segunda-feira, 1 de julho de 2013

Reavivamento: nossa grande necessidade

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Comentário da Lição da Escola Sabatina de 29 de junho a 6 de julho de 2013. Preparado por Carmo Patrocínio Pinto ex-diretor do Jornal Esperança e autor de Reavivar a Esperança, uma meditação para qualquer ano. O comentarista é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Central de Taguatinga, DF.

 

Introdução

            Neste trimestre vamos aprender que reforma é uma das consequências do reavivamento. O autor da Lição separou as oito primeiras lições do trimestre para que tenhamos uma visão bem ampla da nossa necessidade de reavivamento e de como consegui-lo.

            Nas últimas cinco lições vamos estudar o maior dos resultados do reavivamento: a reforma.  Fico imaginando o que será de nós se, no final deste trimestre continuarmos na mesmice que nos tem caracterizado. Estejamos atentos: Satanás vai fazer de tudo para que isso aconteça.

            Vamos aprender que o estímulo para o reavivamento, como aconteceu em toda a história do povo de Deus, vem do Senhor que nos criou. Ele sabe que se não passarmos por uma transformação não seremos capacitados para concluir a obra.

            Na primeira Lição do trimestre vamos entender que reavivamento é a nossa maior necessidade. Diz Ellen G. White: Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades” (Eventos Finais, p. 189).

            O convite, em forma de desafio, feito a igreja de Laudiceia é dirigido especificamente a nós. Ao ser apresentado um sermão na igreja é comum ouvirmos comentários de que o sermão foi direto para o irmão A ou B. Quando, quem sabe, a mensagem tenha sido destinada diretamente a nós. Ao estudarmos essas lições é necessário que nos coloquemos no foco de Deus. É o Seu propósito atingir diretamente o meu coração.

            Temos que sair da mornidão que anestesia a igreja. Peçamos ao Senhor que nos ajude a mudar essa realidade. Que pela graça de Deus sejamos um laudiceano humilde e carente da graça de Cristo (Sugestão: Leia página 318 de Reavivar a Esperança).

            Fiquei impressionado com as palavras do autor da Lição ao se referir a Laudiceia. Disse ele: “Uma igreja que perdeu a sua paixão e que precisa de um reaviva mento espiritual” (Lição pagina 3). Não esperemos até o final de o trimestre reaver a nossa paixão de viver e testemunhar a verdade.

 

Domingo

            Sabemos que as sete igrejas apresentadas por João no Apocalipse são períodos de tempo em que esta dividida a história do povo de Deus da igreja primitiva até os nossos dias.

            Sabemos também que as características de cada cidade apresentada têm a ver com os traços que identificam o povo de Deus em cada espaço de tempo representado.

            Cada uma das sete igrejas recebe uma mensagem específica para o seu tempo. Para todas elas é o próprio Cristo que Se apresenta. É interessante que ao Se apresentar a cada uma delas Jesus mostra algumas de Suas características que vai formando um somatório de qualidades específicas do Deus Criador.

Ao Se dirigir a Laudiceia Ele Se identifica com três características que completam e apresentam a identidade de quem realmente Ele é.   “O Amém” é uma palavra conhecida no mundo religioso como “Assim seja.” Mas o seu dignificado no Hebraico vai mais além. Ela é composta de três letras em hebraico אָמֵן.  Esta sigla sintetiza a frase "Deus, Rei, Fiel."  É traduzida também por sólido, durável, certo.  O Amém exprime também fé, certeza, entusiasmo.

Jesus Se identifica para Laudiceia com duas outras características que são: “a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apocalipse 3:14). É curioso que o significado do Amém dá sentido as duas outras características apresentadas a Laudiceia. Deus é o Amém ou Aquele que completa tudo. Ao mesmo tempo Ele é Rei e é Fiel, ou seja, deve reinar em nosso coração e merece toda a nossa confiança. É esse Deus que mostra os males de Laudicéia e ao mesmo tempo oferece o remédio.

Ao lermos as repreensões apresentadas a Laudicéia vemos que ela está envolvida com o mesmo problema que afastou Satanás do Céu: O egocentrismo, Um mal de difícil cura. Mas para Laudiceia é apresentada uma mensagem de esperança.

 

Segunda

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15-16).

Deus Se apresenta como um profundo conhecedor de nossa letargia espiritual e é categórico em afirmar que a nossa situação o incomoda ao ponto de Lhe causar náuseas. A cidade de Laudiceia se caracterizava como a cidade das águas mornas. Essa é a principal característica da igreja de nossos dias. Mornidão e indiferença que se misturam com uma auto suficiência recriminada por Deus.

            Trabalhei muitos anos em pronto socorro. Quantas vezes tive que provocar vômitos em um paciente que havia ingerido algo danoso a sua saúde. Nesses casos o melhor vomitório é oferecer água morna para o paciente. Não é fácil de beber, mas resolve.

            Por outro lado, um ambiente morno é propicio para a proliferação de bactérias prejudiciais à saúde. Da mornidão espiritual surgem as bactérias que degeneram a vida espiritual acarretando incapacitação para viver a vida cristã em sua plenitude ou mesmo causando a morte eterna. Sugerimos ler com atenção a nota da pergunta onde a irmã Ellen G. White esclarece melhor o assunto.

             Nem sempre é fácil aceitar uma repreensão. Ainda mais no caso de Laudiceia que está empanturrada do Eu que a impregna de um convencimento desmedido.   Deus, em Sua pesada repreensão à Laudicéia, objetiva nos levar a uma profunda reflexão. O Seu intento é nos salvar.

