segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Criação, um tema bíblico

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 19 a 26 de maio de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Toda a Bíblia apresenta Deus como o Criador e o doador da vida. As três mensagens angélicas no Apocalipse dão a razão do porque devemos temer a Deus, adorá-Lo e dar-Lhe glória. Diz o texto: “E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).
            Nesta semana faremos um passeio pela Bíblia e veremos como os escritores bíblicos se empenharam em apresentar Deus como o Criador de todas as coisas.
            A Bíblia mostra duas verdades quanto à criação. Primeiro Deus é o criador do mundo e de todos que nele habitam e em segundo lugar, Ele criou o mundo em seis dias literais de vinte e quatro horas.
            Quem professa crer na Bíblia, mas refuta essas duas verdades está apoiando Satanás que um dia se propôs a construir o seu trono acima das estrelas. Isso poderia acontecer se ele fosse o criador das estrelas. Mas como criatura de Deus jamais ele conseguirá.
            Hoje os cientistas se perdem em eras de milhões de anos para explicarem a nossa origem e a origem do mundo. Porém tudo não passa de hipóteses que nunca passaram no crivo da conceptibilidade. Tais pessoas são agentes de Satanás e com relativo sucesso tem desviado a atenção do homem para com o Criador e voltado o foco para o próprio homem.
             A mensagem para hoje é: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:6-7).

Domingo
            Em Gênesis dois Deus menciona mais uma vez a criação do homem. Talvez fosse a Sua intensão fixar bem em nossa mente a nossa origem. Pena que mesmo assim tantos voltam às costas para o relato de Gênesis dando ouvidos às fábulas.
            Em Mateus 19:4-6, Jesus usa a Bíblia de Seu tempo (O Velho Testamento, para falar da criação do homem e da mulher). Ele enfatiza que no principio foram criados um para o outro e que essa união estável deve perdurar sem interrupções e sem intromissões.
            Quatro acontecimentos criativos marcam Gênesis dois: 1 - Confirmação da criação do céu e da Terra; 2 – Criação do homem e da mulher; 3 – Criação do sábado; 4 – Criação do Jardim do Éden; 5 – Criação da árvore do conhecimento do bem e do mal.
            Um leitor apressado vê em Gênesis dois duas aparentes contradições. Primeiro parece afirmar que Deus criou o mundo em sete dias e não em seis. O que daria a entender que Ele trabalhou no sábado. E, em segundo lugar, parece que o homem foi criado no sábado e não na sexta-feira.
Mas Êxodo 31:13, 17 e 16 afirma: "Certamente guardareis Meus sábados", disse Cristo, "porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica. Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo. Esses versos confirmam Êxodo 20:8-12 que menciona o mandamento do sábado: "Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou" (Êxodo. 20:8-11). 
            Quando a Bíblia parece afirmar que Deus criou o mundo em sete dias, podemos entender que foi todo o processo criativo incluindo o sábado como um dia necessário ao descanso do homem. E o curioso é que Deus que “nunca Se cansa” descansou apenas para ensinar o homem a descansar nesse dia.
            Pesquisas científicas afirmam que o homem necessita de um dia de repouso a cada seis dias de trabalho. Esse é um fato que religiosos ou não concordam porque é a boca da ciência que o diz. E a polêmica sábado ou domingo não tem razão de existir porque a Bíblia é muito clara a esse respeito. E mesmo que não fosse mandamento, biblicamente onde diz que é pecado guardar o sábado?
Esclarece Ellen G. White: “Os pais podem levar os filhos ao ar livre para ver a Deus na Natureza. Podem estes ser dirigidos para as flores desabrochadas e os botões que se entreabrem, às árvores altaneiras e às belas hastes da grama; e ser ensinados que Deus fez tudo isso em seis dias e no sétimo descansou e o santificou” (Orientação da Criança, p. 533).

Segunda
            Além dos salmos mencionados pelo autor da lição, temos mais de uma dezena de outros salmos que fazem menção do poder criador de Deus. Entre eles temos os salmos oito, dezenove, vinte e nove, noventa e três, noventa e cinco, cento e quatro, cento e onze, cento e treze, cento e trinta e seis, cento e quarenta e cinco e salmo cento e quarenta e oito. Todos eles, em algum momento falam de Deus como o nosso criador.
            O autor afirma com razão: “Os salmos estão cheios de louvor ao criador” (Lição professor, página 44).
            São textos lindos, que musicados, eram cantados principalmente no templo. Os escritores dos Salmos fizeram da criação um tema de louvor e poesia. Não deixa de ser uma admoestação para nós. O poder criador de Deus deve ser proclamado de maneira alegre, musicada e convincente.

Terça
            A partir do verso 34 do capitulo trinta e seis de Jó Eliú, inspirado por Deus, começa a mostrar para Jó a grandeza de Deus como Criador e como mantenedor. As palavras de Eliú continuam por todo o capitulo trinta e sete. Elas foram o prelúdio do que Deus decidiu falar pessoalmente a Jó.
O final do livro de Jó vemos um tributo de glória ao Deus criador. Do capitulo trinta e oito ao capítulo quarenta e um é o próprio Deus que Se apresenta como o Criador de todas as coisas e mantenedor de tudo o que existe. No inicio do capitulo quarenta e dois Jó, criatura, reconhece a sua insignificância diante desse Deus que tudo pode.
Em sua revelação a Jó, Deus não ficou apenas por ai. No final do capitulo quarenta e dois, O Deus restaurador Se revela. E numa demonstração clara do Seu poder Ele atua na vida de Jó e restaura a sua saúde, os seus filhos e os seus bens. Sim o Deus restaurador Se revela de uma maneira tão maravilhosa que só Ele criador, mantenedor e restaurador é capaz de fazê-Lo. O que Satanás destruiu, Deus restaurou. Esse é o Deus em quem confiamos.
Esse mesmo poder restaurador está pronto para atuar na vida de todos nós, caso permitamos.

