quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Rituais e cerimônias da igreja


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 de novembro a 1º de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O batismo é um testemunho público de que alguém decidiu deixar a sua vida de pecado e seguir a Jesus em novidade de vida. É o novo nascimento que Jesus falou a Nicodemos.
            É interessante que Nicodemos procurou Jesus na calada da noite, mas Jesus lhe mostrou que o batismo deveria ser uma manifestação pública de morte para o mundo e de uma nova vida em Cristo. O novo homem deveria ser visto e conhecido do mundo.
            As trevas cobriam a terra no momento em que Nicodemos procurou Jesus. Mas as verdades apresentadas por Jesus fez a sua vida brilhar mais e mais e se tornar em dia perfeito. Esse é o exemplo mais claro de uma vida que aceita o novo nascimento. A pessoa passa a viver em novidade de vida.
            O batismo é considerado como um testemunho público de que determinada pessoa deixou para traz uma vida de pecados e se propôs a fazer parte do povo de Deus. Cada história de conversão, cada batismo é um testemunho silencioso de que o poder de Jesus continua modificando vidas e atraindo-as para o Reino do Seu amor.
             A experiência vivida no nosso batismo deve ser revivida com frequência. A cada cerimônia batismal presenciada deve nos conduzir ao raciocínio de que no passado em meio à escuridão que nos sufocava Jesus nos alcançou e nos envolveu com o Seu manto de Luz.
            O lava pés é um ato repetitivo. Ele está mais relacionado ao nosso relacionamento horizontal e ao mesmo tempo é um testemunho público que estamos em paz com o nosso próximo.
            No ato do lava pés nos colocamos em posição inferior ao nosso irmão. Desempenhamos o papel destinado aos servos e escravos nos tempos de Cristo. Ao lavarmos os pés de alguém estamos dizendo para o mundo que nos amamos essa pessoa e o aceitamos assim como ela é.
            Ao tomarmos o vinho testemunhamos para a igreja que o sacrifício de Jesus por mim não é em vão. E que cada dia eu me lavo em seu sangue remidor.
             Ao ingerirmos o pão demonstramos que aceitamos Jesus como o Pão vivo que desceu do Céu. Lembramos que como pecadores não merecemos comer desse pão, mas que semelhante a Davi e seus homens nos foi permitido alimentar desse Pão santo.
            Que ao relembrarmos dessas três ordenanças nos sintamos mais unidos a Cristo e ao nosso próximo e que a nossa vida espiritual seja revigorada!

 Domingo  
São sete os sacramentos instituídos pela Igreja católica: Batismo, Eucaristia, Confissão, Extrema Unção, Ordem e Matrimônio. A Eucaristia é a ingestão do Pão da Santa Ceia com uma conotação pessoal de Cristo no pão. O pão deixa de ser o símbolo de Cristo para ser o próprio Cristo a ser ingerido pelos fiéis. No sacramento da confissão o penitente confessa ao padre e não a Cristo. Esse padre recebeu em sua ordenação o poder de perdoar pecados.
Na Igreja Católica Apostólica Romana alguns sacramentos tem poder salvifico. Entre eles o batismo.  Ã pessoa deveria ser batizada para ter garantida a sua salvação. E para que ninguém fosse para o inferno por não ter sido batizado introduziu o batismo de bebês.
Assim o batismo deixou de ser ato voluntário e uma demonstração pública de morte para o pecado e nova vida em Cristo para ser uma garantia de salvação.
A Igreja Católica foge da própria etimologia da palavra sacramento que era um juramento de um soldado romano de obediência ao seu comandante, para um ato inconsciente como o batismo de crianças que não tem noção do significado do rito.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia resgata o real significado de três ritos introduzidos por Jesus e que são objeto de nosso estudo nesta semana, ou seja: O batismo, a santa ceia e o lava pés.

