domingo, 14 de abril de 2013

Um Deus santo e justo (Joel)

Gostou deste artigo? Então clique no botão ao lado para curti-lo! Aproveite para nos adicionar no Facebook e assinar nosso Feed.

Comentário da Lição da Escola Sabatina de 13 a 20 de abril de 2013, preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, Uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Joel nasceu em Judá e provavelmente tenha conhecido tanto Elias como Eliseu. As suas profecias tem duplo significado. Elas se aplicam ao povo de Deus em seu tempo e no final da história deste mundo. O livro esta dividido em duas partes. Do capitulo um até o verso vinte e sete do capitulo dois ele relata os juízos de Deus sobre Israel naquele tempo e o consequente arrependimento que deveria ocorrer.

Do verso vinte e oito do capitulo dois e todo o capitulo três o profeta lança um olhar sobre o futuro. Ele fala do dia do juízo, do reavivamento que acontecera e da misericórdia de Deus para com aqueles que invocarem ao Senhor. Diz: E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (Joel 2:32).

Os montes e outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex.: Babilônia, Egito, etc.

Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância. A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra) em seu tempo e também a nós nos dias de hoje.

            Era costume dos israelitas de rasgarem as suas vestes diante de algo inusitado, porém, Deus queria que eles rasgassem o coração (circuncisão do coração). Somente quando o homem 'rasga' o coração é que ocorre a verdadeira conversão. Esse rasgar o coração seria despojar-se de todo o eu. Somente Deus tem o poder de rasgar o velho coração e dar um novo coração (Salmo 51:10 e Deuteronômio 30:6).

Provavelmente livro foi escrito entre 835 e 800 AC e o texto de Joel mais conhecido no Novo Testamento é o mencionado por Pedro ao falar do Pentecostes onde ele diz: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão; E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor” (Atos 2:16-20).

Joel é conhecido como “o profeta do pentecostes”. Existem divergências quanto à interpretação dos gafanhotos. Uns defendem que eles seriam reais, já que eram comuns na Palestina. Outros acham que seria uma representação das nações que subjugariam Israel. E tem aqueles que defendem uma conotação dos gafanhotos com os flagelos que se sucederão nos últimos dias.

 

Domingo

            A praga dos gafanhotos foi enviada em quatro etapas. Começou com gafanhotos menos vorazes e terminou com aqueles que devoraram até os caules das plantas. Creio que se Israel houvesse se voltado para o Senhor assim que ela começou, Deus a teria interrompido. Mas a praga dos gafanhotos não foi suficiente para trazer Israel de volta e o Senhor pesou ainda mais a Sua mão retendo a chuva sobre o Seu povo.

Há pelo menos três teorias sobre a praga dos gafanhotos. Alguns defendem que ela foi literal e que aconteceu nos dias de Joel. Outros afirmam que elas foram literais e ao mesmo tempo ilustrativas, ou seja, o povo de Israel passou pelos dois juízos.

O Comentário Bíblico Adventista afirma que ela era apenas uma representação dos povos assírios, egípcios e por fim os babilônicos que em breve dominariam Israel.

            De uma coisa temos certeza. A praga dos gafanhotos não foi o final de tudo. Apenas ela foi o prenuncio de coisas piores. Ela anunciava a aproximação do dia do Senhor quando a taça da misericórdia se esgotaria e os Seus juízos seriam aplicados sem misericórdia.

            Vemos que se Israel e Judá tivessem dado ouvidos aos profetas de Deus a sua história teria sido outra e o povo de Deus ainda existisse como nação. Mas, à medida que o tempo foi passando a apostasia foi apenas crescendo até terminar no Calvário com a rejeição final de Jesus.

            Por atitudes erronias Judá e Israel escolheram e escreveram o seu destino. Lembremos que “...Tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Coríntios 10:11).

 “Deus não pode abençoar os homens em suas terras e rebanhos quando eles não usam as bênçãos recebidas para glorifica-Lo” (Signs of the Times, 13 de janeiro de 1890).

 

Segunda

            A destruição foi tão tamanha que interferiu nas rotinas do Santuário. A adoração diária foi interrompida, pois faltavam ingredientes para compor as ofertas que o povo devia oferecer.

            Deus permitiu que o caos insurgisse na adoração no Santuário para que o povo tivesse uma noção de quão longe foram em seu afastamento do Senhor. E mais: O Senhor estava enojado de seus rituais sem vida e decidiu interrompe-los por algum tempo.

Essa decisão divina afetaria principalmente os sacerdotes. A sua função exclusiva era ministrar no templo, porém chegou o momento em que eles não tinham mais o que fazer. Como a subsistência deles vinha do templo, podemos imaginar a extensão da crise. Pelo relato de Joel 1:18 eles ficaram sem animais para o sacrifício. Diz o texto: “Como geme o animal! As manadas de gados estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.” 

