quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cristo, nosso sacrifício

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de nove a dezesseis de novembro de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central Taguatinga, DF.

Introdução
            Uma das características de Isaías é o fato de Javé ser o Redentor de Israel. Esse título para Javé só é usado quatro vezes em outros livros; todavia, ele é utilizado mais de dez vezes no livro de Isaías.
A expressão “meu Servo” é usada algumas vezes no livro de Isaías ao Javé Se referir a Israel e ao rei Ciro. Ciro foi um dos protagonistas da libertação de Israel do domínio Babilônico e um antítipo de Cristo, o “meu servo” como narra Isaías nos capítulos 42 e 43. É através do sofrimento do Servo que a salvação, em sentido mais pleno, é lavada a efeito.
Isaías apresenta o Servo do Senhor em cinco cânticos. O primeiro cântico descreve a missão universal de Cristo como salvador de toda a raça humana. No segundo cântico ele fala que o Servo sofredor iria cumprir a Sua missão de levar o povo redimido de volta para o Pai.
No terceiro cântico o Servo do Senhor narra pessoalmente o Seu sofrimento no Calvário. O quarto cântico o Servo do Senhor é exaltado e humilhado ao mesmo tempo (Isaías 52: 13-15). O quinto cântico mostra o final do desfecho: o Servo sendo glorificado.
 Na introdução o autor conta a história de um prisioneiro que foi condenado a morrer de fome, mas foi poupado porque um padre ao ouvir os lamentos do moribundo se compadeceu e assumiu o lugar do miserável.
Quando os anjos souberam que Jesus daria a Sua vida pelos pecadores eles se ofereceram para morrer e poupar Cisto da morte. Veja o que diz Ellen G. White: “Os anjos prostraram-se diante Dele. Ofereceram suas vidas. Jesus lhes disse que pela Sua morte salvaria a muitos; que a vida de um anjo não poderia pagar a dívida. Sua vida unicamente poderia ser aceita por Seu Pai como resgate pelo homem” (Primeiros Escritos, p. 150).
            Quando Abraão foi desafiado a sacrificar o seu filho Isaque, no momento crucial ele ouviu a voz de Deus dizendo: “Basta.” No Calvário não se ouviu essa palavra, pelo contrário, Cristo experimentou o abandono do Pai. O Seu sacrifício foi completo.

Domingo
            Creio que a resposta da pergunta um é `tudo`. Sim, Cristo fez tudo o que é necessário à nossa salvação. Isaías mostra que o sofrimento de Cristo foi muito além da cruz. Ele padeceu vergonha, escárnio, humilhação e tomou “as nossas dores”. Porém, padeceu tudo isso sem pecado.
            Ao falar de Cristo, o Novo Testamento mostra a estreita realidade que existe entre as profecias messiânicas e a veracidade das mesmas comparadas com o que aconteceu com o “Homem de dores.” Detalhes e minúcias que os profetas, em visão, viram e escreveram tiveram o seu cumprimento fidedigno.
            Isaías 53 teve o seu cumprimento de maneira clara e inequívoca. O eunuco ficou maravilhado ao ler esse capitulo da Bíblia embora não soubesse a quem ele se referia. E, ao saber que era Jesus pediu de imediato o batismo.
            Nem mesmo as cenas do Calvário nos dão uma mensagem tão clara do que Cristo fez e sofreu por nós do que as profecias de Isaías. Isso porque as profecias de Isaías referentes à Cristo foram apresentadas em bloco e o seu cumprimento se deu de maneira salpicada, um pouco aqui um pouco ali. Mas o importante que nada profetizado a Seu respeito passou em branco.

Segunda
Imagino que esse “padecer muitas vezes desde a fundação do mundo” de Hebreus 9:28 é uma referencia aos inúmeros sacrifícios de animais que foram feitos ao longo da história a começar com o primeiro cordeiro morto no Jardim do Éden.
Abel, Enoque, Noé, Arão e os demais patriarcas ofereceram sacrifícios e em todos esses sacrifícios Jesus via o Calvário retratado.  Talvez, o que mais Lhe marcou, tenha sido o que aconteceu no monte Moriá. Ele sabia que no Calvário não seria ouvida a palavra “basta”. “Doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; (Itálico nosso) mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hebreus 9:28).
Na encarnação, Jesus foi feito menor que os anjos, ou semelhante a nós. Com a Sua vida sem pecado e com a Sua morte na cruz Ele Se tornou o nosso grande Sumo sacerdote. Como Ele não pecou morreu pelo nosso pecado.
O pecado é coisa terrível. Ele custou à morte de Cristo. Essa redenção acontece motivada pelo “Seu muito amor.” Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou” (Efésios 2:4).

