domingo, 14 de abril de 2013

Um Deus santo e justo (Joel)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, Uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Joel nasceu em Judá e provavelmente tenha conhecido tanto Elias como Eliseu. As suas profecias tem duplo significado. Elas se aplicam ao povo de Deus em seu tempo e no final da história deste mundo. O livro esta dividido em duas partes. Do capitulo um até o verso vinte e sete do capitulo dois ele relata os juízos de Deus sobre Israel naquele tempo e o consequente arrependimento que deveria ocorrer.

Do verso vinte e oito do capitulo dois e todo o capitulo três o profeta lança um olhar sobre o futuro. Ele fala do dia do juízo, do reavivamento que acontecera e da misericórdia de Deus para com aqueles que invocarem ao Senhor. Diz: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (Joel 2:32).

Os montes e outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex.: Babilônia, Egito, etc.

Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância. A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra) em seu tempo e também a nós nos dias de hoje.

            Era costume dos israelitas de rasgarem as suas vestes diante de algo inusitado, porém, Deus queria que eles rasgassem o coração (circuncisão do coração). Somente quando o homem 'rasga' o coração é que ocorre a verdadeira conversão. Esse rasgar o coração seria despojar-se de todo o eu. Somente Deus tem o poder de rasgar o velho coração e dar um novo coração (Salmo 51:10 e Deuteronômio 30:6).

Provavelmente livro foi escrito entre 835 e 800 AC e o texto de Joel mais conhecido no Novo Testamento é o mencionado por Pedro ao falar do Pentecostes onde ele diz: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor” (Atos 2:16-20).

Joel é conhecido como “o profeta do pentecostes”. Existem divergências quanto à interpretação dos gafanhotos. Uns defendem que eles seriam reais, já que eram comuns na Palestina. Outros acham que seria uma representação das nações que subjugariam Israel. E tem aqueles que defendem uma conotação dos gafanhotos com os flagelos que se sucederão nos últimos dias.

 

Domingo

            A praga dos gafanhotos foi enviada em quatro etapas. Começou com gafanhotos menos vorazes e terminou com aqueles que devoraram até os caules das plantas. Creio que se Israel houvesse se voltado para o Senhor assim que ela começou, Deus a teria interrompido. Mas a praga dos gafanhotos não foi suficiente para trazer Israel de volta e o Senhor pesou ainda mais a Sua mão retendo a chuva sobre o Seu povo.

Há pelo menos três teorias sobre a praga dos gafanhotos. Alguns defendem que ela foi literal e que aconteceu nos dias de Joel. Outros afirmam que elas foram literais e ao mesmo tempo ilustrativas, ou seja, o povo de Israel passou pelos dois juízos.

O Comentário Bíblico Adventista afirma que ela era apenas uma representação dos povos assírios, egípcios e por fim os babilônicos que em breve dominariam Israel.

            De uma coisa temos certeza. A praga dos gafanhotos não foi o final de tudo. Apenas ela foi o prenuncio de coisas piores. Ela anunciava a aproximação do dia do Senhor quando a taça da misericórdia se esgotaria e os Seus juízos seriam aplicados sem misericórdia.

            Vemos que se Israel e Judá tivessem dado ouvidos aos profetas de Deus a sua história teria sido outra e o povo de Deus ainda existisse como nação. Mas, à medida que o tempo foi passando a apostasia foi apenas crescendo até terminar no Calvário com a rejeição final de Jesus.

            Por atitudes erronias Judá e Israel escolheram e escreveram o seu destino. Lembremos que “...Tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Coríntios 10:11).

 “Deus não pode abençoar os homens em suas terras e rebanhos quando eles não usam as bênçãos recebidas para glorifica-Lo” (Signs of the Times, 13 de janeiro de 1890).

 

Segunda

            A destruição foi tão tamanha que interferiu nas rotinas do Santuário. A adoração diária foi interrompida, pois faltavam ingredientes para compor as ofertas que o povo devia oferecer.

            Deus permitiu que o caos insurgisse na adoração no Santuário para que o povo tivesse uma noção de quão longe foram em seu afastamento do Senhor. E mais: O Senhor estava enojado de seus rituais sem vida e decidiu interrompe-los por algum tempo.