Foi nesse momento que o profeta fez um apelo: “Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus” (Joel 1:13).

Provavelmente muitos estivessem jejuando não por contrição, mas pela falta de pão. Então Joel faz um solene apelo: “Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor” (Joel 1:14).

As palavras dos profetas foram insuficientes para provocar um reavivamento entre o povo de Deus. Então Ele fez uso da natureza. Calamidades após calamidades atingiram o Seu povo escolhido. Ele esperava que o impacto lhes fizesse retinir os ouvidos: “Por isso, assim diz o Senhor Deus de Israel: Eis que hei de trazer um mal sobre Jerusalém e Judá, que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos” (2 Reis 21:12).

 

Terça

            Felizmente o capitulo dois de Joel mostra um quadro bem diferente do apresentado no capitulo um. Ele retrata três acontecimentos que mudam por completo a paisagem até então apresentada.

O profeta inicia o capitulo falando da proximidade do Dia do Juízo e da turbulência que ele provocará.  Depois convoca o povo para um exame de coração e consequente reavivamento. Com a resposta positiva do povo Deus altera por completo o Seu tratamento para com Israel. Diz o texto bíblico: “Então o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, e compadeceu-se do seu povo” (Joel 2:18).  O estudo de terça-feira mostra uma profecia de Joel prevista para os nossos dias.

Com o reavivamento a chuva serôdia cai em profusão e a terra se torna produtiva. “E o Senhor respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios” (Joel 2:19). Completa o verso 26: “e o meu povo nunca mais será envergonhado” (Joel 2:26). Estes dois versos apresenta a mais linda mensagem de esperança para Israel e para nós que vivemos no tempo do fim. A promessa é que o povo de Deus nunca mais será envergonhado.

A produtividade da Terra é uma consequência direta da chuva serôdia. A colheita abundante não é o principal objetivo da chuva serôdia. Ela visa manter um povo preparado para a volta de Jesus. Diz Ellen G. White: “Nesse tempo a "chuva serôdia", ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (Primeiros Escritos, pág. 86). 

Mas Joel não termina por ai. No capitulo três ele conclui o seu livro mostrando os juízos de Deus sobre aqueles que humilharam o Seu povo.

 

Quarta

            O estudo de quarta-feira mostra que o reavivamento provocará uma busca de comunhão com Deus. Diz o profeta Joel: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 2:32).

            Estamos vivendo em tempos solenes. O escurecimento, inexplicável pela ciência, do Sol e da Lua aconteceu em 19 de maio de 1780. Temos a responsabilidade de anunciar ao mundo a chegada do grande dia do Senhor. Essa responsabilidade Deus confiou aos adventistas do sétimo dia.

            Diz Ellen G. White: “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Evangelismo, p 19).

 

Quinta

            Israel vivia um momento onde todos os segmentos entravam em decadência, até a natureza. Os lavradores estavam desorientados e envergonhados (vs.10 e 11). O profeta expressa uma palavra de segurança e conforto: Deus garante proteção ao seu povo: o Senhor é um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os filhos de Israel. Além disso, o Senhor também promete sua presença, ele habita em Sião. A Sua presença em Jerusalém é a prova máxima de nada de mal nos atingirá.

 Deus oferece proteção permanente. Com Ele ao nosso lado temos segurança e estabilidade: Judá será habitada para sempre. Joel oferece um vívido contraste em relação ao destino que aguarda as outras nações. 

Com o reavivamento, vai ter dinheiro, vai ter casa, vai ter fartura, vai ter família, porque Nele temos todas as coisas. Quer desfrutar de uma nova vida? Retorne ao Senhor. Com a mesma sinceridade e o mesmo arrependimento do vs.14. Depois do arrependimento virá um poderoso derramar do Espírito.

Se o nosso coração soberbo continuar ocultando nossos pecados e a nossa indiferença para com Deus o avivamento não virá.

 Conclusão

            Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem. Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por este poder adicional que os cristãos devem fazer as suas petições ao Senhor da seara "no tempo da chuva serôdia". Em resposta, "o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiros de águas" (Zacarias. 10:1).” Ele... fara descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês"” Joel 2:23 (E Recebereis Poder - Meditação Matinal, p 19).

 

 

Existem dezenas de comentários da lição da Escola Sabatina publicados na internet. Há dois anos que semanalmente postamos o nosso comentário da lição em nosso blog. Obrigado por você passar por aqui semanalmente. Mande a sua resposta.
Pelo que eu saiba é o único deste gênero no Distrito Federal.

 

 
A Classe dos Professores existe para o enriquecimento espiritual seu e da sua unidade. Parabéns a você que a faz acontecer!

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário