Comentário
da Lição da Escola Sabatina de vinte e sete de dezembro de dois mil e quatorze
a três de janeiro de dois mil e quinze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto
membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução geral
No estudo que
faremos no primeiro trimestre de dois mil e quinze vamos conhecer um pouco da
sabedoria encontrada nas páginas do livro de Provérbios. Tem tudo para ser um
estudo fascinante! Que Deus nos oriente para obtermos o máximo que a sabedoria
dos autores de Provérbios nos tem a oferecer.
Semelhante ao livro dos Salmos, o livro
de Provérbios tem vários autores. É fácil confundir e atribuir a Davi alguma
coisa escrita nos Salmos por outros autores como Asafi ,os filhos de Coré e até
por Salomão o autor dos Provérbios. Com Salomão acontece o mesmo. Alguns
escritos de Provérbios têm como ator Agur ou tiveram até mesmo a participação
de homens que trabalharam com o rei Ezequias.
Introdução da semana
Ao falar sobre escolhas me vem à
mente um quadro retratado em nossa Revista Adventista quando eu ainda era
criança. Um homem elegantemente vestido que se encontra em uma estrada. Ele
está diante de uma bifurcação onde tem uma placa indicando direções opostas. Em
uma das setas estava escrito: “Vida eterna” e na outra seta oposta: “Morte
eterna.” O quadro parece muito infantil, mas é uma grande realidade em nossa
vida ao considerarmos que o nosso futuro será o resultado de nossas escolhas.
A cada momento de nossa vida nos deparamos com essa
encruzilhada crucial e o recado de Deus é: “Os céus e a terra tomo hoje por
testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a
maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio
30:19). A sabedoria consiste em saber escolher bem. E essa sabedoria nos falta
com frequência. Vale mais uma vez a orientação bíblica: “E, se algum de vós tem
falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança
em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5).
Salomão
nos adverte que o maior investimento que devemos fazer em nossa vida é na busca
da sabedoria. Diz o sábio: “A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a
sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Provérbios
4:7). Eu tive um tio bastante curioso. De tudo
ele sabia um pouco. Um dia conversando com ele eu disse: o senhor é um homem
privilegiado ao que ele me respondeu: “Homem de muito oficio nem por isso.” No
seu entendimento era melhor que ele soubesse o máximo de uma profissão e não um
pouco de cada uma. A nossa busca pela sabedoria deve ser direcionada a um
assunto específico. Deus não está interessado que eu ore pedindo sabedoria para
ganhar dinheiro. O nosso clamor deve estar direcionado para a nossa salvação.
Quando orarmos com esse propósito o Senhor nos ouvirá.
O
verso áureo nos dá a entender que buscar a sabedoria com o intuito de melhor
servirmos a Deus é uma demonstração de sanidade mental.
Domingo
Buscar
a sabedoria do Céu parece ser o âmago de nossa vida e quando o fazemos com
sinceridade o Senhor acrescenta outras bênçãos. Pela experiência de Salomão
notamos que a bênção da sabedoria nunca vem só. Ele pediu sabedoria para
governar um povo, segundo ele disse, sábio e entendido. Talvez o sucesso de
Salomão esteja em sua humildade. Ele tinha Israel como um povo especial e
diferente dos demais povos. E ao mesmo tempo se sentia em desvantagem para
governar um povo tão sábio.
Salomão
era filho de Davi, “o homem segundo o coração de Deus”. Ele herdou não só o
reino, mas uma incumbência especial: construir o templo. Ele fora colocado como
o governador da nação mais importante de seu tempo. Ele tinha tudo para se
vangloriar. Ao invés disso ele colocou em pratica a orientação bíblica que
“Diante da honra vai à humildade.”
O
princípio da sabedoria é se sentir realmente necessitado dela. Salomão se
esvaziou de sua sabedoria própria e ao se esvaziar Deus teve como enchê-lo. Via
de regra pessoas autossuficientes são arrogantes e desprezam as demais. Com
Salomão aconteceu o contrário, ele desprezou o conhecimento próprio e assim
estava preparado para receber a sabedoria do Céu.
A
sabedoria do mundo não acrescenta nada ao ser humano. A verdadeira sabedoria é
aquela que desprezando o conhecimento humano se coloca com humildade aos pés de
Cristo para aprender Dele. Essa sabedoria é definida por Paulo como “pacífica,
tratável e de boa fama”. Essa é a sabedoria que deve permear a nossa vida.
Segunda
A
sabedoria divina capacitou e exige dos pais a transmitir para os filhos os
princípios da verdadeira sabedoria. Cabe aos pais seguir o conselho bíblico de
instruir os filhos diuturnamente. “Deitando-te e levantando-te.” Essa é uma
orientação que produz resultados que vão definir o futuro eterno dos filhos.