Essa decisão divina afetaria principalmente os sacerdotes. A sua função exclusiva era ministrar no templo, porém chegou o momento em que eles não tinham mais o que fazer. Como a subsistência deles vinha do templo, podemos imaginar a extensão da crise. Pelo relato de Joel 1:18 eles ficaram sem animais para o sacrifício. Diz o texto: “Como geme o animal! As manadas de gados estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.” 

Foi nesse momento que o profeta fez um apelo: “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus” (Joel 1:13).

Provavelmente muitos estivessem jejuando não por contrição, mas pela falta de pão. Então Joel faz um solene apelo: “Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor” (Joel 1:14).

As palavras dos profetas foram insuficientes para provocar um reavivamento entre o povo de Deus. Então Ele fez uso da natureza. Calamidades após calamidades atingiram o Seu povo escolhido. Ele esperava que o impacto lhes fizesse retinir os ouvidos: “Por isso, assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que hei de trazer um mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos” (2 Reis 21:12).

 

Terça

            Felizmente o capitulo dois de Joel mostra um quadro bem diferente do apresentado no capitulo um. Ele retrata três acontecimentos que mudam por completo a paisagem até então apresentada.

O profeta inicia o capitulo falando da proximidade do Dia do Juízo e da turbulência que ele provocará.  Depois convoca o povo para um exame de coração e consequente reavivamento. Com a resposta positiva do povo Deus altera por completo o Seu tratamento para com Israel. Diz o texto bíblico: “Então o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, e compadeceu-se do seu povo” (Joel 2:18).  O estudo de terça-feira mostra uma profecia de Joel prevista para os nossos dias.

Com o reavivamento a chuva serôdia cai em profusão e a terra se torna produtiva. “E o Senhor respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios” (Joel 2:19). Completa o verso 26: “e o meu povo nunca mais será envergonhado” (Joel 2:26). Estes dois versos apresenta a mais linda mensagem de esperança para Israel e para nós que vivemos no tempo do fim. A promessa é que o povo de Deus nunca mais será envergonhado.

A produtividade da Terra é uma consequência direta da chuva serôdia. A colheita abundante não é o principal objetivo da chuva serôdia. Ela visa manter um povo preparado para a volta de Jesus. Diz Ellen G. White: “Nesse tempo a "chuva serôdia", ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (Primeiros Escritos, pág. 86). 

Mas Joel não termina por ai. No capitulo três ele conclui o seu livro mostrando os juízos de Deus sobre aqueles que humilharam o Seu povo.

 

Quarta

            O estudo de quarta-feira mostra que o reavivamento provocará uma busca de comunhão com Deus. Diz o profeta Joel: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32).

            Estamos vivendo em tempos solenes. O escurecimento, inexplicável pela ciência, do Sol e da Lua aconteceu em 19 de maio de 1780. Temos a responsabilidade de anunciar ao mundo a chegada do grande dia do Senhor. Essa responsabilidade Deus confiou aos adventistas do sétimo dia.

            Diz Ellen G. White: “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Evangelismo, p 19).

 

Quinta

            Israel vivia um momento onde todos os segmentos entravam em decadência, até a natureza. Os lavradores estavam desorientados e envergonhados (vs.10 e 11). O profeta expressa uma palavra de segurança e conforto: Deus garante proteção ao seu povo: o Senhor é um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os filhos de Israel. Além disso, o Senhor também promete sua presença, ele habita em Sião. A Sua presença em Jerusalém é a prova máxima de nada de mal nos atingirá.

 Deus oferece proteção permanente. Com Ele ao nosso lado temos segurança e estabilidade: Judá será habitada para sempre. Joel oferece um vívido contraste em relação ao destino que aguarda as outras nações. 

Com o reavivamento, vai ter dinheiro, vai ter casa, vai ter fartura, vai ter família, porque Nele temos todas as coisas. Quer desfrutar de uma nova vida? Retorne ao Senhor. Com a mesma sinceridade e o mesmo arrependimento do vs.14. Depois do arrependimento virá um poderoso derramar do Espírito.

Se o nosso coração soberbo continuar ocultando nossos pecados e a nossa indiferença para com Deus o avivamento não virá.

 Conclusão

            “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por este poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara "no tempo da chuva serôdia". Em resposta, "o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiros de águas" (Zacarias. 10:1).” Ele... fara descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês"” Joel 2:23 (E Recebereis Poder - Meditação Matinal, p 19).

