quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A formação do mundo

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 5 a 12 de janeiro de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
O verso áureo enfatiza que Deus não criou a Terra para ser vazia ou para ser um caus. Provavelmente existam outros mundos habitados, mas estes ainda não foram detectados pelos telescópios e nem sabemos se Deus permitirá que isso aconteça.
            A doutrina da Criação do nosso mundo nos ensina duas coisas. Primero, Deus criou o mundo para ser habitado. Os outros bilhões de planetas conhecidos que ocupam o Universo não foram criados com essa finalidade.
            Em segundo lugar, o homem tem a responsabilidade de manter o propósito da criação. Ou seja, manter esse mundo em condições habitáveis. Porém o egocentrismo do homem tende a tornar inviável a vida neste mundo.
            Sabemos que não será o homem com as suas loucuras que interromperá o propósito divino. Deus intervirá nas ações do homem antes que o caos se estabeleça. E mais, o nosso mundo será feito tudo de novo: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5).
O nosso mundo passará por uma transformação profunda. Ele será refeito para nunca mais envelhecer. O nosso planeta será o palco da eternidade para ele e para os seus habitantes. “Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Isaías 51:11).

Domingo
            Cinco pensamentos passam pela minha cabeça quando me detenho em meditar sobre a criação. O primeiro é que temos um Deus criador. Ele é o único Deus. “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4). Não divagamos em meio às crendices existentes no mundo sobre a sua e a nossa origem. A Bíblia nos oferece clareza sobre esse assunto.  
            Em segundo lugar, ao decidir sobre a criação dos seres vivos Deus planejou e organizou a Terra para que ela oferecesse condições especiais para o nosso habitat. Isso envolveu uma organização criativa sequencial. Ou seja: cada coisa foi criada no seu dia específico. Nada de atropelos e nada de experiências. O Senhor planejou de maneira ordenada e assim se fez.
            Em terceiro lugar toda a engenharia empregada nos três primeiros dias da criação visava um objetivo maior: criar um ser a Sua imagem e semelhança. E mais, esse ser deveria encher toda a Terra. Era o Seu propósito que o mundo fosse habitado por seres santos. Podemos imaginar como seria hoje se o pecado não houvesse existido.
            E em quarto lugar Deus pegou uma Terra sem forma e vazia envolta em escuridão e a transformou em um jardim. As flores, o Céu azul, os animais, os encantos dos rios e dos lagos, tudo enfim preparado para você e para mim. Mesmo com a deterioração causada pelo pecado ainda presenciamos maravilhas que só um Deus onipotente poderia criar com tanta perfeição.
            Em quinto lugar o mesmo que Deus fez dando forma, brilho e beleza à Terra informe Ele deseja fazer com cada pecador. Ele espera dar forma à vida de cada um de nós. Assim como o Seu propósito era que a terra não permanecesse vazia Ele espera encher a nossa vida de alegria, amor, paz e muita felicidade. A Sua promessa é: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e a encherei” (Salmos 81:10).

Segunda
            No momento em que escrevo esse comentário é madrugada. Poucos minutos antes eu estava na sala com a minha netinha de sete meses. Como a luz estava apagada ela não gostou. Voltei para o quarto onde a luz brilhava e ela esboçou um belo sorriso.
Ela estava apenas confirmando o que Deus detectou no passado: “E viu Deus que a luz era boa,” embora para Ele, luz e trevas sejam a mesma coisa.”
            A Bíblia afirma que Deus fez separação entre luz e trevas. Essa afirmação parece ser um recado para nós. Temos que separar as coisas das trevas com as da luz. Paulo pergunta: “...E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). Cristo cuidou de fazer essa separação quando criou o nosso mundo.
            Caso não houvesse Deus separado a luz das trevas não haveria possibilidade de vida neste mundo. Do mesmo modo, casso não façamos separação entre a luz e as trevas a nossa vida eterna estará comprometida.
            Ao criar a luz Deus não a dotou apenas com a capacidade de iluminar. A luz como a conhecemos tem propriedades fundamentais para toda a sorte de vida na Terra. Ela exerce ação fundamental em todo o tipo de vida existente. Uma planta se contorce toda para absorver os raios solares. E o que dizer do gira sol que acompanha o Sol desde o seu nascer até ele se esconder no horizonte.
            Quando Deus disse “haja luz” Ele estava dizendo: “haja vida”.
            Quando vemos as plantas se esforçando para estarem em contato com a luz deveríamos pensar no nosso relacionamento com Jesus, “a Luz do mundo”. Ele disse: “Sem mim nada podeis fazer.” Sem Ele a nossa vida não tem direção e muito menos condições para existir.

