Comentário da Lição da Escola Sabatina de 14
a 21 de fevereiro de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD
– Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O
livro de Provérbios foi escrito pelo homem mais sábio que o mundo já conheceu.
Ele exalta a sabedoria como o bem mais precioso que o ser humano possa
adquirir. Salomão conclui que a sabedoria humana é falha e traiçoeira e nos
exorta a buscar a sabedoria que vem de Deus. Foi reconhecendo essa verdade e se
desfazendo de sua sabedoria própria que ele se tornou o homem mais sábio de
todos os tempos exceto Jesus.
Em
seu livro Salomão esclarece que o homem tem duas opções. Ter a sabedoria que
vem do alto ou viver enaltecendo a sua própria sabedoria humana. Ele mostra ainda
que temos duas maneiras de expressarmos a nossa sabedoria ou a nossa
ignorância, ou seja, por palavras e ações. Dentro desse raciocínio ele exalta
as palavras quando ditas por pessoas que colocam a Deus em primeiro lugar. Muitas de suas palavras de Salomão encerram
verdades que permanecem firmes ao longo de séculos e milênios como verdadeiros
frutos de alguém que buscou de Deus a verdadeira sabedoria. Algumas dessas
máximas fazem parte do nosso estudo dessa semana.
O
autor da lição mostra que em parte nos somos frutos do meio em que vivemos e,
indo mais longe, somos um pouco ou muito do que ouvimos ao nosso redor. Esse
ouvir vem desde o inicio de nossa vida. Aprendemos a falar com os nossos pais e
daí para frente às palavras passam a influenciar a nossa vida para o bem ou
para o mal. Cabe a nós atentarmos para o que ouvimos e
falamos. Para proferirmos palavras sábias temos de nos municiar da sabedoria
divina. Há um princípio bíblico de que falamos daquilo que está cheio o nosso
coração. Caso o meu coração seja uma caixa vazia ou repleta de impurezas é
claro que a minha boca vai exteriorizar isso para as pessoas que estão ao meu
redor.
Ao
revermos algumas das máximas de Salomão durante essa semana possamos entender
que todos somos criaturas de Deus. Ele dotou a todos nós de tudo o que
necessitamos para viver de maneira sábia e prudente. A escolha está em nossas
mãos. Sabendo que somos todos iguais vamos respeitar e amar o nosso próximo com
a certeza que Deus o ama e espera que retribuamos esse amor uns pelos outros.
Vamos rever que a nossa confiança Nele nos reveste da esperança da salvação. Essa
esperança da salvação deve ser transmitida às nossas crianças e, assegura o
sábio: “Até velhice não se esquecerá.”
Domingo
A
Bíblia firma que de um só homem Deus fez toda a raça humana. ‘‘De um só fez
toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra…” (Atos 17:26).
E mais criados a imagem e semelhança de Deus éramos perfeitos. “E criou Deus o
homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis
1:27).
Jamais o meu avô materno concordou
com essa verdade bíblica. Para ele a criação do homem teve a atuação de Deus,
mas partiu de um processo que ainda esta em evolução. Para ele o homem surgiu
imperfeito, mas em vias de perfeição. Na sua crença nos passamos por todos os
reinos, ou seja: já fomos pedra, arvore, macaco e outras coisas. Ele respeitava
um grão de areia e um graveto como se fossem pessoas. Empregou boa parte de sua
vida fazendo experiência com plantas na esperança de descobrir a verdadeira
origem da vida.
Satanás implantou um monte crenças
no mundo com o objetivo de fazer o homem ignorar não só a sua origem como
também o seu criador. Um dos maiores trunfos conseguidos pelo inimigo foi
inspirar Darwin a desenvolver a
devastadora teoria da evolução hoje plantada na maioria das universidades do
mundo e defendida nos púlpitos de muitas igrejas e, por último endossada pelo
papa Francisco.
Talvez, por contradizerem o
principio de que todo o ser humano foi criado por Deus é que chegamos ao ponto
onde estamos onde ninguém respeita ninguém. A verdade proferida por Salomão
continua soando forte: ”O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a
ambos” (Provérbios 20:12).
Segunda
Jorão, filho de Josafá, foi um
péssimo rei em Judá. As coisas chegaram a um ponto que Deus interveio com uma
mensagem do profeta Elias: “Eis que o Senhor ferirá com um grande flagelo ao
teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. Tu
também terás grande enfermidade por causa de uma doença em tuas entranhas, até
que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal” (2 Crônicas 21:14-15). Foi
atacado por tipo terrível de câncer que o rei Jorão morreu. A sua biografia
termina de maneira melancólica. Diz o texto sagrado “E foi sem deixar de si
saudades; e sepultaram-no na cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (2
Crônicas 21:20).
