domingo, 7 de setembro de 2014

A lei de Deus

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de trinta de agosto a seis de setembro de dois mil e quatorze, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Muitos questionam o fato que nem Jesus nem os discípulos mencionaram explicitamente o sábado como dia de repouso e, fazem desse pormenor, uma razão contundente para a não observância do sábado. Seria bom que, antes de entrarmos no estudo dessa semana focássemos alguns aspectos desse equívoco.

            Jesus falar explicitamente da importância de se observar o sábado seria não só chover no molhado como reforçar muitas tradições que os judeus criaram para a observância do sábado.  Dois aspectos devem ser observados no comportamento dos judeus quanto à observância da lei. Primeiro eles davam uma ênfase muito grande nos quatro primeiros mandamentos. Veja que um dos motivos pelos quais eles sacrificaram a Jesus foi o ato de blasfêmia. Quanto ao sábado eles criaram inúmeras regras de como observá-lo, coisa que não acontece com os demais mandamentos. Enquanto isso eles mimetizavam os demais mandamentos que disciplinam a nossa relação com o próximo. Essa discrepância chegou a tal ponto que Jesus contou a parábola do Bom Samaritano.

            Outro ponto importante a observar é: uma ovelha que, em um dia de sábado caísse em um despenhadeiro poderia ser salva mesmo no sábado, não pelo cuidado para com a ovelha, mas pelo prejuízo financeiro que a sua morte representaria. O mesmo aconteceu com o quinto mandamento. Quando o filho poderia negligenciar o cuidado de seu pai caso tivesse prometido oferecer o mesmo valor em ofertas no templo. Jesus contestou esse modo de observância dos mandamentos.

            O Salvador foi enfático quanto à vigência eterna de toda a lei e quanto ao perigo de menosprezar um único mandamento. "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mateus 5:17). Esse “cumprir” a lei nada tem a ver em terminar com ela, mas sim Se submeter a ela. Em Tiago 2:10 lemos: “que quem tropeçar em um só ponto será culpado de todos”.

            Caso a lei fosse anulada por Cristo teríamos um mundo sem normas e sem princípios e não haveria necessidade de um Salvador e muito menos de igreja e pregadores. Caso a lei fosse anulada não teríamos pecados e a existência de todas as igrejas seria um grande equivoco. Jesus exaltou a lei e ela é a norma de justiça para toda a humanidade.

 

Domingo

            A lei mostra os nossos pecados. Perante a lei estamos perdidos e condenados à morte. Jesus veio ao mundo justamente para nos livrar da condenação da lei. Essa libertação é concedida somente para aqueles que O aceitam como Salvador e Senhor.

            Jesus é apto para nos salvar porque passou por esse mundo e não pecou. Somente um ser santo, incriado poderia salvar o pecador. Caso a lei de Deus pudesse ser anulada não haveria necessidade de Jesus morrer por nós. Enquanto nesse mundo, Jesus Se submeteu aos reclamos da lei. Porém, a Sua vida não conheceu pecado. Ele foi afetado pelas mazelas do pecado, mas sem pecar.

            Caso a lei tenha sido anulada a morte de Jesus não teria nenhum significado para nós e Ele seria apenas mais um condenado qualquer a ser executado no império romano.

            É justamente pela vigência dessa lei e consequente transgressão da mesma que Deus elaborou o plano da salvação. O plano da salvação tem a sua origem na transgressão da lei. Caso Jesus tivesse anulado a lei todos os que viveram de Jesus para cá estariam salvos e não é isso que acontece.

            Jesus curava nos dias de sábado. Para os judeus tal atitude era uma transgressão imperdoável da lei de Deus e surgiu uma grande dúvida: Jesus veio anular a lei? Para maneira de ver dos judeus, sim. Jesus agiu rápido e esclareceu: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mateus 5:17). E Jesus foi mais além ao completar o Seu pensamento: “Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:19). Essa mensagem foi dirigida especificamente para os líderes religiosos daquela época e também para os pregadores de hoje.

 

Segunda

            Os que manuseiam a Palavra de Deus têm grande responsabilidade naquilo que ensinam aos seus ouvintes. Certa vez vi um “missionário” ser interrogado sobre a carne de porco. O membro de sua igreja queria saber se poderia ou não se alimentar desse tipo de carne. O “missionário” respondeu: “Quem prega que comer carne de porco é pecado está ensinando doutrina do diabo.” E pior: esse mesmo conceito tais “missionários” tem a respeito da vigência da lei de Deus e de outras verdades bíblicas.

            Imagina que confusão seria se, no Antigo Testamento Deus tivesse um método de salvação diferente do existente hoje! A Bíblia afirma que em Deus não há mudanças: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17). “Ele é o mesmo hoje e eternamente.” Ele mesmo afirma: “De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos” (Malaquias 3:6).

