segunda-feira, 3 de março de 2014

Fazendo discípulos de todas as nações


Comentário da Lição da Escola Sabatina de primeiro a oito de março de 2014, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Ó título da lição traduz uma ideia difícil de ser aceita pelos judeus nos dias de Jesus. Para eles a possível agremiação de outros povos ao “evangelho” vivido por eles era um acinte à pureza da etnia judaica. Eles não pregavam a sua religião para ninguém. Imagina se alguém aceitasse viver como os judeus viviam! Isso seria um sacrilégio para eles.

            Jesus chegou quebrando todos os paradigmas de então. Ele constituiu em uma ameaça a pureza da raça ao se relacionar com publicanos, samaritanos, gregos, fenícios e a todos quantos se achegavam a Ele independente de sua raça e origem. Aliás, Ele mesmo procurava Se relacionar com essas pessoas.

            Dentro do plano divino os judeus deveriam anunciar as virtudes Daquele que os chamou para a Sua maravilhosa luz. Eles não eram melhores do que ninguém. Foram escolhidos por Deus porque era necessário que alguém nesse mundo fosse o interlocutor entre Deus e a humanidade. Ao invés de anunciar o amor de Deus para o mundo eles se encasularam dentro de si mesmos e construíram barreiras para dificultarem a aproximação. Agiram de maneira egoísta e sectária.

            Desde que Abraão foi convidado a sair de Ur dos Caldeus, Deus estava preparando um povo para representá-Lo nesse mundo. Cada altar que o patriarca erguia no transcorrer de sua jornada era uma testemunha muda de que Deus é o criador e o redentor da humanidade.

            Durante todo o tempo em que Israel existiu como nação ele se recusou a testemunhar de Deus para a humanidade. Procedendo assim, aconteceu o contrário, eles absorveram com facilidade os costumes e os deuses dos povos vizinhos e chegou a um ponto em que Deus disse, basta.

Jesus mostra, na prática, para os judeus como eles deveriam ter vivido. O Senhor convida a todos e insiste para que participem da festa. Eles falharam na missão e Deus passou a usar “pecadores” para testemunhar de Seu amor perante o mundo.  

O desafio lançado por Jesus atravessou gerações e chegou até nós. IDE e fazei discípulos de todas as nações. Se falharmos as próprias pedras clamarão.

 

Domingo

            No capitulo cinco de seu livro Isaias descreve um paradoxo. Ao mesmo tempo em que ele relembra a oração de Salomão ele mostra a atitude dos judeus para com o conteúdo dessa oração. O templo deveria ser uma casa de oração para todos os povos porem, os judeus arbitrariamente restringiram esse privilegio apenas para si

            Isaias apresenta a quem se destinava o templo e fica bem claro que seria para qualquer pessoa independente de sua origem ou classe social. Diz o texto: E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança” (Isaías 56:6).

            Nos versos seguintes o profeta apresenta o triste destino do templo impingido pelos judeus. Ele se tornou uma propriedade pessoal e de uso exclusivo deles. “E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte” (Isaías 56:11).  De maneira incisiva Jesus colocou essa situação para os judeus de Seus dias: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” (Mateus 23:13).

            Jonas foi um exemplo claro do comportamento do povo Judeus. Ele queria a salvação apenas para si. É impressionante como um profeta sectarista como Jonas podia imaginar estar em um Céu feito apenas para ele e seus iguais. Esse era o triste pensamento dos judeus nos dias de Jesus.

            Quão longe viveu o povo Judeu dos sonhos de Deus de salvar toda a humanidade. Quão distantes eles foram dos ideais propostos por Deus na oração de Salomão: “E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas, por amor do teu nome” (1 Reis 8:41). 

Segunda

            A luta de Jesus para que o povo judeu entendesse por completo qual foi o propósito divino em situá-lo em uma condição tão privilegiada e com propósitos tão bem definidos foi imensa. Em nenhum momento ele excluiu esse povo de Seus planos. Mas excetuando casos isolados a resistência foi quase unânime.

Ele mostrou que se outros povos tivessem recebido o mesmo convite, com certeza teriam aceito o plano da salvação. “Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até ao céu, serás abatida até ao inferno; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje” (Mateus 11:21-23).