Segunda
            O batismo de uma pessoa deve ser precedido de alguns acontecimentos especiais entre eles temos a conversão. Ela significa mais do que uma mudança de direção efetuada pela pessoa a ser batizada.
            Após conhecer a gravidade e consequências do pecado a pessoa decide mudar de vida. Essa mudança voluntária é a conversão. Ela é precedida do conhecimento da Palavra de Deus. Essa Palavra nos mostra quão pecadores nos somos e que, arrependidos, nos propomos a andar com Cristo. A conversão é o maior milagre que se realiza na vida de uma pessoa.
            Uma vez convertido a pessoas manifesta o desejo de confirmar essa decisão.  Como o velho homem morreu ele deve ser sepultado. De maneira invisível como a ação do vento, o Espirito Santo efetuou a mudança necessária. Agora o batismo vai mostrar ao mundo a transformação que já aconteceu na vida do crente.
            A missão da Igreja é levar a todas as pessoas o conhecimento do Evangelho. Cabe a cada um de nós levarmos as pessoas a sentirem a necessidade de ter uma nova vida em Cristo. Diz Ellen G. White: “Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos dada a comissão: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; instruindo-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. Estais consagrados para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação” (Testemunhos Seletos – volume 3, p. 289).

 Terça
            Quando nos curvamos para lavar os pés de alguém estamos demonstrando publicamente que esse alguém é mais importante do que nós. Porém existe o perigo de essa exteriorização de humildade ser apenas aparente. Como também o ritual do pão e do vinho.
            A nossa participação da Santa Ceia e do lava pés deve ser precedido de um profundo exame de coração para que essa atitude não seja reprovada pelo Céu.
             Notamos que os discípulos não estavam preparados para a Santa Ceia e Jesus os repreendeu. Havia entre eles um espírito de supremacia que os distanciavam de Cristo. Eles necessitavam com urgência de entenderem melhor o que é humildade.
 Paulo observou que a Igreja de Corinto não havia se preparada adequadamente para a Santa Ceia e advertiu os fiéis ali: “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” 1 Coríntios 11:29). E completa: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” (1 Coríntios 11:28).
Há o perigo de honrarmos a Deus apenas na aparência e o nosso coração estar longe Dele. A decisão de participarmos de uma Santa Ceia deve ser precedida de um profundo exame de coração.

Quarta
            Tem acontecimentos em nossa vida que faiamos bem não esquecer. Lembramos com alegria do nosso aniversário, do primeiro emprego, do nosso casamento e de outras datas que marcaram a nossa vida.
Deus sempre orientou a Seus filhos que fossem gratos pela liberdade. Os israelitas deveriam sempre ser gratos a Deus pela liberdade que alcançaram ao serem libertados do Egito.
Na cerimônia da Pascoa o pão sem fermento representava não só os pecados e praticas egípcias que eles haviam deixado para trás mas era uma indicação de que Jesus, o Pão da vida um dia seria oferecido no Calvário para trazer liberdade a todo aquele que crer.
Hoje a Santa Ceia relembra a liberdade que Cristo nos proveu na cruz. Essa liberdade será para sempre comemorada no Céu. Disse Jesus: “E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai”  ( Mateus 26:29).
A Santa Ceia no Céu será um momento ímpar para os remidos. Ali estará Adão rememorando o primeiro Cordeiro morto, imolado no Jardim do Éden. Ali estará Abraão que relembrará com lagrimas de alegria os acontecimentos do monte Moriá. Ali estarão todos os remidos de todos os tempos que enfrentaram a fogueira para dizerem ao mundo que se sentiam felizes em morrer por Cristo.
Todos reunidos estão diante do Cordeiro que um dia foi morto, mas que agora está vivo para todo o sempre. Nunca mais o pecado subjugará nenhum ser. Liberdade para sempre!  
“E, ao ascenderem os remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais da cidade de Deus de par em par, e neles entrarão os que observaram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais bela que qualquer música que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mat. 25:34. Então os justos receberão sua recompensa. Sua vida correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas aos pés do Redentor, tangerão as harpas de ouro e encherão todo o Céu de bela música. Signs of the Times, 15 de abril de 1889” (Conselhos Sobre Mordomia, p  350).

Quinta
            Jesus orientou que a cerimônia as Santa Ceia fosse realizada entre nós até o dia de Sua volta.  Esse é o evento que marcará a nossa transferência para o Céu e, quando ali chegarmos vamos participar de uma ceia sem precedentes. A presença dos patriarcas do passado e dos heróis da fé darão um novo sentido à cerimônia. Mas creio que a presença mais marcante será a de Jesus entre nós.
Ellen G. White assim descreve o que viu: “E vi uma mesa de pura prata; tinha muitos quilômetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam alcançá-la toda. Vi o fruto da árvore da vida, o maná, amêndoas, figos, romãs, uvas e muitas outras espécies de frutas. Pedi a Jesus que me deixasse comer do fruto” (Primeiros Escritos, págs. 18 e 19).
 Provavelmente naquela ceia não teremos mais o lava-pés. Será um acontecimento inusitado. Imagino qual será a reação dos anjos caídos ao verem os remidos ocupando os seus lugares ao redor daquela mesa especial! Esse será um privilégio outorgado apena a aqueles que aceitaram seguir o Cordeiro hoje por caminhos planos e por desfiladeiros.

