quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Lei e o evangelho

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de  1º a 8 de dezembro de 2012. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
Paulo afirma: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1:16).
            O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Mas salvação de que? Salvação do pecado. O evangelho existe porque existe uma lei que exige a morte do seu transgressor. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:2). Caso não existisse a lei não existiria o pecado e não haveria necessidade de um Salvador.
            O evangelho foi a solução de Deus para o pecado. O evangelho não anula a lei, mas é capaz de anular ou tornar sem efeito as transgressões da lei, caso o pecador aceite ser perdoado.
            A lei eterna de Deus mostra o nosso pecado e nos encaminha para Cristo a única solução. “Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido” (Isaías 53:4).
            Não dá para entender como pessoas que advogam a nulidade da lei se filiam a uma igreja. Se a lei foi anulada não existe transgressores e se não existe transgressores não existe pecadores e se não existe pecadores é desnecessário a existência de um plano de salvação e muito menos de igrejas.
            A lei de Deus é eterna como eterno é o Seu Autor. Caso fosse possível anular a lei não haveria necessidade da morte de Jesus. O salmista Davi afirma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices” (Salmos 19:7). E Paulo completa: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12).

Domingo
            O verso 152 do Salmo 119 é bem claro quanto à eternidade da lei de Deus: “Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre” (Salmos 119:152). Quando a Bíblia usa a expressão “desde a antiguidade” geralmente está se referindo aos tempos antes da criação do homem. A Bíblia sempre associa a eternidade de Deus com a eternidade de Sua lei
            A Bíblia afirma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos” (Salmos 19:7-8). Não tem como uma lei perfeita, que refrigera a alma do ser humano e transmite sabedoria até para os mais simples e acima de tudo é uma lei fiel seja anulada ou extinta.
            A lei cerimonial, ou melhor dizendo: Todas as ordenanças que apontavam para o sacrifício de Jesus e o e os resultados deste, realmente foram anuladas com a morte de Jesus. Mas a lei moral de Deus é eterna. Qualquer ser humano independente de raça ou cor e que viveu antes e depois da morte de Jesus tem uma noção de que matar, roubar, fazer imagem de escultura, cobiçar, respeitar pai e mãe são mandamentos que nunca perderam a sua vigência.
            Outro detalhe interessante é que algumas leis civis dadas ao povo de Israel tem a sua aplicabilidade até hoje até mesmo por nações não cristãs. Exemplo: “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Levítico 19:32). O respeito para com os mais velhos é praticado no mundo inteiro.
            Se princípios bíblicos como esse permanecem imutáveis até os dias de hoje, o que dizer da Lei dos Dez Mandamentos, que foi escrita pelo próprio dedo de Deus?

Segunda
            Até Moisés a Lei dos dez Mandamentos era transmitida oralmente de pai para filho e os mandamentos eram conhecidos e sua transgressão passiveis de punição. Quando Cain matou Abel o seu ato foi reprovado por Deus. Vemos também que a adoração de imagens e de outros deuses eram transgressões que não passavam despercebidas. José foi firme ao recusar a oferta da mulher de Potifar. Disse Ele: “como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:9). E não podemos esquecer do sábado que foi instituído desde a criação.
            Porém, como a humanidade cresceu e se multiplicou houve a necessidade de um referencial escrito, e Deus o fez usando tabuas de pedra.
            Hoje temos dois estremos: Existem aqueles que acham que os mandamentos de Deus são marionetes e fazem deles o que bem entendem. Modificam, substituem ou subtraem ao seu bel prazer. Quem é o ser humano mortal para se atrever a alterar algo eterno e instituído pelo próprio Deus?
            Existe outro grupo que afirma que a Lei dos dez mandamentos foi pregada na cruz. Mas não sei porquê tais pessoas advogam o domingo como dia de guarda. Estão dando alguma satisfação a Roma? Por que?
            Satanás sabe que desviando a atenção dos homens da Lei de Deus ou levando-os a manuseá-la a seu bel prazer ele desqualifica a Deus e interfere de maneira brutal no plano redentivo.

Terça
            A Bíblia é muito clara quanto a função da lei. Ela não salva, ela nos mostra o pecado e os seus resultados. Quem salva é Jesus. Mas eu não sentiria necessidade de Jesus se a lei não me mostrasse o que é pecado.
            Não existe um ser humano sequer que não tenha cometido pecado. A Bíblia afirma: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 3:23. Jé em seu tempo o rei Salomão afirmou: “Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, de modo que os levem em cativeiro para a terra inimiga, quer longe ou perto esteja” (1 Reis 8:4).
Por mais desesperador que seja a situação de alguém, por mais pecados que essa pessoa tenha cometido há esperança. Mesmo depois de aceitarmos Jesus como o nosso Salvador perece que os desejos da carne insistem em nos dominar. Graças a Deus existe solução. João afirma: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João  2:1).
O convite de Deu é: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Isaías 55: 7) “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:2). Jeremias nos lembra: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23). Em Cristo temos a salvação pelo Seu sangue: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” Colossenses 1:14).