 Uma vista rápida desses versículos deixa transparecerem que Jesus não insiste de igual maneira para que todos sejam salvos.  Mas creio que foi um recurso usado pelo Céu para que essas cidades atendessem a chamada de amor.

Depois de mostrar a rebeldia dessas cidades Ele chorou sobre Jerusalém.

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mateus 23:37).

            Esse “ai de ti” pode soar também aos nossos ouvidos caso recusemos viver de maneira digna como verdadeiros filhos de Deus. Esse AI pesará sobre as cabeças de todos aqueles que conhecendo a verdade vivem de maneira relaxada e indiferente aos reclamos de Deus. Será um ai semelhante ao dos judeus que se colocavam na porta do Céu. Eles não entravam e impediam que os estrangeiros entrassem.

 

Terça

            Jesus estava vivendo a sua última semana na Terra. Na sua pomposa entrada em Jerusalém Ele foi efusivamente aplaudido pela multidão. Ellen G. White descreveu aquele momento: “Nunca dantes vira o mundo um cortejo triunfal como esse. Não se assemelhava ao dos famosos conquistadores da Terra. Não fazia parte daquela cena nenhuma comitiva de lamentosos cativos, como troféus da bravura real. Achavam-se em torno do Salvador os gloriosos troféus de Seus serviços de amor pelo homem caído. Estavam os cativos a quem resgatara do poder de Satanás, louvando a Deus por sua libertação. Os cegos a quem restituíra a vista, abriam a marcha. Os mudos cuja língua soltara, entoavam os mais altos hosanas. Saltavam de alegria os coxos por Ele curados, sendo os mais ativos em quebrar os ramos de palmeira e agitá-los diante do Salvador. As viúvas e os órfãos exaltavam o nome de Jesus pelos atos de misericórdia que lhes dispensara. Os leprosos a quem purificara, estendiam na estrada as vestes incontaminadas, ao mesmo tempo que O saudavam como Rei da glória. Aqueles a quem Sua voz despertara do sono da morte, tomavam parte no cortejo. Lázaro, cujo corpo provara a corrupção no sepulcro, mas que então se regozijava na força da varonilidade gloriosa, conduzia o animal que Jesus montava” (O Desejado de Todas as Nações, p. 572).

            Depois de toda essa euforia o Salvador via de perto o que logo lhe aconteceria. Adensavam as sombras do Calvário. Foi nesse contexto que Ele recebeu um pedido especial. Em meio da multidão que afluiu a Jerusalém para a Páscoa estavam ali alguns gregos. Eles vieram de longe com um único propósito. Desejavam conhecer Jesus.

“Ora, havia alguns gregos, entre os que tinham subido a adorar no dia da festa.
Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus. Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus” (
João 12:20-22).

Com certeza esse pedido trouxe alento. Esses gregos não formavam uma grande multidão. Eram apenas “alguns”. Via de regra os gregos se consideravam os homens mais sábios do mundo. Mas com todo o seu saber aquela visita tinha um objetivo especial. Deixando de lado todo o seu conhecimento eles estavam desejosos de se abeberarem da sabedoria de Cristo. Anos depois desse encontro disse Paulo: “Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria” (1 Coríntios 1:22).

Aqueles gregos era um testemunho vivo de que a Sua morte não seria em vão. Com aquele encontro deu para Jesus antever o cumprimento da profecia de Isaías 53:11: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito...” Para Jesus a Sua maior glória seria a conversão de judeus e estrangeiros. Que momento significativo foi aquele! “E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado” (João 12:20-23).

 

Quarta

            Prevendo a Sua ascensão Jesus disse: “Ainda um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me enviou. Vós me buscareis, e não me achareis; e onde eu estou, vós não podeis vir” (João 7:33-34). Essas palavras trouxeram dúvidas entre os judeus.  Disseram, pois, os judeus uns para os outros: Para onde irá este, que o não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos, e ensinará os gregos?” (João 7:35).