 

 

Existem dezenas de comentários da lição da Escola Sabatina publicados na internet. Há dois anos que semanalmente postamos o nosso comentário da lição em nosso blog. Obrigado por você passar por aqui semanalmente. Mande a sua resposta.
Pelo que eu saiba é o único deste gênero no Distrito Federal.

 

 
A Classe dos Professores existe para o enriquecimento espiritual seu e da sua unidade. Parabéns a você que a faz acontecer!

 

 

 

domingo, 7 de abril de 2013

Um Deus santo e Justo (Joel)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, Uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.
 
Introdução
            Joel nasceu em Judá e provavelmente tenha conhecido tanto Elias como Eliseu. As suas profecias tem duplo significado. Elas se aplicam ao povo de Deus em seu tempo e no final da história deste mundo. O livro esta dividido em duas partes. Do capitulo um até o verso vinte e sete do capitulo dois ele relata os juízos de Deus sobre Israel naquele tempo e o consequente arrependimento que deveria ocorrer.
Do verso vinte e oito do capitulo dois e todo o capitulo três o profeta lança um olhar sobre o futuro. Ele fala do dia do juízo, do reavivamento que acontecera e da misericórdia de Deus para com aqueles que invocarem ao Senhor. Diz: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (Joel 2:32).
Os montes e outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex.: Babilônia, Egito, etc.
Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância. A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra) em seu tempo e também a nós nos dias de hoje.
            Era costume dos israelitas de rasgarem as suas vestes diante de algo inusitado, porém, Deus queria que eles rasgassem o coração (circuncisão do coração). Somente quando o homem 'rasga' o coração é que ocorre a verdadeira conversão. Esse rasgar o coração seria despojar-se de todo o eu. Somente Deus tem o poder de rasgar o velho coração e dar um novo coração (Salmo 51:10 e Deuteronômio 30:6).
Provavelmente livro foi escrito entre 835 e 800 AC e o texto de Joel mais conhecido no Novo Testamento é o mencionado por Pedro ao falar do Pentecostes onde ele diz: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor” (Atos 2:16-20).
Joel é conhecido como “o profeta do pentecostes”. Existem divergências quanto à interpretação dos gafanhotos. Uns defendem que eles seriam reais, já que eram comuns na Palestina. Outros acham que seria uma representação das nações que subjugariam Israel. E tem aqueles que defendem uma conotação dos gafanhotos com os flagelos que se sucederão nos últimos dias.
 
Domingo
            A praga dos gafanhotos foi enviada em quatro etapas. Começou com gafanhotos menos vorazes e terminou com aqueles que devoraram até os caules das plantas. Creio que se Israel houvesse se voltado para o Senhor assim que ela começou, Deus a teria interrompido. Mas a praga dos gafanhotos não foi suficiente para trazer Israel de volta e o Senhor pesou ainda mais a Sua mão retendo a chuva sobre o Seu povo.
Há pelo menos três teorias sobre a praga dos gafanhotos. Alguns defendem que ela foi literal e que aconteceu nos dias de Joel. Outros afirmam que elas foram literais e ao mesmo tempo ilustrativas, ou seja, o povo de Israel passou pelos dois juízos.
O Comentário Bíblico Adventista afirma que ela era apenas uma representação dos povos assírios, egípcios e por fim os babilônicos que em breve dominariam Israel.
            De uma coisa temos certeza. A praga dos gafanhotos não foi o final de tudo. Apenas ela foi o prenuncio de coisas piores. Ela anunciava a aproximação do dia do Senhor quando a taça da misericórdia se esgotaria e os Seus juízos seriam aplicados sem misericórdia.
            Vemos que se Israel e Judá tivessem dado ouvidos aos profetas de Deus a sua história teria sido outra e o povo de Deus ainda existisse como nação. Mas, à medida que o tempo foi passando a apostasia foi apenas crescendo até terminar no Calvário com a rejeição final de Jesus.
            Por atitudes erronias Judá e Israel escolheram e escreveram o seu destino. Lembremos que “...Tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Coríntios 10:11).
 “Deus não pode abençoar os homens em suas terras e rebanhos quando eles não usam as bênçãos recebidas para glorifica-Lo” (Signs of the Times, 13 de janeiro de 1890).
 
