Comentário ocasional
"NÃO SOU ADVENTISTA, MAS VEJO QUE É UM POVO BEM RESOLVIDO, ALEGRE; VERDADEIRAMENTE UM POVO SEPARADO QUE VIVE O QUE PREGA".
Certa vez passando pelo youtube me deparei com esta declaração que, ao mesmo tempo em que me encheu de alegria despertou em mim uma profunda reflexão. Será que a pessoa que escreveu está realmente falando toda a verdade sobre nós e falando sobre todos os adventistas?
Como eu desejo ser assim! Como eu desejo que toda a igreja seja assim!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Preparação para evangelizar e testemunhar
Comentário da Lição da Escola Sabatina de 19 a 26 de maio de 2012 preparados por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O verso áureo traz uma verdade que deve ser considerada por todos nós. É Jesus, através do Espirito Santo, quem nos convida para a salvação e ao mesmo tempo é Ele quem nos prepara para anunciar o evangelho aos outros.
Nem todos são chamados para o evangelismo, mas todos são chamados para testemunhar, mesmo quem foi chamado para o evangelismo. Testemunhar deve ser um estilo de vida adotado por todos que aceitam Jesus como o Seu Salvador. Testemunhar é um dom concedido automaticamente a todo o crente. Diz Ellen G. White: “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário. Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador. A graça de Cristo na alma é como uma fonte no deserto, vertendo para refrigerar a todos, e fazendo com que os prestes a perecer tenham sede da água da vida” (A Ciência do Bom Viver, págs. 102 e 103).
O testemunho se prende mais às nossas atitudes de momento. É lógico que todo testemunho se for precedido de treinamento alcançará melhores resultados. Mas fazer evangelismo depende de um preparo especial que às vezes envolve toda uma equipe. Além de preparo, o evangelismo depende de planejamento. Não esquecer que nem todos tem o dom de evangelizar, mas isso não quer dizer que todos não possam participar de uma campanha evangelística.
Seja com testemunho ou com evangelismo todos nós que um dia foi fisgado pelo evangelho seremos pescadores de homens. Um detalhe: toda pescaria tem as suas técnicas e os seus “macetes”.
Quando criança mamãe nos ensinava algumas técnicas de pescaria. Começava pelo tipo de peixe pretendido. Depois então ver o tamanho do anzol, o tipo de isca, se em água limpa ou suja, a fase da lua, se de manhã ou de tarde e assim por diante (Ver meditação Reavivar a Esperança, p. 165). Na pregação do evangelho é importante conhecer as pessoas com quem vamos trabalhar como religião, situação econômica, cultural, gostos e costumes, etc. De posse desses dados ver a melhor maneira de apresentar a mensagem para cada uma delas.
Domingo
A empresa que não se preocupa em treinar corretamente os seus funcionários está fadada ao fracasso. Uma das coisas que faz parte de um treinamento é despertar a consciência dos treinandos de que ele responde por toda a empresa independente do setor em que trabalha. Caso a solicitação de um cliente seja fora de sua área o funcionário deve encaminhá-lo a alguém capaz de atendê-lo.
Esse é o principio bíblico. A Bíblia afirma: “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:1).
Ao planejar um treinamento é necessário conhecer o nível de conhecimento do grupo sobre o assunto a ser abordado para que haja melhor aproveitamento e não aconteça algo parecido com o descrito por Jansen de Queiroz Ferreira administrador pós-graduado em Recursos Humanos e Finanças pela FGV e Economista pela UERJ. Ele escreveu: “Normalmente, no período de treinamento, ocorre uma embriagues de conhecimento seguida de uma ressaca de frustração.” O seu comentário refere a um treinador que usa palavras e métodos muito acima do nível de absorção de seus treinandos o que resulta em um grande equívoco.
Deus espera todo o nosso empenho em anunciar o evangelho a toda criatura.
Segunda
Jesus apresentava a mensagem de tal modo a deixar um gostinho de quero mais. Isso era tão comum com Jesus que às vezes era difícil encontrar tempo e lugar para descanso.
“O povo escutava as palavras da vida, tão abundantemente brotadas dos lábios do Filho de Deus. Ouvia as graciosas palavras, tão simples e claras, que eram como o bálsamo de Gileade para sua alma. A cura de Sua mão divina trouxe alegria e vida aos moribundos, e conforto e saúde aos que padeciam de moléstias. O dia afigurou-se-lhes o Céu na Terra, e ficaram inteiramente inconscientes do tempo que fazia desde que tinham comido qualquer coisa” (O Desejado de Todas as Nações p. 365).