Para os judeus seria um alívio caso Jesus fosse pregar exclusivamente para os gregos. Eles não entenderam que o Mestre estava convidando pessoas de todas as raças para participar da grande ceia. Vendo que Ele insistia em admoestá-los tomaram uma atitude drástica. Fizeram o maior insulto que um judeu poderia ouvir. “Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?” (João 8:48). Ser chamado de samaritano e ser considerado um endemoninhado seria o fim da picada para um judeu.

Em resposta Jesus contou a parábola do bom samaritano. Ali estava Ele um judeu disposto a fazer o papel do bom samaritano e curar as feridas de toda a humanidade.

 

Quinta

            Jesus não deixa dúvidas. A salvação deve ser oferecida a todos os seres humanos que pisar sobre a Terra. Ao longo dos milênios o IDE está soando pelos quatro cantos do mundo.

            Imagino o espanto que se apossará de alguns judeus no Juízo final quando contemplarem aquela longa mesa rodeada de publicanos, samaritanos, gregos e bárbaros convertidos. O seu espanto não será maior que o nosso quando contemplarmos determinados tipo de gente que hoje nos impõe medo e pavor e que, naquele dia, estarão ao lado de Cristo usufruindo as bênçãos da eternidade.

            O que nos leva a considerar impossível a salvação para muitos é a nossa visão falha da extensão da graça divina. Deus muda o que para nós parece imutável.

            A mensagem de salvação apresentada a Adão lá no Éden atravessou milênios, percorreu vales e montanhas e chegou até nós. Somos a continuidade do poder redentivo de Deus expresso em atos.

            Quando eu era um adolescente ouvi o primeiro quarteto masculino de nossa igreja (quarteto Harmonia) cantar “anunciai nas montanhas proclamai por terra e mar, anunciai nas montanhas que Cristo vai chegar’. A voz dos Três anjos de Apocalipse quatorze está fazendo tremer a Terra. O IDE resume “um dever que Deus nos confiou”.

            Sempre falo para as pessoas que eu tive o privilégio de viver na melhor fase da história da Igreja e desse planeta. Vi a ciência se multiplicar em todos os sentidos. Vi a nossa igreja, naquela época ainda inespressiva, ganhar nome e se expandir pelo mundo. Vi a conversão de alcoólatras, drogados, intemperantes e assassinos que, graças ao poder do evangelho, se transformaram em colunas da Igreja e arautos da verdade.

            Mas a nossa história como igreja ainda não terminou. A promessa bíblica é: “Coisas maiores do que estas verás” (João 1:50).

 

Conclusão

            Mardoqueu diante de um momento de crise para o povo de Deus e, sabendo que só a rainha Ester poderia salvar a sua gente falou-lhe com energia: “quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:14). A pergunta de Mardoqueu vem com uma sombra de dúvida: “quem sabe...” No nosso caso essa dúvida não existe. Não é por acaso que hoje chegamos a ser membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Na parte de sexta-feira tem uma frase que me chamou a atenção. Ela encerra um pensamento que todos nós conhecemos desde a nossa conversão. Porém, nunca é demais recordar. Diz: “Deus deu a cada um uma obra para fazer em relação ao Seu reino.” Será que como membros da Igreja que, um dia resgatados do lixo desse mundo, fomos transformados em “ouro fino de Ofir” estamos desempenhando a responsabilidade que temos para com Deus e os homens?

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Discipulando poderosos


Comentário da Lição da Escola Sabatina de vinte e dois de fevereiro a 1º de março de 2014 preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            O IDE de Jesus a nós endereçado em Mateus 28:19-20 é um imperativo que apresenta a nossa responsabilidade de anunciar a toda criatura as maravilhas da salvação. Disse o Mestre: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:19-20).

            Sou bastante tímido para falar do evangelho para as pessoas e, principalmente, se são famosas e ricas. O problema é que esquecemos que essas pessoas, semelhantes às outras, sentem necessidades que só o evangelho pode atender. O comentário da Lição na página 116 nos encoraja. Diz o texto: “Muitas vezes, os poderosos têm tantas inseguranças quanto as outras pessoas. Eles só têm mais recursos com os quais podem mascará-los.”

