sexta-feira, 20 de março de 2015
A humoldade dos sábios
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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 14 a 21 de março de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto membro da IASD – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Certa vez um jovem aprendiz que acompanhava São Francisco de Assis se apresentou diante do religioso usando roupas velhas e rasgadas. Ao ser interrogado por que se apresentava daquela maneira ele respondeu: “Quero que todos saibam que de hoje em diante serei uma pessoa humilde.” O religioso olhou meigamente para ele e acrescentou: “Vejo a sua exaltação pelos buracos de suas vestes.”
Conheci um jovem que fez teologia, direito e falava várias línguas. Os seus sermões eram revestidos de uma riqueza de vocabulário que o colocava em um patamar muito acima da média e quanto mais ele notava que as pessoas gostavam de ouvi-lo mais ele se esmerava. Parece que se julgava ser realmente um pregador especial. O seu ministério durou pouco tempo e terminou a sua vida de mãos dadas com o mundo. Ele esqueceu-se de que “diante da honra vai à humildade” (Provérbios 18:12).
É conhecida a história daquele aspirante ao ministério que ao adentras a igreja para fazer o seu primeiro sermão deixou transparecer um exagerado ato confiança ao ocupar o púlpito. O seu sermão foi um fracasso. Ao perguntar para um ancião o porquê de sua tragédia ouviu a voz da experiência: “Você deveria ter subido ao púlpito da maneira como você desceu.”
Alguns apresentam uma humildade camuflada. Eles se apresentam como Paulo qualificou alguns fariseus de Seu tempo: “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:5). A Bíblia nos adverte: “Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio” (1 Coríntios 3:18).
Domingo
No estudo de hoje o autor faz uma pergunta difícil de ser respondida. Interroga ele: “Quem você acha que é?” A tendência do ser humano é ter uma visão distorcida de si mesmo. Então como proceder a essa avaliação? Creio que podemos fazer três coisas: Estudar a Bíblia, orar e permitir que pessoa mais experiente nos avalie.
Na parábola do fariseu e do publicano Jesus deixou claro que essa avaliação é determinante para a nossa salvação. Onde impera o orgulho e a autossuficiência não tem como a justiça reinar. Agur, mencionado por Salomão, reconheceu a sua ignorância e confessou: “Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo” (Provérbios 30:3). Uma pessoa que chega a essa conclusão com certeza é uma pessoa sábia.
Segunda
Agur continua demonstrando a sua pequenez diante da majestade do Altíssimo. Ele apresenta algumas perguntas para as quais só existe uma única resposta: Deus. Hoje vemos as nações gastando milhões de dólares para descobrir a origem da vida e o curioso é que quanto mais pesquisam e mais gastam dinheiro, mais confusos os cientistas ficam. Descobrir a origem da vida não envolve gastar dinheiro. Envolve apenas fé na Palavra de Deus.
Das cinco perguntas feitas por Agur no verso quatro do capitulo trinta, uma em especial me chama a atenção. A primeira vista parece ser uma pergunta boba e ingénua. Diz ele: “Quem amarrou as águas numa roupa?” Essa pergunta de Agur me faz lembrar do tempo em que eu ajudava o meu pai a fazer polvilho de mandioca. Depois de ralada a massa da mandioca era colocada em um pano e era lavada para retirar o polvilho. À medida que era derramada a água em cima do pano ela vazava levando consigo o polvilho para os reservatórios para decantação. No processo se vê que é impossível segurar água em um pano. Provavelmente Agur tenha tomado conhecimento da história de Gideão que, ao ser convocado por Deus a lutar contra as medianias, solicitou de Deus um milagre que consistia em deixar por uma noite, um velo de lã na eira e se no outro dia apenas fosse encontrado sereno no velo seria uma prova de que ele deveria partir para a luta. Sabemos o resultado. Apenas no velo tinha água. Ele foi e venceu as medianias. Segurar água em um velo de linha só Deus é capaz de fazer.
