quinta-feira, 28 de julho de 2011

Meditação

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A mensagem
Então Ageu, o mensageiro do Senhor, falou ao povo, conforme a mensagem do Senhor, dizendo: Eu sou convosco, e diz o Senhor. Ag 1:13

     Era o dia 6 de janeiro em 1974. Logo pela manhã, eu vinha de Registro, SP, para a capital, quando me deparei com um extenso congestionamento. No alto da serra, uma coluna escura de fumaça denunciava que algo de grave havia acontecido.
     Com um grupo de rapazes, descemos do ônibus e nos dirigimos caminhando até o local.  Um caminhão carregado de tambores de óleo perdeu os freios e colidiu com outros cinco veículos, entre eles, um caminhão que levava seis pessoas na carroceria. Os corpos, todos seriamente mutilados, estavam espalhados pelo asfalto. O óleo dos tambores formou um lago de fogo que os consumia um a um. Entrei no cerrado e consegui uma imensa vara e, com ela, fui arrastando para a margem da rodovia o que ainda restava deles. Um forte cheiro de carne queimada se juntava ao dos pneus que explodiam numa sequência parece que planejada, espalhando fumaça, labaredas e pânico por todos os lados.
     Logo chegaram os bombeiros que ao verem a magnitude da tragédia, decidiram passar uma mensagem para São Paulo, solicitando que a rodovia fosse interditada desde o início. Porém, por mais que tentassem, não conseguiam estabelecer o contato. A interferência de um rádio ligado prejudicava a mensagem.
     Aglomeradas ali estavam centenas de pessoas sem ter água para beber e sem comida. Crianças choravam de medo, fome e sede, sem que ninguém pudesse fazer coisa alguma. A tentativa desesperada dos bombeiros em estabelecer o contato era para não aumentar o caos.
     Em dado momento, um deles subiu no alto de uma das viaturas e lançou um olhar sobre aquele mar de gente confusa. Pareceu que havia descoberto alguma coisa, pois desceu rápido e saiu abrindo caminho por entre a multidão. Fiquei curioso para ver aonde ia e o que iria fazer. Ele se dirigiu rumo a um jovem que, indiferente a tudo de horrível que acontecia ao seu redor, cantava e dançava ao som de músicas carnavalescas que provinham de seu rádio, pendurado no galho de uma árvore. O bombeiro foi enfático e com o dedo em riste ordenou-lhe: “desligue o seu rádio, pois ele está interferindo em nossa mensagem.”
     O mundo está diante de uma grave tragédia que já começa a se abater sobre os impenitentes. O momento é solene. Multidões estão no vale da decisão. Existe fome, terremotos, guerras, sequestros, lágrimas e ao nosso redor milhares de vidas se perdem  em fração de minutos.
     Como igreja, temos uma mensagem de esperança para essas pessoas aflitas. Será que em nossa vida não existe algum rádio ligado neste momento tão impróprio? A nossa maneira de ser e agir não está bloqueando a propagação da mensagem?

Devocional Avivar a Esperança, p. 11




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