Comentário
da Lição da Escola Sabatina de 24 de novembro a 1º de dezembro de 2012,
preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de
Reavivar a Esperança (Uma meditação
para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia
– Central de Taguatinga, DF.
Introdução
O batismo é um testemunho público de
que alguém decidiu deixar a sua vida de pecado e seguir a Jesus em novidade de
vida. É o novo nascimento que Jesus falou a Nicodemos.
É interessante que Nicodemos
procurou Jesus na calada da noite, mas Jesus lhe mostrou que o batismo deveria
ser uma manifestação pública de morte para o mundo e de uma nova vida em
Cristo. O novo homem deveria ser visto e conhecido do mundo.
As trevas cobriam a terra no momento
em que Nicodemos procurou Jesus. Mas as verdades apresentadas por Jesus fez a
sua vida brilhar mais e mais e se tornar em dia perfeito. Esse é o exemplo mais
claro de uma vida que aceita o novo nascimento. A pessoa passa a viver em
novidade de vida.
O batismo é considerado como um
testemunho público de que determinada pessoa deixou para traz uma vida de
pecados e se propôs a fazer parte do povo de Deus. Cada história de conversão,
cada batismo é um testemunho silencioso de que o poder de Jesus continua
modificando vidas e atraindo-as para o Reino do Seu amor.
A experiência vivida no nosso batismo deve ser
revivida com frequência. A cada cerimônia batismal presenciada deve nos conduzir
ao raciocínio de que no passado em meio à escuridão que nos sufocava Jesus nos
alcançou e nos envolveu com o Seu manto de Luz.
O lava pés é um ato repetitivo. Ele
está mais relacionado ao nosso relacionamento horizontal e ao mesmo tempo é um
testemunho público que estamos em paz com o nosso próximo.
No ato do lava pés nos colocamos em
posição inferior ao nosso irmão. Desempenhamos o papel destinado aos servos e
escravos nos tempos de Cristo. Ao lavarmos os pés de alguém estamos dizendo
para o mundo que nos amamos essa pessoa e o aceitamos assim como ela é.
Ao tomarmos o vinho testemunhamos
para a igreja que o sacrifício de Jesus por mim não é em vão. E que cada dia eu
me lavo em seu sangue remidor.
Ao ingerirmos o pão demonstramos que aceitamos
Jesus como o Pão vivo que desceu do Céu. Lembramos que como pecadores não
merecemos comer desse pão, mas que semelhante a Davi e seus homens nos foi
permitido alimentar desse Pão santo.
Que ao relembrarmos dessas três
ordenanças nos sintamos mais unidos a Cristo e ao nosso próximo e que a nossa
vida espiritual seja revigorada!
Domingo
São
sete os sacramentos instituídos pela Igreja católica: Batismo, Eucaristia,
Confissão, Extrema Unção, Ordem e Matrimônio. A Eucaristia é a ingestão do Pão
da Santa Ceia com uma conotação pessoal de Cristo no pão. O pão deixa de ser o
símbolo de Cristo para ser o próprio Cristo a ser ingerido pelos fiéis. No
sacramento da confissão o penitente confessa ao padre e não a Cristo. Esse
padre recebeu em sua ordenação o poder de perdoar pecados.
Na
Igreja Católica Apostólica Romana alguns sacramentos tem poder salvifico. Entre
eles o batismo. Ã pessoa deveria ser
batizada para ter garantida a sua salvação. E para que ninguém fosse para o
inferno por não ter sido batizado introduziu o batismo de bebês.
Assim
o batismo deixou de ser ato voluntário e uma demonstração pública de morte para
o pecado e nova vida em Cristo para ser uma garantia de salvação.
A Igreja Católica foge da própria etimologia da palavra sacramento
que era um juramento de um soldado romano de obediência ao seu comandante, para
um ato inconsciente como o batismo de crianças que não tem noção do significado
do rito.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia resgata o real significado de
três ritos introduzidos por Jesus e que são objeto de nosso estudo nesta
semana, ou seja: O batismo, a santa ceia e o lava pés.
Segunda
O batismo de uma pessoa
deve ser precedido de alguns acontecimentos especiais entre eles temos a
conversão. Ela significa mais do que uma mudança de direção efetuada pela
pessoa a ser batizada.
Após conhecer a
gravidade e consequências do pecado a pessoa decide mudar de vida. Essa mudança
voluntária é a conversão. Ela é precedida do conhecimento da Palavra de Deus.
Essa Palavra nos mostra quão pecadores nos somos e que, arrependidos, nos
propomos a andar com Cristo. A conversão é o maior milagre que se realiza na
vida de uma pessoa.
Uma vez
convertido a pessoas manifesta o desejo de confirmar essa decisão. Como o velho homem morreu ele deve ser
sepultado. De maneira invisível como a ação do vento, o Espirito Santo efetuou
a mudança necessária. Agora o batismo vai mostrar ao mundo a transformação que
já aconteceu na vida do crente.
A missão da
Igreja é levar a todas as pessoas o conhecimento do Evangelho. Cabe a cada um
de nós levarmos as pessoas a sentirem a necessidade de ter uma nova vida em
Cristo. Diz Ellen G. White: “Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos
dada a comissão: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; instruindo-os a
observar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos
os dias até à consumação do século." Mat. 28:19 e 20. Estais consagrados
para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação” (Testemunhos Seletos –
volume 3, p.
