Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 5 a 12 de janeiro de 2013, preparado por Carmo
Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança
(Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista
do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O
verso áureo enfatiza que Deus não criou a Terra para ser vazia ou para ser um
caus. Provavelmente existam outros mundos habitados, mas estes ainda não foram
detectados pelos telescópios e nem sabemos se Deus permitirá que isso aconteça.
A doutrina da Criação do nosso mundo
nos ensina duas coisas. Primero, Deus criou o mundo para ser habitado. Os
outros bilhões de planetas conhecidos que ocupam o Universo não foram criados
com essa finalidade.
Em segundo lugar, o homem tem a
responsabilidade de manter o propósito da criação. Ou seja, manter esse mundo
em condições habitáveis. Porém o egocentrismo do homem tende a tornar inviável
a vida neste mundo.
Sabemos que não será o homem com as
suas loucuras que interromperá o propósito divino. Deus intervirá nas ações do
homem antes que o caos se estabeleça. E mais, o nosso mundo será feito tudo de
novo: “E o que
estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E
disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5).
O nosso mundo passará por uma transformação
profunda. Ele será refeito para nunca mais envelhecer. O nosso planeta será o
palco da eternidade para ele e para os seus habitantes. “Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião
com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria
alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Isaías
51:11).
Domingo
Cinco pensamentos passam pela minha cabeça quando me
detenho em meditar sobre a criação. O primeiro é que temos um Deus criador. Ele
é o único Deus. “Ouve, Israel, o Senhor nosso
Deus é o único Senhor” (Deuteronômio
6:4). Não divagamos em meio às crendices
existentes no mundo sobre a sua e a nossa origem. A Bíblia nos oferece clareza
sobre esse assunto.
Em
segundo lugar, ao decidir sobre a criação dos seres vivos Deus planejou e
organizou a Terra para que ela oferecesse condições especiais para o nosso
habitat. Isso envolveu uma organização criativa sequencial. Ou seja: cada coisa
foi criada no seu dia específico. Nada de atropelos e nada de experiências. O
Senhor planejou de maneira ordenada e assim se fez.
Em
terceiro lugar toda a engenharia empregada nos três primeiros dias da criação
visava um objetivo maior: criar um ser a Sua imagem e semelhança. E mais, esse
ser deveria encher toda a Terra. Era o Seu propósito que o mundo fosse habitado
por seres santos. Podemos imaginar como seria hoje se o pecado não houvesse
existido.
E
em quarto lugar Deus pegou uma Terra sem forma e vazia envolta em escuridão e a
transformou em um jardim. As flores, o Céu azul, os animais, os encantos dos
rios e dos lagos, tudo enfim preparado para você e para mim. Mesmo com a
deterioração causada pelo pecado ainda presenciamos maravilhas que só um Deus
onipotente poderia criar com tanta perfeição.
Em
quinto lugar o mesmo que Deus fez dando forma, brilho e beleza à Terra informe
Ele deseja fazer com cada pecador. Ele espera dar forma à vida de cada um de
nós. Assim como o Seu propósito era que a terra não permanecesse vazia Ele
espera encher a nossa vida de alegria, amor, paz e muita felicidade. A Sua
promessa é: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te
tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e a encherei” (Salmos
81:10).
Segunda
No momento em que escrevo esse comentário é madrugada.
Poucos minutos antes eu estava na sala com a minha netinha de sete meses. Como
a luz estava apagada ela não gostou. Voltei para o quarto onde a luz brilhava e
ela esboçou um belo sorriso.
Ela estava apenas confirmando o que Deus
detectou no passado: “E viu Deus que a luz era boa,” embora para Ele, luz e
trevas sejam a mesma coisa.”
A
Bíblia afirma que Deus fez separação entre luz e trevas. Essa afirmação parece
ser um recado para nós. Temos que separar as coisas das trevas com as da luz. Paulo
pergunta: “...E que comunhão tem a luz com as
trevas?” (2 Coríntios 6:14).
Cristo cuidou de fazer essa separação quando criou o nosso mundo.
Caso não houvesse Deus separado a luz das trevas não
haveria possibilidade de vida neste mundo. Do mesmo modo, casso não façamos
separação entre a luz e as trevas a nossa vida eterna estará comprometida.
Ao
criar a luz Deus não a dotou apenas com a capacidade de iluminar. A luz como a
conhecemos tem propriedades fundamentais para toda a sorte de vida na Terra.
Ela exerce ação fundamental em todo o tipo de vida existente. Uma planta se contorce
toda para absorver os raios solares. E o que dizer do gira sol que acompanha o
Sol desde o seu nascer até ele se esconder no horizonte.
Quando Deus disse “haja luz” Ele estava dizendo: “haja
vida”.
Quando vemos as plantas se esforçando para estarem em
contato com a luz deveríamos pensar no nosso relacionamento com Jesus, “a Luz
do mundo”. Ele disse: “Sem mim nada podeis fazer.” Sem Ele a nossa vida não tem
direção e muito menos condições para existir.
Terça
Na década de oitenta os suíços Gérard
Moss e sua esposa Margi Moss vieram para o Brasil com o objetivo de cultivar
soja. Logo depois mudaram de ideia. Compraram um avião anfíbio e passara a
pesquisar os rios voadores. Eles afirmam que os rios voadores são cursos de água atmosféricos invisíveis que transportam
umidade e vapor de água da bacia Amazônica para outras
regiões do Brasil.