Conclusão
Como será participar das glórias reservadas a nós pobres mortais, mas naquele dia já revestidos da imortalidade? Paulo afirma: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9).
 “A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória, deponho a pena e exclamo: "Oh, que amor! Que amor maravilhoso! “A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador” (Primeiros Escritos, pág. 289). 

A Lei e o evangelho


Comentário da Lição da Escola Sabatina de  1º a 8 de dezembro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Paulo afirma: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1:16).
            O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Mas salvação de que? Salvação do pecado. O evangelho existe porque existe uma lei que exige a morte do seu transgressor. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:2). Caso não existisse a lei não existiria o pecado e não haveria necessidade de um Salvador.
            O evangelho foi a solução de Deus para o pecado. O evangelho não anula a lei, mas é capaz de anular ou tornar sem efeito as transgressões da lei, caso o pecador aceite ser perdoado.
            A lei eterna de Deus mostra o nosso pecado e nos encaminha para Cristo a única solução. “Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido” (Isaías 53:4).
            Não dá para entender como pessoas que advogam a nulidade da lei se filiam a uma igreja. Se a lei foi anulada não existe transgressores e se não existe transgressores não existe pecadores e se não existe pecadores é desnecessário a existência de um plano de salvação e muito menos de igrejas.
            A lei de Deus é eterna como eterno é o Seu Autor. Caso fosse possível anular a lei não haveria necessidade da morte de Jesus. O salmista Davi afirma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices” (Salmos 19:7). E Paulo completa: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12).

Domingo
            O verso 152 do Salmo 119 é bem claro quanto à eternidade da lei de Deus: “Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre” (Salmos 119:152). Quando a Bíblia usa a expressão “desde a antiguidade” geralmente está se referindo aos tempos antes da criação do homem. A Bíblia sempre associa a eternidade de Deus com a eternidade de Sua lei
            A Bíblia afirma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos” (Salmos 19:7-8). Não tem como uma lei perfeita, que refrigera a alma do ser humano e transmite sabedoria até para os mais simples e acima de tudo é uma lei fiel seja anulada ou extinta.
            A lei cerimonial, ou melhor dizendo: Todas as ordenanças que apontavam para o sacrifício de Jesus e o e os resultados deste, realmente foram anuladas com a morte de Jesus. Mas a lei moral de Deus é eterna. Qualquer ser humano independente de raça ou cor e que viveu antes e depois da morte de Jesus tem uma noção de que matar, roubar, fazer imagem de escultura, cobiçar, respeitar pai e mãe são mandamentos que nunca perderam a sua vigência.
            Outro detalhe interessante é que algumas leis civis dadas ao povo de Israel tem a sua aplicabilidade até hoje até mesmo por nações não cristãs. Exemplo: “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:32). O respeito para com os mais velhos é praticado no mundo inteiro.
            Se princípios bíblicos como esse permanecem imutáveis até os dias de hoje, o que dizer da Lei dos Dez Mandamentos, que foi escrita pelo próprio dedo de Deus?

Segunda
            Até Moisés a Lei dos dez Mandamentos era transmitida oralmente de pai para filho e os mandamentos eram conhecidos e sua transgressão passiveis de punição. Quando Cain matou Abel o seu ato foi reprovado por Deus. Vemos também que a adoração de imagens e de outros deuses eram transgressões que não passavam despercebidas. José foi firme ao recusar a oferta da mulher de Potifar. Disse Ele: “como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:9). E não podemos esquecer do sábado que foi instituído desde a criação.
            Porém, como a humanidade cresceu e se multiplicou houve a necessidade de um referencial escrito, e Deus o fez usando tabuas de pedra.
            Hoje temos dois estremos: Existem aqueles que acham que os mandamentos de Deus são marionetes e fazem deles o que bem entendem. Modificam, substituem ou subtraem ao seu bel prazer. Quem é o ser humano mortal para se atrever a alterar algo eterno e instituído pelo próprio Deus?
            Existe outro grupo que afirma que a Lei dos dez mandamentos foi pregada na cruz. Mas não sei porquê tais pessoas advogam o domingo como dia de guarda. Estão dando alguma satisfação a Roma? Por que?
            Satanás sabe que desviando a atenção dos homens da Lei de Deus ou levando-os a manuseá-la a seu bel prazer ele desqualifica a Deus e interfere de maneira brutal no plano redentivo.