Gideão tinha um conhecimento experimental com Deus e não duvidava do Seu poder. Esse conhecimento aliado à fé permitiu que ele fosse um dos principais protagonistas da vitória de Israel sobre os seus inimigos.
Terça
Parece uma ironia a segunda parte da oração de Salomão quando ele pede para Deus: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza”. Isso porque ele nunca soube o que é pobreza. Fica mais fácil entender as palavras do sábio quando entendermos a sua conclusão sobre a vida. Veja o seu raciocínio: “E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo eram vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Eclesiastes 2:11). Salomão da os motivos dessa oração: “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Provérbios 30:9).
O apostolo Paulo tinha a mesma opinião. Veja as suas palavras: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Timóteo 6:8).
A Bíblia apresenta um exemplo claro de alguém que, depois de receber as bênçãos de Deus se revoltou contra Ele: “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação” (Deuteronômio 32:15). Jesurum é um tratamento carinhoso que, em alguns momentos, Deus usou ao Se referir a Israel.
Depois de vermos oque a Bíblia fala sobre o perigo das riquezas é impressionante vermos pastores hoje que incentivam as pessoas a lotarem as suas igrejas com a promessa de prosperidade financeira.
Quarta
Quando uma pessoa se apresenta arrogante para com os seus pais podemos dizer que chegou ao fim da linha, pois quem procede assim com os pais é porque tem essa mesma atitude para com a sociedade e para com Deus. A família representa o reduto e ponto de referencia de qualquer pessoa, quando esse elo é quebrado pouca ou nenhuma esperança existe.
Uma atitude arrogante foi a marca dos fariseus no tempo de Cristo e sabemos muito bem o que aconteceu com eles. Foram rejeitados. A arrogância pode vir à tona de três formas. Sucesso financeiro, sucesso cultural e sucesso de autoridade. Essas três coisas representam um perigo para qualquer ser humano.
Normalmente o arrogante tem um olhar altivo e isso Deus reprova: “Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei” (Salmos 101:5).
Quinta
Salomão deixou uma lição importante para nós que viemos em meio à agitação atual. Ele foi um rei e, como tal, tinha uma vida agitada. Dirigia uma grande nação com um detalhe que pesava ainda mais: aquela nação era o povo escolhido de Deus. Mesmo assim ele tirava tempo para observar a natureza e colher lições importantes para a sua vida. Veja o que ele fala da aranha: “A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis” (Provérbios 30:28). Isso é o que ele sabia da aranha naquele tempo. Imagine se ele soubesse que: “O fio da teia da aranha é um dos materiais mais resistentes que existem. Com uma espessura mínima, é capaz de parar um besouro que esteja voando velozmente. Se tivesse a espessura de um lápis, poderia fazer parar um Boeing 747 em pleno voo. Além da resistência, a elasticidade é outra característica desse fio. Para se ter ideia, ele pode ser estendido por longas distâncias sem se quebrar.”
Ellen G. White afirma: “Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (CBV, p. 114).
Jesus recorreu com frequência às lições que a natureza nos ensina. Ele falou da beleza dos lírios, do encanto dos pássaros, dos sinais de chuva e assim por diante.
Conclusão
Sábio é aquele que reconhece nada saber e se abebera com disposição dos ensinos que a Bíblia apresenta. A grande sabedoria de um sábio se reflete na sua maneira humilde de apresentar a sua sabedoria. “Em vossa fraqueza apegai-vos à força infinita. Suplicai humildade, sabedoria, coragem, aumento de fé, para que possais ver luz na luz de Deus e rejubilar no Seu amor” (CBV, p. 513).
Este é o penúltimo comentário a ser postado nesse blog. Estou empenhado em um novo projeto. Agradeço de coração a aqueles que me acompanharam durantes estes anos. O blog continuará trazendo postagens da meditação Reavivar a Esperança de minha autoria. Grato, Carmo.
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