domingo, 1 de março de 2015

Por trás da máscara

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 28 de fevereiro a 7 de março de 2015, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, membro da IASD – Central de Taguatinga, DF. Introdução Vivemos em um mundo onde impera as aparências. Já há alguns meses estamos acompanhando a situação de um brasileiro que caracteriza bem essa premissa. Ele se despontou como um dos homens mais ricos do Brasil, movimentava grandes negócios a ponto de exercer grande influencia nas bolsas de valores. Era proprietário de carros caríssimos e vivia de maneira luxuosa. De um momento para outro a fortuna do homem evaporou, ou melhor, ficou claro que ela nunca existiu. Uma autoridade declarou mais ou menos assim “Ele vivia de aparências e ostentava uma fortuna irreal.” Usando a máscara da prosperidade ele enganou a muitos. A raça humana foi vítima desse jogo sujo. No passado alguém usando a máscara de uma serpente encantadora enganou Eva e hoje somos o resultado desse engano. Quando eu era criança o uso de máscara era quase obrigatório nos festejos de carnaval. O uso delas incentivava a libertinagem fazendo do carnaval o que o próprio nome já traduz “O que a carne vale”. Quando foi introduzido o uso de máscaras no carnaval com o aval da Igreja Católica, o rei Carlos VI da França ficou tão empolgado que se fantasiou de urso e saiu de quatro pelas ruas de Paris. A máscara foi tão bem feita que a população amedrontada o matou à pauladas. Há poucos meses um conhecido apresentador de televisão encomendou uma máscara para passear pelas ruas sem ser reconhecido. Provavelmente, você e eu já encontramos com Silvio Santos por ai e imaginamos ser outra pessoa. Esse é um uso de máscara que não acarreta grandes prejuízos, mesmo assim oculta uma realidade. O pior uso de máscara acontece quando o ser humano usa a máscara para ludibriar outras pessoas. Voce já imaginou um cristão mascaradoç Ele vive de aparências. Na igreja é uma coisa, fora dela é outra. E o pior de tudo é quando esse mascarado cristão usa esse subterfúgio para prejudicar os próprios irmãos. Ele engana as pessoas, mas não a Deus. Domingo Depois de fazer alguns questionamentos como “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada. Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas” (Jó 26:7-8) Jó faz um desabafo “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?” (Jó 26:14). Não tem como o finito entender o infinito. Sabemos muito pouco da magnitude de Deus. Salomão esclarece que é dever dos reis procurar conhecer esse Deus. Provavelmente a sua orientação se prenda ao fato de que muitos governates naquela época eram considerados deuses e exigiam a adoração de seus súditos. Assim, a honra do rei está em descobrir entender um pouco desse Deus que é Senhor dos senhores. Nesse aspécto não existe exemplo mais claro do que o do próprio Salomão que ao lhe ser oferecido o que quisesse receber, ele pediu sabedoria para conhecer melhor o Deus que lhe destinara o trono. Jó apresenta uma curiosidade que sempre me chamou a atenção. Ele pergunta “Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?” (Jó 37:16). Como pode uma nuvem com bilhões de litros de água pairar sobre as nossas cabeças e, as vezes, se deslisarem tranquilamente pela imensidão dos ceus: Esse é o poder de um Deus do qual conhecemos tão pouco. Os reis são humanos e como tal não apresentam nenhum segredo que não possa ser revelado. Mas Deus é profundo e o Seu poder e maneiras de agir vai muito além de nossa imaginação. Segunda Salomão apresenta uma situação difícil. É o insensato ou tolo que se dispõe a se apresentar como sábio. Essa é uma máscara que não tem como dar certo. O contrário disso é uma pessoa que se apresenta de maneira simples, mas ao falar mostra uma fonte inesgotável de conhecimento. Lá pelos idos de 1960 conheci um jovem que respirava trabalho missionário. Sempre era o primeiro a chegar na igreja e não se esquivava de falar do evangélho para as pessoas com quem se encontrava. Certa vez ao chegar na igreja encontrou um senhor simples mas bem vestido de pé junto ao portão. Ele não pensou duas vezes deu um senhor estudo bíblico para o homem que, pacientemente ouviu tudo. No final ele convidou o símpático desconhecido