domingo, 14 de setembro de 2014

Morte e ressurreição

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de treze a vinte de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

 

Introdução

            Na época em que fazíamos o Jornal Esperança decidimos elaborar uma edição especial sobre a morte e a ressurreição para ser distribuída no dia de finados. Nesse dia especial fui de manhã para a porta do cemitério de Taguatinga, DF. Ao concluir a distribuição do Jornal ali resolvi dar uma volta dentro do cemitério. Naquele passeio me deparei com um quadro curioso. Um senhor, junto de um túmulo, tentava ascender uma vela. Como ventava muito ele protegia a bruxuleante chama com um dos jornais que ele recebeu no portão. Fiquei imaginando: caso ele tivesse lido as mensagens contidas no Jornal ele não estaria tendo aquela trabalheira naquele momento. As velas seriam dispensadas.

            Como adventistas do sétimo dia temos um posição clara e irretocável da condição do homem na morte e essa posição não é criação nossa, mas é o que encontramos na Palavra de Deus.

            Quando eu era criança um dos meus versículos preferidos era o que se encontra em João 11:35. Onde lemos: “Jesus chorou”. Esse era um dos versículos de minha preferência não pelo seu conteúdo e sim porque é um dos mais fáceis de decorar. Hoje vejo que ele encerra uma grande mensagem. Jesus chorou porque naquele momento, ao ver as pessoas chorarem, Ele viu claramente a tragédia que o pecado causou na humanidade. E mais: Ele, o doador da vida, sabia que a morte era o quinhão de todo o ser humano porque “... da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).  Ele chorou porque sabia que, semelhante a Lázaro, em breve Ele também morreria. Morreria para nos livrar da morte eterna. Ele sabia que poucos entenderiam o Seu sacrifício. Pela Sua morte um dia poderemos cantar: "Tragada foi a morte pela vitória" (1 Coríntios 15:57).

            Quando em vida entre nós, Jesus deu preciosas orientações sobre o futuro de cada ser humano depois da morte. Em uma de Suas lições Ele desmascara Satanás que, em seu primeiro sermão lá no Éden, murmurou: “Certamente não morrerás” (Gênesis 3:4). Diante de um mundo que se deixa levar pelos enganos do inimigo é necessário que, como adventistas do sétimo dia, anunciemos que o homem é mortal, porém o plano de Deus é a vida eterna para todos os que crerem Nele.

 

Domingo

            Enquanto escrevia esse comentário recebi a noticia da morte de um pioneiro de nossa igreja. Por mais santificada que tenha sido a sua vida ele, semelhante a todos os seres humanos que passaram pela terra, aguardará no túmulo o soar da trombeta de Deus.

            Quanto à morte existem algumas crenças que envolvem as pessoas que não tomam a Bíblia como fonte de conhecimento sobre o assunto. Enquanto a maioria acredita que o ser humano uma vez morto permanece vivo em algum local do Universo, outros acreditam que a morte é o fim de tudo. Segundo esse último grupo, quem morre está inconsciente e jamais voltará à vida. A Bíblia ensina diferente. Jesus afirmou: “A morte é um sono.” Quem dorme está inconsciente, mas um dia acordará.  Essa é a verdade que nos difere dos dois grupos citados. Graças a essa verdade temos a esperança de uma vida além túmulo. Disse Paulo: “Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (Tessalonicenses 4:14). “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem; para eles não haverá mais recompensa, e já não se tem lembrança deles” (Eclesiastes 9:5). E mais: “Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (Tessalonicenses 4:14).

 

Segunda

            Aquele que nos deu a vida é a Fonte da vida. Não fomos criados para morrer. Diante das insinuações de Satanás a morte foi uma escolha que fizemos ao aceitarmos a sua grande mentira: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4).

            Nós acreditamos em um Jesus que, segundo as Escrituras, viveu, morreu e ressuscitou porque tem vida em Si mesmo. A morte foi um parêntese no cronograma divino. O sonho de Deus de uma vida eterna para os Seus filhos será em breve concretizado. Hoje o nosso irmão Manoel Rocha dorme como estão dormindo Abraão, Davi e milhares que descansaram no Senhor. A promessa de Deus é: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52).

            O soar da última trombeta decretará o fim da morte para os filhos de Deus. Que experiência nos aguarda! Tornarmos à vida para nunca mais morrer. “Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "Tragada foi a morte na vitória"” (1 Coríntios 15:54).