E mais: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então "Segue-Me"” João 21:19 (A Ciência do Bom Viver, pág. 143). Essa deve ser a nossa maneira de testemunhar. Não há testemunho eficaz sem envolvimento com as pessoas. Observar com atenção o método usado por Cristo é o segredo do nosso testemunhar.
João Batista tinha dúvidas se Jesus era mesmo o Messias prometido. O Salvador foi claro ao solicitar que ele devia observar os resultados de Seu ministério. Um ministério exercido com simpatia é revestido de poder.
Terça
Durante os meus estágios como enfermeiro ao entramos em uma enfermaria para conhecer aquele que seria o nosso paciente, todos os colegas já sabiam qual seria o meu. A supervisora escolhia o mais complicado para mim. Embora o proposito fosse dificultar a minha aprovação, recebi uma experiência que nenhum outro colega teve. Essa atitude mesquinha na época me proporcionou uma experiência profissional que sempre me destacou ao longo do exercício da profissão.
É comum ouvirmos dizer que sem cair na água ninguém aprende a nadar. A melhor escola é aquela em que se aprende fazendo. As águias constroem os seus ninhos nos penhascos no alto das montanhas. Ali os seus filhotes estão a salvo de predadores. Mas chega o momento em que eles são empurrados do ninho para o imenso abismo vazio. Sobre este assunto alguém escreveu bonito: “Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia.”
O mesmo acontece conosco. Enquanto não trabalhamos para levar pessoas a Cristo não vamos compreender o privilégio de sermos filhos de Deus. O nosso crescimento espiritual tem muito a ver com o nosso testemunhar. Podemos ter muito conhecimento doutrinário mas se não repartimos com alguém ele se torna ineficaz em nossa vida. Temos tudo em mãos para um crescimento uniforme. “Os que tiveram o privilégio de ouvir a verdade, e foram impressionados pelo Espírito Santo a receber as Escrituras Sagradas como a voz de Deus, não têm desculpa para serem pigmeus na vida religiosa” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p 69).
Quarta
Hoje estudamos a parte mais complicada do aprendizado. Aprender com as falhas. Quem aprende com os próprios erros é inteligente, mas quem aprende com os erros de terceiros é sábio.
Eugênio Mussak educador e escritor afirmou: “Errou não faz mal, desde que você seja lúcido para admitir que errou, seja humilde para assumir a responsabilidade, seja esperto para consertar o resultado, seja sábio para incorporar o aprendizado.”
Em Joinville, uma empresa colocou na entrada uma placa que dizia: "Aqui é permitido errar". Trata-se de uma empresa adulta e atenta e, claro, competitiva e rica. Paulo Vanzolini, cientista e poeta, é autor do célebre rifão: “Levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima". Não podemos confundir tais posturas como incentivo ao erro mas um alerta para não errar e caso aconteça não permanecer no erro.
O desejo de mostrar Jesus para o próximo deve suplantar o nosso medo de testemunhar. Podemos ter a certeza de que sempre teremos anjos de plantão prontos a nos socorrer.
Quinta
A depender da mão em que está o sucesso é uma espada de dois gumes. Quantos diante do sucesso se exaltam como Nabucodonosor: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). O rei babilônico foi uma prova de que o sucesso nas mãos de pessoas despreparadas pode ser o maior fracasso. E o que dizer daquele fazendeiro que diante da farta colheita exclamou: “E direi à minha alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.” O verdadeiro sucesso é aquele que sufoca o eu e faz nítida a direção divina. Bill Gates afirmou: “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair.”
Poucos têm a humildade de aceitar o sucesso como um presente divino e estão aptas a receber mais. Se é difícil administrar de maneira positiva o nosso próprio sucesso, mais difícil ainda é colher lições positivas do sucesso de outrem. Quando o sucesso sobe à cabeça facilmente o corpo desequilibra e cai no abismo.
Conclusão
“Quem acha que não precisa de treinamento, precisa de tratamento” Robson Dutra.
domingo, 8 de abril de 2012
Evangelismo corporativo e testemunho
Comentário da lição da Escola Sabatina de 12 a 19 de maio de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
Na semana passada foi enfatizada a nossa participação individual no trabalho missionário. Agora estudaremos a nossa participação nas programações da igreja em todos os níveis. Por exemplo, nestes dias estamos envolvidos no projeto missionário A Grande Esperança, promovido pela DSA.