para assistir o culto. Mas qual não foi o espanto daquele jovem ao ser apresentado o pregador daquela noite. O pastor Roberto Rabelo era o homem que acabara de receber um comovente estudo bíblico. Nesse episódio temos duas lições. A primeira é que aquele jovem não ocultava o seu cristianismo por detras de uma mácara. Ele vivia a mensagem que professava. E segunda lição é que por mais culto que sejamos podemos nos apresentar de maneira simples e atrativa. Salomão faz uma pergunta “Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos?” (Provérbios 26:11). Esse é o tipo de sabedoria que cheira mal. Conheço um irmão simples e de pouca cultura que faz pregações lindas e comoventes. Certa vez, numa reunião de um pequeno grupo, o demonio se apoderou de uma jovem. Ele se apresentou resistente. Liguei solicitando a presença do irmão Lázaro. Quando ele colocou os pés na porta a moça foi libertada. Essa é a maior necessidade nos dias de hoje. Pessoas consagradas que vive um cristianismo sem máscaras Terça Os versos de Provérbios 26:13-16 é uma pancada firme na cabeça do preguiçoso. Pena é que o preguiçoso de verdade jamais vai ter coragem de ler a Bíblia e muito menos esses versos. Alguém escreveu que: “O homem nasce para o trabalho assim como as faiscas saem para voar.” Ao ser criado o homem recebeu a responsabilidade de cuidar do jardim. Com o pecado ele deixou o jardim e foi lavrar a terra para a sua subsistencia. Note que no plano de Deus não existe lugar para o preguiçoso. Ele esta “ocupando a terra inutilmente”. A Trindade jamais necessitaria estar em atividade constante, mas veja o testemunho de Jesus: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17). Caso Deus cruzasse os braços um só segundo e não existiriamos mais. É graças ao seu trabalho permanente de manutenção da vida na terra é que estamos vivos. Paulo tem uma boa sugestão para quem não gosta de trabalhar. Diz ele: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10). A pior preguiça é aquela que nos impede de participar da proclamação da última mensagem de salvação para o mundo. É o caso daquele irmão que ao ser solicitado a fazer alguma coisa na igreja ele sempre escapa. Caso não estejamos dispostos a falar do céu para as pessoas é natural que fiquemos fora dele. Quarta O amigo inimigo é aquele que não mostra o erro para o seu amigo. É aquele que ve a necessidade de advertir o amigo mas se exime de faze-lo. Mantém uma amisade falsa. Um amigo que não se preocupa com o nosso futro eterno deve ser descartado. O dificil é identificá-lo. Geralmente o amigo inimigo é bajulador e nuca se comporta como crítico. Para ele a amisade vale mais que o amigo. E mais: se eu conheço a verdade para a salvação e me recuso partilhá-la, por mais que eu me apresente como amigo de alguém eu me comporto como o seu inimigo. Cuidado para não ser enganado por um inimigo que usa a máscara de amigo. Quinta Uma pessoa que erra e não é repreendida por um amigo esse amigo é um inimigo amigo. Quando o transgressor é repreendido pelo amigo ele deve aceitar a admoestação de alguém preocupado com a sua salvação. Às vezes a pessoa que está em pecado tem como inimigo o amigo que mostra a falha. A sua atitude deve ser o contrário, pois essa é uma amizade que compensa ser preservada. Alguém comentou: “A lisonja faz parte da política do mundo, mas não na de Cristo. Por meio da lisonja, pobres seres humanos, cheios de fraquezas e defeitos, são levados a pensar que são eficientes e dignos, tornando-se enfatuados em sua mente carnal. Ficam inebriados com a idéia de que possuem mais capacidade do que sucede em realidade, e sua experiência religiosa se torna desequilibrada.” O autor da lição enfatiza a necessidade de sermos sinceros e transparentes em nossas palavras e ações. Conclusão Gostei do pensamento que o autor colocou no final do estudo desta semana onde lemos: “Pessoas inteligentes conservam os seus amigos perto de si, e seus inimigos ainda mais perto.” Aqui vai um lembrete: Não podemos julgar as pessoas e julgá-las inimigas ou amigas. É necessário buscarmos a Deus diariamente e Ele nos ajudará nessa delicada missão. O importante é que Seus filhos revelem o Seu nome de maneira clara e sem máscaras.

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