 

Terça

            Como igreja temos o pensamento de temos a verdade completa. Ter essa certeza é ótimo. Mas quantas vezes minimizamos o cristianismo de outras pessoas e nos colocamos no pedestal da vanglória.

            O leque de verdades defendidas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é realmente uma riqueza sem igual e, quantas vezes estribados nessa premissa nos colocamos acima daqueles que professam outras crenças. No nosso íntimo fazemos a oração do fariseu: “Não sou como os demais.”

            Temos a riqueza das verdades que professamos, porém nos falta a humildade de convivermos com ela. Conhecer as verdades que temos não nos faz melhores do que aqueles que estão ao nosso redor se a humildade não for a tônica de nossa vida. Rico em doutrinas? Ótimo! Mas ser pobre em simplicidade e simpatia, que desastre!

            As cinco palavras recriminatórias de Jesus “desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17) nos dá um xeque-mate. Uma pessoa com as características apontadas por Cristo parece ser um caso sem solução.

Sempre corro de madrugada, das cinco às seis e meia da manhã. Em meu trajeto passo por pessoas que fisicamente se enquadram perfeitamente nas palavras de Cristo. São pessoas miseráveis, desgraçadas, paupérrimas e andam seminuas nas noites frias de inverno.  De vez em quando converso com algumas delas e ouço histórias de arrepiar os cabelos. Elas vivem jogadas nas sarjetas da vida. Para Jesus estamos em situação pior do que essas pessoas, pois pior do que ser desgraçado, miserável, pobre e nu é ser cego a tal ponto de não nos enxergarmos assim no espelho. Essas pessoas veem e reconhecem a sua miserabilidade.

Somos ricos em doutrinas, mas paupérrimos demais para comprar o colírio oferecido por Cristo. Caso não usemos o colírio apresentado pelo grande médico somos irremediavelmente um caso perdido.

 

Quarta

            As características de Laudiceia apresentadas por Cristo nos mostra um sombrio prognóstico fechado. Mas Ele oferece uma solução. Prova é que procura a Sua igreja para uma conversa clara e sem máscaras.

            A solução que Jesus oferece tem um preço. Ele é enfático: “Aconselho-te que de mim compres” (Apocalipse 3:18). Parece que Ele esta dizendo: “Se você se julga rico tem condições de comprar.”

            Nas passagens bíblicas apresentadas na pergunta sete da Lição a Bíblia deixa claro que por mais ricos que sejamos não temos o suficiente para comprarmos o colírio, as vestes brancas e muito menos o ouro provado no fogo.

            O preço é a nossa humilde aceitação. Essa aceitação se traduz em reconhecermos que somos desgraçado, miserável, pobre e nu. Esse reconhecimento só acontece mediante o colírio apresentado por Cristo. Ele vai clarear a nossa visão espiritual e nos mostrar a nossa verdadeira condição.

            Quando eu era criança conheci um personagem que hoje não se vê. Era o “mascate.” Carregando uma pesada mala ele ia batendo de porta em porta oferecendo as suas mercadorias que eram preciosidades vindas de São Paulo.

            Por milênios Jesus tem Se portado como um mascate. Ele vai de porta em porta oferecendo as suas preciosidades não vindas de São Paulo e sim, do Céu. Ele conhece as nossas necessidades e nos oferece justamente aquilo que mais necessitamos.

            Ele nos oferece a oportunidade de ter um caráter refinado, apoiado em verdades sólidas. Ao aceitarmos essas verdades Ele nos cobre com as Suas vestiduras brancas de justiça. O colírio nos proporciona a equidade visual necessária para distinguirmos o certo do errado e de como nos aproximarmos do modelo divino. É esse colírio que nos oferece também, uma visão de nossa responsabilidade em comunicar essas verdades para o mundo.

 

Quinta

            Salomão mostra o grande amor da Sulamita batendo na porta. Indecisa ela demorou um pouquinho para abrir. Quando o fez o seu grande amor já tinha ido embora. Diz o texto: “Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite. Já despi a minha roupa; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura. Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me respondeu” (Cânticos 5:2-6).

            Um ponto curioso nessa historia é que ela sabia perfeitamente quem estava na porta de sua casa. Essa é uma ilustração muito solene. Veja: Ela amava o seu noivo. Embora dormindo, ela anelava por Sua vinda. Ele. Foi tomada de grande emoção no momento de Sua chegada. Uma pequena demora em abrir a porta foi o suficiente para perder todas as bênçãos.

            Com certeza ela tinha lá as suas razões para essa pequena demora. Quem sabe foi arrumar o cabelo e colocar o melhor vestido. O convite de Jesus não permite demora em atendê-lo: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

 Abramos a porta do nosso coração como estamos e as mudanças serão efetuadas quando ele estiver à nossa mesa.

Alguém poderá perguntar: “Ela se arrependeu e saiu logo à Sua procura, por que não mais O encontrou?” Sabemos que breve se fechará a porta da graça. Quando isso acontecer, afirma Amós: “E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão” (Amós 8:12).

Hoje Jesus oferece salvação para todo mundo, principalmente para Laudiceia. A Sua mensagem é: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações” “Hebreus 4:7).  

 

 

Conclusão

            É conhecida a história do sapo que foi colocado em uma vasilha com água morna e aos poucos foi se acrescentado água quente. Em determinado momento ele sentiu que poderia morrer cozido. Tentou escapar, porém, não tinha mais forças e não conseguiu.

            A monirdão nos envolve em um estado de torpor e insensibilidade. É difícil conscientizarmos de nossa real condição. Na realidade não sabemos do perigo que nos envolve. O importante é abrirmos a porta de nosso coração hoje, agora. Essa é a primeira condição para que ocorra um reavivamento da primeira piedade em nossa vida.

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