A nossa participação corporativa não é só participar dos projetos, mas também apoiar a liderança que está à frente deles. Hoje acontece com frequência de o calendário de atividades da associação ou união restringirem o espaço para projetos locais de uma igreja ou grupo. É comum ver irmãos descontentes com isso.
A receptividade era bastante desenvolvida na Igreja Primitiva. Tanto Lídia como o carcereiro recepcionaram os líderes da Igreja em suas casas. Nos dias atuais a receptividade de lideres da obra em nossa casa se faz de maneira muito limitada e se vê mais em regiões interioranas. Há pouco passei um mês acompanhando meu filho em seu ministério em Santana do Araguaia no Pará. O seu distrito cobre uma área com mais de duzentos quilômetros de uma extremidade a outra e as estradas são péssimas. Ali é comum os irmãos acolher em casa o seu pastor e demais lideres da obra.
A igreja que conheci aos cinco anos de idade era bem mais receptiva do que hoje. Papai sempre manteve as portas abertas para pastores, comportares e estudantes dos nossos colégios. Hoje lembro com saudades de estudantes como Otávio Costa e Rubens Lessa e de pastores atuantes na época como José Campos, Neil Gros e José Lessa. E o que dizer da lista de comporto como Leovegildo Reis, Herculano Rocha, Lázaro Bueno, Sebastião e Almerita Resende? Todos eles repousaram sob o nosso teto. Mas se hoje dedicarmos em apoiar os projetos desenvolvidos pela administração da Igreja já está de bom tamanho.
O nosso testemunhar deve estar envolvido com o planejamento da igreja como um todo. Somos parte de um corpo e o nosso viver e existir deve ser voltado para a edificação coletiva do Corpo de Cristo.
O verso áureo nos chama a atenção quanto à responsabilidade de passar para outros as verdades que nos trouxeram esperança e paz.
Domingo
A cada dia que passa se acentua mais e mais o trabalho em equipe. Hoje uma das principais preocupações de uma empresa, ao selecionar funcionários, é testar a capacidade de trabalhar em equipe de seus candidatos. A cada dia se torna mais claro o pensamento de que ninguém é uma ilha.
A nossa participação corporativa na igreja pode envolver o nosso trabalho isolado, mas afinado com os propósitos da igreja ou em duplas ou em alguma equipe voltada para algum projeto que promova o crescimento corporativo de nossa instituição.
O trabalho corporativo tem a ver também com o que podemos dizer continuidade. Na igreja não deve existir projetos individuais. Quem assume um cargo na igreja deve ter a humildade de dar prosseguimento ao trabalho já em andamento. A marca do eu tão comum entre políticos não deve existir entre nós. E isso apenas será possível se desenvolvermos o princípio de Cristo: “Viver para servir e não para ser servido.”
O carcereiro de Paulo e Silas estava em uma posição de superioridade em relação a eles, mas ao ser tocado pelo Espirito Santo sentiu a sua pequenez e a necessidade de ser ajudado pelos apóstolos.
Outro detalhe importante é que no desempenho de nossas atividades na igreja, necessitamos, com frequência, de algum conselho ou palavra de ânimo. A pessoa isolada fica atada a sua própria capacidade ou deficiência de absorver dúvidas e impactos e, portanto, é mais exposta ao desânimo.
Segunda
O estudo de hoje chama a nossa atenção para o perigo do individualismo. Nenhuma atividade da igreja deve ser desenvolvida de maneira isolada. Quando algum líder de departamento age de maneira particular ele não só cria uma área de conflito na igreja como também espoe o seu departamento ao fracasso.
Geralmente uma igreja trabalha com uma agenda geral que envolve todos os seus departamentos. Tudo é amplamente discutido e cada evento de cada departamento deve se encaixar nas atividades gerais da igreja. Nessas discussões devem ser eliminadas todas as dúvidas.
Duas coisas devem fazer parte de um planejamento. Objetivos e meios. Caso o objetivo de uma igreja é evangelizar uma determinada área ela deve oferecer aos seus membros as ferramentas de trabalho como materiais, treinamento e incentivo. A motivação inerente a cada um de nós deve ser reforçada e reavivada pela liderança. Uma igreja motivada avança a passos largos.
O salmo 37 é um precioso manual para todo aquele que deseja ser vitorioso no testemunhar. Ele nos oferece a certeza de que Deus está no comando e atento em nos oferecer segurança e firmeza no testemunhar.