Terça
            Na década de oitenta os suíços Gérard Moss e sua esposa Margi Moss vieram para o Brasil com o objetivo de cultivar soja. Logo depois mudaram de ideia. Compraram um avião anfíbio e passara a pesquisar os rios voadores. Eles afirmam que os rios voadores são cursos de água atmosféricos invisíveis que transportam umidade e vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões do Brasil.
A quantidade de vapor de água transportada pelo rio voador que evapora da bacia amazônica se equivale à vazão do próprio rio Amazonas. Tudo isso graças à água evaporada das árvores que constituem o bioma da Floresta Amazônica. Os rios voadores são responsáveis por parte do regime pluviométrico das regiões brasileiras por onde passam.
Nós não os vemos mas eles estão ai passando sobre as nossas cabeças. Afirmam os pesquisadores que, caso esses rios voadores não existissem o Brasil seria um grande deserto.
A Bíblia afirma que: “Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez” (Gênesis 1:7). O homem demorou seis milênios para descobrir cientificamente essas águas voadoras.
Essa é uma das grandes maravilhas que nos oferece essa expansão criada por Deus com um propósito bem definido em Gênesis 1:6-8. Nessa expansão que se chama céu existe um elemento, também invisível, mas fundamental a existência humana: o ar.
Você não se encanta com os pássaros que coriscam os ares com seus voos pirotécnicos ao som do fundo musical de seus gorjeios? E o que dizer da paisagem que nos oferece cada amanhecer e que se transforma a cada segundo? (Ver meditação Reavivar a Esperança, páginas 310 e 322). Esse é o firmamento criado por Deus.
Podemos imaginar quanta beleza surgiu no segundo dia da criação. Maravilhamo-nos ao ver que tudo foi muito bem planejado. E depois vem alguns utópicos alardear que tudo surgiu por acaso.

Quarta
            Há pouco vi uma reportagem que tratava do cuidado que os animais tem com os seus filhotes e os artifícios que os pais usam para defenderem os seus filhos dos predadores. Existe um tipo de peixe que em momento de perigo colocam todos os seus filhotes dentro da boca atitude tomada também por jacarés. No caso de uma criação evolutiva essas espécies seriam extintas, uma vez que tudo se formou ao longo de milênios.
            Deus cuidou de mínimos detalhes para que a existência do homem na terra não fosse uma coisa monótona. As cores que Ele usou para pintar a natureza como o azul do céu e o verde das campinas se harmonizam perfeitamente com a nossa visão e com o nosso sistema nervoso. Já imaginou uma noite sem estrelas e sem a lua para inspirar os poetas?
            Mesmo com as alterações causadas pelos milênios de pecado o mundo ainda apresenta paisagens encantadoras que nos deixam boquiabertos.
            Em 1969 visitei a gruta Azul na ilha de Capri, na Itália.  Ela é identificada por uma pequena abertura num paredão de pedra rústica que mergulha no oceano.  Mas ao adentrá-la nos deparamos com uma caverna toda azul. Informaram-nos que o paredão de rochas da entrada não desce até o fundo do mar e os raios do Sol atravessam a profundeza das águas e a sua luminosidade passando por baixo das rochas refletem dentro da gruta. Descrever a beleza é impossível. Belezas que Deus preparou para mim e para você nesse aprazível espaço que se chama terra.
            Deus criou um ecossistema onde minúsculas criaturas tem a sua razão de existir e são os personagens desse ecossistema que nos propiciam uma vida saudável. Observamos que rapidamente o homem está destruído aquilo de Deus criou e que é essencial para a continuidade da vida humana.
           


Quinta
            Não só acreditamos que Deus criou o mundo em seis dias literais como a Bíblia afirma, como cremos que pela Sua palavra tudo poderia vir a existência em fração de segundos.  Temos a ideia de que Ele agiu assim porque implantou em nosso ser a necessidade do ciclo semanal de sete dias literais de vinte e quatro horas.
Pesquisas científicas comprovam a necessidade de um dia de repouso por semana para o ser humano, como estudaremos mais adiante.
Um detalhe curioso é que os escritores da Bíblia apresentam o poder da Palavra de Deus atuando não só na criação do Universo e na criação do homem, mas apresenta essa Palavra atuando de maneira significativa na nossa redenção.
Paulo afirma que assim como Deus criou a luz e ela resplandeceu no mundo pela Sua palavra Ele faz com que a Palavra do Evangelho resplandeça em nosso coração. É pela Sua palavra que a luz do conhecimento ilumina a nossa vida. Veja 2ª Coríntios 4:6: “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” 
Isaias garante que a Palavra de Deus nunca volta vazia. Na criação Ele proferiu a Palavra e ela voltou cheia de vida e belezas. O mesmo Ele deseja fazer com a nossa vida se estivermos dispostos a aceitar o comando de Sua voz. Diz o verso onze do capítulo cinquenta e cinco: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Já Pedro fala que desde aqueles tempos os homens ignoram o poder criativo da Palavra de Deus: “Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste” (2 Pedro 3:5).
Escrita por Jonathan Silva com coreografias de Juliana, a peça teatral Fábula da Criação apresenta todos os animais da Terra como tentativas fracassadas de Deus para criar o bicho homem. Não é atoa que Paulo foi taxativo: “Mas rejeita as fábulas profanas e velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1 Timóteo 4:7).

Conclusão
            Repetimos o que já escrevi várias vezes: Os evolucionistas são pessoas que exercem mais fé do que os criacionistas. Não há dúvidas de que para acreditar nas aberrações da evolução exige uma fé muito maior do que a de um grão de mostarda. 

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