quinta-feira, 28 de julho de 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 6 a 13 de agosto de 2011

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Adoração nos Salmos
Carmo Patrocínio Pinto é membro da Igreja Adventista Central de Taguatinga DF e autor do devocional Avivar a Esperança.

A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 deles. 12 salmos, como já vimos em comentário anterior, são atribuídos a Asafe. Os filhos de Corá são considerados autores de nove salmos e o rei Salomão de pelo menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um salmo cada. Os outros 51 salmos são de autoria anônima. O salmo 91 é o mais acessado. Os Salmos são considerados o coração do Velho Testamento. Na Igreja Católica a reza Rosário com 150 Ave Marias é uma referência ao livro dos Salmos
            Vários salmos relacionam-se com os acontecimentos que marcaram a vida do rei Davi. O Salmo 59 tem a ver com a ocasião em que Saul teria enviado homens à casa de Davi para prendê-lo. Já os Salmos 34 e 56 referem-se à sua fuga de Saul. Por sua vez, o Salmo 142 foi composto quando Davi encontrava-se escondido na caverna de Adulão, na região do mar Morto. Ao terminar a perseguição de Saul, Davi compõe o Salmo 18, ressaltando a fidelidade de Deus. Quando é confrontado pelo profeta Natã sobre o seu adultério com Bate-Seba e a morte de Urias, Davi compõe o Salmo 51, demonstrando o seu verdadeiro arrependimento. Novamente ao ser perseguido, agora por seu filho Absalão, Davi ainda escreve os Salmos 3 e 7, que revela sua confiança no livramento de Deus. Os salmos 42 a 72 são salmos de Louvor e Adoração.
Não sabemos quando Davi escreveu as palavras do verso principal desta lição. Como ele gostava de estar na igreja! Era o lugar onde ele presenciava o coral de Asafe cantar os seus salmos. Era na igreja que ele louvava e adorava o Senhor e sentia a brisa da graça a lhe envolver.
O salmo 19 é um canto que se divide em três partes. As coisas criadas mostram a glória de Deus, 1-6. A palavra mostra sua graça, 7-11; Davi ora por graça, 12-14. Davi estudava os dois livros de Deus de seu tempo, o que existia de revelado na Palavra de Deus e a Natureza.
O salmista afirma que os céus declaram a gloria de Deus. Se os seres celestiais já tem uma idéia bem clara desta gloria, a quem ela está sendo revelada? Claro, que são para nós seres humanos! O Sol executa o movimento de translação ao redor do núcleo da nossa Galáxia, completando uma órbita a cada 226 milhões de anos a uma velocidade média de 800.000 km/h ou 230 km/s. A Galáxia possui um diâmetro de 100.000 anos luz e é do tipo espiral com quatro braços. O Sol se situa num pequeno braço da espiral denominado braço Local ou braço de Orion.. A cada 100 milhões de anos o Sol passa por um braço da Galáxia e essa passagem dura 10 milhões de anos.  O ano do Sol é de aproximadamente 230 milhões de anos terrestres e todos os demais corpos do Sistema Solar o acompanham nessa viagem, inclusive nós. Parece impensável não é? Mas, vamos um pouco mais além: existem centenas de milhões de estrelas na Via Láctea, a galáxia a que pertence o Sol. A Via Láctea é apenas uma das milhares de galáxias visíveis pelos potentes telescópios modernos. Durante a nossa existência de 80 anos o Sol percorre 4.779.000.000.000. de km. Mas, considerando a extensão de sua órbita, praticamente ele não saíu do lugar. O Sol é uma estrela de tamanho médio e como ela, existe mais de 100 bilhões só em nossa galáxia.
Este mesmo Sol aparece diariamente no horizonte “o qual [Sol] é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho” Verso 5. As últimas descobertas na área da astronomia nos mostram a profundidade das palavras de Davi neste salmo. Silenciosamente o Universo nos faz um eloquente apelo para adorarmos o Deus criador.
Na segunda parte do salmo Davi rememora a grandiosidade da Lei de Deus. E, nos últimos versos, ele reconhece a sua fragilidade e externa o seu desejo que Deus o ajude a observar os Seus princípios. Diante das duas contundentes manifestações de Deus através da natureza e de Sua palavra, o salmista se sente muito pequeno para, sozinho, observar os Seus preceitos.
O salmo 73 é o segundo salmo atribuído a Asafe.  Este salmo é muito parecido com o salmo 37, inclusive a numeração de um é a do outro invertida. A leitura do salmo 73 deve ser seguida da leitura do Salmo 37. Isso porque o salmo37 mostra com mais detalhes o final dos ímpios.