Quarta
            Na parte de quarta feira temos o testemunho de cinco profetas que mencionam Deus como criador e Deus como criador e enaltecem Deus como criador, mantenedor e restaurador.
            É interessante que Isaias, que apresenta Deus vindo a este mundo em forma humana para nos salvar, ao falar desse Deus Ele se preocupa tanto com esse aspecto da divindade que inicia a sua apresentação falando do Deus restaurador e depois O apresenta como Criador.
            Jeremias faz uma poética descrição de Deus. Diz o profeta: “Ele fez a terra com o seu poder, e ordenou o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os céus com o seu entendimento. Fazendo ouvir a Sua voz, grande estrondo de águas há nos céus, e faz subir os vapores desde o fim da terra; faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros” (Jeremias 51:15-16).
No final de uma dura repreensão ao povo de Israel e mostrar os Seus juízos a este povo rebelde Oséias apresenta as credenciais para justificar a atitude do Senhor. Diz ele: “Porque eis aqui o que forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual seja o seu pensamento, o que faz da manhã trevas, e pisa os altos da terra; o Senhor, o Deus dos Exércitos, é o seu nome” (Amós 4:13).
O plano de Deus para o povo de Israel era usar todo o Seu poder em fazê-los prósperos e relevantes para o mundo. Mas o povo escolhido optou por outro caminho. Que diferença não teria sido a vida de Israel caso tivessem dado ouvidos a Este que com amor eterno nos amou e com grande benignidade nos atraiu!
Diante da recusa de Jonas de pregar o poder salvador de Deus para os ninivitas, o Deus criador de tudo o fez pregar para um grupo de marujos aterrorizados que contemplam o poder desse Deus levantar as ondas do mar e arremessa-las contra o seu frágil barco.
Nesse momento crucial Jonas não se acovardou e foi claro: “Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca” 
(Jonas 1:9). Naquele momento os marujos puderam ter uma visão clara do poder deste Deus que tudo pode e parece brincar com as ondas do mar.
É maravilhoso ver a extensão do poder retentivo de Deus, pois a Sua misericórdia não tem fim e “se renova a cada manhã”. Mesmo com a rebeldia de Jonas, Deus salvou não só a ele mas também aqueles marujos e a cidade de Nínive.



Quinta
Atenas era uma cidade estado. Portanto tinha governo próprio. Ela representava o berço da cultura do mundo helênico. O areópago era dominado por duas correntes filosóficas.
Os epicureus acreditavam que o mundo começou a existir por acaso e que se os deuses existissem eles não se preocupavam nem se envolviam com os homens. Para eles, o maior ideal da vida era buscar o prazer e evitar o sofrimento e a dor. Os epicureus eram materialistas ao extremo. Eles ensinavam que as necessidades individuais do homem não eram importantes e que seu dever era aceitar seu destino na vida. O lema era desfrutar de tudo agora.
Os estóicos acreditavam em um poder divino que havia criado e ordenado o universo e depois estabelecido leis fixas para governar a vida.
O encontro de Paulo com os filósofos no areópago foi o primeiro embate entre a fé cristã e a razão pagã que se tem registro, embate que iria se prolongar por séculos. O areópago era um tribunal renomado que os gregos se orgulhavam de possuir. Nele o filósofo Sócrates foi julgado em 399 a.C., quando Anito, um democrata radical, responsabilizou-o publicamente como corruptor da juventude. Sócrates como se sabe, foi condenado à morte. Foi no areópago que Demóstenes apresentou sua defesa, provavelmente em 324 a.C., da acusação de ter recebido um suborno de 20 talentos das mãos de um malversador para deixá-lo escapar de Atenas, onde se exilara.
Na praça do mercado Paulo “discutia” todos os dias com os que se apresentavam” (At 17.17).
Paulo disse à plateia dos aeropagitas que considerava os atenienses o povo mais religioso do mundo porque, quando visitava a cidade, em meio a incontáveis estátuas de deuses, encontrara uma inscrição singular que lhe chamara a atenção: "ao Deus Desconhecido".
Foi nesse ambiente que Paulo, o tagarela como eles o chamou, falou sobre o Deus criador do Céu e da Terra.
O Apocalipse não só apresenta Deus como o Criador do céu e da Terra, mas o define como o Recriador de tudo. Diz Apocalipse: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” 
(Apocalipse 21:1).
João, extasiado, se ajoelha diante do anjo para o adorar, mas é repreendido com a ordem “olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” 
(Apocalipse 22:9).
Hoje milhões se curvam diante dos Darwins que surgem por ai. A mensagem do céu é: “Adora a Deus.”

Conclusão
  A diabólica doutrina darwiana se espalhou rapidamente por todo o mundo. O Deus criador é contestado nas universidades e nos meios de comunicação. Parece que Satanás esta conseguindo o seu objetivo: Apagar da mente dos homens que Deus é o criador do céu e da Terra. Porém, em toda a Bíblia, Deus é apresentado como o Criador de todas as coisas.   
Esse é o momento de proclamarmos “dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

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