Terça
Cada um de nós deve ter a humildade necessária para assumir qualquer lugar na execução do projeto geral da igreja. Muitos se melindram ao serem indicados para um cargo de pouca notoriedade.
Sempre que toco neste assunto me vem em mente a história de Moisés quando Israel lutou com os amalequitas. Em quanto as mãos de Moisés estavam estendidas, Israel prevalecia, como as suas mãos eram pesadas, Arão e Hur as seguraram até o fim da batalha. Diz o verso: “Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pós” (Êxodo 17:12).
Alguns se recusam a sustentar as mãos de alguém e não aceitam serem atores coadjuvantes. Caso não apareçam voluntários para carregar o piano o concerto não acontece.
A disposição dos filipenses em pregar o evangelho impressionou o apostolo Paulo. Disse ele: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas,
Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora” (Filipenses 1:3-5).
Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas,
Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora” (Filipenses 1:3-5).
Fico imaginando a felicidade de um pastor que conta com uma igreja assim!
Quarta
Antes de Paulo exortar os irmãos de Éfeso a promoverem o crescimento da igreja ele faz uma séria advertência: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes” (Verso 14). Você já observou como que as crianças mudam de ideia com facilidade. Elas ainda não possuem firmeza de propósitos. Ao mesmo tempo em que estão desenvolvendo um projeto em equipe se desentendem e partem para projetos individuais. Paulo condena esse comportamento infantil dentro da igreja.
Paulo usa duas palavras mágicas para que o crescimento da igreja aconteça. Unidade e Amor. Sem que haja espírito de unidade e amor as coisas não deslancham. Cada um deve desempenhar a sua parte sem rivalidade pensando no bem comum.
Cada pessoa deve fazer a sua parte com espontaneidade dando preferencia aos seus dons, mas isso não significa que ninguém tem o dom de fazer determinadas coisas. Certa vez participei de uma pamonhada promovida por determinada igreja. Observei que todos se recusavam a ralar milho. Não me lembro de nunca eu ter ralado tanto milho como naquele dia.
Paulo afirma que “todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Efésios 4:16).
É curioso ver a organização funcional das formigas. Elas se revezam em equipes e assim trabalham diuturnamente. Além da rainha, num formigueiro existem as sentinelas (segurança), operárias (fazem os túneis do formigueiro e buscam alimentos) e as enfermeiras (cuidam das larvas). Elas não dependem de chefias e cada uma desenvolve o seu trabalho com esmero e dedicação. Organizadas assim elas impingem medo aos agricultores e podem destruir uma plantação em apenas uma noite. Imagine se tal organização existisse entre nós!
Quinta
O evangelho não é propriedade exclusiva de ninguém. Quem recebe o evangelho e permanece inativo sem passa-lo adiante comete suicídio espiritual. Tal atitude demonstra que a pessoa não está convertida. As boas novas devem fluir automaticamente de minha vida.
A nossa vida espiritual é como andar de bicicleta. Temos que estar em movimento, do contrario caímos. Trabalhei muito com enxadas, machado, foices e facas. Uma ferramenta por mais bem afiada que esteja, caso não seja usada, com o tempo ela perde o fio.
Uma das coisas que Paulo enfatiza é a necessidade transmitir ao converso toda a instrução possível. Ele deve receber toda a orientação necessária para testemunhar com sabedoria. Esse testemunhar com sabedoria não quer dizer apenas conhecimento, mas ter desenvoltura ao faze-lo. Um conhecimento transmitido de cabeça baixa e cara fechada dificilmente dará resultados positivos.
Conclusão
Qualquer projeto da igreja não deve ser lançado sem um exaustivo planejamento que envolve pontos básicos como:
- Possibilidades financeiras da igreja.
- Material humano necessário para a execução.
- Material de consumo adequado.
- Equipamentos disponíveis.
- Orientações básicas para a (as) equipe(s).
- Promover o envolvimento da igreja como um todo.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Evangelismo pessoal e testemunho
Comentário da lição da Escola Sabatina de cinco a doze de maio de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
A lição desta semana traz trinta perguntas incluindo as notas e o rodapé das páginas. Parece que foi intensão do autor provocar o nosso raciocínio com o propósito de reavivar o nosso senso de responsabilidade para com a pregação do evangelho.