            A diretora da escola pública onde fiz o primário era uma católica fervorosa. Eu tinha receios de falar com ela e despertar preconceitos. Certa vez, escrevi uma peça para ser apresentada no dia das mães. Imaginei realizar a programação em um clube da cidade e convidar as autoridades municipais para o evento. Como parte da programação decidi envolver todos oe estudantes da cidade em um concurso onde cada um escreveria uma carta para a sua mãe. Algumas seriam sorteadas no decorrer da programação. Para que tudo desse certo eu tinha de conseguir o apoio daquela diretora católica. Fui tremendo falar com ela. Após uma rápida exposição do projeto, com um sorriso, ela se expressou: “Admiro voces (se referindo a nosssa igreja) pois etão sempre fazendo alguma coisa interessante.”

            Quando estudante de enfermagem eu fiz parte do diretório académico da faculdade. Naquela época imaginei criar um mural onde seriam expostos jornais de vários estados do Brasil. Enviei cartas e visitei vários jornais solicitando o enviu de algum exemplar para a faculdade. Eu queria que um estudante vindo de qualquer estado do paíz encontrasse ali na escola alguma referência de sua região. Tímido e tentando me esconder dentro de mim mesmo fui falar com um respeitado jornalista de um conceituado jornal de São Paulo. Com um sorriso ele me disse: “Eu vou atender o seu pedido desde que você atenda o meu.” e foi ao ponto: “ Quero que você escreva um artigo falando de sua faculdade. Ele será publicado na Coluna dos Universitários.” Foi a primeira vez que  um jornal de grande circulação publicou uma matéria sobre a Faculdade Adventista de Enfermagem e foi a primeira vez que me vi participando de um jornal tão conhecido.

            Os dois episódios nos mostram que por mais simples que sejamos Deus pode e quer nos usar “...para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”  (1 Pedro 2:9). Basta que estejamos dispostos, o Senhor completará o que nos falta.

 

Domingo

            Jesus viveu em uma época em que o império romano dominava com ferro e fogo. A carga tributária, já exorbitante, era acrecida conforme a ganancia de cada coletor de impostos. Isso fazia com que esse assunto se tornasse delicado. Qualquer opinião a respeito poderia ser interpretada como subversiva aos interesses do imperador. Foi nessa conjuntura que um grupo de espias contratados pelas lideranças religiosas de então se lançaram ao trabalho de espionarem a vida de Cristo no intuito de apanhá-Lo em alguma situação de confronto com o imperador César.

Eles perguntaram a Jesus se era lícito pagar os altos impostos cobrados pelo imperador. Jesus pegou uma moeda e respondeu sem gaguejar: “De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César. Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:22-25).

Provavelmente Jesus decepcionou aquele grupo de detetives. A Sua resposta demonstrou a necessidade de se manter fiel às instituições e aos poderes constituidos.

Paulo sabia como ninguém dos orrores cometidos pelos imperadores. Mesmo assim o apóstolo é enfático: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Romanos 13:7).

Vivemos em momentos de agitação no mundo. Em vários paises, inclusive no Brasil, a poulação tem saído às ruas protestando contra os governos instituídos. Compreendemos que muitas destas reevinicações são honestas mas qual deve ser a nossa postura?

             Veja o conselho de Ellen G. White: “A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um "Assim diz o Senhor", não deve ser posto à margem por um "Assim diz a igreja", ou um "Assim diz o Estado". A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres. 

Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras faladas ou escritas devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho. Temos de avançar em nome de Cristo, defendendo as verdades que nos foram confiadas” (Atos dos Apóstolos, p. 69).

 

Segunda

            Os lideres religiosos dos dias de Jesus mantinham uma relação distorcida de respeito para com a lei. Eles fizeram da lei uma carga difícil para o povo. Em sua falha regulamentação da lei eles acrescentaram situações difíceis de serem harmonizadas pela população. A Palavra de Deus não precisa ser regulamentada. Ela já é completa.

            O Salvador nunca denegriu a observância do sábado e não podia permitir que o dia do Senhor ao invés de bênção se tornasse em um dia de distanciamento do sofrimento alheio. Jesus chegou a dizer que eles atavam sobre o povo fardos difíceis de serem carregados e nem mesmo se propunham a ajudá-los a carregar. Parece que a liderança religiosa daquele tempo se colocava acima da lei, pois se considerava sem pecado. Eles não se misturavam com publicanos e pecadores.