            Jesus ampliou o significado da lei, principalmente dos mandamentos relativos aos nossos deveres para com o próximo. Esses mandamentos eram quase que ignorados naquele tempo.

 

Terça

            Histórias de promiscuidade e adultério sempre fizeram parte da humanidade desde os tempos bíblicos. Quando Jesus veio ao mundo as coisas não eram diferentes. Ao lermos a primeira carta de Paulo aos Coríntios temos uma idéia dos absurdos sexuais que existiam mesmo dentro da igreja.

Jesus atacou o problema de frente e esclareceu o princípio do sétimo mandamento. Parece que ao falar aos líderes judeus Jesus estava Se dirigindo a nós cristãos dos dias de hoje.   Vivemos em um mundo onde o sexo movimenta os grandes negócios. A exposição da mulher se tornou algo obrigatório nas sofisticadas propagandas que vemos nos modernos meios de comunicação de nossos dias. O convite ao sexo fácil está explicito por toda parte.

Há poucos dias um site de relacionamentos usou um outdoor no Rio de Janeiro exibindo a imagem do Cristo Redentor com os dizeres: "Tenha um caso agora! Arrependa-se depois." A Igreja Católica tentou processar o site, mas não chegou a lugar nenhum.

Um psicólogo, falando das mulheres, fez a seguinte observação: “A mulher moderna sonha em ser noiva, e não esposa. Como qualquer feminista, sonha em ter direitos, mas não deveres.” Não sei o que esse psicólogo diz sobre os homens. Com certeza não será muito diferente do observado entre as mulheres.

Quarta

Os lideres judeus, principalmente os fariseus, se julgavam detentores da lei dos Dez Mandamentos. Eles se julgavam separados para essa obra especial. Até ai tudo bem.  Houve um problema.  Eles sentiram a necessidade de regulamentar a lei de Deus.

Nesse afã cometeram três equívocos. Primeiro, alei de Deus deve ser observada assim como está escrita e dispensa regulamentação de parte humana. Segundo, incluíram dezenas de itens de como observar determinados mandamentos, principalmente o sábado que tornava impossível a sua observação. Jesus os acusou dizendo: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles dizem a vocês. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los” (Mateus 23: 2-4).

 Nessa regulamentação, como bons judeus, eles não se esqueceram do lado econômico e fizeram algumas injunções estranhas. Vamos lembrar dois exemplos: Enquanto instituíram regras como que distancia poderia caminhar no sábado e quanto de peso poderiam carregar nesse dia eles acrescentaram que se uma ovelha caísse em um precipício o judeu poderia salvá-la no sábado não pelo respeito aos animais, mas pelo valor monetário que ela representava. No caso do quinto mandamento, o judeu poderia fazer um voto de que tudo o que ele deveria gastar com o pai na velhice fosse doado como oferta. Assim ele abandonaria o pai e o deixaria morrer desamparado.

Jesus mostrou que tais adendos faziam deles, não cumpridores da lei e sim transgressores. Disse o Mestre: “Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Marcos7:13). Na sombra de que feito um voto é obrigatório que o cumpra eles deixavam de observar o próprio mandamento. “Se um de vocês fizer um voto ao Senhor, o seu Deus, não demore a cumpri-lo, pois o Senhor, o seu Deus, certamente pedirá contas a você, e você será culpado de pecado se não o cumprir” (Deuteronômio 23:23).

 

Quinta

            Alguns pregadores ensinam que no caso do jovem rico Jesus não mencionou o sábado e esse fato constitui em mais um motivo para não observá-lo. Seria ridículo Jesus mencionar o sábado para um jovem judeu. Poderia até acontecer de um judeu se esquecer dos outros mandamentos, mas se esquecer do sábado jamais!

            Na conversa com Jesus o jovem rico deixou claro que não era um fiel observador da lei. Ele não amava o próximo e quem não ama o próximo não ama a Deus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 João 4:8).

            O amor é o fio de ouro que entrelaça todos os mandamentos. E aqui vão dois adendos: A lei é o resultado do amor de Deus por nós. Caso toda a humanidade obedecesse a lei o mundo seria um paraíso e, se não amamos a Cristo de todo o coração será impossível observar alei. O cumprimento da lei é o resultado do nosso reconhecimento do que Cristo fez por nós. Paulo afirma: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5:14).

 

Conclusão

            Gosto da passagem que encontramos em Isaías 42:21 que fala da missão de Jesus: “Engrandecer a lei e fazê-la gloriosa.” Para aqueles que pregam que Jesus aboliu a lei devem ler com mais atenção essa profecia bíblica. E foi isso o que Jesus fez.

 

Meditação

Vivemos nos momentos finais da história desse mundo. Em breve será cobrado de todos nós um conhecimento que hoje muitos negligenciam obter.

 

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