Terça
            A Bíblia é muito clara quanto a função da lei. Ela não salva, ela nos mostra o pecado e os seus resultados. Quem salva é Jesus. Mas eu não sentiria necessidade de Jesus se a lei não me mostrasse o que é pecado.
            Não existe um ser humano sequer que não tenha cometido pecado. A Bíblia afirma: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 3:23. Jé em seu tempo o rei Salomão afirmou: “Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, quer longe ou perto esteja” (1 Reis 8:4).
Por mais desesperador que seja a situação de alguém, por mais pecados que essa pessoa tenha cometido há esperança. Mesmo depois de aceitarmos Jesus como o nosso Salvador perece que os desejos da carne insistem em nos dominar. Graças a Deus existe solução. João afirma: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João  2:1).
O convite de Deu é: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55: 7) “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:2). Jeremias nos lembra: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23). Em Cristo temos a salvação pelo Seu sangue: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” Colossenses 1:14).

Quarta
            Os fariseus mantinham permanente vigília sobre Jesus. Em determinado momento Jesus os encurralou ao afirmar: “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:9).
            Naquele tempo os preceitos de homens eram normas que segundo os sacerdotes regulamentavam a lei de Deus, principalmente quanto à observância do sábado. Caso cuspissem na grama no dia de sábado estariam regando a grama e era pecado. Ostentar uma medalha no pescoço no dia de sábado era transgredir esse dia. Não seria pecado se a medalha estivesse presa à roupa.
            O pior é que essas tradições eram impunes aos sacerdotes. O que levou Jesus a afirmar de maneira clara e quase agressiva: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).
            Jesus era um exemplar observador do sábado. E como restaurador de veredas Ele foi enfático sobre a maneira correta de observar o dia do Senhor.
            Certa vez, num sábado de manhã, eu ia para a igreja e no Metrô me deparei com um Senhor bem vestido portando uma Bíblia. Perguntei se ela era adventista. Ele me respondeu com rosto fechado: “Não sou adventista e pelo que vejo você está transgredindo o sábado, pois como bom adventista não deveria andar mais de um quilômetro neste dia!” E enfatizou: “Tá escrito lá.” Respondi que eu observava o sábado de Jesus e não o dos fariseus. E acrescentei: Acho curioso ver o apoio que a maioria  dos evangélicos  dão a Igreja Católica observando um dia instituído por essa igreja. Aquele amigo fez apenas mais uma pergunta: “Qual é a próxima estação?”
            É algo realmente intrigante ver como as pessoas tentam desvencilhar o sábado da Santa lei de Deus. Só é possível entender quando estudamos as profecias bíblicas.
            Creio que independente de ser mandamento, só as promessa feitas Isaías aos observadores do sábado seriam suficientes para observá-lo sem questionamentos. Diz o profeta: “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13-14).

Quinta
            Gostei da observação que se encontra no rodapé da lição de quinta-feira. Diz: “Uma coisa é dizer que você é guardador do sábado, e até mesmo descansar no sábado. Os escribas e fariseus faziam isso. Mas outra coisa é experimentar a plenitude e riqueza do sábado.”
            A observância do sábado entre os israelitas, além de ser um mandamento de Deus para a humanidade, era também uma maneira deles lembrarem que um dia foram escravos no Egito de onde Deus os libertou com grande poder.
 A Bíblia sempre usa o Egito para simbolizar o mundo que escraviza e oprime. Jesus tomou a forma humana, morreu em nosso lugar para nos propiciar a verdadeira liberdade. E o sábado é o dia especial para comemorarmos essa liberdade alcançada. Enquanto meditamos no que Jesus fez por nós na cruz Ele nos santifica “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxodo 31:1).
Como filhos de Deus temos que estar bem alicerçados em Sua Palavra. Sabemos que estão diante de nós tempos difíceis quando a nossa observância desse dia será fortemente provada.

