segunda-feira, 1 de julho de 2013

Reavivamento: nossa grande necessidade


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 29 de junho a 6 de julho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Neste trimestre vamos aprender que reforma é uma das consequências do reavivamento. O autor da Lição separou as oito primeiras lições do trimestre para que tenhamos uma visão bem ampla da nossa necessidade de reavivamento e de como consegui-lo.

            Nas últimas cinco lições vamos estudar o maior dos resultados do reavivamento: a reforma.  Fico imaginando o que será de nós se, no final deste trimestre continuarmos na mesmice que nos tem caracterizado. Estejamos atentos: Satanás vai fazer de tudo para que isso aconteça.

            Vamos aprender que o estímulo para o reavivamento, como aconteceu em toda a história do povo de Deus, vem do Senhor que nos criou. Ele sabe que se não passarmos por uma transformação não seremos capacitados para concluir a obra.

            Na primeira Lição do trimestre vamos entender que reavivamento é a nossa maior necessidade. Diz Ellen G. White: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades” (Eventos Finais, p. 189).

            O convite, em forma de desafio, feito a igreja de Laudiceia é dirigido especificamente a nós. Ao ser apresentado um sermão na igreja é comum ouvirmos comentários de que o sermão foi direto para o irmão A ou B. Quando, quem sabe, a mensagem tenha sido destinada diretamente a nós. Ao estudarmos essas lições é necessário que nos coloquemos no foco de Deus. É o Seu propósito atingir diretamente o meu coração.

            Temos que sair da mornidão que anestesia a igreja. Peçamos ao Senhor que nos ajude a mudar essa realidade. Que pela graça de Deus sejamos um laudiceano humilde e carente da graça de Cristo (Sugestão: Leia página 318 de Reavivar a Esperança).

            Fiquei impressionado com as palavras do autor da Lição ao se referir a Laudiceia. Disse ele: “Uma igreja que perdeu a sua paixão e que precisa de um reaviva mento espiritual” (Lição pagina 3). Não esperemos até o final de o trimestre reaver a nossa paixão de viver e testemunhar a verdade.

 

Domingo

            Sabemos que as sete igrejas apresentadas por João no Apocalipse são períodos de tempo em que esta dividida a história do povo de Deus da igreja primitiva até os nossos dias.

            Sabemos também que as características de cada cidade apresentada têm a ver com os traços que identificam o povo de Deus em cada espaço de tempo representado.

            Cada uma das sete igrejas recebe uma mensagem específica para o seu tempo. Para todas elas é o próprio Cristo que Se apresenta. É interessante que ao Se apresentar a cada uma delas Jesus mostra algumas de Suas características que vai formando um somatório de qualidades específicas do Deus Criador.

Ao Se dirigir a Laudiceia Ele Se identifica com três características que completam e apresentam a identidade de quem realmente Ele é.   “O Amém” é uma palavra conhecida no mundo religioso como “Assim seja.” Mas o seu dignificado no Hebraico vai mais além. Ela é composta de três letras em hebraico אָמֵן.  Esta sigla sintetiza a frase "Deus, Rei, Fiel."  É traduzida também por sólido, durável, certo.  O Amém exprime também fé, certeza, entusiasmo.

Jesus Se identifica para Laudiceia com duas outras características que são: “a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apocalipse 3:14). É curioso que o significado do Amém dá sentido as duas outras características apresentadas a Laudiceia. Deus é o Amém ou Aquele que completa tudo. Ao mesmo tempo Ele é Rei e é Fiel, ou seja, deve reinar em nosso coração e merece toda a nossa confiança. É esse Deus que mostra os males de Laudicéia e ao mesmo tempo oferece o remédio.

Ao lermos as repreensões apresentadas a Laudicéia vemos que ela está envolvida com o mesmo problema que afastou Satanás do Céu: O egocentrismo, Um mal de difícil cura. Mas para Laudiceia é apresentada uma mensagem de esperança.

 

Segunda

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15-16).

Deus Se apresenta como um profundo conhecedor de nossa letargia espiritual e é categórico em afirmar que a nossa situação o incomoda ao ponto de Lhe causar náuseas. A cidade de Laudiceia se caracterizava como a cidade das águas mornas. Essa é a principal característica da igreja de nossos dias. Mornidão e indiferença que se misturam com uma auto suficiência recriminada por Deus.