Diz a Bíblia: “E até quando envelhecer não se esquecerá dele.” Esse é o
objetivo da educação de berço.
Na
correria do mundo de hoje torna-se cada vez mais difícil esse contato diário
entre pais e filhos. Quando surgiu a televisão a preocupação da liderança da
igreja era de que ela iria prejudicar o relacionamento interfamiliar. Mas e o
que vemos hoje com a internet? Hoje a
“onda” é estar conectado. As pessoas são atropeladas, levam quedas, são
assaltadas e se batem umas contra as outras porque estão “conectadas”. Essa
mania de conecção pouco ou nenhum resultado positivo oferece.
Em
meio à tecnologia e a fome de conhecimento das coisas do mundo não sobra tempo
para a educação de berço. Já podemos ver os trágicos resultados. Famílias
desestruturadas, crianças crescendo sem as orientações que um dia as farão
sábias. Já presenciamos uma tragédia familiar.
Terça
O
convite à sabedoria apresentado por Salomão tem alguma semelhança com o convite
para a salvação apresentado por \Cristo. Jesus fez de tudo para que os judeus
se desvencilhassem de sua sabedoria própria e se apoderasse da sabedoria do
Céu. Quantas orientações preciosas Jesus lhes transmitiu, porém eram perolas
atiradas aos porcos.
Salomão
insiste para que haja uma verdadeira conversão entre o povo no sentido de mudar
o foco a respeito da verdadeira sabedoria. Em seu veemente apelo o sábio chama
o seu povo de néscios e loucos. É uma linguagem pesada e sem rodeios. O que ele
diria hoje quando vemos muitos membros da igreja que, indiferentes ao pregador
e a mensagem que ele apresenta estão cabisbaixos sintonizados nas informações
efêmeras que a tecnologia moderna oferece?
Quarta
A
expressão “filho meu” é repetida várias vezes, principalmente nos primeiros
capítulos de Provérbios o que demonstra o carinho de Salomão para com o seu
povo.
No
inicio do capitulo dois ele enfatiza mais uma vez a importância de se adquirir
a verdadeira sabedoria como mostra onde encontra-la. Sem convívio diário com
Deus é impossível obtê-la. Ele vai mais longe e insiste de que o desejo de se
obter a verdadeira sabedoria deve ter prioridade em nossa vida. Buscar a
sabedoria de Deus é mais importante do que prata e ouro.
Quando
vemos o empenho de Salomão em orientar o seu povo não dá para imaginar que esse
povo um dia foi destruído por falta de conhecimento. E pior, esse mesmo destino
está reservado a cada um que despreza hoje o conhecimento divino. A Bíblia
afirma: “O meu povo foi destruído por falta de conhecimento.” Que esse não seja
o nosso destino.
Salomão
apresenta a sabedoria de Deus como antidoto contra a perversidade do mundo que
nos rodeia. Ele afirma que “O bom siso te guardará, e a inteligência te
conservará.” A sabedoria de Deus nos dará a malícia de identificar o certo do
errado. “O bom siso te guardará.”
Quinta
Todas
as orientações dadas por Salomão nos dois primeiros capítulos do seu livro é
para que não aconteça com nenhum de nós o desastre apresentado no verso sete do
capitulo três. Ser sábio aos seus próprios olhos é o mais convincente atestado
de insensatez humana. Assim como “elogio próprio cheira mal” gabar-se de ser
inteligente é nauseante.
Mais
uma vez Salomão coloca o valor da sabedoria acima da prata e do ouro. Ele
apresenta a sabedoria de Deus como fonte de saúde e longevidade. Esses textos
nos mostram que a pessoa verdadeiramente sábia receberá dois benefícios
relativos à saúde. Primeiro será uma pessoa que vive tranquila com Deus e com o
seu próximo. Essa tranquilidade resulta em saúde. Por outro lado o conhecimento
que vem de Deus lhe mostrará os princípios para se ter uma vida saudável.
Salomão
mostra que a formação da Terra é resultado da sabedoria de Deus. Vemos detalhes
nas obras criadas por Deus que demonstram claramente a Sua sabedoria em ação.
Assim como a sabedoria de Deus criou um mundo perfeito Ele espera que cada um
de nós se apodere da sabedoria que vem do alto e que ela aperfeiçoe o nosso
corpo até alcançarmos a estatura completa de Cristo.
Conclusão
A
primeira pergunta para reflexão quer saber a diferença entre sabedoria e
conhecimento. Do meu ponto de vista a sabedoria é o sábio uso do conhecimento
e, ao mesmo tempo é a sabedoria que nos leva a selecionar o conhecimento a ser
adquirido.
A
humildade de Salomão em deixar de lado a sua própria sabedoria e buscar com
todo o empenho a sabedoria de Deus deve ser um permanente desafio para cada um
de nós.
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