Conclusão
            A lei dos dez mandamentos é eterna como eterno é o Seu autor. Ela não foi e nunca será abolida. Ela não nos salva mas nos mostra o caminho para a salvação. Peitar toda a lei é uma tarefa impossível para Satanás. No fim dos tempos Satanás empreenderá todos os esforços para apagar a Lei de Deus.
Mas ele sabe que minando a observância do sábado entre os homens alcançara os seus objetivos. No fim dos tempos Ele empreenderá todos os esforços para apagar o sábado da Lei de Deus.
O seu ódio não é pelo sábado em si, mas é porque esse dia fala do Criador do Universo. Caso consiga apagar o sábado da mente das pessoas ele desviará a atenção da criatura de Seu criador.
Em meio a rebeldia de nossos dias, quando a crença em Deus como Criador fraqueja entre os povos, quando as ideias evolucionistas tenta minar o poder criador do Rei do Universo, terá um pequeno grupo que alegre se levanta para proclamar os caminhos do Senhor. “Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino” (Salmos 119:127). Que essa seja a nossa conduta de vida neste mundo onde a descrença em Deus como Criador invadiu as escolas e passeia tranquila pelos púlpitos de algumas igrejas. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Vitória sobre as forças do mal



Comentário da Lição da Escola Sabatina de 3 a 10 de novembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O autor é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            Como adventistas do sétimo dia cremos Satanás se rebelou contra Deus e ainda está em guerra, embora tenha consciência de sua derrota. Como príncipe ele espera exercer um poder que jamais alcançará.
Como não pode atingir diretamente o trono de Deus ele o faz atacando aqueles que se colocam como filhos de Deus. A Bíblia é clara a esse respeito e esclarece que o inimigo está irado contra nós: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 12:17).
Não podemos nos descuidar um só momento. O conflito cósmico iniciado no Céu continua na terra e nós, os filhos de Deus, somos os protagonistas. Se permanecermos fiéis ao nosso Comandante a vitória será certa. “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte” (Apocalipse 12:11).

Domingo
            As palavras de Paulo em Éfeso 1:18-22 nos dão a certeza de nossa vitória. Jesus está no céu “Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Efésios 1:21).
            Satanás jamais terá o domínio total deste mundo e muito menos sobre os filhos de Deus. Ele sabe disso. Mesmo tendo essa certeza o inimigo não se desanima em suas astucias para nos desviar do caminho da salvação.
            Temos duas armas disponíveis para vencermos as tentações: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” .(Marcos 14:38). Mas o bom soldado de Cristo tem que ter as suas armas e deve saber manuseá-las. Dentre elas a mais importante é a Bíblia. . “Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Foi com ela que Cristo venceu Satanás no deserto.
            Com Jesus seremos ”mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37). Nós não lutamos com perspectiva de vitória. Lutamos com certeza de vitória.

Segunda
            Tenho por costume ler duas paginas da Bíblia antes de fazer o estudo da lição. Hoje a leitura versou sobre a luta de Elias com os profetas de Baal e como Deus agiu respondendo com fogo sobre o sacrifício de Elias.
            É maravilhoso vermos como Deus tem atuado em favor de seus filhos através dos milênios. Desde Adão até os nossos dias o Senhor tem Se manifestado de maneira poderosa em favor daqueles que Lhe são fieis. “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” (Daniel 12:1).
            Embora a profecia de Daniel se restrinja a um tempo específico, sabemos que ao longo da história Deus tem Se manifestado diuturnamente o Seu cuidado pelos Seus filhos. O povo de Deus no passado experimentou de tal forma o cuidado de Deus que foram unanimes em afirmar: “Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel” (Salmos 121:4). Essa é uma realidade que tem acompanhado os filhos de Deus em qualquer circunstância que a vida nos reserve.
            Não existem forças quer no Céu quer na Terra que não se submeta ao excelso poder que tudo dirige e domina. Temos que ter uma visão muito clara de que: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31).