            Trabalhei muitos anos em pronto socorro. Quantas vezes tive que provocar vômitos em um paciente que havia ingerido algo danoso a sua saúde. Nesses casos o melhor vomitório é oferecer água morna para o paciente. Não é fácil de beber, mas resolve.

            Por outro lado, um ambiente morno é propicio para a proliferação de bactérias prejudiciais à saúde. Da mornidão espiritual surgem as bactérias que degeneram a vida espiritual acarretando incapacitação para viver a vida cristã em sua plenitude ou mesmo causando a morte eterna. Sugerimos ler com atenção a nota da pergunta onde a irmã Ellen G. White esclarece melhor o assunto.

             Nem sempre é fácil aceitar uma repreensão. Ainda mais no caso de Laudiceia que está empanturrada do Eu que a impregna de um convencimento desmedido.   Deus, em Sua pesada repreensão à Laudicéia, objetiva nos levar a uma profunda reflexão. O Seu intento é nos salvar.

 

Terça

            Como igreja temos o pensamento de temos a verdade completa. Ter essa certeza é ótimo. Mas quantas vezes minimizamos o cristianismo de outras pessoas e nos colocamos no pedestal da vanglória.

            O leque de verdades defendidas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é realmente uma riqueza sem igual e, quantas vezes estribados nessa premissa nos colocamos acima daqueles que professam outras crenças. No nosso íntimo fazemos a oração do fariseu: “Não sou como os demais.”

            Temos a riqueza das verdades que professamos, porém nos falta a humildade de convivermos com ela. Conhecer as verdades que temos não nos faz melhores do que aqueles que estão ao nosso redor se a humildade não for a tônica de nossa vida. Rico em doutrinas? Ótimo! Mas ser pobre em simplicidade e simpatia, que desastre!

            As cinco palavras recriminatórias de Jesus “desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17) nos dá um xeque-mate. Uma pessoa com as características apontadas por Cristo parece ser um caso sem solução.

Sempre corro de madrugada, das cinco às seis e meia da manhã. Em meu trajeto passo por pessoas que fisicamente se enquadram perfeitamente nas palavras de Cristo. São pessoas miseráveis, desgraçadas, paupérrimas e andam seminuas nas noites frias de inverno.  De vez em quando converso com algumas delas e ouço histórias de arrepiar os cabelos. Elas vivem jogadas nas sarjetas da vida. Para Jesus estamos em situação pior do que essas pessoas, pois pior do que ser desgraçado, miserável, pobre e nu é ser cego a tal ponto de não nos enxergarmos assim no espelho. Essas pessoas veem e reconhecem a sua miserabilidade.

Somos ricos em doutrinas, mas paupérrimos demais para comprar o colírio oferecido por Cristo. Caso não usemos o colírio apresentado pelo grande médico somos irremediavelmente um caso perdido.

 

Quarta

            As características de Laudiceia apresentadas por Cristo nos mostra um sombrio prognóstico fechado. Mas Ele oferece uma solução. Prova é que procura a Sua igreja para uma conversa clara e sem máscaras.

            A solução que Jesus oferece tem um preço. Ele é enfático: “Aconselho-te que de mim compres” (Apocalipse 3:18). Parece que Ele esta dizendo: “Se você se julga rico tem condições de comprar.”

            Nas passagens bíblicas apresentadas na pergunta sete da Lição a Bíblia deixa claro que por mais ricos que sejamos não temos o suficiente para comprarmos o colírio, as vestes brancas e muito menos o ouro provado no fogo.

            O preço é a nossa humilde aceitação. Essa aceitação se traduz em reconhecermos que somos desgraçado, miserável, pobre e nu. Esse reconhecimento só acontece mediante o colírio apresentado por Cristo. Ele vai clarear a nossa visão espiritual e nos mostrar a nossa verdadeira condição.

            Quando eu era criança conheci um personagem que hoje não se vê. Era o “mascate.” Carregando uma pesada mala ele ia batendo de porta em porta oferecendo as suas mercadorias que eram preciosidades vindas de São Paulo.