Quarta
            Os fariseus mantinham permanente vigília sobre Jesus. Em determinado momento Jesus os encurralou ao afirmar: “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:9).
            Naquele tempo os preceitos de homens eram normas que segundo os sacerdotes regulamentavam a lei de Deus, principalmente quanto à observância do sábado. Caso cuspissem na grama no dia de sábado estariam regando a grama e era pecado. Ostentar uma medalha no pescoço no dia de sábado era transgredir esse dia. Não seria pecado se a medalha estivesse presa à roupa.
            O pior é que essas tradições eram impunes aos sacerdotes. O que levou Jesus a afirmar de maneira clara e quase agressiva: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).
            Jesus era um exemplar observador do sábado. E como restaurador de veredas Ele foi enfático sobre a maneira correta de observar o dia do Senhor.
            Certa vez, num sábado de manhã, eu ia para a igreja e no Metrô me deparei com um Senhor bem vestido portando uma Bíblia. Perguntei se ela era adventista. Ele me respondeu com rosto fechado: “Não sou adventista e pelo que vejo você está transgredindo o sábado, pois como bom adventista não deveria andar mais de um quilômetro neste dia!” E enfatizou: “Tá escrito lá.” Respondi que eu observava o sábado de Jesus e não o dos fariseus. E acrescentei: Acho curioso ver o apoio que a maioria  dos evangélicos  dão a Igreja Católica observando um dia instituído por essa igreja. Aquele amigo fez apenas mais uma pergunta: “Qual é a próxima estação?”
            É algo realmente intrigante ver como as pessoas tentam desvencilhar o sábado da Santa lei de Deus. Só é possível entender quando estudamos as profecias bíblicas.
            Creio que independente de ser mandamento, só as promessa feitas Isaías aos observadores do sábado seriam suficientes para observá-lo sem questionamentos. Diz o profeta: “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13-14).

Quinta
            Gostei da observação que se encontra no rodapé da lição de quinta-feira. Diz: “Uma coisa é dizer que você é guardador do sábado, e até mesmo descansar no sábado. Os escribas e fariseus faziam isso. Mas outra coisa é experimentar a plenitude e riqueza do sábado.”
            A observância do sábado entre os israelitas, além de ser um mandamento de Deus para a humanidade, era também uma maneira deles lembrarem que um dia foram escravos no Egito de onde Deus os libertou com grande poder.
 A Bíblia sempre usa o Egito para simbolizar o mundo que escraviza e oprime. Jesus tomou a forma humana, morreu em nosso lugar para nos propiciar a verdadeira liberdade. E o sábado é o dia especial para comemorarmos essa liberdade alcançada. Enquanto meditamos no que Jesus fez por nós na cruz Ele nos santifica “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxodo 31:1).
Como filhos de Deus temos que estar bem alicerçados em Sua Palavra. Sabemos que estão diante de nós tempos difíceis quando a nossa observância desse dia será fortemente provada.

Conclusão
            A lei dos dez mandamentos é eterna como eterno é o Seu autor. Ela não foi e nunca será abolida. Ela não nos salva mas nos mostra o caminho para a salvação. Peitar toda a lei é uma tarefa impossível para Satanás. No fim dos tempos Satanás empreenderá todos os esforços para apagar a Lei de Deus.
Mas ele sabe que minando a observância do sábado entre os homens alcançara os seus objetivos. No fim dos tempos Ele empreenderá todos os esforços para apagar o sábado da Lei de Deus.
O seu ódio não é pelo sábado em si, mas é porque esse dia fala do Criador do Universo. Caso consiga apagar o sábado da mente das pessoas ele desviará a atenção da criatura de Seu criador.
Em meio a rebeldia de nossos dias, quando a crença em Deus como Criador fraqueja entre os povos, quando as ideias evolucionistas tenta minar o poder criador do Rei do Universo, terá um pequeno grupo que alegre se levanta para proclamar os caminhos do Senhor. “Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino” (Salmos 119:127). Que essa seja a nossa conduta de vida neste mundo onde a descrença em Deus como Criador invadiu as escolas e passeia tranquila pelos púlpitos de algumas igrejas. 

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