Jorão teve tudo para se despedir da
vida deixando ótimas lembranças e muita saudade. Mas fracassou no teste da
vida. Ele inverteu os valores e pagou o preço. Diante de casos assim é que
Salomão faz a pergunta: “A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade,
porém o homem fidedigno quem o achará?” (Provérbios 20:6). Provavelmente o rei
Jorão imaginava que estivesse abafando, porém estava sendo abafado e, no final,
sufocado.
De nada adianta ter o mundo aos pés
e desconhecer Deus. Jeremias nos deixou uma importante advertência: “Assim diz
o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua
força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se
nisto: em Me entender e Me conhecer, que Eu sou o Senhor, que faço
beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o
Senhor” (Jeremias 9:23-24). E Jesus completa: “Se alguém quiser ser o primeiro,
será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Marcos 9:35).
Terça
Nesta semana li o livro do pastor
Assad Bechara onde ele comenta a vida de Itamar e exalta as suas virtudes.
Embora sendo gentílica ela tinha certeza de que Deus estava no comando de sua
vida e esperou com paciência. Foi condenada a morrer queimada, mas na hora H
escapou e granjeou reconhecimento nacional. Esperando no Senhor, ela escapou da
morte e, mais do que isso, encabeçou a lista de quatro mulheres que fizeram
parte da genealogia de Jesus.
Vivemos em uma cultura imediatista.
Orientações bíblicas como: “Espera no Senhor,
anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor” (Salmos 27:14)
estão em descompasso com o frenesi dos nossos dias. Quando eu era criança os
homens andavam a pé ou, as vezes a cavalo. As mercadorias eram transportadas em
carros de bois e em lombos de animais. Hoje aviões super sônicos resolvem em
minutos o que antes exigia dias ou messes. Apenas um detalhe: naquela época ninguém se queixava de atrasos
o que é rotina nos dias de hoje. “Espera no Senhor” é o grande recado que vem
do Céu para cada um de nós.
Quarta
Imagino que o conhecido provérbio “quem dá aos pobres
empresta a Deus” teve a sua origem com
alguém que leu Provérbios 19 17 onde diz “Ao Senhor empresta o que se compadece
do pobre, ele lhe pagará o seu benefício.” Devido ao clima de violência
reinante na sociedade e o número crescente de viciados em drogas, hoje é
difícil mantermos um contato direto com os pobres e necessitados. Quantas vezes
presenciei pessoas implorando ajuda na frente da igreja que frequento e, ao
recebe-la, atravessam a rua e gastavam tudo no boteco de frente.
Sempre que toco nesse assunto me lembro do meu pai.
Quantas vezes
O vi
pegar dinheiro emprestado para ajudar algum necessitado. As vezes sustentava famílias inteira por anos. Ele
tinha uma praxe: Na colheita do arroz ele entregava seis sacas de arroz para
cada trabalhado. Era arroz suficiente para uma família de cinco pessoas se
alimentarem por um ano inteiro. Mas o que normalmente acontecia é que três
meses depois da doação um ou dois ainda tinha arroz em casa. Certa vez
argumentei com ele: O senhor dá o arroz e eles trocam tudo por bebida
alcoólica, ao que ele respondeu “se eu olhar por esse lado término não ajudando
ninguém”.
A
tarefa de ajudar os pobres não é fácil. Mas é ai que Deus espera ver um
samaritano em cada filho seu.
Quinta
Tempos
atrás eu dizia que o juízo de uma criança começa no calcanhar e, à medida que
ela vai crescendo, o juízo vai subindo até chegar ao cérebro. Mas havia um
porém. Quando chegava a altura do bumbum ele parava de subir. Então com algumas
palmadas ele se assustava e corria para a cabeça. Hoje essa técnica com apoio
da Bíblia não usufrui de amparo legal. “A estultícia está ligada ao coração da
criança, mas a vara da correção a afugentará dela” (Provérbios 22:15). O
curioso é que quanto mais os homens se afastam dos princípios bíblicos e passam
a adotar métodos modernos de educação, mais cresce a criminalidade entre os
adolescentes. Mais uma vez cumpre o princípio bíblico “Não erreis: Deus
não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”
(Gálatas 6:7).
Conclusão
Do
que estudamos durante essa semana o autor parece enfatizar mais a educação dos
filhos e a nossa atenção para com os necessitados. Quanto à formação dos filhos
nem sempre eles permanecerão na verdade que aprenderam, mas isso não quer dizer
que o esforço tenha sido em vão. Além da paz de espírito que dominará cada pai
as instruções apresentadas nunca serão esquecidas. Inúmeros exemplos têm
demonstrado que realmente a criança não se esquece. “Educa a criança no caminho
em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios
22:6).
Quando
participamos de qualquer ação em favor do próximo sentimos que o maior
beneficiado realmente somos nós quem praticou a ação. Mais uma vez a Bíblia tem
razão. “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu
benefício” (Provérbios 19:17).
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