sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eventos finais

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 25 de agosto a 1º de setembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Na primeira parte do capitulo cinco de 1 tessalonicenses Paulo adverte a igreja quanto à imprevisibilidade da volta de Jesus e lança um apelo para que os irmãos estivessem atentos para esse acontecimento que poderia e poderá se dar a qualquer dia. O apostolo enfatiza que a nossa vigilância deve ser continua para que esse grande evento não nos surpreenda como um ladrão.
             Parece grotesco comparar Jesus a um ladrão. Mas a Sua vinda acontecera de maneira inesperada como é a visita do ladrão. E caso não estejamos prontos perderemos o bem mais precioso: a salvação.
            A advertência de Paulo deixa claro que não cabe a nenhum de nós estabelecermos datas para a volta de Jesus e que o importante a esse respeito é estarmos prontos a todo o momento. Que mensagem importante para nós nos dias de hoje!
            Já mencionei em comentários anteriores que o tema da volta de Jesus deve dominar todas as nossas ações. O Salvador virá para definir todas as coisas e buscar para Si “um povo especial e de boas obras”. Que façamos parte deste povo.

Domingo
            Podemos imaginar o quanto foi difícil para Deus agir com justiça com o primeiro casal. Eles não estariam mais no jardim para o encontro do meio dia. A justiça deveria ser exercida por Deus. Mas o Senhor antes de mostrar para eles a consequência do seu pecado deu-lhes uma mensagem de esperança.
            A promessa subdivide em duas. Eles seriam feridos por Satanás, mas no final o inimigo não será apenas ferido, mas destruído para sempre. A semente da mulher, num futuro distante, mas que agora já está próximo,  esmagará a cabeça da serpente.
            Essa promessa de salvação foi nitidamente apresentada a Adão quando um cordeirinho regou a grama do jardim com o seu próprio sangue e a sua pele vestiu o desventurado casal.
            O pecado trousse consequências dolorosas. Mas Deus nos ama e em Seu amor Ele pratica a justiça com misericórdia. Experimentamos a dor, sofremos e choramos mas em breve Ele enxugará as nossas lágrimas e não haverá mais lembranças das coisas passadas.
            Para os que aceitam o sacrifício de Jesus há esperança. No juízo final Deus os apresentara  para o Universo como troféus do Seu grande amor. Paulo procurou mostrar isso aos tessalonicenses, que um dia o mal será vencido e eliminado para sempre.

Segunda
            Paulo começa o capitulo cinco falando da imprevisibilidade do dia e da hora da volta de Jesus e enfatiza a necessidade de permanente vigília para que esse dia não nos pegue desapercebidos.
            Quando menos esperarmos o noivo chegará e a porta da misericórdia se fechará para sempre. Os sinais evidenciam que este dia está muito próximo.
“Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos - pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: "Pesado foste na balança, e foste achado em falta." (Dan. 5:27. O Grande Conflito, págs. 490 e 491).   
”Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da Terra não o saberão. As formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de Deus Se terá retirados; o zelo satânico com que o príncipe do mal os inspirará para o cumprimento de seus maldosos desígnios, terá a semelhança do zelo para com Deus.” (O Grande Conflito, pág. 615). 
Agradeçamos a Deus porque as profecias se cumprem com real exatidão. Em breve Ele julgará o mundo com justiça e dará a cada um segundo as suas obras.

Terça
            Não creio que um adventista não acredite na volta de Jesus como também não creio que todos vivam a expectativa da brevidade de Sua volta. Acreditamos, mas muitos estão no barco daqueles que, pelas ações estão a dizer “o meu Senhor tarde virá”.  Esse é o maior perigo para nós hoje.
            Parece que a muita luz que temos sobre esse assunto está encandeando a nossa visão e estamos como aquele motorista  que ao dirigir em uma movimentada via numa  noite escura que, pelo excesso de luz, perde a noção da distancia dos carros que vem ao seu encontro. Esse é o momento que exige mais atenção de cada um de nós.
            Como conhecedores da Bíblia não temos como nos desculpar. Temos uma clareza sobre esse assunto que nenhum outro povo tem quer seja cristão ou não.
            Um dos perigos que nos ameaça é a síndrome de Demas. Assim Paulo se refere a ele: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia” (2 Timóteo 4:1). Quanta coisa o presente século nos oferece. São mil e um encantos que Satanás sutilmente coloca à nossa frente.

Quarta
           
            Paulo exorta os tessalonicenses a permanecerem sóbrios vigilantes. Eles foram criados praticando orgias e bebedeiras. Era o costume usual da época. Tinham e praticavam a religião de seus antepassados. Uma religião contrária aos princípios de Deus.  Mas agora desfrutavam de uma nova vida em cristo.
            A preocupação de Paulo era que se vivendo de maneira sóbria o perigo de cair em pecado era grande, imagine se a mente estivesse deturpada pela bebida?
            Essa advertência foi feita por Jesus e se estende a todos nós: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia” (Lucas 21:34). A correria  da vida moderna facilmente nos embriaga. Os cuidados desta vida nos roubam o desejo e o tempo de estarmos com Jesus.
            E o Mestre continua: “Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo” (Marcos 13:33). Ellen G. White também nos adverte: “Agora é o tempo de vigiar e orar, de afastar toda condescendência própria, todo orgulho, todo egoísmo. Os preciosos momentos que por muitos são agora mais do que desperdiçados deveriam ser passados em meditação e oração. Muitos dos que professam guardar os mandamentos de Deus estão seguindo a inclinação em lugar do dever. Assim como se encontram agora, são indignos da vida eterna” (Maranata – Meditação Matinal, p. 37).
            Já mencionei em comentários anteriores que a volta de Jesus deve ser a nossa permanente preocupação. As coisas deste mundo tem desviado a atenção de muitos crentes fervorosos. O momento exige sobriedade.
           
Quinta
            Deus espera que todo ser humano aceite o convite de salvação, mas todos nós temos a liberdade de livre escolha. O Seu desejo é que todos se salvem.
             A salvação em Cristo é a tônica da mensagem de Paulo. Como ele sabe das astucias de Satanás para nos desviar desse foco ele nos aconselha a encorajarmos uns aos outros. O seu desejo era que os tessalonicenses estivessem unidos na esperança da volta de Jesus. É impressionante a preocupação de Paulo de que algum irmão viesse a se dispersar ao longo do caminho.
            Vivemos em tempos solenes. A cara dia que passa se intensifica mais e mais os ataques de Satanás. Ele sabe que tem pouco tempo e está ao nosso redor bramando como leão buscando a quem possa tragar.

Conclusão
            Na parte de sexta feira Ellen G. White apresenta duas advertências contundentes, vejamos: “A massa dos cristãos professos... ]está] vivendo para o mundo. Sua fé não tem senão uma pequena influência para restringir os seus prazeres. Conquanto professem ser filhos da luz, andam em trevas e são filhos da noite e das trevas” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p.404).
            “O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição, e não escapará... Danças, bebedices e o vício de fumar, a satisfação das paixões animais, levam os homens como bois para o matadouro” (Evangelismo, p. 26).

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