            Por milênios Jesus tem Se portado como um mascate. Ele vai de porta em porta oferecendo as suas preciosidades não vindas de São Paulo e sim, do Céu. Ele conhece as nossas necessidades e nos oferece justamente aquilo que mais necessitamos.

            Ele nos oferece a oportunidade de ter um caráter refinado, apoiado em verdades sólidas. Ao aceitarmos essas verdades Ele nos cobre com as Suas vestiduras brancas de justiça. O colírio nos proporciona a equidade visual necessária para distinguirmos o certo do errado e de como nos aproximarmos do modelo divino. É esse colírio que nos oferece também, uma visão de nossa responsabilidade em comunicar essas verdades para o mundo.

 

Quinta

            Salomão mostra o grande amor da Sulamita batendo na porta. Indecisa ela demorou um pouquinho para abrir. Quando o fez o seu grande amor já tinha ido embora. Diz o texto: “Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite. Já despi a minha roupa; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura. Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me respondeu” (Cânticos 5:2-6).

            Um ponto curioso nessa historia é que ela sabia perfeitamente quem estava na porta de sua casa. Essa é uma ilustração muito solene. Veja: Ela amava o seu noivo. Embora dormindo, ela anelava por Sua vinda. Ele. Foi tomada de grande emoção no momento de Sua chegada. Uma pequena demora em abrir a porta foi o suficiente para perder todas as bênçãos.

            Com certeza ela tinha lá as suas razões para essa pequena demora. Quem sabe foi arrumar o cabelo e colocar o melhor vestido. O convite de Jesus não permite demora em atendê-lo: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

 Abramos a porta do nosso coração como estamos e as mudanças serão efetuadas quando ele estiver à nossa mesa.

Alguém poderá perguntar: “Ela se arrependeu e saiu logo à Sua procura, por que não mais O encontrou?” Sabemos que breve se fechará a porta da graça. Quando isso acontecer, afirma Amós: “E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão” (Amós 8:12).

Hoje Jesus oferece salvação para todo mundo, principalmente para Laudiceia. A Sua mensagem é: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações” “Hebreus 4:7).  

 

 

Conclusão

            É conhecida a história do sapo que foi colocado em uma vasilha com água morna e aos poucos foi se acrescentado água quente. Em determinado momento ele sentiu que poderia morrer cozido. Tentou escapar, porém, não tinha mais forças e não conseguiu.

            A monirdão nos envolve em um estado de torpor e insensibilidade. É difícil conscientizarmos de nossa real condição. Na realidade não sabemos do perigo que nos envolve. O importante é abrirmos a porta de nosso coração hoje, agora. Essa é a primeira condição para que ocorra um reavivamento da primeira piedade em nossa vida.

Para que não nos esqueçamos (Malaquias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 22 a 29 de junho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF. .

 

Introdução

Malaquias encerra o ciclo profético do velho testamento. A preocupação do profeta era preparar o povo para a vinda do Messias. Após quatrocentos anos de silêncio aparece João Batista transmitindo uma mensagem semelhante à de Malaquias. Dizia "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 3:2).

Fazendo um paralelo vemos que os mesmos pecados condenados por Malaquias

estavam presentes nos dias de João Batista.  Malaquias 1:6 mostra os sacerdotes como

culpados pela indiferença do povo para com Deus.  Diz o texto: "O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? Diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?"

            O povo, voltado para os seus próprios interesses havia abandonado a pratica de dizimar. Essa atitude se refletiu na postura dos sacerdotes que se tornaram indiferentes e inescrupulosos.

            Malaquias faz um chamamento para a santidade do matrimônio. A infidelidade matrimonial de seus dias se refletia no relacionamento da igreja (esposa) para com Deus.

            Malaquias mostrou que Deus tem reservado em Sua agenda um dia no qual Ele destruirá os ramos e a raiz do pecado. “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1). Conheci um colportor que, em meio à agitação de uma cidade grande com imensos arranha-céus e o surrupiar intermitente de pneus pelas ruas, dizia: “Tudo está preparado para o fogo do Malaquias.”

            Parece que a teimosia é algo inerente ao homem. Durante milênios Deus tem chamado o ser humano para um relacionamento pessoal e perene com Ele mas o homem teimoso continua em sua prática de afastamentos intermitentes deste Deus que sempre o amou.  Não fosse a misericórdia divina e tudo estaria perdido. Diz Malaquias 3:6-7: "Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?"

Vemos um contraste gritante entre a postura de Deus e a do homem. O Senhor Deus não muda. Ele sempre é amor. Isaias afirma que os “Os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20).  

“Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.” (1 Coríntios 10:11).

 

Domingo

O sacerdócio nos dias de Malaquias estava corrompido. Eles continuavam com as práticas sacrificais no templo, mas com a visão obscurecida de seu real significado. A maneira como faziam os sacrifícios estava longe do ideal orientado por Deus.

Os animais oferecidos no altar deveriam ser perfeitos como perfeita é a vida de Jesus.  Ao oferecerem sacrifícios defeituosos os sacerdotes estavam afirmando que Jesus teria defeito e assim o Seu sacrifício seria inútil, pois só um Ser sem pecado poderia resgatar o homem.

Os sacrifícios apontavam para o Cordeiro de Deus, sem pecado, que em breve desceria do Céu e daria a Sua vida pelo pecador.  Malaquias estava preparando o povo de Israel para esse grande acontecimento. As palavras de Malaquias foram inúteis. As coisas desandaram tanto que os sacerdotes comercializavam os animais dentro do templo. E se alguém trazia um animal perfeito o sacerdote o vendia e em seu lugar oferecia um defeituoso mais barato. Diante dessa prática Jesus não deixou por menos e agiu com firmeza expulsando do templo os sacerdotes comerciantes.

Pelo que lemos no penúltimo versículo do capitulo um a rotina do Santuário se tornou enfadonha e cansativa. Diz o texto: “E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor” (Malaquias 1:13).

Essa “canseira” mencionada pelo profeta parece ter dois motivos. Primeiro, é difícil para qualquer pessoa executar algum trabalho se o seu coração não estiver naquilo que faz. Para que haja perfeição as coisas devem ser feitas mais com o coração do que com as mãos.

Em segundo lugar, provavelmente, Ageu e os demais profetas martelavam dia e noite na mesma tecla: “É necessário que os animais sacrificados sejam perfeitos.” Eles estavam cansados de ouvir tais advertências.

Duas lições para nós. Primeira, estamos oferecendo a Deus o melhor que possuímos? E a segunda, a nossa vida espiritual é alegre e descontraída ou tornou-se cansativa e enfadonha? O nosso Deus é grande. Criou-nos e nos redimiu. Ele merece o nosso melhor.

 

Segunda

            O casamento estava banalizado entre o povo de Deus. Por motivos fúteis um homem abandonava a esposa ou passava a conviver com mais de uma mulher. Não é atoa que mais uma vez Deus usa o casamento de um homem e de uma mulher para exemplificar o Seu relacionamento com o Seu povo.

            O povo estava trocando o Deus verdadeiro por falsos deuses. E pior, estas práticas passaram a ser consideradas normais. Deus traz a lembrança um tempo em que eles eram fieis. Diz o texto: “A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniquidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniquidade converteu a muitos” (Malaquias 2:6).

            Que tempos bons foram aqueles! Diz o texto que eles amavam a verdade, se apartavam da iniquidade e caminhavam com o Senhor em paz e em retidão.  Que tempos memoráveis! Mas pela história do povo de Deus que durou pouco tempo.

            O comportamento matrimonial deles identificava duas coisas. Primeiro era um claro exemplo de apostasia e em segundo lugar era o retrato do um relacionamento superficial com Deus.

            Durante o tempo em que o povo caminhava intimamente com Deus, a sua influencia levou muitas pessoas à conversão. Essa é à força do exemplo. No momento em eles se afastaram de Deus não tiveram mais força moral para testemunhar e o sentido da missão foi seriamente prejudicado.

            Esse é um mal que nos ameaça. O afastamento de Deus prejudica a missão por dois motivos. Primeiro o mundo não vê em nós as evidencias do que pregamos. E em segundo lugar não pregamos mais com aquela autoridade que só uma vida consagrada pode oferecer.

 

 
Terça

            O povo já estava tão acostumado com uma vida cristã fictícia que isso passou a ser normal para eles. O pecado sega. Certa vez ouvi que o maestro de um coral mantinha um relacionamento amoroso com a pianista e discutiu muito com a comissão da igreja tentando convencê-la de que no seu caso aquele era um procedimento normal.

            Quando Deus convidou o povo para que tornasse para os Seus braços de amor o questionamento foi: “Em que havemos de tornar.” Do mesmo modo quando foram advertidos de que estavam roubando a Deus eles foram enfáticos: “Em que Te roubamos?”

            Provavelmente você já teve a triste experiência de falar com um irmão com a mente cauterizada pela prática de algum pecado específico. Geralmente o diálogo se torna difícil e às vezes impossível.

            A retenção dos dízimos e das ofertas é uma porta aberta para um afastamento gradual de Deus e a sua devolução tem tudo a ver com a finalização da obra de Deus na terra. “Um dilúvio de luz está irradiando da Palavra de Deus, e é preciso que haja um despertamento para oportunidades negligenciadas. Quando todos forem fiéis em devolver a Deus o que a Ele pertence em dízimos e ofertas, abrir-se-á o caminho para que o mundo ouça a mensagem para este tempo. Se o coração do povo de Deus se enchesse do amor de Cristo; se cada membro de igreja fosse inteiramente imbuído do espírito de sacrifício; se todos manifestassem completo fervor, não haveria falta de fundos para as missões nacionais ou estrangeiras” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 137).

            Conheci um membro da igreja que além de ser fiel nos dízimos e nas ofertas era pródigo em ajudar pessoas necessitadas. Aquele irmão era agricultor e a cada ano as suas lavouras mais do que o esperado. Em uma linguagem quase prosaica ele dizia que Deus o bajulava além da medida.

             Aqueles que abastecem a casa do tesouro são abençoados sem medida. Talvez a maior das bênçãos seja a paz de espirito e a consequente felicidade que ela gera.

 

Quarta

Malaquias fala de dois grupos de pessoas que faziam parte da igreja de seu tempo. O grupo dos reclamões que não sentia a presença de Deus em sua vida. Esses se julgavam esquecidos de Deus e entregues a sua própria sorte. “...Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?” (Malaquias 3:14).  Para esse grupo servir a Deus é uma perda de tempo. É canseira! Eles tinham o mesmo pensamento do salmista quando se assustou diante da prosperidade dos ímpios. Mas no caso do salmista a dúvida desapareceu depois que ele teve uma visão do Santuário. Nos memoriais do Santuário havia um negro relato de cada um dos reclamões. E mais do que relatos estava escrito também como seria o fim de cada um deles.

O outro grupo era formado por pessoas agradecidas. Dos seus lábios não saíam reclamações. Pelo contrário, eles contavam um ao outro as maravilhas que Deus diariamente operava em suas vidas. É interessante que Deus gostou tanto desse comportamento especial que resolveu escrever tudo em um livro.  É interessante que um memorial é algo para ficar gravado na memória. No memorial estão registradas coisas que jamais deverão ser esquecidas. “Então aqueles que temeram ao Senhor falaram frequentemente um ao outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o Senhor, e para os que se lembraram do seu nome” (Malaquias 3:16).

No mundo existem milhares de monumentos. Eles são memoriais que falam de pessoas que fizeram coisas que, para sempre, devem ser lembradas pela humanidade. Em Brasília temos o memorial JK e não há quem se emocione ao entrar ali. Mas o memorial que Deus está fazendo de cada um de nós é muito mais emocionante. Ele será um testemunho para o Universo do Seu amor.

Malaquias chama a atenção de sua igreja para a correta devolução dos dízimos. A conduta dos fraudadores do tesouro de Deus está criteriosamente escrita. Diz Ellen G. White: “Como há diante Dele um memorial escrito daqueles que temem ao Senhor, e que se lembram do Seu nome, assim também é conservado o registro de todos os que se apropriam dos dons que Deus lhes confiou, para usar na salvação de almas. Review and Herald, 16 de maio de 1893” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 88).        

 

Quinta

            Na introdução deste estudo eu falei de um colportor que ao ver os grandes edifícios e as ruas apinhadas de carros de nossas metrópoles exclamava: “Está tudo preparado para o fogo do Malaquias.”

            É interessante que Malaquias conclui o seu livro e ao mesmo tempo finaliza o Velho Testamento com algumas mensagens impactantes e sequenciais. Primeiro ele fala do dia do Juízo quando Deus colocará um ponto final na dor destruindo os ramos e a raiz do pecado.