289).
Terça
Quando nos curvamos para lavar os pés de alguém estamos
demonstrando publicamente que esse alguém é mais importante do que nós. Porém
existe o perigo de essa exteriorização de humildade ser apenas aparente. Como também
o ritual do pão e do vinho.
A
nossa participação da Santa Ceia e do lava pés deve ser precedido de um
profundo exame de coração para que essa atitude não seja reprovada pelo Céu.
Notamos que os discípulos não estavam
preparados para a Santa Ceia e Jesus os repreendeu. Havia entre eles um espírito
de supremacia que os distanciavam de Cristo. Eles necessitavam com urgência de
entenderem melhor o que é humildade.
Paulo
observou que a Igreja de Corinto não havia se preparada adequadamente para a
Santa Ceia e advertiu os fiéis ali: “Porque o
que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não
discernindo o corpo do Senhor” 1 Coríntios 11:29). E completa: “Examine-se,
pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” (1
Coríntios 11:28).
Há o perigo de honrarmos a Deus apenas na
aparência e o nosso coração estar longe Dele. A decisão de participarmos de uma
Santa Ceia deve ser precedida de um profundo exame de coração.
Quarta
Tem acontecimentos em nossa vida que faiamos bem não
esquecer. Lembramos com alegria do nosso aniversário, do primeiro emprego, do
nosso casamento e de outras datas que marcaram a nossa vida.
Deus sempre orientou a Seus filhos que fossem
gratos pela liberdade. Os israelitas deveriam sempre ser gratos a Deus pela
liberdade que alcançaram ao serem libertados do Egito.
Na cerimônia da Pascoa o pão sem fermento
representava não só os pecados e praticas egípcias que eles haviam deixado para
trás mas era uma indicação de que Jesus, o Pão da vida um dia seria oferecido
no Calvário para trazer liberdade a todo aquele que crer.
Hoje a Santa Ceia relembra a liberdade que
Cristo nos proveu na cruz. Essa liberdade será para sempre comemorada no Céu.
Disse Jesus: “E digo-vos que, desde agora, não
beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no
reino de meu Pai” ( Mateus 26:29).
A Santa Ceia no Céu será um
momento ímpar para os remidos. Ali estará Adão rememorando o primeiro Cordeiro
morto, imolado no Jardim do Éden. Ali estará Abraão que relembrará com lagrimas
de alegria os acontecimentos do monte Moriá. Ali estarão todos os remidos de
todos os tempos que enfrentaram a fogueira para dizerem ao mundo que se sentiam
felizes em morrer por Cristo.
Todos reunidos estão diante
do Cordeiro que um dia foi morto, mas que agora está vivo para todo o sempre. Nunca
mais o pecado subjugará nenhum ser. Liberdade para sempre!
“E, ao
ascenderem os remidos aos Céus, abrir-se-ão os portais da cidade de Deus de par
em par, e neles entrarão os que observaram a verdade. Ouvir-se-á uma voz mais
bela que qualquer música que já soou aos ouvidos mortais, dizendo: "Vinde,
benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a
fundação do mundo." Mat. 25:34. Então os justos receberão sua recompensa.
Sua vida correrá paralela à vida de Jeová. Lançarão suas coroas aos pés do Redentor, tangerão as
harpas de ouro e encherão todo o Céu de bela
música. Signs of the Times, 15 de abril de 1889” (Conselhos Sobre Mordomia, p 350).
Quinta
Jesus orientou que a cerimônia as Santa Ceia fosse
realizada entre nós até o dia de Sua volta.
Esse é o evento que marcará a nossa transferência para o Céu e, quando
ali chegarmos vamos participar de uma ceia sem precedentes. A presença dos
patriarcas do passado e dos heróis da fé darão um novo sentido à cerimônia. Mas
creio que a presença mais marcante será a de Jesus entre nós.
Ellen G. White assim descreve o que viu: “E vi uma mesa de pura
prata; tinha muitos quilômetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam
alcançá-la toda. Vi o fruto da árvore da vida, o maná, amêndoas, figos, romãs,
uvas e muitas outras espécies de frutas. Pedi a Jesus que me deixasse comer do
fruto” (Primeiros Escritos, págs. 18 e 19).
Provavelmente
naquela ceia não teremos mais o lava-pés. Será um acontecimento inusitado.
Imagino qual será a reação dos anjos caídos ao verem os remidos ocupando os
seus lugares ao redor daquela mesa especial! Esse será um privilégio outorgado
apena a aqueles que aceitaram seguir o Cordeiro hoje por caminhos planos e por
desfiladeiros.
Conclusão
Como será
participar das glórias reservadas a nós pobres mortais, mas naquele dia já
revestidos da imortalidade? Paulo afirma: “Mas, como está escrito: As
coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do
homem, São as que Deus preparou para os que o amam” (1 Coríntios 2:9).
“A linguagem é demasiadamente fraca para
tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico
inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória,
deponho a pena e exclamo: "Oh, que amor! Que amor maravilhoso! “A
linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as
profundidades incomparáveis do amor de um Salvador” (Primeiros Escritos, pág.
289).
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