Segunda
            A destruição foi tão tamanha que interferiu nas rotinas do Santuário. A adoração diária foi interrompida, pois faltavam ingredientes para compor as ofertas que o povo devia oferecer.
            Deus permitiu que o caos insurgisse na adoração no Santuário para que o povo tivesse uma noção de quão longe foram em seu afastamento do Senhor. E mais: O Senhor estava enojado de seus rituais sem vida e decidiu interrompe-los por algum tempo.
Essa decisão divina afetaria principalmente os sacerdotes. A sua função exclusiva era ministrar no templo, porém chegou o momento em que eles não tinham mais o que fazer. Como a subsistência deles vinha do templo, podemos imaginar a extensão da crise. Pelo relato de Joel 1:18 eles ficaram sem animais para o sacrifício. Diz o texto: “Como geme o animal! As manadas de gados estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.” 
Foi nesse momento que o profeta fez um apelo: “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus” (Joel 1:13).
Provavelmente muitos estivessem jejuando não por contrição, mas pela falta de pão. Então Joel faz um solene apelo: “Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor” (Joel 1:14).
As palavras dos profetas foram insuficientes para provocar um reavivamento entre o povo de Deus. Então Ele fez uso da natureza. Calamidades após calamidades atingiram o Seu povo escolhido. Ele esperava que o impacto lhes fizesse retinir os ouvidos: “Por isso, assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que hei de trazer um mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos” (2 Reis 21:12).
 
Terça
            Felizmente o capitulo dois de Joel mostra um quadro bem diferente do apresentado no capitulo um. Ele retrata três acontecimentos que mudam por completo a paisagem até então apresentada.
O profeta inicia o capitulo falando da proximidade do Dia do Juízo e da turbulência que ele provocará.  Depois convoca o povo para um exame de coração e consequente reavivamento. Com a resposta positiva do povo Deus altera por completo o Seu tratamento para com Israel. Diz o texto bíblico: “Então o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, e compadeceu-se do seu povo” (Joel 2:18).  O estudo de terça-feira mostra uma profecia de Joel prevista para os nossos dias.
Com o reavivamento a chuva serôdia cai em profusão e a terra se torna produtiva. “E o Senhor respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios” (Joel 2:19). Completa o verso 26: “e o meu povo nunca mais será envergonhado” (Joel 2:26). Estes dois versos apresenta a mais linda mensagem de esperança para Israel e para nós que vivemos no tempo do fim. A promessa é que o povo de Deus nunca mais será envergonhado.
A produtividade da Terra é uma consequência direta da chuva serôdia. A colheita abundante não é o principal objetivo da chuva serôdia. Ela visa manter um povo preparado para a volta de Jesus. Diz Ellen G. White: “Nesse tempo a "chuva serôdia", ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (Primeiros Escritos, pág. 86). 
Mas Joel não termina por ai. No capitulo três ele conclui o seu livro mostrando os juízos de Deus sobre aqueles que humilharam o Seu povo.
 
Quarta
            O estudo de quarta-feira mostra que o reavivamento provocará uma busca de comunhão com Deus. Diz o profeta Joel: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32).
            Estamos vivendo em tempos solenes. O escurecimento, inexplicável pela ciência, do Sol e da Lua aconteceu em 19 de maio de 1780. Temos a responsabilidade de anunciar ao mundo a chegada do grande dia do Senhor. Essa responsabilidade Deus confiou aos adventistas do sétimo dia.
            Diz Ellen G. White: “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Evangelismo, p 19).
 
Quinta
            Israel vivia um momento onde todos os segmentos entravam em decadência, até a natureza. Os lavradores estavam desorientados e envergonhados (vs.10 e 11). O profeta expressa uma palavra de segurança e conforto: Deus garante proteção ao seu povo: o Senhor é um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os filhos de Israel. Além disso, o Senhor também promete sua presença, ele habita em Sião. A Sua presença em Jerusalém é a prova máxima de nada de mal nos atingirá.
 Deus oferece proteção permanente. Com Ele ao nosso lado temos segurança e estabilidade: Judá será habitada para sempre. Joel oferece um vívido contraste em relação ao destino que aguarda as outras nações. 
Com o reavivamento, vai ter dinheiro, vai ter casa, vai ter fartura, vai ter família, porque Nele temos todas as coisas. Quer desfrutar de uma nova vida? Retorne ao Senhor. Com a mesma sinceridade e o mesmo arrependimento do vs.14. Depois do arrependimento virá um poderoso derramar do Espírito.
Se o nosso coração soberbo continuar ocultando nossos pecados e a nossa indiferença para com Deus o avivamento não virá.
 