            Os fariseus se escandalizaram quando o Salvador permitiu que os discípulos apanhassem espigas no dia de sábado para se alimentarem. E quando Ele se propôs a curar alguns enfermos nesse dia o tempo fechou de vez. Diz a Bíblia: “Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra Ele, em como lhe tirariam a vida” (Marcos 3:6).

            Jesus vendo a estranheza deles fez uma pergunta ingênua: “Nunca lestes a Bíblia?” Provavelmente a pergunta se transformou em provocação. Não era admissível que um fariseu não fosse um assíduo leitor da Bíblia. Claro que os fariseus liam a Bíblia. O problema deles era semelhante a muitos leitores de hoje. Apenas vêem na Bíblia aquilo que lhes interessam. E essa é a causa de temos a Babilônia religiosa de nossos dias.

            Jesus não deixou os líderes religiosos de então fora do Seu projeto missionário. Mesmo usando de toda a prudência e amor, ao mexer nessa caixa preta o Salvador estava correndo risco de morte.

 

Terça

            O centurião na hierarquia militar romana era o sexto na cadeia de comando de uma legião. Abaixo dele tinha o Optio que era o adninistrador da centuria e os soldados. Acima dele estavam por ordem: General, Legado, Prefeito do acampamento, Tribuno e o Centurião-Chefe. Ele tinha oitenta e tres homens sob o seu comando (Outros escritores afirmam que ele comandava cem homens).  Ele era a espinha dorsal do exército romano. Um centurião recebia esse título pelos atos de bravura que praticava enquanto soldado.

            É curioso que o centurião mensionado por Mateus estava desesperado. O motivo não era a doença de um filho ou de um soldado de destaque. Era um servo. Tais pessoas, via de regra, não desfrutavam de nenhuma consideração por parte de seus senhores ainda mais sendo esse um militar.

A Bíblia apresenta dois casos onde temos a presensa de um centurião. Foi um centurião que comandou a prisão e morte de Jesus. “E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo” (Lucas 23:47). E foi um centurião que escoltou Paulo e os demais prisioneiros por ocasião do naufrágio. “Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo” (Atos 27:11).

Com certeza um centurião era odiado pelos judeus. Qualquer motim dentro do império romano cabia ao centurião sufocá-lo. Provavelmente ele tenha procurado todos os recursos médicos da época. Condições para isso ele tinha. Restava apenas uma esperança: um Andarilho judeu que serpenteva por aquelas regiões. Alguém que estava despertando a atenção do exército romano. Praticamente Jesus era um inimigo em potencial. Diante de tudo isso o centurião tomou algumas decisões. Ele se humulhou. Não se julgava dígno de receber Jesus em sua casa que, por sinal, não era qualquer casa. Ele despertou fé. “Fala apenas uma palavra e meu criado será curado.”

            Jesus não só curou o servo daquele militar como usou a sua atitude para mostrar que enquanto os judeus (que estavam perto) O rejeitavam, vinham pessoas de “longe” à procura de salvação. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 8:10-12).

 

Quarta

            A lição de quarta feira apresenta a difícil peregrinação de Jesus pelos tribunais e autoridades horas antes de Sua morte. Confesso que fiquei tocado ao ler a nota da pergunta quatro. Creio que qualquer coisa que eu venha a escrever a respeito servirá apenas para ofuscar a beleza do comentário do autor da lição.

            Apena vou transcrever a parte final da nota: “Não obstante o aparente insucesso do testemunho de Jesus diante de homens poderosos, algo maravilhoso aconteceu, pois, de acordo com Atos 6:7, não apenas o número de discípulos se multiplicou, mas “um grande número de sacerdotes obedeciam a fé” (NVI). Somente Deus sabe quantos desses sacerdotes estavam ouvindo e assistindo Jesus naquelas horas finais.”

 
Quinta

            É comovente ver o fervor dos apóstolos no livro de Atos dos Apóstolos. Eles foram destemidos, intrépidos, despojados e incansáveis na pregação do evangelho. Eles acreditaram na promessa feita por Jesus: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” (João 14:12).

