Carmo Patrocínio Pinto
Ainda a pouco dias participamos de um velório. Os familiares do falecido são católicos
fervorosos e estavam desesperados. Um choro convulsivante dominava quase todos
os presentes. Ao chegarmos em nossa casa
a minha esposa comentou: “Como é difícil para pessoas católicas enfrentarem a
morte.”
A doutrina de um purgatório e a
incerteza da salvação os levam a rezar durante todo o velório. Depois, missas e
a queima de velas demonstram o interesse dos familiares de que o morto alcance
o favor divino diante das portas do Céu.
Em sua saudação aos tessalonicenses
Paulo e seus companheiros usam as palavras "graça e paz" (1 Tessalonicenses 1:1). A primeira, de uso comum
entre os gregos, mas não com o real significado que a Bíblia confere e o fiel
cristão desfruta. E paz, um fruto da graça que só os que aceitaram a Cristo
podem usufruir em toda a sua plenitude. Realmente minha esposa tem razão. O
velório de um ente querido de uma família que vive em comunhão com Cristo é
muito diferente. Podem existir lágrimas,
dor e tristezas, mas tudo circundado por uma auréola de esperança que só Jesus
pode outorgar.
Os
irmãos de Tessalônica enfrentavam, dores, lágrimas, perseguições mas
desfrutavam desta
“paz que excede a todo o entendimento”. A vida de quem confia nas palavras: “A
minha paz vos dou” é realmente algo extraordinário. A promessa de Deus é maravilhosa.
Ele diz: ”Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio” (Isaias 66:12). Quando
leio esta promessa me vem à mente rios grandes como Tocantins, São Francisco,
Negro e rio Amazonas.
Paulo
tinha certeza que os tessalonicenses desfrutavam desta paz. Essa é realmente
uma paz inexplicável e por mais que queiramos entende-la ela esgota todo o
nosso entendimento sem que atijamos o seu âmago porque é divina.
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