quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Rituais e cerimônias da igreja

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 24 de novembro a 1º de dezembro de 2012, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Introdução
            O batismo é um testemunho público de que alguém decidiu deixar a sua vida de pecado e seguir a Jesus em novidade de vida. É o novo nascimento que Jesus falou a Nicodemos.
            É interessante que Nicodemos procurou Jesus na calada da noite, mas Jesus lhe mostrou que o batismo deveria ser uma manifestação pública de morte para o mundo e de uma nova vida em Cristo. O novo homem deveria ser visto e conhecido do mundo.
            As trevas cobriam a terra no momento em que Nicodemos procurou Jesus. Mas as verdades apresentadas por Jesus fez a sua vida brilhar mais e mais e se tornar em dia perfeito. Esse é o exemplo mais claro de uma vida que aceita o novo nascimento. A pessoa passa a viver em novidade de vida.
            O batismo é considerado como um testemunho público de que determinada pessoa deixou para traz uma vida de pecados e se propôs a fazer parte do povo de Deus. Cada história de conversão, cada batismo é um testemunho silencioso de que o poder de Jesus continua modificando vidas e atraindo-as para o Reino do Seu amor.
             A experiência vivida no nosso batismo deve ser revivida com frequência. A cada cerimônia batismal presenciada deve nos conduzir ao raciocínio de que no passado em meio à escuridão que nos sufocava Jesus nos alcançou e nos envolveu com o Seu manto de Luz.
            O lava pés é um ato repetitivo. Ele está mais relacionado ao nosso relacionamento horizontal e ao mesmo tempo é um testemunho público que estamos em paz com o nosso próximo.
            No ato do lava pés nos colocamos em posição inferior ao nosso irmão. Desempenhamos o papel destinado aos servos e escravos nos tempos de Cristo. Ao lavarmos os pés de alguém estamos dizendo para o mundo que nos amamos essa pessoa e o aceitamos assim como ela é.
            Ao tomarmos o vinho testemunhamos para a igreja que o sacrifício de Jesus por mim não é em vão. E que cada dia eu me lavo em seu sangue remidor.
             Ao ingerirmos o pão demonstramos que aceitamos Jesus como o Pão vivo que desceu do Céu. Lembramos que como pecadores não merecemos comer desse pão, mas que semelhante a Davi e seus homens nos foi permitido alimentar desse Pão santo.
            Que ao relembrarmos dessas três ordenanças nos sintamos mais unidos a Cristo e ao nosso próximo e que a nossa vida espiritual seja revigorada!

 Domingo  
São sete os sacramentos instituídos pela Igreja católica: Batismo, Eucaristia, Confissão, Extrema Unção, Ordem e Matrimônio. A Eucaristia é a ingestão do Pão da Santa Ceia com uma conotação pessoal de Cristo no pão. O pão deixa de ser o símbolo de Cristo para ser o próprio Cristo a ser ingerido pelos fiéis. No sacramento da confissão o penitente confessa ao padre e não a Cristo. Esse padre recebeu em sua ordenação o poder de perdoar pecados.
Na Igreja Católica Apostólica Romana alguns sacramentos tem poder salvifico. Entre eles o batismo.  Ã pessoa deveria ser batizada para ter garantida a sua salvação. E para que ninguém fosse para o inferno por não ter sido batizado introduziu o batismo de bebês.
Assim o batismo deixou de ser ato voluntário e uma demonstração pública de morte para o pecado e nova vida em Cristo para ser uma garantia de salvação.
A Igreja Católica foge da própria etimologia da palavra sacramento que era um juramento de um soldado romano de obediência ao seu comandante, para um ato inconsciente como o batismo de crianças que não tem noção do significado do rito.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia resgata o real significado de três ritos introduzidos por Jesus e que são objeto de nosso estudo nesta semana, ou seja: O batismo, a santa ceia e o lava pés.

Segunda
            O batismo de uma pessoa deve ser precedido de alguns acontecimentos especiais entre eles temos a conversão. Ela significa mais do que uma mudança de direção efetuada pela pessoa a ser batizada.
            Após conhecer a gravidade e consequências do pecado a pessoa decide mudar de vida. Essa mudança voluntária é a conversão. Ela é precedida do conhecimento da Palavra de Deus. Essa Palavra nos mostra quão pecadores nos somos e que, arrependidos, nos propomos a andar com Cristo. A conversão é o maior milagre que se realiza na vida de uma pessoa.
            Uma vez convertido a pessoas manifesta o desejo de confirmar essa decisão.  Como o velho homem morreu ele deve ser sepultado. De maneira invisível como a ação do vento, o Espirito Santo efetuou a mudança necessária. Agora o batismo vai mostrar ao mundo a transformação que já aconteceu na vida do crente.
            A missão da Igreja é levar a todas as pessoas o conhecimento do Evangelho. Cabe a cada um de nós levarmos as pessoas a sentirem a necessidade de ter uma nova vida em Cristo. Diz Ellen G. White: Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos dada a comissão: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; instruindo-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. Estais consagrados para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação” (Testemunhos Seletos – volume 3, p. 289).