Conclusão
            “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por este poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara "no tempo da chuva serôdia". Em resposta, "o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiros de águas" (Zacarias. 10:1).” Ele... fara descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês"” Joel 2:23 (E Recebereis Poder - Meditação Matinal, p 19).
 
 
Existem dezenas de comentários da lição da Escola Sabatina publicados na internet. Há dois anos que semanalmente postamos o nosso comentário da lição em nosso blog. Pelo que eu saiba é o único deste gênero no Distrito Federal. Obrigado pela a sua visita. Dê sinal de vida!
 
 
 
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sábado, 30 de março de 2013

Adultério espiritual (Oséias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 30 de março a 6 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, (Uma meditação para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

Pensamento chave: Deus nos ama e a sua misericórdia é capaz de ir muito além do que imaginamos. Mas jamais Ele nos isenta dos resultados de nossas más escolhas.

Introdução
            Oséias é denominado “o profeta do coração quebrantado”, provavelmente por dois motivos. O primeiro, o seu amor não correspondido pela sua esposa Gômer e o segundo, a rebeldia de Israel em rejeitar o amor de Deus.
Ele foi contemporâneo dos profetas Amós e Jonas (Reino Norte Israel), e de Isaías e Miquéias (Reino Sul – Judá). O profeta Oséias e o profeta Jeremias são considerados “Os profetas das lamentações”. Uns afirmam que o seu ministério durou dez anos enquanto outros asseguram que atingiu setenta anos.
Oséias foi contemporâneo de Amós e exerceu seu ministério provavelmente entre 752 e 735 A.C. Os dois profetas situam-se, portanto, no mesmo contexto histórico. O livro de Oséias expõe o coração de Deus. Ele vive no próprio casamento o que Deus estava passando em relação a Israel.
 Os primeiros três capítulos, objeto do estudo desta semana, descrevem a vida conjugal de Oséias. Deus pede que ele se case com uma mulher de moral duvidosa. Ela se separa dele e vai à procura de outros homens. Oséias se mostra misericordioso e faz de tudo para tomá-la de volta. Assim Deus viu a sua noiva, o povo de Israel, se envolvendo com "outros deuses", ou seja, cometendo adultério espiritual. Mesmo depois de tudo o que Israel havia feito, Deus usou de graça e misericórdia para reconciliar com esta esposa adúltera e restabelecer uma nova aliança com ela.
Oséias fala sobre o povo que se vangloriava de sua prosperidade, mas estava se apodrecendo por causa da idolatria, a imoralidade e a injustiça. Amós e Oséias profetizaram principalmente para Israel, e Isaías e Miquéias pregaram mais para Judá.
Oséias viveu nos últimos dias do reino de Israel. Devido a séculos de pecado, aquele povo estava chegando ao fim e, apesar das advertências, ignoravam a sua real apostasia.
A história de Oséias mostra que Deus não nos salva porque sejamos bonitos ou mereçamos seu amor. Ele olha além da terrível feiura de nosso pecado para ver uma alma que ele ama. Ele não vê alguém dominado pelo pecado, mas alguém que pode ser restaurado em sua comunhão com o Criador. Assim como Oséias amava sua esposa infiel e queria resgatá-la de sua vida lamentável, Deus nos ama e quer proteger-nos do pecado. A história desse profeta mostra do que a graça de Deus é capaz.
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8).