Terça
            Conheço um gato que mora em um supermercado próximo de minha casa. É um bichano que brinca com qualquer pessoa conhecida ou não. Só uma coisa tira aquele gato do sério. É a presença de algum cão. Por maior que seja o animal o gato o escaramuça das redondezas. É impressionante como um pequeno gato bota cães enormes para correr.
            Essa é uma luta que parece muito com a nossa com algumas diferenças:     O inimigo do gato é visível o nosso é invisível. O gato não conta com nenhuma ajuda. Nós temos o Deus eterno que peleja por nós. Embora o gato sempre seja bem sucedido pode ser que algum dia ele leve a pior. Já conosco o nosso ajudador nunca falha. Com Deus ao nosso lado o Diabo fugirá de nós.
            É interessante ver que o segredo de nossa vitória é a humildade. “A humildade precede a honra” (Prov. 15:33), e "melhor é o paciente do que o arrogante" (Ecl. 7:8). 
            Diz Ellen G. White: “Queridos irmãos e irmãs: O Senhor operará em favor de todos que andarem com Ele em humildade. Ele vos colocou numa posição de confiança. Andai cuidadosamente diante Dele. Deus tem a mão no leme. Ele guiará a nau por entre as rochas até o porto. Tomará as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes” (Conselhos Sobre Educação, p. 219).
            Muitos fracassam porque dialogam com o pecado. Dialogar com o pecado é se expor ao inimigo. A recomendação bíblica é: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).

Quarta
            O autor da Lição apresenta apenas alguns exemplos de vitória relacionados a Cristo e aos discípulos. Mas a Bíblia está recheada de exemplos de pessoas que se firmaram em Deus e venceram as forças do mal. Lembremo-nos de Abraão, José, Esdras, Davi, Daniel e tantos outros.
 Deus nunca solicita ou exige algo impossível. Por maior que seja a responsabilidade a assumir o senhor fornecerá os meios para executá-la. A Sua promessa é: "Portanto", irmãos, "vos peço que não desfaleçais" por motivo das experiências probantes que estão perante vós. Jesus estará convosco; Ele irá adiante de vós pelo Seu Espírito Santo, preparando o caminho; e será o vosso auxiliador em todas as circunstâncias” (A Igreja Remanescente, p. 80). 
Falando do futuro nosso e de sua igreja Ellen G White afirma: “Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de nosso progresso até ao nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que o Senhor tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (E Recebereis Poder – Meditação Matinal, p. 231).

Quinta
            Antes de Jesus subir aos céus Ele prometeu aos Seus discípulos: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” (João 14:12).
Jesus cumpriu a Sua promessa nos dias dos apóstolos e continua a fazê-lo hoje. Duas condições são necessárias para que façamos as obras que Jesus fez. Primeiro é a nossa disposição de atendermos o IDE.  “Portanto IDE, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome Pai, e do filho e do espírito Santo” (Mateus 28:19). E em segundo lugar é crer em Sua promessa: “Eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).
Na luta entre o bem e o mal nós, seres humanos falíveis, somos o único exercito visível que Deus dispõe aqui na terra. E é com este exército de redimidos que Deus vai provar para o Universo que o amor venceu para sempre o mal.
Que privilégio temos nós de fazermos parte deste povo que, empunhando as armas oferecidas aos fiéis, vencerão a Satanás. João teve uma linda visão dos vencedores, no final do grande conflito.  Diz o apostolo: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte” (Apocalipse 12:11).
Diz Ellen G. White: “Há uma grande obra a ser feita em pouco tempo. Precisamos compreender nosso trabalho e fazê-lo com fidelidade. Todo aquele que finalmente for coroado como vitorioso, terá, pelo nobre e determinado esforço de servir a Deus, alcançado o direito de se vestir com a justiça de Cristo. Entrar na cruzada contra Satanás, levantando bem alto a bandeira ensanguentada da cruz de Cristo - esse é o dever de todo cristão” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 44). E mais: “Se permanecerdes sob a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, fazendo fielmente o Seu serviço, nunca precisareis ceder à tentação; pois está ao vosso lado Alguém capaz de guardar-vos de cair” (Nossa Alta Vocação, p. 17).

Conclusão 
O autor da lição mostra que muitas denominações falam mais em Satanás do que em Jesus. Sabemos que algumas igrejas realizam cultos com roupas brancas para mostrar que estão preparadas para atacar o maligno. É comum tais pastores dialogarem ou ás vezes até discutirem com Satanás no momento de uma expulsão. Em seus cultos se ouve mais sobre Satanás do que sobre Deus. Sabemos que a orientação bíblica é diferente.
Conheci um senhor, que fora adventista e dizia ter o poder de revelação, de quebrar maldições e de amaldiçoar. Ele mencionou vários casos em que pessoas agiram mal com ele e foram amaldiçoadas por ele. Uma senhora, sob a sua palavra, chegou a permanecer vários meses numa cama e só depois de se humilhar bastante ele a libertou.
São pessoas com a Bíblia na mão e que agem de mãos dadas com o Diabo. Ele é astuto. E quanto mais seres humanos falam dele ou conversam com ele mais ele se exalta.
Sabemos quem ele é e o que ele causou e ainda causa no Universo. Sabemos como será o seu fim.  Sabemos que ele é astuto e perspicaz. Dialogar com ele é se colocar em seu terreno.