             Em diversas épocas e diversos povos experimentaram o seu dia do Senhor. Foi assim com Adão e Eva no dia em que foram expulsos do Éden, com os antediluvianos, com os sodomitas, com as sete nações que habitavam as terras de Canaã, com os ninivitas que ao se converterem tiveram o seu dia do juízo postergado por quase cem anos, mas finalmente se afastaram de Deus e foram destruídos. E não podemos nos esquecer de Jerusalém, destruída no ano setenta de nossa era.

             Mas em todos os casos Deus não agiu com justiça sem antes enviar mensageiros com advertências e com mensagens de convite ao arrependimento. No caso de Malaquias a conotação do dia do Senhor com a destruição de Jerusalém e com a segunda vinda de Cristo. No primeiro caso veio João pregando com a mesma ousadia de Elias. O seu enfoque era a vinda do Messias como o Salvador da humanidade. Mas como Jerusalém rejeitou a sua mensagem a destruição aconteceu. No segundo caso veio o próprio Jesus anunciando a salvação e mostrando que um dia Ele agirá com justiça e aqueles que O rejeitarem serão destruídos com o fogo mencionado por Malaquias.

            Antes de Deus aplicar os Seus juízos Ele apresenta uma saída. “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19). A saída é Jesus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

            Desde João Batista advertências após advertências têm sido dadas ao mundo. Os que escolheram se abrigarem sob as azas do Sol da Justiça serão poupados no grande dia do Senhor.

 

Conclusão

            Ao estudamos os profetas menores sentimos a angustia experimentada por cada um deles no afã de levar o povo de Deus a estreitar o seu relacionamento com Ele e cumprir a missão que Deus delegara a eles como nação.  Tanta advertência, tanta admoestação e tão pouco resultado!

 Ao fazer a introdução da Lição desta semana, o autor escreve: “Ainda que a idolatria aberta aparentemente houvesse desaparecido o povo não estava vivendo à altura das expectativas da aliança. Embora eles estivessem cumprindo a rotina das cerimônias religiosas, tudo era formalismo destituído de vida e de sincera convicção” (Lição, página 159).

Semelhante ao Israel de outrora temos uma missão de advertência para dar ao mundo. Somos responsáveis pelo ultimo apelo de misericórdia a ser dirigido à humanidade. Estamos vivendo à altura de nosso tempo ou estamos nos comportando a semelhança do Israel do passado?

“Convém-nos considerar o que sobrevirá brevemente à Terra. Não estamos em tempo de frivolidades ou de andar em busca dos próprios interesses” (A Igreja Remanescente, p. 71).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O melhor presente do Céu (Zacarias)


Comentário da Lição da Escola Sabatina de 15 a 22 de junho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto, ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança (Uma meditação matinal para qualquer ano). O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            As oito profecias encontradas na primeira parte do livro de Zacarias foram escritas em forma de “quiasmo” ou estrutura de espelho, o que significa que a primeira visão corresponde a oitava, a segunda a sétima e assim por diante.” Já na segunda parte do livro encontramos sete profecias messiânicas. A maioria delas fala do primeiro advento de Cristo, e outras, além de falar da primeira vinda de Cristo fazem um linque com a Sua segunda vinda e a restauração de todas as coisas.

            O povo de Deus voltou do cativeiro. Jerusalém foi reconstruída e o templo foi reerguido. A função profética agora era preparar esse povo para o primeiro advento de Cristo.

            O autor olha para o futuro do povo de Deus. Anuncia também o aparecimento do Messias com três características: rei (9:9-10), bom pastor (13:7-9) e transpassado (12:9-14). Ao ler esta segunda parte, é impossível não lembrar Jesus entrando em Jerusalém montado num jumentinho (rei-messias), ou quando afirma: “Eu sou o bom pastor”; ou ainda sofrendo a paixão e morte na cruz.

Existem opiniões de que a segunda parte do livro de Zacarias tenha sido escrita sessenta anos depois da primeira quando o povo já estava bem estabelecido em sua terra.