Domingo
            O primeiro contato de Deus com Oséias foi de espantar qualquer pessoa. Era uma ordem absurda, pois detonaria com todos os seus sonhos de ter um lar estruturado e cristão.  Oséias teve tudo para recusar a ordem divina pois, aparentemente, Deus não o amava.
            A meu ver, Gômer já era prostituta quando Oséias a procurou embora a maioria dos comentaristas bíblicos sugira o contrário partindo do princípio de que antes destes acontecimentos Israel serviu exclusivamente a Deus.
            Oséias lutou por meio de encenações reais, ele mesmo casando-se de modo intrigante. Certamente ele era conhecido pela sua pureza. Esperava-se que suas atitudes estranhas tivessem algum impacto sobre a mente daquele povo.
            O livro de Oséias mostra quão sublime é a graça de Deus. Veja que o seu próprio nome em hebraico Hoshea significa salvação.
            A vida de Oséias era cheia de sofrimento e dor. A mulher que ele amava desprezava-o. Em vez de lhe agradecer por sua bondade em sustenta-la, ela gastava os bens dele com os seus amantes. Em vez de ficar com o único homem que realmente a amava, ela procurava homens inúteis que a usavam apenas para seu próprio prazer. Ela partiu repetidamente o coração de seu esposo fiel e amoroso.
Mas Oséias ainda amava Gômer, a mulher que o traía. Quando ela estava em dificuldade, ele foi socorrê-la. Quando ela perdeu o rumo na vida, ele a levou para um lugar isolado para reconquistar o seu coração. Oséias esperava que ali no deserto, longe dos amantes e de todo o conforto que antes a cercava, ela viesse a refletir sobre a sua loucura. No deserto ela sentiria as consequências de seus desvios e, quem sabe, voltaria para os braços se quem tanto a amava.
 Revendo a história de Israel notamos que foi num momento de prosperidade econômica e militar que esse povo se apartou de Deus e se mergulhou na prostituição espiritual. Alguém escreveu: “Através da vida do profeta Oséias, Deus estabelece uma alegoria para a nação. Israel representava a prostituta e Oséias a graça redentora.”


Segunda 
            Certa vez o meu pai descobriu que um de seus trabalhadores morava em um ranchinho de sapé com um único cômodo. Papai chegou lá justamente no momento em que a senhora da casa tentava ascender o fogo. O fogão era um amontoado de pedras exposto ao relento. O vento soprava forte e a fumaça da lenha molhada envolvia aquela mulher que, a custos, tentava defender os seus olhos.
            Papai não pensou duas vezes. Reuniu um grupo de trabalhadores e reformou a casa. Fez uma espaçosa cozinha com paredes de madeira de lei. Agora aquela senhora tinha um fogão caipira feito de tijolos e protegido da chuva, do Sol e do vento.
            Meses depois, ao retornarmos lá, que decepção! As paredes da cozinha não mais existiam e a velha penúria se restabeleceu. A família havia queimado toda a madeira das paredes no fogão. Apenas um detalhe: ao lado existia um cerrado com lenha à vontade.
            Ao ver a sena imaginei como seria a revolta de papai ao saber do ocorrido. Mas a sua atitude me surpreendeu. Ele comprou tijolos e fez a casa de alvenaria, inclusive a cozinha.
Mas o relacionamento de Gômer e do povo de Israel foi muito mais além. Desabafa Deus: “Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal” (Oséias 2:8).
Gômer, semelhante a Israel, recebeu um nome, riquezas e fartura de pão, mas usou todas as dádivas recebidas de Deus ofertando-as aos ídolos. Mesmo assim essa prostituta era amada pelo seu marido.


Terça
No estudo de terça-feira dois aspectos me chama a atenção. O primeiro é que Deus convida a Sua esposa rebelde para acompanha-Lo para o deserto. Esse deserto seria o exilio. Ali a esposa estaria longe dos amantes e estaria em um ambiente que facilitaria o diálogo. Em meio a provas e tribulações e sem ter quem recorrer, Deus esperava que Israel voltasse para Ele. Não estaremos sozinhos em nossos momentos de aflição. O Senhor promete estar ao nosso lado e, além de nos acompanhar, Ele espera que reconciliemos com Ele. “Ou que se apodere da minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo” (Isaías 27:5). Esse é o grande sonho de Deus.
            O seu nome significava “não meu povo” ou não a minha esposa. Parecia ser o ponto final de um amor não correspondido.
Mas Deus, em Sua misericórdia, mudou o significado do nome daquele rapaz. Ao invés de “não meu povo” seria “filho do Deus vivo” (Oséias 9:10). É interessante que, ao longo da história, por várias vezes Deus mudou o nome de pessoas para identificar uma mudança de caráter ou confirmar uma promessa.
Jacó, cujo significado do nome é “enganador”, passou a ser chamado de Israel que significa: "que reina com Deus". Sarai significa “minha princesa” e Sara “princesa de todos” indicando que ela seria a mãe de muitas nações ou de pessoas de todas as nações. E o nome Abrão significa “pai elevado”, enquanto Abraão significa “Pai de uma multidão e Saulo depois da conversão passou a ser chamado de Paulo.”
Deus espera ansioso o dia em que Ele mudará o nome de cada um de nós. Diz João no Apocalipse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17). Que promessa de restauração!