De todas as perguntas as que mais mexeram comigo são as derivadas do salmo 139. O salmista demonstra o seu desejo de ter uma vida consagrada para melhor testemunhar de Deus para o mundo. Nos dois últimos versos Ele faz dois pedidos especiais que por muitos anos tem aguçados a minha imaginação. Veja:
- Sonda-me, ó Deus.
- Prova-me.
Não sei se todos nós temos consciência do que significa pedir para que Deus sonde o nosso coração e se necessário nos submeta às provações. Não sei o que significa para cada um de nós sermos provados por Deus. Jó não fez essa oração e foi provado até no fundo de sua alma. Não sei qual é a nossa disposição de sermos provados como foi Davi que, em dado momento implorou: “Torna a dar-me a alegria da salvação.”
Vejo com frequencia a igreja cantar o hino 398 do Hinário Adventista
que traduz em cântico essa oração de Davi. Quando cantamos este hino não sei quantos de nós estamos dispostos a permitir que Deus, se necessário, nos prove. Espero que todos nós tenhamos consciência do significado de cantarmos este hino e que estejamos dispostos a aceitar as provações que Deus julgar proveitosas para que o nosso testemunho seja realmente eficaz.
Já fiz três cateterismos cardíacos e alguns eco cardiogramas. No cateterismo uma sonda é introduzida por uma artéria e ao chegar no coração faz uma sondagem de todos os vasos sanguinos que irrigam o coração. Já o eco cardiograma é capaz de detectar qualquer irregularidade nas valvas, átrios e ventrículos. Quando nos submetemos a um exame destes temos que estar dispostos a nos submeter a uma angioplastia ou a uma cirurgia cardíaca de alto risco se for necessário.
Quando Deus sonda o nosso coração o seu propósito é detectar e reparar alguma coisa que esteja interferindo em nosso testemunho cristão. Oremos conscientes para que Ele nos sonde e faça o que for necessário para que sejamos um cheiro de vida para vida.
Domingo
O senário era o lugar mais frequentado pelas autoridades judaicas: a porta do templo. A pessoa beneficiada era homem coxo de nascença conhecido de todos. Os operadores do milagre, dois pescadores indoutos sem nenhuma projeção social.
Fazia pouco tempo que os sacerdotes haviam dado o que julgavam fatal, um sério golpe no Cristianismo. Jesus, o líder foi morto de maneira vergonhosa. Mas logo depois as “más línguas” começaram a propagar que o Mestre havia ressuscitado. Por mais que as autoridades tentassem sufocar aquele “boato”, milagres em nome de Jesus aconteciam a todo o instante. Só que agora a coisa foi escancarada demais. Aconteceu bem ali na porta do templo.
De súbito um conhecido paralítico entra no templo saltando e louvando a Deus. Acostumados a vê-lo só na porta mendigando agora, além de vê-lo saltar dentro do templo, podiam ouvi-lo bradar a plenos pulmões os nomes dos autores do espantoso milagre.
Todos estavam boquiabertos. Os dois homens que operaram o milagre eram dois fracassados pescadores que abandonaram a profissão para seguir um andarilho que Se denominava ser o Filho de Deus.
Para aumentar o constrangimento dos sacerdotes Pedro faz um eloquente sermão de exaltação ao salvador que eles haviam crucificado. O Sinédrio foi convocado. Mas as autoridades rapidamente chegaram à conclusão do segredo de tudo aquilo: Eles haviam estado com Jesus.
A vida daqueles dois apóstolos era uma prova sem exageros de que “Jesus sempre fica por onde passa.”
Segunda
Felipe sabia muito pouco de Jesus, mas sentiu a necessidade de apresenta-Lo para os seus amigos. Eufórico vai contar as boas novas a Natanael. Sobre este encontro comenta Flávio Persona: “A mensagem de Filipe não está totalmente correta. Ele diz ter encontrado aquele de quem escreveram Moisés e os profetas, Jesus de Nazaré, filho de José. Jesus não era de Nazaré, era de Belém, e não era filho biológico de José, mas tinha sido gerado pelo Espírito Santo. Mesmo sem saber tudo sobre Jesus, Filipe é usado por Deus para levar as boas novas.”
Apolo era eloquente e poderoso nas Escrituras. Sabia muito sobre João e quase nada sobre Jesus. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus. Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo (Ler Atos 18).
