sexta-feira, 8 de junho de 2012

A paz de Deus

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Carmo Patrocínio Pinto

Ainda a pouco dias participamos de um velório. Os familiares do falecido são católicos fervorosos e estavam desesperados. Um choro convulsivante dominava quase todos os presentes. Ao chegarmos em  nossa casa a minha esposa comentou: “Como é difícil para pessoas católicas enfrentarem a morte.”
            A doutrina de um purgatório e a incerteza da salvação os levam a rezar durante todo o velório. Depois, missas e a queima de velas demonstram o interesse dos familiares de que o morto alcance o favor divino diante das portas do Céu.
            Em sua saudação aos tessalonicenses Paulo e seus companheiros usam as palavras "graça e paz" (1 Tessalonicenses 1:1). A primeira, de uso comum entre os gregos, mas não com o real significado que a Bíblia confere e o fiel cristão desfruta. E paz, um fruto da graça que só os que aceitaram a Cristo podem usufruir em toda a sua plenitude. Realmente minha esposa tem razão. O velório de um ente querido de uma família que vive em comunhão com Cristo é muito diferente.  Podem existir lágrimas, dor e tristezas, mas tudo circundado por uma auréola de esperança que só Jesus pode outorgar.
Os irmãos de Tessalônica enfrentavam, dores, lágrimas, perseguições mas desfrutavam desta “paz que excede a todo o entendimento”. A vida de quem confia nas palavras: “A minha paz vos dou” é realmente algo extraordinário. A promessa de Deus é maravilhosa. Ele diz: ”Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio” (Isaias 66:12). Quando leio esta promessa me vem à mente rios grandes como Tocantins, São Francisco, Negro e rio Amazonas.
Paulo tinha certeza que os tessalonicenses desfrutavam desta paz. Essa é realmente uma paz inexplicável e por mais que queiramos entende-la ela esgota todo o nosso entendimento sem que atijamos o seu âmago porque é divina.

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