quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Criação e moralidade

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Introdução
Alguém escreveu: “A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade."
Segundo os conceitos humanos a moralidade modifica-se ao longo dos tempos. São padrões morais que valem para um grupo humano nem sempre valem para outro; padrões que são aceitáveis numa época nem sempre valem em outra.
Ao criar o homem Deus implantou em seu ser princípios morais que independente da época, da cultura e da região eles se mantem inalterados. Jesus propagou o cerne da moralidade ao afirmar: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7:12). Conheci um médico ateu que durante a sua vida praticou na íntegra este principio. Para ele, moral seria a arte de viver bem, de viver como um ser humano, cuja característica principal é a liberdade. Independente de situação financeira, cor ou cultura ele mantinha o mesmo tratamento.
A tendência do ser humano é, com o passar do tempo, minimizar os princípios morais que Deus implantou em seu coração. Isso não quer dizer que algum marco foi esquecido. Princípios divinos não tem fim.
Alguns afirmam que moral é a arte de educar a liberdade e isso significa fundamentalmente conhecer, praticar e adquirir bons costumes, que permitem o homem viver como corresponde a um ser humano.
Afirma Ellen G. White: Não se pode separar a moralidade da religião. A tradição conservadora recebida de homens cultos e dos escritos de grandes homens do passado não constituem toda uma orientação segura para nós nestes últimos dias; pois a grande luta que está diante de nós é tal que o mundo jamais viu” (Medicina e Salvação, p 99).

Domingo
            O projeto de vida de Deus para o homem era proporcionar-lhe vida eterna. Mas essa proposta divina não foi imposta ao homem. Coube ao ser humano escolher. Ainda hoje o homem é o árbitro do seu destino. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19).
                O autor mostra Deus sujando as mãos de barro para criar o homem. Isso ao mesmo tempo em que, demonstra o empenho do Criador em calcar em nós a Sua imagem e semelhança, apresenta um relacionamento estreito entre Criador e criatura.
            Como o plano divino era vida eterna Ele apenas implantou saídas para que, dependendo da escolha do homem, esse plano se concretizasse.
            O verso sete do salmo noventa e cinco afirma que somos ovelhas de Sua mão. O salmista confirma a nossa identidade. O verso dois do salmo cem o salmista enfatiza a felicidade resultante dessa relação criatura e Criador diz o verso: “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto” (Salmos 100:2).
            O fato de Deus implantar diretrizes para nortear a nossa vida não significa que Ele intente cabrestear a nossa vida. Pelo contrario, Ele esta nos oferecendo a chance de vivermos mais e melhor.
            “Devido a sua capacidade de raciocinar, de julgar, de discernir e de compreender, o homem é hábil a fazer escolhas e a optar livremente. E ao fazer suas escolhas entre bem e mal, certo e errado, verdadeiro e falso, conveniente e inconveniente, ao compreender e discernir as consequências de suas ações e opções, o homem se caracteriza como um ser livre. Sendo livre, é também um ser moral” (Wallace Santos Magalhães).         

Segunda
            Podemos imaginar Deus preocupado em implantar em nosso ser características que nos aproxime mais e mais do Criador. É curioso que Deus não Se preocupou em implantar em nós as características de um macaco ou ameba. Somos criaturas de Suas mãos. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16).
O Espirito Santo não só nos dá esse atestado como nos mostra como vivermos à altura deste privilegio. Isaias nos garante: “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda” (Isaías 30:21).
O mais curioso é que essa voz está soando nos ouvidos daqueles que são tementes a Deus e também nos ouvidos de quem não acredita em Deus. O que levou aquele médico ateu, mencionado acima, a ter uma vida de completo desprendimento em favor de outros?
Deus viu que para o homem carnal viver de tal modo a revelar as Suas características divinas para o mundo seria uma tarefa impossível. O Espirito Santo é que nos faz um ser moral.

Terça
            É complicado associarmos a violência reinante no mundo com Atos 17:26. A violência perpetrada contra os mais fracos é uma constante. Além da violência à vida com o uso de armas temos a violência psicológica que se caracterizam pela etnia, pelo nível financeiro e até religioso.
            É doido ver quanta miséria existe no mundo. Milhões morrem de fome ou são vitimas do frio da indiferença. Uma pesquisa mostra um quadro de arrepiar:
“Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresenta atraso no crescimento físico e intelectual. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa em cada sete padece de fome no mundo.”
Como harmonizar esses dados com as palavras de Jesus: “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também” (Lucas 6:3). Ou mais essa orientação bíblica: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5:14).
Todo tem a mesma origem. Todos somos filhos de Adão e consequentemente somos todos pecadores. A única maneira de mudar essa herança é um novo nascimento. Por um homem entrou o pecado no mundo e por um Homem veio a possibilidade de um novo nascimento. Só o poder divino nos transforma em filhos de Deus. Apenas Ele pode nos fazer amar o próximo como a nós mesmos.

Quarta 
            A cada dia que passa o homem natural se distancia mais e mais de Deus. Aos poucos, ele vai permitindo que Satanás apague os últimos vestígios das digitais do Criador em sua vida.
            Estamos vivendo os verdadeiros dias de Noé. Quando, segundo Isaias, “o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade (a moral) anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar” (Isaías 59:14).
            Na parábola do Bom Samaritano Deus nos mostrou um padrão ético de uma relevância sem precedentes. Hoje quando se faz alguma boa ação é mais no interesse de mostrar para Deus que não somos tão maus assim.
            Do ponto de vista humano o samaritanos não tinham responsabilidades morais para com o seu próximo, ainda mais que etnicamente falando aquele “próximo” embora estivesse ali pertinho, lhe fosse alguém muito distante e que em condições normais estivesse disposto a lhe escarrar no rosto. 
            Quando o homem decide pautar a sua vida no caráter de Deus há comoção de alegria entre os anjos. Diz o texto: Os anjos ficam admirados ao ver a transformação de caráter efetuada nos que se entregam a Deus, e exprimem sua alegria em cânticos de arrebatado louvor a Deus e ao Cordeiro. Eles veem os que por natureza são filhos da ira, convertidos, e tornando-se cooperadores de Cristo na obra de atrair almas para Deus” (Atos dos Apóstolos, p 46). 

Quinta
            Temos responsabilidades morais e espirituais com o nosso próximo. Temos a responsabilidade de minorar o sofrimento de quem quer que seja; e isso nos três aspectos material, físico e espiritual.
            Assim como é nossa responsabilidade promover o bem social na comunidade em que vivemos é nosso dever também encaminhar as pessoas para um relacionamento especial com Cristo. No juízo será colocada na balança a medida do nosso interesse em fazer algo pelas pessoas.
            Ver em cada ser humano um ser igual a nós carente do afago das mãos do Altíssimo, não é uma tarefa fácil mas com certeza é a que mais nos trará satisfação como individuo.

Conclusão
            A primeira pergunta para reflexão apresentada pelo autor é bastante fácil de ser respondida. Diz: “O que aconteceria se não houvesse um Criador que estabelecesse uma ordem moral sobre a humanidade? De onde viriam os conceitos morais?” A humanidade seria um caos e talvez nem existisse mais. 
            Por mais ateu que alguém seja essa pessoa mantem princípios morais implantados nela por Deus, mesmo inconscientes da presença de Deus em sua vida são esses princípios morais que os impedem de serem desonestos, violentos e totalmente indiferentes para com as necessidades do próximo.
            Sem a atuação do poder de Deus na vida dos homens talvez vivêssemos em um mundo de canibais.

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