Essa promessa é extensiva a todos nós que vivemos no tempo do fim. A promessa divina é que a explosão evangelistica que aconteceu nos dias dos apostolos se reperirá com maior força nos dias finais da história desse mundo. Para a nossa alegria o livro de Atos dos Apostolos ainda não foi concluído. Falta o capitulo  final narrando os feitos da igreja de nossos dias. Caso algum de nós não esteja disposto a escrever uma parte desse capitulo, dificilmente teremos o nosso nome no Livro da Vida. 

            O que temos feito para dar sequência a esse relato monumental? Como tem sido a nossa participação na pregação desse evangelho eterno?  Deus poderia ter confiado aos anjos celestiais à mensagem do evangelho e toda a obra de amoroso ministério. Poderia ter empregado outros meios para realizar o Seu propósito. Mas em Seu infinito amor preferiu tornar-nos cooperadores Seus, de Cristo e dos anjos, a fim de que pudéssemos participar da bênção, da alegria e do reerguimento espiritual que resultam desse abnegado ministério” (Caminho a Cristo, pág. 79). 

“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo” (Atos dos Apóstolos, p. 9). “O evangelho possui ainda o mesmo poder, e por que não deveríamos testemunhar hoje idênticos resultados?” (Beneficência Social, p 15).

 

Conclusão

            “A turbulência vulcânica geralmente fica oculta sob a crosta da montanha... Da mesma forma, o potencial explosivo do movimento de Jesus permaneceu escondido durante o Seu ministério terreno. Entretanto, após a Sua ressurreição, o reino entrou em erupção, evidenciada pelas conversões em massa, mesmo entre pessoas influentes” (Lição, p. 113).

            Sabemos que uma segunda explosão faz parte do cronograma de Deus. Essa explosão acontecerá quando nós, como igreja, desvencilharmos das coisas desse mundo e dedicarmos por inteiro ao plano divino. Aí, então, o Senhor fará grandes coisas por nós.

 

               

               

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Com os ricos e famosos


Comentário da Lição da Escola Sabatina de quinze a vinte e dois de fevereiro de 2014, preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia-Central de Taguatinga, DF.

 
Introdução

            Jesus procurou envolver todas as pessoas na missão de anunciar o evangelho ao mundo. Esse envolvimento consistia em uma entrega total a Ele. Com os ricos e famosos Jesus não colheu os mesmos resultados alcançados entre os comuns e os excluídos sociais.

            O fazendeiro rico ensoberbeceu com a abundância de suas colheitas. Ele não reconheceu que a fartura que tinha em mãos era fruto das bênçãos de Deus. Ele não se dispôs, nem mesmo, a repartir um pouco do que sobejava com os necessitados. Por sua vez, o jovem rico saiu triste da presença de Jesus porque possuía muitas propriedades e não estava disposto a abrir mão delas em favor dos pobres. Mesmo sabendo ser difícil “um rico entrar nos céus”, Jesus não desistiu de incluí-los em Seu projeto missionário. As riquezas geram um pensamento de independência e autoconfiança e Deus passa a ser supérfulo na vida de alguns ricos.

            É interessante que uma coisa seria Jesus convidar ricos honestos para segui-Lo e outra coisa seria convidar Mateus e Zaqueu. Eles eram homens sem escrúpulos odiados pela população e que se enriqueceram furtando as pessoas. Esses dois homens tinham tudo para causar mais transtornos do que benefícios no ministério de Cristo.

            Jesus não condena as riquezas. O que Ele condena são basicamente três coisas: Confiar mais no dinheiro do que em Deus; usar as riquezas exclusivamente em benefício próprio e fazer das riquezas o seu Deus. Quando as riquezas são direcionadas pelo Espírito Santo elas são uma bênção para quem às possui e para os menos favorecidos.

            O Novo Testamento menciona um grupo de mulheres abastadas que financiou o ministério de Cristo. Diz a Bíblia: “E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens” (Lucas 8:2-3). Não temos dúvidas de que foi “Os Ministérios da Mulher que sustentou o ministério de Cristo. As riquezas usadas assim redundam em uma grande bênção.