Veja semanalmente o nosso comentário da Lição da Escola Sabatina em nosso blog.
             É hora de reavivar a esperança. Leia a nossa meditação  Reavivar a Esperança 

domingo, 28 de outubro de 2012

Pensamento

A flor desabrocha a sua beleza independente do charco ou jardim em que veio nascer. Carmo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Homem:criatura de Deus


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de outubro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga.

 Introdução
            O titulo da lição mostra uma das verdades bíblicas mais combatidas nos últimos cem anos. A teoria de Charles Darwin tem invadido às universidades e os púlpitos das igrejas. Ela não apresenta prova nenhuma, haja vista, até hoje ainda não passa de uma teoria.
Onde está o homem de Nebraska tão propagado pelos evolucionistas na época de “sua
descoberta”? Foi uma fraude com base em um único dente de um tipo raro de porco. Logo depois de sua descoberta os evolucionistas se calaram a respeito dele.                                          E o homem de Java  baseado em evidências duvidáveis de um fêmur, calota craniana e três dentes encontrados dentro de uma vasta área ao longo do período de um ano? A verdade, no entanto, é que os ossos foram encontrados em uma área de restos humanos, o fêmur é agora considerado humano e a calota craniana era de um grande macaco. 
            Por fim descobriram o homem de Neandertal,  tradicionalmente retratado como um encurvado macaco-homem. Acredita-se agora que a sua postura encurvada foi devido a uma doença e que o Neandertal é apenas uma variação da espécie humana.
             É de pasmar como a imprensa mundial se calou sobre essas fraudes. Quando de “suas descobertas” todos os órgãos de comunicação fizeram rufar os tambores. Logo depois, silêncio total!
            O homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança. Além de sermos criados por Deus, fomos feitos a Sua imagem e semelhança. Agradeçamos a Ele pela nossa origem.

Domingo
            Veja a origem do homem descrita por Samuel Kramer, um dos maiores especialistas na História da Suméria: O deus Enki foi punido com dores terríveis nas costelas pela deusa-mãe, Ninhursag, porque comera plantas proibidas do paraíso. A pedido de outros deuses, Ninhursag reconsiderou o castigo e criou a deusa Ninti, com poderes para curar o jovem. Em sumério, Ninti quer dizer "senhora da costela", mas numa tradução arcaica também poderia ser "senhora que faz a vida". Para Cramer uma versão confusa dessa lenda foi parar na Bíblia, dando origem ao mito de que Eva foi feita de uma costela de Adão. Quanta explicação esdrúxula para algo tão claro!
            A Bíblia afirma que o homem foi criado perfeito, mas ele buscou muitas invenções. Hoje temos dezenas de invenções como a imortalidade da alma, a origem “ocasional” do homem, a observância do domingo, a adoração de imagens, a reencarnação, a salvação pelas obras e tantas outras.
            As invenções não param por ai, pois a cada dia outras aparecem fazendo a cabeça de multidões.
Segunda
             O autor achou por bem estudarmos um pouco mais Gênesis 1:26. Esse verso contém três verdades especificas.
            Primeira: É uma das primeiras passagens bíblicas a mostras que Deus não estava sozinho quando criou o homem. Uma alusão clara sobre a Trindade divina.
            Segundo: O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. A nossa origem nada tem a ver com a casualidade e a nossa origem nada tem a ver com vermes ou outros seres vivos.
            Terceiro: Dentro do projeto de Seus fomos criados para exercer domínio sore os demais seres criados. Esse domínio inclui não só sujeição, mas também preservação.
            Com a entrada do pecado o domínio foi descaracterizado. O homem está destruído a fauna a flora e as belezas naturais. No caminho em que estamos, caso não haja uma intervenção divina somos candidatos à autodestruição. Mas como esse não é o projeto de Deus, felizmente Ele não vai permitir. Hoje o homem tenta sujeitar o próprio homem. Existem guerras, humilhações e caminhamos para o caos social. O egoísmo tem destruído vidas ao longo dos séculos.
            Ao invés desse domínio exacerbado praticado pelo homem a orientação divina é: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).  Caso o homem tivesse atentado para esse conselho o mundo seria outro. Mas apartando-se de Deus, Satanás exerce o seu domínio e o caos se instala.