 Comentaristas afirmam que o estilo usado ao escrever a segunda parte difere da primeira e provavelmente teve a participação de outros autores. O horizonte histórico não é mais o do retorno do Exílio na Babilônia, pois Assíria e Egito são apresentados como nomes simbólicos de todos os opressores.

Zacarias apresenta detalhes da vida de Cristo que o torna um dos profetas mais citados no Novo Testamento. Pena que com tantas profecias apontando para a vinda do Messias não foram suficientes para mudar a maneira dos líderes religiosos verem o Messias e aceitá-Lo como Salvador. “Veio para o que era Seu, e os seus não o receberam” (João 1:11).

O povo de Deus falhou mais uma vez na sua missão. Era o seu dever preparar o mundo para o advento do Messias. O Messias Se tornou conhecido, mas não por intermédio deles.

Esse Jesus que os judeus não receberam tornaria a Judeia conhecida no mundo de então. O Seu nome despertou a curiosidade dos gregos e de outros povos. O povo Judeu, embora sendo dominado pelo Império Romano, passou a desfrutar de um respeito que antes não existia. O motivo de sua importância no mundo foi desconhecido por eles próprios.

 

Domingo

Alguns versos de Zacarias oito, em especial, me chamam a atenção. Diz o verso três: “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.” (Zacarias 8:3).

Veja que curioso: O templo foi reconstruído e dali para frente Ele seria a morada de Deus. Quase que o povo deixou escapar essa grande bênção.

Diz o verso 22: “Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor.”

E depois o último verso completa: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (verso 23).

Somos o povo do tempo de Zacarias não para anunciar a primeira vinda do Messias, mas a Sua segunda volta. Pelo Espírito Santo o Senhor habita em nosso coração e o mundo necessita ver essa realidade em nossa vida.

A nossa mensagem para o mundo deve ser a mesma de Moisés para Hobabe: “Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel” (Números 10:29).


 

Segunda

                As profecias de Zacarias tem muito a ver com as profecias de Daniel, Isaías e Ezequiel. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo” (Daniel 9:24). Com o inicio do ministério de Cristo dava início a última semana das setenta apresentada por Daniel.

            Um dado importante da entrada de Jesus em Jerusalém foi o fato de que a cidade não estava preparada para recebê-Lo. Tal situação levou Jesus a chorar sobre ela e é uma das poucas vezes que a Bíblia apresenta Jesus chorando. “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela” (Lucas 19:41). Aquele povo que tantas vezes foi convidado a se abrigar sob as asas da graça e recusou, estava condenado à destruição.

            É curioso o paradóxico. Enquanto a multidão cantava “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor” (Mateus 21:9), Jesus chorava. Quanto amor por um povo que O rejeitou!

            A entrada de Jesus em Jerusalém é narrada pelos quatro evangelistas. Mateus afirma que ao entrar Jesus em Jerusalém toda a cidade se alvoroçou. “E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?” (Mateus 21:10). Pela última vez a cidade ouviu então a repetida mensagem: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (Mateus 21:11). A cidade se alvoroçou, mas não se converteu.

            O Rei da paz estava entre eles e não O aceitaram. A cidade que recusou a verdadeira Paz, logo depois experimentou terríveis momentos de angustia. Tito veio sem misericórdia e destruíu tudo. “...Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos” (Lucas 19:42).

 

Terça

            “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12:10). Nesse verso Zacarias mostra o Rei da paz sendo transpassado. Jesus foi transpassado seis vezes. Nas duas mãos, nos dois pés, em um de Seus lados e também o Seu coração que foi transpassado pela angústia da rejeição.

            O choro apresentado por Zacarias provavelmente se refere aos que seguiam a Jesus e presenciaram Ele sendo transpassado pela espada enquanto estava suspenso na cruz. Mas há também o choro daqueles que O traspassaram ao vê-Lo retornar em glória e majestade. Eles terão plena  conciênscia  do que fizeram e sabem que terão de enfrentar o acerto de contas.

            Existe uma teoria de que essa profecia é simbólica e não literal porque os que transpassam Jesus estão mortos. No entanto temos plena convicção de que eles ressuscitarão naquele momento. E Ellen G. White vai mais longe: “Aqueles que O traspassaram.” Essas palavras não se referem apenas os homens que perfuraram Cristo quando Ele estava suspenso na cruz do Calvário, mas àqueles que, pela maledicência e por seus feitos, O estão perfurando ainda hoje” (Signs of the Times, 28 de Janeiro de 1903). Fala o escritor de Hebreus: “E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério” (Hebreus 6:6).