 

Domingo

            A Bíblia apresenta histórias de homens ricos que foram dedicados a Deus. Eles possuíam riquezas mas jamais se permitiram ser possuídos por elas. É bonito reler as histórias de Abraão, Salomão, Josafá, Nicodemos e tantos outros. Porém, dois aspectos merecem a nossa atenção nesse momento. O primeiro é se essas histórias não despertam em nós o desejo (dosado de inveja) de sermos afortunados como eles foram. O segundo, é avaliar como nos relacionamos com as pessoas ricas e famosas de nossos dias.

            Não é fácil enquadrarmos na  admoestação bíblica: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”  (1 Timóteo 6:8).

            A tendência da maioria das pessoas é de se aproximar mais e mais de pessoas ricas e famosas. Conheci um caso curioso. Em uma de nossas igrejas existia um senhor rico e de bastante influencia no meio político. Existia também nessa mesma igreja um outro senhor pobre e de pouca projeção social. Quando o rico chegava na igreja ou quando ele saia era rotina ver esse irmão simples correr para abrir ou fechar a porta do carro.

            As riquezas podem surgir na vida de uma pessoa naturalmente sem que essa pessoa tenha desejado freneticamente que isso acontecesse. Nesses casos é mais fácil que essas riquezas sejam administradas para glória de Deus e o bem da humanidade. Mas quando as riquezas surgem impulsionadas pela inveja e pela competição, facilmente elas se tornam em laço.

            A Bíblia apresenta histórias de pessoas, tementes a Deus e que, naturalmente, se tornaram ricas e que foram uma bênção para a igreja e para a humanidade. Encontramos outras histórias de pessoas que, de maneira desonesta,  acumularam riquezas e nem por isso foram felizes no fim da vida.

            Uma pessoa ricamente abençoada pode ser aquela que conseguiu riquezas materiais ou outra que, desprovida de bens materiais, está feliz com o pouco que possui.

            Quão bom seria se todos nós fossemos movidos pelo Espírito de Cristo: “Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti” (João 17:7).

 

Segunda

            Você já deve ter visto pessoas no púlpito criticar Nicodemos. Alguns afirmam que ele teve vergonha de aproximar de Cristo durante o dia. Com certeza se exporia ao ridículo. Outros acham que ele agiu covardemente. Com certeza não é fácil uma pessoa rica e politicamente influente como era Nicodemos se relacionar com um Jesus que não tinha onde reclinar a cabeça. Mas não foram esses os motivos que levaram Nicodemos a procurar Jesus nas horas escuras da noite.

            Primeiro, Nicodemos foi influenciado pelo Espirito Santo a se encontrar com Jesus. E o Espírito Santo o orientou a que horas deveria procurar o Mestre. Nicodemos era um homem extremamente ocupado e Jesus passava o dia atendendo as multidões. O Espírito Santo sabia o quanto ele tinha a aprender de Jesus, e que, um encontro em meio a multidão não propiciaria tempo para um aprendizado eficaz.

            Um outro ponto interessante que vale para qualquer um de nós. Normalmente são nos momentos escuros da vida que o Espírito Santo nos proporciona uma melhor visão de quem é Jesus. Mais intensa que a luz da Lua e das estrelas foi a luz do conhecimento que inundou o coração de Nicodemos naquela noite.

Sem especular os motivos e a hora, o importante é que Nicodemos procurou ter um encontro com Cristo. E quanta coisa aprendemos da longa conversa que aconteceu entre os dois. Encontros casuais e rápidos com Cristo são quase ineficazes.  Tiremos tempo para estar com o Mestre e, semelhante a Nicodemos,  a luz do conhecimento inundará o nosso ser.

 

Terça

            Os fariseus se consideravam íntegros e sem pecado. Para eles essa história de pecado só acontecia fora da linhagem judaica.  Jesus veio para salvar pecadores assim, o convite de Jesus não era direcionado a eles. Foram eles próprios que puseram na boca de Jesus a resposta aos questionamentos que faziam.

            Jesus veio para salvar a humanidade de seus pecados. Ele veio para salvar pecadores. Quem não se julgava pecador estava automaticamente fora do alcance do Mestre. Jesus nada podia fazer por alguém que afirmava não ser pecador.

 “E os fariseus, vendo isto, disseram aos Seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mateus 9:11-12).

O relacionamento de Jesus com os coletores de impostos antes de ser odiado pelos fariseus  deveria ser incentivado. Cada coletor de impostos que convertia ao Senhor era um a menos para surrupiar o suado dinheiro da população. E mais, um publicano convertido devolvia todo o dinheiro cobrado indevidamente.

É interessante que nesses encontros com os publicanos como Levi e Zaqueu aconteciam requintados banquetes para os quais outros publicanos eram convidados. Bem, dinheiro para isso não faltava. Ricos e infames os publicanos eram odiados pela população judaica.  Agora ter um judeu que lhes devotasse atenção era algo inusitado.

 

Quarta

Em Lucas 6:24-26 Jesus enumera quatro ais que rondam as pessoas. O primeiro deles pesa sobre os ricos. “Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação”
(
Lucas 6:24). É claro que nesse verso Jesus não está Se referido a todos os ricos. Ele está falando daqueles que tem nas riquezas a sua realização pessoal.

As riquezas sempre foram um grande obstáculo na vida de muitas pessoas. Conheci um médico que perdia boas horas de sono quando ele descobria que poderia ter ganho alguns centavos a mais em algum negócio realizado. Na minha cidade natal existia um próspero fazendeiro. Muitos faziam comentários a respeito da sua alimentação que consistia de restos de feira  e do que de mais barato existia na época. Dizem as más línguas que esse homem passava a semana inteira prometendo para os seus filhos que, caso eles fossem obedientes, no sábado ele os levaria em uma sorveteria para ver os filhos dos pais ricos tomarem sorvete.

Jesus sempre deu atenção especial para os menos favorecidos e mostrou o perigo das riquezas. Papai tinha um amigo que se gabava das vantagens que obtinha ao comprar alguma coisa. Dizia que chorava e chorava até conseguir algum desconto. Papai, que vivia cansado de ouvir as suas histórias, certa vez, respondeu com ironia: “quando vou comprar alguma coisa eu dou uma nota grande e caso tenha troco o comerciante me avisa”.

Jesus sempre advertiu sobre as dificuldades em conciliar riquezas com uma vida dedicada a Deus. Esse era um discurso que os fariseus não gostavam de ouvir. “E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele” (Lucas 16:14). Com certeza os ricos tem mais dificuldade em romper com os encantamentos que o dinheiro pode oferecer, mas nem por isso Jesus deixou de convidá-los para segui-Lo.

 

Quinta

O jovem rico imaginava reunir as condições para se tornar um eficiente discípulo de Jesus. Era um ardoroso observador da lei e estava bastante interessado em conhecer mais e mais. Tudo indicava que ele seria uma grande força financeira capaz de alavancar o ministério de Cristo.

Provavelmente se o jovem rico vivesse em nossos dias não faltariam “pastores” de determinadas denominações para aconselhá-lo a vender tudo e entregar o dinheiro, não para os pobres mas, para a igreja. Talvez, surgisse até disputas entre elas para receber o seu patrimônio.

Ao Jesus orientar o jovem a vender tudo, o Mestre não reservou nenhum trocado para Si e Ele tinha motivos para faze-lo. Afinal, exetuando algumas mulheres que contribuíam com suas finanças, não  temos relato de Jesus receber outras doações financeiras. Parece que o Salvador não pediu para que elas doassem. Tudo era fruto de corações agradecidos.

É conhecida a história de um senhor que ao se converter tinha uma boa situação financeira. Ele solicitou permissão para ser batizado com a carteira no bolso. Era uma demonstração pública de que ele estava entregando a sua vida e as suas posses ao Salvador.

 

Conclusão

O convite ao discipulado é endereçado a todas as pessoas. Letrados e analfabetos, ricos e pobres, famosos e ignotos, brancos e negros. Cada ser humano tem um lugar e uma responsabilidade a desempenhar na tarefa de fazer discípulos. Disse o Mestre: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:19 e 20).