A quantidade de vapor de água
transportada pelo rio voador que evapora da bacia amazônica se equivale à vazão
do próprio rio Amazonas. Tudo isso graças à água evaporada das árvores que
constituem o bioma da Floresta Amazônica. Os rios voadores são responsáveis por
parte do regime pluviométrico das regiões brasileiras por onde passam.
Nós não os vemos mas eles estão ai
passando sobre as nossas cabeças. Afirmam os pesquisadores que, caso esses rios
voadores não existissem o Brasil seria um grande deserto.
A Bíblia afirma que: “Fez, pois,
Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas
sobre o firmamento. E assim se fez” (Gênesis 1:7). O homem demorou seis
milênios para descobrir cientificamente essas águas voadoras.
Essa é uma das grandes maravilhas
que nos oferece essa expansão criada por Deus com um propósito bem definido em
Gênesis 1:6-8. Nessa expansão que se chama céu existe um elemento, também
invisível, mas fundamental a existência humana: o ar.
Você não se encanta com os pássaros
que coriscam os ares com seus voos pirotécnicos ao som do fundo musical de seus
gorjeios? E o que dizer da paisagem que nos oferece cada amanhecer e que se
transforma a cada segundo? (Ver meditação Reavivar a Esperança, páginas 310 e
322). Esse é o firmamento criado por Deus.
Podemos imaginar quanta beleza
surgiu no segundo dia da criação. Maravilhamo-nos ao ver que tudo foi muito bem
planejado. E depois vem alguns utópicos alardear que tudo surgiu por acaso.
Quarta
Há
pouco vi uma reportagem que tratava do cuidado que os animais tem com os seus
filhotes e os artifícios que os pais usam para defenderem os seus filhos dos
predadores. Existe um tipo de peixe que em momento de perigo colocam todos os
seus filhotes dentro da boca atitude tomada também por jacarés. No caso de uma
criação evolutiva essas espécies seriam extintas, uma vez que tudo se formou ao
longo de milênios.
Deus
cuidou de mínimos detalhes para que a existência do homem na terra não fosse
uma coisa monótona. As cores que Ele usou para pintar a natureza como o azul do
céu e o verde das campinas se harmonizam perfeitamente com a nossa visão e com
o nosso sistema nervoso. Já imaginou uma noite sem estrelas e sem a lua para
inspirar os poetas?
Mesmo com
as alterações causadas pelos milênios de pecado o mundo ainda apresenta
paisagens encantadoras que nos deixam boquiabertos.
Em 1969 visitei
a gruta Azul na ilha de Capri, na Itália. Ela é identificada por uma pequena abertura
num paredão de pedra rústica que mergulha no oceano. Mas ao adentrá-la nos deparamos com uma
caverna toda azul. Informaram-nos que o paredão de rochas da entrada não desce
até o fundo do mar e os raios do Sol atravessam a profundeza das águas e a sua
luminosidade passando por baixo das rochas refletem dentro da gruta. Descrever
a beleza é impossível. Belezas que Deus preparou para mim e para você nesse
aprazível espaço que se chama terra.
Deus criou
um ecossistema onde minúsculas criaturas tem a sua razão de existir e são os
personagens desse ecossistema que nos propiciam uma vida saudável. Observamos
que rapidamente o homem está destruído aquilo de Deus criou e que é essencial
para a continuidade da vida humana.
Quinta
Não
só acreditamos que Deus criou o mundo em seis dias literais como a Bíblia
afirma, como cremos que pela Sua palavra tudo poderia vir a existência em
fração de segundos. Temos a ideia de que
Ele agiu assim porque implantou em nosso ser a necessidade do ciclo semanal de
sete dias literais de vinte e quatro horas.
Pesquisas científicas comprovam a
necessidade de um dia de repouso por semana para o ser humano, como estudaremos
mais adiante.
Um detalhe curioso é que os
escritores da Bíblia apresentam o poder da Palavra de Deus atuando não só na
criação do Universo e na criação do homem, mas apresenta essa Palavra atuando
de maneira significativa na nossa redenção.
Paulo afirma que assim como Deus
criou a luz e ela resplandeceu no mundo pela Sua palavra Ele faz com que a
Palavra do Evangelho resplandeça em nosso coração. É pela Sua palavra que a luz
do conhecimento ilumina a nossa vida. Veja 2ª Coríntios 4:6: “Porque
Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em
nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de
Jesus Cristo.”
Isaias garante que a Palavra de Deus
nunca volta vazia. Na criação Ele proferiu a Palavra e ela voltou cheia de vida
e belezas. O mesmo Ele deseja fazer com a nossa vida se estivermos dispostos a
aceitar o comando de Sua voz. Diz o verso onze do capítulo cinquenta e cinco: “Assim será a minha
palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o
que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Já Pedro fala que desde aqueles tempos os homens ignoram o poder
criativo da Palavra de Deus: “Eles voluntariamente ignoram isto, que pela
palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi
tirada da água e no meio da água subsiste” (2 Pedro 3:5).
Escrita
por Jonathan Silva com coreografias de Juliana, a peça teatral Fábula da
Criação apresenta todos os animais da Terra como tentativas fracassadas de Deus
para criar o bicho homem. Não é atoa que Paulo foi taxativo: “Mas rejeita as fábulas
profanas e velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1 Timóteo 4:7).
Conclusão
Repetimos o que já escrevi várias vezes: Os evolucionistas
são pessoas que exercem mais fé do que os criacionistas. Não há dúvidas de que
para acreditar nas aberrações da evolução exige uma fé muito maior do que a de
um grão de mostarda.
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