 

Terça

            Temos que decidir sobre o nosso destino eterno enquanto estamos vivos. A morte sela o nosso futuro eterno. Hoje é comum a intercessão em favor de pessoas que morreram. Satanás incutiu na mente da humanidade que pessoas ímpias que durante toda a sua vida foram rebeldes ao convite divino têm uma oportunidade depois de mortas, inclusive independente de sua vontade. Basta que alguém interceda por elas. É impressionante até onde vão às astucias do inimigo.

Quando eu tinha cinco anos de idade comecei a frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Certa vez alguém estava ministrando o serviço de cântico antes do inicio do culto. Observei que um irmão mencionava o número de um hino e a congregação cantava. Eu estava sentado no último banco que consistia de uma tábua apoiada em alguma coisa. Foi então que mencionei o número cinquenta. Eu não sabia qual era o hino e nem mesmo se tinha esse número no hinário. O oficiante pediu que a congregação ficasse de pé. Ao ver os membros se colocando de pé imaginei que tivesse aprontado uma grande confusão na igreja. Envergonhado me escondi debaixo da tábua enquanto a congregação cantava “Face a face eu hei de vê-Lo.” (444 do Hinário Adventista).

Eu sei que um dia estarei “face a face” com Jesus. Acreditando ou não “...todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más” (2 Coríntios 5:10). Naquele dia ninguém terá como se esconder. As minhas escolhas hoje estão determinando qual será a minha situação naquele grande dia.

 

 

Quarta

            Muitos ao lerem o texto que narra a história pós morte do rico e Lázaro, se esquecem de que se trata de uma parábola. Essa parábola nada tem a ver com a existência de um inferno ou purgatório. O objetivo de Jesus em contar essa parábola foi esclarecer que é em vida que vamos decidir o nosso futuro eterno como é esclarecido nos versos 27 30 do mesmo capítulo 16. Veja que ela apresenta algumas incoerências estapafúrdias como essa: Como seria o Céu caso os habitantes ali estivessem presenciando as agruras dos ímpios no lago de fogo?  Esse céu seria realmente um céu?

            O inferno não é um lugar de sofrimento eterno. Caso fosse Deus não seria Deus. A Bíblia apresenta o inferno como cemitério. “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 20:13-14). Caso o inferno fosse um lugar de sofrimento, como os ímpios estariam vivos nele?

            Por vezes a Bíblia apresenta o inferno como o momento em que os ímpios serão eliminados. É bom entender que o inferno como local de destruição dos ímpios não existe a não ser que entendamos como inferno o processo de purificação de toda a terra por ocasião da descida da Cidade Santa. Mais do que um local, o inferno retrata o processo de destruição da morte, do pecado e do seu originador.  “Então a morte e o Hades (Inferno) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte” (Apocalipse 20:14).

 

Quinta

            Provavelmente Paulo estivesse pregando para alguns saduceus convertidos quando proferiu as palavras de 1 Coríntios 15:17-20. Os saduceus era um grupo de judeus que não acreditava na ressurreição. Para Paulo eles eram os mais miseráveis dos homens. Estavam perdendo tempo na igreja.

            Realmente Paulo tinha razão. Tendo em vista que o fim de todos os homens é a morte, frequentar a igreja para que se não acreditavam na ressurreição?

            Os corpos dos grandes líderes religiosos que surgiram ao longo da história do mundo estão guardados cada um em seu túmulo. Apena o túmulo de Jesus está vazio. E esse túmulo vazio é a nossa garantia de ressurreição. Cremos em um Jesus ressuscitado que está no Céu e em breve voltará trazendo a vida para todos aqueles que creram em Seu nome.

            Em breve o Doador da vida erguerá a Sua voz e dirá para todos os santos que morreram do Éden ate hoje: “Sai para fora.” Então o coro dos redimidos fará tremer a terra. “Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "Tragada foi a morte na vitória " (1 Coríntios 15:54).

 

Conclusão

            É impressionante como a mentira pregada no Éden tem ganhado espaço nos púlpitos das igrejas hoje. O nefasto sermão de Satanás tem invadido a mídia e flui de pregadores com a Bíblia nas mãos. O “não morrerás” está levando milhões para a morte eterna.

 

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