Ásaf  é uma prova de que qualquer um de nós pode experimentar momentos de desânimo e  desconfiança em Deus, não importa a nossa posição na igreja. Asaf foi escritor, líder, compositor e maestro do coral em Israel. Fazia parte da cúpula administrativa da igreja. Mesmo assim, foi assediado por momentos de desânimo e desconfiança. É errado ficar num estado de desespero, mas não é errado sentir-se perplexo. Nem sempre o céu será todo azul, límpido e brilhante. Paulo já dizia: “Perplexos, mas não desanimados” (2 Co 4.8).
Para muitos comentaristas o verso mais importante deste salmo é o verso 15. Quando Asaf evita demonstrar as suas dúvidas para os seus filhos. “Se eu dissesse: Falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos” Salmo 73:15. Um recado para nós. Quantas vezes a sobremesa do almoço de sábado se resume em pontuar comentários negativos sobre o sermão, o pregador ou a alguém que desempenhou alguma atividade na igreja. No futuro, quando estas criaças já se tornarem jovens e necessitarem de algum conselho ou orientação, serão estes líderes desdenhados hoje, que serão chamados para prestar-lhes socorro. Serão ouvidos?
O ímpio desdenha do sacrifício de Cristo e não aceita a Sua mediação pelo pecador no Santuário Celestial. Mas, não é por isso que Deus vai impedi-lo de prosperar, talvez, mais do que Seus filhos tementes, pois, para o ímpio tudo pode. O futuro de bons e maus passa pelo Santuário Celestial. O futuro de cada um será determinado pela aceitação ou rejeição do que se passa ali.
Quando a cortina se fechar, quando o último aplauso parecer contemplar o ímpio; Quando o Juízo se assentar; Deus agirá em favor de Seus fieis. Ai então verá que a diferença entre os ímpios e os justos será a eternidade oferecida a estes.
Na parte de terça, estudamos os dois problemas mais sérios de nossos dias. Competitividade e Consumismo. O homem vive de comparações. Comparam o seu carro, a sua casa, os seus bens com os dos vizinhos. E o desejo de ser igual ou superior tem tirado a paz de milhões. A indústria cada dia oferece um produto novo e a tendência é colocarmos no museu o celular ainda novo que compramos ontem.  E para alavancar desejos e cobiças, diariamente a mídia apresenta novos produtos ou apenas uma nova roupagem que faz brilhar os nossos olhos. Para o mundo, ter é mais importante do que ser.
Na correria para atender as exigências da competitividade e do consumismo o relacionamento com Deus fica seriamente comprometido. Não sobra tempo para adorá-Lo e para meditar em Sua Palavra. Os filhos de Core esclarecem que pessoas que vivem assim são como os animais que perecem.
Na imensidão do Universo existe um minúsculo grauzinho de areia que é o planeta para o qual Deus devota especial atenção. Pois é ai que moram as pessoas que Ele mais ama: você e eu. É neste planeta que Ele solicitou a construção de uma cabana para que Ele pudesse morar junto de nós.
Davi demonstrou o seu desejo de que a sua oração encontrasse guarida no Santuário. Em seu tempo, um ritual diário de sacrifícios deveria mostrar para os seres humanos, que embora feridos pelo pecado, Deus deseja nos restaurar e, mais do que isso, estar conosco por toda a eternidade.
Embora pecadores, temos acesso ao Trono da Graça, onde qualquer pecador arrependido encontra socorro em momento oportuno. Todo o Céu está empenhado em salvar o pecador. A adoração tem um sentido bem mais profundo do que às vezes imaginamos. Ao adorar nos colocamos reverentes diante de um Deus de cuja magnitude apenas conhecemos a orla dos Seus caminhos. Para Deus, a figura do templo vai além de uma igreja construída. Ele pergunta: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" I Cor. 3:16. Deus não só quer morar entre nós, mas Ele espera morar em nós. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” Apocalipse 3:19. Quando a dúvida e o medo nos assediar lebremos de Sua promessa: "Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido... Para o vivificar" Isaías 57:15).
Os primeiros versos do salmo 78 Asaf faz um apelo para que o louvor a Deus seja perpetuado nas gerações futuras. O seu desejo é que todos tenham a esperança que só Deus pode proporcionar. Recordar as bênçãos de Deus derramadas sobre o Seu povo ao longo da historia deve avivar a nossa esperança.
A lição desta semana finaliza com um apelo para que não nos esqueçamos de adorar o nosso Criador e Redentor. O Seu cuidado pelo Seu povo ao longo da história deve ser lembrado a cada instante. Os salmos estão repletos de mensagens de ânimo mostrando que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” Salmos 46:1.                                                                                                                                                             

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