Terça
            Deus nos criou seres sociais. Diz um adágio popular que “ninguém é uma ilha”.
O Criador fez a mulher para que o homem tivesse alguém a sua altura para se relacionar. O próprio Deus sente prazer em Se relacionar conosco. Todos os dias o Senhor visitava o casal no Jardim.
             Deus deu nome apenas a Adão, mas outorgou a ele e a Eva dar nomes aos animais criados. Lembremos que para Deus o nome de Eva é “companheira idónea”. Podemos imaginar a empolgação de Adão e Eva ao identificar cada animal. O que levou uma raposa a ter esse nome? Como que eles se entenderam para identificar cada um? Um dia, lá no Céu eles nos dirão.
            Uma das principais invenções do homem é deturpar Atos 17:26. Não somos frutos da misseginação das espécies. As mesmas características do primeiro homem são vistas em nós. Essa máquina maravilhosa não veio à existência por acaso. Basta estudar um pouquinho o corpo humano para chegarmos a essa conclusão. E mais: somos todos iguais. Não existe uma “raça” superior

Quarta
            O francês Jean Baptiste Lamarck nasceu em 1 de agosto de 1744 em Paris e faleceu em 28 de dezembro de1829).  Ele veio ao mundo mais ou menos cem anos antes de Darwin sobre quem exerceu grande influencia. 
Na sua época as ideias de Lamarck não foram bem recebidas na França. E as de Darwin levou quase um século para invadir as universidades. Satanás é paciente e bastante cuidadoso em suas astucias.
Tanto Darwin como Lamarck defendem a seleção natural das espécies. Para eles o homem partiu do pior para o melhor e os demais seres vivos são resultados de espécies primitivas que foram exterminadas pelas alterações de clima, alimentação ou fragilidade física. E no aprimoramento seletivo chegaram ao que é hoje.
O interessante é que, depois de suas enxurradas de ideias o homem só tem deteriorado mais e mais. A “evolução” tem gerado doenças terríveis, violência, desatinos e destruição. No caminho em que as coisas vão, caso não haja uma interferência divina, em breve a vida será extinta no planeta terra.  Como evoluir para o pior?
Deus criou o homem santo e puro. O pecado está ai fazendo o seu estrago. Mas Deus proveu um meio de escape. Assim como Adão pecou e condenou toda a raça humana à morte, Jesus veio e venceu o pecado para que possamos viver.
Fomos criados por Deus. Ele tem um maravilhoso plano para cada um de nós. Não somos resultado de um acaso que apenas caminha para o caos.

Quinta
“O tema central da Bíblia, o tema em redor do qual giram todos os outros no livro, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano. Desde a primeira sugestão de esperança na sentença pronunciada no Éden, até àquela última gloriosa promessa do Apocalipse - "verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome" (Apocalipse 22:4) - o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento deste maravilhoso tema - o reerguimento do homem, ou seja, o poder de  Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo I Cor. 15:57” (Educação, p 125 e 126).
A promessa de Deus é restaurar a Sua imagem no homem. Embora esse seja o projeto divino o homem é livre e escolhe ser ou não restaurado. Imagine se toda a humanidade aceitasse o convite divino. Teríamos um mundo livre de violência, e a degradação do homem e de seu habitat seriam preservados.
Mas essa é a promessa de Deus. Ele intervirá em favor do planeta e de Seus filhos que aceitaram serem renovados pelo Espírito.
O Seu propósito é criar um novo Céu e uma nova Terra onde habitará a justiça. Onde, para sempre, seguiremos o Cordeiro por onde quer que vá.

Conclusão
            Não somos oriundos de uma ameba, ou explosão cósmica. Mas imaginemos que fosse assim. Não causa maior espanto que de um verme surgisse um corpo tão perfeito de formação e funcionamento?  É necessária uma mente muito tacanha para imaginar tamanha estupidez.
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. E é essa imagem e semelhança, um dia restauradas, que permanecerão por toda a eternidade.