 

Quarta

            As ovelhas correm perigo de morte. Foram ferozmente atacadas pelo inimigo. Quando tudo perecia perdido aparece o Bom pastor. Ele as defende com veemência. É ferido e morto. Nesse momento as ovelhas que estavam ao seu redor se dispersam.

            Pedro foi se aquentar e dois deles foram para Emaús. Outros O observavam de longe: “E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia, para O servir” (Mateus 27:55). Diz o texto: “Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão” (Mateus 26:31).

            Isaías retrata bem o Pastor ferido e os motivos de Seus ferimentos: “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

Com a escassez de água em diversos locais da palestina, vários pastores formavam uma espécie de sociedade, construindo um redil comum. Os redis eram frequentemente cercados por uma muralha de pedra, e, por sobre o muro, colocavam feixes de espinhos apoiados em pedras maiores. Ficava um guardião velando toda a noite para defender o aprisco das feras e dos ladrões. Se em um redil estivessem as ovelhas de três pastores diferentes e a um deles pertencesse cinquenta ovelhas, somente as cinquenta atenderiam a sua voz.

A parábola do Bom Pastor mostra que existe um estreito relacionamento entre o pastor e suas ovelhas. Elas conhecem a sua voz e o seguem por onde ele vai. Por outro lado o pastor conhece cada ovelha pelo nome. Jesus afirma que o pastor mercenário ao ver as ovelhas serem atacadas eles fogem. Mas o Bom Pastor dá a Sua vida pelas ovelhas. E foi isso que Jesus fez.

No momento em que o Bom Pastor foi atacado as ovelhas se dispersaram. As ovelhas dispersas não conheciam a voz dos outros pastores. E não seguiram a nenhum deles. Elas permaneceram sem liderança. Mas com a ressurreição do Bom Pastor elas reconheceram a Sua voz e voltaram a segui-Lo. Ele aglutinou-as de novo.

 

 Quinta

            Já comentamos em outras oportunidades que as profecias referentes a primeira vinda de Cristo as vezes tem sentido duplo e são aplicadas também a segunda vinda. Esse é o caso de Zacarias que nem mesmo distingue uma da outra.

            Por exemplo: Sabemos que o conteúdo do verso quatro está intimamente ligado à segunda vinda de Cristo, quando o monte das Oliveiras se tornará em uma planície onde será firmada a Nova Jerusalém. Diz o texto: “E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul” (Zacarias 14:4). E completa o verso dez: “Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém, e ela será exaltada, e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei” (Zacarias 14:10).

            Zacarias termina o Seu livro apresentando a derrota daqueles que se insurgiu contra Jerusalém ao longo de sua história. Sabemos que essa profecia se refere também à destruição de Satanás e de seus seguidores que se juntarão para atacar a cidade Santa no final do Milênio.

Quando essas coisas acontecerem será o final do Grande Conflito que por mais de seis milênios permeou o nosso mundo. Esse conflito que nasceu no céu, floresceu em nosso coração e fez parte do nosso dia a dia. Zacarias nos oferece a certeza de que um dia Jesus exercerá o Seu domínio eterno e o mal nunca mais existirá. Naun afirma: “Não se levantará por duas vezes a angústia”  (Naun 1:9).  

 

Conclusão

            Zacarias apresentou a mensagem que deve acalentar o nosso coração e que é o nosso dever apresenta-la ao mundo. Assim como Jesus nasceu, morreu e ressuscitou, Ele voltará. Não como ferido e ensanguentado e não como servo sofredor. Ele virá em glória e majestade e o juízo estará em Suas mãos.

            Aqueles que O rejeitaram e perseguiram os Seus filhos serão eliminados com o “sopro de Sua boca”.  Para os fieis servos de Deus a promessa é: “E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:10).  

 

 

“Os professores da Escola Sabatina têm no ensino da lição da Escola Sabatina um campo missionário que lhes foi dado...” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 18).

 

“Persiste em ler, exortar e ensinar, até que Eu vá” (1 Timóteo 4:3).