Jesus Se tornou conhecido no mundo por intermédio de pessoas que mesmo não O conhecendo bem, estavam ansiosas de mostra-Lo para os seus amigos. Se você acabou de conhecer o Salvador, não se acanhe achando que só pode falar dEle depois de conhecer muito bem a Bíblia. Os sacerdotes estudavam todos os dias as Escrituras e se gabavam de conhecê-las, e mesmo assim crucificaram o Messias.
Eu não sei qual seria o futuro de nossa igreja sem a participação efetiva de membros simples e às vezes analfabetos. Conhecimento é importante, mas não é tudo.
Terça
Comentei a parte anterior sem ter observado o assunto de hoje. Fiquei emocionado ao ver este comentário do autor da lição: “A Bíblia nos revela que Deus não está necessariamente procurando os mais qualificados, e sim, os que estão dispostos a ser usados, sejam quais forem os seus dons e talentos” (Lição professor, p71).
O salmo 139 fala da necessidade de vivermos em pureza de vida. Essa é a maneira mais eficaz de impressionar os nossos amigos e vizinhos e despertar neles o interesse de conhecer o nosso Deus.
O nosso potencial tem a ver com a nossa vida espiritual. Diz o autor da lição: “É bom pedir que Deus nos examine e mostre nossa verdadeira condição, porque ela influencia o nosso potencial” (Lição professor, p 71).
Quarta
Pedro faz um chamado extensivo a homens e mulheres. Mostra a responsabilidade que temos de testemunhar do amor e do poder transformador do evangelho. Com uma vida coerente com os princípios do céu estaremos prontos para testemunhar.
Pedro enfatiza três pontos:
- Vida santificada
- Conhecimento doutrinário.
- Equilíbrio psicológico
Além de consagração e conhecimento bíblico é necessário que sejamos equilibrados psicologicamente. É comum pessoas se irritarem conosco em conversa sobre a Bíblia. Talvez, já cientes de que falta amparo bíblico para apoiar as suas crenças, já se armam contra nós.
Conheço uma denominação religiosa que não prega nenhuma doutrina bíblica e que orienta aos seus membros a não discutirem com ninguém. Como não tem base bíblica a ordem é o silêncio. Mas esse não é o conselho bíblico. Pedro insiste: “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).
Jesus nos compara a uma luz. A luz não tem outro objetivo a não ser brilhar. Esse brilhar tem dois objetivos. O primeiro é para que o mundo veja o que o evangelho mudou em minha vida. E o segundo é este testemunho levem as pessoas a glorificarem a Deus. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).
Quinta
Certa vez eu colportava em uma cidade e ao mostrar um livro que dava orientações sobre os malefícios do cigarro, a senhora que me ouvia pediu licença e foi até o quarto. Retornou com um exemplar do mesmo livro que eu lhe estava mostrando, ainda lacrado no plástico vindo da editora.
Emocionada ela me disse: “Comprei este livro para me ajudar a romper com o cigarro. Com ele em mãos raciocinei que era ridículo uma senhora mãe e avó usar um livro para deixar um vício tão vil. Todas as vezes que vinha a vontade de fumar eu olhava para o livro e dizia para si mesma: Não vou ler você e também não vou fumar.”
Duas coisas me chamaram a atenção naquele dia. Como é bom encontrar pessoas que, por intermédio de outrem, foi beneficiada com a nossa mensagem. E que poder tem a nossa literatura ao ponto que um livro mesmo fechado cumpriu o objetivo para o qual foi escrito.
Certa vez ao fazer um contato missionário com um vizinho ele me adiantou: “Já faz alguns anos que estudei a Bíblia com um adventista.” E adiantou: “Conheço sobre o Santuário, o Milênio, o sábado enfim, só me faltou decidir.”
O testemunho pessoal é uma arma missionária poderosa que passa de mão em mão e, ao longo da história, vai semeando os seus resultados. Por mais insignificante que possa parecer a nossa participação no testemunhar, é ela que faz da nossa igreja o que ela é hoje.
Conclusão
Gosto de dizer para os irmãos que é gostoso falar de uma igreja fundamentada na Bíblia. Tanto o surgimento profético como as doutrinas fundamentais tudo está bem fundamentado nas Escrituras. Quem se propõe seguir a Bíblia está caminhando conosco.
Podemos pregar e testemunhar de peito aberto.
Pensamento
O testemunho pessoal é uma arma missionária poderosa que passa de mão em mão e ao longo da história vai semeando os seus resultados. Carmo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Pensamento
No testemunhar conhecimento é importante mas não é tudo. Carmo
Assinar:
Postagens (Atom)