Quarta
O reinado de Salomão foi o mais próspero de todos os reis que se sucederam entre o povo de Deus. Quando ocorreu o cisma tanto o reino do Sul como o reino do norte respiravam riquezas e opulência.
Mas à medida que o reino progredia em riquezas o povo ia se afastando de Deus. Parece que se tornou a Laudicéia daquele tempo ao exclamar em ações: “Rico sou e de nada tenho falta.”
Ezequiel previu esse quadro com bastante antecedência. Disse ele, “Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado” (Ezequiel 16:49).
Descrevendo as bênçãos de Deus sobre Israel e a apostasia que se seguiu Moisés desabafou: “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação” (Deuteronômio 32:15). (Ler p. 21 da meditação Reavivar a Esperança).
A prosperidade quando mal compreendida e mal administrada é uma porta aberta para o fracasso e a ruina.
Lembro-me de uma época em que meu pai desfrutava de uma boa condição financeira. Como era próprio dele, intensificou mais as suas atividades filantrópicas. Pagava cirurgias e alimentava famílias inteiras. Perto dele ninguém passava fome e nem vivia em extrema miséria.
Ao observar a sua conduta um tio meu, não adventista naquela época, ponderou: “O seu pai parece achar que está rico e isso poderá ser o seu fracasso.” Não vou dizer que foi por causa dessa atitude tão bonita, mas papai viveu os últimos anos de sua vida em uma casinha rústica e com um salario mínimo que alguém providenciou para ele.
Israel não reconheceu que Deus era a fonte de toda boa dádiva.   A sua atitude foi semelhante à de Nabucodonosor: “Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). Paulo relembra a triste situação dos sacerdotes de seu tempo: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:21).
É solene o juízo sobre um próspero fazendeiro que não reconheceu Deus como o provedor de toda a sua fortuna. Diz o texto: “E direi a minha alma: Alma tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:19-20).
Como estamos reagindo diante de tantas bênçãos recebidas como pessoas e como igreja? Tomara que a Laudicéia se converta e volte para o Senhor “perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência...” (Neemias 9:1).


Quinta
Deus Se apresenta ao Moisés pesado de língua e violento e o surpreende com um imperativo. Ele deveria voltar ao Egito e libertar os seus irmãos do cativeiro. Para convencer o Seu servo o Senhor faz duas afirmações. Na primeira, Deus diz: “Conheço-te por teu nome” e na segunda: “Achaste graça aos Meus olhos” (Êxodo 33:12-13).
            Com duas afirmações assim, a tendência de qualquer um de nós é de se achar importante e não necessitar de mais nada. Ali estava um Deus que o conhecia e sabia de todo o seu passado criminoso. Mesmo assim, o amava ao ponto de a Sua graça o envolver. Moisés sentiu a necessidade de conhecer este Deus que o amava tanto e humildemente se expressa: “...E conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo.”
            Moisés já mantinha um estreito relacionamento com Deus, mas ao ser agraciado pela Sua graça perdoadora ele se surpreendeu e concluiu que pouco conhecia a respeito deste Deus e do Seu amor.
            Agora o desejo de Moisés é: “...perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento..." (Efésios. 3:16-19).  Oséias desejava que o povo de Israel tivesse esse conhecimento de Deus. Diz ele: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3).
A maneira mais eficaz de levar as pessoas ao arrependimento e faze-las conhecer o amor de Deus. Oséias procurou demonstrar essa verdade para os israelitas com a sua própria experiência. Uma experiência que lhe custou muito caro. Ele esperava ter Gômer ao seu lado e, com essa demonstração máxima de amor atrair os seus irmãos de volta ao Senhor e prosseguir junto com eles na jornada rumo ao céu.

Conclusão
             A última advertência de arrependimento dada a Israel antes do cativeiro assírio foi apresentada de maneira dramática por Oséias. Podemos imaginar a decepção de Oséias ao ver o último rei de Israel que, por ironia do destino tinha o seu nome, ser levado cativo para a Assíria! Todo o sofrimento e vergonha pelo qual passou o profeta lhe pareceram em vão.  De imediato, nenhum resultado positivo aconteceu.   Que a sua mensagem não seja em vão para nós hoje.  
            O convite de Deus se estende a todo o pecador e, principalmente para a Sua noiva. “...Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação” (Hebreus 3:15).

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Pensamento

Cada olho chorava porque imaginava estar chorando sozinho. Eles não sabiam que as suas lágrimas se encontravam no final do caminho. Carmo