 Terça
            Quando nos curvamos para lavar os pés de alguém estamos demonstrando publicamente que esse alguém é mais importante do que nós. Porém existe o perigo de essa exteriorização de humildade ser apenas aparente. Como também o ritual do pão e do vinho.
            A nossa participação da Santa Ceia e do lava pés deve ser precedido de um profundo exame de coração para que essa atitude não seja reprovada pelo Céu.
             Notamos que os discípulos não estavam preparados para a Santa Ceia e Jesus os repreendeu. Havia entre eles um espírito de supremacia que os distanciavam de Cristo. Eles necessitavam com urgência de entenderem melhor o que é humildade.
 Paulo observou que a Igreja de Corinto não havia se preparada adequadamente para a Santa Ceia e advertiu os fiéis ali: “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” 1 Coríntios 11:29). E completa: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” (1 Coríntios 11:28).
Há o perigo de honrarmos a Deus apenas na aparência e o nosso coração estar longe Dele. A decisão de participarmos de uma Santa Ceia deve ser precedida de um profundo exame de coração.

Quarta
            Tem acontecimentos em nossa vida que faiamos bem não esquecer. Lembramos com alegria do nosso aniversário, do primeiro emprego, do nosso casamento e de outras datas que marcaram a nossa vida.
Deus sempre orientou a Seus filhos que fossem gratos pela liberdade. Os israelitas deveriam sempre ser gratos a Deus pela liberdade que alcançaram ao serem libertados do Egito.
Na cerimônia da Pascoa o pão sem fermento representava não só os pecados e praticas egípcias que eles haviam deixado para trás mas era uma indicação de que Jesus, o Pão da vida um dia seria oferecido no Calvário para trazer liberdade a todo aquele que crer.
Hoje a Santa Ceia relembra a liberdade que Cristo nos proveu na cruz. Essa liberdade será para sempre comemorada no Céu. Disse Jesus: “E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai”  ( Mateus 26:29).
A Santa Ceia no Céu será um momento ímpar para os remidos. Ali estará Adão rememorando o primeiro Cordeiro morto, imolado no Jardim do Éden. Ali estará Abraão que relembrará com lagrimas de alegria os acontecimentos do monte Moriá. Ali estarão todos os remidos de todos os tempos que enfrentaram a fogueira para dizerem ao mundo que se sentiam felizes em morrer por Cristo.
Todos reunidos estão diante do Cordeiro que um dia foi morto, mas que agora está vivo para todo o sempre. Nunca mais o pecado subjugará nenhum ser. Liberdade para sempre!  
“E, ao ascenderem os remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais da cidade de Deus de par em par, e neles entrarão os que observaram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais bela que qualquer música que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mat. 25:34. Então os justos receberão sua recompensa. Sua vida correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas aos pés do Redentor, tangerão as harpas de ouro e encherão todo o Céu de bela música. Signs of the Times, 15 de abril de 1889” (Conselhos Sobre Mordomia, p  350).

Quinta
            Jesus orientou que a cerimônia as Santa Ceia fosse realizada entre nós até o dia de Sua volta.  Esse é o evento que marcará a nossa transferência para o Céu e, quando ali chegarmos vamos participar de uma ceia sem precedentes. A presença dos patriarcas do passado e dos heróis da fé darão um novo sentido à cerimônia. Mas creio que a presença mais marcante será a de Jesus entre nós.
Ellen G. White assim descreve o que viu: “E vi uma mesa de pura prata; tinha muitos quilômetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam alcançá-la toda. Vi o fruto da árvore da vida, o maná, amêndoas, figos, romãs, uvas e muitas outras espécies de frutas. Pedi a Jesus que me deixasse comer do fruto” (Primeiros Escritos, págs. 18 e 19).
 Provavelmente naquela ceia não teremos mais o lava-pés. Será um acontecimento inusitado. Imagino qual será a reação dos anjos caídos ao verem os remidos ocupando os seus lugares ao redor daquela mesa especial! Esse será um privilégio outorgado apena a aqueles que aceitaram seguir o Cordeiro hoje por caminhos planos e por desfiladeiros.

Conclusão
Como será participar das glórias reservadas a nós pobres mortais, mas naquele dia já revestidos da imortalidade? Paulo afirma: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9).
 “A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória, deponho a pena e exclamo: "Oh, que amor! Que amor maravilhoso! “A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador” (Primeiros Escritos, pág. 289). 

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