Terça
         Das oito passagens apresentadas no livro de Hebreus enfatizando a importância do sangue de Cristo em nossa salvação a que mais me chama a atenção é Hebreus10:19. Diz o texto: “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus.”
         Essa ousadia é endossada em Hebreus 4:16. Diz o texto: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Essa ousadia não deve ser interpretada como atrevimento, mas sim, confiança, decisão e disposição.
         Isaías é o profeta que melhor descreve o sacrifício de Cristo. Ele usa uma linguagem clara e comovente. Ele tinha certeza de que tudo que Deus lhe revelava a respeito do Messias se cumpriria de maneira fidedigna. Podemos imaginar a emoção de Isaías, depois de ressuscitado, ver que tudo que o Senhor lhe mostrou se cumpriu e, ver também, o alcance de suas visões com milhões de pessoas adentrando o Lar dos Remidos porque creram no Jesus descrito por ele.
O sangue de Cristo é a nossa garantia de vida eterna e, isso implica em ressurreição dos mortos. Diz a Bíblia: “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:15).
            O Servo do Senhor, embora ferido e sem formosura seja nossa única chance de salvação. Pelas Suas pisaduras fomos sarados.

Quarta
            Todos os animais oferecidos em sacrifício não portavam nenhum defeito físico. Eles apontavam para Jesus, o Cordeiro de Deus, que sem pecado daria a Sua vida para resgate de muitos. Esse “muitos” envolve todos que O aceitaram como Salvador e não quer dizer que Deus não deseja salvar a todos. A Bíblia afirma que o Senhor não quer que nenhum se perca. Pedro afirma: "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).
            É curiosa a expressão de Pedro ao se referir ao sacrifício de Jesus: "Não foi com coisas corruptíveis, ... que fostes resgatados, ... mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (I Pedro 1:18 e 19). Ele usa duas palavras para definir a pureza de Jesus. Diz ele: “imaculado e incontaminado”. Vemos na lição que vários escritores bíblicos apresentam Jesus como imaculado. Imaculado vem de mácula ou lesão de pele e estava relacionada com a lepra. A pessoa com máculas pelo corpo tinha de ser examinada pelo sacerdote e caso fosse constatada a lepra ela estava contaminada e tinha de ser isolada da comunidade.
Jesus não tinha nenhuma mácula ou ferida na pele. Ele foi e é imaculado. Hoje no meio católico é comum ouvirmos a expressão: “Imaculado coração de Maria.” Como ser humano ela tinha máculas (pecados) e carecia de um Salvador como qualquer outra pessoa. Ela mesma reconheceu que Deus era o Seu Salvador. Lucas relata as suas palavras: “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1:47).
Cristo não apresentou defeito físico e nem de caráter. Ele foi e é perfeito em tudo. Diz Pedro: “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pedro 2:22).

Quinta
            Já comentei em lições anteriores que na época do santuário e do templo os israelitas tinham de estar sintonizados com os rituais do santuário. Isso implicava em uma permanente vigilância de seus próprios atos e que tipo de sacrifício cada pecado exigia.
            Outro ponto crucial é que cada pecador tinha de por as mãos sobre o animal a ser imolado e confessar sobre ele o seu pecado. E depois vinha o ato de sacrificar a oferta, ciente de que esse animal morria pelo seu pecado.
            Além dessa rotina diária o pecador se angustiava no dia da expiação do santuário. Ela era realizada uma vez no ano e se Deus não Se manifestasse favorável à oferta do Sumo sacerdote todos estariam perdidos.
            Aceitar o sacrifício de Cristo hoje parece ser bem mais fácil. Tanto é que há o perigo de banalizarmos o Seu sacrifício. Presenciamos atualmente uma vulgarização do nome de Cristo. Ele está estampado em camisetas, músicas e já vi um bar com o nome de Jesus. Outros se referem a Ele como o JC ou o Cara lá de cima. Isso além de ser um desrespeito para com Cristo é tomar o Seu Santo nome em vão.
            É comum ouvirmos pessoas orarem pedindo perdão por “todos os pecados cometidos” sem uma verdadeira análise de quais pecados quais pecados está se referindo. Parece que pecam no varejo e pedem perdão por atacado.
            Mas o que a Lição mais enfatiza é o perigoso fato de sabermos que determinada atitude é pecado e permanecermos na sua prática de maneira deliberada e contumaz. Com esse proceder, afirma Paulo, Jesus é crucificado de novo. “E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério” (Hebreus 6:6).

Conclusão

            O sacrifício de Cristo por nós é resultado do Seu grande amor com que nos amou. O Seu sacrifício foi eficaz e completo. Ele nos oferece a chance de escaparmos da morte eterna e de vivermos eternamente ao Seu lado.

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