que lhe fizesse companhia. Assim a chegada de Eva seria valorizada pelo homem que até então estava só.
Ao criar uma companhia idônea para Adão, Deus prodigalizou para o homem alguém do mesmo nível. Deus tomou todas as providencias para criar um casal onde a igualdade promovesse a união.
Para criar a mulher Deus aplicou uma anestesia geral em Adão. Ao acordar, ele se deparou com uma mulher de estrema beleza. Ao criar a mulher de uma das costelas de Adão o Senhor intentou mostrar que ambos eram uma só carne e tinham o mesmo sangue pulsando nas artérias.
O jardim do Éden era o lugar mais lindo que existia na face da Terra. Podemos imaginar como essa beleza foi completada com a presença da mulher. Agora Adão passeava com Eva pelo jardim como a dizer para os animais: “Agora eu também tenho companheira.”
O autor da lição afirma que ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, enquanto estava só, Adão encontrou dificuldades para refletir plenamente essa imagem.

Segunda
            Deus poderia, num passe de mágica, criar uma companheira para Adão, mas Ele preferiu não agir assim. Para a criação de Eva Deus não usou o barro, mas o resultado do barro, Adão. Deus desejava formar um casal com bastante similaridade entre si, e o próprio Adão reconheceu isso ao dizer: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne” (Gênesis 2:23).
            O mundo seria bastante diferente caso cada homem tivesse esse mesmo pensamento: “A mulher é carne de minha carne e ossos dos meus ossos.” Homens que vivem segundo o mundo afirmam que essa é a causa de algumas mulheres serem um osso duro de roer.
            Como a Trindade é formada de três pessoas e o homem fora criado à imagem e semelhança da Trindade, essa imagem só seria bem entendida por Adão quando ele tivesse uma companhia com quem pudesse interagir de igual para igual. A chegada dos filhos completou a sua compreensão de sua similaridade com o Criador.

Terça
            Todo jovem sonha com um casamento ideal. Mas poucos conseguem realizar esse sonho. As estatísticas revelam que o número de casamentos aumentou 4,5%. Mas os brasileiros nunca se divorciaram tanto como ultimamente. Em 2010, foram registrados 243.224 divórcios ou 36,8% a mais do que em 2009. Outro dado interessante é que aumentou o índice de divorcio entre casais sem filhos. O que mais assusta é o índice vertiginoso de pessoas que se recasam até cinco vezes.  Troca-se de mulher ou marido como se troca de camisa.
            Vemos claramente se cumprindo as palavras bíblicas referentes ao tempo do fim. Disse Jesus: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:37-39)
            Uma estatística afirma que numa escala de 1 a 10 para as causas de separação, a traição está em primeiro lugar e a interferência dos sogros ficou em quinto. É bom lembrar que antes de a traição ser consumada alguma ou algumas coisas erradas, provavelmente, já vinham interferindo na vida do casal.
            Diz Ellen G. White: O casamento é alguma coisa que influenciará e afetará vossa vida tanto neste mundo como no por vir” (O Lar Adventista, p. 43). O mundo seria bem diferente caso a humanidade levasse a sério as palavras Daquele que instituiu o casamento: “E serão os dois uma só carne” (Marcos 10:8).  A Bíblia enfatiza a necessidade de equilíbrio entre o casal. O homem deve estar disposto a dar a sua vida , se necessário for, em prol da esposa. A esposa por outro lado deve ser submissa ao marido “no Senhor”. Diz Ellen G. White: Quando os maridos exigem completa sujeição de suas esposas, declarando que a mulher não tem voz ativa ou vontade na família, mas deve mostrar inteira submissão, estão colocando suas esposas numa posição contrária à Escritura” (O Lar Adventista, p.116). 

Quarta
            Já mencionamos acima que a infidelidade conjugal é o principal fator de separações entre casais. Há poucos dias ouvi de um casal que participava de relações sexuais com outros casais e confessaram: “Nós não nos envolvemos com qualquer casal. Não há ciúmes entre nós e o nosso relacionamento matrimonial se firma cada vez mais.”
            Ao vermos declarações assim chegamos a uma triste conclusão: Como o casamento está banalizado! Satanás tem feito de tudo para atingir as duas instituições criadas por Deus no Éden: O casamento e o sábado.
            “A iniquidade nutrida por jovens e idosos; os namoros e casamentos imprudentes, profanos, não podem deixar de dar em resultado disputas, contendas, desunião, condescendência com irrefreadas paixões, infidelidade de maridos e esposas, na indisposição para refrear os desejos voluntariosos, desordenados, e na indiferença para com as coisas de interesse eterno” (O Lar Adventista, p. 53).  
            A nota da lição apresenta um texto pesado de Ellen G. White: “Se todos quantos professam obedecer à lei de Deus estivessem isentos de iniquidade, minha alma sentir-se-ia aliviada; não o estão, porém. Mesmo alguns que professam guardar todos os mandamentos de Deus são culpados do pecado de adultério. Que posso eu dizer que lhes desperte as adormecidas sensibilidades? Os princípios morais, estritamente observados, tornam-se a única salvaguarda da alma” (Conselhos Sobre Saúde, p. 621,622). 
            Alguém escreveu: Um casamento bem-sucedido precisa de “devoção exclusiva” por parte dos cônjuges. O que isso significa? Embora seja normal ter amigos de ambos os sexos, seu cônjuge é quem tem prioridade sobre seu tempo, atenção e energia emocional. Qualquer outro relacionamento que recebe o que de direito pertence a seu cônjuge é um tipo de “infidelidade”, mesmo que não envolva atividade sexual.”

Quinta
            Estudando o tópico de quinta-feira descobri algo interessante. Não é a noiva que se atavia para receber o noivo. É o noivo que proporciona todo o necessário para que a Sua noiva se apresente bela e gloriosa. “...pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” (Ezequiel 16:14).  É Cristo que torna a Sua noiva que sou eu em “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27). Jesus faz isso porque primeiro Ele nos amou: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27).
Quando Cristo voltar a essa Terra, então acontecerão as bodas do Cordeiro. Então Ele nos oferecerá as vestes apropriadas para o grande encontro. Surge o perigo de, como aconteceu com o convidado para a grande ceia, eu recusar as vestes especiais. Para os que se recusarem não haverá casamento. Lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. (Apocalipse 19:7-9). Toda as vestimentas e adornos da noiva foram ofertados pelo noivo, Ezequiel 16:1-14. “...pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti” (Ezequiel 16:14).  
Deus fez tudo isso porque tem um alvo elevado para a Sua igreja. Ele espera receber uma noiva perfeita como um troféu para o Universo. “para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:27).  Para conseguir esse  propósito  Ele amou essa igreja até o fim (João 13:1).

Conclusão  
            Deus procurou demonstrar o Seu relacionamento com a Sua igreja usando algo que fosse fácil de ser compreendido pelo homem. E a linguagem do matrimônio foi a mais próxima encontrada pelo Criador. O relacionamento entre marido e mulher, com raríssimas exceções é algo comum a todos os seres humanos. Com o detalhe, o amor entre Deus e a Sua igreja supera em muito o amor praticado entre marido e mulher.            

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